- Por Folhapress
- 03 Jul 2025
- 12:35h
Foto: Reprodução/TV Globo
Condenado nesta quarta-feira (2) por duas acusações de transporte para prostituição, envolvendo duas ex-namoradas, mas inocentado de três outras acusações mais graves, envolvendo tráfico sexual e extorsão, Sean Diddy Combs permanecerá preso até a definição de sua sentença.
O rapper americano escapou da prisão perpétua e pode ser sentenciado no máximo a 20 anos de prisão, tempo que irá considerar os quase 10 meses que o magnata da música já passou preso após ter sido detido em setembro de 2024. A informação foi anunciada pelo juiz Arun Subramanian nesta tarde.
Subramanian também negou o pedido de fiança feito pela defesa do artista após o anúncio de seu veredito e revelou que a sentença deve ser definida até outubro.
Embora não seja uma absolvição, já que a sentença ainda pode lhe impor até duas décadas preso, Diddy comemorou o veredito com euforia. Ele sorriu para sua família e advogados, fez um gesto de oração e agradeceu ao júri num sussurro logo após o anúncio feito nesta manhã.
Durante a tarde, ao retornar ao tribunal, sua empolgação foi reduzida pelos novos anúncios.
Ao longo do processo foram avaliados imagens e vídeos relacionados às acusações contra o magnata da música -dentre eles o do espancamento de Ventura, em 2016, no corredor de um hotel, enquanto ela tentava fugir de uma orgia-, acompanhando também argumentos da defesa e da promotoria.
A crise envolvendo Diddy se estende desde novembro de 2023, quando Ventura acusou o músico de abuso e tráfico sexual. A ação foi retirada no dia seguinte, após as partes chegarem a um acordo milionário confidencial.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 10:10h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, propaganda e uso dos extratos de cogumelo da linha Mushdrops, produzidos pela empresa Mush Mush Club. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (01). A determinação atinge os produtos identificados como Juba de Leão, Reishi, Cordyceps, Chaga e Turkey Tail, todos vendidos em formato de gotas. Além da proibição, a agência também determinou a apreensão dos itens.
Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo vendidos como se fossem medicamentos, embora não tenham registro ou regularização sanitária. “Assim, não é possível garantir a segurança de uso desses produtos, nem saber a sua procedência e o controle de riscos durante a sua produção”, informou a agência.
A Anvisa ressaltou ainda que a empresa não possui Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricar medicamentos, o que impede a legalidade da comercialização dos extratos.
No mercado, os cogumelos da linha Mushdrops são divulgados como "superalimentos" que supostamente auxiliam no bem-estar físico e mental. Entre os efeitos prometidos estão controle da ansiedade, melhora da imunidade, aumento de energia, qualidade do sono e função respiratória. Em publicações nas redes sociais, a empresa afirma que os cogumelos não provocam alterações de percepção e não causam “onda”.
“Esses cogumelos não causam alterações na percepção, mas ajudam o corpo a funcionar melhor”, diz a empresa em um post no Instagram.
As informações foram apuradas pela Folha de S.Paulo que tentou contato com a Mush Mush Club por meio do WhatsApp, e foi informada de que o setor jurídico responderia. O site da empresa estava fora do ar nesta quarta-feira (02), mas o perfil no Instagram permanecia ativo.
A Anvisa também alertou que a medida vale para qualquer pessoa física ou jurídica — incluindo veículos de comunicação — que comercialize ou divulgue os produtos em questão.
- Por Cátia Seabra e Victoria Azevedo | Folhapress
- 03 Jul 2025
- 08:31h
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez chegar ao Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (2), sua irritação com as críticas de que tem sido alvo nas redes sociais, em mais um capítulo da crise que abala a relação do governo Lula (PT) com a cúpula do Congresso Nacional.
Em Portugal para o 13º Fórum de Lisboa, Motta reclamou especialmente do fato de Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terem falado em quebra de acordo sobre a tramitação do aumento de alíquotas IOF (Imposto sobre Operação Financeira). O deputado nega que tenha se comprometido com a proposta do governo.
Também em Lisboa, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sugeriram a interlocutores do governo um aceno ao presidente da Câmara, na tentativa de restabelecimento de um diálogo com Motta.
Alertada por emissários do governo sobre esse descontentamento e já contrariada com o teor de vídeos contrários ao presidente da Câmara, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse repudiar os ataques a Motta.
Nas redes, ela disse que a disputa política faz parte da democracia, mas que "nada disso autoriza os ataques pessoais e desqualificados nas redes sociais contra o presidente da Câmara".
"Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil, dentre as quais se destaca a justiça tributária", afirmou.
Gleisi e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), já tinham ouvido queixas do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), com quem se reuniram na noite de segunda-feira (30). Assim como a ministra, Guimarães defendeu Motta, afirmando que o revés sofrido pelo governo na votação do IOF não pode ser usado como justificativa para ataques pessoais.
"Reitero minha solidariedade ao presidente Hugo Motta, que, como qualquer representante em uma democracia plena, tem o direito de defender suas convicções", afirmou Guimarães.
Aliados de Motta afirmam que as declarações embutem um medo do governo de novas derrotas na Câmara, onde tramitam pelo menos seis pautas de interesse governista.
Participante do fórum, o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, engrossou o esforço conciliatório a ser conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado é o relator da ação protocolada pelo governo com o objetivo de reativar o decreto sobre o IOF.
Em Lisboa, onde conversou com ministros da corte, Messias elogiou a capacidade de diálogo de Motta e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos responsáveis pela inclusão da derrubada do decreto em pauta sem que o governo tenha sido informado.
"Tenho certeza que todos nós, em conjunto, com a liderança do presidente Lula, que já sinalizou que deve ter um encontro com os dois no retorno do [encontro dos] Brics, nós vamos encontrar uma saída", disse Messias.
O ministro do STF Gilmar Mendes, com quem Messias conversou, foi um dos que propuseram uma conciliação.
No Brasil, no entanto, Lula classificou como "absurda" a decisão do presidente da Câmara de colocar em votação a derrubada do decreto do aumento do imposto, alegando que houve descumprimento de acordo.
"O erro, na minha opinião, foi o descumprimento de um acordo, que tinha sido feito no domingo [8 de junho] à meia-noite na casa do presidente [da Câmara] Hugo Motta. Lá estavam vários ministros, deputados, o ministro [Fernando] Haddad com sua equipe e, quando chega na terça-feira, o presidente da Câmara tomou uma decisão que eu considerei absurda", disse o petista, durante entrevista na Bahia.
O projeto que susta os decretos foi aprovado pela Câmara por 383 votos favoráveis e 98 contrários. No plenário do Senado, a aprovação foi simbólica, ou seja, sem a contagem de votos.
Lula também disse que não há ruptura. "O presidente da República não rompe com o Congresso".
As declarações do petista acentuaram a irritação de Motta, segundo relato de aliados do presidente da Câmara. Apesar disso, interlocutores do deputado afirmam que a decisão de levar o tema à pauta conferiu a ele visibilidade nacional, ainda que ele receba a pecha de traidor nas redes sociais.
De acordo com relatos, Motta reforçou a aliados em Lisboa, após a entrevista, que não firmou nenhum compromisso em torno dos textos, mas que não iria contestar o presidente da República nas redes sociais.
Sua relação com o governo azedou após ele informar à noite, pelas redes sociais, a decisão de submeter o decreto à votação já no dia seguinte. Embora tenha conversado com integrantes do governo, Motta não avisou que essa era sua intenção. Segundo aliados, Lula encarou esse comportamento como uma traição. Procurado, o presidente da Câmara não se manifestou.
- Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 18:35h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O número de desastres causados por chuvas intensas no Brasil triplicou entre 2020 e 2023 em comparação com toda a década de 1990, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (30). Foram 7.539 ocorrências nos últimos quatro anos, contra 2.335 nos anos 1990, apresentando aumento de 222,8%.
Os dados integram o relatório "Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas", parte da série Brasil em Transformação, produzido pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica com coordenação do programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre os eventos registrados estão enxurradas, inundações, temporais e deslizamentos de solo, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, onde o volume de chuvas tem sido cada vez mais intenso.
“O estudo mostra que o aumento já está em curso. A mudança no regime de chuvas é real e vem se confirmando com base em dados de longo prazo”, afirmou o pesquisador Ronaldo Christofoletti, líder da pesquisa.
As projeções do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) indicam que, até 2100, o volume de chuvas pode aumentar em até 30% no Sul e Sudeste, enquanto pode cair até 40% no Norte e Nordeste, agravando desigualdades climáticas e riscos de desastres.
Segundo dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), entre 1991 e 2023 foram registrados 26.767 desastres climáticos associados às chuvas. Desses, 64% foram hidrológicos, com predominância de enxurradas (55%) e inundações (35%). Já os eventos meteorológicos corresponderam a 31%, com temporais representando 75% desse grupo. Os desastres geológicos, como deslizamentos, somaram apenas 5%.
- Por Francis Juliano/Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 16:32h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O prazo para execução dos recursos do primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) foi prorrogado. Com isso, as prefeituras [e estados da federação] têm até o dia 8 de julho para prestar contas e comprovar a execução de, no mínimo, 60% dos valores recebidos.
A não comprovação deixa as prefeituras sem receber os valores do novo ciclo da Lei Aldir Blanc. A portaria que estabelece o prazo foi publicada nesta terça-feira (1°) no Diário Oficial da União (DOU).
Conforme última atualização do portal da Transparência do Ministério da Cultura (Minc), 154 municípios da Bahia não tinham atingido os 60% de mínimo exigido, sendo que 90 prefeituras não tinham feito nenhuma transferência para trabalhadores da cultura.
Com zero repasse estão cidades como Abaíra, Brumado, Cairu, Campo Formoso, Euclides da Cunha, Eunápolis, Ilhéus, Jaguarari, Jaguaripe, Nazaré, Porto Seguro, Poções, Santa Cruz Cabrália e Simões Filho.
Por outro lado, 263 prefeituras informaram a destinação do mínimo exigido, e 127 atingiram a marca de 100% de execução dos gastos. Nesta lista estão municípios como Catu, Itororó, Maragogipe, Santo Antônio de Jesus, Serra Preta, Cícero Dantas e Camamu.
A decisão de prorrogar o prazo foi tomada pelo Comitê Gestor da Política Nacional Aldir Blanc, atendendo a solicitações de entidades representativas, entre elas a Confederação Nacional de Municípios (CNM). De acordo com o Ministério da Cultura, este será o único adiamento permitido sem comprometer o cronograma de repasses das próximas etapas da Pnab.
A CNM disse em nota que os gestores municipais devem intensificarem os esforços para assegurar os pagamentos e registros até a véspera do prazo, dia 7 de julho.
A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura foi instituída para fortalecer o setor cultural em todo o país, por meio de repasses diretos da União a estados e municípios, com foco na descentralização e democratização do acesso aos recursos.
- Por Folhapress
- 02 Jul 2025
- 14:31h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou todas as agendas públicas e ficará em "repouso absoluto" durante o mês de julho, segundo comunicado médico divulgado nesta terça-feira (1º).
A decisão foi tomada após consulta médica de urgência. Bolsonaro, 70, apresenta crises constantes de soluços e vômitos, que o impedem inclusive de falar, conforme comunicado assinado pelo próprio ex-presidente e divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em rede social.
"Ficam suspensas as agendas de Santa Catarina e Rondônia", disse o ex-presidente na nota.
Mais cedo, Bolsonaro já havia cancelado sua participação no evento de lançamento do PL60+ no Distrito Federal, na Câmara dos Deputados.
Bolsonaro passou em abril pela sua sexta e mais longa cirurgia abdominal desde a facada que sofreu na campanha eleitoral de 2018. O procedimento durou 12 horas.
Ele passou 21 dias internado depois de se sentir mal em uma agenda no interior do Rio Grande do Norte. Dias depois da alta, participou de uma manifestação em Brasília.
O ex-mandatário tem episódios de mal-estar abdominal e crises de soluços frequentes, como ocorreu durante uma entrevista a uma rádio bolsonarista na semana passada.
A decisão dos médicos atrapalha os planos de Bolsonaro de manter sua base mobilizada diante da proximidade do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do processo da trama golpista. O caso entrou na fase decisiva, de alegações finais, e a expectativa na corte é que esteja pronto para ser julgado em setembro.
O quadro de saúdo do ex-presidente piorou depois de participar no último domingo (29) de manifestação na avenida Paulista. O ato, em protesto contra o STF, tinha o mote "justiça já" e, na ocasião, ele discursou por 30 minutos em um trio elétrico, sob sol.
- Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 12:29h
Foto: Reprodução/ TV Bahia
Um dia após assinar um projeto de lei que transforma o Dois de Julho em “Dia da Consolidação da Independência do Brasil”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (2), que solicitou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, um plano para incentivar a produção de “filmes históricos” para contar a história do Brasil sob a perspectiva cinematográfica.
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rede Bahia, Lula ressaltou a relevância da Independência da Bahia para a história do país, razão pela qual a passagem precisa ser contata para toda a população. “Falei com a ministra Margareth para incentivar a produção de uns 10 filmes históricos do Brasil, para motivar as pessoas saberem a história do país. Dois de Julho é um dia muito importante, porque foi o dia em que os baianos disseram: ‘Dom Pedro já decretou a independência, então podem ir embora’”, explicou o presidente.
Questionado se o reconhecimento não deveria ser associado a um novo feriado, Lula despistou e sugeriu que o Brasil já tem muitos feriados. “O reconhecimento é muito mais importante que o feriado. Vai levar o povo brasileiro a fazer uma reflexão. Vamos fazer uma pesquisa e vamos ver que 90% não sabe a importância da Independência da Bahia”, destacou.
- Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 10:24h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (1º) que Israel concordou em finalizar os termos de um cessar-fogo de 60 dias com o Hamas na Faixa de Gaza. Horas antes, o republicano havia dito que seria "muito firme" com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, para encerrar o conflito. Os dois líderes devem se encontrar na semana que vem em Washington.
A proposta, segundo o americano, agora será enviada ao Hamas por negociadores do Qatar e do Egito. "Meus representantes tiveram uma longa e produtiva reunião com os israelenses hoje sobre Gaza", escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social. "Israel concordou com as condições para concluir o cessar-fogo de 60 dias, durante o qual trabalharemos com todas as partes para acabar com a guerra."
Trump também pediu ao Hamas que aceite a proposta "pelo bem do Oriente Médio". O governo israelense, por sua vez, não havia se manifestado sobre o tema.
O anúncio de Trump ocorreu após Netanyahu confirmar que vai viajar aos EUA para participar de reuniões com o republicano. O presidente dos EUA continua falando em acordo iminente e afirmou a jornalistas que espera conseguir alcançar um cessar-fogo em breve.
"Esperamos que isso aconteça. E estamos ansiosos para que aconteça em algum momento da próxima semana", disse Trump ao sair da Casa Branca para uma viagem de um dia à Flórida. "Queremos tirar os reféns de lá", completou. Há ainda 50 reféns com o Hamas, 28 dos quais mortos com certeza, segundo o governo israelense.
A visita de Netanyahu também incluirá conversas com o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, segundo comunicado divulgado pelo premiê.
"Ainda temos algumas coisas para finalizar a fim de alcançar um acordo comercial, além de outros assuntos", disse ele, referindo-se aos planos de tarifas do governo Trump. "Também terei reuniões com líderes do Congresso e do Senado e algumas reuniões de segurança."
O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, foi a Washington nesta semana para conversas preparatórias ao encontro entre o presidente americano e o premiê israelense
Um breve cessar-fogo de 40 dias com o Hamas foi estabelecido de janeiro a março deste ano, mas Israel retomou as ofensivas em Gaza logo após o fim do prazo.
A guerra no território, iniciada com o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, foi o estopim para a série de conflitos que desaguaram no ataque de Israel ao Irã no mês passado.
Trump se envolveu diretamente no conflito com Teerã e bombardeou três instalações nucleares do país persa: em Natanz, Isfahan e Fordow. O republicano afirmou que o ataque aniquilou o programa nuclear iraniano, mas relatórios preliminares das agências de inteligência americanas publicadas pela imprensa colocaram em xeque as falas do presidente sobre o tema.
Embora o Irã afirme oficialmente que a controversa iniciativa nuclear do país tenha fins pacíficos, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU) diz que Teerã enriquece urânio a 60% -nível próximo dos 90% necessários para produzir uma bomba atômica e muito acima dos 3,67% exigidos em usinas comerciais.
Os EUA, com a ajuda do Qatar, costuraram um frágil cessar-fogo após 12 dias de conflito. A trégua, porém, foi violada logo no primeiro dia pelos rivais. Na ocasião, Trump interveio diretamente para que os aliados em Tel Aviv não colocassem tudo a perder. E deu uma bronca em Israel.
"Nós basicamente temos dois países que têm lutado há tanto tempo, e tão duramente, que eles não sabem que porra estão fazendo. Você entende isso?", disse ele a jornalistas antes de embarcar para a cúpula da Otan, a aliança militar ocidental, na Holanda, no último dia 24.
O republicano se referia à troca mútua de acusações de rompimento da trégua. "Eu não estou feliz com o Irã, não estou feliz com Israel", disse a repórteres, embora tenha focado suas críticas ao Estado judeu.
"Eu preciso fazer Israel se acalmar. Assim que aceitaram o acordo, eles vieram e lançaram um monte de bombas, algo que eu nunca tinha visto, a maior carga que já vimos", disse, com o exagero habitual.
A intervenção deu certo. Tel Aviv cancelou um ataque grande contra Teerã e ordenou a volta de seus caças, limitando-se a bombardear uma estação de radar. Segundo o governo israelense, a decisão foi tomada após Trump ligar para o premiê Netanyahu, que prometeu parar os ataques.
De seu lado, o governo iraniano disse que cumpriria a trégua se Israel o fizesse. A chave virou nos dois países: Tel Aviv, por exemplo, determinou o relaxamento das restrições vigentes desde que atacou o Irã, no dia 13, abrindo seu espaço aéreo e liberando aulas e reuniões públicas.
Com a trégua, Israel inclusive disse que voltaria seu foco para a guerra em Gaza.
- Bahia Notícias
- 02 Jul 2025
- 08:19h
Foto: Cláudio Kbene/ PR
Levantamento realizado pela Quaest sob encomenda da Genial Investimentos mostra que a avaliação negativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva oscilou para cima entre os deputados federais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) e indicam que 46% dos parlamentares avaliam de forma negativa a terceira administração do petista. No último levantamento, em maio de 2024, esse percentual somava 42%.
Outros 27% avaliam como positiva a gestão de Lula – frente aos 32% que avaliavam da mesma forma em maio do ano passado. Os números oscilam dentro da margem de erro, de 4,5 pontos para mais ou para menos. A avaliação regular ficou em 24%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
No total, foram entrevistados 203 deputados, o que corresponde a 40% da composição da Câmara. Segundo a Quaest, a amostragem foi feita por região geográfica e pela orientação ideológica dos partidos — com base no projeto Brazilian Legislative Surveys.
- Por Aline Gama /Bahia Notícias
- 01 Jul 2025
- 18:20h
Foto: Bahia Notícias
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) abriu uma sindicância para apurar falhas no planejamento e na fiscalização do contrato de reforma e ampliação do Anexo II da sede do tribunal. A obra, executada pela Construtora Andrade Mendonça Ltda., hoje renomeada Sian Engenharia Ltda., segundo o documento, acumulou atrasos e um aumento de custo superior a R$ 10,3 milhões, gerando questionamentos sobre possíveis irregularidades na gestão do contrato.
A investigação foi instaurada pela Corregedoria Geral da Justiça após um ofício encaminhado pelo então secretário-geral da Presidência do TJ-BA, Dr. Franco Bahia Karaoglan Mendes Borges Lima. A sindicância tem como objetivo apurar responsabilidades pelo atraso na entrega do projeto e pela elevação do valor inicial do contrato, que passou por aditivos e revisões ao longo da execução.
De acordo com a decisão do desembargador Roberto Maynard Frank, corregedor-geral da Justiça, o prazo inicial para conclusão das apurações estava próximo do fim, mas ainda não foram colhidas todas as informações necessárias. Servidores públicos que atuavam na gestão do contrato e representantes da empresa contratada foram intimados a prestar esclarecimentos, mas os prazos para resposta ainda não se esgotaram.
Diante disso, o magistrado acolheu o parecer do juiz auxiliar Marcos Adriano Silva Ledo, determinando a expedição de uma nova portaria para estender o prazo da sindicância em 90 dias, contados a partir do vencimento do prazo anterior.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 01 Jul 2025
- 16:13h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, durante o lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar, que seu governo precisa falar de juros reais e minimizou a alta na Selic (taxa básica de juros do Brasil), em elogio ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Lula cobrou que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e os demais integrantes do seu governo falem sobre redução na taxa de juros, após anunciar que o Plano Safra manteve as taxas para a produção de alimentos e linhas de crédito custeio em 3% para produtos de alimentos da cesta básica e 2% para produtos da sociobiodiversidade, agroecologia e orgânicos.
"É importante lembrar que uma taxa de juro a 3% um país com inflação de 5% significa menos do que juro zero", disse.
"Todo mundo fala taxa de juros, todo mundo fica olhando o aumento da Selic. As pessoas se queixam que a taxa de juros está muito cara. Pois bem, se você pegar um juro a 14% ao ano e você descontar inflação, esse juro vai ser 9%. Então é importante que a gente aprenda a falar essas coisas para as pessoas se darem conta de que os nossos bancos estão fazendo aquilo que historicamente não faziam", disse.
Lula também afirmou querer que a taxa de juros estivesse em zero, mas disse que isso não depende apenas da política econômica do Brasil.
"O Banco Central é independente. Galípolo é um presidente muito sério e eu tenho certeza que as coisas vão ser corrigidas com o passar tempo. Nós sabemos o que nós herdamos e nós não queremos ficar chorando, queremos mostrar o que vai vir pela frente", disse ainda.
Em seu discurso, o petista também voltou a cobrar empresários em relação aos interesses da população. Na terça-feira (1º), está marcada a segunda etapa do Plano Safra, esta voltada ao empresariado.
"Tenho tentado convencer os empresários para que eles torçam para que os mais pobres cresçam. Porque quanto mais os pobres crescerem, vão ser mais consumidores, comprar mais", afirmou.
- Por Folhapress
- 01 Jul 2025
- 14:11h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
As séries "Chapolin Colorado" e "Chaves", marcos da televisão latino-americana, estreiam no serviço de streaming Prime Video no próximo mês. A primeira temporada das produções chegam, respectivamente, em 21 e 28 de julho.
Os programas, ambos criados e estrelados por Roberto Gómez Bolaños, conhecido como Chespirito, foram adquiridas pela Amazon em junho.
A plataforma já os exibia antes ao bloqueio de 2020, que começou devido a conflito entre a Televisa -empresa dona das fitas com os episódios antigos- e o Grupo Chespirito, administrado pelo filho do artista, Roberto Gómez Fernandez.
São mais de 500 episódios de ambas as produções. "Chaves", de 1973 a 1979, foi exibida por décadas no Brasil, nos canais SBT, Cartoon Network, Multishow, entre outros.
Ainda neste mês, estreia na HBO Max "Chespirito: Sem Querer Querendo", série que acompanha Bolaños, morto em 2014. A trama detalha as ideias por trás de suas obras, além de conflitos e momentos de bastidores.
Pablo Cruz Guerrero interpreta Bolaños, enquanto Paula Dávila faz o papel de Florinda Meza -viúva do artista, renomeada na história como Margarita Ruíz devido a conflitos com a produção da série.
Segundo a mídia mexicana, Meza -casada com Bolaños de 2004 a 2014- não tinha boa relação com os filhos do ator. Ela se posicionou contra o enteado quando "Chaves" deixou de ser exibido por causa do conflito de direitos de exibição, algo que ela afirmou que "causaria grande dor" ao artista.
O elenco conta ainda com Juan Lecanda como Carlos Villagrán (Quico); Miguel Islas como Ramón Valdés (Seu Madruga); e Jesusa Ochoa como Chiquinha. A série estreia em 5 de julho no HBO Max.
- Por Luany Galdeano | Folhapress
- 01 Jul 2025
- 12:09h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Ministério da Gestão divulgou nesta segunda-feira (30) o edital da segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), que terá inscrições abertas a partir de quarta-feira (2) às 10h. Serão nove eixos temáticos, cujo peso varia de acordo com a carreira escolhida pelo candidato.
O certame terá 3.652 vagas em 36 órgãos públicos, com salários iniciais de até R$ 16 mil.
A taxa de inscrição será de R$ 70, mesmo valor para cargos de nível superior e médio. As inscrições serão feitas pelo Gov.br, assim como na primeira edição, e podem ser feitas por usuários de qualquer nível de segurança na plataforma, de bronze a prata e ouro. As provas vão ocorrer em 228 municípios.
O edital detalha ainda procedimentos do concurso, incluindo o passo a passo para se candidatar, os métodos de pagamento da inscrição e quem tem direito à isenção de pagamento. Além disso, o documento explica sobre os procedimentos de heteroidentificação para candidatos cotistas.
Esta edição terá um edital unificado, dividido em nove blocos temáticos. No ano passado, foram oito editais diferentes --sete para os postos de nível superior e um para os de ensino médio. No início de junho, a FGV (Fundação Getulio Vargas) foi escolhida como banca organizadora.
A nota final do candidato será calculada a partir da soma do resultado na prova objetiva com a discursiva e, se for o caso, da prova de títulos. Nos cargos de nível superior, a prova objetiva terá 90 questões, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de específicos.
Para os cargos de nível intermediário, serão 20 perguntas gerais e 48 de conhecimentos específicos. No caso das provas dissertativas, para os cargos de nível superior, serão aplicadas duas questões discursivas (na última edição do concurso, havia apenas uma). O candidato terá das 13h às 16h para fazer a prova. Já para os cargos de nível intermediário, será aplicada uma redação argumentativa, das 13h às 15h.
A prova objetiva será em 5 de outubro e a segunda, discursiva será aplicada no dia 7 de dezembro apenas para os aprovados na primeira.
O certame vai ter mudanças na política de cotas, com aumento na reserva de vagas de 20% para 30%. A distribuição entres os cotistas será de 25% para pretos e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.
O novo CNU também terá regra especial para aumentar o número de mulheres aprovadas na segunda fase.
VEJA O CALENDÁRIO DO CNU DE 2025
Inscrições: das 10h de 2/7/25 até 23h59 de 20/7/25 (pagamento até 21/7)
Solicitação da isenção da taxa de inscrição: 2 a 8/7/25
Prova objetiva: 5/10/25, das 13h às 18h
Convocação para prova discursiva: 12/11/25
Convocação - confirmação de cotas e PcD: 12/11/25
Envio de títulos: 13 a 19/11/25
Procedimentos de confirmação de cotas: 8/12 a 17/12/2025
Prova discursiva para habilitados na 1ª fase: 7/12/25
Previsão de divulgação da primeira lista de classificação: 30/01/2026
- Bahia Notícias
- 01 Jul 2025
- 10:10h
Foto: Divulgação / Agência Brasil / Antonio Cruz
Cinco municípios do extremo sul da Bahia ingressaram com uma Ação Civil Pública (ACP) contra as mineradoras Vale, Samarco e BHP Brasil. As prefeituras de Caravelas, Nova Viçosa, Prado, Mucuri e Alcobaça cobram R$ 780 milhões em indenizações por danos ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido no dia 5 de novembro de 2015.
Segundo o G1, o colapso da barragem, que pertencia à Samarco, controlada pela Vale e BHP, resultou na morte de 19 pessoas e na liberação de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Doce. O fato afetou o ecossistema, atingindo até o litoral baiano.
Conforme as prefeituras, os municípios ficaram de fora da repactuação firmada em outubro de 2024 entre as mineradoras, os governos federal e estaduais, além de instituições do Judiciário. O novo acordo, afirmam as gestões, não contempla as perdas socioambientais enfrentadas pelas cidades baianas ao longo da última década.
A ação foi protocolada na Vara Cível de Nova Viçosa na última sexta-feira (27). No documento, as prefeituras argumentam que os impactos ambientais persistem há quase 10 anos sem qualquer previsão de medidas compensatórias.
Procuradas pela imprensa, as mineradoras apresentaram respostas distintas. A Samarco informou que não comentaria o caso. Já a Vale afirmou que ainda não foi formalmente notificada sobre a ação. A BHP Brasil não se manifestou até o momento.
Conforme estudos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizados em 2016, metais pesados como ferro, cádmio e chumbo foram encontrados em níveis acima do permitido na foz do Rio Doce, em Linhares (ES), e alcançaram o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, em Caravelas.
Uma pesquisa liderada em 2019 pelo geofísico Heitor Evangelista constatou que os corais da região já demonstravam sinais de alteração estrutural devido à presença desses elementos químicos. As gestões municipais argumentam que a contaminação afeta diretamente a produtividade local, principalmente nas atividades pesqueiras, turísticas e extrativistas.
Um novo acordo firmado entre as mineradoras, governos e órgãos de Justiça prevê um total de R$ 170 bilhões em ações de reparação, o que inclui R$ 38 bilhões já aplicados em medidas anteriores. Entretanto, os municípios baianos alegam que não foram contemplados na divisão dos recursos.
- Bahia Notícias
- 01 Jul 2025
- 08:04h
Foto: Instagram
O cantor Murilo Huff obteve a guarda provisória do filho, Léo, após a audiência com dona Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, realizada na última segunda-feira (30), no Fórum Cível de Goiânia, Goiás.
De acordo com o Goiás Record, da Record TV, o juiz decidiu que o pai do garoto, único filho de Marília, fique com a guarda provisória até o final do processo. Léo vivia com a avó desde a morte da sertaneja, em 2021.
O pedido da guarda unilateral se tornou público em meio a São João, através do portal LeoDias. Não foi externado o motivo que o fez pedir a guarda unilateral, no entanto, após a notícia viralizar na web, Huff se defendeu de acusações feitas nas redes sociais de que estaria de olho no patrimônio do filho.
"Infelizmente não posso expor todas as provas e fatos que eu tenho, pois está em segredo de justiça. Mas a verdade prevalecerá! NÃO TENHO A INTENÇÃO, NUNCA QUIS E NÃO QUERO afastá-lo da família materna", afirmou na web.
Segundo a colunista Fábia Oliveira, do site Metrópoles, relatos de uma ex-funcionária, que teria entrado em contato direto com o cantor para falar sobre a rotina na casa e fatos preocupantes sobre o menino, teriam motivado o pedido.
Nas redes sociais, a mãe de Marília e o cantor passaram a trocar farpas e acusações. Diante do pronunciamento do ex-genro, Ruth afirmou que Murilo nunca colaborou com dinheiro na criação do neto, o que fez o artista compartilhar uma prestação de contas nas redes sociais, afirmando ter um gasto mensal de R$ 15 mil com o filho.
O filho de Huff vive com a avó em Goiânia desde novembro de 2021, após a morte de Marilia. A guarda do pequeno é compartilhada, e, de acordo com a defesa de Huff, o sertanejo mantém contato frequente com o filho, ajustando a agenda de shows para cumprir a paternidade.