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- Jéssica Sant'Ana, g1
- 15 Mar 2022
- 18:01h
Foto: Reprodução / FM News
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (15) que o novo empréstimo ao setor elétrico para cobrir os custos da crise energética do ano passado será de até R$ 10,5 bilhões, dividido em duas partes.
O dinheiro será levantado junto a bancos públicos e privados. O financiamento, com cobrança de juros, será pago pelos consumidores de energia através de um novo encargo aplicado à conta de luz a partir de 2023 (leia mais abaixo).
A primeira parte do empréstimo foi regulamentada nesta terça e será de até R$ 5,3 bilhões, à vista. O valor deverá cobrir:
o saldo negativo das bandeiras tarifárias que não arrecadaram o suficiente (R$ 540 milhões);
o custo do bônus pago aos consumidores que economizaram energia no fim do ano passado (R$ 1,68 bilhão),
a postergação de cobranças pelas distribuidoras (R$ 2,33 bilhões); e
a importação de energia, entre julho e agosto do ano passado (R$ 790 milhões).
Já a segunda parte – estimada, até o momento, em outros R$ 5,2 bilhões – será para cobrir parte do custo da contratação emergencial de energia, realizada em leilão simplificado no ano passado e com período de fornecimento a partir de 1º de maio deste ano.
A segunda parte do empréstimo, porém, ainda será avaliada pela agência e passará por consulta pública. Não há previsão de quando isso ocorrerá.
- Folhapress
- 15 Mar 2022
- 14:53h
Foto: Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil liberam, nesta terça-feira (15), novo lote do abono salarial do PIS/Pasep. Nesta remessa, é a vez de funcionários de empresas privadas nascidos em julho e servidores com número de inscrição final 6 sacarem o benefício.
O pagamento do abono de até um salário mínimo (R$ 1.212) começou em 8 de fevereiro para os inscritos no PIS (Programa de Integração Social) e no dia 15 de fevereiro para os inscritos no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).
Os primeiros recebem pela Caixa e os servidores públicos têm o valor depositado no Banco do Brasil. Os beneficiários têm até 29 de dezembro para sacar o valor. Nascidos de janeiro a junho e servidores inscritos com números de 1 a 5 já tiveram o abono liberado.
CONFIRA O CALENDÁRIO DO PIS
O pagamento varia conforme o mês de nascimento do beneficiário
Nascidos em - Recebem a partir de - Recebem até
Janeiro - 08/02/2022 - 29/12/2022
Fevereiro - 10/02/2022 - 29/12/2022
Março - 15/02/2022 - 29/12/2022
Abril - 17/02/2022 - 29/12/2022
Maio - 22/02/2022 - 29/12/2022
Junho - 24/02/2022 - 29/12/2022
Julho - 15/03/2022 - 29/12/2022
Agosto - 17/03/2022 - 29/12/2022
Setembro - 22/03/2022 - 29/12/2022
Outubro - 24/03/2022 - 29/12/2022
Novembro - 29/03/2022 - 29/12/2022
Dezembro - 31/03/2022 - 29/12/2022
CONFIRA O CALENDÁRIO DO PASEP
O pagamento do Pasep varia de acordo com o número final de inscrição do servidor?
Final da inscrição - Recebem a partir de - Recebem até
0 - Já liberado - 29/12/2022
1 - Já liberado - 29/12/2022
2 - Já liberado - 29/12/2022
3 - Já liberado - 29/12/2022
4 - Já liberado - 29/12/2022
5 - Já liberado - 29/12/2022
6 - 15/03/2022 - 29/12/2022
7 - 17/03/2022 - 29/12/2022
8 - 22/03/2022 - 29/12/2022
9 - 24/03/2022 - 29/12/2022
QUEM TEM DIREITO
Tem direito ao abono do PIS/Pasep quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor por, no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, em 2020. Também é preciso estar cadastrado no programa PIS ou no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) há pelo menos cinco anos —ou seja, o primeiro emprego com carteira assinada deve ter ocorrido em 2015 ou antes.
Além disso, é necessário ter recebido até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no ano-base, o que correspondem a R$ 2.090, considerando-se o salário mínimo de R$ 1.045 vigente em 2020, e ter seus dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Rais ou no eSocial.
O valor pago depende do número de meses em que o beneficiário trabalhou em 2020. Confira
Meses trabalhados no ano-base
Valor do abono
1 - R$ 101,00
2 - R$ 202,00
3 - R$ 303,00
4 - R$ 404,00
5 - R$ 505,00
6 - R$ 606,00
7 - R$ 707,00
8 - R$ 808,00
9 - R$ 909,00
10 - R$ 1.010,00
11 - R$ 1.111,00
12 - R$ 1.212,00
- Anderson Ramos / Bruno Leite/ Bahia Notícias
- 14 Mar 2022
- 20:10h
Foto: Reprodução/Poder 360
O governador Rui Costa (PT) defendeu que os gestores que compõem o fórum de governadores devem entrar com um pedido de inconstitucionalidade por conta da lei que cria a cobrança única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, inclusive importados, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na última sexta-feira (11) (saiba mais aqui).
"A tendência é de que os estados brasileiros entrem com um pedido de inconstitucionalidade da lei. São tantos erros graves que cometemos no Brasil...", iniciou o governador, citando o "orçamento paralelo" como um "crime" contra a sociedade.
Para Rui, há um desequilíbrio na formatação da federação entre estados e municípios, com "distorções" influenciadas por "motivações eleitoreiras". O impacto delas estaria "arrebentando com a capacidade dos municípios se financiarem, comprometendo a gestão dos estados".
"Ou isso aqui é uma federação ou deixa de ser. No estilo que tá, não temos um caminho", disse, comparando com países europeus como Alemanha e Espanha, que não têm a mesma definição sobre a ingerência do parlamento sobre taxações estaduais.
(Reprodução/Yahoo)
O Banco Central libera nesta segunda-feira (14) as consultas ao valor do dinheiro esquecido nos bancos e os pedidos de resgate dos recursos aos nascidos de 1968 a 1983. Para os nascidos antes desse período, a liberação foi feita na semana passada.
Ao todo, são R$ 4 bilhões que serão pagos a 28 milhões de clientes – 26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de empresas, segundo o Banco Central.
Para os nascidos depois de 1983, os recursos serão liberados na próxima semana.
Calendário
As consultas de valores e pedidos de resgate devem ser feitos seguindo o calendário abaixo, que considera a data de nascimento do cliente ou de criação da empresa.
- por Clayton Castelani | Folhapress
- 14 Fev 2022
- 11:30h
Foto: Pixabay
O dólar ronda a menor cotação em cinco meses e esse momento de baixa coincide com a retirada de restrições ao turismo em diversos países devido ao avanço da vacinação contra a Covid-19. Diante disso, é provável que algumas pessoas estejam se perguntando se chegou a hora de comprar a moeda americana para viajar. A resposta depende dos planos de viagem e do risco que o comprador está disposto a correr.
Na última quarta-feira (9), o dólar comercial fechou o dia valendo R$ 5,226, a menor cotação desde 13 de setembro do ano passado (R$ 5,223). Na sexta (11), antes de encerrar o pregão valendo R$ 5,24, a divisa havia caído a R$ 5,18 e só não manteve a baixa porque o mercado foi atemorizado por notícias de que autoridades dos Estados Unidos alertavam para uma iminente invasão da Ucrânia pela Rússia.
Incontáveis variáveis podem influenciar a taxa de câmbio em um intervalo de poucas horas ou até mesmo em alguns minutos. A atual crise na Europa é apenas uma delas. Isso torna praticamente impossível saber qual é o melhor momento para comprar moedas.
"Os profissionais mais preparados do mercado trabalham para acertar a quanto vai estar o dólar no fim do ano, mesmo assim, eles erram", diz Flávio Oliveira, sócio da Zahl Investimentos.
É a imprevisibilidade que leva a uma receita básica para a compra de moeda para uma viagem internacional: buscar o preço médio. A regra é comprar quantidades iguais de dólares em intervalos regulares no período entre o início do planejamento e o embarque.
Intervalos de compras semanais, quinzenais ou mensais são escolhas que dependerão mais da disponibilidade de tempo e organização de cada comprador. O mais importante é comprar quantidades iguais e respeitar os intervalos estabelecidos.
"Comprar regularmente, em partes iguais, escolhendo o dia fixo [do mês ou da semana]" orienta Oliveira. "É o que todas as pessoas deveriam fazer", diz.
A regra do preço médio vale para planejamentos de curto, médio e longo prazo. Exceções ficam apenas para os casos de viagens urgentes ou que já estão muito próximas.
"Se a viagem é daqui a um mês, pode comprar tudo agora, porque não dá para saber qual será o melhor dia", comenta Natália Monaco, estrategista de renda variável da Veedha Investimentos.
Em um momento de certo alívio no câmbio, porém, é grande a tentação de descumprir as orientações dos especialistas. Nesse caso, para quem quiser literalmente fazer uma aposta para uma viagem planejada para o curto prazo, existem dois motivos para acreditar que essa baixa pode ser temporária e, portanto, favorável à compra.
O primeiro é que este é um ano de disputa eleitoral pela Presidência da República. O período tende a provocar altas no dólar conforme o período de campanha se aproxima.
Atentos a medidas do atual governo e a propostas dos principais candidatos que possam ser consideradas arriscadas para o equilíbrio das contas públicas, investidores podem trocar aplicações na economia doméstica por ativos no exterior. Uma saída consistente de capital tornaria o dólar escasso e ainda mais caro.
O segundo indicativo de uma baixa apenas temporária do câmbio é o contexto global. O dólar está caindo devido à entrada volumosa de estrangeiros no mercado financeiro brasileiro. Eles aportaram R$ 32,5 bilhões no mercado acionário do país em janeiro, de acordo com relatório da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. O mês foi o mais positivo para o fluxo de capital externo na Bolsa brasileira desde novembro de 2020.
Mas é possível que os investidores internacionais, que representam 53% do capital aplicado na Bolsa, estejam buscando apenas ganhos momentâneos em países emergentes enquanto as principais bolsas mundiais passam por um período de baixa.
Grandes mercados globais entregaram lucros extraordinários em 2021, com destaque para os resultados nos Estados Unidos. O índice S&P 500, referência do mercado de ações de Nova York, avançou 28% no ano passado.
Juros praticamente zerados e injeções de dinheiro no mercado através da compra de ativos foram o fermento utilizado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) para que esse bolo crescesse tanto.
Em 2022 a situação é diferente. O S&P 500 recuou 7,3% do início do ano até a última sexta-feira (11). A Nasdaq, bolsa que concentra empresas de tecnologia e que possuem maior potencial de crescimento, já afundou 9,3%.
As quedas no mercado americano ocorrem devido à expectativa de que o Fed será forçado a promover um forte aperto monetário para controlar a maior inflação do país em 40 anos. O ajuste está previsto para começar em março, mas a autoridade monetária não tem sido clara sobre quanto e em qual velocidade irá elevar os juros.
Enquanto esperam uma definição sobre o tamanho do ajuste, investidores liquidam ativos encarecidos pelas altas recentes nas principais bolsas e buscam papéis desvalorizados e promissores em mercados emergentes.
O Brasil aparece com destaque entre as opções devido ao momento favorável às suas empresas de maior valor, principalmente no setor de materiais básicos. Pontos fortes das commodities brasileiras, petróleo e minério de ferro estão em alta.
Também atraente aos estrangeiros, o sólido setor bancário brasileiro é avaliado como promissor devido à possibilidade de ampliação de lucros em meio à alta da taxa básica de juros do Brasil, que está em 10,75% ano ano.
"Vemos estrangeiros entrar [na Bolsa], fazendo movimento de rotação entre ações de crescimento para valor. Lá fora as ações de tecnologia estão caindo muito e, aqui dentro, empresas de valor, como as de commodities e bancos, estão se valorizando puxadas por estrangeiros", diz Jennie Li, estrategista de ações da XP.
O principal risco de saída de capital do Brasil é o efetivo início da elevação dos juros nos Estados Unidos, principalmente se essa alta se der de forma mais rápida e ampla do que o esperado. Isso aumentaria a atratividade dos títulos do Tesouro americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo.
"Parte do capital pode estar aqui aguardando até que os juros americanos subam. Nesse ínterim a gente se beneficia por aqui", diz Natália Monaco, da Veedha.
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- por Clayton Castelani | Folhapress
- 05 Fev 2022
- 12:23h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
O Brasil é o país com a maior taxa de juros ao ano, descontada a projeção de inflação, segundo o ranking mundial de juros reais compilado pelo portal MoneYou e pela gestora Infinity Asset Management. A lista tem 40 países.
Essa marca foi alcançada após o Copom (Comitê de Política Monetária) Banco Central ter elevado na última quarta-feira (2) a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, a 10,75% ao ano.
Para chegar aos juros reais, porém, o estudo fez uma equação entre as taxas nominais estimadas e aquelas negociadas a mercado para janeiro de 2023. No caso do Brasil, a referência dos juros de mercado é o índice dos contratos DI (Depósitos Interbancários), que estava em cerca de 11,9% ao ano na última quarta.
Desse cálculo é descontada a perspectiva de alta da inflação para os próximos 12 meses -para o Brasil, a projeção é 5,38%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. O resultado é uma taxa de juros real de 6,41% ao ano, colocando o Brasil no topo do pódio dos países com o crédito mais caro, à frente de Rússia (4,61%) e Colômbia (3,02%).
A lista de nações com taxas positivas é pequena, tem apenas dez posições, ocupadas também por Chile, México, Indonésia, Hungria, Turquia, Malásia e República Tcheca. Outros 30 estão em situação inversa.
A Argentina no fim da fila. O país vizinho tem juros negativos de 14,5%, o que reflete uma inflação que fechou 2021 em alta de 51%.
Considerando a média geral dos países listados, a taxa mundial de juros está negativa em 1,27%.
Na maior parte do planeta, as economias seguem com juros abaixo das taxas estimadas de inflação. Esse cenário reflete a rápida e surpreendente escalada de preços global. Uma situação gerada pelo desequilíbrio entre a alta demanda e a baixa oferta de mercadorias e insumos após a retomada econômica gerada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19 nas principais economias mundiais.
Bancos centrais em todo o mundo, porém, iniciaram ou discutem começar apertos monetários -elevar juros- para combater a escalada do custo de vida.
Entre os 40 países do ranking, 67,50% mantiveram suas taxas na última rodada de discussões das suas respectivas autoridades monetárias, enquanto 32,50% elevaram taxas.
No cômputo geral, que extrapola o ranking, dos 167 países analisados, 78,44% mantiveram os juros e 19,16% elevaram. Apenas 2,40% cortaram.
"Ainda que se preservem parte dos programas de alívio quantitativo, o movimento global de políticas de aperto monetário ganhou força, com o aumento expressivo no número de bancos centrais sinalizando preocupação com a inflação, em especial devido aos recentes choques de oferta e perspectiva de alta nas commodities", diz o relatório da Infinity Asset sobre o estudo.
A gestora também destaca o peso global da posição do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) sobre os próximos passos da política monetária da principal economia do mundo.
A autoridade monetária vem afirmando que deverá tirar suas taxas de juros de referência do zero a partir de março, medida considerada necessária por membros do Fed para que o país possa frear a maior inflação em quatro décadas.
Países emergentes, como o Brasil, são pressionados a elevar juros em meio a expectativa de que investimentos em renda fixa nos Estados Unidos se tornem mais atrativos. Caso não o façam, correm risco de enfrentar a saída de investidores, escassez de dólares, e ainda mais pressão inflacionária devido ao desequilíbrio no câmbio.
- por Folhapress
- 18 Jan 2022
- 16:49h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,69% registrado em novembro de 2021, na comparação com outubro, percentual já dessazonalizado para compensar eventuais diferenças entre os períodos, como o número maior de feriados ou fins de semana. As informações são da Agência Brasil.
O dado, uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi divulgado nesta segunda-feira (17), em Brasília, pelo Banco Central. Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo (-0,79%), devido a uma sequência anterior de recuos, segundo os números apresentados pela autoridade monetária.
Na comparação com novembro de 2020, quando os efeitos da pandemia estavam mais acentuados, o indicador tem alta de 0,43%; e no acumulado do ano (janeiro a novembro de 2021) a variação observada, sem ajuste sazonal, ficou em 4,59%. No acumulado de 12 meses, novembro tem alta de 4,30%.
O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano.
A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2022, é de 11,75% ao ano, conforme boletim divulgado pelo Banco Central no início do mês.
- por Renata Galf | Folhapress
- 17 Jan 2022
- 09:50h
Foto: Bahia Notícias
O cenário de pesquisas eleitorais divulgadas ao público amplo, na corrida para as eleições de 2022, tem sido marcado não só por uma maior frequência de resultados como de mais atores envolvidos.
Uma das novidades é que parte relevante das pesquisas divulgadas em 2021 foi financiada por empresas ou grupos do mercado financeiro ou corretoras de investimentos, para além dos veículos de comunicação.
Fora isso, por ser ano eleitoral, ao longo de 2022 as pesquisas devem ser registradas na Justiça Eleitoral antes de serem divulgadas, além de seguir uma série de regras.
Entenda as regras e saiba quem financia as principais pesquisas.
Quais as regras sobre pesquisas eleitorais?
Pesquisas realizadas em ano de eleição têm regras específicas. Com isso, desde o dia 1º de janeiro, qualquer instituto ou empresa que queira divulgar uma pesquisa de intenção de voto deve antes registrá-la na Justiça Eleitoral com pelo menos cinco dias de antecedência.
Quem contratou a pesquisa, o valor despendido para sua realização e a origem dos recursos estão entre as informações que devem ser obrigatoriamente informadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao fazer o registro.
O que significa divulgar uma pesquisa?
Ainda que, no senso comum, divulgar uma pesquisa possa parecer equivalente a publicá-la em veículos de comunicação, do ponto de vista jurídico, a divulgação a terceiros, mesmo que seja para públicos limitados, já configura divulgação. Uma exceção seriam as pesquisas para consumo interno de partidos.
Por que essas regras existem?
As normas existem para evitar a propagação de pesquisas fraudulentas e de desinformação, conforme explica José Paes Neto, que é advogado e membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).
"Vão permitir que todos que estão envolvidos no processo eleitoral consigam depois verificar a correção dos dados, se as questões de estatística foram seguidas. Por isso todas essas regras precisam ser cumpridas antes que seja feita a divulgação das pesquisas."
O que acontece com quem divulga pesquisa sem registro?
A divulgação de pesquisa sem registro está sujeita a multa. No caso de a pesquisa ser fraudulenta, além da multa, o ato pode ser punido com detenção de até um ano.
Quais dados devem ser informados ao TSE?
Além do contratante e valor da pesquisa, também a metodologia, o período de realização, intervalo de confiança e margem de erro da pesquisa são dados requisitados. Um dos pontos fundamentais da metodologia é definir uma amostragem representativa do eleitorado.
Os dados das pesquisas registradas ficam disponíveis no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais.
Existe alguma regra sobre enquetes?
No período de campanha eleitoral, que começa em 15 de agosto, é proibida a realização de enquetes relacionadas ao pleito.
As diferenças entre enquetes e pesquisas de opinião são muitas. Enquetes não possuem metodologia nem definição de amostras representativas da população. Elas são respondidas apenas por quem toma a iniciativa de participar delas.
Empresas do mercado financeiro podem financiar pesquisas?
Não há impedimento de quem pode ou não financiar as pesquisas.
Paes Neto diz que uma das lacunas das regras que valerão em 2022 é a manutenção da possibilidade de a pesquisa ser autofinanciada.
Uma proposta prevista no novo Código Eleitoral que tramita no Congresso proíbe a realização de pesquisa eleitoral com recursos da própria empresa ou entidade de pesquisa. A única exceção seriam pesquisas com finalidade jornalística feitas por empresas integrantes de grupos de comunicação social.
Para ele, essa ideia é positiva porque "enfraquece o caixa 2 e a possibilidade de manipulação dos resultados" por parte de empresas de pesquisa sem vínculo jornalístico ou de contratantes que não declaram a origem dos recursos.
Quanto à participação de empresas do setor financeiro como patrocinadoras de pesquisa, ele não vê um problema a priori e diz que, no caso de haver uso indevido para manipulação financeira, a questão foge da seara eleitoral e é competência dos órgãos reguladores dos respectivos setores.
A questão é colocada frente à possibilidade de determinados grupos terem acesso a resultados que podem ter impacto no mercado financeiro, antes de serem amplamente divulgadas.
Qual o impacto das pesquisas?
O fato de empresas ou grupos financiarem pesquisas não é inédito. Conforme aponta Sérgio Trein, que é doutor em ciência política e professor de comunicação politica, um dos interesses das empresas para encomendar tais levantamentos era a definição de quais candidatos iriam apoiar e destinar doações. Neste caso, elas não seriam necessariamente divulgadas amplamente.
Para Trein, considerando o distanciamento da população da política, a divulgação das pesquisas e a escolha de quais possíveis candidatos entram nelas têm também um caráter de marketing e de consolidação de determinados candidatos em detrimento de outros.
"Diante desse quadro [de desinformação], a pesquisa eleitoral serve quase como um balizador, um canal de informação para as pessoas saberem quem são os candidatos efetivamente e qual o desempenho desses candidatos", diz. "Quanto antes você conseguir sair na frente melhor."
Veja o que se sabe sobre algumas das principais pesquisas divulgadas em 2021:
DATAFOLHA
Quem conduz a pesquisa: Datafolha
Quem financia: Folha de S.Paulo
Ao longo de 2021, o Datafolha realizou quatro pesquisas de intenção de voto de caráter nacional, publicadas e pagas pelo jornal Folha de S.Paulo. As duas empresas fazem parte do Grupo Folha, mas são independentes.
O Datafolha possui regras específicas em relação a pesquisas eleitorais e não aceita encomendas de partidos políticos. Conforme consta no site do instituto, os levantamentos são realizados para divulgação e uso público de grandes veículos de comunicação, e uma das obrigações do veículo contratante é tornar público o resultado do levantamento.
De acordo com Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, outra política do instituto é a divulgação dos resultados assim que a coleta de dados é concluída.
"Isso é importante, porque pesquisa de intenção de voto passou a ser um instrumento de especulação no mercado financeiro", diz. "Tudo que os investidores querem saber às vésperas da divulgação de uma pesquisa é o resultado antecipado que os institutos mais tradicionais vão dar."
FUTURA/MODALMAIS
Quem conduz a pesquisa: Futura Inteligência
Quem financia: Modalmais
Também são divulgadas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo instituto Futura Inteligência e financiadas pelo banco digital e plataforma de investimentos Modalmais.
De acordo com a Futura, o Modalmais recebe os resultados das pesquisas assim que a coleta de dados está finalizada e os resultados tabulados. A última rodada da pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 13 de dezembro e divulgada no dia 14.
Questionado se o Modalmais ou seus clientes tinham acesso antecipado às pesquisas, o Banco Modal afirmou: "O Banco Modal contrata a Futura Inteligência para realização de pesquisa e divulga para a mídia de acordo com a norma do TSE". O TSE, contudo, não determina a divulgação, além disso suas regras só se aplicam a anos eleitorais.
Em resposta à reportagem, a Futura afirmou também realizar pesquisas de intenção de voto pagas por outros grupos ou empresas, bem como partidos políticos, mas que tem como previsão para 2022 fazer isso apenas em caráter regional e não em pesquisas nacionais.
IDEIA/EXAME
Quem conduz a pesquisa: Instituto de Pesquisa Ideia (antes, Ideia Big Data)
Quem financia: Revista Exame, que pertence ao banco BTG Pactual
Desde 2020 vêm sendo divulgadas pesquisas de intenção de voto conduzidas pelo Ideia e financiadas pela Revista Exame -que foi adquirida no final de 2019 pelo banco BTG Pactual. A parceria une o instituto de pesquisa e o braço de análise de investimentos da Exame, a Exame Invest Pro.
A rodada mais recente da pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de dezembro, e divulgada em 10 de dezembro.
Questionada se a Exame Invest Pro, o BTG Pactual ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados das pesquisas que são divulgadas pelo veículo de comunicação ao público geral, a Exame respondeu que "o tempo entre o encerramento da coleta de dados e a divulgação para o público é sempre o mínimo possível". "A Exame recebe os resultados após o fechamento do mercado e divulga em seus canais oficiais antes da próxima abertura."
De acordo com a Ideia, em resposta à reportagem, a empresa também realiza pesquisas para outros grupos ou empresas, mas divulgações públicas ocorrem somente com a Exame. "Nosso foco nas eleições de 2022 é o setor privado e não partidos, políticos e campanhas", disse em mensagem.
IPEC, ANTIGO IBOPE
Quem conduz a pesquisa e financia: Ipec
O Ipec (Inteligência, Pesquisa e Consultoria) foi fundado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que deixou de existir no início de 2021. Márcia Cavallari, que era presidente do Ibope, é a CEO do Ipec.
Ao longo de 2021, a nova empresa realizou quatro pesquisas de intenção de voto. De acordo com Cavallari, os custos com a realização do levantamento são do próprio Ipec.
Ela explica que as perguntas são incluídas nas pesquisas Bus do instituto, que inclui perguntas de diversas empresas em uma única pesquisa, com custos compartilhados. "A gente rateia, junto com os demais clientes, os custos da execução dessa pesquisa nacional", afirmou.
Cavallari diz que os resultados foram distribuídos para veículos de comunicação como a TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo. O Ipec aceita encomendas de pesquisas de partidos ou políticos.
IPESPE/XP
Quem conduz a pesquisa: Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas)
Quem financia: XP Inc.
Ao longo de 2021, uma das pesquisas que teve maior frequência foi a Ipespe, encomendada pela XP, que possui a corretora de valores XP Investimentos. Parte delas está disponibilizada no site da empresa.
A última rodada, em dezembro de 2021, foi realizada entre os dias 14 e 16 de dezembro e divulgada no dia 20 do mesmo mês.
Questionado se a XP ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados antes da divulgação a veículos de imprensa, o Ipespe afirmou que: "Pelo código de ética do Instituto e por cláusula contratual, o Ipespe não fornece informações inerentes aos nossos clientes". A XP informou que "clientes e áreas da XP que têm posição ou qualquer ligação com os mercados não têm acesso antecipado a esses resultados" e que a divulgação dos resultados segue a legislação pertinente.
QUAEST/GENIAL
Quem conduz a pesquisa: Quaest
Quem financia: Genial Investimentos
Outra parceria envolve a corretora de investimentos digital Genial Investimentos, que é controlada pelo Banco Genial, com a empresa de consultoria e pesquisa Quaest.
Existe uma página online da parceria, na qual estão disponibilizadas seis pesquisas de 2021, uma por mês, abrangendo o período de julho a dezembro.
Em resposta à reportagem, a Quaest afirmou que a divulgação dos resultados "é feita de forma uniforme, simétrica e universal". "A Genial recebe o resultado da pesquisa assim que ele é concluído na terça (geralmente a primeira terça do mês). Seus clientes e os veículos de comunicação recebem na quarta pela manhã, juntos."
A Quaest aceita encomendas de diversos grupos, empresas, universidades e partidos políticos, mas afirma que, em 2022, pesquisas de intenção de voto serão realizadas exclusivamente para a Genial Investimentos. "Nosso contrato impede que sejamos contratados por outras instituições financeiras."
PODERDATA
Quem conduz: PoderData
Quem financia: Poder360
O PoderData é uma empresa de pesquisas de opinião do grupo de comunicação Poder360. De acordo com a empresa, os resultados de suas pesquisas de intenção de votos são usados para fins jornalísticos.
Conforme consta em seu site, o PoderData não atende a governos, partidos ou políticos. "A condução dos levantamentos é baseada nas regras de excelência do jornal digital Poder360 e expressa na sua política editorial."
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- por Folhapress
- 09 Jan 2022
- 12:06h
Pixie Curtis ao lado da mãe, Roxy Jacenko. Foto: Reprodução / Instagram
"Ela pode se aposentar aos 15 anos se quiser". A frase é de Roxy Jacenko sobre a filha Pixie Curtis, que tem 10 anos, mas já é conhecida na Austrália por ser um sucesso no mundo dos negócios.
A menina é dona de duas empresas. Uma delas, a Pixie's Fidgets, foi lançada em março do ano passado de olho na explosão dos fidgets toys, os brinquedos que provocam estímulo sensorial por meio de toques, cores e sons --o mais conhecido nessa categoria é o pop-it.
Os itens vendidos pela empresa de Pixie se esgotaram em 48 horas. No primeiro mês de operação, o negócio faturou US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão), segundo reportagem do site australiano news.com.au.
"Nossa piada de família é que vou trabalhar até os 100 anos e Pixie terá se aposentado aos 15 --eu certamente sei quem é mais inteligente", afirmou Jacenko ao site.
"Ela tem muitos sonhos, que incluem uma casa na praia e um Lamborghini SUV na garagem. Ela vai trabalhar por muito mais tempo e mais arduamente para conseguir isso, mas ela está no caminho certo", completa Jacenko. "Agora, a lição importante é ensiná-la a investir bem e não desperdiçar seu dinheiro."
É fato que muito do sucesso da filha tem tudo a ver com o apoio da mãe. Pixie Curtis ficou conhecida do público em 2014 aos 2 anos como "Princesa do Instagram", por causa das fotos e legendas que Jacenko postava em uma conta que criou para a filha na rede social.
Graças ao sucesso do perfil, a mãe da menina fundou naquele mesmo ano a primeira empresa da filha, a Pixie's Bows, uma linha de acessórios de cabelo para crianças. O negócio foi um sucesso e estrelas mirins como Suri Cruise, filha de Tom Cruise e Katie Holmes, e North West, a primogênita de Kim Kardashian e Kanye West, foram clicadas com o acessório.
As duas empresas, a Pixie's Fidgets e a Pixie's Bows se juntaram agora na Pixie's Pix, que também vende outros jogos e acessórios infantis online, todos aprovados pela menina.
É Jacenko que administra os negócios da filha. Ela também tem a suas próprias empresas como a Sweaty Betty PR, de relações públicas. Além disso, a mãe empresária lançou em dezembro uma marca para o filho caçula, Hunter, 7, a HPC Brand, de roupas e acessórios infantis.
Jacenko afirma que deseja para os filhos "felicidade e boa saúde" e que Pixie pode se afastar dos negócios se assim desejar. "Eu disse isso desde o primeiro dia, no momento em que Pixie não quiser ficar à frente ou se envolver com a Pixie's Pixie e a Pixie's Bows, então iremos reavaliar. Mas, por enquanto, ela está feliz, aprendendo muito", disse.
- por Marianna Holanda | Folhapress
- 07 Jan 2022
- 16:05h
Foto: Agência Sebrae de Notícias
Depois de muita disputa entre o Palácio do Planalto e a Economia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou integralmente, nesta sexta-feira (7), o projeto de lei que pretendia abrir um programa de renegociação de débitos tributários para MEIs (microempreendedores individuais) e empresas do Simples Nacional.
O chefe do Executivo atendeu ao Ministério da Economia e à AGU (Advocacia-Geral da União), que apontaram risco de violação da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e de dispositivos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e da Constituição.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (7). Na volta do ano Legislativo, em fevereiro, parlamentares analisarão o veto, podendo derrubá-lo.
"A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, uma vez que, ao instituir o benefício fiscal, implicaria em renúncia de receita, em violação ao disposto no art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, no art. 14 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, e nos art. 125, art. 126 e art. 137 da Lei nº 14.116, de 31 de dezembro de 2020 - Lei de Diretrizes Orçamentárias 2021", diz a justificativa da Economia e da AGU.
O episódio causou mal estar no Planalto. O presidente não queria vetar a medida, mas os técnicos não chegaram a uma saída segura, do ponto de vista fiscal. Portanto, trata-se de uma vitória da equipe da equipe da Receita.
No início de sua live semanal desta quinta (6), aparentando não saber que a transmissão já havia começado, Bolsonaro indicou ser contrário ao veto. "Como são as coisas, né? O cara querendo que eu vetasse o Simples Nacional", disse.
Antes disso, um auxiliar de Bolsonaro afirmou no vídeo que estava acompanhando o tema. "Está agora com o Julio Cesar [Vieira Gomes, secretário especial da Receita Federal], estou acompanhando", disse o auxiliar.
Segundo interlocutores, a possibilidade de um veto parcial, para evitar o ingresso de empresas que não foram afetadas pela pandemia no programa de renegociação, foi aventada, mas sem sucesso.
Ao conceder descontos aos devedores, o programa aprovado pelo Congresso Nacional geraria uma renúncia de receitas. O impacto, no entanto, não está previsto no Orçamento de 2022.
Segundo fontes da área econômica, o impacto na arrecadação deste ano seria de aproximadamente R$ 600 milhões. O governo estima que R$ 50 bilhões poderiam ser negociados.
O dia de idas e vindas no Palácio quanto ao projeto de lei também repercutiu no Congresso.
Antes do veto publicado nesta sexta, o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), que foi o relator da proposta na Câmara e coordena a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, criticou a intenção do governo de vetar o texto.
Segundo ele, o governo deixaria de beneficiar 4,5 milhões de empresas do Simples.
"Estamos muito decepcionados com essa notícia. Somos as maiores prejudicadas economicamente com a pandemia. As empresas ficaram fechadas, acumulando dívidas", disse Bertaiolli.
Para o deputado, o veto impossibilita que empreendedores de todo o país ganhem fôlego para atravessar 2022. "Os microempresários não têm as mesmas condições das grandes empresas e precisam de ajuda para reverter quase dois anos de prejuízos em suas atividades", afirmou.
Antes da decisão final de Bolsonaro, Bertaiolli já prometiu trabalhar para derrubar o veto, caso essa fosse a escolha. Ele destacou que só a Frente Parlamentar do Empreendedorismo tem mais de 200 parlamentares, entre deputados e senadores.
- por Luciana Lazarini | Folhapress
- 06 Jan 2022
- 16:17h
Foto: Agência Brasil
O governo apresentou ao Codefat (Conselho de Desenvolvimento do Fundo de Amparo ao Trabalhador) a proposta de calendário do abono do PIS/Pasep 2022, segundo membros do conselho. Após mudança no sistema de liberações em março de 2021, o pagamento do abono salarial referente a 2020 foi adiado para este ano.
No calendário proposto pelo governo, que foi confirmado pela Força Sindical e pela UGT (União Geral de Trabalhadores), o pagamento do PIS (Programa de Integração Social) começa no dia 8 de fevereiro, para trabalhadores nascidos em janeiro, e segue com novas liberações até 31 de março, quando é feito o depósito para nascidos em dezembro. Já no calendário proposto para o abono do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), pago a servidores, as liberações vão de 15 de fevereiro a 24 de março, conforme o número da inscrição. O prazo final para o saque do abono salarial se encerra em 29 de dezembro de 2022 para todos os beneficiários.
Procurado na noite desta quarta (5), o Ministério do Trabalho e Previdência não respondeu à reportagem.
Segundo Sérgio Luiz Leite, representante da Força Sindical no Codefat, a proposta de calendário apresentada pelo governo será submetida a votação dos membros do conselho até esta sexta-feira (7). Para começar a valer, é obrigatória a aprovação do calendário no Codefat, que reúne representantes de trabalhadores, dos empregadores e do governo. Para Leite, concentrar os pagamentos no primeiro semestre de 2022, como proposto agora, atende a reivindicação feita pelas centrais quando o governo atrasou o calendário de liberações do abono.
Números do governo apontam que 23,08 milhões de trabalhadores terão direito ao abono, num total de R$ 21,046 bilhões, segundo informou Canindé Pegado, conselheiro-titular do Codefat e representante da UGT.
Segundo o representante da UGT, ainda há a possibilidade de pagamento antecipado do abono salarial, para o dia 27 de janeiro de 2022, aos trabalhadores com vínculos de empregadores dos municípios em situação de emergência devidamente declarados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da portaria 3.115 de 10/12/21, no estado de Minas Gerais, e portaria 3.123 de 10/12/21, no estado da Bahia.
Tem direito ao abono salarial do PIS em 2022 o trabalhador inscrito no programa há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias no ano-base de 2020. Para ter direito, a remuneração mensal média precisa ser de até dois salários mínimos. Além disso, o empregador precisa ter informado os dados do funcionário corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).
O pagamento do abono do PIS, devido a trabalhadores com carteira assinada, é feito pela Caixa, e o do Pasep, devido a servidores que se encaixam nas regras do programa, é liberado no Banco do Brasil.
A mudança no sistema de pagamentos consta da resolução do Codefat 896, de 23 de março de 2021, que estabelece que o abono será pago de acordo com calendário anual, a ser aprovado pelo conselho em janeiro de 2022. Antes, os depósitos tinham liberações de julho de um ano a junho do ano seguinte.
O cálculo do abono considera 1/12 do salário mínimo válido na data do pagamento, multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano correspondente, com arredondamento para cima, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência.
Se o beneficiário trabalhou o ano todo de 2020, receberá um salário mínimo de abono, que em 2022 é de R$ 1.212. Se trabalhou um mês, receberá R$ 101. Frações de 15 dias, ou mais, são consideradas como 30 dias.
O abono salarial é diferente das cotas do PIS/Pasep, devida a cidadãos que trabalharam entre 1971 e 1988 e que ainda não sacaram o dinheiro.
*
VEJA OS CALENDÁRIOS PROPOSTOS
ABONO DO PIS PAGO PELA CAIXA A TRABALHADORES COM CARTEIRA ASSINADA
Nascidos em - Recebem a partir de - Recebem até
Janeiro - 08/02/2022 - 29/12/2022
Fevereiro - 10/02/2022 - 29/12/2022
Março - 15/02/2022 - 29/12/2022
Abril - 17/02/2022 - 29/12/2022
Maio - 22/02/2022 - 29/12/2022
Junho - 24/02/2022 - 29/12/2022
Julho - 15/03/2022 - 29/12/2022
Agosto - 17/03/2022 - 29/12/2022
Setembro - 22/03/2022 - 29/12/2022
Outubro - 24/03/2022 - 29/12/2022
Novembro - 29/03/2022 - 29/12/2022
Dezembro - 31/03/2022 - 29/12/2022
ABONO DO PASEP PAGO PELO BANCO DO BRASIL A SERVIDORES
Final da inscrição - Recebem a partir de - Recebem até
0 - 15/02/2022 - 29/12/2022
1 - 15/02/2022 - 29/12/2022
2 - 17/02/2022 - 29/12/2022
3 - 17/02/2022 - 29/12/2022
4 - 22/02/2022 - 29/12/2022
5 - 24/02/2022 - 29/12/2022
6 - 15/03/2022 - 29/12/2022
7 - 17/03/2022 - 29/12/2022
8 - 22/03/2022 - 29/12/2022
9 - 24/03/2022 - 29/12/2022
CÁLCULO DO BENEFÍCIO
Meses trabalhados - Valor do abono (em R$)
1 mês - 101,00
2 meses - 202,00
3 meses - 303,00
4 meses - 404,00
5 meses - 505,00
6 meses - 606,00
7 meses - 707,00
8 meses - 808,00
9 meses - 909,00
10 meses - 1.010,00
11 meses - 1.111,00
12 meses - 1.212,00
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- Bahia Notícias
- 04 Jan 2022
- 12:04h
Foto: Reprodução / Shutterstock
A Apple alcançou, nesta segunda-feira (3), a marca de primeira empresa do mundo a atingir US$ 3 trilhões em valor de mercado. Os números vêm em meio a projeções positivas de investidores do mercado financeiro. Em reais, o valor é equivalente a R$ 17 trilhões.
Conforme divulgou o Portal G1, por volta de 15h45 (horário de Brasília), as ações da Apple chegaram a ser avaliadas em US$ 182,88. O suficiente para a empresa cruzar a marca de US$ 3 trilhões era US$ 182,86. No entanto, nos minutos seguintes, as ações recuaram ao patamar de US$ 182,50.
Desde que Steve Jobs fundou a marca em 2007, as ações da empresa subiram 5.800% e mesmo sofrendo com a escassez global de chips, a companhia tem colhido bons resultados. Em um balanço recentemente divulgado, a Apple anunciou vendas abaixo das expectativas para os iPhones e acessórios. Em compensação, iPads e Macs tiveram bom desempenho.
- por Clayton Castelani | Folhapress
- 02 Jan 2022
- 15:17h
Foto: Michael Wensch/Domínio Público
O investidor brasileiro perdeu dinheiro na gangorra das finanças deste ano, com Bolsa e juros alternando-se num brusco sobe e desce em meio à disparada da inflação.
No contexto inflacionário que contrariou previsões de especialistas, o bitcoin ocupou com larga vantagem o posto de melhor aplicação de 2021 no país, segundo levantamento do gerente de relacionamento institucional da Economatica, Einar Rivero, que considerou uma cesta com as prévias de 16 indicadores de referência computados até esta quinta-feira (30) ou no seu fechamento mais recente.
A criptomoeda acumulou ganho de 75,83% em 12 meses. É preciso ressaltar, no entanto, que vem caindo nos últimos meses e seu futuro em 2022 também é incerto.
Investimentos no exterior por meio de BDRs (sigla em inglês para Recibos Depositários Brasileiros) e ETFs (fundos que acompanham índices estrangeiros) também obtiveram ganhos reais. O BDRX, uma espécie de carteira virtual para medir o desempenho desses ativos ofertados pela B3, a Bolsa de Valores brasileira, acelerou 38%.
Já o Ibovespa, referência do mercado de ações do país, caiu 12,53%. É o pior resultado da comparação.
Índices que medem a alta do custo de vida preencheram as cinco posições subsequentes ao bitcoin e ativos no exterior no ranking, sendo o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) o que mais subiu. O indicador referência para reajustes dos contratos de aluguel saltou 17,78% no ano.
Todos os investimentos tradicionais incluídos na pesquisa ficaram atrás da inflação. O indicador oficial subiu 9,26%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado até novembro.
Inerente a investimentos de risco, a volatilidade foi potencializada pela taxa de juros baixa na maior parte do ano e por uma escalada inesperada e persistente da inflação. Essa combinação é apontada por analistas como a vilã das carteiras.
"Investimentos em juros prefixados, pós-fixados, Bolsa, ou seja, os mais tradicionais tiveram retorno real negativo", afirma Evandro Buccini, sócio e diretor de renda fixa e multimercado da Rio Bravo.
A caderneta de poupança rendeu 2,99%. O investimento mais popular do país ficou um pouco atrás do CDI (Certificados de Depósitos Interfinanceiros), que variou 4,35%. Esse índice é a base para títulos de CDB atrelados a juros e, geralmente, é recomendado para a composição de um fundo de reserva devido à sua liquidez diária.
Dólar e ouro são refúgios em tempos de volatilidade. Mas apenas a moeda americana se mostrou um ativo interessante para a proteção do patrimônio em 2021. A divisa se valorizou em 7,39%, segundo a taxa de referência de câmbio calculada pelo Banco Central, enquanto o metal ganhou apenas 2,69%.
Investidores ou não, os brasileiros perderam. É isso o que mostra a fotografia das finanças deste ano. Ela revela um cenário em que as empresas tiveram desvalorização, enquanto os juros precisaram ser acelerados pelo Banco Central na tentativa de contenção da inflação.
Ainda mais preocupante, segundo Buccini, é a constatação de que o mercado de ações doméstico frequentemente está em desvantagem quando comparado ao de juros.
"É difícil fazer grandes generalizações do retorno de um ano apenas. Mas, mesmo olhando retornos em janelas maiores, o Ibovespa perde para o CDI. Isso sim é um paradoxo e mostra que o crescimento do país deixa a desejar há décadas", afirma.
O recrudescimento da pandemia no início do ano é a principal causa para o retrato financeiro de 2021, pois desorganizou as cadeias produtivas globais, gerando desabastecimento e alta nos preços ao redor do mundo.
Fatores da política doméstica, porém, contribuíram para que o Brasil saísse pior na foto. As Bolsas dos Estados Unidos bateram sucessivos recordes ao longo de 2021 com o impulso de um pacote de estímulos do governo americano. Movimento semelhante ocorreu na Europa. Diversos mercados foram beneficiados pela injeção de liquidez, enquanto o brasileiro perdeu a carona.
As manifestações de raiz golpista capitaneadas pelo presidente Jair Bolsonaro, em setembro, e as incertezas geradas pela decisão do governo de furar o teto de gastos foram relevantes para completar o estrago causado pela pandemia, destacou Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e conselheiro da Rio Bravo, em sua resenha econômica de fechamento de ano.
Fundos imobiliários também ficaram entre os piores retornos do ano. O índice que acompanha esses ativos cedeu 2,82%.
A gangorra dos juros explica, mais uma vez, o resultado negativo, de acordo com Camila Almeida, sócia e fundadora da Habitat Capital Partners.
"Viemos de um momento em que a taxa básica de juros atingiu a mínima histórica de 2% ao ano, o que fez com que muitos investidores buscassem outras opções de investimento como alternativa à renda fixa, dentre elas, os fundos imobiliários. Porém, com uma Selic mais alta [no segundo semestre], investidores optaram por voltar para a renda fixa", comentou.
Almeida ressalta que esses fundos possuem outros atrativos, como a distribuição de rendimentos mensais isentos de Imposto de Renda e o acesso a investimento no mercado imobiliário com baixa barreira de entrada.
Para 2022, porém, ela avalia que os CRIs, títulos lastreados em créditos imobiliários, navegarão melhor do que os fundos porque têm rendimentos indexados à inflação ou ao CDI.
Evandro Buccini, da Rio Bravo, diz que a principal lição de 2021 é a importância de uma defesa direta contra uma inflação alta inesperada. Os melhores instrumentos para isso, segundo ele, são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional de série B), que são os títulos do Tesouro Direto com rentabilidade atrelada à inflação oficial (IPCA) mais uma taxa de juros prefixada.
No conturbado cenário de 2021, porém, o desempenho do índice que faz um apanhado geral desse tipo de investimento também ficou no vermelho.
"Sempre terá algo inesperado. O importante é que as carteiras estejam preparadas para a volatilidade", afirma.
Criptoativo dispara na base da publicidade e da busca por rentabilidade A turbulência nos investimentos tradicionais gerada pela pandemia pavimentou a estrada para o crescimento do bitcoin, principal representante dos criptoativos, em meio à busca por rentabilidade. Mas não foi só isso.
A popularização das NTFs (sigla em inglês para tokens não fungíveis) e a adoção do bitcoin como moeda oficial de El Salvador deram grande publicidade e potencializaram a demanda por esse e outros ativos criados a partir de códigos criptografados, segundo Rodrigo Soeiro, fundador da Monnos Cryptobank.
El Salvador tornou-se, em 7 de setembro, o primeiro país do mundo a adotar oficialmente a criptomoeda.
Insignificante para a economia global e do tamanho do estado de Sergipe, o país de praias paradisíacas da América Central atraiu as atenções da imprensa mundial com essa decisão.
A despeito dos protestos populares contra adoção da criptomoeda, o presidente do país, Nayib Bukele, anunciou em novembro a criação de uma cidade voltada à mineração de bitcoin. A larga demanda energética exigida nessa atividade seria suprida pela geração termal provida pelo vulcão Conchagua.
"Isso tudo trouxe muita visibilidade para o bitcoin", comenta Soeiro.
Já os NTFs, que usam a base da tecnologia das criptomoedas para certificar que um artigo digital (uma fotografia, por exemplo) é original, passaram a ser adotados em número cada vez maior por grandes marcas, artistas e produtores de jogos eletrônicos.
"O advento dos NFTs está trazendo uma dinâmica de massificação", afirma.
Soeiro reforça, porém, que o mercado de criptoativos está em evolução e "ainda é um ambiente selvagem", em que há fraudes e, por isso, requer do investidor dedicação para obter informações sobre quais são os empreendedores sérios que oferecem acesso ao negócio.
Ele estima que esse mercado deverá crescer ainda mais em 2022, com a popularização de meios de pagamentos que utilizam ativos protegidos por linhas de código. "Serão mais comerciantes recebendo em criptomoedas. Isso vai dragar uma massa de usuários para esse ecossistema."
Não é possível garantir, porém, que esses ativos seguirão em alta. Assim como outros investimentos de risco, as criptomoedas estão sendo afetadas pela expectativa de alta nos juros globais devido aos apertos monetários anunciados pelos principais bancos centrais. O bitcoin recuou 17% somente em dezembro.
* Valores acumulados em 2021, até as 15h desta quinta (30) ou o fechamento mais recente
- Jornal Correio 24h
- 14 Nov 2021
- 14:56h
(Reprodução)
A Caixa deve lançar no mês que vem um programa destinado a implantação de energia solar nas residências brasileiras. O Caixa Energia Renovável vai financiar a aquisição de placas solares com juros de 1,17% ao mês, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao programa Brasil em Pauta deste domingo (12). “É a menor taxa de crédito”, disse Guimarães.
O financiamento poderá ser contratado por meio do celular, pelo aplicativo Caixa Tem. Ele terá carência de seis meses e cinco anos para o pagamento.
O presidente da Caixa falou de outra iniciativa voltada à sustentabilidade: o Caixa Florestas. Por meio desse programa o banco pretende investir R$ 150 milhões para patrocinar a plantação de 10 milhões de árvores em cinco anos. Segundo o presidente da Caixa foram selecionados quatro projetos. Serão 4 milhões de árvores, 5 mil nascentes, e 4 milhões de pessoas sendo beneficiadas. “Quando nós mantemos as florestas ou as nascentes, a população que vive no entorno [dessas áreas] se beneficia diretamente”, disse o presidente da Caixa.
Pedro Guimarães também falou sobre a abertura de 268 agências da Caixa no interior do Nordeste. Ele destacou que o banco vai na contramão dos demais, que estão fechando postos, porque abre agências em locais de difícil acesso, onde nenhuma instituição chega. Também comentou sobre o crescimento da Caixa no agronegócio, sobretudo no segmento de baixa renda, no caso o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Não vamos focar nas grandes empresas, que não precisam da Caixa”, disse.
- Governo da Bahia
- 14 Nov 2021
- 09:03h
(Foto: Divulgação)
A atração de mais um investimento internacional para a Bahia vai possibilitar geração de emprego e renda para a região de Ilhéus e Itabuna. É que foi lançada nesta sexta-feira (12) a pedra fundamental da Forever Oceans Brasil para o cultivo offshore do peixe marinho olho de boi. O empreendimento é fruto de gestões feitas pelo Governo do Estado, através das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE), Agricultura (Seagri) e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O memorando para a concretização do projeto foi assinado pelo governador Rui Costa, em 2019, durante missão aos Estados Unidos.
Com aporte de R$ 300 milhões, a empresa prevê a implantação de duas fazendas marinhas compostas por 12 gaiolas cada, com capacidade para produção de 8.000 toneladas/ano em cada fazenda, a construção de um laboratório para a produção de alevinos de Olho de Boi, além de um frigorífico capaz de processar 100 toneladas de peixes por semana. As operações devem começar em 2023, com a geração de 100 empregos diretos e 400 indiretos.
A primeira etapa do projeto contempla o início das obras de implantação do Laboratório de Produção de Alevinos de Peixes Marinhos (Hatchery). A área para a implantação das fazendas offshore estão licenciadas pelo Ibama. Com isso, a Bahia dá um passo importante para a consolidação da cadeia produtiva de peixes em grande escala, já que novos empreendimentos estão em prospecção pelo Governo do Estado.