Saliva do mosquito pode aumentar severidade da dengue, diz novo estudo

  • 19 Jun 2016
  • 18:04h

(Foto: Reprodução)

A saliva do mosquito Aedes aegypti pode ter um papel importante na gravidade da infecção por dengue, de acordo com um novo estudo feito por cientistas da Bélgica e dos Estados Unidos. Segundo o estudo, publicado na revista científica PLOS Pathogens, a presença da saliva do mosquito acelera o alastramento do vírus no corpo do paciente. Ao inocular o vírus em camundongos, os cientistas descobriram que a presença da saliva do mosquito enfraqueceu os vasos sanguíneos, tornando-os mais permeáveis. Ao facilitar as trocas entre os vasos sanguíneos e outros tecidos do organismo, a saliva pode ajudar o vírus a se espalhar mais rapidamente, aumentando a severidade da doença, segundo os autores do estudo. "Moléculas presentes na saliva do mosquito podem modificar e modular o processo de infecção", disse uma das autoras do estudo, a virologista Eva Harris, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos). Ela explicou que a ação da saliva do mosquito já foi bem estudada em outras patologias virais, como a doença do Oeste do Nilo, mas ainda não havia sido investigada na dengue. 

De acordo com Eva, o vírus da dengue infecta quase 400 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. No experimento, a equipe de cientistas inoculou o vírus com saliva - e também o vírus e a saliva isoladamente - em camundongos com infecção primária e secundária de dengue. Em infecções primárias, a severidade da doença não teve alterações e os sintomas foram leves. Mas, em infecções secundárias, a combinação do vírus e da saliva foi letal para mais da metade da população de camundongos. Sem a saliva, a mortalidade foi bem mais baixa, mesmo em infecções secundárias. Os cientistas então fizeram um experimento para rastrear o alastramento do vírus no sistema circulatório. Na orelha de camundongos, uma molécula do tamanho do vírus da dengue se moveu mais rápido e chegou mais longe quando foi inoculada junto com a saliva do mosquito. No laboratório, os cientistas usaram também células endoteliais humanas - que recobrem a parte interna dos vasos sanguíneos - e observaram que elas ficaram mais permeáveis com a presença da saliva do mosquito.

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Temer suspende patrocínio de R$ 11 milhões para blogs políticos

  • 19 Jun 2016
  • 16:03h

(Foto: Reprodução)

O governo previa gastar este ano mais de R$ 11 milhões com patrocínios em sites de política. Após a posse do presidente interino, Michel Temer, no dia 13 de maio, essas despesas tiveram seu pagamento suspenso em junho. A justificativa para a suspensão dos contratos, segundo fontes do Palácio do Planalto, é que o dinheiro público estava abastecendo blogs de opinião, o que, na avaliação da nova gestão, contrariava o interesse público. O campeão de patrocínio federal, sob a gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff, era o site Brasil 247, idealizado pelo jornalista Leonardo Attuch, cuja previsão de patrocínio para este ano somava R$ 2,1 milhões. No documento que o GLOBO teve acesso, 19 sites recebiam patrocínio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Ministério da Justiça, Ministério da Previdência Social, Ministério da Educação e Ministério da Saúde. Já o jornalista Luis Nassif, idealizador do site GGN, receberia até o fim do ano R$ 1,15 milhão. Em terceiro lugar estava o Diário do Centro do Mundo (DCM), dirigido pelo jornalista Paulo Nogueira, com previsão de receber R$ 1,11 milhão este ano. Também recebiam patrocínios de estatais e ministérios os sites Conversa Afiada, Carta Maior, Esmael Morais, O Cafezinho, Opera Mundi, Viomundo, Pragmatismo Político, Revista Forum, Sul 21, Carta Capital e Sidney Rezende. Um interlocutor do presidente interino explicou que alguns desses sites, como o Congresso em Foco, o El Pais, o Blog do Kennedy Alencar, o Observatório da Imprensa e o Fato Online, têm características jornalísticas e conteúdo de interesse público, mas que, por uma questão jurídica, a Casa Civil não conseguiu diferenciar tecnicamente esses dos demais e foi obrigada a solicitar o cancelamento de patrocínios a todos eles. Os jornalistas Sidney Rezende e Luis Nassif também tiveram contratos de programas na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) cancelados. A medida foi tomada por Laerte Rímoli, que assumiu por três semanas a presidência da empresa. Por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, o jornalista escolhido por Dilma para comandar a EBC, Ricardo Melo, retomou o posto e viabilizou a concessão de uma entrevista de Dilma a Nassif, na condição de colaborador da empresa. 

Cerveja mais amarga: aumento do ICMS será pago por consumidores

  • Correio 24h
  • 19 Jun 2016
  • 15:04h

(Foto: Reprodução)

O aumento de 10% do ICMS das bebidas frias, aprovado na última quinta-feira (16) na Assembleia Legislativa, vai acabar pesando no bolso do consumidor. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), caso a medida seja colocada em prática, as cervejas e refrigerantes vendidos em bares, restaurantes e supermercados podem ficar até 8,5% mais caros.  “Vamos ter que repassar, não tem como não segurar os preços. A margem de lucro dos estabelecimentos acabou e eles estão tendo, inclusive, que mandar funcionários embora”, afirmou Júlio Calado, presidente da associação. O projeto aprovado pela Assembleia estabelece que empresas contempladas com incentivos fiscais paguem, a título de depósito no Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), o equivalente a 10% do ICMS cobrado nas operações de venda e não repassado ao Estado em função do benefício concedido na época da implantação dos empreendimentos.

 

Articulação
Para evitar o pior - que é a efetivação da medida em um cenário em que quatro mil postos em bares e restaurantes já foram fechados - representantes de fabricantes de bebidas e associações ligadas ao setor se reuniram com o governador Rui Costa na tarde de ontem. Eles propuseram um adiantamento de parte dos tributos como forma de reverter a medida. “Nossa proposta é emprestar o dinheiro ao governo”, explicou Júlio, presidente da Abrasel. Um estudo junto à Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz) será realizado para dar valores à proposta.  “Esse é o indicativo de um caminho de solução”, comentou Júlio. “Em vez do corte de subsídios, a indústria se ofereceu para adiantar a verba e, em troca, o governo não mexeria nos incentivos. Isso fica muito melhor para todo mundo: o estado não precisaria alterar nada e a indústria de bebidas também não”, completou. Diretor executivo da Abrasel no estado, Luiz Henrique do Amaral classificou como positivo o encontro com o governador. “O importante é partir de uma postura recessiva para uma mentalidade desenvolvimentista. O objetivo de todos é que a decisão seja o menos impactante possível para os pequenos e microempreendedores”.

Tempos difíceis
A Abrasel aponta que, mesmo com o aumento de 32% do ICMS sobre a cerveja e 18% do de refrigerantes nos últimos dois anos, os bares e restaurantes até agora não repassaram os valores para o consumidor, já abalado com os efeitos da crise. O presidente da entidade disse que, em levantamento nacional realizado pela associação, 20% dos donos de restaurantes do Brasil acreditam que não vão conseguir manter as portas abertas até o início de 2017. Na Bahia, a estimativa é a de que cerca de quatro mil pessoas tenham sido demitidas no setor no primeiro trimestre, e 1.185 estabelecimentos fechados no mesmo período. A Abrasel calcula que o novo aumento no ICMS das bebidas frias vai provocar o fechamento de  15 mil bares e restaurantes. Uma das preocupações do setor na Bahia é a de que o estado acabe sendo o primeiro na região a adotar a retirada de parte da isenção fiscal, o que prejudicaria diretamente o setor produtivo da região. A Secretaria Estadual da Fazenda, por sua vez, defende que a fixação de contrapartidas para a concessão de incentivos fiscais está de acordo com medidas nacionais, incluindo o governo federal e os demais estados, para o enfrentamento da crise econômica do país. Apesar disso, durante a reunião de ontem, o governador assegurou à Abrasel que só haverá a implementação da cobrança se os demais estados da região Nordeste também a  fizerem até o dia 1º de agosto. Caso essa adoção não aconteça, a decisão pode ser prorrogada.

Consequências
Proprietário do Boteco do Barbudo, no canteiro central do Imbuí, Hildelbrando Rodrigues diz temer pelo novo cenário. Seu estabelecimento tem sofrido as consequências da crise e, nos últimos 90 dias, demitiu metade dos funcionários. “O movimento está pior que no ano passado. Tivemos que mandar gente embora. Hoje, quem trabalha na cozinha é a minha esposa e no balcão sou eu”. Apesar dos sucessivos aumentos na carga tributária, ele diz não repassar os valores para os consumidores há mais de um ano e meio para não perder a clientela já escassa. "Mesmo o preço das cervejas estando mais salgado, nosso cardápio continua igual. Não tem condições de mudar nada. Mas caso ele suba ainda mais, a gente vai ter que pensar em uma alternativa”, disse. O dilema de Hildelbrando é comum no setor. Segundo o presidente da Abrasel, a escolha do empresariado é não repassar o aumento do custo e quebrar a empresa,  ou repassar e correr o risco de perder clientes.  

Governo quer  contrapartida por incentivos
O Projeto de Lei 21.914/16 que prevê uma cobrança de 10% sobre o benefício ou isenção fiscal concedido a diversos setores empresariais foi aprovado na noite da última quinta-feira, na Assembleia Legislativa do estado da Bahia (Alba). Por 34 votos contra 16, a Casa aprovou a medida que é vista pelos empresários de bares e restaurantes como um aumento na carga tributária incidente sobre as bebidas frias (cerveja e refrigerante, entre outras). Logo no início da sessão, o presidente Marcelo Nilo (PSL) suspendeu os trabalhos por 20 minutos e se dirigiu à presidência, onde setores empresariais, líderes de blocos partidários e o relator da proposta, Alex Lima (PTN), fizeram uma última tentativa de chegar a um consenso sobre o projeto de lei. O relator declarou que  o  governador Rui Costa se comprometeu a só sancionar o projeto depois de conversar com o  empresariado, e disse ainda que a Bahia irá  esperar até que os outros estados  aprovem a mesma medida para poder implantá-la. O projeto tramitou em regime de urgência, mas foi  objeto de exaustivas negociações. Deputados da oposição criticaram severamente o projeto. “Tenho a convicção de que há irregularidade nesses processos de urgência”, criticou o deputado Luciano Ribeiro (DEM). Para ele, um projeto como esse, que retira os benefícios concedidos às empresas, nada mais é do que uma quebra de contrato. "Se sou uma empresa e me instalo num local, o que me atraiu até ali foi o incentivo fiscal. Mas se vem o governo e diz que o benefício que me atraiu não é mais aquele, isso é uma quebra de contrato”, reforçou. Para Sandro Régis (DEM), líder da oposição na Assembleia, a aprovação do projeto prejudicará o setor produtivo do estado. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA) afirmou que a medida pode levar ao fechamento de 15 mil estabelecimentos no estado e à extinção de milhares de postos de trabalho no setor. O governo estadual negou que o projeto represente aumento de carga tributária, afirmando que a medida apenas estabelece que empresas contempladas com incentivos fiscais depositem no Fundo Estadual de Combate e Erra dicação da Pobreza (Funcep) o equivalente a 10% do ICMS cobrado nas operações de venda e não repassados ao estado em função do benefício concedido. Em nota, o governo estadual também disse que os incentivos, na prática, permitem que as empresas beneficiárias fiquem com parte do ICMS embutido nas vendas de mercadorias. "Esses benefícios correspondem a um desconto de até 81% do ICMS devido. De acordo com o projeto, um décimo deste valor deverá ser devolvido pelas empresas beneficiárias na forma de contribuição financeira destinada às políticas sociais do estado”. A nota informa ainda que a fixação de contrapartidas para a concessão de incentivos fiscais está em sintonia com medidas tomadas pelo governo federal e por outros estados da federação como medida para o enfrentamento da crise econômica que pressiona fortemente as finanças públicas.

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OMS diz que zika não vai desaparecer e pede US$ 121,9 milhões

  • 19 Jun 2016
  • 14:03h

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai precisar de US$ 121,9 milhões (R$ 420 milhões) para lidar com o impacto do zika até o fim de 2017. O apelo faz parte de um novo plano estratégico anunciado nesta sexta-feira (17) e criado diante da constatação da entidade de que o vírus não vai simplesmente desaparecer e que seu impacto poderá ser de longa duração, principalmente para famílias com crianças com microcefalia e má-formação. Mas, por enquanto, a OMS recebeu meros US$ 4 milhões. O plano prevê ações por um ano e meio diante da constatação de que o zika continuará se espelhando. Na avaliação da entidade, essa realidade exige que sistemas de saúde terão de ser fortalecidos para atender a esse novo cenário e que famílias sejam atendidas. O programa é anunciado quatro dias depois que a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) admitiu que o vírus, e não apenas a microcefalia, é uma emergência internacional. A entidade, porém, não recomendou o cancelamento dos Jogos Olímpicos no Rio, justificando que não fará mais diferença a realização ou não para a proliferação da doença. Para a OMS, existe o potencial de uma proliferação ainda maior do vírus pelo mundo, diante da presença do mosquito em diversas regiões. "A falta de imunidade das populações permite que a doença se espalhe rapidamente", indicou o plano. A OMS também admite que a estratégia é necessária diante da "ausência de vacinas, de tratamentos específicos e de testes". A entidade, porém, deixa claro que o problema é exacerbado diante das "desigualdades em acesso ao saneamento, informação e serviços de saúde em áreas afetadas".

Polícia e órgãos de trânsito ampliam fiscalização nas estradas da Bahia durante o São João

  • 19 Jun 2016
  • 12:01h

(Foto: Reprodução)

Quem gosta de tomar seu licor ou mesmo sua sagrada cervejinha deve ficar atento antes de pensar em pegar a estrada para curtir o São João no interior. Além do perigo iminente que isso representa, a fiscalização aos bebuns estará mais rigorosa durante o período. Serão cerca de 7.500 homens, 80 bafômetros, dez radares fixos nos postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e blitz da Lei Seca em todos os municípios, com reforço nos acessos às cidades mais movimentadas nessa época. O aumento da fiscalização foi possível porque, pela primeira vez, as polícias Rodoviária Federal (PRF), Militar, Civil e órgãos de trânsito se uniram numa operação única. Todo esse esforço não é à toa: o período junino é quando ocorre o maior número de acidentes nas rodovias baianas.

Balanço anterior

Só no ano passado, por exemplo, foram cerca de mil acidentes, contabilizando 23 mortes e 155 feridos na Bahia. Na capital foram 263 acidentes com quatro mortos e 56 feridos, segundo dados da Transalvador, que este ano está promovendo uma campanha educativa para o período (ver abaixo). De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), as principais causas de acidentes são a combinação entre álcool e direção, negligência em ultrapassagens e excesso de velocidade. A estimativa é que haja aumento de 40% no fluxo de automóveis em relação aos dias normais nas estradas baianas. Para se ter uma noção, pela BR-324 passam, em média, 50 mil veículos por dia. A operação acontecerá entre os dias 22 e 26 de junho e as cidades que vão receber atenção redobrada são Amargosa, Cruz das Almas, Euclides da Cunha, Ibicuí, Irecê, Porto Seguro, Piritiba, Santo Antônio de Jesus e Senhor do Bonfim.

Faróis acesos
Começa também nesse período uma campanha de educação para o uso dos faróis acesos durante o dia. A lei, que começa a valer a partir de 8 de julho, estabelece multa média de R$ 85,13 e 4 pontos na carteira para o condutor. Junho é um dos meses mais frios do ano, provocando neblina em várias regiões, por isso é importante usar os faróis para melhorar a visibilidade. O tipo de luz que deve ser utilizado é o farol baixo, para não atrapalhar a visão dos outros motoristas. De acordo com o chefe de planejamento da PM, Denivaldo Campos, haverá policiamento preventivo contra violência nas festas à noite e blitz em todos os municípios, principalmente nas saídas de Salvador. Por registrar o maior número de acidentes, as BRs 324, 101 e 116 terão fiscalização intensificada pela PRF. A integração nas ações envolve ainda uma maior agilidade nos pedágios para evitar os congestionamentos típicos.

Cuidados
Para evitar transtornos e poder tomar uma cervejinha sem preocupação, o comerciante Ivan Nunes Júnior, 21 anos, escolheu alugar um carro com motorista para levar  outros seis amigos para Porto de Sauipe, no Litoral Norte. “Além disso, a gente não conhece o lugar e o motorista, sim. Aí fica mais fácil”, contou.  Utilizar transportes alternativos é uma das principais dicas de segurança do Detran para quem vai beber. Se for dirigir, as orientações são usar o cinto de segurança, respeitar as placas e os limites de velocidade, fazer pausas para descanso durante percursos longos e respeitar as condições de ultrapassagem.

Melhores horários
Segundo o superintendente da PRF, Virgílio Tourinho, as rodovias federais estão em bom estado, o que tende a fazer com que os motoristas aumentem a velocidade além do limite estabelecido. “A Polícia Federal agirá também com equipe tática motorizada contra crimes nas estradas”, acrescentou Tourinho. Ainda segundo o superintendente da PRF, neste ano é esperado um movimento maior de veículos, já que o feriado uniu com o final de semana. Por conta desse aumento no fluxo, a PRF indica o domingo pela manhã ou a segunda-feira de madrugada como os melhores horários para retornar para casa.

Condutor Cidadão no São João é tema de campanha
Não beber ao dirigir e usar cinto de segurança serão os focos da campanha Condutor Cidadão no São João que será promovida pela Transalvador nesta terça e quarta-feiras - dias que antecedem os festejos juninos. O objetivo é orientar sobre os cuidados com a segurança no trânsito nesta época do ano. De acordo com Mírian Bastos, gerente de Educação para o Trânsito, terá destaque a importância de não consumir bebida alcoólica ao dirigir. “Também será difundida a necessidade do uso do cinto de segurança por todos os passageiros do veículo e de trafegar dentro dos limites de velocidade para evitar acidentes”, informou ela. Vinte técnicos atuarão na ação, sensibilizando condutores e pedestres que circularem na estação rodoviária, um dos principais pontos de entrada e saída da capital. A campanha da Transalvador integra uma ação do Grupo Gestor de Trânsito em Salvador que, mobilizado pelo Ministério da Saúde, reúne entidades, como o Detran, a Secretaria de Saúde do estado e as polícias Rodoviária Federal, Estadual, Civil e Militar. No ano passado, dias 23 e 24 de junho, foram registrados dez acidentes e nenhuma morte - números menores que em 2014, quando foram 24 acidentes e duas mortes.

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Brumado: Renault Logan perde controle e colide com residência na madrugada deste domingo (19)

  • Brumado Urgente
  • 19 Jun 2016
  • 11:29h

O estado do veículo mostra a força do impacto da colisão (Foto: Brumado Urgente)

A quietude da madrugada deste domingo (19) em Brumado foi quebrada por um acidente ainda envolto em mistérios, o qual ocorreu por volta das 02h40m na Av. João Paulo I, onde um Renault Logan, placa policial EPR 3567 – Cosmópolis – SP acabou invadindo a pista contrária e colidindo com uma residência. Não se sabe ao certo quantos ocupantes havia no veículo que ia sentido Av. Centenário, mas segundo moradores do local gritos de uma mulher pedindo socorro foram ouvidos. Não há informações sobre o estado de saúde das vítimas, mas o carro ficou bem avariado, o que, possivelmente mostraria que a velocidade estava acima dos 60km. Uma equipe do SAMU192 chegou rapidamente ao local, já que a base é muito próxima e levou os ocupantes para o HMPMN. Quem acordou cedo nesta manhã e passou pelo local ficou intrigado com a cena. 

As pessoas procuraram entender as causas do acidente (Foto: Brumado Urgente)

Produtores do Forró do Sítio Novo agradecem parceiros, patrocinadores, artistas e o grande público pelo sucesso da edição 2016

  • 19 Jun 2016
  • 11:17h

Produtores do Forró do Sítio Novo agradecem parceiros, patrocinadores, artistas e o grande público pelo grande sucesso da edição 2016 (Foto: Divulgação)

Confirmando a tradição e o status de melhor festa da região, a edição do Forró do Sítio Novo 2016 foi espetacular, numa celebração à alegria regada pelas grandes apresentações das atrações que fizeram a galera delirar. Mais uma vez a produção foi impecável, tendo na pontualidade sua marca principal, já que todos os shows começaram britanicamente no horário estipulado. Com um ambiente invadido pela positividade, o evento superou as expectativas, deixando o grande público muito satisfeito, já que todo o portfólio anunciado foi rigorosamente cumprido. Diante disso a Só Legal e Beto Bonelly Produções fizeram questão de agradecer a todos os parceiros, patrocinadores, bandas, artistas e ao maravilhoso público que esteve presente pelo grande sucesso da edição 2016 e ainda declararam que a edição 2017 já começará a ser produzida para ser melhor ainda. 

Farmácia São Camilo

  • 19 Jun 2016
  • 11:04h

Governo proíbe exposição de marcas não organizadoras da Rio 2016 durante jogos

  • 19 Jun 2016
  • 10:01h

(Foto: Reprodução)

O governo do estado enviou nesta quarta-feira (15) para apreciação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um projeto de lei sobre medidas a serem tomadas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. Entre as determinações está a proibição do chamado “marketing de emboscada por intrusão”, ou seja, a exposição de marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços ou qualquer atividade promocional no espaço público, principalmente pontos turísticos. O artigo 7º, que dispõe sobre o assunto, proíbe qualquer forma de atenção pública a marcas que não são organizadoras dos Jogos Olímpicos. “(...) Para assegurar ao Rio 2016 e às pessoas por ele autorizadas a, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais, nas áreas de interesse, suas principais vias de acesso, em locais claramente visíveis a partir daquelas e no espaço aéreo correspondente”, diz o texto. As áreas de interesse são os locais oficiais dos Jogos Olímpicos, principais pontos turísticos, qualquer outro lugar de interesse do Rio 2016 que esteja definido em regulamento próprio e as imediações. 

A matéria foi enviada com solicitação de regime de urgência e, segundo o líder do governo na AL-BA, deputado Zé Neto (PT), a expectativa é que o projeto seja votado no plenário até dia 30 deste mês. "Porque senão chega julho, começa recesso, e fica em cima das Olimpíadas", explicou Zé Neto, lembrando que a Casa fica em recesso por um mês.O projeto de lei ainda prevê a concessão gratuita de bens do Estado ao Rio 2016, podendo até a organização dos jogos explorá-los comercialmente durante o período da concessão; a suspensão de publicidade e propaganda de terceiros (considerados como aqueles que não são entidades organizadoras do evento) em veículos ou instalações do sistema de metrô que circulem, iniciem ou terminem a prestação de serviço dentro das áreas de interesse ou que atendam ao público dos jogos. Por causa das medidas, o Estado poderá até suspender acordos, atos administrativos ou contratos públicos que interfiram no andamento dos jogos. O projeto de lei também autoriza a comercialização de bebidas alcoólicas nos locais oficiais e a mudança no horário de funcionamento das repartições públicas do estado durante as Olimpíadas. Os Jogos Olímpicos Rio 2016 começam no dia 5 de agosto.

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Prodígio, ginasta baiana busca apoio para competir no exterior via colaboração online

  • 19 Jun 2016
  • 08:03h

(Foto: Reprodução)

Com apenas 11 anos, Amanda Reis já é uma campeã. Praticante de Ginástica Rítmica, a jovem atleta acumula títulos em sua curta carreira no esporte e desponta como uma das promessas do estado para a modalidade. Entretanto, assim como acontece com outros competidores baianos de alto rendimento, a jovem ginasta luta por apoio financeiro para seguir na carreira e precisa de patrocinadores para dois importantes compromissos na temporada: convidada para participar de torneios na Bulgária e Chile, a soteropolitana não tem condições de arcar com os custos para os locais de disputa e corre contra o tempo para conseguir patrocinadores que se interessem pelo seu projeto esportivo. “Em 2014, na busca por novos talentos, eu vi a Amanda em uma competição escolar e conversei com a sua professora dizendo que ela tinha futuro no esporte. Ela me disse que achava difícil por conta da preocupação da mãe em levar a filha para um esporte de alto rendimento, que impõe uma dedicação maior da pessoa. O tempo passou e no início de 2015 eu trouxe para Salvador a treinadora Camila Ferezin, da Seleção Brasileira, e comentando sobre o caso, ela insistiu em chama-la e entrou em contato com a sua mãe para Amanda fizesse um curso aqui. Depois disso fomos conversando e ela acabou ficando, mostrando as habilidades e a dinâmica que tinha”, afirma a treinadora Joseane Coelho, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Diretora do clube de Ginástica Olímpica e Rítmica da Bahia (Gorba), entidade esportiva criada desde a década de 90 e que já revelou atletas de projeção nacional como Camila Nunes, Marcela Menezes, Mariana Borges e Gabriela Brentan, Joseane destaca as qualidades de sua aluna e potencial que pode ser atingido por Amanda na atual temporada. “Uma das coisas importantes na Ginástica Rítmica além da flexibilidade é a elegância, a desenvoltura na quadra, e ela desde cedo começou a mostrar esse diferencial para a prática do esporte. Com isso, trabalhamos 2015 de uma forma mais controlada e levamos para realizar alguns treinos e competições pelo Brasil”, complementou. Como consequência de seu treinos e condicionamentos, a jovem baiana foi campeã estadual no aparelho arco e se tornou representante do Nordeste no Torneio Nacional, além de conquistar diversas medalhas em competições por todo o país. Com o número de títulos e reconhecimento no cenário, outras oportunidades surgem para Amanda Reis. Porém, grande parte destes novos eventos esbarram na falta de um patrocinador que ajude com os custos de passagem e hospedagem para as viagens que acontecem não só no Brasil quanto para outros locais no mundo. “Em seu primeiro ano ela conseguiu trazer os títulos, mas nesse período tudo funciona como uma escada. Subindo um degrau por vez para evoluir. O problema é que perdemos muitas oportunidades por questão financeira mesmo e isso complica no desenvolvimento da atleta”, confessa Rosana Macedo, mãe de Amanda e a maior entusiasta para a evolução de sua filha no esporte. “Esse ano tínhamos a oportunidade de disputar o Campeonato Brasileiro, mas não tínhamos condições de viajar para Manaus”, admite.Com orçamento curto, Rosana e Joseane realizam um planejamento estratégico para viabilizar o melhor para Amanda e seguem disputando as competições que são possíveis. Mesmo assim, o atual momento da atleta torna inevitável que maiores investimentos sejam realizados nas novas empreitadas. “A Amanda foi convidada para dois eventos importantes. Temos um torneio no Chile em agosto, que vai reunir atletas de vários países por lá, e nos últimos dias recebemos o convite para um ciclo de treinamentos na Bulgária, uma das melhores escolas do mundo para as atletas”, afirma Rosana, que recentemente conseguiu uma reunião com a Sudesb e viu a viabilidade em relação a uma das demandas pretendidas. “Tivemos uma reunião com o Superintendente da Sudesb, Elias Dourado, que nos garantiu a passagem de Amandinha para a Bulgária. O problema é que ainda existem outros gastos como a passagem para a treinadora, hospedagem e alimentação. Com nosso melhor orçamento, temos que levantar R$ 7 mil até a próxima segunda (20), que é o dia da viagem. Sem ele, não podemos realizar isso porque não posso mandar uma garota de 11 anos sozinha na Europa”, lamentou. Para o Chile, Amanda tem outra estratégia a longo prazo. Com a ajuda de parentes e amigos, a esportista tem uma página no site colaborativo kickante, onde espera levantar os fundos necessários para viajar ao país sul-americano. Precisando de uma quantia de R$ 25 mil, ela já tem R$ 520 em doações. “Quando você vê seu filho subir no pódio em tão pouco tempo no esporte, se emociona. Meu papel como mãe é apoiar, fazer de tudo para ajudá-la a realizar esse sonho. Hoje em um mundo com tantos garotos envolvidos em coisas ruins e você vê a sua filha conciliando estudo com esporte de uma forma boa, dando orgulho, tenho que dar todo o apoio possível. O meu medo é não poder oferecer pra ela o que seja possível para que Amanda consiga evoluir e seguir no esporte que tanto ama”, completou Rosana. Para aqueles que queiram apoiar Amanda Reis em sua carreira esportiva, podem conhecer um pouco da atleta na página da campanha no facebook (clique aqui) ou no próprio kickante (clique aqui), onde é possível fazer doações em relação à viagem da atleta para o Chile. Já para aqueles que se interessem em apoiar à ida para o ciclo de treinos para a Bulgária, podem entrar em contato pelo número de Rosana Macedo (71 98202-6585)

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O Comercial Vitória preparou um grande arraiá Junino de ofertas

  • 19 Jun 2016
  • 07:03h

O Comercial Vitória, o supermercado das grandes ofertas preparou um grande arraiá de ofertas que vale a pena conferir. São produtos típicos para os festejos juninos da melhor qualidade e com preços imbatíveis. Deliciosos licores, milho para canjica, carnes bovinas e suínas, cervejas, amendoins e muito mais. Então venha correndo para o Comercial Vitória e aproveite muitas outras promoções do período Junino. O Comercial Vitória fica localizado na Rua Antônio Francisco da Silva, 93, Bairro do Tanque um local de muito fácil acesso e com inúmeras vagas para estacionar.


A castração química impede estupradores? Entenda como o tratamento funciona

  • Uol Notícias
  • 18 Jun 2016
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

O caso do estupro de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro causou grande discussão nas redes sociais e motivou protestos contra a cultura do estupro. Entre alternativas e suposições de como frear a violência sexual, alguns comentários questionaram por que o Brasil não adotava a "castração química" para estupradores. Mas você sabe o que é este procedimento? O método consiste em uma forma temporária de privar o paciente de impulsos sexuais com uso de medicamentos hormonais. Ou seja, não ocorre a remoção dos testículos e o homem continua fértil, mas por ter oscilações na dosagem dos hormônios ele passa a ter dificuldade para ter e manter as ereções e há redução daquele estímulo interno que funciona como fonte de fantasias e nos conduz a procurar situações eróticas. A alternativa ganhou força com um projeto de lei apresentado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em 2013, que está tramitando na Câmara e teve um relator designado, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), em junho deste ano. O texto prevê o "tratamento químico voluntário para a inibição do desejo sexual", mas não especifica como e com quais drogas o método seria aplicado.  Como funciona a "castração química"? O método consiste em tentar bloquear a testosterona, diminuindo drasticamente o desejo sexual e até a ereção.

 

Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Existem dois tipos de drogas usados para o procedimento. Um deles simplesmente inibe a produção da testosterona. Já o outro remédio estimula altos níveis da produção hormonal: o corpo é enganado ao acreditar que há uma produção excessiva de testosterona e inibe a produção natural. Os nomes dos medicamentos usados variam, existem drogas injetáveis ou orais, que os pacientes precisam tomar diariamente, mensalmente, uma vez por trimestre ou semestre. As doses também não são fixas, cada medicação tem uma posologia diferente. E, segundo os médicos, o tratamento é caro. De acordo com o urologista e professor da UnB (Universidade de Brasília), Eduardo Ribeiro, os produtos usados em casos de castração química são como os indicados para pacientes com câncer de próstata em estado avançado. O câncer de próstata precisa da testosterona para crescer e se desenvolver, então existe um tratamento de bloqueio da testosterona para diminuir a agressividade da doença em casos graves, o processo é semelhante. "A droga pode ser comprada na farmácia por um valor em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil por injeção, no caso de remédios que precisam ser usados uma vez a cada três meses", diz Meller. Além disso, o médico afirma que o produto não é de fácil acesso. "É necessário ter receita com carimbo do médico." É importante até não se assustar com o termo: "castração química". Segundo o psiquiatra Danilo Baltieri, coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, o tratamento de testosterona não é uma castração. "Essa palavra é muito forte, mentirosa. Não temos uma privação da eficácia, temos um tratamento, uma diminuição de impulsos. Esse termo é mais jurídico do que médico".

O método é efetivo para estupradores?

"O que acontece é que o impulso sexual do indivíduo diminui, mas o interesse continua. Em casos de estupradores não é apenas uma questão orgânica que importa, o problema também é 'intelectual'", afirma Ribeiro. "É claro que a castração não cura, não transforma a ideologia. Mesmo se não tiver ereção, o agressor pode praticar violência sexual de outras maneiras", diz Ribeiro. As drogas vão mexer com o organismo do homem, mas não impedem o agressor de repetir os delitos. Apesar de ter o impulso sexual diminuído, a libido e os desejos continuam. Além disso, como o projeto de lei não deixa claro quais serão os termos de uso, médicos também se preocupam com o uso contínuo dos remédios. "O criminoso vai se medicar pelo resto da vida? Em longo prazo, esse tipo de medicação pode ter efeitos colaterais como osteoporose, perda de massa muscular, dificuldades na memória e até doenças vasculares", afirma Meller. Na Indonésia, por exemplo, um decreto que autoriza a castração química de pedófilos e exige que usem dispositivos de monitoramento eletrônico em liberdade condicional foi aprovado em maio deste ano, em resposta a um estupro coletivo e assassinato de uma menina de 14 anos. Apesar do decreto, a associação médica nacional pediu para seus membros não cooperarem e afirmou que "com base em provas científicas, a castração química não garante a perda ou a redução do desejo e potencial comportamento sexual violento". Segundo o psiquiatra Danilo Baltieri, coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, um estuprador precisaria ser avaliado por especialistas para saber qual seria o tratamento indicado, qual o diagnóstico exato e se o melhor seriam consultas psiquiátricas ou remédios. "Cada caso é um caso, o problema pode ser uma doença, agressividade ou aprendizado cultural. O preso deve ser tratado como qualquer outro, mas é preciso separar as decisões médicas das jurídicas e não padronizar tratamentos". De acordo com estudos desenvolvidos na UnB, em 2010, mesmo em casos de transtornos mentais, como a pedofilia, 90% dos agressores respondem bem a tratamento psiquiátrico aliado a antidepressivos, e apenas 10% precisam também de medicamentos hormonais de controle da testosterona. Mesmo nestes casos é recomendada a terapia. Apesar das incertezas e polêmicas, o método é usado em alguns países. Nos Estados Unidos, doze Estados usam a castração em casos de violência sexual. Na Califórnia, por exemplo, até a castração cirúrgica é proposta para criminosos reincidentes que quiserem redução de sua pena. Na Argentina, a província de Mendoza adotou a castração química após notar grandes índices de reincidência nos casos de crimes sexuais.

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Brasil irá exigir certificado internacional de vacinação de febre amarela

  • 18 Jun 2016
  • 18:04h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde passará a exigir, a partir da primeira quinzena de julho, o Cerificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) aos viajantes com destino ou que vierem da República Democrática do Congo e Angola. A medida é uma recomendação do Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), devido ao surto de febre amarela urbana que estão ocorrendo nos países desde dezembro do ano passado. A orientação, que tem caráter temporário, foi definida em reunião do Comitê durante a Assembleia Mundial da Saúde, ocorrida no fim de maio, na Suíça. A medida também tem objetivo de prevenir para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontece no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus. Os viajantes em trânsito por esses países devem apresentar o certificado com data de vacinação com, pelo menos, 10 dias anteriores à viagem. A exigência permanecerá até novas recomendações da OMS. O Ministério da Saúde encaminhou a decisão às embaixadas de Angola e República Democrática do Congo, assim como a do Rio 2016. A pasta solicitou, também, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ) que comunique as companhias aéreas e de turismo essa orientação.

Delator liga Aécio a esquema na Petrobras

  • 18 Jun 2016
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

O ex-deputado Pedro Corrêa afirmou em depoimentos de sua delação premiada que o então deputado (hoje senador) Aécio Neves (PSDB-MG), foi um dos responsáveis pela indicação do diretor de Serviços da Petrobras, Irani Varella, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo Corrêa, Varella era responsável por conseguir "propinas com empresários para distribuir com seus padrinhos políticos" por meio de seu genro, identificado apelas como Alexandre.  Esta é a primeira vez que o nome do senador tucano é relacionado por um delator da Operação Lava Jato a um suposto esquema de pagamento de propinas na Petrobras.  Em nota divulgada por sua assessoria, Aécio disse que Corrêa é desprovido de qualquer credibilidade e sua afirmação é falsa e absurda.  O senador, presidente nacional do PSDB, já foi citado outras vezes no âmbito das investigações da Lava Jato por delatores como o doleiro Alberto Youssef, o senador cassado Delcídio Amaral (sem-partido-MS), o lobista Fernando Moura e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.  Aécio é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal abertos a partir da delação premiada de Delcídio. Uma das investigações tem como objetivo saber se Aécio atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro. O senador também é alvo de uma outra linha de investigação no STF, que apura se ele recebeu propina de Furnas, subsidiária da Eletrobrás.

 

'Devedores' 

No anexo 08 da delação de Corrêa, no qual trata do tema "CPI Petrobras", o ex-deputado afirma que os partidos comprometidos com a estatal, tanto da base aliada ao governo federal, como da maioria da oposição, "eram devedores aos empresários que financiavam as suas eleições nos Estados e tinham negócios com a Petrobras". "Os quais os diretores da estatal, indicados pelos políticos, facilitavam os seus negócios e cobravam propina para distribuir aos partidos políticos."  Neste trecho do depoimento, o ex-deputado afirma que no governo FHC, por exemplo, o diretor de Serviços era "Irany Varella, indicado na época pelos deputados Aécio Neves (PSDB-MG), Alexandre Santos (PMDB-RJ) e Paulo Feijó (PMDB-RJ)".  Segundo Corrêa, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2003, Irani Varella manteve relação com o PT, mas acabou sendo substituído no cargo por Renato Duque, condenado na Lava Jato e cumprindo prisão preventiva em Curitiba "O operador de Irany Varella, que conseguia as propinas com os empresários, para distribuir com seus padrinhos políticos era o seu genro, de nome Alexandre", afirma o ex-deputado na depoimento da delação premiada. Irani Varella foi nomeado diretor da área de Serviços da Petrobras em novembro de 2001. Duque o substitui no cargo no início de 2003. A reportagem não conseguiu contato nesta sexta-feira (17) com Alexandre Santos e Paulo Feijó. A assessoria do Instituto Fernando Henrique Cardoso informou que não conseguiu localizar o ex-presidente.

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A 49 dias da Olimpíada, Rio decreta calamidade pública

  • 18 Jun 2016
  • 14:03h

(Foto: Reprodução)

A 49 dias dos Jogos Olímpicos, o governo do Estado do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública nesta sexta­feira, 17, no Diário Oficial Estadual. O texto assinado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), apontou a “grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”. O governo também argumenta que a crise econômica “vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”. Até as 17 horas desta sexta, a assessoria do governo não sabia detalhar as consequências práticas dessa medida. Pelo artigo 2º do decreto, as autoridades competentes ficam autorizadas a “adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais” para a realização das Olimpíadas do Rio. 

O artigo 3º prevê que “as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”. Por fim, o artigo 4º determina que o decreto entrará em vigor na data de sua publicação, ou seja, nesta sexta­feira. Para justificar a medida, o governo estadual elencou oito itens: “a grave crise econômica que assola o Estado do Rio de Janeiro”; “a queda na arrecadação, principalmente a observada no ICMS e nos royalties e participações especiais do petróleo”; “os esforços de reprogramação financeira já empreendidos para ajustar as contas estaduais”; “que a crise vem impedindo o Estado do Rio de honrar seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”; “que tal fato vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos essenciais e pode ocasionar ainda o total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”; “que a interrupção da prestação de serviços públicos essenciais afeta sobremaneira a população”; “que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar na cidade do Rio, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto”; e que “os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação”. Os governos federal e estadual estudam desde a semana passada uma saída legal para que a União preste socorro financeiro emergencial ao Rio de Janeiro, a fim de garantir recursos ainda pendentes para a Olimpíada, além do dinheiro para pagar salários atrasados de servidores. Na noite desta quinta­feira, 16, Dornelles reuniu­se com o presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, em jantar no Palácio do Jaburu, em Brasília. Estavam presentes também o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e o presidente da Assembleia Legislativa e do PMDB­RJ, Jorge Picciani. Estava em estudo a edição de duas medidas provisórias para permitir a liberação de recursos da União para o Estado, que pleiteia R$ 3 bilhões em verba federal. Além do pagamento de salários de funcionários públicos, os recursos serão usados para pagar benefícios de policiais militares, como o Regime Adicional de Serviço (RAS), e para a conclusão da linha 4 do metrô, que fará a ligação entre Barra da Tijuca (zona oeste) e Ipanema (zona sul). O governo planejava usar como argumento para as duas medidas provisórias a situação crítica das finanças do Estado, agora explicitada com a decretação do estado de calamidade pública no setor. As MPs seriam usadas porque têm efeito imediato e já passam a vigorar enquanto tramitam no Congresso. Salários atrasados. Neste mês de junho o governo do Rio voltou a atrasar o pagamento de salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Executivo. Sem dinheiro em caixa para pagar integralmente os vencimentos de maio, o Estado anunciou que quitaria apenas 70% da folha de pagamento no último dia 14, com desembolso de R$ 1,1 bilhão. O atraso atinge 393.143 mil servidores. Apenas os 85.737 funcionários ativos da secretaria de Educação receberam integralmente no dia 14. Até agora não há data para pagar o valor restante – o governo fluminense anunciou que a data seria informada nesta semana. O Estado do Rio definiu uma conta para o cálculo da primeira parcela de cada servidor. Foi decidido que os trabalhadores receberão no dia 14 R$ 1.000 mais 50% da diferença entre o valor líquido do seu vencimento e a parcela de R$ 1.000. Um servidor que recebe, por exemplo, R$ 4.000 líquidos, terá depositados R$ 1.000 mais R$ 1.500 (valor corresponde à metade da diferença entre R$ 4.000 e R$ 1.000). Os servidores ativos da Educação serão pagos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que, de acordo com o governo estadual, podem ser destinados apenas aos servidores da ativa. Não é a primeira vez que o Estado do Rio atrasa o pagamento dos servidores. Em abril decidiu postergar para maio o pagamento dos vencimentos de março de parte dos servidores aposentados e pensionistas. Em ação movida pela Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ­RJ) bloqueou R$ 649 milhões de contas bancárias do Estado para regularizar esse pagamento. Os vencimentos foram pagos, mas o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que os recursos depositados nas contas eram oriundos de financiamentos para investimentos e não poderiam, por lei, ser usados para pagar folha de pessoal.

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