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(Foto: Reprodução)
O corpo técnico do Senado responsável por elaborar uma perícia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff entregou nesta segunda-feira, 27, o laudo do trabalho. O documento responsabiliza a petista pela edição de decretos de créditos suplementares, mas isenta a presidente da atuação nas pedaladas fiscais. A perícia teve dez dias para responder a 99 perguntas tanto da defesa quanto da acusação. O laudo final consta de 224 páginas e divide a análise dos atos da presidente entre os quatro decretos analisados no processos e as operações de crédito realizadas relativas ao Plano Safra, conhecidas como pedaladas fiscais. No que diz respeito aos créditos suplementares, a perícia aponta que três dos quatro decretos assinados pela presidente afastadas são incompatíveis com a meta fiscal vigente na época de sua edição, no caso a meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mais à frente, entretanto, os técnicos afirmam que o que deve ser considerado é a meta fiscal que foi revisada pelo PLN 5/2015.
"Esta Junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário", afirma a perícia, alegando ainda que a abertura dos decretos demandaria autorização legislativa prévia.Por outro lado, a perícia também argumenta que, apesar de os decretos não estarem em conformidade com a LDO, a meta foi revista pelo PLN 5/2015, convertido em lei em 3 de dezembro de 2015."Contudo, a meta considerada à época, inclusive para fins de definição e operacionalização das limitações de empenho e movimentação financeira, foi a constante no PLN 5", pondera o documento.A perícia aponta ainda que, conforme informações apresentadas pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), no processo de formalização dos decretos que viriam a ser assinados pela presidente afastada, não houve qualquer alerta de incompatibilidade com a meta fiscal. Ainda assim, a perícia não isenta Dilma Rousseff da autoria dos decretos. "Há ato comissivo da presidente da República na edição dos Decretos, sem controvérsia sobre sua autoria", sentencia o documento.
Pedaladas
O laudo diz exatamente o oposto em relação às chamadas pedaladas fiscais. Embora tenham considerado que os atrasos de pagamentos constituem operação de crédito, o que afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os peritos avaliaram que não houve interferência da presidente. Neste caso, portanto, não haveria crime de responsabilidade."Pela análise dos dados, dos documentos e das informações ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Presidente da República que tenha contribuído direta ou indiretamente para que ocorressem os atrasos de pagamentos", continuam os peritos. Os atrasos de pagamento do Tesouro ao Banco do Brasil somam R$ 3,5 bilhões. Os peritos avaliam que a operação configura crédito e aponta, inclusive, as correções feitas nos pagamentos. Ainda assim, avalia que há conformidade com portarias publicadas pelo Ministério da Fazenda. "Os atrasos de pagamentos devidos ao Banco do Brasil constituem operação de crédito, tendo a União como devedora, o que afronta ao disposto no artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal", diz o documento.
Próximos passos
Nesta terça-feira, 28, defesa e acusação poderão pedir esclarecimentos sobre a perícia. Os técnicos terão até a próxima sexta, dia 1º, para responder aos questionamentos. A junta de peritos deve ser ouvida pela comissão no próximo dia 5.
Pelo cronograma, Dilma poderá depor no colegiado no dia 6 de julho. Ela não é obrigada a comparecer e pode ser representada pelo seu advogado, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Em seguida, começa a contar os prazos das alegações finais.
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- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 27 Jun 2016
- 10:03h
Waldik estava no banco de trás do chevette e não resistiu aos ferimentos (Fotos: Reprodução TV Globo)
O crescimento da violência no Brasil tem feito que pessoas cada vez mais novas entrem para as terríveis estatísticas de vítimas fatais da criminalidade. A banalização da insegurança, a falta de políticas públicas eficazes na área social e o déficit logístico das policiais acabaram contribuindo ainda mais para que o quadro que já era preocupante se tornasse desesperador, já que o ingresso na vida criminosa está acontecendo cada vez mais cedo, onde meninos que deveriam estar na escola para traçar o seu futuro, se enveredam pelas trincheiras do crime, “apadrinhados” pelos profissionais da contravenção, que iludem com muita facilidade as suas presas. Um caso ocorrido neste domingo (26) em Guainazes, Zona Leste de São Paulo deve se tornar um marco trágico desta realidade cruel, que parece incontrolável. Segundo informações colhidas pelo Brumado Urgente, o adolescente de 11 anos de idade que foi vítima de um disparo mortal dado por um guarda municipal de São Paulo poderá se tornar mesmo um “mártir” desta saga nefasta que dilacera as esperanças de milhares de jovens. Waldik Silva Chagas era brumadense e tinha ido com a sua mãe para São Paulo para buscar melhores oportunidades de vida, só que acabou, por ironia do destino, encontrando a morte. Em depoimento à Polícia, a mãe de Waldik, Orlanda Correia Silva, admitiu que o filho andava em más companhias e que estava fazendo de tudo para tirá-lo das ruas, justamente com medo que pudesse acontecer o pior, sendo que o garoto tinha sido de casa no sábado à noite e não tinha voltado. Valdik estava num Chevette prata no banco de trás, quando guardas civis municipais chegaram para fazer uma abordagem, alegando terem recebido uma denúncia de roubo no local e, sem muitos questionamentos dispararam contra a vida do garoto brumadense que veio à óbito ainda no local. O ato trágico foi classificado pelo próprio prefeito de São Paulo, Fernando Haddad como um equívoco, o que gerou rapidamente uma nova onda de contestações sobre a real função da Guarda Civil Municipal, que, segundo a nova lei assinada pela presidente afastada Dilma Rousseff teve mudanças, onde foi autorizado a esses profissionais a atuarem não apenas na segurança patrimonial (de bens, serviços e instalações), mas também na preservação da vida, na proteção da população e no patrulhamento preventivo. Além disso, a lei atende à reivindicação da categoria ao estruturá-la em carreira única, com progressão funcional e ocupação de cargos em comissão somente pelos próprios agentes. Na ocasião, o Ministério Público Federal e os comandantes das Polícias Militares do país contestaram a constitucionalidade da lei. Esse caso do pequeno Waldik pode se tornar emblemático, já que a morte tem caráter de execução para os defensores dos direitos humanos. Infelizmente esse adolescente brumadense estava no lugar errado, na hora errada e foi vítima de uma ação que está sendo considerada errada, então, forçando a redundância fica o questionamento, quem irá pagar por esse erro mortal?
Brasil: Homem é preso ao tentar apagar tocha olímpica com balde de água
Um homem de 27 anos foi preso em Maracaju, segundo município de Mato Grosso do Sula receber a tocha olímpica neste domingo (26), depois de tentar apagar o símbolo dos jogos com um balde de água.Segundo o delegado Amylcar Eduardo Romero, o fato aconteceu por volta das 11h25 (de MS). “A princípio foi uma brincadeira no Facebook já há algum tempo”, afirmou. Romero não encontrou motivação política, mas na página do suspeito foi compartilhada a brincadeira no último dia 22 de junho. “Jogou grande quantidade de água no corredor onde a tocha ia passar. Como estava longe não conseguiu apagar”, afirmou Romero. O delegado explicou que o jovem foi autuado em flagrante e vai responder em liberdade. Ele pagou R$ 1 mil de fiança. O caso foi registrado como dano qualificado na forma tentada. A pena para esse tipo de crime é de seis meses a três anos.
- Estadão Conteúdo
- 27 Jun 2016
- 06:38h
(Reprodução)
À medida que a situação política brasileira for melhorando, o câmbio pode registrar recuos significativos, segundo avaliação do ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do Brasil Plural, Mário Mesquita. “Como a sinalização mais recente do Federal Reserve é de que a elevação dos juros vai ser ainda mais lenta do que se esperava, e a gente não vê um ‘crash’ na China, se a situação política aqui for melhorando a tendência é do real se fortalecer perante o dólar”, comentou em entrevista para o programa “Entre Nós”, da TV Estadão. Mesquita disse acreditar que o Banco Central, agora sob o comando de Ilan Goldfajn, vai gradativamente zerar seu estoque de swaps cambiais, atualmente em cerca de US$ 62 bilhões, o que pode retardar um pouco o processo de valorização do real. Mesmo assim, questionado sobre os investimentos que está fazendo como pessoa física, ele citou em primeiro lugar a posição comprada em real ante dólar. O economista disse que o Brasil passa por um momento de transição, provavelmente chegando ao fundo do poço da recessão mais intensa da história e começando a vislumbrar sinais de recuperação. Ele comentou que a transição também ocorre na gestão da economia, com uma equipe econômica que atribui ao setor privado preeminência na condução do movimento econômico. Outra transição é na política fiscal, que nos últimos anos se baseou no aumento de impostos e agora, sob o comando de Henrique Meirelles, busca a estabilização das contas públicas por meio do controle de gastos. “Meirelles se notabilizou ao longo de sua carreira pela capacidade de montar grandes equipes, e desta vez não foi diferente. Ele tem um time excepcional no Ministério da Fazenda e fez uma escolha muito feliz para o Banco Central. Não vai ser por falta de talento e capacidade de trabalho da equipe econômica que o governo vai ter problemas. Se houver problemas, será pela falta de apoio político”, comentou.
- Uol Notícias
- 26 Jun 2016
- 10:02h
(Foto: Reprodução)
A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram nesta quarta-feira (22) que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade. Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto. Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências. A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil. As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso. "Crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo", informaram em nota. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.
Leia a íntegra do comunicado das empresas:
"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências. No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada. A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa. As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."
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- Tribuna da Bahia
- 23 Jun 2016
- 15:01h
(Foto: Reprodução)
Foragido da Operação Turbulência, o empresário Paulo César de Barros Morato foi encontrado morto em um motel em Olinda, Pernambuco. Ele estava sob suspeita de operar um esquema de lavagem de R$ 600 milhões que teria abastecido inclusive a campanha de Eduardo Campos, candidato à Presidência em 2014, morto em um acidente aéreo em agosto daquele ano. A morte está sendo investigada pela Polícia Civil. A Polícia Federal acompanha o desenrolar da investigação. A ação da Polícia Federal – deflagrada a partir das investigações sobre o avião que era usado por Eduardo Campos, ex-candidato à Presidência que morreu em acidente aéreo em agosto de 2014 – mira em um grupo especializado em lavagem de dinheiro, sediado em Pernambuco e Goiás, que teria lavado mais de R$ 600 milhões desde 2010. O grupo é suspeito de abastecer caixa 2 de empreiteiras. Quatro empresários foram presos na terça-feira, 21. Um deles iria embarcar para Miami. A PF encontrou com ele US$ 10 mil no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O empresário João Carlos Lyra também foi preso em São Paulo. A PF confiscou, com autorização judicial, três aeronaves da organização criminosa, avaliadas em R$ 9 milhões. Quatro automóveis de luxo foram apreendidos. A investigação aponta para a OAS, uma das principais empreiteiras do cartel que se instalou na Petrobrás entre 2004 e 2014, período em que foi montado esquema de propinas a deputados, senadores, governadores e ex-dirigentes da estatal petrolífera. Uma empresa fantasma descoberta pela Turbulência recebeu valores da OAS no âmbito das obras de transposição do rio São Francisco. A PF identificou um repasse de R$ 18 milhões para a OAS – parte desse valor passou por conta da empresa de fachada.
(Foto: Reprodução)
Em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita, a Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) a Operação Custo Brasil. O objetivo é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os policiais federais estão cumprindos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e no Distrito Federal, todos expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. De acordo com nota divulgada pela PF, há "indícios de que o ministério direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados", interessados na concessão desse tipo de crédito. O inquérito foi aberto em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a documentação recolhida na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo. De acordo com as investigações, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério do Planejamento por meio de outros contratos - fictícios ou simulados. Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas. A Polícia Federal dará uma entrevista, às 11h, no auditório da Superintendência Regional em São Paulo.
(Foto: Reprodução)
O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, foi preso nesta quinta-feira (23) em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo. Ele foi levado em condução coercitiva, que é quando a pessoa presta depoimento e depois é liberada. Outro mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog 'Brasil 247'. Ele já havia aparecido nas investigação da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados. Policiais federais também estão na sede do PT no centro de São Paulo. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal, na capital paulista.No Recife, pelo menos duas pessoas foram presas. Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia informado quem eram os presos na cidade. Também há três mandados de busca e apreensão na capital pernambucana.
A operação foi batizada de "Custo Brasil" e cumpre 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Do total de mandados nesta quinta, 11 são de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento. Um dos mandados de busca foi cumprido na casa de Bernardo e Gleisi, no bairro Água Verde, em Curitiba. A defesa de Paulo Bernardo disse que desconhece as razões da prisão, e que estranha, porque o ex-ministro sempre se colocou à disposição das autoridades. A PF informou que o objetivo da operação é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Há indícios de que o MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado, de acordo com as investigações. "Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos - fictícios ou simulados", diz a PF. Os crimes investigados na operação são de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.
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(Foto: Reprodução)
O juiz federal Sergio Moro lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. O dado foi apontado por uma pesquisa interna encomendada pelo PT , com levantamento na cidade de São Paulo, entre o fim de maio e início de junho. De acordo com a coluna Painel, Marina Silva (Rede) aparece em segundo lugar, com 12% das intenções de voto, seguida por Lula (PT), com 11%. Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB) empatam com 10%. O ex-ministro Ciro Gomes tem 4% das intenções de voto e o deputado federal Jair Bolsonaro, 3%. O presidente interino Michel Temer e o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (ambos do PMDB) também pontuam, mas estão tecnicamente empatados, com 2% e 1%, respectivamente.
(Foto: Reprodução)
O número de casos confirmados de microcefalia no Brasil chegou a 1.616. Ao todo, foram 8.049 notificações desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 18 de junho, com 86 mortes. Segundo a pasta, 3.416 casos foram descartados e outros 3.007 casos ainda estão sendo investigados. Os dados são do boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (22). Dos casos confirmados de microcefalia, 233 tiveram teste positivo para o vírus da zika. Em uma semana, desde a divulgação do último boletim, foram 103 novas notificações de microcefalia, 35 casos confirmados e 108 casos descartados. Desde outubro, houve 324 notificações de mortes por microcefalia ou outras alterações no sistema nervoso central durante a gestação ou após o parto. Deste total, 86 óbitos foram confirmados para microcefalia e alterações do sistema nervoso central, 56 foram descartados e 182 continuam sob investigação. O estado com maior número de casos confirmados ainda é Pernambuco, com 366 casos, seguido da Bahia, com 263, e da Paraíba, com 143.
- Tribuna da Bahia
- 22 Jun 2016
- 09:48h
(Foto: Reprodução)
Após a queda de três ministros em pouco mais de um mês de governo, o presidente interino da República, Michel Temer, disse ontem (21) acreditar que não terá mais desfalques na equipe ministerial daqui para frente. Em entrevista ao jornalista Roberto D Ávila, da Globo News, Temer descartou, novamente, a possibilidade de concorrer à reeleição em 2018 caso seja mantido no poder e que aguardará o desfecho do processo de impeachment para “pleitear” mudanças conjunturais, como a reforma da previdência. “Evidentemente que, depois da decisão do Senado [pelo impeachment], abre-se um campo muito mais vasto para a governabilidade. Então, certas questões que neste momento ainda não deu tempo de tratar, eu tratarei depois, como a questão da reforma da previdência. Acho que só poderei pleitear uma reforma da previdência se tiver a efetivação”, disse Temer.
(Foto: Reprodução TV Globo)
O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta terça-feira, 21, quatro investigados pelo crime de racismo contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, da TV Globo. Érico Monteiro dos Santos, Rogério Wagner Castor Sales, Kaique Batista e Luis Carlos Félix Araújo também são acusados de falsidade ideológica, injúria, corrupção de menores na internet e associação criminosa na internet. A denúncia foi divulgada pelo repórter Walace Lara, da TV Globo. Maju, como a jornalista é conhecida, foi alvo de comentários racistas em julho de 2015, na página oficial do Jornal Nacional, no Facebook. Internautas escreveram posts pejorativos sobre a cor da pele da repórter em uma publicação que continha a foto dela com a previsão do tempo para o dia seguinte. Segundo a Promotoria, os quatros “juntamente com outras pessoas ainda não identificadas nos autos, associaram-se para formar uma sociedade criminosa cibernética, visando ao cometimento de crimes de falsidade ideológica e, posteriormente, de racismo, de injúria qualificada e de corrupção de menores, com estabilidade e permanência, no denominado ciberespaço”. “Para tanto, valeram-se de dados falsos, por eles próprios imaginados, com os quais abriram contas na rede mundial de computadores (internet) em nomes de terceiros, já indicados acima como nick names, omitindo-se dados verdadeiros, seus nomes e demais dados qualificativos reais nas referidas aberturas de “contas”. Tal providência tinha como um dos objetivos a autoproteção e a busca da impunidade, dificultando sua identificação, especialmente porque pretendiam valer-se de tais identidades falsas para a criação de grupos do Facebook que se caracterizavam como verdadeiras gangues virtuais”, aponta a denúncia. O brumadense Tiago Zanfolin Santos, que acabou sendo preso na operação não foi incluído na lista dos denunciados.
(Foto: Reprodução)
Um momento triste marcou o tour da tocha olímpica nesta segunda-feira (20) durante passagem da chama pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, capital do Amazonas. Horas depois do evento, que contou com um momento de apresentação junto de duas onças-pintadas, o Comando Militar da Amazônia (CMA), informou que um dos felinos foi abatido no local. Em nota à imprensa, porém, a entidade afirmou que o animal falecido não era um dos que haviam se apresentado, mas um terceiro, que estava no zoológico do local e estava sendo transferido de jaula. Ainda de acordo com o CMA, o animal teria fugido, recebido disparos de tranquilizantes, mas mesmo assim teria avançado contra um militar, o que demandou o uso da força letal por meio de um tiro de pistola. A onça não resistiu. No período da manhã, o revezamento da tocha pelo CIGS havia contado com a presença de Juma e Simba, duas onças-pintadas que moram no local. Após a confirmação do abatimento do animal, à tarde, foi gerada uma onda de protestos nas redes sociais, condenando a participação de onças no evento e também a atitude dos militares. Mais tarde, em Iranduba, o revezamento da tocha teve a participação de golfinhos.
(Foto: Reprodução)
Um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a compra do avião no qual morreu o ex-governador Eduardo Campos (PSB) em agosto de 2014, pode ter irrigado a campanha presidencial da chapa que ele formava com Marina Silva em 2014, de acordo com a Polícia Federal. A PF deflagrou na manhã desta terça-feira (21) a Operação Turbulência, que investiga os proprietários da aeronave. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a PF informou que o esquema alvo da apuração também pode ter alimentado a campanha de Campos para governador em 2010. Quatro pessoas foram presas nesta terça, terça-feira (21), entre eles os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira, donos do Cessna Citation PR-AFA. A atuação do suspeitos, em Pernambuco e Goiás, pode ter movimentado cerca de R$ 600 milhões desde 2010. "Vimos que a movimentação financeira não foi só para a compra do avião. Eles [empresas de fachadas e laranjas, segundo as investigações] intercambiavam muito entre si. Desde 2010 as empresas tinham transações volumosas, que se intensificaram em 2014. Por coincidência ou não, as transações caíram após o acidente", explicou a delegada Andréa Albuquerque.
A empresa Câmara & Vasconcelos Locação, envolvida na aquisição da aeronave – e já citada pelo doleiro Alberto Youssef em delação premiada da Lava Jato – recebeu R$ 18,8 milhões da empreiteira OAS por locação e terraplanagem nas obras de transposição do Rio São Francisco. De acordo com a PF, a quantia pode ter sido utilizada para comprar a aeronave e para custear outras despesas e dívidas de campanha. As informações da operação Turbulência foram compartilhadas com a Lava Jato. Os dados referentes ao pagamento constam em um dos quatro inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, tendo como investigado o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro de Minas e Energia do governo Dilma. O esquema que teria gerado recursos para a compra do avião usou 18 contas bancárias, entre pessoas físicas e jurídicas. Há suspeita também de que os valores também foram repassados para a campanha de Coelho ao Senado. Considerado como um dos proprietários da aeronave pela PF, mesmo sem estar no quadro societário, Paulo Cesar de Barros Morato foi alvo de mandado de prisão preventiva, mas não foi localizado até o final desta manhã.
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(Foto: Reprodução)
Em parte da sua explanação sobre o histórico que resultou em seu afastamento e na aprovação de sua cassação pelo Conselho de Ética da Câmara, o presidente afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), direcionou suas críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Citando seu pedido de prisão, Cunha apontou que a menção ao ato da mesa que manteve as prerrogativas de seu cargo não é válida para subsidiar a prisão. “O ato da mesa é meu? Fui eu quem fiz o ato? Isso é uma afronta a quem entende de direito”, defendeu. Sobre a manutenção de direitos, o peemedebista exemplificou com o item segurança pessoal, oferecido a qualquer deputado em caso de “ameaça concreta”.
O parlamentar disse ser hostilizado por “petistas e aqueles que perderam suas boquinhas por aí” e receber “ameaças de morte” e “telefonemas anônimos” desde que coordenou o trâmite do processo que pedia a abertura do impeachment. “Só que eu não fico fazendo drama com as ameaças, nem as temo”, disse. Sobre supostas nomeações feitas por ele ao governo interino de Michel Temer, também apontadas por Janot, ele nega ter feito indicações. “É tão absurdo? Eu poderia ter nomeado, não é problema, é caso de pedido de prisão nomear? Mas eu não nomeei ninguém”, declarou, ressaltando que o procurador cita nominalmente o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que já prestou a Cunha serviços de advogado. “Quem me apresentou [Moraes] foi o próprio presidente Michel Temer”. Outro argumento da PGR é uma entrevista em que ele contou que pretendia continuar despachando em seu gabinete pessoal. “Ele não esperou nem eu ir para dizer que estava descumprindo”, afirmou ele, dizendo ser um argumento “ridículo” para o pedido de prisão. Cunha se disse “cercado” de seu direito de defesa e destacou que, neste sentido, questionou o STF sobre a possibilidade, mas ainda não obteve resposta sobre seu “direito de ir e vir”.
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