Hoje (04) é o último dia para eleitores regularizarem seus títulos e ficarem em dia com a JE

  • 04 Mai 2015
  • 06:47h

(Foto: Reprodução)

Quem não votou nem justificou nas três últimas eleições, tem até esta segunda-feira, 4, para regularizar a situação com a Justiça Eleitoral, evitando o cancelamento do título de eleitor. Os eleitores devem consultar se o documento está sujeito ao cancelamento no portal do Tribunal  Regional Eleitoral da Bahia. É só acessar a seção 'Serviços ao Eleitor' e clicar na opção 'Situação Eleitoral'. O eleitor que estiver em falta com a Justiça Eleitoral perde uma série de benefícios. Não poderá obter passaporte ou carteira de identidade; inscrever-se em concurso público ou tomar posse no respectivo cargo; conseguir empréstimos em instituições oficiais de crédito; renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outros benefícios. O eleitor que for regularizar sua situação em um dos postos de atendimento da Justiça Eleitoral, na Capital ou em outro município com biometria, também deverão passar pelo procedimento. Para os dados da biometria serem coletados (coleta de dados como impressões digitais, fotografia e assinatura digitalizada) é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado.

BuzzFeed: O rei do viral da internet

  • Bruno Ferrari
  • 03 Mai 2015
  • 10:45h

onah Peretti, fundador do BuzzFeed. Ele descobriu o que era um viral na internet por acaso (Foto: Michael Lewis/Corbis Outline)

O mundo on-line vivia sua pré-história em 2001. A internet servia basicamente para acessar sites pouco interativos, trocar e-mails e mensagens por programas de bate-papo. Em fevereiro daquele ano, Jonah Peretti, um americano de 27 anos, navegava na web à procura de uma distração. Estava sem inspiração para terminar o trabalho da pós-graduação do Media Lab, laboratório de tecnologia do MIT. Encontrou o anúncio de um tênis numa loja virtual da Nike que podia ser personalizado com uma palavra enviada on-line. Mandou a expressão “sweatshop” (em inglês, um local de trabalho com condições precárias). A Nike sofria acusações de trabalho infantil nas fábricas na Ásia. Peretti recebeu uma resposta por e-mail dizendo que o pedido violava as regras da loja. Após uma troca de mensagens, ele escreveu: “Vou pedir o tênis com outra palavra. Só gostaria de um favorzinho: vocês teriam como me enviar a foto da garota vietnamita de 10 anos que irá fabricá-lo?”. A Nike não lhe respondeu. Peretti pegou a troca de e-mails e a enviou a dez amigos contando o ocorrido, que mandaram para mais dez, e assim a história se espalhou. Em poucos dias, Peretti havia recebido mais de 3.500 mensagens comentando a iniciativa. O fato virou notícia, e ele foi parar na bancada de um programa popular de TV para debater o caso com um executivo da Nike. Sem querer, Peretti havia criado seu primeiro viral na internet.

A história da Nike seria a faísca para aquilo que anos mais tarde se transformaria num dos maiores fenômenos da internet: o BuzzFeed. O site explora conteúdos com potencial para se disseminar rapidamente na internet – “viralizar”, no jargão do mundo virtual. Mais especificamente, listas e testes bem-humorados, além de fotos de animais fofos. São mais de 200 milhões de visitantes mensais. Talvez você nunca tenha entrado diretamente no site do BuzzFeed, mas certamente já esbarrou em algum assunto que surgiu ali. Pode ser a lista das “48 coisas que vão te fazer chorar de saudade dos anos 90” ou o teste “Quem é você na novela das 9”. A maior parte da audiência, 75%, vem de textos do BuzzFeed publicados em redes sociais, como o Facebook e o Twitter. Mesmo uma simples imagem pode virar um enorme sucesso em poucos minutos. Um exemplo recente foi a polêmica envolvendo a cor de um vestido que estava na vitrine de uma loja em Londres, no final de fevereiro. Dependendo de quem olhava a foto, via o vestido branco e dourado ou preto e azul. A repercussão foi global. Apresentadores de TV brincavam ao vivo para saber quais eram as cores corretas. A jornalista Poliana Abritta chegou a apresentar o Fantástico, da Rede Globo, com o vestido.


Peretti lançou o BuzzFeed em 2006. “Eram tempos pré-Facebook e Twitter. Para um conteúdo viralizar, era preciso mandar por e-mail para um grupo de amigos e esperar dias para que ele se tornasse conhecido”, afirma (leia a entrevista completa). O formato do BuzzFeed nasceu de um desafio proposto a Peretti por um colega de faculdade chamado Cameron Marlow. Ele queria que Peretti repetisse o feito com o caso da Nike produzindo outro tipo de conteúdo e enviando para os amigos. Marlow estava preparando uma tese de doutorado em que argumentava que o viral era um fenômeno espontâneo, que exigia uma combinação de diversos fatores para se concretizar. Era impossível criar um modelo de replicação. Peretti, um talentoso programador, decidiu provar que seu colega estava errado. Desenvolveu um modelo estatístico sobre quais tipos de conteúdo funcionam e quais não. Hoje, esse modelo é a “fórmula da Coca-Cola” da companhia.“Muita coisa mudou na última década. As redes sociais e os smartphones tiveram grande impacto no tipo de conteúdo que as pessoas gostam de compartilhar”, diz Peretti.


O segredo do sucesso do BuzzFeed como empresa não está em só atrair audiência com conteúdo superficial. Ele conseguiu adequar seu modelo editorial às demandas do mercado publicitário.Empresas como Pepsi e BMW pagam ao BuzzFeed para que ele crie listas, jogos e outros conteúdos relacionados. Cada campanha pode custar até US$ 100 mil. Para quem entra no site não há grandes diferenças entre uma publicação paga e a produzida por uma equipe independente. O modelo é polêmico. A imprensa séria delimita claramente o que é conteúdo publicitário e o que é conteúdo editorial. Juntar os dois sem tomar os devidos cuidados pode acabar por enganar quem está consumindo o conteúdo. “Propagandas são colocadas no conteúdo do site como gotas de chocolate sobre um cookie”, disse John Oliver, um dos humoristas de maior sucesso nos Estados Unidos, em seu programa no canal HBO. “Só que não são gotas de chocolate. São uvas-passas que parecem com chocolate. E ninguém gosta de uva-passa.”


Em 2011, Peretti trouxe para o time do BuzzFeed o jornalista Ben Smith, um blogueiro de política de sucesso nos Estados Unidos. A ideia era fazer o site ir além das listas engraçadinhas e dos bichos fofos. Peretti queria fazer jornalismo. Entre testes e gatos, começaram a surgir notícias e reportagens. “O BuzzFeed teve papel fundamental na cobertura dos atentados na maratona de Boston em 2013”, diz o jornalista Caio Túlio Costa, que passou um tempo na Universidade Columbia, em Nova York, estudando novas formas de fazer jornalismo. “Ele conseguiu exportar para o jornalismo o modelo de equipes enxutas e gestão eficiente”, diz.


O que possibilitou a Peretti investir em jornalismo foi um caminhão de dinheiro depositado por investidores americanos. Em agosto do ano passado, o site recebeu US$ 50 milhões da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz. Isso colocou o valor de mercado do site entre US$ 850 milhões e US$ 1 bilhão. Ao longo de 2014, o número de funcionários do BuzzFeed saltou de 350 para 700 e o faturamento ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões. A empresa abriu escritório em diversos países, incluindo o Brasil. Por aqui, há uma redação de jornalistas e, em breve, haverá um departamento comercial. “Estamos no caminho para nos transformarmos em uma empresa global de mídia”, diz Peretti. O BuzzFeed está construindo um estúdio em Los Angeles para produção de vídeos. Ao mesmo tempo, tem correspondentes internacionais em zonas de conflito. “O BuzzFeed é um daqueles unicórnios que surgem na internet. São raros e impressionam”, diz Caio Túlio Costa. “Mas é cedo para dizer se eles se transformarão numa empresa de domínio global. Basta ver o que aconteceu com o Yahoo! no início dos anos 2000.”


Para se tornar um gigante de mídia, Peretti ainda terá de encontrar uma forma de replicar o sucesso que teve com conteúdos mais superficiais num mundo mais real e denso como o do jornalismo. Por enquanto, o que ocorre é o contrário. Muitos sites de notícia tentam copiar o BuzzFeed. Até revistas de economia e finanças se apegam a listas e jogos curiosos para atrair mais leitores. Mas ninguém ainda conseguiu tirar o posto de “Rei do viral” de Peretti. Prova disso é a quantidade de dinheiro que a Nike paga a ele para criar anúncios dentro do BuzzFeed.  

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Imprensa investe cada vez mais na imbecilização

  • Por Ângela Carrato | OI
  • 03 Mai 2015
  • 09:34h

(Imagem Ilustrativa)

Recente pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro mostrou que 70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014. O resultado é preocupante, especialmente se comparado a anos anteriores. Até 2012, a média de leitura do brasileiro era pequena, mas apresentava um número bem mais significativo. Esta média era de quatro livros por ano, sendo 2,1 livros lidos até o fim, segundo levantamento feito pelo Ibope Inteligência em 2011. Por que o Brasil lê tão pouco? O assunto não gerou nenhuma comoção nacional. Não motivou manchetes de jornais e revistas, reportagens especiais no rádio ou na TV e muito menos comentários ou editoriais indignados. Em outras palavras, pouquíssimo se falou sobre o tema, com professores e escritores repetindo as respostas de sempre: o problema se deve ao pouco investimento em estudo, à falta de vontade política e à própria cultura do povo brasileiro, mais oral do que textual. Vistas assim, estas explicações acabam jogando a responsabilidade no colo do governo (seja ele qual for) e das próprias pessoas, já que seria parte da “própria cultura do povo brasileiro”. Se para alguns estas “explicações” podem ser suficientes, elas estão longe de abranger o problema em toda a sua dimensão e, principalmente, de apontarem soluções eficazes.

Além do governo e das próprias pessoas, existe outro grande responsável por este estado de coisas que nunca é lembrado: a mídia brasileira, sobretudo a mídia audiovisual comercial que pensa apenas no lucro e transforma o ouvinte/telespectador em mero número na disputa desenfreada por audiência. Nunca houve, de forma efetiva e continuada, investimento desta mídia no aprendizado e desenvolvimento de crianças, jovens e adultos. Ao contrário, investiu-se e investe-se cada vez mais na imbecilização geral.


Em todos os países democráticos, a educação sempre foi uma das tarefas prioritárias dos meios de comunicação, ao lado de informar, entreter e prestar serviços. Tarefa reforçada pelo fato de que na Europa, a mídia audiovisual pública, comprometida os interesses da cidadania, precedeu à mídia comercial. O quê faz uma enorme diferença. Mesmo nos Estados Unidos, onde a mídia comercial prevalece, existem mais de 600 emissoras de rádios e TVs públicas que servem de parâmetro para as demais e para a própria sociedade.


Roquette-Pinto e a “escola dos sem-escola”

No Brasil, as primeiras experiências envolvendo o rádio e a televisão tiveram em comum a mesma pessoa: o médico, sociólogo, educador, professor e cientista carioca Edgar Roquette-Pinto. A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por ele criada em 1923, tinha como objetivo difundir a educação e a cultura em todo o território nacional, pois entendia este veículo como “a escola de quem não tem escola”.


A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi a primeira emissora na América do Sul a transmitir uma ópera completa, a apresentar um programa de teatrinho infantil, a levar ao ar cursos de português, história, inglês, física, biologia e química, além de transmitir palestras sobre assuntos do momento e tocar música brasileira com regularidade. Apesar de sua importância e do compromisso com a educação, num país tão carente de iniciativas dessa ordem, uma série de determinações do governo federal passou a complicar a vida da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.


O decreto nº 16.657 de 5 de novembro de 1924 proibiu a inserção comercial nas suas transmissões. Até aí, tudo bem, porque a emissora sobrevivia graças à mensalidade paga por seus 300 filiados. No entanto, o crescimento da radiodifusão provocou o interesse de agências de publicidade norte-americanas em relação ao mercado consumidor brasileiro. Agências que vieram para cá acompanhando as empresas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra que aqui se instalavam. O enorme interesse das pessoas pelo rádio começou a ter efeitos também sobre os proprietários de jornais que identificaram o novo veículo como adequado para se ganhar dinheiro.


Um desses proprietários era Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo que, já possuindo sete jornais e uma revista, o Cruzeiro, inaugura, em 1935, no Rio de Janeiro, sua primeira emissora de rádio, a Tupi. Para viabilizar seu negócio, contou com recursos de empresas como a General Eletric e de patrocinadores, entre os quais estavam quase todos os milionários cariocas e paulistas. Chateaubriand passa a pressionar – e consegue – que o governo liberasse a publicidade nestas emissoras. Depois disso, o rádio brasileiro nunca mais voltou a dar ênfase à educação, com o próprio Roquette-Pinto entregando, no ano seguinte, numa atitude inédita, sua emissora para o Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ele não aceitava condicionar a programação aos interesses dos anunciantes e, sem outra forma para manter a rádio, uma vez que os assinantes minguavam, acreditava que nas mãos do governo ela poderia ter um futuro melhor.


Numa triste coincidência, mais de duas décadas depois, Roquette-Pinto vai se deparar novamente com Assis Chateaubriand, desta vez nos primórdios da televisão no Brasil. Como cientista Roquette-Pinto já vinha, desde 1940, pesquisando sobre a “oitava maravilha do mundo” e dispunha de todas as condições técnicas para colocar no ar uma emissora comprometida com a educação e a cultura. Já o empresário Chateaubriand, em 1943, é apresentado à tecnologia da televisão numa visita que faz aos Estados Unidos e imediatamente percebe que ali residia uma nova fórmula para ampliar seu poder e ganhar mais dinheiro.


Resumo da ópera: a televisão educativa sonhada e planejada por Roquette-Pinto, que já contava com o apoio e o financiamento da Prefeitura do Rio de Janeiro (então distrito federal), acabou, por pressões políticas, sendo inviabilizada, enquanto a emissora comercial de Chateaubriand foi inaugurada em 19 de setembro de 1950, em São Paulo. Ao contrário de outros países, a televisão comercial no Brasil nunca pensou seriamente em seu compromisso com a educação e menos ainda que foi e continua sendo uma das principais responsáveis pelo próprio iletramento vigente no país.


Iletramento e alienação

Os males do analfabetismo são conhecidos. Uma pessoa que não dispõe da “tecnologia” do ler e do escrever, não pode exercer em toda a plenitude os seus direitos de cidadão. O analfabeto é marginalizado e não tem acesso aos bens culturais das sociedades letradas. No entanto, existe, nos dias atuais, outra forma de analfabetismo tão ou mais grave, sobre a qual quase nada é dito. Trata-se do iletramento provocado pelos meios de comunicação, em especial os audiovisuais.


No campo acadêmico, estes estudos são denominados media literacy, que em português não tem tradução direta, pois a palavra letramento não existe nos dicionários da língua portuguesa. Razão pela qual, muitos preferem referir-se ao tema como sendo educação para a mídia. Seja como for, o certo é que letramento ou educação para a mídia significa que o indivíduo precisa de uma educação especial que o habilite a entender o conteúdo da mídia e o possibilite a formular sua própria opinião sobre os assuntos abordados.


O iletrado é o oposto disso. É o cidadão que não dispõe de recursos para compreender como a mídia funciona e, sobretudo, para relativizar o que lhe é mostrado. Até porque, a verdade/realidade para a mídia comercial, com as exceções de praxe, é quase sempre o que interessa aos seus proprietários e anunciantes.


Na Europa e nos Estados Unidos, onde este problema há muito foi detectado, a preocupação em evitar que o iletramento leve à alienação da sociedade está se transformando em prioridade para universidades, instituições de ensino e cidadãos.  Nestes países, a mídia audiovisual é regulada e conta com o contraponto da mídia pública. Situação que torna a realidade brasileira mais grave ainda, a exigir das autoridades, dos Ministérios (Educação, Cultura e Comunicações), das escolas de ensino básico e fundamental, das universidades e dos setores mais sensíveis a esta temática um posicionamento imediato.


Que a mídia comercial brasileira nunca teve preocupação com a elevação do nível intelectual e de informação da população é fato. O problema é que este descompromisso está aumentando e a grande maioria não se dá conta disso. Quando se pensa em educação da população brasileira, pensa-se como há 50 ou 100 anos, quando a tarefa era função primordial da família, das igrejas e da escola. Hoje não é mais.


Midiotas

A mídia, em especial a televisão, transformou-se na arena por excelência do espaço público brasileiro. Presente em 98% dos lares, ela é também o principal meio de que dispõe a população para se informar e para entender o mundo em que vive.  Quando a televisão deixa de lado esta tarefa e passa a mostrar uma realidade que não condiz com os fatos, não é preciso muito esforço para se avaliar os problemas daí decorrentes.


As novas tecnologias da comunicação, em especial a internet 2.0 com suas redes sociais, tem contribuído para minimizar os efeitos deseducativos da mídia comercial. Mas no Brasil, infelizmente, ainda se está longe de uma universalização do acesso a estas redes, o quê mantem e aprofunda a gravidade do quadro, em que a redução da leitura é apenas uma das pontas do iceberg.


Em outras palavras, fica mais fácil entender como diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta, o febeapá dos dias atuais, com “indignados” reivindicando “intervenção militar constitucional” ou tendo como palavras de ordens difusos xingamentos e palavrões contra o governo. Os telejornais brasileiros (Jornal Nacional à frente) são os principais responsáveis pela desinformação que permeia a sociedade brasileira, pois ao mostrarem diariamente, sem qualquer contextualização e espaço para o contraditório, problemas diversos envolvendo, por exemplo, corrupção, acabam levando a população a acreditar que ela começou agora e é o inimigo número 1 do Brasil.


Mais ainda, a mídia tem sido, no Brasil, fonte de “soluções” conservadoras e reacionárias. Basta pensar nos Big Brothers, nos programas de auditório, com suas competições e jurados duvidosos, e nos programas policialescos, com o permanente estímulo ao se fazer “justiça com as próprias mãos”. Daí, não causar surpresa, que no início do século 21, existam aqui tantas pessoas acreditando que “vencer na vida é questão de puro mérito pessoal”, outras tantas pensando que “homossexualismo é doença”, e um contingente cada dia maior disposto a apoiar a redução da maioridade penal, como solução para a criminalidade.


Mesmo quando a televisão, através de algumas telenovelas, tenta abordar temas tabus (a exemplo do homossexualismo feminino) o faz de uma forma descontextualizada que passa longe de conseguir aprofundar, efetivamente, a questão. Isto porque esta temática, por exemplo, está ausente de outros programas de sua grade, sem falar que é apresentada para a população sem mediações. Situação que mostra como fazem falta, aqui, programas educativos como os da British Broadcasting Corporation (BBC), a TV Pública Inglesa, ou da Public Broadcasting System (PBS), a TV Pública norte-americana, ou mesmo da TV Nacional, a TV Pública argentina, em que estas e tantas outras temáticas são discutidas e aprofundadas através de documentários, mesas-redondas e até mesmo reality shows. Só que reality shows completamente diferentes dos que conhecemos.


A título de exemplo, um dos realities shows de maior sucesso na BBC, até recentemente, envolvia personalidades e gente comum e suas críticas ao consumismo e aos produtos nocivos e sem interesse para a comunidade. Uma celebridade ou uma pessoa simples jogar na fogueira um determinado refrigerante ou posicionar-se contra um novo modelo de celular é quase impensável no Brasil. Mas na Inglaterra, não.


Os debates presidenciais nos Estados Unidos são realizados e conduzidos pela PBS e seria inaceitável para a maioria da população que eles acontecessem nas emissoras comerciais e com regras impostas por elas, como se dá no Brasil. Mais ainda: na Argentina, a população tem na TV Nacional o contraponto à cobertura partidarizada que a mídia comercial faz de questões desde responsabilidades por violações aos direitos humanos e torturas durante o período de ditadura militar até recentes convênios de cooperação técnico-científica, assinados pela presidente Cristina Kirchner em viagens à China e à Rússia.


Enquanto isso, aqui no Brasil, a mídia comercial, numa unanimidade que Nelson Rodrigues já sabia ser burra, continua promovendo e contribuindo para o iletramento da população. Ou, como já bem definiu Luciano Martins Costa (aqui neste Observatório) para que no lugar de cidadãos tenhamos, cada vez mais, midiotas. Voltarei ao assunto.

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Derrotado, Pacquiao contesta a decisão dos juízes

  • (Com Gazeta Press)
  • 03 Mai 2015
  • 09:07h

(Foto: Reprodução)

Vitorioso para boa parte do público que esteve na MGM Grand Garden Arena na madrugada deste sábado para domingo, o filipino Manny Pacquiao acabou derrotado por pontos pelo norte-americano Floyd Mayweather. E, assim como os seus seguidores, protestou contra a decisão unânime da arbitragem."Para mim, venci a luta. Ele só fugiu do combate, se defendeu. Não fez nada. Atirei golpes desde o início, enquanto ele só se mexia para os lados", protestou Pacquiao, decepcionado ao deixar o ringue de Las Vegas. O filipino se sentia tão confiante com a vitória que, segundo ele, poupou-se nos momentos derradeiros da luta. "Estava me sentindo bem, então não ataquei tanto nos dois últimos assaltos", comentou, sem se importar com o tamanho de seu adversário. "Ele não é muito maior do que eu." O ídolo filipino contabiliza ainda 57 vitórias (38 por nocaute) e dois empates. Já Floy Mayweather unificou os títulos dos meio-médios (até 66,7 kg) do Conselho Mundial de Boxe (CMB), da Associação Mundial de Boxe (AMB) e da Organização Mundial de Boxe (OMB) com a sua vitória de número 48.

 

Festival da Juventude: Vocalista do 'Dona Iracema' recebe voz de prisão no palco

  • 03 Mai 2015
  • 07:56h

(Foto:: Divulgação)

A arte musical está acima de qualquer divergência ideológica e atitudes “rebeldes”, principalmente quando a música é compartilhada em público e financiada pelo poder público. Independente do gênero, a música deve ser meio de integração, reflexão, entretenimento, desenvolvimento social e crescimento intelectual. Mas o fato ocorrido na noite deste sábado, 02, no Centro Cultural Glauber Rocha, durante o Festival da Juventude, feriu os princípios básicos do bom senso e da convivência coletiva. Uma intervenção policial, que poderia passar desapercebida pelo público, ainda na primeira canção da banda Dona Iracema, demonstrou a imaturidade do vocalista da banda.Com o preconceito explicito ao policiais, ele teria incitado o público a hostilizar os militares e afirmou que não continuaria a cantar caso eles permanecessem no evento. A resposta da autoridade policial, que é representante legal do Estado, foi imediata: um oficial subiu ao palco e, diante de 10 mil pessoas, o vocalista Rodrigo Pinheiro de Melo, de 24 anos, recebeu voz de prisão.

Bandeira tarifária será mantida nas contas de energia no mês de maio

  • 03 Mai 2015
  • 07:48h

(Foto: Reprodução)

A bandeira tarifária vermelha será mantida nas contas de energia no mês de maio. O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite da quinta-feira. A bandeira vermelha implica um acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Essa relação vale para todos os estados, exceto para Amapá, Amazonas e Roraima. Desde o início de 2015, o custo da luz elétrica está mais caro para o consumidor. A bandeira vermelha representa a existência de condições mais adversas para a geração de energia no país. Há ainda a bandeira amarela, quando a cobrança adicional é de R$ 2,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, e a bandeira verde, sem custo adicional. O sistema de bandeiras tarifárias, que já sofreu reajuste, foi implementado com o objetivo de alertar o consumidor a respeito do custo corrente de geração, além de dividir com ele esse custo. Em janeiro, o valor adicional cobrado na bandeira vermelha era de R$ 3 para cada 100 kWh. Em março, contudo, os valores foram reajustados em 83,3%.

Brumado: Caminhão carregado de madeira tomba na BR-030; tudo indica que motorista dormiu ao volante

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 02 Mai 2015
  • 14:03h

(Foto: Brumado Urgente)

Um caminhão carregado de madeira que vinha de Ipiaú com sentido a Bom Jesus da Lapa acabou tombando na manhã deste sábado (02) no km 03 da BR-030, próximo à fábrica da Intercement cimento. Segundo informações colhidas por um leitor do Brumado Urgente, que esteve no local, a grande possibilidade é que o motorista tenha dormido ao volante, o que causou a perda de direção em uma curva, e, em sequência, o tombamento. A carga de madeira, que é autorizada pelo Ibama, ficou toda espalhada na pista. Apesar do susto, o motorista e outra pessoa que estava na cabine no momento não tiveram ferimentos. A Polícia Rodoviária chegou para controlar o trafégo no local e assegurar a retirada da carga da pista e o resgate do caminhão. 

(Foto: Brumado Urgente)

Brumado: Previsão é de temperaturas em queda e chuvas durante o final de semana

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 02 Mai 2015
  • 12:03h

Nuvens na Serra das Éguas é sempre prenúncio de chuva em Brumado (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Um clima atípico pegou muito brumadense de surpresa neste feriadão, onde um período chuvoso fez muita gente pegar as blusas “entocadas” no fundo dos guarda-roupas. Desde o início da semana um índice generoso de precipitações pluviométricas atingiu todo o município, deixando, principalmente os moradores do meio rural muito aliviados, já que a estiagem já começava a dar sinais de que seria rígida como em anos anteriores. A surpresa climática acabou sendo bem vinda, mesmo diante de alguns contratempos, já que muitos tiveram que cancelar agenda e eventos. Segundo os institutos meteorológicos o sábado e o domingo serão de temperaturas girando em torno dos 20 graus, o que é considerado frio para Brumado, que está acostumado a conviver, na grande maioria do ano, com temperaturas acima dos 30 graus. A possibilidade de chuvas também é grande, então o melhor é deixar as cobertas de prontidão, preparar os saborosos caldos e desfrutar desse clima de inverno que invadiu a Capital do Minério nesses dias. 

Brumado: Carro atinge motocicleta de empresário do ramo de comunicação visual

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 02 Mai 2015
  • 09:48h

A acidente atraiu um grande número de populares, já que o local é um dos mais movimentados da cidade (Foto: Brumado Urgente)

Um motorista acabou se envolvendo em acidente na manhã deste sábado (02) na Av. Antônio Mourão Guimarães, centro de Brumado, onde o seu veículo, um Fiat Uno Branco, placa policial JLE – 5991 – Brumado – Bahia, acabou atingindo o fundo de uma motocicleta, jogando o condutor ao chão, o qual que teve que ser encaminhado rapidamente pela equipe do SAMU 192 para o Hospital Magalhães Neto, para receber rápidos cuidados médicos. Ainda segundo as informações, o motorista do Fiat Uno não conseguiu frear e atingiu uma das motos, na qual estava um conhecido empresário do ramo de comunicação visual, que ainda atingiu outra motociclista, mas sem maiores gravidades. Muita gente se aglomerou para ver o acidente, já que o local é muito movimentado. O motorista do Fiat nada sofreu, além do susto. Segundo as últimas informações o empresário passa por uma avaliação de rotina para ver se existem lesões, mas seu estado de saúde é considerado normal, tendo somente escoriações leves. A Polícia chegou para controlar o tráfego no local. 

O motociclista teve que ser levado às pressas para receber cuidados médicos (Foto: Brumado Urgente)

Mudança no algoritmo do Google prioriza internet móvel

  • Informações de Paul Armstrong
  • 02 Mai 2015
  • 09:11h

(Imagem: Reprodução)

O Google atualizou o algoritmo de sua ferramenta de busca para priorizar resultados de sites adaptados à leitura e visualização em dispositivos móveis. Desta forma, quando pesquisas forem realizadas através de telefones celulares, os primeiros resultados serão os de páginas formatadas para estes aparelhos. Tal alteração acabará por punir os sites que não foram pensados para aparelhos móveis. Especialistas da área batizaram a medida de “mobilegeddon” por causa dos efeitos apocalípticos que ela poderá ter para milhões de sites. Nos últimos anos, o tráfego online proveniente de celulares e tablets tem aumentado em números substanciais, e a ação tomada pelo Google tem em vista essa realidade. “À medida que mais pessoas utilizam aparelhos móveis para acessar a internet, o nosso algoritmo tem que se adaptar a esses padrões de utilização”, dizia uma declaração, postada em fevereiro, no blog da empresa. Uma das consequências da mudança será que sites com texto muito pequeno para ler em telas de celulares, ou cujos links não abrem facilmente com um toque na tela, serão obrigados a se adaptar se quiserem aparecer nas primeiras páginas de resultados do Google, algo necessário para conseguir um bom número de acessos. De acordo com o Google, a mudança não afetará pesquisas feitas a partir de tablets e desktops, apenas através de celulares. Porém, atualmente, a quantidade de tráfego gerado a partir de aparelhos móveis consiste em cerca de 50% do tráfego mundial, número que tende a crescer nos próximos anos. Para facilitar a adaptação à medida, o Google anunciou os planos para alterar a forma como o algoritmo funciona há dois meses e postou um guia explicando como os desenvolvedores poderiam se adaptar a tempo para a mudança.

Lei das antenas vai permitir o aumento do número de pontos de transmissão

  • Consultor Jurídico
  • 02 Mai 2015
  • 08:47h

(Foto: Reprodução)

A Lei Geral das Antenas, sancionada na última quarta-feira (22/4), fomentou a expectativa de que essa regulamentação promova a melhoria do serviço prestado pelas empresas. Também é esperado que a desburocratização possibilite o aumento do número de pontos de transmissão.


É que o objetivo principal da lei é uniformizar, simplificar e acelerar a concessão de licenças pelos órgãos competentes; e as citações à ampliação da capacidade instalada das redes de telecomunicação e ao incentivo ao compartilhamento da infraestrutura do setor.


A partir da norma, a competência de regulamentação e fiscalização das redes e dos serviços de telecomunicações é exclusiva da União. Desse modo, estados e municípios e não podem mais impor condições que afetem a seleção de tecnologia, a topologia das redes e a qualidade dos serviços prestados.


“A competência privativa da União tem por objetivo assegurar a normatização uniforme da legislação em todo o território nacional, a fim de que os serviços sejam praticados de maneira eficiente e segura para todos os usuários”, afirma Letícia Maria Andrade Trovão Moreno, advogada doUlisses Sousa Advogados Associados.


Segundo Letícia, com a regulamentação, “estados e municípios deverão empenhar esforços para compatibilizar seus procedimentos e leis com as novas normas gerais”. A advogada também cita que caso não haja uma adequação a esses processos, a prestação e a expansão dos serviços de telecomunicações pode ficar comprometida.


De acordo com o Sindicato de Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), no Brasil, existem mais de 300 leis municipais que dificultam e atrasam a instalação de antenas. Muitas vezes, uma autorização pode demorar mais de um ano, complementa a associação.


Apesar do monopólio da União na regulamentação, é delimitado que municípios com mais de 300 mil habitantes deverão criar uma comissão para contribuir com a implementação da Lei no âmbito local. O grupo, de natureza consultiva, será composto por representantes da sociedade civil e de prestadoras de serviços de telecomunicações.


Instalação e excluídos
A lei das antenas delimita que as licenças para instalação da infraestrutura de telecomunicação em área urbana serão expedidas em até 60 dias, por meio de procedimento simplificado. Todas as manifestações necessárias, tanto dos órgãos competentes quanto das empresas deverão ser feitas dentro desse prazo.


Em relação às licenças emitidas, todas terão validade de 10 anos e poderão ser renovadas por igual período, sem limite de solicitações. Não vão precisar de novas permissões, as antenas que seguirem o mesmo padrão tecnológico de pontos de transmissão já autorizados e os casos de substituição ou modernização tecnológica dos pontos de transmissão.


Estão fora do campo de abrangência da Lei das antenas, as infraestruturas de telecomunicações destinadas à prestação de serviços em plataformas off-shore de exploração de petróleo, radares militares e civis com propósito de defesa ou controle de tráfego aéreo, e as infraestruturas de radionavegação e telecomunicação aeronáutica, sendo elas fixas ou móveis.


Vetos
Ao todo, foram vetados seis itens: o inciso III do artigo 4º, o inciso II do artigo 13, o caput e o inciso II do artigo 21 e os artigos 22 e 23. No inciso III do artigo 4º é citado que cabe ao “poder público promover os investimentos necessários e tornar o processo burocrático ágil e de baixo custo para empresas e usuários”.


“O dispositivo permitiria o entendimento de que o poder público seria responsável por arcar com os investimentos necessários” e isso inverteria a “lógica regulatória de investimentos privados", afirmou o Ministério do Planejamento.


Já o inciso II do artigo 13 permitiria à União conceder autorização de instalação após o prazo de 60 dias mesmo sem manifestação do município que sediaria a antena. A solicitação de veto do ponto em questão foi feira pelo Ministério da Justiça e pela Advocacia-Geral da União. De acordo com os órgãos, o dispositivo “delegaria decisão administrativa de assunto local a órgão federal” e violaria “o pacto federativo previsto na Constituição”.


Por fim, o caput e o inciso II do artigo 21, e os artigos 22 e 23, tiveram seus pedidos de veto elaborados pelo Ministério da Fazenda, pois “a medida atribuiria ao poder público a definição de parte significativa das estratégias de investimento das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações”.


Segundo a pasta,”o disposto nos artigos poderia dificultar a diferenciação e a inovação tecnológicas para a melhoria do serviço por parte das prestadoras e, assim, restringir a concorrência no setor de forma injustificada”.

Após 20 anos de Internet no Brasil, o perfil dos usuários se modificou

  • iBahia
  • 02 Mai 2015
  • 08:32h

(Foto: Reprodução)

Exatos 20 anos após começar a ser oferecido comercialmente no Brasil, o acesso à internet ainda é restrito a cerca de 60% da população, mas deixou de ser concentrado na população mais rica. No dia 1º de maio de 1995, a Embratel começou a oferecer a possibilidade de acesso ao mercado em geral –antes, ela era limitada a universidades e alguns funcionários de órgãos oficiais. À época, 250 consumidores foram selecionados para testar a tecnologia –aficionados por tecnologia e consumidores que tinham dinheiro para comprar um PC. Hoje, 54% dos internautas pertencem à classe C, ante 36% de A e B, de acordo com pesquisa do instituto Data Popular feita a pedido do Google com 1.500 usuários. Há ao menos 120 milhões de brasileiros conectados, de acordo com o levantamento mais recente do instituto Nielsen Ibope, de julho de 2014 (o número leva em conta acessos frequentes e esporádicos). O Brasil tinha, no mesmo mês, 202,8 milhões de habitantes, segundo o IBGE. A mudança no perfil do internauta está relacionada às redes sociais aos smartphones, que estimulam a conexão.
   

Instituto Lula rebate acusação de revista sobre tráfico de influência

  • Bocão News
  • 02 Mai 2015
  • 08:24h

(Foto: Reprodução)

Em resposta à matéria da revista Época desta semana, o Instituto Lula divulgou, no final da tarde desta sexta-feira, dia 1º de maio, nota contestando as informações e dizendo que, ao ser procurado, o presidente do instituto, Paulo Okamoto, não foi informado sobre a iniciativa do Ministério Público (MP) e que a publicação também não divulgou "as respostas dadas às ilações incorretas da revista". A publicação traz na capa matéria exclusiva intitulada "Lula, o Operador", destacando que o MP abre investigação contra o petista por tráfico internacional de influência e que ele seria suspeito de ajudar a construtora Odebrecht a ganhar contratos na América Latina e na África com dinheiro do BNDES. Na resposta, Okamoto diz que "na esfera internacional, o Instituto Lula tem como principais objetivos cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana e que nos últimos quatro anos, realizamos diversas atividades nesse sentido, com diferentes parceiros do Brasil e do exterior".
 

Okamoto diz também que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe com frequência dezenas de convites para explicar o êxito econômico e social do seu governo e opinar sobre temas regionais e globais. "Esses convites partem tanto de entidades populares, empresariais, sindicais, movimentos sociais, universidades e centros de pesquisa, quanto de governos, organismos multilaterais e órgãos de imprensa. Em todas as agendas do ex-presidente predomina o empenho em consolidar a imagem e os interesses da nação brasileira. A diversidade e quantidade de eventos institucionais realizados estão à disposição em nosso site." Ainda de acordo com o esclarecimento, Okamoto ressalta que no caso de atividades profissionais, palestras promovidas por empresas nacionais ou estrangeiras, o ex-presidente é remunerado, como outros ex-presidentes que fazem palestras e como de praxe, as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem. "O ex-presidente faz apenas palestras, e não presta serviço de consultoria ou de qualquer outro tipo." Ele também argumenta que todas as viagens do ex-presidente foram divulgadas para a imprensa, que "não houve nenhuma viagem sigilosa" e que a viagem citada pela revista foi divulgada por release para a imprensa no dia 25 de janeiro de 2013, material que está disponível no site do instituto. E destaca ainda que em suas viagens o ex-presidente participa como convidado de grandes eventos públicos e realiza encontros com lideranças de diversos setores e tudo isso também está disponível no site do instituto.

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Sesab intensifica pesquisas para combate de possível transmissor de zika vírus

  • 01 Mai 2015
  • 17:07h

Após a divulgação de resultados do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) acerca da "doença misteriosa" que já se espalha pelo estado, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou, nesta quinta-feira (30), já estar em contato com o Instituto e com o Ministério da Saúde (MS) para intensificar as pesquisas e definir novas ações para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, possível transmissor do chamado zika vírus. De acordo com nota do órgão, por meio da Vigilância de Proteção da Saúde, foram enviadas cerca de 300 amostras para o Laboratório Central do Estado (Lacen), que teve 50% dos resultados positivos para dengue, além de outras enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, e para o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos. No entanto, ainda não há resultados laboratoriais conclusivos, afirmou a Sesab.

TSE rejeitou contas de 2009 de ao menos cinco partidos

  • 01 Mai 2015
  • 15:24h

Ao menos cinco partidos tiveram as contas do diretório nacional de 2009 desaprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além do PT, que teve as contas rejeitadas nesta quinta-feira (30) pela Corte eleitoral, PSDB, PPS, PSOL e PRTB tiveram a prestação relativa ao exercício de 2009 desaprovadas. No caso do PSDB, o partido terá de devolver R$ 225,9 mil com recursos próprios e perderá R$ 530,4 mil do Fundo Partidário, divididos em quatro parcelas. O partido informou que vai recorrer da decisão do TSE e que a punição ocorreu porque o partido transferiu recursos para diretórios estaduais que tiveram suspenso o recebimento do Fundo Partidário. O diretório nacional afirma que não havia sido comunicado sobre a proibição da prática. O PRTB terá de recolher R$ 46 mil ao fundo partidário, em razão de existência de recursos de origem não comprovada. A relatora das contas, ministra Maria Thereza de Assis Moura, apontou falhas na prestação e foi seguida por unanimidade na Corte. Já o PPS terá de devolver R$ 1,054 milhão aos cofres públicos, atualizados e pagos com recursos do próprio partido. O TSE constatou recursos de origem não identificada no montante de R$ 494 mil nas contas do partido de 2009 e por isso determinou a punição - o valor deverá ser recolhido ao fundo partidário. O partido também recebeu como sanção a suspensão por um mês de repasse da cota do fundo partidário. No caso do PSOL, foram constatadas irregularidades no valor de R$ 400 mil, valor que deverá ser ressarcido aos cofres públicos com recursos do próprio partido.