O Facebook se desculpou diretamente a pelo menos um usuário da rede social por mostrar lembranças dolorosas através do aplicativo de retrospectiva, que organiza montagens com fotos e frases publicadas durante o ano a partir de um algoritmo. Dentre as fotos selecionadas pelo aplicativo - que têm a ver com o maior número de curtidas e visualizações -, a rede social não permitia ao usuário escolher quais ele próprio queria destacar. Foi o que aconteceu com o escritor e consultor de web design Eric Meyer. Em uma postagem feita no seu blog pessoal, Meyer disse que perdeu sua filha de seis anos por conta de um câncer este ano e que, por isso, 2014 não tinha sido "muito bom", como a retrospectiva teria insinuado. “Para aqueles que viveram a morte de entes queridos, ou passaram um tempo prolongado no hospital, ou encararam um divórcio ou perda de um emprego ou de qualquer uma das centenas de crises, nós podemos não querer olhar para esse ano”, Meyer escreveu. “Para me mostrar o rosto de Rebecca e dizer: ‘Aqui está como foi o seu ano’. É chocante. Parece errado, e vindo de uma pessoa real, seria errado. Vindo de código, é apenas infeliz", escreveu. Diante do relato, um funcionário do Facebook, identificado como Jonathan Gheller, disse que entrou em contato com Meyer e pediu desculpas pela dor causada. O caso ganhou uma repercussão inesperada para o próprio Meyer, que não imaginava que suas críticas seriam endossadas por outras pessoas. Em outra postagem feita em seu blog pessoal elogiando a postura da rede social, ele afirmou que a equipe não merecia tão duras críticas: "Isso acontece o tempo todo, em toda a web, em todos os contextos inimagináveis", afirmou.
Pelo menos seis pessoas morreram e 23 ficaram feridas, 13 delas com gravidade, em um acidente que aconteceu por volta das 5h da manhã deste sábado, 27, com um ônibus da empresa São Geraldo que levava 32 passageiros de Porto Seguro para o Rio de Janeiro. Há informações, ainda não confirmadas, de que mais 2 pessoas perderam a vida. Dezessete pessoas foram encaminhadas para o Hospital Estadual Jayme dos Santos e seis outras para o Hospital São Lucas. Os dois na região metropolitana de Vitória, segundo informou a Polícia Rodoviária Federal. O acidente, segundo a PRF, aconteceu na região do km 249 da BR 101, próximo ao município de Serra, região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Conforme informações preliminares, os passageiros eram artesãos que trabalhariam durante o verão no Rio de Janeiro. De acordo com o motorista do ônibus, o acidente aconteceu depois que ele tentou desviar de uma carreta e não conseguiu, capotando e caindo em uma ribanceira.
Um ônibus da empresa São Geraldo, com 31 passageiros e um motorista, que seguia da Bahia para o Rio de Janeiro capotou e caiu em uma ribanceira no quilômetro 249 da BR-101, na Serra, região Metropolitana de Vitória, por volta de 5h30 deste sábado (27). Às 9h, a via foi totalmente interditada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para a remoção do veículo. Segundo informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo menos oito pessoas morreram no acidente. Outras 21 pessoas foram socorridas para o Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra. Entre os feridos, 13 apresentavam ferimentos mais graves, como traumatismo craniano e fratura de fêmur. O ônibus fazia a linha Porto Seguro/Rio de Janeiro. O motorista do coletivo contou que, ao fazer uma curva encontrou um caminhão fazendo uma ultrapassagem indevida. Para não bater, ele jogou o ônibus para o acostamento. Ele não conseguiu parar e o veículo caiu em uma ribanceira de aproximadamente 40 metros de altura. Segundo sobreviventes, as vítimas são artesãos que há três anos viajam juntos. Um passageiro contou que algumas pessoas trabalham como vendedores ambulantes e iriam trabalhar nas festas de fim de ano no Rio de Janeiro. A PRF informou que estão no local equipes da Eco 101, concessionária que administra a rodovia, Serviço de Atendimento Médico de Urgência e Corpo de Bombeiros.
O consumidor brasileiro já vai começar 2015 pagando mais caro pela eletricidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta sexta-feira, 26, as bandeiras tarifárias para janeiro serão vermelhas em todas as regiões do País, indicando que o custo da energia está em seu patamar mais alto. Com isso, cada conta de luz terá um adicional de R$ 3 por cada 100 quilowatts-hora consumidos e as empresas deve arrecadar até R$ 800 milhões a mais já no próximo mês. A bandeira vermelha em todo o território nacional - à exceção de Amazonas, Roraima e Amapá, que não são interligadas ao sistema nacional - já era esperada pelo setor para o começo do ano, uma vez que os reservatórios das usinas hidrelétricas ainda estão longe do ideal e o sistema continua dependente da energia térmica, mais cara. Afora uma bandeira amarela para a Região Sul em julho deste ano, todas as "bandeiradas" no Brasil foram vermelhas desde fevereiro de 2014, significando que o custo da eletricidade permaneceu em seu patamar mais elevado durante todo o ano.
O modelo de bandeiras tarifárias vigorou durante todo o período apenas de forma educativa, sem significar de fato repasse de custo aos consumidores. Em janeiro deste ano, todas as regiões estavam no sinal amarelo. Os consumidores foram informados mês a mês, em mensagens nas contas de luz, sobre a situação do preço da energia no mercado nacional. A partir de 2015, no caso da bandeira amarela, a taxa extra será de R$ 1,50 a cada 100/kwh. Na bandeira vermelha, esse adicional dobra, para R$ 3 por 100/kWh. Na bandeira verde não há qualquer alteração. O consumo médio do brasileiro é de 163 kWh por residência, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e a tarifa média do consumidor residencial, de acordo com a Aneel, é de R$ 400 por MWh. Assim, uma conta de R$ 65,20 subiria para R$ 67,65 na bandeira amarela e para R$ 70,09 no caso da bandeira vermelha. Os valores parecem pouco significativos individualmente. Mas, considerando o universo de 74 milhões de unidades consumidoras no País, em um mês de bandeira amarela, as empresas recolherão R$ 400 milhões a mais em todo o Brasil, valor que chegará a R$ 800 milhões em um mês de bandeira vermelha. Ainda que esse não tenha sido o objetivo original do sistema de bandeiras tarifárias, a entrada em vigor da medida ajudará as distribuidoras a fecharem suas contas. O atual buraco financeiro das companhias - que receberam R$ 10,5 bilhões do Tesouro e ainda contraíram empréstimos de R$ 17,8 bilhões em 2014 - ocorre porque o alto custo da energia precisa ser pago por elas todos os meses, mas essa despesa só é repassada para as contas de luz no momento do reajuste tarifário anual de cada distribuidora. Até este ano as empresas eram obrigadas a absorver essa diferença dentro de seus orçamentos. Com a entrada em vigor das bandeiras tarifárias, esse descasamento deixará de existir.
Policiais foram flagrados dormindo. (Foto: Reprodução)
Três policiais militares de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro podem ser expulsos da corporação após serem flagrados pelo comandante dormindo dentro de uma viatura. O caso aconteceu no último dia 7 e publicado no Boletim Disciplinar Reservado (BDR) nesta segunda-feira (22). Os PMs foram submetidos ao Conselho de Disciplina e tiveram as carteiras de identidade da corporação recolhidas, além da revogação dos portes de armas. Segundo o BDR, os soldados Vitor de Oliveira Espolador, Alexandre Cordeiro de Souza e Daniel Ribeiro de Araujo dormiam dentro de uma viatura quando o capitão Gabriel Wagner Roselia os flagrou. Eles foram levados à 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, onde foram autuados em flagrante, e em seguida conduzidos ao Batalhão Especial Prisional (BEP), onde ficaram por quatro dias. Ainda de acordo com o boletim, o caso demonstrou "desinteresse com as missões destinadas às UPPs e à própria Polícia Militar, bem como o menosprezo pelas suas próprias vidas em função das ações criminosas que assolam a população do Rio".
Durante um assalto a um supermercado em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, câmeras de segurança flagraram o momento em que um cliente entra no estabelecimento sem se preocupar com o ladrão, que aponta uma arma para ele. As imagens mostram quando o assaltante, de capacete, entra no supermercado e rende clientes e funcionários com uma arma na mão. No entanto, o aposentado Joaquim de Souza, de 64 anos, entrou de cabeça baixa e não percebeu nenhum problema. A cena é o principal assunto na cidade de 13 mil habitantes. Alguns moradores acreditam que Joaquim não percebeu o assalto, outros já acham que o aposentado sabia de tudo e decidiu enfrentar a criminoso. “Achei que ele foi ao mesmo tempo corajoso, mas também audacioso. Porque chegar em um lugar com uma arma apontada para sua cabeça, e mesmo assim meter a mão, tem que ser muito audacioso”, argumenta um morador. Coragem ou falta de noção? Um aposentado ignorou um assalto a um supermercado e entrou no supermercado mesmo após o ladrão apontar uma arma para a cabeça dele em Nova Londrina, no noroeste do Paraná. As câmeras de segurança flagraram a ação e a atitude do aposentado Joaquim de Souza, 64 anos. Usando capacete, o assaltante rende a funcionária do supermercado e exige que ela entregue dinheiro e objetos. De cabeça baixa, seu Joaquim se aproxima do estabelecimento sem perceber a ação criminosa. Ao ter a arma apontada para a cabeça, o aposentado chega a empurrar a mão do assaltante, que ignora a reação e foge.A divulgação das imagens virou motivo de assunto para os moradores da cidade de pouco mais de 13 mil habitantes e também nos sites de redes sociais. "Eu atravessei a rua com a cabeça baixa. Quando entrei [no mercado] vi uma coisa preta no canto. Aí eu disse, 'rapaz tenho que comprar as minhas coisas'. Então, ele [assaltante] disse 'aqui você não entra', foi então que ele apontou a arma para o boné e eu bati na arma com a mão", contou o aposentado à TV RPC.
Um homem condenado por latrocínio — roubo seguido de morte — em Mato Grosso do Sul entrou com um processo contra o Estado para pedir indenização de R$ 2.000 por causa das condições desumanas que encontrou na cadeia durante os sete anos que ficou preso. O caso chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda vai decidir o futuro do preso. Na mais alta Corte do País, os ministros Teori Zavascki, que é o relator do caso, e Gilmar Mendes já se posicionaram a favor do ex-preso, mas o ministro Roberto Barroso pediu vista e atrasou a decisão final. Faltam cerca de 206 mil vagas nas prisões brasileiras, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse em 2012 que preferia a morte a permanecer preso: “Se fosse para cumprir muitos anos em uma prisão nossa, eu preferiria morrer”. Em uma conta rápida, se todos os presos brasileiros entrarem com um processo contra o Estado ou a União e pedirem uma indenização de R$ 2.000 pelas condições que enfrentaram na prisão, haverá um rombo de mais de R$ 1,1 bilhão nos cofres.
Temor é de que as construtoras enfrentem dificuldade em obter crédito nos bancos | Comitê Olímpico do Brasil l Reuters
As empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobrás, preocupam autoridades e outros organizadores da Olimpíada de 2016. Com executivos investigados e alguns presos, empresas como Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS são responsáveis por algumas das principais obras de infraestrutura e de construção ou reforma dos locais receberão a competição. Para os organizadores, o temor é de que as construtoras enfrentem dificuldade em obter crédito nos bancos e, com isso, as obras sofram atrasos ou até interrupção - em casos extremos a Justiça pode decretar bloqueio de conta das empresas, e não apenas dos executivos. Uma autoridade ouvida pelo Estado diz que o governo federal deve estar preparado para socorrer as empresas que sofrerem mais danos financeiros em decorrência das investigações e pensar em "uma espécie de Proer", em referência ao controverso programa de ajuda a bancos implementado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na visão dessa autoridade, os executivos que tiverem participação comprovada no esquema da Petrobrás devem ser punidos, mas é preciso preservar as obras tocadas pelas empresas. Na prefeitura do Rio, as atenções estão voltadas principalmente para o Parque Deodoro, na zona oeste, onde a maior parte das obras está sob responsabilidade da Queiroz Galvão. Um forte impacto financeiro na construtora comprometeria seriamente o andamento das obras, que tiveram o processo de licitação mais atrasado por causa das indefinições sobre o contratante. A grande apreensão no momento é relacionada a como conciliar a realização dos Jogos com o cotidiano da cidade, em especial na área de transporte. A prefeitura tenta negociar com o Comitê Olímpico Internacional (COI) exigências que considera exageradas. Uma delas é com os corredores exclusivos para a chamada Família Olímpica (atletas, delegações, autoridades, convidados). Representantes da prefeitura dizem que, se forem criados todos os corredores pedidos pelo COI, o trânsito na cidade se tornará caótico. Para amenizar o impacto no trânsito, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vai decretar dois ou três feriados no período dos Jogos e adiar as férias escolares. No momento em que a presidente Dilma Rousseff monta o ministério do segundo mandato, Paes preferia que Aldo Rebelo (PC do B) ficasse no Ministério do Esporte, mas isso não ocorrerá. O prefeito não gostaria de ver grandes mudanças no ministério a pouco tempo da realização dos Jogos.
O sorteio do concurso 1.664 da Mega-Sena, que será realizado nesta quarta-feira (24), pode pagar R$ 8 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado a partir das 18h (horário de Brasília). De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), com o valor do prêmio, o ganhador poderá poderá adquirir uma frota de 53 carros de luxo ou 20 imóveis de R$ 400 mil cada. Se quiser investir, aplicando o prêmio de R$ 8 milhões na poupança, o sortudo poderá se aposentar com uma renda de cerca de R$ 49 mil por mês. Mega da Virada: Em 2014, o concurso especial da Mega-Sena promete pagar mais de R$ 240 milhões. A partir desta quinta (25), todas as apostas para a Mega-Sena concorrerão ao super prêmio da modalidade, inclusive as feitas em volantes regulares. O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal (acertando as seis dezenas), o prêmio será dividido entre os que acertarem 5 números e assim por diante. As apostas na Mega da Virada têm o mesmo custo que a aposta regular e poderão ser realizadas até as 14h do dia do sorteio, 31 de dezembro. O sorteio do concurso especial será realizado às 20h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelas TVs abertas.
A mais nova deputada foi empossada no último dia dos trabalhos antes do recesso parlamentar (Fotocomposição: Brumado Urgente)
A Câmara dos Deputados em Brasília foi palco nesta semana de mais uma cena típica de um país em que "vale-tudo", em que a permissividade é vista como uma normalidade, ou seja, a aplaude de pé a vitória do estilo “jeitinho brasileiro”. A referida cena se deu na posse, no último dos trabalhos em 2014, ou seja, no apagar das luzes do parlamento, poucos momentos antes do recesso parlamentar, de uma nova deputada, a empresária Rosy de Souza, que terá um mandato relâmpago de apenas 41 dias pelo Partido Verde, mas que irá “embolsar” a quantia de R$ 35 mil, além das verbas para nomeações de assessores de gabinete, auxílio-moradia, passagens de avião, pagamento de contas telefônicas, consultoria e “outras cositas más”. Ela que não disputou as eleições de 2014, era suplente do deputado Paulo Vagner, que se aposentou por invalidez com salário integral de R$ 26.723,13 até morrer. Os trabalhos da Câmara só serão reiniciados em fevereiro, então durante o recesso, a mais recente deputada do país não deverá ter muito trabalho pela frente, já que o recesso parlamentar no Brasil é um período bem tranquilo.
Os prejuízos da maior estatal brasileira, causados pelos desvios de dinheiro público, não passam despercebidos nos últimos dias. As ações da Petrobras despencaram tanto nos últimos dias que já se falam em ‘fundo do poço’. A Revista Veja desta semana apontam para os milhares de investidores que se preocupam com a queda ainda maior das ações. No auge da estatal, os papeis chegaram a custar R$ 55 e hoje não passam de R$ 10. Há ainda a preocupação no preço do barril do petróleo teve o menor valor em cinco anos e meio. Sem contar com o dólar que teve sua maior cotação nos últimos 10 anos, chegando a R$ 2,70. A dívida da Petrobras aumentou em R$ 68 bilhões, passando para R$ 261 bilhões. Com a revelação de que essa dívida pode ser ainda maior aterroriza os investidores e fragiliza os investimentos da estatal. Entretanto, segundo a publicação, a Petrobras não chegará ao ‘fundo do poço’. Mesmo com a desconfiança dos investidores que temem o mesmo fim que a OGX, de Eike Batista, não resiste à analise dos números e das informações disponíveis.
O verão no Hemisfério Sul começou neste domingo, 21, com um desafio particular para o Brasil. Pela primeira vez na estação, dengue e febre chikungunya circulam juntas pelo país. As doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito. Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia, Rodrigo Angerami, explicou como identificar os sinais de cada uma delas e as formas mais eficazes de prevenção. Angerami lembrou que o que torna o verão mais vulnerável à ocorrência de surtos e epidemias é a sazonalidade das doenças. O comportamento do Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya, segundo ele, tende a se intensificar em períodos de temperaturas mais altas e de muita chuva. Outro agravante, sobretudo no caso da febre chikungunya, é a circulação de pessoas em razão das festas de fim de ano e das férias escolares. "Muitos saem de um estado e acabam se deslocando para áreas onde o vírus já está circulando. Isso pode favorecer a introdução do vírus em outros estados a partir do regresso dessas pessoas", explicou o infectologista. Segundo Angerami, febre, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e dor no corpo são alguns dos sintomas compartilhados por ambas as doenças. O que diferencia a febre chikungunya da dengue é a dor nas articulações, que acomete o paciente de forma incapacitante. Já a dengue provoca complicações como o risco aumentado de hemorragias, queda da pressão arterial e acometimento dos órgãos e, por isso, exige cautela. "Até o momento, não existe vacina para as duas doenças. Assim, o controle do mosquito é imperativo. As pessoas terão de se conscientizar que, não só pela dengue, mas pelo chikungunya, deve haver um compromisso de evitar que o vetor se instale e se reproduza." Dados do Ministério da Saúde divulgados no início deste mês indicam que, até o dia 15 de novembro, o Brasil registrou 1.364 casos de febre chikungunya, sendo 71 casos importados e 1.293 autóctones. Desses, 531 foram identificados no município de Oiapoque, no Amapá, 563 em Feira de Santana e 196 em Riachão do Jacuípe, ambos na Bahia, um em Matozinhos e um em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, e um em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No caso da dengue, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) indica que pelo menos 135 municípios brasileiros apresentam risco de epidemia da doença. Alem disso, 612 cidades estão em alerta para a dengue.
O brasileiro pagou, em média, R$ 8.663,95 em impostos, taxas e contribuições sociais em 2013, conforme dados divulgados pela Receita Federal. Todo o custo é camuflado nos preços dos bens e serviços comprados por famílias e empresas. O tributo com maior impacto é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que custou R$ 1.812,32 em média por habitante no ano passado. Em segundo lugar, ficou o Imposto de Renda (IR), com custo de R$ 1,486,97. O tributo de menor impacto, no último lugar do ranking, foi o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o qual provocou gasto médio de R$ 120,50 para cada brasileiro.
"Aos 20 anos, Gabriel Medina se torna o primeiro brasileiro a vencer um título de surfe"
A conquista inédita do título Mundial de Surfe do brasileiro Gabriel Medina chamou atenção do principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times. O periódico citou o fato de um esportista do Brasil se consagrar mundialmente mesmo não sendo um jogador de futebol. "O novo herói do Brasil encara ondas gigantes em vez de correr nos campos", diz a matéria. "O surfe profissional tem sido dominado por americanos e australianos, mas a torcida do Brasil estava na praia com o pensamento grande. Um fã entusiasmado segurava um cartaz que dizia: 'A tempestade brasileira está chegando'", é o relato de um outro trecho da publicação. O NYT também analisou a postura do astro do surfe Kelly Slater, que se mostrou surpreso com a quantidade de torcedores brasileiros na praia para a disputa das fases finais da competição em Pipeline, no Hawaí.
O inédito título de campeão do mundo de surfe profissional que o brasileiro Gabriel Medina conquistou hoje (19), no Havaí, pode abrir uma "janela de oportunidades" para a estruturação da modalidade no país, beneficiando atletas de alto rendimento e atraindo novos adeptos. A opinião é do presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBS), Adalvo Argolo. “O Medina é a pessoa certa, no momento certo. O esporte já teve outras oportunidades semelhantes no passado, mas que não receberam a mesma atenção que vimos nos últimos meses. Então, para nós dirigentes, a preocupação é saber aproveitar o momento para não cometermos o mesmo erro que o tênis cometeu com o Gustavo Kuerten, que popularizou o esporte sem que nada fosse feito para garantir a continuidade”, disse à Agência Brasil.Empresário da indústria do surfwear, Argolo reconhece que uma das falhas do setor é não ter informações confiáveis sobre o número de praticantes, do quanto em dinheiro a indústria do surfe movimenta no Brasil e dos benefícios do esporte para os atletas e para a sociedade. Segundo o dirigente, esses dados seriam importantes para superar a “miopia” do Poder Público e de muitos empresários que ainda não enxergam o potencial econômico e social dos esportes de ação. “Minha geração, quando jovem, só jogava bola. Agora, os garotos jogam futebol, mas também surfam, andam de skate. É fácil constatar isso em cidades como o Rio de Janeiro, Guarujá e Florianópolis, mas os esportes de ação, inclusive o surfe, também têm muitos adeptos em cidades distantes do litoral, como Brasília”, disse Argolo, lembrando que muitos atletas brasileiros são mais conhecidos no exterior do que no Brasil, como o campeão de skate, Pedro Barros.
“Os governos ainda não enxergaram essa mudança. Eles ainda nos veem como amadores. Quem sabe a vitória do Medina e a atenção da imprensa não especializada mudem isso e em vez de eu ir a Brasília em busca de apoio, alguém do Ministério do Esporte não venha nos procurar para discutirmos como aproveitar esse bom momento para atrair mais jovens para o esporte e apoiar nossos atletas”, ressaltou. O dirigente citou ainda o caráter inclusivo do surfe, que conta com escolinhas gratuitas espalhadas por várias cidades do país. “O surfe é hoje um dos esportes que mais favorecem à inclusão social. Há projetos em praticamente todas as grandes cidades do litoral brasileiro, e muitos atletas da elite mundial, como o paulista Adriano Mineiro [atual oitavo colocado do ranking], encontraram no esporte um caminho saudável de ascensão social.” Professor da primeira escola pública de surfe do Brasil e da primeira faculdade de Educação Física a incluir a modalidade na grade curricular, o surfista santista Cisco Araña acredita que a maior atenção ao surfe em decorrência da vitória de Medina pode atrair oportunidades para o surgimento de futuros atletas profissionais, além de estimular a prática amadora. "O interesse pelo surfe independe da vitória do Medina. Em 24 anos de existência, a procura pela nossa escola só cresceu. A sociedade deixou de estigmatizar os surfistas, o interesse das mulheres em praticar o esporte cresceu bastante – elas são, hoje, 60% dos alunos que frequentam nossas aulas – e já há famílias em que os pais, surfistas, incentivam os filhos a pegar onda. Agora, estamos dando um novo passo”, destacou o esportista. Araña também acredita que a vitória de Medina atrairá mais atenção das empresas de outros setores e do próprio Poder Público. “Para que isso se torne realidade é necessário um olhar mais atento por parte dos governantes, das empresas e dos nossos dirigentes, pois jovens talentos o país tem muitos.” O segundo melhor brasileiro classificado no ranking geral 2014 foi o paulista Adriano de Souza, o Mineiro, que terminou na oitava colocação. Os também paulistas Filipe Toledo e Miguel Pupo ficaram, respectivamente, na 17ª e 19ª posições. Já o potiguar Jadson André ocupa o 22º lugar. O argentino radicado no Brasil Alejo Muniz terminou o ano em 26º e Raoni Monteiro em 35º.