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- Por Folhapress
- 06 Mai 2026
- 14:25h
Foto: Freepik
O dólar registra firme queda nesta terça-feira (5), em meio ao maior apetite global por risco, impulsionado pela queda dos preços internacionais do petróleo.
Analistas também repercutem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta manhã, que indica uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das incertezas relacionadas à guerra no Irã.
Às 13h12, a moeda norte-americana caía 1,11%, cotada a R$ 4,911 (na mínima, o dólar chegou a R$ 4,909). Caso se confirme, seria a menor cotação desde 26 de janeiro de 2024, quando fechou a R$ 4,910.
No mesmo horário, a Bolsa avançava 0,46%, a 186.455 pontos, impulsionada pela alta da Ambev —cujos resultados de 1º trimestre vieram mais fortes do que o projetado.
O comportamento de apetite por risco é global. Nos EUA, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq sobem entre 0,54% e 0,98% durante o pregão.
No câmbio, o dólar se desvaloriza frente a moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que indica uma busca por ativos de mercados alternativos.
Investidores continuam acompanhando o cenário de tensão no Oriente Médio nos mercados doméstico e internacional. Relatos de passagens de embarcações, contudo, têm animado analistas.
O conflito no Oriente Médio tem sido responsável pelo bloqueio do fluxo no estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem.
As cotações da commodity subiram mais de 5% na segunda-feira (4), mas registram queda durante o pregão desta terça. Por volta das 13h, o Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,50, em queda de 3,43%.
O ânimo surge de relatos de passagem pela importante via global. Segundo a empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar o estreito sem incidentes.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta terça-feira (5) a capacidade militar do Irã e disse que o país deveria "hastear a bandeira branca". Teerã, por sua vez, aumentou o tom das ameaças.
"Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X.
Na segunda-feira, EUA e Irã travaram uma disputa de versões. Os norte-americanos informaram que dois navios dos EUA atravessaram o estreito de Hormuz.
Já o Irã disse ter bombardeado um navio da Marinha dos EUA, o que foi negado pelos norte-americanos. Por fim, os EUA relataram que impediram seis embarcações do Irã na região, o que foi desmentido pelos iranianos.
No ambiente doméstico, ata do Copom é o destaque. Na ata divulgada nesta terça-feira, o comitê disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo.
Apesar do cenário mais desafiador, o comitê avaliou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada.
"As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, situando-se em valores significativamente acima dos inicialmente esperados", afirmou.
O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador depois de ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos.
O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).
No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.
Analistas concordam que a ata não trouxe sinais sobre os próximos passos do Copom, mas indica uma postura dependente de dados.
Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a ata do Copom deve ser lida como uma peça-chave para calibrar as apostas sobre a Selic, "especialmente depois da alta recente do petróleo e da elevação das incertezas geopolíticas no Oriente Médio".
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, reforça que a ata não sinaliza corte em junho, mas, sob o cenário de arrefecimento da atividade e perda de fôlego nos núcleos de inflação, destaca que este deve ser o cenário-base. "Avaliamos que a ata de hoje segue consistente com a nossa expectativa de que o comitê cortará a Selic", diz
Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que o comunicado reforça que a taxa está sendo reprecificada para cima. "Para o investidor, a leitura prática é que juro real alto veio para ficar mais tempo. A renda fixa indexada à inflação segue como o lugar mais óbvio da carteira. Bolsa exige seletividade —o cenário não favorece nomes muito alavancados nem teses dependentes de queda rápida de juros".
A ata também sinaliza que o diferencial de juros do Brasil e EUA deve se manter em alta. Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destaca uma combinação de dólar global mais fraco e fluxo favorável para ativos de risco de maneira geral.
"Há uma percepção de descompressão no Irã, apesar de o cessar-fogo continuar frágil. Ao mesmo tempo, o mercado local ainda se beneficia do diferencial de juros".
Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, o dólar opera em queda em um ambiente de maior apetite ao risco, com o diferencial de juros doméstico voltando a pesar. "A combinação de dólar global mais comportado, entrada de recursos para renda fixa local e performance favorável das commodities sustenta o real. Além disso, a leitura de política monetária ainda contracionista no Brasil reforçam o carry trade".
No carry trade, investidores captam recursos em economias com juros mais baixos, como os Estados Unidos, e aplicam em ativos de países com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando ganhos com o diferencial de juros. O comportamento é citado como um dos principais responsáveis pela alta recente da Bolsa e do real.
- Por Juliana Arreguy | Folhapress
- 01 Mai 2026
- 10:11h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Após uma semana de derrotas do governo Lula (PT) no Congresso Nacional, movimentos de esquerda apostam no apelo pelo fim da escala 6x1 para dobrar a pressão sobre o Legislativo nos atos de 1º de Maio, celebrados nesta sexta-feira.
Pelo segundo ano consecutivo, o presidente não deve participar dos atos sindicais da data. Em 2024, Lula criticou a baixa adesão ao ato realizado em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Para evitar expor o petista, pré-candidato à reeleição, a um novo desgaste de imagem caso os a sejam novamente esvaziadas, a opção foi por preservá-lo.
O receio de baixa adesão aos atos também fez com que as manifestações não sejam centralizadas em 2026, como vinha ocorrendo desde 2018. O Rio de Janeiro será exceção, com um grande ato marcado para iniciar às 14h na praia de Copacabana, na zona sul da cidade.
Em São Paulo, as frentes reunirão parte dos políticos mais próximos de Lula para enviar um recado ao Congresso, cuja relação de tensão com o governo foi agravada pela rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), na quarta (29), e à derrubada do veto ao PL da Dosimetria, na quinta (30).
Por isso, a principal aposta da esquerda será na defesa do fim da escala 6x1, que já havia sido uma das tônicas do 1º de Maio do ano passado e é aprovada por 71% da população, segundo o Datafolha.
Há duas semanas, o governo Lula enviou um projeto de lei propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem a diminuição de salário. O projeto próprio é mais flexível do que a PEC (proposta de emenda à Constituição) da escala 4x3, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e tramita de forma mais rápida no Congresso.
O governo quer aprovar o texto antes das eleições deste ano, algo que tem colocado os deputados e senadores em situação delicada –rejeitar a proposta, na visão dos políticos, pode custar a reeleição de muitos deles. Por isso, vários queriam evitar que o projeto fosse votado em ano eleitoral.
A irritação de governistas com o Congresso após a sequência de derrotas da última semana, em especial o veto à indicação de Messias, fez com que eles tenham se empenhado a aprovar o fim da escala 6x1 o quanto antes.
"A classe trabalhadora está fungando no pescoço dos deputados para que a lei passe", disse Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal pelo PT-SP.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, berço político do presidente Lula, organizará um dos principais atos desta sexta-feira, com início previsto para às 9h. A mobilização será no centro da cidade e contará com discursos e apresentações musicais –a principal será de Glória Groove, que emplacou o hit "Vermelho" em 2022 e teve a música adotada pela militância petista durante a eleição de Lula à Presidência.
A partir das 16h, o ato do ABC deve contar com a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), além do presidente do PT, Edinho Silva, e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista.
Haddad se juntará às pré-candidatas ao Senado em SP, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), no ato promovido pela Força Sindical às 8h, na sede do movimento, no bairro da Liberdade. O trio é visto no PT como o possível palanque de esquerda no estado, que também tem Márcio França (PSB) pleiteando uma candidatura a senador.
Às 9h, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo, o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) reunirá manifestantes em defesa da redução da jornada do trabalho. Devem participar Erika Hilton e o vereador do Rio de Janeiro, Rick Azevedo (PSOL), além da própria Marina Silva.
Presidente da Força Sindical, Miguel Torres disse que a data é importante para lembrar as conquistas dos trabalhadores e pressionar por novas, como o fim da escala 6x1, que classificou como "um clamor geral da classe trabalhadora brasileira".
Ele também defendeu a descentralização dos atos, acrescentando que eles valorizam as categorias na defesa de pautas próprias. "Acredito que o número de participantes em todo o país será muito expressivo, representativo e com muita consciência de classe", disse ele, negando que o objetivo de fragmentar as manifestações tenha sido por receio de que elas sejam esvaziadas.
De forma inusitada para o 1º de Maio, movimento que historicamente foi capitalizado pela esquerda, grupos de direita se reunirão na avenida Paulista, na região central de São Paulo, a partir das 11h.
O ato da Paulista será promovido por Patriotas do QG, Marcha da Liberdade e Voz da Nação, movimentos que integram o Projeto União Brasil, organização sem ligação com o partido de mesmo nome e que reúne grupos conservadores. O trio reservou o 1º de Maio na Paulista com antecedência, critério utilizado pela Polícia Militar para ceder a via aos movimentos, e não à esquerda.
Nas redes sociais, os movimentos alegam que o ato servirá para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, e se posicionar contra o fim da escala 6x1.
O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) confirmou presença no evento. No Instagram, o Patriotas do QG divulgou um vídeo feito com o auxílio da IA (Inteligência Artifical), na qual simula um convite feito pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália.
"Amigos patriotas, apesar de estar presa, faço um convite a todos os brasileiros: dia 1º de Maio vamos todos para as ruas manifestar. Flávio presidente, Bolsonaro livre e Supremo é o povo. Juntos somos mais fortes", diz a versão computadorizada de Zambelli.
ATOS DA ESQUERDA
São Paulo (SP)
- 8h: Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Mogi e Força Sindical – Palácio do Trabalhador, na Liberdade
- 9h: CSP Conlutas – Praça da República, no centro
- 9h: Movimento VAT – Praça Roosevelt, no centro
São Bernardo do Campo (SP)
- 9h: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – Paço Municipal, no centro
Rio de Janeiro (RJ)
- 14h: Posto 5, praia de Copacabana
ATO PROMOVIDO PELA DIREITA
São Paulo (SP)
- 11h: Patriotas do QG – avenida Paulista, em frente à Fiesp
- Brumado Urgente
- 30 Abr 2026
- 16:07h
Foto: Arquivo Familiar
Morreu num trágico acidente de trânsito na manhã desta quinta-feira (30), na rodovia BR-116, próximo a Feira de Santana, Rogério dos Santos Miranda, carinhosamente conhecido por “Roger ou Rogerinho”.
Conforme informações colhidas pela Redação do BU, Rogério, estava vindo para Brumado num Fiat Fiorino para na sequência ir passar o feriado do dia do trabalhador em Vitória da Conquista na companhia da esposa e do filho que é universitário e que reside lá.
Não há até o momento informações precisas do que realmente ocorreu na hora do acidente, apenas que o brumadense morreu no local.
Rogério era uma pessoa muita conhecida e carismática na cidade, pois, há muitos anos construía e vendia equipamentos para musculação a diversas academias de Brumado e região, tendo vasta experiência neste setor, inclusive, passando por empresas do ramo em São Paulo, Rio Grande do Sul, e, mais recentemente, há cerca de um ano, desenvolvia suas atividades na cidade de Castro Alves, próximo a Salvador.
No próximo dia 20 de maio, Miranda completaria 53 anos de idade, o que deixa a todos um sentimento ainda mais profundo de pesar. Conforme informações de amigos e familiares, “Rogerinho” era um pai zeloso, um marido amoroso, e um amigo fiel aos seus princípios.
Fica aqui os nossos sentimentos de pesar aos familiares e amigos de “Rogerinho”, pois, por diversos momentos, e por oportuno e também importante, o relato deste humilde redator que escreve estas breves linhas, e que por muitas vezes precisou dos serviços de solda de “Rogerinho”, e que o mesmo por muitas vezes sem hesitar nos serviu, e quando iríamos colocar a mão no bolso para pagar-lhes; -ele dizia, “deixa pra lá”, e, diante disso, fica aqui o nosso mais profundo muito obrigado a Rogério dos Santos Miranda, “Rogerinho”.
O Corpo será velado em horário a marcar pelos familiares no Memorial da Paz em Brumado.
- Bahia Notícias
- 30 Abr 2026
- 11:46h
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano.
A decisão ocorre em um cenário de aumento das incertezas no ambiente internacional, especialmente em razão da guerra no Oriente Médio, apontada pelo colegiado como um dos fatores com potencial de pressionar a inflação global.
Em comunicado, o Copom destacou a necessidade de cautela na condução da política monetária diante do contexto externo.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informou.
A elevação nos preços internacionais do petróleo já impacta os combustíveis no Brasil, o que pode influenciar a inflação. Diante desse cenário, parte dos analistas avalia a possibilidade de interrupção no ciclo de cortes da taxa básica de juros.
- Por Gabriel Lopes via Bahia Notícias
- 30 Abr 2026
- 10:07h
Foto: Reprodução / Google Street View
Um relatório divulgado pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) no início de abril aponta que a concessionária superou a marca de 100 mil usuários interligados à sua rede de distribuição. O número representa um crescimento de aproximadamente 12% em comparação ao exercício anterior, sendo que mais de 95% dessa base é composta por clientes do segmento residencial. No mesmo período, a malha de gasodutos da empresa ultrapassou 1.350 km de extensão construída, com atendimento em diversos municípios baianos.
Segundo o documento, publicado pelo Governo da Bahia e acessado pela reportagem, a consolidação da presença da companhia no mercado urbano incluiu a conexão dos primeiros usuários residenciais no município de Camaçari em 2025. Além da capital, a rede distribui o energético para segmentos em cidades como Lauro de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna e Santo Amaro. Para o ano de 2026, a meta estabelecida é atingir 109 mil clientes por meio da ligação de mais de 9 mil novas unidades consumidoras.
Ainda conforme o documento, a companhia sinalizou o avanço do Gás Sudoeste, que será o maior duto de distribuição da região Nordeste. Em 2025, a companhia concluiu a construção da rede estruturada de Jequié e atingiu a fase final de testes de tubulação nos dois primeiros trechos do empreendimento, que ligará cidades entre Itagibá e Brumado. O projeto recebeu aportes de R$ 72,1 milhões no último ano e tem previsão de conclusão das obras da Estação de Distribuição de Brumado e dos ramais para mineradoras no primeiro semestre de 2026.
O fornecimento de gás para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia foi retomado após assinatura de contrato com a Petrobras, com previsão de movimentação de 1,2 milhão de m³/dia de gás por cinco anos. A interiorização do GNV também foi ampliada com lançamentos de programas de incentivo em Itabuna e Ilhéus, além da liderança no Programa GNV do Nordeste para infraestrutura em rodovias federais. No suprimento, a empresa expandiu seu portfólio para 12 supridores e 15 contratos ativos, atuando também no mercado spot para otimizar custos.
A receita bruta operacional da concessionária totalizou R$ 3,68 bilhões em 2025, valor que indica uma redução de 4,5% frente aos R$ 3,85 bilhões de 2024. O lucro líquido do exercício foi de R$ 182,3 milhões, uma retração de 8% em relação ao ano anterior, influenciada pelo aumento de despesas operacionais e custos financeiros de novas dívidas para investimentos. Contudo, o EBITDA cresceu 4%, chegando a R$ 233,3 milhões, o que a administração atribui a ganhos de eficiência e ao desempenho de outras receitas operacionais.
Inovações como o sistema HuBGás, para gestão estratégica de volumes, e a Plataforma Eletrônica de Gás, para negociação de excedentes, foram implementadas para modernizar os processos internos. Na área de sustentabilidade, o uso de um trio elétrico movido a gás natural liquefeito no Carnaval de Salvador serviu como demonstração de soluções para a transição energética.
O relatório também menciona o investimento de R$ 18,5 milhões em patrocínios socioambientais e culturais, além de programas como o Cresce com a Gente, que impactou mais de mil pessoas em comunidades vizinhas aos gasodutos.
PROJEÇÕES
O Plano Plurianual de Investimentos para o período entre 2026 e 2031 projeta a aplicação de R$ 1,86 bilhão na expansão da infraestrutura estadual. A estimativa é implantar 830 km de nova rede nos próximos cinco anos, visando alcançar um total de 2.189 km de dutos construídos até 2031. Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 259,62 milhões, com foco na massificação do uso do gás, estudos para novas redes urbanas e atendimento a áreas industriais e de mineração.
- Por Edu Mota / Liz Barretto I Bahia Notícias
- 29 Abr 2026
- 16:30h
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias
A autora de uma das propostas de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) comemorou nesta quarta-feira (29) a instalação da comissão especial que julgará o mérito do projeto. Com relatoria do baiano Leo Prates (Republicanos) e presidência de Alencar Santana (PT-SP), o grupo vai debater com diversos setores da sociedade o impacto da mudança de regime de trabalho dos brasileiros.
Para Erika, a tramitação deve continuar avançando no Congresso e o texto não demorará a chegar ao plenário da Câmara. “As pessoas desacreditaram da nossa capacidade de avançar com essa matéria, diante de um setor produtivo tão egoísta e que luta o tempo todo contra a dignidade da classe trabalhadora. Hoje nós estamos diante da instalação da Comissão Especial, que vai analisar o método da proposta e que, muito em breve, permitirá que a proposta chegue ao plenário”, afirmou a parlamentar.
A deputada ressaltou que o período eleitoral deve facilitar a aprovação do projeto. Nos bastidores, a expectativa de parlamentares da direita é adiar a votação para evitar desgaste na popularidade de deputados contrários a proposta. No entanto, Erika acredita que a pauta seja discutida antes do pleito de outubro. A expectativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto seja votado na comissão e no plenário ainda em maio.
“Nós estamos num período muito propício para a votação desse texto, porque vai constranger deputados e senadores que, porventura, possam querer atender aos interesses do patrão, negando a dignidade e tempo de descanso, mas as eleições vão nos fortalecer e nos ajudar a levar essa matéria e vamos conseguir tirar o Brasil desse lugar obsoleto e páreo diante de outros países do mundo, criando uma nova jornada de trabalho à classe trabalhadora”, concluiu Erika Hilton.
- Bahia Notícias
- 28 Abr 2026
- 16:47h
Foto: Divulgação
O show histórico de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Miúcha, gravado em 1978, renderá mais de R$ 100 milhões de indenização por venda sem autorização de um DVD do evento, 48 anos depois da sua realização.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), confirmou a indenização contra a gravadora Solutions2Go, antiga Sony.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o processo também envolve o selo ECRA Realizações Artísticas, conhecido como Coqueiro Verde, e trata da edição e comercialização da gravação lançada em 2008, durante as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova.
O registro que foi vendido é considerado a única apresentação ao vivo de Tom e Vinicius juntos.
Segundo a publicação, o STJ manteve o cálculo da indenização com base no total de DVDs vendidos, rejeitando o modelo de pagamento por royalties. Também foi preservada a incidência de juros desde 1º de junho de 2007.
A Corte confirmou as decisões das instâncias anteriores da Justiça do Rio
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 28 Abr 2026
- 10:20h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados à Influenza A pararam de crescer na Bahia, é o que revela o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em abril. A estabilização acontece durante o início da campanha de vacinação contra esse vírus, que no momento atende os grupos de risco. Apesar deste cenário, a influenza ainda apresenta níveis elevados de incidência nessas regiões.
Segundo o relatório, os casos de SRAG associados à Influenza A mostram sinal de interrupção do crescimento ou queda na Bahia e mais cinco estados do Nordeste (MA, CE, PI, RN, e PE). Ainda assim, das mortes relacionadas à síndrome que tiveram relação com algum vírus no país, a presença do Influenza foi observada em 43,7% dos casos.
Diante do cenário, a recomendação é de que a imunização avance para garantir a proteção da população. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Segundo Nanci Silva, professora da Escola Bahiana de Medicina, o imunizante deve conter o avanço da síndrome.
“A vacina é extremamente importante para reduzir tanto o número de casos como a gravidade, consequentemente diminui a internação. A principal ferramenta que nós temos para diminuição da gravidade das doenças e da prevenção do processo infeccioso é a vacina. Ela pode não ser 100% efetiva, mas ela reduz mortalidade e internação”, afirmou a médica.
A cobertura vacinal dos grupos prioritários baianos ainda é de 11% de acordo com dados do Ministério da Saúde, mas a meta é que até o dia 30 de maio mais de 3 milhões de pessoas tenham acesso ao imunizante no estado. Até o momento, 288 mil doses foram distribuídas.
Este ano, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha. A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Apesar da estabilidade/queda nos casos relacionados ao vírus, a Bahia continua com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (6 semanas). Na análise das capitais, Salvador vai no sentido contrário e mostra interrupção do crescimento ou queda dos casos.
- Bahia Notícias
- 27 Abr 2026
- 12:25h
Foto: Imagem Ilustrativa / Freepik
Um menino de 12 anos foi resgatado em Várzea Grande, no interior de Mato Grosso, após ser sequestrado e mantido em cárcere privado por quatro homens suspeitos de integrar uma facção criminosa. A ação ocorreu na sexta-feira (24). Segundo a vítima, ele foi agredido e obrigado a cavar a própria cova durante um “tribunal do crime”.
De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso, moradores denunciaram que o garoto havia sido levado à força até uma residência na Rua dos Operários, no bairro Vila Arthur. A partir das informações, equipes da Companhia de Motopatrulhamento Tático Raio, do 2º Comando Regional, foram ao local e encontraram os suspeitos mantendo a criança sob contenção.
Durante a abordagem, o menino relatou que estava sendo submetido a um “tribunal do crime” e que seria executado. Segundo ele, após o assassinato, o corpo seria enterrado em uma área próxima conhecida como “Fazendinha”.
A vítima apresentava lesões no rosto provocadas por agressões. A motivação do crime, conforme apurado, seria a suspeita de furtos na região.
Na casa, os policiais apreenderam objetos que, segundo a corporação, seriam utilizados na execução e ocultação do corpo, como facas, pá, picareta e enxada. Também foram encontrados materiais relacionados ao tráfico de drogas, entre eles três balanças de precisão, dinheiro em espécie, celulares e chips telefônicos.
Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Central de Flagrantes. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 23 Abr 2026
- 13:48h
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
De forma simbólica, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, nesta quarta-feira (22), o relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) favorável aos projetos que tramitam em conjunto para reduzir a jornada de trabalho 6x1. A partir de agora, o projeto terá o seu mérito discutido em uma comissão especial, que deve ser anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda nesta quarta.
O presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. (União-BA), havia convocado para a reunião desta quarta apenas a discussão do relatório do deputado Paulo Azi. Durante a reunião, a grande maioria dos parlamentares que se manifestaram sobre a proposta falaram a favor da redução da jornada de trabalho.
Os partidos que mais se manifestaram sobre o projeto foram o PT, o Psol, a Rede e o PCdoB. Deputadas como a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) fizeram contundentes defesas sobre a redução da jornada, chamada por ela de desumana e anacrônica.
Falaram contra o projeto os deputados Lucas Redecker (PSD-RS), Kim Kataguiri (Missão-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). O teor dos discursos contrários fizeram referência a uma eventual perda de empregos, de competitividade e fechamento de postos de trabalho após a aprovação do projeto.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que o partido é favorável a modernizar a legislação trabalhista e atuar em favor dos trabalhadores, mas, segundo ele, a discussão deveria se dar com “maior responsabilidade”. O deputado do PL afirmou que o mérito deveria ser discutido com calma e sem açodamento, para não "quebrar setores da economia" e gerar desemprego.
Na CCJ, os membros da comissão aprovaram a admissibilidade da proposta. O deputado Paulo Azi apresentou parecer indicando que não há impedimento constitucional para a tramitação das propostas que tramitam em conjunto, a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton, prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso. O texto acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais.
Já a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes, prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de um período de transição de dez anos.
Em seu parecer, o deputado Paulo Azi destacou que, durante audiências públicas realizadas pela CCJ, representantes do governo, das centrais sindicais e do setor produtivo apresentaram posições divergentes sobre eventuais impactos da mudança. Entre os argumentos favoráveis, foram citados ganhos de saúde, qualidade de vida e produtividade.
Já os empresários e representantes do setor produtivo alertaram para possível aumento de custos, pressão sobre preços e risco de demissões, sobretudo em pequenos negócios caso a mudança na jornada seja implantada no país.
Ao final da votação, o presidente da CCJ, Leur Lomanto, elogiou o trabalho feito pelo deputado Paulo Azi sobre os projetos que tramitam em conjunto. Leur fez um apelo público para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, escolha Azi como relator da proposta também na comissão especial.
- Bahia Notícias
- 22 Abr 2026
- 14:38h
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Um estudo realizado pela Ipsos em parceria com o Global Institute for Women’s Leadership, do King’s College London, revelou diferenças significativas entre homens e mulheres da geração Z, nascidos entre 1997 e 2010, em relação a temas como relacionamentos e igualdade de gênero.
A pesquisa ouviu cerca de 23 mil pessoas em 29 países e mostrou que uma parcela relevante dos jovens ainda concorda com ideias tradicionais sobre o papel da mulher na sociedade.
De acordo com os dados, 31% dos homens da geração Z acreditam que a esposa deve obedecer ao marido, enquanto 33% afirmam que o homem deve ter a palavra final em decisões importantes dentro da relação.
Em comparação, entre os chamados “baby boomers”, nascidos entre 1946 e 1964, os índices são menores: 13% concordam com a ideia de obediência da esposa, e 17% defendem que o homem tenha a decisão final.
Outro dado destacado pelo estudo é que 24% dos jovens entrevistados acreditam que mulheres não devem parecer muito independentes.
- Por João Gabriel e Raphael Di Cunto | Folhapress
- 20 Abr 2026
- 10:46h
Foto: José Cruz / Agência Brasil
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e mais seis deputados concentraram no ano passado a indicação de R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão ao Orçamento, verba distribuída pelos colegiados temáticos do Congresso.
Os R$ 6 bilhões restantes desse tipo de recurso foram partilhados por outros 423 deputados, enquanto 83 parlamentares não indicaram nenhum valor em 2025 de forma oficial -eles podem ter sido contemplados pelo envio de verbas em nome da liderança dos seus partidos.
Essas verbas são sugeridas ao governo pelas comissões do Congresso, com a indicação de como e onde o dinheiro deve ser gasto. O Executivo tem o poder discricionário de não executar os recursos, mas não pode remanejá-los para outras áreas de seu interesse.
Essas emendas eram secretas até 2024, sem que o nome do padrinho político responsável pela indicação da verba fosse divulgado. Isso mudou em 2025, após decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), o que permitiu verificar os valores encaminhados por cada parlamentar.
O levantamento feito pela reportagem nas atas do Congresso mostra que esse pequeno grupo de sete políticos detém o controle de uma fatia desproporcional deste orçamento: um quinto do total de R$ 7,5 bilhões repassado pelas comissões da Câmara em 2025 para ações nas bases eleitorais.
O deputado federal que, sozinho, mais indicou emendas de comissão em 2025 foi Julio Arcoverde (PP-PI), com R$ 244,3 milhões. Ele presidiu a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso, responsável por votar os projetos de lei orçamentários.
"Todas foram destinadas de forma legal e transparente ao estado do Piauí, com investimentos em infraestrutura, saúde e apoio aos municípios, gerando obras e benefícios diretos para a população, sem qualquer irregularidade. Assim, o deputado Julio Arcoverde cumpre a sua missão de viabilizar mais recursos para o desenvolvimento econômico e social do Piauí", afirmou ele em nota de sua assessoria.
O segundo é Hugo Motta, com R$ 180,5 milhões. Quase metade deste valor foi repassado a cidades cujo prefeito declarou publicamente apoio à pré-candidatura ao Senado de Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara. Ao anunciar que renunciaria à Prefeitura de Patos (PB), Nabor disse à imprensa local que espera contar com o apoio de 150 dos 223 prefeitos da Paraíba para ser eleito.
Motta afirmou que a indicação respeita rigorosamente um acordo entre os três Poderes. "No âmbito dos partidos, a divisão dos valores das emendas segue os critérios adotados pelas lideranças, seguindo o número de deputados, e a destinação dos recursos tem como prioridade áreas estratégicas e estruturantes para os municípios brasileiros, como saúde e infraestrutura", disse.
Logo depois de Motta está o presidente de seu partido, Marcos Pereira (Republicanos-SP), com R$ 138,2 milhões. "Historicamente, presidentes de partidos e líderes acabam por ter um pouco mais de recursos para indicar. Não é uma particularidade minha", afirmou. Ele disse que sempre deu transparência às verbas em seu site. "Para mim, nunca foi um orçamento secreto, faço questão de divulgar."
Os líderes de quatro partidos políticos (PP, União Brasil, Republicanos e PL) constam como responsáveis por indicar outros valores, que somam mais de R$ 930 milhões.
Neste caso, o formato pode ser usado para ocultar o real padrinho da verba, uma vez que consta apenas o nome da liderança do partido na Câmara, o que contraria decisão do ministro Flávio Dino, do STF, para que fosse dada transparência sobre o real autor, como revelou a Folha de S. Paulo em dezembro.
Na média, os outros mais de 400 parlamentares puderam repassar R$ 14 milhões cada. A maioria dos integrantes da oposição não recebeu recursos, com exceção de parlamentares do PL em postos-chave, como a presidência da Comissão de Saúde ou a liderança da sigla. Essas verbas são indicadas pelo Congresso, mas a decisão de quitá-las é discricionária do governo federal.
Parlamentares ouvidos sob condição de anonimato afirmam que houve acordo entre as lideranças partidárias para que cada deputado da base aliada ao governo pudesse indicar o destino de pouco mais de R$ 10 milhões das emendas das comissões.
Eles admitem que era esperado que houvesse alguma diferença no valor, privilegiando nomes de protagonismo e peso político, como os presidentes dos colegiados ou líderes dos partidos, mas que essa diferença deveria estar na casa das dezenas de milhões.
O que o levantamento revela, porém, é que apenas um pequeno grupo de sete deputados, entre eles o presidente da Câmara, teve direito de indicar mais de R$ 100 milhões. Nenhum dos outros mais de 400 repassou mais do que R$ 80 milhões.
Deputados ouvidos pela reportagem reclamam que a disparidade na divisão das emendas é injusta, desrespeita o acordo feito na Casa e privilegia um grupo com uma quantidade de dinheiro que deve ser decisiva nas eleições de 2026. A diferença não foi percebida de pronto, afirmam, porque a votação das verbas ocorreu de forma fragmentada ao longo do ano, em diversas comissões.
Além das emendas de comissão, há ainda emendas parlamentares individuais, com valor igual para todos os deputados, e de bancadas estaduais, para obras e projetos estruturantes.
No final de 2024, Dino iniciou uma ofensiva contra a falta de transparência e desvios de recursos com as emendas parlamentares ao Orçamento. O modelo surgiu com a emenda de relator e foi replicado com a emenda de comissão após o STF declarar a primeira inconstitucional.
Os três Poderes negociaram um acordo no qual as indicações feitas pelas comissões, que até então não precisavam revelar o deputado que era padrinho da emenda, deveriam passar a ser aprovadas em ata por todo o colegiado, deixando explícito quem era o autor da indicação e como a verba será usada.
Como revelou a Folha de S. Paulo, porém, os parlamentares driblam essa determinação assinando a autoria em nome da própria liderança partidária, não de um deputado específico. Em 2025, por exemplo, R$ 1,1 bilhão foi indicado desta forma, de acordo com as atas das comissões.
No grupo privilegiado com uma parcela desproporcionalmente maior dos recursos estão quatro lideranças de partidos: do PP, que distribuiu cerca de R$ 358 milhões desta forma; do União Brasil, com R$ 266 milhões; do Republicanos de Motta, com R$ 201 milhões; e do PL, com R$ 113 milhões (valor usado pelos deputados de oposição para esconder negociações com o governo).
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 17 Abr 2026
- 16:00h
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Com um plenário praticamente vazio, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão deliberativa nesta sexta-feira (17) que durou exatos dois minutos e vinte segundos, e que contou com a aprovação de um único projeto, que determina a colocação de placa de advertência para alertar os pedestres a respeitarem o semáforo da faixa.
A sessão, na verdade, foi convocada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que pudesse ser contado o prazo regimental de duas sessões plenárias a fim de permitir a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na próxima quarta (22), do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1.
Nesta semana, o relator do projeto, deputado Paulo Azi (União-BA), leu o seu parecer favorável à aprovação da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição, e após pedido de vista, o presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA). Para permitir a votação da matéria já na próxima semana, Motta agendou sessões para esta quinta (16) e hoje.
A rápida sessão desta sexta, que contou com a presença online de 303 parlamentares, foi presidida pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF), que de forma imediata procedeu à votação do projeto sobre sinalização de travessia de pedestres. A proposta foi imediatamente aprovada e Fraga em seguida encerrou a sessão.
De autoria do ex-deputado Luís Tibé (MG), o PL 2879/11 determina a colocação de placa de advertência para alertar os pedestres a respeitarem o semáforo da faixa. O texto, que agora vai ao Senado, também permite que associações de moradores sejam ouvidas em audiência pública do órgão de trânsito para analisar propostas e avaliar a implantação de recurso adicional de segurança em local de travessia de pedestres.
- Bahia Notícias
- 15 Abr 2026
- 16:03h
Foto: Divulgação
A revista americana Time divulgou, nesta quarta-feira (15), a lista Time100, que reúne as 100 pessoas mais influentes do mundo. Entre os destaques está o ator baiano Wagner Moura, que, além de integrar a seleção, também aparece como uma das capas da edição.
O artista divide o destaque com nomes como a comediante e atriz Nikki Glaser, a atriz Zoe Saldaña e o cantor Luke Combs. A lista inclui, ainda, personalidades de diferentes áreas, como a escritora Tayari Jones, o chef Vikas Khanna e a fotógrafa Lynsey Addario, conhecida por coberturas em zonas de conflito. Também aparecem atletas como Alysa Liu, Hilary Knight e Chloe Kim, além das médicas Kiran Musunuru e Rebecca Ahrens-Nicklas.
A publicação destaca a trajetória de Wagner no audiovisual e o momento recente da carreira, impulsionado pelo filme “O Agente Secreto”, que, mesmo saindo sem conquistas, leveu quatro indicações ao Oscar e igualou o número alcançado por “Cidade de Deus” (2002), entre as produções brasileiras com mais indicações da história.
Segundo a revista, o ator carrega características que remetem à chamada “Era de Ouro” do cinema americano. “Há algo nele que lembra a velha Hollywood, a ponto de parecer uma exceção entre a maioria dos atores contemporâneos”, diz o texto.
Foto: Reprodução / revista time
- Por Maurício Leiro / Francis Juliano/Bahia Notícias
- 14 Abr 2026
- 10:36h
Foto: Reprodução / Radar News
A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na Bahia publicou uma portaria que declara situação de emergência em um trecho da BR-101, que inclui a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Itapebi, na Costa do Descobrimento.
De acordo com a portaria, divulgada nesta segunda-feira (13), a situação de emergência se refere ao trecho compreendido entre os quilômetros 665,10 e 793,30. A decisão considera a necessidade urgente de intervenções para garantir a segurança dos usuários da via.
Ainda segundo o documento, as regiões Sul e Extremo Sul da Bahia foram atingidas por chuvas persistentes, com intensidade variando de moderada a forte. As informações constam em relatório técnico elaborado sobre as condições da rodovia.
Com a ratificação da situação de emergência, o Dnit pode adotar medidas mais rápidas para a recuperação e manutenção do trecho afetado, diante dos impactos causados pelas precipitações.