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Temer decide manter os oito ministros alvos de inquéritos no STF, diz colunista

  • 15 Abr 2017
  • 11:13h

(Foto; Reprodução)

O presidente Michel Temer decidiu manter os oito ministros citados nas delações da Odebrecht e contra os quais foram abertos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros são Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), Bruno de Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior), Blairo Maggi (Agricultura) e Helder Barbalho (Integração). Todos negam envolvimento com irregularidades. De acordo com o blog do Gerson Camarotti, no G1, a avaliação do Palácio do Planalto é que uma saída em massa prejudicaria o governo no momento em que a ordem é tentar aprovar a agenda de reformas no Congresso. Em fevereiro, o presidente chegou a dizer que afastaria temporariamente os ministros que fossem denunciados e em definitivo se virasse réus.

Brasil: Mulher morre após levar choque com chapinha desencapada

  • 15 Abr 2017
  • 09:03h

A técnica em enfermagem Maria Kamylla Santana da Silva, de 28 anos, morreu após receber uma descarga elétrica de uma chapinha de cabelo com o fio desencapado. O acidente aconteceu na última quinta-feira (13), no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). Ela estava se arrumando para uma festa em família quando recebeu o choque. A jovem foi sepultada nesta sexta-feira (14). Maria Kamylla estava sozinha em casa quando o acidente aconteceu. Enquanto se preparava para o aniversário do irmão, ela não percebeu que sua chapinha estava com um fio exposto. Ao tocar nele, a jovem levou um forte choque. A técnica em enfermagem foi encontrada ainda com vida pela mãe, que chamou socorro. A vítima foi socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou ao local sem vida. Maria Kamylla era casada e deixa dois filhos de 10 e 14 anos. De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), 590 pessoas morreram no Brasil em decorrência de choque elétrico em 2015.

Odebrecht explica como caixa 2 se tornou comum: ‘Esse crime todo mundo praticou’

  • 14 Abr 2017
  • 17:08h

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, narrou durante seu acordo de delação premiada como a prática de caixa 2 foi “naturalizada” durante as campanhas eleitorais. Segundo o executivo, não existiu nenhuma campanha nos últimos anos que não tenha recebido valores não declarados, mesmo que os candidatos beneficiados não soubessem disso. Odebrecht explicou que as verbas não oficiais eram uma forma de garantir o apoio a um candidato com quem tivessem uma relação mais forte sem que os concorrentes tivessem noção disso. "Não tem como você dar um montante diferenciado sem ser de caixa 2. Porque o limite que a gente definia internamente para um candidato a governador era R$ 200 mil. Então todo lugar em que a gente tinha uma relação forte, por mais que usasse o comitê estadual ou nacional, tinha um limite. Em algum momento, se tinha uma relação diferenciada, tinha caixa 2", garantiu. Marcelo explicou que os postulantes sabiam que todos recebiam valores não declarados, “mas não conseguiam precisar quem tinha recebido mais dinheiro”. "Eu não conheço nenhum político no Brasil que tenha conseguido fazer qualquer eleição sem caixa 2. Caixa 2 era três quartos do que eles tinham. 

O cara pode até dizer que não sabia, mas o dinheiro que recebia do partido era caixa 2. Era um círculo vicioso que se criou. Tanto é que quando se começou a escrutinizar aumentou a verba partidária, as campanhas de agora [2016] ficaram mais baratas. Não tem como, não existe. O político que disser que não recebeu está mentindo. Esse crime eleitoral todo mundo praticou", frisou. Com a naturalização da prática, o caixa 2 praticamente deixou de ser considerado como crime pelos partidos. Odebrecht narra, por exemplo, como auxiliou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a campanha de 2014 à Presidência da República. Em vídeo com a delação premiada que foi disponibilizado nesta quarta-feira (12) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele conta que sua relação com o tucano começou no início dos anos 2000, quando ele ainda era deputado federal, e que durante sua tentativa de chegar ao governo de Minas Gerais o partido recebeu “contribuições relevantes” da empreiteira. Ele não soube precisar quanto das contribuições foram para o Aécio ou outros parlamentares, quanto foi caixa 2 e quanto foi doação oficial. "Eu sei que foi um montante relevante. A gente está falando de pelo menos na ordem de R$ 50 milhões. Eu sei que foi mais ou menos isso porque a gente comentou [sobre isso] na época e eu até estimulei ele. Porque eu disse: 'Veja bem, é o único ponto que a gente tem hoje de relevância com o PSDB, Aécio é uma pessoa que eu acho que vai ser importante. Eu acho que vale a pena você assumir essas contribuições'", lembrou. Foi nesse período que sua relação com Aécio cresceu, até que houve um pedido do senador feito diretamente a Marcelo para ajuda em 2014. "A partir daí, Aécio se tornou candidato. Naquela nossa lógica empresarial, campanha presidencial era comigo. Então a primeira conversa que eu tive para definir questão de valores com Aécio foi ainda pré-campanha, em que o PSDB e ele precisavam ter gastos e eu acertei com ele um valor - que depois a gente tentou recuperar, mas não se lembra - que aparentemente pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2, mas foram gastos pré-campanha que a gente ficou por dez meses", detalhou, ao citar que também foram destinados cerca de R$ 5 milhões oficiais à campanha eleitoral e outros R$ 3 milhões ao comitê do PSDB: “Aí teve, na véspera do primeiro turno, Aécio teve aquela subida, tava naquela discussão se Dilma ganhava ou não no primeiro turno, mas ele precisava de fôlego. E ele pediu um encontro comigo. 'Olha Marcelo, eu sei que você já doou para a pré-campanha, sei que já doou os R$ 5 milhões, o valor pro comitê, só que eu preciso'. E eu disse pra Aécio naquele momento, a gente já tinha aquela limitação de caixa 2, e eu falei: 'Aécio, é complicado. Porque eu não posso aparecer na véspera pra você mais do que pra Dilma'. E aí a gente combinou, porque ele também assumiu o compromisso de apoiar determinadas pessoas, e coincidiu de serem pessoas que a gente tinha relação. E a gente falou alguns nomes. Eu lembro de Agripino. Era um candidato que não tinha nenhum problema. Aí a gente apoia e diz que o dinheiro veio por recomendação sua". Mesmo assim, Marcelo garantiu que Aécio nunca vinculou qualquer pedido de dinheiro a ajuda no Congresso.

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Governo cancela quase 85 mil auxílios-doença e economiza R$ 1,6 bilhão

  • 14 Abr 2017
  • 14:11h

(Foto: Reprodução)

O governo federal cancelou quase 85 mil auxílios-doença que vinham sendo pagos indevidamente, o que trouxe uma economia de R$ 1,6 bilhão aos cofres da União. O pente-fino nesses benefícios começou em julho do ano passado, após o governo identificar 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo o benefício por determinação judicial sem que tivessem passado por avaliação médica nos últimos dois anos. Até agora, foram realizadas 87.517 perícias, o que resultou no cancelamento de 73.352 benefícios, 84% do total. O índice é bastante superior ao anunciado inicialmente pelo governo, que disse trabalhar com uma expectativa de reversão de 30% dos benefícios. 

Essa previsão, no entanto, poderia ser "facilmente seria superada" segundo os técnicos. Além disso, foram cancelados outros 11.502 auxílios-doença devido à ausência dos convocados. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) constatou que 1,7 milhão de pessoas estavam recebendo o benefício sem a devida avaliação médica. Na primeira etapa, foram chamados 530 mil beneficiários - praticamente metade já recebeu carta de convocação. Os dados do MDSA mostram ainda que cerca de 9 mil benefícios foram convertidos em aposentadoria por invalidez, 1.141 em auxílio-acidente, 415 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício e 3.614 pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional.  A estimativa do governo federal é que a revisão de todos os benefícios concedidos por incapacidade gere uma economia anual de R$ 8 bilhões aos cofres da União. Depois do pente-fino nos auxílios-doença, a segunda etapa será a realização de perícias em aposentados por invalidez com menos de 60 anos e que estão há mais de dois anos sem avaliação médica. "O objetivo é colocar no devido lugar o gasto público. Há pessoas que deveriam ficar três meses com o auxílio, mas recebem há dois, três anos. Falta dinheiro para quem realmente precisa, sobrecarregando o sistema", explicou o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. "Há casos curiosos sendo descobertos, como de mulheres que passaram a receber o benefício de auxílio-doença por causa de uma gestação de risco, mas que continuaram como beneficiárias por anos após o nascimento do bebê. Quem recebe o auxílio-doença indevidamente está lesando a poupança dos trabalhadores que pagam os benefícios", avaliou o secretário-executivo do MDSA, Alberto Beltrame. Para dar conta da força-tarefa, o governo instituiu um bônus aos médicos peritos do INSS de R$ 60,00 por perícia realizada dentro do pente-fino. Para fazer jus ao valor, as avaliações devem ser realizadas além do horário dedicados às perícias periódicas do INSS.

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Inquéritos apuram suspeita de pagamentos de ao menos R$ 470 milhões em propina

  • 13 Abr 2017
  • 20:07h

Os inquéritos autorizados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin autorizam investigações a respeito de movimentações suspeitas entre políticos com foro privilegiado e a empreiteira Odebrecht envolvendo um montante de no mínimo R$ 470 milhões em propina. O valor, porém, deve ser maior do que isso, já que alguns dos 74 inquéritos que tiveram o sigilo quebrado não apresentavam a quantia envolvida nas transações. Além disso, outros dois processos ainda foram mantidos sob segredo de Justiça. Ao todo, foram envolvidos nas delações políticos de 16 partidos e outras pessoas fora de agremiações, como tesoureiros, marqueteiros e ex-dirigentes de órgãos públicos. 

A lista de Fachin implica oito ministros do governo Michel Temer, 24 senadores e 39 deputados e três governadores. Todos negaram terem cometido irregularidades  Neste levantamento, foram computados os governadores Renan Filho (PMDB-AL), Robinson Faria (PSD-RN) e Tião Viana (PT-AC). Os três tiveram inquérito mantidos no STF. Em outros casos, como os que envolvem nove governadores e ex-presidentes da República, o relator da Lava Jato remeteu os pedidos de abertura de inquérito para instâncias inferiores --por isso esses valores delatados pelos ex-executivos da Odebrecht não estão computados neste levantamento. Os delatores da Odebrecht dizem ter repassado R$ 224,6 milhões por obras e contratos nos governos federal, estaduais e municipais e R$ 170 milhões por medidas provisórias, emendas parlamentares e resoluções legislativas que atendiam aos interesses da empreiteira.

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Temer comandou reunião que acertou pagamento de R$ 40 mi da Odebrecht ao PMDB

  • 13 Abr 2017
  • 19:09h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer comandou uma reunião em que foi acertado o pagamento de R$ 40 milhões de propina da Odebrecht para o PMDB, em 2010. Na ocasião, o peemedebista era candidato a vice-presidente da República, na chapa de Dilma Rousseff. O delator Márcio Faria da Silva detalhou que o encontro aconteceu no escritório político de Temer em São Paulo, e o valor era referente a 5% de um contrato da Odebrecht com a Petrobras. "Totalmente vantagem indevida, porque era um percentual em cima de um contrato", declarou Faria em depoimento, quando questionado se havia ficado claro no encontro que o pagamento era propina. Também participaram do encontro os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)). A reunião, de acordo com informações publicadas pela agência Reuters, foi convocada como uma forma de "confirmação" para um acerto que já havia sido feito anteriormente por um intermediário do PMDB, junto à Petrobras. O acordo era referente a um contrato de US$ 825 milhões para a manutenção de ativos da Petrobras em nove países, vencido pela Odebrecht por meio de fraude no processo licitatório. Depois da assinatura do contrato, a propina foi paga em espécie no Brasil e em contas no exterior, segundo Faria, e o PMDB concordou durante as negociações em reduzir seu percentual para 4%, permitindo que o PT ficasse com 1%. 

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que Temer não tratou de valores com Márcio Faria e que nunca houve encontro entre eles com a presença do ex-deputado Henrique Eduardo Alves. pOr outro lado, a secretaria reconheceu que em 2010 se reuniu com Faria e Eduardo Cunha, no que disse ser uma "conversa, rápida e superficial". "E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião. O presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu o pagamento de valores indevidos a terceiros", diz o texto da nota. Temer ainda foi citado na delação de Marcelo Odebrecht, segundo o qual foi acertada uma contribuição de R$ 10 milhões da empreiteira para o PMDB. Apesar das citações, Temer não será investigado no momento por esses casos porque, de acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente tem imunidade temporária e não pode ser investigado por fatos anteriores ao mandato.

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Lula diz não saber o que acontecerá, mas garante que vai disputar a Presidência

  • Tribuna da Bahia
  • 13 Abr 2017
  • 14:26h

(Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu-se nesta quinta-feira, 13, das acusações feitas em delação pelos ex-executivos do grupo Odebrecht e deixou claro que, mesmo não sabendo o que vai lhe acontecer, está no páreo para disputar novamente a presidência da República nas eleições gerais de 2018."Não sei o que vai acontecer comigo, mas estou na disputa e vou provar que este País pode voltar a ser feliz", disse o petista à Rádio Metrópole de Salvador. A entrevista foi divulgada nas páginas de Lula nas redes sociais. O ex-presidente mandou um recado aos adversários: "Podem ficar certos que eu vou brigar pra voltar, pra fazer muito mais, porque já fiz este País ser quase a quinta economia do mundo." Indagado como recebeu as delações da Odebrecht, cujos vídeos e transcrições foram liberados a público nesta quarta-feira, 12, após o levantamento do sigilo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, Lula disse que há dois anos não consegue passar um dia sem ver "uma denúncia, uma leviandade, uma mentira" envolvendo o seu nome. Mas disse estar tranquilo com a situação e que terá a oportunidade, no dia 3 de maio, no depoimento que prestará ao juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, para esclarecer todos os fatos. 

 O petista classificou de "absurdas" e "inverossímeis" as acusações feitas pelos delatores da Odebrecht, dizendo que tudo precisa ser provado. "Eu desafio qualquer empresário a dizer que Lula pediu R$ 10. Não posso perder a cabeça com uma coisa dessas, estou tranquilo, vou me preparar para o meu depoimento no dia 3." E frisou que mais grave do que uma eventual prisão sua foi "o golpe" que levou ao poder "alguém (Michel Temer)" que vem desmontando conquistas históricas da classe trabalhadora. "Eu acho que o que está por detrás de tudo isso é tentar encontrar uma pulga para evitar que Lula seja candidato em 2018. É isso que está em jogo." E disse que, ao contrário do que pensam seus adversários - que isso poderá lhe desanimar -, cada acusação que recebe mexe mais com sua honra e brio e lhe dá muito mais disposição de brigar. "Pode me bater. Quem nasceu em Garanhuns, como eu nasci, e não morreu de fome não tem medo de nenhuma adversidade. Enfrentarei cada uma delas de cabeça erguida. E meu maior legado é a minha honra, isso ninguém me tira."

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Após lista, vice da Câmara defende que Temer retire reforma da Previdência

  • 13 Abr 2017
  • 10:40h

(Foto: Reprodução)

O vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), defendeu que a reforma da Previdência seja retirada do Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer. O vice-presidente, que é integrante do partido de Temer, afirmou que a divulgação dos novos alvos da Lava Jato fazem o momento ser "de muita tensão". "Neste momento é muito ruim passar qualquer tipo de reforma aqui no Parlamento. Eu se fosse o governo recolhia ela [a da Previdência]. É melhor recolher ela do que perder. E mandaria uma nova reforma discutida com a sociedade. É a melhor maneira de ganhar essa batalha", afirmou Ramalho. Ele ainda afirmou que "a sociedade brasileira é toda contra a reforma da Previdência". A divulgação da lista do ministro Edson Fachin esvaziou a Câmara dos Deputados e o Senado Federal nestas terça e quarta.

Brasil deve produzir 25,1% a mais de grãos em 2017, prevê IBGE

  • 12 Abr 2017
  • 18:06h

Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de soja do país (Foto: Reprodução/RBS TV)

Pela 6ª vez consecutiva, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aumentou a estimativa de colheita da safra de grãos para 2017. A previsão é de uma supersafra de 230,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 25,1% em relação ao ano passado. A expansão da produção agrícola é uma das apostas para a recuperação da economia brasileira. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11), em Cuiabá. Na primeira estimativa para a safra de 2017, divulgada em novembro de 2016, a previsão era aumento de 13,9% e, em março, esse percentual evoluiu para 21,8% maior do que a de 2016. Em 2016, o país colheu 184 milhões de toneladas de grãos. 

A maior parte da produção nacional no setor neste ano deverá ser de soja, arroz e milho que, somados, deverão corresponder a 93,5% total produzido. Mato Grosso deverá continuar sendo o maior produtor do país, responsável por 25,3% do total. Em segundo e terceiro lugar vêm o Paraná, com 18,3%, e o Rio Grande do Sul (14,8%). Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a estimativa de área a ser colhida neste ano é de 60,7 milhões de hectares, o que representa 6,3% a mais em relação a 2016. Para o IBGE, o aumento na produtividade nacional de grãos é devido principalmente às condições climáticas, com chuvas nos estados produtores desde a época do plantio, em outubro de 2016. Outro fator que deve ser levado em conta é o investimento em tecnologia por parte dos produtores.

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Travestis e transexuais podem ter nome social em cartões de contas

  • 12 Abr 2017
  • 16:03h

(Foto: Reprodução)

Travestis e transexuais poderão ter o nome social em cartões de contas bancárias, instrumentos de pagamentos, em canais de relacionamento e em correspondências de instituições financeiras.O nome social é aquele escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero que se identificam, independentemente do nome que consta no registro de nascimento.De acordo com portaria do Banco Central (BC), publicada hoje (11) no Diário Oficial da União, a exigência de completa identificação do depositante “não impede o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais, inclusive mediante utilização do nome social em cartões de acesso a contas e instrumentos de pagamento, em canais de relacionamento com o cliente, na identificação de destinatários de correspondências remetidas pela instituição financeira, entre outros, bem como no atendimento pessoal do cliente.”

O fim da Farmácia Popular do Brasil

  • 12 Abr 2017
  • 14:08h

(Foto: Reprodução)

Na Ladeira dos Galés, em Brotas, zona central de Salvador, a unidade da Farmácia Popular fechou as portas há alguns meses. Em toda a cidade, 14 unidades encerraram as atividades e outras 43 espalhadas em 37 municípios. A decisão do Governo Federal, anunciada no final do mês passado, atinge em cheio uma população que recebia medicamentos gratuitos, e que agora terão que recorrer aos postos e centros de saúde e às unidades conveniadas do programa “Aqui Tem Farmácia Popular do Brasil”, feito com a rede privada. No final do mês passado, o Governo Federal informou que não mais iria financiar as unidades próprias do programa Farmácia Popular. Em reunião com representantes do Ministério da Saúde e secretários estaduais e municipais da área, ficou decidido que as unidades não mais receberão verbas da União a partir de maio. Caso os municípios optem pela manutenção das unidades, deverão arcar com os custos.  

Na Bahia, a Secretaria estadual da Saúde (Sesab) disse que desde 2015 que o programa vinha apresentando déficit financeiro e por isso mesmo seria extinto. Segundo nota da Sesab, as farmácias populares que funcionavam na Bahia através de convênio entre Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e Ministério da Saúde, encerraram as atividades em 2015, sendo um dos motivos a comercialização dos ativos da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), onde estavam instaladas as farmácias.  Ainda segundo a Sesab, o desequilíbrio entre as receitas e despesas também contribuíram para ampliar o problema. Por ano, as unidades sob a responsabilidade do Estado consumiam recursos da ordem de R$ 7,6 milhões, enquanto as receitas totalizavam aproximadamente R$ 1,1 milhão. Em 2015 a Sesab recomendou ao Governo do Estado a transferência das atividades da Rede Baiana de Farmácia Popular do Brasil para a rede de farmácias privadas conveniadas ao Governo Federal.

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Governo diz ao STF que cabe ao Legislativo discutir aborto

  • 12 Abr 2017
  • 09:12h

(Foto: Reprodução)

Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo federal junto à Justiça, enviou nesta segunda-feira (10) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual disse que cabe ao Poder Legislativo discutir o aborto. O parecer da AGU foi enviado na ação em análise na Corte que trata da descriminalização do aborto. O PSOL argumenta que impedir a interrupção das gestações viola os princípios fundamentais das mulheres. Há cerca de duas semanas, a ministra relatora do caso, Rosa Weber, pediu ao presidente Michel Temer que se pronunciasse sobre o assunto. A magistrada também pediu posicionamentos à Câmara e ao Senado. "Quando se discutem temas essenciais ao funcionamento de um regime democrático, como o dos direitos fundamentais – no caso dos autos, o direito à vida – tem-se que esses [temas] não podem ser subtraídos do Poder competente que representa toda a sociedade, qual seja, o Poder Legislativo", diz o parecer da AGU.

Receita recebeu 10 mi de declarações até esta segunda; na Bahia foram 407 mil

  • 12 Abr 2017
  • 07:08h

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A Receita Federal recebeu 10 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física até as 17h desta segunda-feira (10). O órgão federal espera que 28,3 milhões de contribuintes detalhem seus ganhos referentes ao ano passado. Na Bahia, foram recebidas 407.781 declarações nesse período, mas existe a expectativa de que sejam entregues 1.150.000 declarações em todo o estado até o final do prazo. Os contribuintes têm até 28 de abril para entregar a DIRPF 2017.

Placar mostra 273 votos contrários e 100 a favor da reforma da Previdência

  • 11 Abr 2017
  • 19:09h

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A atualização do Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à proposta subiu para 273, enquanto o dos que são a favor continua em 100. Na manhã desta terça-feira (11) havia 35 indecisos; 62 não quiseram responder; 41 não foram encontrados, e um disse que deve se abster. O levantamento também mostrou que 70 deputados são a favor, mas com alteração da idade mínima para mulheres e 54 apoiam as mudanças mas com alteração da idade mínima para homens. Além disso, 74 são favoráveis, mas com criação de uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, e 77 defendem a retirada da exigência de 49 anos de contribuição para ter o direito de benefício integral. 

Temer diz que confiança de investidores será abalada 'se não reformarmos a Previdência'

  • 11 Abr 2017
  • 17:09h

(Foto: Reprodução)

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse nesta segunda-feira (10) que a confiança dos investidores e dos consumidores será abalada caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Em discurso durante jantar de homenagem da coletividade líbano-brasileira no Clube Monte Líbano, em São Paulo, Temer disse ter dois principais objetivos: “Adaptar a Previdência à nossa realidade demográfica, tornando-a financeiramente sustentável, salvando-a da falência; e, naturalmente, combater privilégios, fazendo com que todos que recebem valores salariais tenham o mesmo padrão de aposentadoria”. Para o presidente, se a Previdência não for reformada, “estarão comprometidos não só os aposentados de amanhã, como os de hoje”. 

“Se não reformarmos a previdência, será abalada a confiança dos investidores e consumidores, confiança que nos últimos meses temos recuperado, com muito esforço, de forma metódica e consistente.” Segundo as estimativas para este ano, o déficit nas contas do INSS será superior a R$ 180 bilhões. Além disso, nos últimos dez anos (entre 2007 e 2016), o déficit previdenciário quase triplicou. “O que nós estamos fazendo é garantir a rigidez das contas públicas, que os aposentados atuais continuem a receber suas pensões, especialmente garantir que os programas sociais que nós estamos patrocinando possam continuar", disse Temer. "E que aqueles mais jovens, no futuro, também possam desfrutar de uma adequada pensão previdenciária.” Temer afirmou também que, antes do evento, recebeu a notícia de que “na primeira semana de abril tivemos superávit comercial de US$ 1,5 bilhão, 22% a mais do que o mesmo período no ao passado”.

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