O fim da Farmácia Popular do Brasil
- 12 Abr 2017
- 14:08h
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(Foto: Reprodução)
Na Ladeira dos Galés, em Brotas, zona central de Salvador, a unidade da Farmácia Popular fechou as portas há alguns meses. Em toda a cidade, 14 unidades encerraram as atividades e outras 43 espalhadas em 37 municípios. A decisão do Governo Federal, anunciada no final do mês passado, atinge em cheio uma população que recebia medicamentos gratuitos, e que agora terão que recorrer aos postos e centros de saúde e às unidades conveniadas do programa “Aqui Tem Farmácia Popular do Brasil”, feito com a rede privada. No final do mês passado, o Governo Federal informou que não mais iria financiar as unidades próprias do programa Farmácia Popular. Em reunião com representantes do Ministério da Saúde e secretários estaduais e municipais da área, ficou decidido que as unidades não mais receberão verbas da União a partir de maio. Caso os municípios optem pela manutenção das unidades, deverão arcar com os custos.
Na Bahia, a Secretaria estadual da Saúde (Sesab) disse que desde 2015 que o programa vinha apresentando déficit financeiro e por isso mesmo seria extinto. Segundo nota da Sesab, as farmácias populares que funcionavam na Bahia através de convênio entre Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e Ministério da Saúde, encerraram as atividades em 2015, sendo um dos motivos a comercialização dos ativos da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), onde estavam instaladas as farmácias. Ainda segundo a Sesab, o desequilíbrio entre as receitas e despesas também contribuíram para ampliar o problema. Por ano, as unidades sob a responsabilidade do Estado consumiam recursos da ordem de R$ 7,6 milhões, enquanto as receitas totalizavam aproximadamente R$ 1,1 milhão. Em 2015 a Sesab recomendou ao Governo do Estado a transferência das atividades da Rede Baiana de Farmácia Popular do Brasil para a rede de farmácias privadas conveniadas ao Governo Federal.
