- Redação
- 30 Jul 2020
- 10:36h
(Foto: Reprodução)
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, o astronauta Marcos Pontes, informou que testou positivo para o novo coronavírus. Ele fez o exame após sentir sintomas de gripe e comunicou o resultado nessa quarta-feira (29), em uma transmissão ao vivo na internet. "A gente vai tratar e vai dar tudo certo", disse o ministro, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Ele aproveitou o momento para falar que vai entrar nos testes da nitazoxanida. "Agora eu posso", frisou. O vermífugo é testado por sua pasta em pacientes com Covid-19. Pontes é o quinto ministro do governo Jair Bolsonaro a ser diagnosticado com a doença. Antes dele, Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Milton Ribeiro (Educação) tiveram o mesmo resultado. O próprio presidente também confirmou que foi infectado pelo vírus nas últimas semanas.
- Redação
- 30 Jul 2020
- 09:16h
(Foto: Reprodução)
Seis veículos que faziam transporte clandestino de pessoas foram apreendidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA). A ANTT não detalhou data das apreensões, mas informou que elas ocorreram na semana passada, durante fiscalização para combater o transporte interestadual clandestino na Bahia. As ações ocorreram na BR-116, entre os municípios de Jequié, no sudoeste do estado, e Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador. Foram vistoriados 12 veículos e seis deles transportavam os passageiros irregularmente. A ANTT detalhou que cinco veículos faziam o transporte interestadual clandestino de passageiros e um realizava viagem sem atender aos requisitos da legislação de transportes. Como não regularizou a situação, também foi apreendido. Todos os passageiros foram transferidos para ônibus de empresas regulares, com as despesas de passagem pagas pelas empresas flagradas. A operação também teve apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. A Agência Nacional de Transportes Terrestres detalhou que a ação na Bahia integra a Operação Pascal, que está sendo realizada em todo o Brasil e desde o início, em julho, foram feitas 65 apreensões. Além do perigo de contaminação pela Covid-19, uma vez que os veículos irregulares não seguem as determinações da ANTT de higienização, e do uso de máscara à bordo, os passageiros correm riscos de acidente. Foram constatadas diversas irregularidades nos veículos como ausência de itens obrigatórios de segurança e itens com defeitos, como pneus carecas e para-brisas trincados.
Matéria vai a sanção presidencial, conforme texto aprovado pela Câmara, já que as modificações propostas no Senado foram rejeitadas pelos deputados | Foto: Reprodução
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (29), a tramitação da Medida Provisória 986, que prevê prazo de 120 dias para que estados e municípios repassem R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais no setor cultural. Os valores do auxílio que não forem utilizados devem ser devolvidos à União.
A matéria será enviada a sanção presidencial, conforme texto aprovado pela Câmara, já que as modificações propostas no Senado foram rejeitadas pelos deputados para acelerar a tramitação da proposta.
A MP reafirma que a aplicação dos recursos está limitada aos R$ 3 bilhões liberados pela União. Caso municípios, estados e Distrito Federal queiram aumentar os valores, deverão fazer a complementação com recursos próprios. Uma regulamentação deve informar a forma e o prazo para devolução ao governo federal.
A medida complementa a Lei Aldir Blanc, sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, e prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.
Contrapartidas
Em contrapartida ao auxílio emergencial estabelecido pela Lei Aldir Blanc, após a reabertura, os espaços beneficiados com subsídios deverão promover atividades gratuitas a alunos de escolas públicas, prioritariamente, ou para a comunidade. Não poderão receber o benefício espaços culturais criados pela Administração Pública de qualquer esfera, bem como aqueles vinculados a grupos empresariais e espaços geridos pelos serviços sociais do Sistema S.
Trabalhadores do setor cultural, micro empresas e empresas de pequeno porte também terão acesso a linhas de crédito específicas para fomento de atividades e aquisição de equipamentos e condições especiais para renegociação de débitos, oferecidas por instituições financeiras federais.
De acordo com a lei, poderão ser realizados editais, chamadas públicas e prêmios, entre outros artifícios, para a manutenção e o desenvolvimento de atividades de economia criativa e economia solidária, cursos, manifestações culturais, produções audiovisuais, bem como atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou por meio de plataformas digitais.
- Ascom | PMB
- 30 Jul 2020
- 07:29h
(Foto: Divulgação)
A Administração Educar para Libertar, através da Secretaria Municipal de Educação, tem buscado soluções para enfrentar a pandemia da COVID-19, sem que cause maiores prejuízos na vida escolar do aluno. Recentemente, foi lançada uma nova plataforma no sistema já utilizado pela comunidade escolar – Sistema Bravo – disponibilizando aulas online com atividades e avaliações para todas as etapas e/ou modalidades de ensino.
Sabedores da nossa realidade e os problemas econômicos acarretados pela pandemia, é notório que em muitos lares não há possibilidades adequadas de dar continuidade a essa rotina diária de estudo, dada a necessidade de os pais trabalharem para garantir o sustento de sua família. Percebe-se também, que em muitas famílias carecem de uma alimentação balanceada, e que tem a escola como fonte segura para adquirir uma alimentação nutritiva e saudável.
Pensando nisso, o Gestor Municipal, junto a Secretaria Municipal de Educação, decidiu averiguar a opinião da comunidade escolar em relação ao retorno das aulas. Para isso foi realizada uma pesquisa no sistema BRAVO – ambiente de estudo virtual, em que os alunos, acompanhados dos pais ou responsáveis, opinassem sobre a possibilidade de um possível retorno às aulas presenciais no município de Brumado.
Após análise dos resultados da pesquisa, onde, até o momento, teve participação de 3.344 dos 9.382 alunos matriculados, foi observado que 510 alunos optaram por RETORNAR às aulas presenciais e 2.834 optaram por NÃO RETORNAR.
Diante desse resultado, em que apenas 15,25% aceitam o retorno das aulas e, levando em consideração uma recomendação recebida do Ministério Público Estadual, em nome do promotor de Justiça, Dr. Millen Castro Medeiros Moura, em 09 de junho de 2020, a Administração Educar para Libertar informa a população brumadense que as aulas presenciais não serão retomadas no dia 03 de agosto do corrente ano e que, novas orientações serão posteriormente divulgadas para o desempenho do trabalho durante esse período.
- Ascom | PMB
- 29 Jul 2020
- 18:26h
(Divulgação SESAU Brumado)
Nesta quarta-feira, 29 de julho de 2020, o município de Brumado registra 461 casos confirmados da Covid-19, o novo coronavírus. O número representa 17,13% do total de 2.691 notificações. Entre os diagnósticos: 4 internações, 3 óbitos, 72 pacientes em tratamento e 386 recuperados. No momento, 105 ainda aguardam resultado laboratorial e 963 já foram descartados. As notificações suspeitas abrangem pacientes com quadros de síndromes gripais diversas, dentre os quais alguns se encaixam nos critérios para realização do exame RT-PCR ou via teste rápido. Estes últimos estão sendo usados de forma criteriosa, em casos excepcionais, como estratégia para ampliar e tornar mais eficaz o enfrentamento à pandemia no município.
- Alana Gandra
- 29 Jul 2020
- 18:23h
Retorno estava previsto para a próxima segunda-feira (3) | (Foto: Reprodução)
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou hoje (29), no Diário Oficial da União, portaria que adia para o próximo dia 24 a reabertura gradual de suas agências físicas em todo o país, devido à pandemia do novo coronavírus. A Portaria 36 resulta de decisão conjunta da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, e do INSS. O retorno das atividades presenciais estava previsto para a próxima segunda-feira (3). Os serviços, entretanto, continuarão a ser feitos exclusivamente de forma remota, até o dia 21 de agosto, pela Central Telefônica 135, pelo aplicativo e pelo portal Meu INSS. O atendimento remoto terá continuidade depois da reabertura das agências, destacou o instituto. Segundo o INSS, o objetivo é evitar a aglomeração de pessoas. Quando as atividades presenciais forem reiniciadas, terão prioridade os serviços de perícia médica, avaliação social, cumprimento de exigência, justificação administrativa e reabilitação profissional. Serão retomados também a justificação judicial e o atendimento relacionado ao monitoramento operacional de benefícios. A Portaria 36 esclarece que, em um primeiro momento, o tempo de funcionamento das agências será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários mediante agendamento prévio pelos canais remotos (Meu INSS e Central 135). “A reabertura gradual e segura irá considerar as especificidades de cada uma das 1.525 agências da Previdência Social no país. Cada unidade deverá avaliar o perfil do quadro de servidores e contratados, o volume de atendimentos realizados, a organização do espaço físico, as medidas de limpeza e os equipamentos de proteção individual e coletiva”, estabelece a portaria. As unidades que não reunirem condições necessárias para atender o cidadão com segurança seguirão operando em regime de plantão reduzido. Um painel eletrônico será disponibilizado pelo INSS, com informações sobre o funcionamento das agências da Previdência Social, os serviços oferecidos e o horário de funcionamento. “Todas as medidas tomadas para garantir o direito dos cidadãos durante a pandemia de covid-19, incluindo a simplificação dos procedimentos, a dispensa de exigências e a oferta de serviços por meio de canais remotos, continuarão valendo mesmo após a retomada do atendimento presencial”.
- Francis Juliano
- 29 Jul 2020
- 17:38h
Festa em distrito de Caraguataí/Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Local onde pessoas se aglomeraram em uma festa no último fim de semana, Jussiape, na Chapada Diamantina, terá o transporte intermunicipal suspenso a partir desta quinta-feira (30). Além do município, Ibitiara, na mesma região, fica sem o serviço. A medida faz parte das ações de controle do novo coronavírus no estado. No último sábado (25), moradores do distrito de Caraguataí participaram de uma festa de aniversário. Várias pessoas estavam sem máscaras, o que contraria as recomendações para evitar o contágio da Covid-19). Com a inclusão das duas na lista, a Bahia já tem 391 municípios sem transporte, o que corresponde a 94% das 417 cidades do estado. Para sair de Ibitiara ou Jussiape, a tolerância vai até a 1h desta quinta. Já para chegar o limite é às 9h do mesmo dia. Pelo decreto, publicado nesta quarta-feira (29), transporte intermunicipal é qualquer coletivo público ou privado, rodoviário ou hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans. No decreto desta quarta não houve autorização para volta do transporte em nenhum município. Segundo último boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a Bahia tem 153.313 casos confirmados de novo coronavírus com 3.70 mortes provocadas pela doença.
- Raphael Minho
- 29 Jul 2020
- 15:44h
Governador disse lamentar algumas medidas que atrapalharam o planejamento de municípios no tratamento da Covid-19 \ Foto: Secom | Bahia
Durante entrevista coletiva para a região do Baixo-Médio São Francisco, nesta quarta-feira (29), o governador Rui Costa (PT) criticou o governo federal. Para o petista, algumas medidas que foram tomadas “frustraram” o planejamento de algumas cidade para o tratamento da Covid-19. Rui disse que no início do combate à pandemia do novo coronavírus, o reitor da Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf), Paulo César Fagundes Neves, que também é médico, ofereceu o centro acadêmico para a instalação de leitos de UTI. Segundo o governador, o próprio reitor se mobilizou para conseguir ventiladores mecânicos e até conseguiu, mas recebeu uma contraordem do governo federal proibindo a a abertura de leitos através das universidades. “Digo isso com tristeza, porque a gente não percebeu em nenhum momento uma mobilização do governo federal para salvar vidas humanas”, criticou o petista.
- Informações do Marcus Cangussu
- 29 Jul 2020
- 15:13h
(Fotos: Marcus Cangussu e Alerta Jequié)
Um caso assustou moradores de Jequié, no médio sudoeste. Com suspeita de surto psicótico, um homem invadiu um cemitério e retirou o corpo da mãe, que morreu vítima de Covid-19. Segundo o Blog do Marcos Cangussu, o caso foi descoberto nesta segunda-feira (27) quando funcionários do cemitério São João Batista chegaram ao local e se depararam com um caixão retirado do túmulo com o corpo do lado de fora. Conforme informações, o morador retirou o corpo da mãe e o abraçou para conferir se estava mesmo falecido. Ainda segundo o blog, o homem morava com a mãe e a tia, ambas aposentadas, que morreram vítimas do novo coronavírus em Jequié. Segundo o Código Penal, vilipêndio de cadáveres ou cinzas é crime e prevê detenção de um a três anos, além de multa.
- Informações do IRepórter
- 29 Jul 2020
- 14:29h
(Foto: IRepórter)
Um acidente de trânsito foi registrado na tarde desta terça-feira (28), na rodovia BA-263, que liga Conquista a Itambé, sentido a cidade de Itapetinga. Chovia no momento em que um motorista perdeu o controle da direção do veículo e acabou se chocando com mais dois carros. Um dos carros saiu da pista e desceu capotando na ribanceira, parando com os pneus para cima. Um dos veículos envolvidos no acidente é um Fiat Argo, com placa de Belo Horizonte – MG Duas pessoas ficaram feridas durante o acidente, sendo socorridas e levadas para o hospital São Sebastião, em Itambé, posteriormente sendo transferidas para hospitais de Vitória da Conquista. Não há informações sobre o estado de saúde dos feridos. O verdadeiro motivo do acidente também é desconhecido. A colisão aconteceu depois de uma curva, nas proximidades da entrada de acesso ao distrito de Campinarana, pertencente a Ribeirão do Largo.
- Antoine Youssef
- 29 Jul 2020
- 12:07h
(Foto: Detetive Particular)
Caro detetive particular, você já parou para pensar na sua estratégia de divulgação? Certamente que já, pensando em ser conhecido a partir do boca a boca feito por amigos e clientes, talvez em anunciar no jornal do bairro, criar uma página na internet. Essas são algumas das múltiplas possibilidades de divulgar uma boa empresa de investigação particular, tenha ela vários agentes ou apenas um detetive particular responsável.
Mas, e a exposição nas redes sociais, você também já pensou?
Se utilizadas de maneira correta, passam uma boa imagem sua e de sua agência de investigação, mas, se usadas de maneira errada, podem expor mais do que o necessário.
Caro cliente de detetive particular, ou se você está buscando um: que tal seguir as linhas deste artigo para verificar se o profissional que você tem em vista segue boas práticas de exposição? Você mesmo também poderá aprender desde já como evitar se expor demais em seu círculo de contatos ao buscar e contratar um detetive particular.
Como aparecer nas redes?
No Facebook, pode-se ter um perfil pessoal, um perfil profissional e mesmo uma página, como se fosse um site. O detetive pode ter seu perfil pessoal, sim, mas é adequado que o mantenha exatamente desse jeito: pessoal. Guarde-o para seus amigos, colegas de profissão conhecidos de fato, e não se abra para outros contatos a partir desse perfil. Mais ao final do texto veremos por quê.
Um perfil profissional (ou seja, um perfil seu, pessoal, mais voltado a divulgar sua profissão) é de se pensar caso você queira permitir essa forma de contato com potenciais clientes. Para um negócio de investigação particular, não costuma ter utilidade: seus clientes não irão querer que as pessoas de sua própria rede de contatos vejam esse perfil em sua lista, então, preferirão o contato por outros meios. Se você pensou em ter um perfil profissional, talvez queira substituir essa ideia por criar uma página.
A página no Facebook funciona como um site ou um blog, onde são divulgadas publicações. Uma página de um investigador ou de uma agência de investigação poderá trazer ideias ou notícias da profissão úteis a outros investigadores, sendo uma forma de fazer conhecido seu nome, trazendo também a informação para contato. Normalmente você não quererá que seus clientes sigam essa página (pois a pessoa investigada, se amiga ou conhecida, poderá suspeitar), mas é útil para tornar seu trabalho conhecido a potenciais clientes e ser reconhecido entre outros detetives. Nem preciso dizer: evite trazer muitas fotos que o identifiquem.
Caso queira utilizar o Twitter profissionalmente, seu uso poderá ser como faria numa página do Facebook: para publicações úteis acerca da profissão (notícias, ideias) e forma de contato, para você poder ser alcançado por pessoas interessadas em contratar um detetive particular ou mesmo por detetives que buscam parceiros.
Já para Instagram recomenda-se o uso tal como falamos sobre o perfil pessoal do Facebook: para outros assuntos, pessoais, sem alarde da profissão. Por ser mais aberto e descontraído, não se recomenda em geral seu uso profissional por detetives particulares. Repito: não se recomenda, mas nada impede que possa ser até usado com sucesso como ferramenta de divulgação.
O detetive particular pode ter foto pessoal na internet?
A resposta curta é: não, o melhor é que não. Se não tiver sua imagem na internet, mais tranquilo e seguro será para sua profissão. Porém, quase todo mundo está na internet, então, ter seu perfil com fotos não costuma gerar problema. A ideia é que o detetive não quer ser reconhecido como detetive enquanto está em campo, investigando, mas é raro que alguém que o veja o reconheça só porque ele está na rede social. Então, em regra, não há problema. É outro caso quando o detetive se torna conhecido por dar entrevistas na televisão ou em jornais em revistas que mostram sua foto, ou mesmo quando tem um canal mais conhecido no YouTube; se esse é o caso, é importante que ele tenha uma agência de investigação, atue mais como mentor de outros detetives ou no planejamento de casos onde outros investigadores contratados irão se expor, pois será mais difícil passar despercebido em investigações em campo.
É muito importante pensar não só na sua imagem transmitida, mas também pensar no seu cliente e potenciais! O fato é que seu cliente pode ter convivência próxima com a pessoa que será sua investigada — uma irmã, um filho, o marido ou a esposa, um colega de apartamento. Neste caso, durante um contato com o potencial cliente, você não entregaria uma pasta de publicidade contendo relatos de seu trabalho de sucesso ou seu currículo para ele levar para casa, onde a pessoa a ser investigada tem acesso. O mesmo vale para as redes sociais! Como? Ora, se você tem uma conta no Facebook (seja pessoal, seja profissional), você não permitirá que o cliente que o contratou para um caso de suspeita de infidelidade seja seu amigo na rede social. Aliás, isso deverá ficar bem claro desde o primeiro contato, especialmente se fecharem contrato: o cliente não deverá ficar com cartão de visita e não poderá adicionar o investigador em sua rede social se a pessoa investigada for próxima e tiver acesso aos meios de comunicação do cliente (computador, notebook, celular) e a outros bens pessoais (porta cartões de visita, carteira).
Imagine se alguém vê o contato novo do João da Silva (demos esse nome ao suposto cliente) no Facebook, e, mesmo que não esteja identificado de pronto na própria rede social, alguém reconhece ou descobre que se trata de um investigador particular. Pronto, está prestes a ser criada a confusão no lar do João, que pode até ter contratado uma investigação sobre funcionário de sua pequena empresa, mas, se não estiver bem conversado previamente com sua esposa, ela poderá até mesmo buscar satisfação diretamente com o detetive. Portanto, a rede social do investigador é, em primeiro lugar, para seus amigos pessoais e colegas; talvez, caso queira, antigos clientes com questões já resolvidas; clientes atuais e potenciais clientes, não é proibido, mas é de se pensar muito bem antes de permitir. A comunicação com o detetive deverá ficar restrita aos meios especificados para tal — mensagem padrão de celular (SMS), aplicativo de mensagens, e-mail ou como combinado — e, especialmente em caso de ligação, dentro dos horários acertados entre as partes como mais propícios para isso. Ah, sim: sempre combine desde o início o modo preferencial de contato e os horários em que ele pode ser feito!
Cabe, ainda, a orientação ao cliente para que, nesses casos de proximidade afetiva no dia a dia com a pessoa investigada (“sindicada”, na linguagem técnica, ou “alvo”, popularmente), apague-se o histórico de navegação de sites do computador e do celular (se isso não for despertar mais suspeitas ainda pelo sindicado) e não haja visita a sites e a vídeos do YouTube que falem sobre investigação ou sobre detetives, pois a mera constatação de visita a páginas relacionadas, por meio do histórico de acesso do navegador e rastros de login nos sites, poderá despertar no sindicado a desconfiança. E, claro, nunca se quer que a pessoa sindicada saiba que está sendo investigada!
Esses são alguns cuidados básicos, essenciais e, diria mais, cruciais, para entendermos que a discrição, parte integrante do perfil do detetive particular, é necessária (muito necessária!) ao seu cliente também! O cliente pode até querer contar para os outros (“só para o melhor amigo”) que contratou um investigador, como se isso fosse algo para se gabar. Mas o bom detetive contratado certamente orientará que isso não é sábio e, melhor ainda, fará constar em contrato a proibição de tal atitude, sob pena até de rescisão contratual com multa.
Se você é um (a) detetive há algum tempo e está sempre ligado nas tecnologias e no bom uso delas, é possível que reconheça as linhas acima como simples dicas de bom senso. Na verdade, são, sim, dicas de bom senso para o detetive particular, mas não despreze o que você aprende na prática e por meio de outras pessoas; adotar boas técnicas não só da investigação em campo, mas também da comunicação, há de render ainda melhores frutos no seu trabalho.
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- André Uzêda | Folhapress
- 29 Jul 2020
- 11:17h
Líderes de terreiros afirmam que o orixá Xangô alertou para que reabertura não aconteça agora | Foto: Mario Tama / Agência O Globo
Mesmo com a autorização da prefeitura para o retorno das atividades em templos religiosos, muitos terreiros de candomblé em Salvador escolheram continuar fechados durante a pandemia do coronavírus. Os argumentos vão desde preocupação com a saúde das principais lideranças religiosas (geralmente pessoas mais velhas) ao receio de perseguição por “falhas” no protocolo de reabertura e, em muitas casas, até o conselho direto dos orixás. No Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910, foi justamente a voz de Xangô (orixá da Justiça) que prevaleceu entre os reais motivos. Mãe Ana comunicou que não há possibilidade de retomada das atividades neste momento. “Ela fez uma consulta direta através dos búzios e Xangô disse para não reabrir nada. Não é o momento ainda. Quando o aviso é do orixá não tem o que contestar. Tem que aceitar e pronto”, diz Ribamar Daniel, obá odofin (ministro de Xangô) e presidente da Sociedade Cruz Santa do Afonjá.
Entre os principais terreiros de Salvador, aos 53 anos, Mãe Ana é uma das ialorixás mais novas. Ela sucedeu Mãe Stella de Oxóssi, morta em dezembro de 2018. Quando uma liderança importante morre, a casa fica fechada por um ano (o ritual é chamado de axexê). Mãe Ana foi conduzida ao posto em dezembro de 2019 e, três meses depois, teve que fechar o terreiro por conta da pandemia. “A gente lamenta que isso tenha acontecido, mas era o mais certo a se fazer. Nossos rituais continuam, mas apenas com as pessoas que moram no terreiro e com todos de máscara”, diz Daniel.
O pedido de cautela feito por Xangô também se estendeu ao Ilê Axé Opô Aganju. Lá, a casa é regida por um homem – 60% dos terreiros da Grande Salvador são comandados por mulheres. Pai Balbino Daniel de Paula, o Obaràyí, foi obrigado a, pela primeira vez na história, cancelar todo calendário de festas que acontecem no terreiro desde 1972. “É uma tristeza ver o terreiro vazio. Mas é uma recomendação médica e também um pedido do orixá. Continuamos fazendo nossas oferendas, mas sem receber ninguém”, diz o babalorixá.
Aos 79 anos, ele prevê a reabertura das atividades apenas para o ano que vem. “Não adianta abrir o terreiro em agosto se o nosso ciclo de festas começa em junho. Nosso calendário já foi prejudicado.” O presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, explica que cada líder religioso é autônomo para decidir sobre a própria casa, não havendo uma decisão geral aplicada a todos. Atualmente, a entidade registra 1.738 terreiros cadastrados em Salvador (sendo 96% deles de candomblé e 4% de umbanda e caboclo).
A posição da AFA, no entanto, é que os terreiros continuem fechados até uma revisão do protocolo de reabertura feito pela prefeitura. Na última sexta-feira (24), shoppings centers, comércios de rua e templos religiosos foram autorizados a reabrir, depois que o número de ocupação dos leitos das UTIs se manteve abaixo dos 75% por cinco dias seguidos. Cada setor tem um protocolo próprio de recomendações sanitárias a serem seguidas.
“Nós fomos consultados pela secretaria municipal de Reparação para ajudar a elaborar esse documento, mas, quando foi publicado, percebemos que o texto não contemplava as especificidades das religiões de matriz africana. O protocolo fala em separação das cadeiras, não compartilhamento de materiais e estabelece horários de funcionamento. Essas medidas podem funcionar para igrejas católicas e neopentecostais, mas é completamente diferente da nossa forma de celebração”, diz Monteiro.
Ele lembra que, no candomblé, muitos cultos acontecem depois da meia-noite. Há, ainda, compartilhamento de alimentos (considerados sagrados) mas não há cadeiras. Os devotos ficam de pé no barracão durante a incorporação dos orixás.
“Elaboramos um modelo de reabertura em quatro fases. Pedimos agora que nenhum terreiro reabra. Corre o risco de, baseado neste protocolo, as autoridades policiais fecharem os terreiros e criminalizarem nossos cultos. Há um histórico recente de perseguição das religiões de matrizes africanas e precisamos ficar sempre atentos a isso”, diz o presidente da AFA.
A reportagem tentou contato com a secretaria municipal de Reparação, mas não obteve resposta. Diferente de outras religiões, durante a pandemia, os principais terreiros não fizeram cultos online ou transmissão das festas. “A festa é o momento sublime. Ela se dá quando conclui uma etapa de um ritual mais interno. É o momento que o candomblé se mostra ao grande público. Por isso, a festa precisa existir em sua completa essência”, diz o doutor e antropólogo Júlio Braga.
O estudioso aponta ainda que uma das bases principais do candomblé é a transmissão do conhecimento ancestral e que, por isso, há uma valorização e importância dada ao mais velho. Os postos de pai (babalorixá) e mãe (ialorixá) de santo são vitalícios. O escolhido precisa ter cumprido todas as obrigações para estar apto ao posto. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera pessoas acima dos 60 anos no grupo de risco da Covid-19.
“A importância do mais velho é fundamental no candomblé. É a partir dessa situação que se regula todos os outros processos internos da comunidade religiosa, incluindo o sistema de classificação das atividades. A religião está calcada neste princípio do conhecimento ancestral e da sabedoria”, diz Braga.
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Foto: Divulgação / PT-BA
Uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil em atrasos de contratos passivos fiscais e tributários acendeu o alerta amarelo dentro do PT da Bahia. Às vésperas da decisão do Diretório Nacional que definirá, na próxima sexta-feira, quanto será distribuído para cada estado do Fundo Eleitoral 2020, a gestão petista no estado teria sido notificada sobre ações judiciais relacionados a débitos de campanha de 2014. A soma, de acordo com o jornal Tribuna da Bahia, pode alcançar a casa dos R$ 10 milhões e é apontada como motivo da ausência do tesoureiro estadual da legenda, Tássio Brito, nas reuniões do partido.. Nacionalmente, a sigla mais endividada com débitos de campanha é também o PT, com um rombo de cerca de R$ 25 milhões, o que representa 78% do valor total devido por todas as outras agremiações do país. Além dos petistas, o ranking dos endividados apresenta na ponta o Avante (R$ 3,4 milhões), o MDB (R$ 1,1 milhão), o PSDB (R$ 848 mil) e o PCdoB (R$ 712 mil). De acordo com levantamento do Estado de S.Paulo, somente em 2017, os partidos desembolsaram mais de R$ 22,6 milhões com pagamento desse tipo de despesa. Pela legislação eleitoral, os candidatos têm até a eleição seguinte, ou seja, quatro anos, para quitar todos os débitos de campanha. As diferentes esferas do partido - municipal, estadual e nacional - não têm obrigação legal de assumir essas dívidas, mas é o que costuma ocorrer. Procurado para comentar as dívidas no PT baiano, o presidente estadual Éden Valadares não foi encontrado.
- Fernando Duarte
- 29 Jul 2020
- 09:19h
(Foto: Ilustrativa | JUS Brasil)
Mais de 70 mil servidores municipais foram identificados como beneficiários irregulares do auxílio emergencial na Bahia. Esse problema não é novo. Quando o Ministério da Cidadania e a Controladoria-Geral da União iniciaram o cruzamento das bases de dados disponíveis nas esferas federal, estaduais e municipais, começaram a aparecer números altos de ilegalidades na concessão do “coronavoucher”. Parte desses cadastros pode ser justificada por fraudes ou uso ilegal das informações dos servidores. Ainda assim é assustador pensar que nas diversas instâncias públicas haja pessoas com tamanho descompromisso com recursos públicos. Não é uma questão de generalização. A imensa maioria dos servidores públicos é comprometida com o trabalho e com as atribuições designadas. Porém essa parcela que se apropria de algo simples, como parcelas de R$ 600 concedidas como auxílio a pessoas em condição de vulnerabilidade em meio a uma pandemia, revela que precisamos evoluir muito enquanto sociedade antes de entrarmos no tão sonhado país do futuro. São essas pequenas corrupções – que nesse caso não chegam a ser pequenas – que muitos brasileiros, infelizmente, ancoram o dia a dia. A cada pessoa que teve acesso ao auxílio emergencial sem ter direito, outros tantos cidadãos ficaram a ver navios, lidando com a falta de acesso a direitos mínimos como alimentação, saúde e educação. Por mais que tenha havido um esforço para que o “coronavoucher” chegasse ao máximo de brasileiros possível, muitos seguiram à margem, invisíveis aos olhos do governo e também da própria sociedade. Se esses servidores comprovadamente solicitaram acesso ao benefício sem terem direito, quem garante que eles, no exercício das funções, se mantenham probos o suficiente para não cometer outros crimes? É constrangedor imaginar que essas pessoas podem estar em esferas de decisão que podem definir os rumos da vida de outros. Decidir quem vive e quem morre, quem tem acesso aos serviços públicos ou não... Não podemos aceitar que esses cidadãos permaneçam fingindo ser servidores públicos. Porque estão longe de terem o direito de serem chamados assim. Antes que seja criticado por pedir uma punição severa, friso que todos os beneficiários eventualmente irregulares têm direito à ampla defesa e ao contraditório. Porém não deve haver perdão para quem frauda um auxílio emergencial, que nasceu para evitar que brasileiros passem necessidade. A demissão de quem cometeu a ilegalidade é um favor ao serviço público e ao Brasil.
(Foto: Reprodução)
A cidade de Vitória da Conquista registrou 217 casos de dengue em uma semana, conforme o último boletim divulgado pela prefeitura na segunda-feira (27). De acordo com os dados da prefeitura, de janeiro até o dia 17 de julho, a cidade havia registrado 2.134 casos de dengue. Já no último boletim, com dados até a última sexta-feira (24), a cidade havia registrado 2.351 casos. Ainda conforme o último boletim, a cidade teve 10 casos de zika e 23 de chikungunya. Vitória da Conquista também já possui duas mortes por dengue hemorrágica em 2020. A prefeitura alerta que a população precisa tomar cuidado dentro de suas casas, principalmente com o acúmulo de água em locais que podem tornar-se criadouros do mosquito aedes aegypti , transmissor da doença. Neste momento da pandemia do novo coronavírus, os agentes municipais não podem ter acesso aos imóveis para fiscalizar e combater as lavas, por isso a importância de uma população em alerta para os casos.