BUSCA POR "1"
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 23 Out 2026
- 14:34h
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Tribunal de Contas do Distrito Federal abriu nesta quarta-feira (21) um procedimento para apurar a transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde do Distrito Federal para o BRB (Banco de Brasília) no mês passado. Os recursos, por serem provenientes de um repasse federal, deveriam ter permanecido sob custódia do Banco do Brasil.
A verba foi transferida ao DF pelo Fundo Nacional de Saúde. Segundo representação apresentada pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), o dinheiro foi posteriormente aplicado em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), visando dar liquidez ao BRB após rombo deixado por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A corte de contas do DF deu cinco dias para que a Secretaria de Saúde apresente informações e documentos sobre a operação financeira. A deliberação sobre o pedido de tutela provisória de urgência e de instauração de tomada de contas especial ocorrerá somente depois da manifestação do órgão e da análise dos elementos.
A tomada de contas especial é um processo que pode resultar em sanções administrativas e aplicação de multa aos gestores responsáveis caso seja constatada alguma irregularidade.
Magno argumenta, em sua representação, que a transferência de contas alterou o fluxo bancário estruturado originalmente para execução e controle dos recursos federais do SUS (Sistema Único de Saúde). Isso, segundo ele, teria comprometido a rastreabilidade e a segregação dos recursos vinculados ao utilizar uma conta de passagem.
O deputado considera que esse movimento compromete a transparência e pode afetar a aplicação nas ações e serviços de saúde.
Ele também questiona a cronologia da movimentação financeira, argumentando ser inusual a transferência ocorrer antes da emissão da ordem bancária. Segundo o deputado, o recurso foi transferido para a conta do BRB em 21 de setembro, tendo a ordem bancária da movimentação orçamentária sido registrada apenas dois dias depois, em 23 de setembro.
"Houve, inequivocamente, a liquidação fática e a saída de recursos dos cofres da saúde pública distrital antes da emissão do documento hábil a autorizar a despesa perante a contabilidade pública", diz.
Na peça, Magno afirma que a Secretaria de Saúde teria formalizado no dia 22 de setembro a solicitação de transferência, mencionando a necessidade de "regularização e adequada identificação em futuras conciliações". O montante de R$ 120 milhões foi acrescido de R$ 57.898,80 em rendimentos de aplicação financeira em CDB de um dia.
Ele cita que a nota de negociação da transação de R$ 120 milhões, agora sob análise do TCDF, registra aplicação em 21 de setembro e recompra em 22 de setembro, com remuneração correspondente a 95% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
"A operação não buscou apenas rentabilidade, mas teria direcionado recursos vinculados da saúde à geração de liquidez para o BRB, em contexto de crise financeira, caracterizando possível desvio de finalidade e justificando intervenção cautelar", afirma.
Procurada, a Secretaria de Economia do Distrito Federal disse em nota que a transferência de R$ 120 milhões ocorreu para pagamento do salário de servidores públicos em setembro. Segundo o órgão, a folha dos funcionários da Saúde, que ultrapassa R$ 897 milhões mensais, é operacionalizada pelo BRB.
"Para o pagamento da folha, são utilizados recursos de diferentes fontes, entre elas o Fundo Nacional de Saúde, o Fundo Constitucional do Distrito Federal e o Tesouro do Distrito Federal, segundo a programação financeira e orçamentária", complementa.
Análise técnica que subsidiou a decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal sustentou a necessidade de aprofundamento da apuração. "A retirada de recursos federais vinculados ao SUS da conta específica mantida no Banco do Brasil, sua transferência para o BRB, a aplicação em CDB e o registro posterior da correspondente ordem bancária suscitam questões relevantes sobre custódia, rastreabilidade, segregação, finalidade e observância da sequência dos atos financeiros e contábeis", diz trecho do documento.
Procurado, o BRB informou que não vai se manifestar. O banco enfrenta uma crise após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas Master. Segundo as investigações, apenas uma parcela desse prejuízo foi recuperada.
O BRB estima que o valor necessário para provisionamento (reserva financeira) para cobrir o rombo é de R$ 8,8 bilhões, mas o montante pode ser ainda maior. Com os relatórios operacionais represados desde que veio à tona o escândalo, a instituição está há mais de um ano sem divulgar seus resultados financeiros.
O Governo do Distrito Federal busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para capitalizar o BRB. O controlador recorre ao processo de captação porque não tem recursos em caixa necessários para fazer o aporte no banco.
A gestão de Celina Leão (PP) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) em uma tentativa de obrigar a União a ser fiadora da operação. Diante da recusa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conceder a garantia soberana pela falta de capacidade financeira do DF, a governadora disse publicamente ter "soluções técnicas" para resolver a crise do BRB.
"A subsequente transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde para aplicação em CDB do Banco de Brasília revela-se como a materialização dessa denominada solução", afirma Magno em sua representação.
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 14:40h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
O governo federal usou pela primeira vez a lei antifacção para pedir à Justiça o confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As ações foram apresentadas na terça-feira (20) pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo nos tribunais. Os alvos são suspeitos de tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram quatro ações, apresentadas pela Procuradoria-Geral da União, setor da AGU, em varas da Justiça Federal de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Segundo nota da AGU, três dessas ações tentam recuperar R$ 82 milhões e atingem 87 réus investigados por participação em grupos criminosos ligados ao PCC. Entre as atividades apontadas está um esquema de contrabando de cigarros e agrotóxicos vindos do Paraguai para o Brasil.
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 10:20h
Foto: Reprodução / Instagram @professorfelipenunes
Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.
Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.
Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo.
Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 16:36h
Foto: Reprodução Band Youtube
O instituto Palver, que no primeiro turno foi o único que acertou o percentual de 47% dos votos válidos para o candidato Flávio Bolsonaro, divulgou sua nova pesquisa nesta quarta-feira (21), e o resultado mostra o senador do PL com dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno.
Segundo a pesquisa do Palver, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula marca 48%. Eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Palver, divulgada na última quinta (15), Flávio tinha 50%, e Lula, 49%. Seis dias depois, o senador do PL ficou estável e o líder petista oscilou um ponto para baixo.
Na véspera da votação em primeiro turno, a Palver mostrava Flávio com 47% e Lula com 43%. Nas urnas, no dia 4 de outubro, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.
A pesquisa Palver também mediu a rejeição de ambos. Questionados em quem não votariam “de jeito nenhum”, 49% dos eleitores apontam Lula, e 47% citam Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, 49% afirmam que votariam “com certeza” no candidato do PL, ante 47% que garantem o voto no atual presidente. Os que dizem que “poderiam votar” somam 2% para Flávio Bolsonaro e 1% para Lula.
Outro ponto abordado pela pesquisa Palver foi a certeza do voto no segundo turno. Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de candidato, a grande maioria respondeu que nada alteraria a escolha.
Entre os eleitores de Lula, 79% dizem que nada os faria mudar de voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 80%.
O levantamento foi realizado com cinco mil entrevistados pela Palver de 18 a 20 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-04612/2026.
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 10:24h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis, nesta terça-feira (20), para recuperar bens, no valor de R$ 190,3 milhões, de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. Segundo a Agência Brasil, as ações são baseadas na Lei 15.358 de 2026 (Lei Antifacção), que permite o perdimento civil de bens de origem ilícita independentemente de condenação criminal prévia.
“A iniciativa representa uma nova frente de atuação do Governo brasileiro no combate ao crime organizado, com o objetivo de identificar, bloquear e recuperar patrimônio de origem ilícita.”, destacou o governo federal, em nota.
Três das ações envolvem 87 réus e estão relacionadas a investigações sobre organizações criminosas vinculadas ao (PCC), especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. As investigações ocorreram no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.
A quarta ação decorre da Operação Hinterland e busca recuperar patrimônio relacionado ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de capitais. As investigações identificaram movimentações financeiras vultosas além da comercialização de aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas.
“A estratégia da AGU busca ultrapassar a responsabilização individual dos autores dos crimes, alcançando também financiadores, beneficiários econômicos, empresas de fachada, familiares e terceiros utilizados para ocultar patrimônio ilícito. Para isso, a AGU atua no rastreamento de ativos, na identificação dos verdadeiros beneficiários dos bens”, destacou o governo, em nota.
As ações foram propostas pela Procuradoria-Geral da União (PGU/AGU) em varas da Justiça Federal nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os recursos e os bens recuperados ou confiscados das organizações criminosas serão investidos principalmente no fortalecimento do aparato de segurança pública por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou dos fundos de segurança pública estaduais.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 19 Out 2026
- 18:25h
Foto: Pedro Gontigo/Senado Federal
Um percentual de 66,2% dos eleitores apoia a aprovação do projeto que modificou a jornada de trabalho 6x1, enquanto 26,4% não concordam com a decisão do Congresso de aprovar a matéria. A visão positiva dos brasileiros sobre a redução da jornada foi apurada pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19).
O projeto que modifica a jornada 6x1 foi aprovado no Senado na última quarta (14). Em sessão solene convocada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), na última sexta (16), e que contou com a presença do presidente Lula, a emenda constitucional da mudança de jornada foi promulgada e já está valendo.
Entre os eleitores que dizem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o apoio ao projeto da jornada 6x1 chega a 91,4%, contra apenas 5,35% de desaprovação. Já entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), a aprovação cai para apenas 41,1%, enquanto a desaprovação é de 48,6%.
O levantamento apurou que o maior apoio à aprovação do projeto de mudança da jornada se deu em meio a quem declara ser trabalhador doméstico, com 81,7% de aprovação à mudança de jornada. Veja abaixo como se colocou o apoio entre divisões de pessoas por trabalho remunerado:
Sou trabalhador doméstico - 81,7%
Sou empregado do setor público - 75,9%
Sou empregado do setor privado - 67,3%
Trabalho por conta própria - 58,5%
Microempreendedor individual (MEI) - 50,8%
Sou empresário - 36,1%
Na estratificação de eleitores por diversos recortes, é possível avaliar que a mudança na jornada de trabalho tem mais apoio entre as mulheres, em meio aos mais jovens, junto a quem tem apenas o ensino fundamental e recebe apenas um salário mínimo, e mais forte na região Nordeste.
Confira abaixo como é colocado o apoio ao projeto da jornada 6x1 em meio aos diversos estratos da população:
Mulheres - 70,9%
Homens - 61%
16 a 24 anos - 72,6%
25 a 40 anos - 63,8%
41 a 59 anos - 66,3%
60 anos ou mais - 66%
Ensino fundamental - 73,1%
Ensino médio - 62,3%
Ensino superior - 63,2%
Católicos - 68,8%
Evangélicos - 60%
Outras religiões - 62,9%
Sem religião - 73,7%
Até 1 salário mínimo - 78.3%
De 1 a 2 salários mínimos - 72,7%
De 2 a 5 salários mínimos - 62,9%
Acima de 5 salários mínimos - 57,7%
Região Norte/Centro-Oeste - 66,9%
Região Nordeste - 78,8%
Região Sudeste - 62,4%
Região Sul - 54,1%
Capital - 68,8%
RM - 65%
Interior - 65,4%
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores de 16 a 18 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026.
- Bahia Notícias
- 18 Out 2026
- 08:33h
Fotos: Charles Vieira / Ricardo Stuckert / Divulgação
Pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o petista registra 51% dos votos válidos, o congressista tem 49%. Os dois candidatos estão empatados dentro da margem de erro da pesquisa.
O levantamento entrevistou 2.100 eleitores de todo o Brasil de 15 a 17 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04332/2026.
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 10:06h
Foto: Divulgação
O terminal portuário SSD-A3, situado no Porto de Salvador, será concedido à iniciativa privada em leilão agendado para o dia 9 de dezembro na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A concessão integra o plano de investimentos do governo federal para a infraestrutura de transportes prevista para o ciclo de 2027 a 2030.
Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, apresentadas durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026, em Brasília, o projeto estabelece um contrato de arrendamento de 10 anos. A estimativa é de um valor global de R$ 39,1 milhões, acompanhado por investimentos obrigatórios na ordem de R$ 6,4 milhões para a recuperação operacional e modernização da estrutura física.
Com uma área total de 3.985 metros quadrados localizada na região dos Armazéns 3 e 4, o espaço será destinado à movimentação e armazenagem de cargas gerais não conteinerizadas. De acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), as operações do terminal focarão no recebimento e estocagem de produtos químicos inorgânicos, adubos e fertilizantes.
A empresa vencedora do certame ficará responsável pela adequação dos pavimentos, renovação das instalações e implementação de novos equipamentos de movimentação.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 08:00h
Foto: Reprodução Redes Sociais e Ricardo Stuckert
O instituto Palver divulgou na manhã desta quinta-feira (15) a sua primeira pesquisa no segundo turno das eleições 2026. Os números da Palver mostram os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados dentro da margem de erro do levantamento.
De acordo com a Palver, Flávio Bolsonaro teria 50% dos votos totais, enquanto o presidente Lula aparece com 49% das intenções de voto. Votos brancos e nulos estariam em 1%.
Entre todas as 11 pesquisas divulgadas na véspera da realização do primeiro turno, em 4 de outubro, a Palver foi a pesquisa que mais se aproximou do resultado das urnas em votos válidos. O levantamento do instituto marcou 47% para Flávio Bolsonaro e 43% para Lula (o resultado final foi de 47% a 45% a favor do senador do PL).
A Palver foi o único instituto a prever um percentual de 47% para Flávio Bolsonaro. O segundo instituto que mais acertou no primeiro turno foi o Gerp, que deu 46% para Flávio e 44% para Lula.
A margem de erro da nova pesquisa da Palver é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou 5.000 eleitores por questionário online entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95% e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-08028/2026.
- Por Mayara Paixão | Folhapress
- 14 Out 2026
- 16:07h
Foto: Canva
Seis em cada dez brasileiros detidos pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, são deportados. Dois terços deles não são acusados de nenhum crime -o status imigratório irregular, por si só, não é considerado crime no país. Em média, esperam 37 dias entre a apreensão e a decisão judicial sobre seus casos.
Os dados, inéditos, foram organizados pelo Observatório das Deportações, projeto ligado à Universidade Estadual de Montes Claros, em Minas Gerais, e obtidos pelo Deportation Data Project em um pedido feito ao ICE por meio da lei de acesso à informação americana.
As informações se referem a 2023 e 2024, os dois últimos anos do governo de Joe Biden, e 2025 e 2026, os dois primeiros do segundo mandato de Donald Trump. Para o último ano, os números estão disponíveis até agosto, mas ainda incompletos.
O número de pessoas detidas nos dois primeiros anos do governo republicano é mais do que o dobro das apreendidas nos últimos dois anos da gestão democrata. Até agosto de 2026, 3.650 brasileiros foram presos, a maior quantidade em julho passado (709). O ICE não informa quantos desses imigrantes entraram no país de forma irregular, cruzando a fronteira com o México, por exemplo.
As detenções estão concentradas na Costa Leste dos EUA, onde vive a maior parte da comunidade brasileira no país, em especial nos estados de Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Pensilvânia e Nova York, nesta ordem. A média de idade dos brasileiros presos é 34 anos.
Quase 60% dos detidos pelo ICE nos últimos dois anos não foram acusados formalmente de nenhum crime. Em sua maioria, os brasileiros são detidos por estarem no país em situação irregular, sem um visto válido, o que constitui uma infração civil, não penal.
Outros 30% são acusados de algum crime, mas ainda não tiveram a sentença emitida pelo juiz. Os 10% restantes já foram considerados culpados.
A base de dados pública não especifica de quais crimes são acusados esses brasileiros, mas a reportagem ouviu de pessoas que acompanham esses casos que delitos ligados a tráfico de drogas e violência contra a mulher costumam ser os mais comuns.
Fruto do aumento exponencial no número de detenções, que exigiu maior celeridade do sistema judicial, o tempo médio para a emissão de uma sentença judicial, no caso dos acusados de crime, ou uma ordem de deportação, no caso dos que cometeram infrações civis, caiu. Neste ano, a média é de 37 dias. No último ano de Biden, em 2024, era de 161 dias. Em geral, o imigrante pode pedir um habeas corpus para responder em liberdade ou também pedir para retornar voluntariamente ao seu país.
Grande parte dos detidos neste ano, em torno de 30%, fica em liberdade condicional, o que inclui as possibilidades de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica ou de se apresentar uma vez por mês à Justiça enquanto se espera uma decisão judicial. Essa porcentagem cresceu em 2026, o ano recorde de detenções de imigrantes, o que desafia a capacidade do sistema prisional.
Ainda que a maioria dos detidos seja maior de idade, há também 569 crianças que foram presas nos dois primeiros anos do governo Trump 2. Neste aspecto, a administração não se difere do que era feito na gestão democrata, dado que nos últimos dois anos de Biden foram presos 625 menores de idade do Brasil.
Em geral, as crianças são levadas com os pais, sob a justificativa de que ficariam sozinhas, e liberadas poucas horas ou dias depois, sem serem levadas para as prisões de longa estadia do ICE.
Em média, nos últimos quatro anos, 75% dos brasileiros presos eram homens, um perfil que cresceu ligeiramente (para 80%) durante o governo Trump.
O pesquisador Julio D'Angelo Davies, antropólogo e coordenador do projeto que organiza os dados, explica que o perfil de gênero revela um movimento do governo de priorizar a deportação de homens adultos que são, muitas vezes, os provedores do lar.
Na sequência, muitas outras pessoas da família, como mulheres e crianças, buscam a autodeportação para se reunir com o familiar deportado no Brasil, dado que já não contam com fonte de renda nos EUA.
Os dados sobre os que se autodeportam não são contabilizados, o que significa que não é possível ter um panorama real de quantos imigrantes se viram forçados a deixar os EUA devido à política migratória de Trump. Ainda assim, a reportagem ouviu de autoridades que a busca da saída voluntária cresceu nos últimos três meses, justamente quando o número de apreensões do ICE para todas as nacionalidades atingiu consecutivos recordes.
Como a Folha revelou, houve uma disparada nas solicitações de certidão de nascimento para crianças nascidas nos EUA filhas de brasileiros. Foram mais de 21 mil em 2025, ante 5.600 quatro anos antes. Autoridades consulares relacionam a cifra à procura de famílias que temem ter de se autodeportar e ainda não tiraram a documentação dos filhos, como o passaporte.
Setores consulares brasileiros tiveram de aumentar o número de funcionários dedicados a cuidar de temas migratórios. No Consulado-Geral do Brasil em Boston, por exemplo, a cada dia, em média, surgem dois novos casos, seja de prisões de brasileiros, seja de brasileiros em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica, seja de mulheres com crianças que precisam de ajuda.
O número real de brasileiros detidos é ainda maior. A base de dados organizada pelo Observatório das Deportações trabalha somente com as apreensões feitas pelo ICE. Ainda que hoje a maioria das detenções seja feita pelo ICE, há, ainda, alguns imigrantes apreendidos na fronteira dos EUA com o México por outra agência de controle ligada ao Departamento de Segurança Interna, o CBP.
De janeiro a maio, por exemplo, 176 brasileiros foram detidos pelo CBP na fronteira com o México. É um número muito menor do que o observado em anos anteriores, fruto da política restritiva do governo Trump para a fronteira. No mesmo período de 2024, por exemplo, foram mais de 10,7 mil brasileiros. Naquela época, diferentemente do que ocorre agora sob Trump, a enorme maioria dos pegos na fronteira não era detida, mas sim liberada sob o chamado "parole", uma autorização de entrada e permanência temporária.
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 13:06h
Foto: Reprodução / Eltrece TV
O advogado Mario Baudry, representante de Diego Fernando Maradona, filho mais novo de Diego Armando Maradona, solicitou penas de até 16 anos de prisão para profissionais de saúde acusados de envolvimento na morte do ex-jogador argentino. O pedido foi apresentado na última terça-feira (13), durante as alegações finais do julgamento realizado em San Isidro, na Argentina.
De acordo com informações da agência AFP, o advogado pediu 16 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, que acompanhava Maradona, e para Nancy Forlini, coordenadora da assistência médica. Para a psiquiatra Agustina Cosachov, a pena solicitada foi de 14 anos, enquanto o psicólogo Carlos Díaz poderá receber 12 anos, caso o pedido seja acolhido pela Justiça.
As solicitações são superiores às apresentadas anteriormente pelo Ministério Público argentino, que havia pedido 12 anos para Luque, dez para Forlini e oito para Cosachov. Baudry também requereu a prisão imediata dos quatro profissionais em caso de condenação.
Durante sua manifestação, o advogado sustentou que os responsáveis pelo atendimento domiciliar tinham conhecimento dos riscos enfrentados pelo ex-jogador e que a morte poderia ter sido evitada. A acusação foi apresentada sob a classificação de homicídio com dolo eventual, quando há consciência do risco de provocar a morte.
Além dos quatro profissionais, Baudry solicitou quatro anos de prisão para integrantes da equipe de enfermagem. O advogado também pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de Matías Morla, ex-representante de Maradona, e de pessoas ligadas a ele, por suspeita de abandono de pessoa seguido de morte.
Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. Na ocasião, o ex-jogador estava em recuperação domiciliar de uma cirurgia realizada no início daquele mês para tratar um hematoma na cabeça.
O julgamento envolve sete profissionais de saúde que participaram do atendimento prestado ao ex-camisa 10 da seleção argentina. Os acusados negam responsabilidade criminal pela morte. O processo segue na fase de alegações finais, antes da decisão judicial.
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- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 08:05h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O Senado pode votar nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta terça-feira (13) que o requerimento para acelerar a tramitação já reúne assinaturas suficientes para ser analisado em plenário.
"Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial. Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre.
A medida busca dispensar o intervalo regimental entre as duas votações. Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno. Caso passe sem alterações, seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
A mudança substituiria o modelo atual, em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para ter um de folga. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e limitar a jornada a 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o teto cairá para 40 horas semanais.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias e permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam condições diferenciadas de trabalho.
- Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 16:42h
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Uma carreta que transportava uma máquina pegou fogo na manhã desta segunda-feira (12), na altura do km 643 da BR-116, na Serra do Mutum, em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. O incêndio ocorreu durante a descida no sentido Jequié, no Sudoeste.
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, não houve registro de feridos. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foram acionadas para atender à ocorrência. As chamas destruíram a cabine do veículo.
O incêndio provocou alterações no trânsito, com lentidão até o final da tarde. A situação foi normalizada após a remoção da carreta, com atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também foram registradas queimadas às margens da rodovia ao longo do dia.
- Laércio de Morais I Brumado Urgente
- 13 Out 2026
- 10:41h
Foto: Reprodução
Neste dia 13 de outubro, o Brumado Urgente presta uma homenagem especial aos fisioterapeutas, profissionais que dedicam suas vidas à promoção da saúde, à recuperação dos movimentos e à melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Com conhecimento, sensibilidade e dedicação, esses profissionais desempenham um papel fundamental na reabilitação física, no alívio da dor e na prevenção de doenças, ajudando seus pacientes a superar limitações e reconquistar a autonomia.
Mais do que tratar o corpo, a fisioterapia também representa acolhimento, esperança e superação. Cada movimento recuperado, cada passo conquistado e cada sorriso de quem volta a realizar suas atividades são resultados de um trabalho que merece reconhecimento e gratidão.
Nesta data especial, o Brumado Urgente destaca o fisioterapeuta e quiropraxista Tito Mânlio Cunha de Almeida, um dos profissionais mais reconhecidos da área em Brumado e região, cuja trajetória representa a dedicação e o compromisso com a saúde e o bem-estar da população. Em seu nome, estendemos nossa homenagem a todos os fisioterapeutas de Brumado, da região e de todo o Brasil, reconhecendo a importância de cada profissional que, com conhecimento, responsabilidade e cuidado, contribui diariamente para transformar vidas.
Parabéns a todos os fisioterapeutas pelo seu dia! Afinal, devolver movimentos é também devolver liberdade, independência e qualidade de vida.
- Bahia Notícias
- 12 Out 2026
- 12:16h
Foto: Mateus Pereira GOV/BA
O Governo da Bahia intensificou as medidas preventivas para mitigar os impactos do fenômeno climático El Niño em todo o estado. Diante de projeções meteorológicas que indicam temperaturas acima de 41 °C e umidade relativa do ar caindo a níveis inferiores a 15% no centro-oeste baiano, o executivo iniciou o envio de alertas diretos via WhatsApp para a população dos 417 municípios, utilizando a base do portal ba.gov.br.
A mobilização reúne a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Para assegurar que a comunicação chegue de forma rápida e eficiente às localidades mais vulneráveis às intempéries climáticas, os municípios foram mapeados e divididos em três faixas de atenção. 142 cidades constam na primeira faixa de prioridade, enquanto 150 figuram na segunda. Já a terceira faixa de prioridade conta com 125 municípios. A categorização permite o direcionamento de orientações customizadas às necessidades específicas de cada região, garantindo cobertura integral do território baiano.
De acordo com o Inema, a combinação de calor intenso, baixa umidade e temperaturas acima da média histórica ao longo de todo o trimestre, impulsionada pelo El Niño, eleva os riscos de incêndios florestais e de complicações de saúde na população.
Os alertas emitidos pelo governo têm caráter estritamente preventivo. Eles incluem orientações práticas sobre como se proteger do calor excessivo, lidar com a aridez do ar e evitar práticas que possam provocar queimadas, visando capacitar os cidadãos a agir com segurança diante de cenários críticos.