Marcelo Odebrecht trabalha dois anos no setor administrativo de HC de São Paulo e conquista liberdade

  • Bahia Notícias
  • 28 Abr 2023
  • 14:01h

Foto: Divulgação

Um dos principais alvos da Operação Lava Jato, o executivo Marcelo Odebrecht passou os últimos dois anos trabalhando no setor administrativo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

 

Ainda segundo a publicação, há três meses, Marcelo terminou de cumprir a pena a que foi sentenciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão pelo então juiz Sérgio Moro em 2016. Fez acordo de delação que reduziu a pena para 10 anos. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu o período para sete anos, que já foram cumpridos.

 

O empresário começou a trabalhar na unidade médica em junho de 2021, e trabalhou lá até o dia 26 de janeiro deste ano. De acordo com o jornal, Marcelo conseguiu passar despercebido para médicos e funcionários da instituição, já que poucos sabiam de sua presença no p´rédio do complexo.

 

O ex-presidente da Odebrecht batia ponto no hospital duas vezes por semana.  Fazia serviços adminisrtativos e auxiliava em discussões de processo e fluxo de trabalho.  Marcelo atendia também demandas administrativas gerais nas áreas subordindas à superintendência e à chefia de gabinete.

Pastores Fernando Aparecido e Joel Miranda são condenados a 21 anos de prisão pela morte de Lucas Terra

  • Por Camila São José / Leonardo Costa / Lula Bonfim
  • 28 Abr 2023
  • 12:31h

Foto: Reprodução/ Correio

Os pastores Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda foram condenados a 21 anos de reclusão cada um, por decisão da maioria do júri, pelo assassinato do adolescente Lucas Terra, de 14 anos, ocorrido em 2001. O julgamento teve início na terça-feira (25) e a decisão saiu nesta quinta-feira (27), com a condenação por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe (vingança), meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.

 

De acordo com a juíza Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto, foram 18 anos de pena base por homicídio, mais três anos devido à impossibilidade de defesa. Tanto Fernando Aparecido quanto Joel Miranda poderão recorrer da decisão em liberdade, por terem se apresentado sem resistência ao júri. Caso seja mantida após o trânsito em julgado, a punição será cumprida em regime fechado. O crime de ocultação de cadáver acabou excluído, porque acabou prescrevendo quatro anos após o fato.

 

Após o anúncio da condenação, o júri popular foi encerrado ao som da voz de familiares de Lucas Terra, que gritavam "assassinos" para os pastores Fernando Aparecido e Joel Miranda.

VEJA DETALHES DO JULGAMENTO

As sessões contaram com sete jurados, cinco homens e duas mulheres, sob a liderança da magistrada Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto. Os promotores Ariomar José Figueiredo da Silva e Davi Gallo representaram o Ministério Público da Bahia (MP-BA) na acusação dos pastores, que tiveram como defensores os advogados Nestor Nerton Fernandes Tavora Neto e Nelson da Costa Barreto Neto.

 

Nesta quinta, o primeiro réu a prestar depoimento foi Joel Miranda. Durante o interrogatório, Miranda alegou inocência e afirmou que não conheceu Lucas antes do desaparecimento ter sido relatado e indicou que não mantinha qualquer relação, inclusive de amizade, com o outro acusado. Segundo depoimento de Silvio Galiza, ex-pastor condenado pelo crime, o adolescente teria sido morto após flagrar Joel Miranda e Fernando Silva fazendo sexo. Foi a partir do relato de Galiza que ambos se tornaram réus. “Não sou homossexual”, frisou.

 

Segundo réu a depor, o pastor Fernando Aparecido da Silva admitiu que conhecia o adolescente mas negou ter participado do crime. Durante o julgamento, Fernando respondeu perguntas da juíza e alegou ter dado a Lucas o mesmo tratamento que tinha com outros membros. Além disso, o acusado afirmou que o pai de Lucas o procurou na igreja ao notar que o filho não havia chegado em casa.

 

A defesa dos pastores Fernando Aparecido e Joel Miranda, nesta quinta, afirmou que o assassinato do garoto Lucas Terra foi cometido apenas pelo também pastor Sílvio Galiza, já condenado pelo crime. Na ocasião, o advogado Carlos Humberto Fauaze Filho não negou a existência de um crime bárbaro, mas garantiu que tanto Fernando quanto Joel são inocentes. “Peço que vossas excelências não confundam a certeza do crime com a certeza de quem os praticou”, afirmou o defensor.

 

O promotor Davi Gallo, representante do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que buscava a condenação dos pastores Fernando Aparecido e Joel Miranda, afirmou que “trata-se do julgamento de dois pedófilos, dois homicidas que mataram um anjo”.

 

RELEMBRE O CASO

Lucas Terra era frequentador da Igreja Universal do Reino de Deus, no bairro de Santa Cruz, e foi encontrado morto, com o corpo carbonizado, em um terreno baldio na Avenida Vasco da Gama.

 

O principal suspeito do caso, na época, foi Sílvio Roberto Galiza, pastor da Universal. Ele já havia sido afastado da igreja por ter sido flagrado dormindo ao lado de adolescentes frequentadores do templo.

 

Os investigadores concluíram que Galiza abusou sexualmente de Lucas e o queimou ainda vivo, descartando o corpo para encobrir o crime. O pastor foi condenado, inicialmente, a 23 anos e 5 meses de prisão em 2004. Após recursos, a pena foi reduzida para 15 anos. Hoje, o condenado vive em liberdade.

 

Porém, em 2006, surgiu uma nova versão. Galiza delatou os também pastores Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda. De acordo com o religioso condenado, os colegas da Igreja Universal foram flagrados pelo adolescente em um ato sexual. Segundo ele, por esse motivo, Lucas Terra teria sido assassinado.

 

Como consequência dessa delação, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que já desconfiava que Galiza não teria cometido sozinho o crime que resultou na morte de Lucas Terra, denunciou tanto Fernando Aparecido quanto Joel Miranda como corresponsáveis pelo homicídio.

 

Após diversas idas e vindas, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os dois pastores deveriam ir a júri popular, o que aconteceu nesta semana.

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Relator cede e retira do PL das Fake News agência para fiscalizar plataformas

  • Por Folhapress
  • 28 Abr 2023
  • 10:14h

Foto: Câmara dos Deputados

Para vencer a resistência na Câmara, o relator do PL (projeto de lei) das Fake News, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), retirou do texto a criação de uma agência reguladora de supervisão das plataformas e deixou explícito o livre exercício de cultos religiosos e a "exposição plena" de seus dogmas e livros sagrados.
 

O deputado protocolou seu relatório final na noite desta quinta-feira (27) após negociar ajustes com bancadas nos últimos dias. A expectativa é que o mérito seja votado na próxima terça-feira (2).
 

O projeto em discussão traz, entre outros pontos, uma série de obrigações aos provedores de redes sociais e aplicativos de mensagem, como a moderação de conteúdo.

A votação do PL ganhou força no governo Lula (PT) após os atentados golpistas de 8 de janeiro e principalmente depois dos ataques a escolas em São Paulo e em Blumenau (SC).
 

O relatório anterior do deputado dava ao Executivo a prerrogativa de criar uma entidade autônoma de supervisão para regulamentar dispositivos do projeto, fiscalizar o cumprimento das regras, instaurar processos administrativos e aplicar sanções em caso de descumprimento das obrigações.
 

O ponto era criticado pela oposição, que apelidou o órgão de "Ministério da Verdade". Segundo eles, poderia haver risco de interferência ideológica na agência, com a retirada de conteúdos de opositores.
 

Orlando Silva também incluiu dispositivo dizendo que a lei deverá observar "o livre exercício da expressão e dos cultos religiosos, seja de forma presencial ou remota, e a exposição plena dos seus dogmas e livros sagrados".
 

O item busca atender ao pleito da bancada evangélica, que ameaçava votar contra a proposta se a "liberdade religiosa" não fosse explicitada.
 

O relatório estipula ainda que a imunidade parlamentar material prevista na Constituição se estende às redes sociais. Além disso, determina que contas de presidentes, governadores, prefeitos, ministros, secretários e outros cargos são consideradas de interesse público. A partir disso, proíbe que os detentores restrinjam a visualização de suas publicações por outros usuários.
 

Para os provedores de redes sociais há obrigações, por exemplo, de produção de relatórios de transparência e de identificação de todos os conteúdos impulsionados e publicitários.
 

Segundo o texto, as decisões judiciais que determinarem a remoção imediata de conteúdo ilícito relacionado à prática de crimes referidos na lei deverão ser cumpridas pelos provedores em até 24 horas, sob pena de multa entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
 

A oposição criticava trecho de relatório anterior de Orlando Silva com determinação para que provedores atuem "hábil e diligentemente" quando notificados sobre conteúdos potencialmente ilegais gerados por terceiros no âmbito de seus serviços, que configurem ou incitem crimes contra o Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, atos de terrorismo e crimes contra crianças e adolescentes.
 

O deputado amenizou o trecho e indicou apenas que os "provedores devem atuar diligentemente para prevenir e mitigar práticas ilícitas no âmbito de seus serviços, envidando esforços para aprimorar o combate à disseminação de conteúdos ilegais gerados por terceiros".
 

Entre os principais pontos do projeto estão o dever das plataformas de vetar contas inautênticas, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência sobre moderação de conteúdos, a criação de conselho de transparência e responsabilidade, além da realização de estudos, pareceres e recomendações sobre liberdade, responsabilidade e transparência na internet.
 

O projeto estabelece também multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil em caso de descumprimento da lei.
 

Entidades como Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) e ANJ (Associação Nacional de Jornais), que reúnem os principais veículos de mídia, defendem o PL. Veículos menores temem perder financiamento por terem menor poder de barganha.
 

O texto de Orlando Silva também prevê o pagamento por parte das plataformas pelo conteúdo jornalístico utilizado sem que esse custo seja repassado ao usuário final.
 

Sobre a forma do pagamento, o texto aponta que a pactuação deve ser feita entre as plataformas e as empresas jornalísticas.

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N° de municípios afetados por chuvas na Bahia sobe para 27

  • Bahia Notícias
  • 28 Abr 2023
  • 08:30h

Foto: Rafael Martins / GOVBA

Já são 27 municípios atingidos pelas chuvas recentes na Bahia. Do total, seis estão com decreto de emergência. Destes, a maioria está na Costa do Descobrimento: Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Belmonte e Itapebi, um fica no Litoral Sul, Ilhéus; e um no Sudoeste, Caraíbas.

 

Segundo a Defesa Civil do Estado [Sudec], 9,3 mil pessoas seguem afetadas pelas chuvas, sendo que 9,2 mil desalojadas e 74 desabrigadas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27). A Sudec informou que dois trechos de estradas seguem com trânsito limitado: BA-283 Itabela – Guaratinga, e BA-001 Belmonte - Santa Cruz Cabrália.

 

A superintendência também declarou nesta quinta que enviou mais um caminhão com donativos de kits humanitários para atender a população de Itapebi. Foram encaminhadas mais de 34 toneladas de alimentos, 11 mil litros de água mineral, mais de 1,5 mil colchões, mais de 1,5 mil cobertores, 50 conjuntos de lençóis com fronha e 17 mil metros quadrados de lona para cobertura de encostas.

 

A lista com o restante das cidades afetadas tem Anagé, Canavieiras, Caraíbas, Caravelas, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabela, Itabuna, Itagimirim, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda e Vitória da Conquista. 

Justiça do Trabalho determina readmissão de bancário 59 anos depois de ser preso pela ditadura militar

  • Bahia Notícias
  • 27 Abr 2023
  • 18:08h

Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Com 80 anos de idade, o bancário Osmar Ferreira se dirigiu a uma agência bancária do Bradesco, em Feira de Santana, na manhã desta quarta-feira (26), não para sacar a aposentadoria, buscar serviços ou solucionar pendências, como se espera de um cidadão nesta fase da vida.

 

Ao contrário, o idoso foi ao banco, localizado na Rua Conselheiro Franco, na esquina com a Rua Olímpio Vital, para levar um documento de readmissão, mediante decisão da Justiça do Trabalho, 59 anos depois de ter sido demitido, após ser preso injustamente no período da ditadura militar.

 

“Foi o meu primeiro emprego, quando eu tinha 17 anos. Comecei a trabalhar no dia 6 de setembro de 1960. Em 1961, fui convocado para ajudar na fundação da Associação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Feira de Santana, e isso nós conseguimos fazer. Foi feita a primeira eleição, e eu também fui eleito para fazer parte da diretoria", disse Osmar ao Acorda Cidade.

 

"Em 1963, essa associação foi transformada em sindicato, a diretoria continuou e em setembro do mesmo ano foi convocada uma nova eleição para a entidade, onde eu fui eleito suplente do presidente. Aí veio, infelizmente, 64, com um golpe militar terrível, e os sindicatos foram fechando e as associações também”, acrescentou.

Osmar Ferreira se recorda que no dia 2 de abril, a polícia invadiu a sede do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, na Praça Bernardino Bahia. Jogaram máquinas de escrever pela janela, documentos, mimeógrafos e, após deixarem um rastro de destruição, nomearam interventores. Dias depois, o bancário foi levado para a prisão.

 

“Fui preso no dia 8 de abril de 1964, por volta das 11h, dentro da agência um dia depois de ter completado 21 anos. Fui preso por um sargento do Exército e mais dois sargentos da Polícia Militar, armados com metralhadoras. A alegação é que eu era comunista, pelo fato de ser diretor sindical e líder do movimento. Fiquei 12 dias preso. Sai da prisão no dia 20 de abril de 64. Fiquei desempregado, não achava emprego em lugar nenhum e tive que me tornar caminhoneiro, igual ao meu pai”, contou.

 

Com a criação da lei que instituiu a Comissão Nacional da Verdade em 2011 pela então presidenta Dilma Rousseff, para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar, o ex-bancário entrou com uma ação na Justiça pedindo reparação moral e indenização.

 

Segundo Osmar Ferreira, a juíza homologou um valor a ser pago pela instituição financeira de 5 milhões e 425 mil reais. No entanto, o banco recorreu, alegando que o idoso não tinha direito a receber esse dinheiro e sugeriu sua readmissão, que foi aceita pela Justiça.

 

“O banco entrou com uma petição alegando que eu não tinha direito e depois de ter sido notificado da homologação e da penhora do valor, ele não se manifestou em nada. Quando foi agora entrou com uma petição argumentando que eu não tinha direito a valor nenhum, e sim a readmissão. É um fato inédito no Brasil, e eu tenho que voltar, depois eles que me mandem embora novamente, porque foi uma determinação judicial. Não vou receber a indenização”, declarou.

 

Agora, novamente parte da categoria bancária, Osmar Ferreira diz que irá fazer o teste para a readmissão, mas que no auge dos seus 80 anos não sabe como será este retorno ao interior de uma agência.

 

“O banco não vai pagar e eu vou voltar com força total. Hoje foi entregue o documento da juíza ao banco para me readmitir. O banco agora é que vai resolver o que vai fazer comigo. Não sei se durante o exame readmissional terei condições físicas para voltar ao trabalho, aos 80 anos de idade. Não tenho esperança de receber nenhum valor.”

 

Apesar do desfecho do caso, o idoso espera que sua história sirva de exemplo para os trabalhadores em geral. “Eu espero que esse seja um exemplo para a classe bancária e a classe trabalhadora, que não devemos desistir nunca de lutar, deve lutar até conseguir a vitória final.”

 

O ex-presidente do Sindicato dos Bancários Eliezer Ferreira considerou que, embora tenha havido a readmissão, a decisão judicial trouxe mais uma conotação de cidadania, de luta pelos direitos: “Foi um cidadão injustiçado jovem, que assim que adquiriu a maior idade, o Exército o tirou do emprego, dentro da agência e o levou preso, vindo a ser demitido com essa situação. No futuro, houve a anistia e ele entrou na Justiça em busca do emprego, que infelizmente a Justiça deu uma readmissão, diferente de reintegração. Com a readmissão, ele estará voltando ao emprego agora, e a reintegração seria ele ter o emprego da época de 64 restaurado. E ele teria todos os seus direitos a receber, que no momento não vai ter, terá apenas o emprego de volta.”

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Vacina BCG não protege profissionais de saúde contra Covid, diz estudo global

  • Por Folhapress
  • 27 Abr 2023
  • 16:27h

Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

A vacina BCG (sigla para bacilo Calmette-Guerin), usada normalmente para proteger casos graves de tuberculose em crianças, não protegeu profissionais de saúde contra casos sintomáticos de Covid, hospitalizações e óbitos pela doença.
 

Os dados foram publicados em um artigo nesta quarta-feira (26) na revista especializada Nejm (The New England Journal of Medicine) e contam com a participação de mais de 40 pesquisadores que atuam no chamado grupo de ensaio clínico de fase 2 Brace.
 

Em relação aos casos sintomáticos, o risco associado de ter Covid nos indivíduos que receberam a vacinação com BCG foi de 14,7%, contra 12,3% no grupo placebo (uma substância salina, inócua ao organismo), com diferença de risco de 2,4 pontos em um intervalo de -0,7 a 5,5. Este valor é considerado como não significativo estatisticamente.

Já quanto aos casos graves, com necessidade de hospitalização, o risco encontrado no grupo que tomou a vacina da BCG foi de 7,6%, contra 6,5% no grupo placebo, mas esse resultado não é significativo devido ao baixo número de casos graves registrados no estudo.
 

No início da pandemia, com a incerteza ainda de quando os imunizantes específicos contra o coronavírus estariam disponíveis, diversos grupos de pesquisa passaram a testar o imunizante BCG, que gera uma resposta imune inespecífica (isto é, não é contra um patógeno, mas sim produz anticorpos no organismo capazes de combater uma infecção), contra diferentes doenças respiratórias, incluindo a Covid.
 

Dados iniciais de estudos em crianças na África do Sul mostraram bons resultados de proteção, assim como alguns testes feitos em laboratório com amostras de soro (sangue) de pacientes vacinados com a BCG contra o Sars-CoV-2.
 

Porém, havia poucas evidências obtidas a partir dos ensaios clínicos, randomizados, duplo-cego e com grupo controle (o chamado padrão-ouro de estudos) sobre a sua proteção contra a forma grave ou sintomática de Covid.
 

Com isso em mente, pesquisadores do Instituto Murdoch para Pesquisa em Crianças (MCRI, na sigla em inglês), procuraram conduzir um estudo clínico randomizado de fase 1 com profissionais de saúde na Austrália, liderado pelo pesquisador Nigel Curtis, do MRCI.
 

Com as medidas restritivas impostas pelo governo australiano, o número de casos de Covid necessários para serem analisados tanto no grupo controle quanto no que recebeu a vacina BCG não foi suficiente para avaliar o efeito protetor da vacina.
 

Por isso, os pesquisadores ampliaram o número de sítios de ensaio para 36, incluindo outros quatro países, Holanda, Espanha, Reino Unido e o Brasil, e modificaram o estudo na segunda fase para intenção de tratamento, e não avaliação de prevenção (quando se observa a diferença do risco entre os dois grupos, e não o número total de casos em cada braço).
 

Foram incluídos na análise final 3.988 profissionais de saúde, sendo 1.703 imunizados com a vacina BCG e 1.683 que receberam o placebo.
 

No Brasil, foi a Fiocruz que concentrou os centros de ensaio clínico, com os pesquisadores Julio Croda, Margareth Dalcolmo e Marcos Lacerda, responsáveis por conduzir a análise.
 

Para Curtis, do MRCI, o próprio fato de as vacinas contra Covid terem sido desenvolvidas em tempo recorde e os profissionais de saúde serem incluídos como grupos prioritários acabaram por reduzir o número de participantes e também de casos registrados, o que pode ter afetado o resultado final.
 

"Sintomas de Covid refletem que o sistema imune está trabalhando para combater o vírus. Uma resposta protetora induzida pela BCG pode ser benéfica, eliminando o vírus mais rapidamente do organismo, o que reduz os casos graves. No recorte acima de 60 anos, o tempo até a resolução dos sintomas foi menor nos indivíduos vacinados com BCG do que no placebo", disse.
 

Croda, da Fiocruz, afirma que os dados apresentados na pesquisa são relevantes pois são os únicos obtidos a partir de um ensaio clínico global com um número amplo de participantes, mas que no contexto dos profissionais de saúde no país não é possível afirmar que a BCG protege contra infecção sintomática ou casos graves de Covid.
 

Um ponto importante é que mais de 64% dos profissionais de saúde incluídos no estudo foram avaliados no Brasil, mostrando a importância da inclusão dos pesquisadores brasileiros na análise. O país também foi um dos mais fortemente afetados pela Covid, com um número elevado de mortes na população geral e também de casos e óbitos nos profissionais de saúde.
 

"O peso da Covid foi muito elevado no país, e isso demonstra como as populações de maior risco, como os profissionais de saúde, ficaram à mercê do vírus", diz. Já em estudos menores e observacionais, houve algum tipo de proteção, embora ela não tenha sido corroborada pelo estudo Brace. "É possível que o efeito de proteção nos indivíduos mais velhos, com a imunidade inespecífica, seja menor, enquanto nas crianças ela é uma resposta protetora maior", afirma.
 

Apesar de os resultados observados indicarem que a BCG não tem uma atividade protetora em adultos, ele pode ter um papel para outros vírus e doenças respiratórias.
 

"Estamos também conduzindo outros dois estudos com os dados do ensaio Brace para avaliar a resposta contra o vírus da herpes simples, que têm uma reinfecção elevada, e de proteção contra tuberculose latente, uma vez que os profissionais de saúde que atendem pacientes com tuberculose têm alto risco também de infecção pela bactéria."

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MP aciona prefeitura baiana na Justiça para realização de concurso público

  • Bahia Notícias
  • 27 Abr 2023
  • 14:21h

Foto: Reprodução / Radar News

A prefeitura de Itapebi, na Costa do Descobrimento, foi ajuizada na Justiça para que seja obrigada a fazer um concurso público para cargos com vagas efetivas, o que inclui agentes de saúde e endemia. A ação foi movida pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).

 

Conforme o promotor Dinalmari Mendonça, autor da ação, o MP-BA pede que a prefeitura publique edital para contratação da empresa que fará o certame no prazo de 60 dias. Já sobre o edital para o concurso, o promotor requer 180 dias de prazo. Os prazos serão contados em caso da decisão judicial.

 

A ação, protocolada no último dia 19 de abril, afirma que em agosto de 2021, a Procuradoria Geral do Município informou ao MP que a Comissão de Avaliação e Desempenho iria finalizar o enquadramento no final de novembro de 2022 e que os professores seriam enquadrados em dezembro de 2022.

 

“Nos informaram ainda que enviariam no mês de novembro as alterações nas leis municipais referentes à reestruturação em regime de urgência e que, assim que fossem aprovadas as alterações da legislação, seria encaminhado edital para escolha da empresa que realizaria o concurso”, disse o o promotor de Justiça.  

 

No entanto, até o momento, final de abril de 2023, e a prefeitura não encaminhou o edital para escolha da empresa que vai fazer o concurso público. 

Papa Francisco decide que mulheres e leigos poderão votar no próximo sínodo

  • Por Folhapress
  • 27 Abr 2023
  • 12:04h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (26) que permitirá, pela primeira vez, que mulheres e leigos tenham direito a voto no próximo sínodo, marcado para outubro. A decisão representa mais um avanço da gestão do papa Francisco em direção a uma Igreja mais aberta e plural -movimento que tem provocado uma oposição cada vez maior por parte de católicos conservadores.
 

O sínodo hoje em andamento, aliás, talvez seja o exemplo mais radical dessa busca do pontífice por mais abertura. Instituído no Concílio Vaticano 2º, nos anos 1960, o evento funciona como uma espécie de consulta do pontífice ao clero sobre um assunto determinado. As discussões internas servem como base para que a papa redija uma exortação apostólica, documento que dá diretrizes sobre aquele tópico para o resto da instituição.
A princípio, só bispos podiam votar nos sínodos. Francisco inicialmente manteve a tradição, embora tenha começado a ampliar o evento em direção à sociedade civil, instalando etapas prévias de consulta em comunidades locais.

A decisão anunciada hoje representa a primeira vez que integrantes da sociedade civil participarão ativamente do encontro -vale notar que mulheres estiveram sínodos anteriores, mas na condição de auditoras.

A discussão sobre igualdade de gênero ganhou impulso especial na gestão de Francisco, que levou mulheres a ganharem um protagonismo inédito no Vaticano.Segundo dados da Santa Sé, a quantidade de mulheres que trabalham na Cúria Romana -isto é, a administração da igreja- quase triplicou desde a eleição de Francisco, em 2013, indo de 812 para 3.114. Sua presença em comparação com a de funcionários homens também aumentou em relação ao papado anterior e foi de 19,3% para 26,1%.

Mesmo assim, elas se queixam que o arcaísmo persiste intacto no catolicismo, seja na cúpula da igreja em Roma ou nas paróquias espalhadas pelo mundo. São as mulheres, geralmente irmãs consagradas, que servem padres, bispos e cardeais como empregadas domésticas, quase sempre sem nenhum direito reconhecido.

A possibilidade do diaconato feminino --primeiro degrau na ordenação católica, seguido por padres e bispos-- tampouco avançou, embora o papa tenha criado uma comissão para discutir o tema em 2016. A Igreja Católica sustenta que apenas homens podem ser padres porque Jesus escolheu apenas homens como seus apóstolos.

Após protestos, Cuca anuncia saída do Corinthians

  • Bahia Notícias
  • 27 Abr 2023
  • 10:08h

Foto: Reprodução / Corinthians TV

Cuca não é mais técnico do Corinthians. O treinador anunciou a saída do Timão após classificação da equipe às oitavas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (26). Em meio aos protestos por causa da condenação por estupro na Suíça, o comandante disse que tomou a decisão atendendo ao pedido família.

 

"Eu saio neste momento, não é pelo o que eu queria. Se espera uma vida inteira para estar aqui. É um pedido da minha família. "Pai, vem, estamos precisando". Amanhã estou em casa, vou cuidar de vocês", declarou na entrevista coletiva.

 

A passagem do comandante pelo clube paulista durou apenas dois jogos. O primeiro foi no último domingo (23) na derrota para o Goiás, pelo Brasileiro. Já o segundo foi a classificação que veio na vitória emocionante sobre o Remo por 2 a 0, no tempo regulamentar e depois nos pênaltis por 5 a 4.

 

"E antes desse sonho se realizar, tiveram três, quatro dias muito pesados para mim. De pesadelo. Foi quase um massacre o que acabou acontecendo. Eu estava muito concentrado nessa decisão, não queria tirar o foco. E isso acaba levando para os jogadores. Hoje me emocionaram. Estou aqui há cinco dias, mas todos ofertaram para mim. Eu não pedi nada, mas eles sentiram, como ex-atleta que sou, o que estou passando. O que estou passando, e quero ser bem breve, porque não quero ser vítima de nada, é a pior coisa que um homem pode passar. Quando está em xeque a dignidade dele. Quando invade as redes sociais das filhas e mulher com ameaças e ofensas descabidas", afirmou. "Chega um momento em que, sinceramente... Eu vou fazer 60 anos no mês que vem, você pesa o que vale e o que não vale a pena na vida. Neste momento, quero fazer valer a pena minha família, a coisa mais importante que tenho no mundo. Não esperava a avalanche que aconteceu aqui. São coisas já passadas há muito tempo, ressurgidas como se tivessem acontecido hoje. Fui julgado e punido pela internet, entre aspas. Isso tem uma consequência muito grande", completou.

 

Em 1987, Cuca e outros três jogadores do Grêmio, Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, estupraram uma menina, de 13 anos, num hotel em Berna, na Suíça, durante excursão do time gaúcho na Europa. O quarteto foi detido e ficou preso por cerca de 30 dias. De acordo com a investigação da polícia suíça, a vítima se dirigiu ao quarto dos atletas com alguns amigos para pedir uma camisa do clube brasileiro. Eles teriam expulsado os acompanhantes e abusado sexualmente da garota. O exame feito pelo Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna encontrou sêmen do agora ex-técnico do Timão no corpo da vítima. Após dois anos, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados à revelia a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência. Já o quarto atleta, Fernando, foi condenado por envolvimento no ato de violência. Nenhum deles chegou a cumprir a pena, pois o Brasil não extradita seus cidadãos.

 

O próximo adversário do Corinthians na Copa do Brasil será conhecido através de sorteio. Enquanto isso, o Timão volta ao gramado no sábado (29), às 18h30, para o clássico contra o Palmeiras, pela terceira rodada do Brasileirão. O Alvinegro paulista tem três pontos e aparece na 14ª colocação.

RHI Magnesita investe em tecnologia de ponta na prestação de serviços

  • Companhia aposta no seu pioneirismo e tradição na prestação de serviços, aliados à aplicação de novas tecnologias e o compromisso ambiental para uma nova expansão do seu modelo de negócios na América do Sul.
  • ASCOM RHI MAGNESITA I Poliane Alves
  • 27 Abr 2023
  • 08:06h

Foto: Laércio de Morais I Multimídia & Business

Líder global em soluções refratárias na indústria em processos de alta temperatura, a RHI Magnesita tem direcionado sua atuação para se tornar também a número 1 em serviços de aplicação refratária. Na década de 1990, a empresa foi pioneira na América do Sul em oferecer uma gestão integral de do fornecimento e aplicação de refratários nos clientes – em vez de apenas vender os produtos refratários. Agora, após a expansão desse modelo de negócio em outros continentes no mundo, busca alavancar sua posição no mercado Sul-Americano por meio da integração de tecnologias, digitalização, mão de obra altamente especializada, compromisso com a segurança operacional e sustentabilidade. Para isso, mantém investimento de cerca de 10,5 milhões de euros anuais em pesquisa em tecnologias de ponta, como robotização, inteligência artificial, blockchain, entre outras.

De acordo com o diretor de serviços da RHI Magnesita, Tiago Nogueira, o objetivo é ampliar a cadeia de valor por meio de uma atuação vertical integrada, envolvendo desde as matérias-primas, produtos refratários, serviços especializados e tecnologias aplicadas em todo o processo até a destinação correta dos resíduos refratários, para oferecer soluções completas baseadas em desempenho. “Nosso foco está no gerenciamento do calor nos processos industriais dos nossos clientes, com o diferencial de que investimos nos últimos anos no desenvolvimento de um portfólio completo de soluções e know-how técnico para a gestão, montagem, reparação e manutenção dos refratários, além do compromisso ambiental na destinação apropriada dos resíduos, fomentando a economia circular. As novas tecnologias ainda agregam mais segurança e eficiência operacional aos colaboradores e para os nossos clientes”, explica.

Nesse contexto, a RHI Magnesita está à frente na América do Sul, com a capacidade de realizar a gestão de todo o ciclo do refratário no cliente, planejando a execução das paradas para reparos e montagens dos equipamentos, a fim de otimizar a produção, além do acompanhamento da performance do revestimento. E, atualmente, inaugura uma nova fase, ao digitalizar e empregar tecnologias para realizar medições e previsibilidade dos processos. Um exemplo é o recente uso do escaneamento a laser 3D, aliado a softwares de processamento exclusivos da empresa, para o monitoramento do revestimento refratário dos equipamentos. Ele substitui a medição manual, sendo capaz de gerar dados de forma rápida e precisa para balizar, com eficácia, a tomada de decisões, além de antecipar a previsão do desgaste com base nas informações e medições anteriores do processo.

Sustentabilidade e Governança

As novas soluções digitais ainda geram uma importante contribuição para o aumento da transparência – possibilitam auditar o processo – e para a conquista dos compromissos ligados à sustentabilidade, governança e compliance. “Os investimentos da RHI Magnesita também estão direcionados para atender uma demanda, que parte dos próprios clientes, cada vez mais comprometidos com os pilares do ESG (Ambiental, Social e Governança) e com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU”, comenta Tiago Nogueira. 

Aliado a tudo isso, a companhia reúne profissionais multidisciplinares e treinados nas melhores práticas de gerenciamento, planejamento e manutenção refratária, que passam por capacitações e atualizações constantes, inclusive no exterior. Todos eles estão completamente integrados à uma forte equipe de assistência técnica focada no desenvolvimento de tecnologias em refratários. Isso garante que os refratários sejam corretamente aplicados, assegurando a mais alta performance dos revestimentos.

 

Sobre a RHI Magnesita

A RHI Magnesita é o fornecedor líder global de produtos, sistemas e soluções refratárias de alta qualidade, que são essenciais para processos de alta temperatura, superiores a 1.200°C, em uma ampla variedade de indústrias, incluindo aço, cimento, metais não ferrosos e vidro. Com uma cadeia de valor verticalmente integrada, de matérias-primas a produtos refratários e soluções totalmente baseadas em desempenho, a RHI Magnesita atende clientes em todo o mundo, com cerca de 13.500 funcionários em 33 unidades de produção e mais de 70 escritórios de vendas. A RHI Magnesita pretende alavancar sua liderança em termos de receita, escala, portfólio de produtos e presença geográfica diversificada para atingir, estrategicamente, os países e regiões que se beneficiam de perspectivas de crescimento econômico mais dinâmico. O Grupo mantém uma listagem premium na Bolsa de Valores de Londres (símbolo: RHIM) e é um constituinte do índice FTSE 250, com uma listagem secundária no segmento principal da Bolsa de Valores de Viena (Wiener Börse). Para mais informações, visite: www.rhimagnesita.com.

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Justiça determina suspensão do Telegram após app não entregar dados completos sobre neonazistas à PF

  • Bahia Notícias
  • 26 Abr 2023
  • 18:06h

Foto: Divulgação

A Justiça Federal determinou que as operadoras de telefonia e lojas de aplicativos retirem o aplicativo de mensagens Telegram do ar imediatamente. A decisão foi publicada na tarde desta quarta-feira (26), após a plataforma não entregar à Polícia Federal todos os dados sobre grupos neonazistas da plataforma pedidos pela corporação. As informações foram publicadas pelo g1.

A PF exige os contatos e dados dos integrantes e administradores de um grupo com conteúdo neonazista. Porém o Telegram não entregou todos os dados solicitados e não forneceu os números de telefone dos indivíduos. A havia exigido os dados para apurar as conexões e se houve influência no crime em Aracruz.

“Observou a autoridade policial que o menor infrator era integrante de grupos de Telegram de compartilhamento de material de extremismo ideológico, cuja divulgação de tutoriais de assassinato, vídeos de mortes violentas, tutoriais de fabricação de artefatos explosivos, de promoção de ódio a minorias e ideais neonazistas”, diz trecho do pedido de quebra de sigilo telemático da PF.

Além de determinar a suspensão do aplicativo, a Justiça ampliou a multa aplicada ao Telegram por não entregar os dados de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer os dados.

As empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim e Oi e o Google a Apple, responsável pelas lojas de aplicativos Playstore e App Store vão receber o ofício sobre a suspensão do Telegram ainda na tarde desta quarta, segundo a PF.

Defesa fala em piora do quadro psíquico e volta a pedir liberdade para Anderson Torres

  • Por Constança Rezende | Folhapress
  • 26 Abr 2023
  • 16:43h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PL), pediu mais uma vez ao STF (Supremo Tribunal Federal) a revogação de sua prisão preventiva e a sua substituição por medidas cautelares ou prisão domiciliar.
 

Desta vez, os advogados de Torres alegaram que os efeitos da prisão "podem levar o paciente a ceifar a própria vida" e que, caso isso não ocorra, "a única certeza que se tem é que seu estado mental tenderá a piorar".
 

Na última segunda-feira (24), a Polícia Federal havia cancelado o depoimento do ex-ministro que estava marcado para o dia, após seus advogados alegarem "drástica piora" de seu estado de saúde.
 

Segundo o relato, Torres teve um "agravamento do quadro de saúde psíquico" depois de o ministro Alexandre de Moraes negar um pedido de soltura. Ele está preso desde janeiro.
 

A defesa sustentou que um laudo médico feito no dia 10 de abril já indicava risco de suicídio do ex-ministro e que laudo de psiquiatra da rede pública de saúde, no último sábado (22), registrou que "vem aumentando o risco de tentativa de autoextermínio".
 

Eles relataram que, no dia 25, Torres apresentou "sintomas de alteração emocional, em aparente crise de ansiedade, chorando de forma compulsiva, relatando enorme saudade de seus familiares, em especial de suas filhas, expondo palavras e ideias sem nexo, e expôs seu desânimo com a manutenção de sua vida". Após isso, ele teria recebido medicação para que ele se acalmasse.
 

"Como visto adrede, o estado psíquico do paciente vem piorando gradativamente, havendo, inclusive, risco concreto de autoextermínio. A par disso, é inquestionável que se afiguram ausentes os requisitos para manutenção da segregação cautelar", diz o documento.
 

Além disso, os advogados sustentaram que manutenção de sua prisão, que já dura mais de cem dias, passaria a ser vista como antecipação de juízo de valor sobre o mérito (culpa) da causa, "o que é avesso ao sistema acusatório, ao Estado de Direito, ao princípio constitucional da presunção de inocência e ao princípio da dignidade da pessoa humana".
 

Na decisão em que manteve a prisão do ex-ministro, Moraes disse que o quadro probatório contra Torres não se alterou e não havia razões jurídicas para sua revogação ou substituição por medidas cautelares diversas.
 

Ele também apontou suposta conduta omissiva de Torres na permanência do acampamento dos manifestantes no SMU (Setor Militar Urbano) e no risco gerado por ele nos atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-ministro Torres era secretário de Segurança do Distrito Federal na ocasião.
 

Moraes acrescentou que houve depoimentos de testemunhas e apreensão de documentos que apontaram fortes indícios de sua participação na elaboração de uma suposta 'minuta golpista' e em uma 'operação golpista' da Polícia Rodoviária Federal para tentar subverter a legítima participação popular no 2º Turno das eleições presidenciais de 2022".
 

A minuta golpista mencionada por Moraes é uma proposta de decreto para o então presidente Bolsonaro instaurar estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O objetivo era reverter o resultado da eleição em que Lula saiu vencedor. Tal medida seria inconstitucional. A apreensão do documento pela PF na casa de Torres foi revelada pela Folha.
 

"Não bastasse isso, o requerente Anderson Gustavo Torres suprimiu das investigações a possibilidade de acesso ao seu telefone celular, consequentemente, das trocas de mensagens realizadas no dia dos atos golpistas e nos períodos anterior e posterior; e às suas mensagens eletrônicas", disse.

Para Polícia Federal, Bolsonaro diz que compartilhou 'sem querer' vídeo que questionava eleições

  • Bahia Notícias
  • 26 Abr 2023
  • 14:10h

Foto: Agência Brasil

Em depoimento prestado à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que compartilhou "sem querer" um vídeo que questionava as eleições de 2022. As informações são da TV Globo.

O depoimento durou cerca de duas horas e faz parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-presidente chegou à sede da PF, em Brasília, pouco antes das 8h50, acompanhado da defesa, e saiu por volta de 11h20.

Uma postagem de Bolsonaro feita no dia 11 de janeiro ligou o ex-presidente aos atos golpistas do dia 8 de janeiro. A publicação em questão, sem provas, colocava em dúvida o sistema eleitoral.

A mensagem foi avaliada pelos investigadores como um sinal de que Bolsonaro pode ter estimulado os atos de invasão aos prédios dos três poderes da República.

 

A PGR pediu o depoimento de Bolsonaro quando o ex-presidente ainda estava nos Estados Unidos, onde ficou por três meses depois de sair do governo. Com a volta dele do exterior no dia 30 de março, Moraes mandou marcar a audiência.

Medida Provisória do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos preocupa empresários

  • Por Edu Mota, de Brasília / Leonardo Costa
  • 26 Abr 2023
  • 11:58h

Foto: Reprodução I Bahia Notícias

 

A votação da Medida Provisória (MP) que regulamenta o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) gera preocupação no setor, que busca que bares e restaurantes não sejam excluídos da legislação e que empresas optantes pelo Simples Nacional sejam contempladas na matéria. Aprovado na Câmara nesta terça-feira (25), mantendo os CNAES (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), a medida provisória 1147/22 segue para ser apreciada pelo Senado Federal. Se for aprovada, vai à sanção presidencial.

 

“Ficamos muito felizes com a manutenção do Perse. Conseguimos manter os CNAES [Classificação Nacional de Atividades Econômicas], que foram muito prejudicados com a pandemia. O texto base manteve isso. A Perse está viva, atuante. Pelo período de cinco anos vamos manter o benefício para poder recompor todo o prejuízo que foi feito pela pandemia nos dois anos passados. Deu certo. A tentativa do governo de derrubar não foi aprovada e o texto base que foi modificado através de um acordo entre os deputados, que conseguiu atender o segmento do entretenimento para a gente conseguir voltar a produzir e a empregar”, celebrou Marcelo Britto, sócio da Salvador Produções.

 

De acordo com Leandro Menezes, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na Bahia, na nossa última pesquisa nacional da instituição, realizada em fevereiro, a média nacional de empresas operando no lucro ou prejuízo foi de de 63%, por isso o Perse se faz tão necessário.

 

“A Abrasel [Associação Brasileira de Bares e Restaurantes] tem trabalhado isso no Congresso Nacional. Tem um deputado federal de Minas Gerais [Domingos Sávio (PL)] que colocou uma emenda nessa lei para que o segmento de bares e restaurantes consiga realmente obter esses benefícios fiscais e assim a gente consiga uma recuperação. Em 2022, a gente vinha numa evolução, mas agora, em 2023, o que estamos vendo é o aumento de empresas que não estão conseguindo obter lucro, trabalhando no prejuízo ou no zero a zero”, afirmou Leandro.

 

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia - ABIH-BA, Luciano Lopes, sem esse programa há uma grande possibilidade de que os negócios sejam reduzidos e até mesmo fechados. “Todo o segmento está bastante unido em prol da manutenção desse programa que foi e é muito importante para o nosso segmento. Na Bahia, estamos buscando os deputados federais para que eles possam se sensibilizar e assim garantirmos a manutenção dos negócios, empregos, principalmente nesse momento que o setor começa a vislumbrar o início de uma recuperação”, disse Luciano.

 

Os prejuízos na empresa são relatados por Junior Luzbel, sócio da Luzbel Tecnologia em Eventos . “Nós ficamos dois anos com o faturamento zero e equipamentos sendo deteriorados. Seguramos ao máximo os empregos. As dívidas comprometem até hoje o nosso faturamento. Todo setor precisa muito que o Perse seja mantido”, contou.

 

O Perse foi criado pela Lei 14.148/21 para compensar o setor de eventos pelos efeitos decorrentes das medidas de combate à pandemia da Covid-19. O programa estabeleceu ações emergenciais e temporárias destinadas ao setor. Entre outros benefícios, que são válidos por cinco anos, para as empresas contempladas pelo programa, a norma estabeleceu descontos para a renegociação de dívidas tributárias e alíquota zero de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Pis/Pasep e Confins.

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Brumado: Projeto Cineclub Vida exibirá filme no IFBA amanhã (27) de abril

  • Brumado Urgente
  • 26 Abr 2023
  • 10:17h

Foto: Divulgação

Conforme as idealizadoras, o projeto foi concebido com o intuito de favorecer a melhoria da nossa qualidade de vida, e assim foi criado o CINECLUB VIDA, em parceria com a professora e psicopedagoga Kátia Quele, e o apoio da direção IFBA Brumado.

De acordo com a psicóloga Maria de Fátima Guenes “o nosso bem mais precioso é o tempo”. 'Observamos que a maioria das pessoas anda sem tempo, vivendo uma rotina exaustiva, sem se permitirem tempo de qualidade para o que de fato vale a pena’’.

‘Daí questiono: será que todas as atividades da nossa rotina são de fato importantes? Será que algumas não poderiam ser delegadas, terceirizadas’?

‘O workholic, o viciado em trabalho não tem tempo para viver uma com sentido e qualidade.  Será uma fuga? Será uma tentativa de não encarar a tristeza, a dor, a frustração? E tantos outros questionamentos’.

Ainda conforme Guenes, o Cineblub Vida tem o propósito de viabilizar um espaço seguro, onde possamos refletir sobre questões inerentes a vida, ao bem viver. Os filmes têm sido exibidos mensalmente, e a atividade é aberta e gratuita para toda comunidade brumadense.

Após a exibição é reservado um tempo para discussão e reflexão sobre o tema central do filme.

O convite está aberto a todos, a próxima sessão será na quinta-feira, dia 27 de abril, às 18:30h.