- Redação
- 06 Nov 2020
- 07:43h
Tribunal revisou procedimentos após ataques à telefonia do Ministério da Saúde e Superior Tribunal de Justiça | Foto: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nota em que assegura a normalidade dos sistemas virtuais que serão utilizados nas eleições do próximo dia 15. A corte informou que, após ataques cibernéticos relatados pelo Superior Tribunal de Justiça e órgãos como o Ministério da Saúde, foram intensificados todos os procedimentos de segurança nos sistemas internos e externos.“É importante ressaltar que, tradicionalmente, neste período os sistemas já passariam por reforço na segurança, com medidas preventivas e plantão de monitoramento. No entanto, em razão do cenário excepcional, houve um reforço na segurança virtual e novas providências foram adotadas”. O tribunal frisou que que a urna eletrônica foi projetada para funcionar sem estar conectada a redes, seja por cabo, wi-fi ou bluetooth. “Além disso, a totalização dos votos após o envio das informações pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) funciona por meio de rede privativa criptografada”.
Foto: Reprodução / Instagram de Jotinha
O locutor Jotinha, conhecido como o Rei do Whatsapp, faleceu no início da noite desta quinta-feira (5) por falência múltipla dos órgãos. A confirmação foi feita pelo secretário de Saúde do estado da Bahia, Fabio Vilas-Boas.
Jotinha estava internado desde a última terça-feira e foi confirmada a infecção por Covid-19. Inicialmente, apresentou um quadro de falta de ar que evoluiu para insuficiência renal. Ele chegou a ser entubado, mas não resisitiu.
Foto: Divulgação/Agência AL-BA
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) deu posse na manhã desta quinta-feira (6) aos deputados Josafá Marinho (Patriota) e Angelo Almeida (PSB). Os novos parlamentares foram convocados após o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) cassar os mandatos de Ewerton Carneiro (Tom é Meu Amigo), do PSL, e Targino Machado, do DEM. Além do presidente da Casa, Nelson Leal (PP), participaram da cerimônia a deputada federal Lídice da Mata (PSB), o deputado estadual Vitor Bonfim (PL) e o vereador de Salvador pelo PSB, Sílvio Humberto.
- Redação
- 05 Nov 2020
- 17:27h
(Foto: Reprodução)
O abismo fiscal que espera o Brasil em 2021, com uma dívida pública que chegou a 90% do produto interno bruto (PIB) e um cenário de crise econômica agravado pela pandemia de covid-19, reacendeu no Congresso o debate sobre um tema polêmico: a legalização das apostas no país, com a construção de cassinos em hotéis-resorts, e a liberação de jogos de azar em geral, como o do bicho, caça-níqueis e bingos.
A regularização dos jogos é discutida há quase três décadas no Congresso, considerando-se o PL 442/1991, uma das propostas mais antigas em andamento na Câmara dos Deputados e que pretendia inicialmente legalizar o jogo do bicho. Nesse tempo todo, nunca se chegou a um consenso sobre as vantagens e desvantagens da legalização.
O principal argumento dos parlamentares favoráveis é a receita a ser gerada com o pagamento dos impostos do jogo legal, que reforçaria os cofres públicos num momento de escassez de recursos e poderia ser direcionado para o Bolsa Família, ou para efetivação da proposta do Renda Cidadã. Além disso, seriam criados milhares de empregos diretos e indiretos nos estados e municípios que receberiam empreendimentos semelhantes aos cassinos de Las Vegas (Estados Unidos) ou Punta del Este (Uruguai).
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) é um dos defensores da legalização.
— A geração de recursos da tributação de jogos poderia ampliar o alcance do Bolsa Família de 14 milhões de famílias para 22 milhões, ainda aumentando o valor médio recebido de R$ 200 para R$ 300. Isso equivale a mais ou menos R$ 50 bilhões em recursos para custear o incremento do programa. Acredito que os recursos arrecadados devem ser usados na área social, em programa de renda básica, porém isso cabe à gestão orçamentária do governo. Para o Brasil, o que importa é ter a capacidade financeira para custear tal programa — disse Angelo Coronel à Agência Senado.
Problemas
Já os contrários advertem que a liberação dos jogos de azar pode agravar os problemas na saúde, com o alto custo de tratamento dos apostadores contumazes, além de aumentar a exploração sexual e a prostituição e piorar a segurança pública. Também acreditam que a atividade prejudicaria as ações de combate à corrupção, já que, na avaliação deles, os jogos podem se tornar ferramentas para lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de receitas.
“Sabemos quais os interesses que estão na sombra disso tudo. Defender a liberação dos jogos de azar para financiar programas sociais é um erro terrível. ‘A cada dólar arrecadado com os jogos de azar, três são gastos com custos sociais’ (Earl Grinols)”, argumentou o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), via Twitter.
Girão é um dos maiores críticos da legalização nesta legislatura. Foi dele a ideia de fazer um ciclo de audiências públicas para discutir a instalação de cassinos em resorts pelo país, adiado por causa da pandemia. Na opinião do senador, os debates são uma forma de chamar a atenção da sociedade para o perigo da liberação.
Segundo o parlamentar, a legalização dos jogos de azar, o tráfico de drogas e armas, a prostituição, incluindo a infantil, e outros problemas que ajudam a “devastar as famílias” passam a fazer parte do dia a dia das localidades onde esses espaços são abertos ao público. A medida também abre a porta para a lavagem de dinheiro, a corrupção e a sonegação fiscal, alertou em um discurso feito em junho.
Angelo Coronel não acredita nesse cenário.
— Essa é uma impressão de quem pensa que o jogo vai ser legalizado e não será fortemente regulado, um equívoco. Com forte regulação dos órgãos competentes, com restrição de quem pode prestar a atividade e com o monitoramento do dinheiro, o risco de atividades ilegais é igual ou menor do que em outras atividades econômicas sem tais controles. A autorização para explorar jogos será feita pelo governo federal, com limitações sobre quem pode explorar essas atividades, como regularidade fiscal, idoneidade e ausência de condenações por lavagem de dinheiro, por organização criminosa e por crimes contra o sistema financeiro — defendeu.
Resorts
Somente no Senado Federal há quatro propostas sobre o tema. A mais adiantada na Casa, pronta para a pauta do Plenário, é o Projeto de Lei do Senado (PLS) 186/2014, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que autoriza a exploração de “jogos de fortuna”, on-line ou presenciais, em todo o território nacional, incluindo cassinos em complexos de lazer.
O texto, que foi desarquivado em 2019 e sofreu alterações nas comissões, prevê a regulamentação para jogo do bicho, videobingo e videojogo, bingos, cassinos em complexos integrados de lazer, cassinos on-line e apostas esportivas e não esportivas. O credenciamento para exploração do jogo de bingo e videobingo terá prazo de 20 anos, renovável por igual período, e será de responsabilidade dos estados. Já o dos cassinos terá validade de 30 anos, podendo ser renovado por sucessivos períodos.
Lazer
Na mesma linha está o PL 2.648/2019, do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que autoriza a abertura e exploração de cassinos em resorts ou complexos integrados de lazer. Pelo texto, os cassinos poderão funcionar em hotéis de alto padrão, que ofertem serviços como spas, áreas para prática de esporte ou lazer, casas noturnas, museus, galerias de arte, parques temáticos ou aquáticos, locais para a realização de reuniões e eventos sociais, culturais ou artísticos de grande porte, restaurantes, bares e centros de compras.
Para receberem autorização de funcionamento (concedida pelo Poder Executivo federal), segundo o projeto, serão priorizadas as áreas que apresentam os piores indicadores socioeconômicos de municípios ou região, como PIB, renda per capita, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Coeficiente de Gini (que mede a desigualdade de renda) ou índice de desemprego.
O relator na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), Angelo Coronel, prometeu apresentar sua análise em breve, mas anunciou em entrevista à Rádio Senado no fim de outubro que defende a liberação de todos os tipos de jogos de azar (jogo do bicho, caça-níquel, bingo), não apenas as apostas em cassinos.
— Proponho em meu relatório ao PL 2.648/2019 a legalização de todos os jogos, possibilitando mais de 600 mil empregos formais entre cassinos, jogo do bicho, bingos, caça-níqueis etc.; arrecadação de mais de R$ 50 bilhões, uma fonte de recursos para beneficiar mais de 22 milhões de famílias com benefício mensal de R$ 300; uma forte fiscalização operacional e financeira aos exploradores desses jogos; e o incentivo a políticas públicas para o jogo responsável, impedindo o jogo por pessoas com ludopatia [compulsão pelo jogo] — explicou.
Ainda para liberar os jogos em resorts, há o PL 4.495/2020, do senador Irajá (PSD-TO), que permite a implantação de resorts com cassinos para ajudar a expandir o turismo, especialmente o de negócios, no país.
A exemplo do projeto de Roberto Rocha, a ideia é fomentar o turismo com a construção de uma nova infraestrutura turística, para ampliar e melhorar a visitação internacional ao Brasil e a participação no mercado de feiras e eventos internacionais.
Ecoturismo
Também pensando no turismo, mas com viés ecológico, o PLS 595/2015, do ex-senador Donizetti Nogueira, pretende usar a liberação dos jogos para promover o ecoturismo e a proteção ambiental nas unidades de conservação da natureza do Brasil, por meio da gestão compartilhada com hotéis-cassino autorizados a explorar apostas. De acordo com o projeto, essa autorização será concedida ao empreendimento que investir em desenvolvimento sustentável, proteção ambiental, conservação da biodiversidade e incentivo ao ecoturismo.
O projeto também cria a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a operação de hotéis-cassino (Cide Verde), com alíquota de 18% sobre a diferença entre a aposta bruta e os prêmios pagos ao final no exercício. O relator do texto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) é o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que propôs a junção dessa proposta com a de Ciro Nogueira.
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- Redação
- 05 Nov 2020
- 17:18h
(Foto: Divulgação)
O humorista e locutor José Luiz Almeida da Silva, conhecido como Jotinha, segue internado em um hospital particular de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. Segundo familiares, Jotinha está em coma.
A família dele pediu transferência para um hospital público porque não tem condições de pagar a diária do hospital particular, mas a equipe médica que está atendendo Jotinha informou à família que ele precisa de estabilidade clínica, para então ser transferido.
Enquanto isso, amigos e colegas estão fazendo apelo nas redes sociais para que a transferência de Jotinha aconteça assim que ele tenha a estabilidade. Entre os amigos, está o comediante Tirulipa.
“Quero clamar pela vida do Jotinha. Eu sou considerado como o pai da internet do Jotinha e, como pai, eu peço a você, autoridade, que tem um filho, você que é autoridade da Bahia, você que é um político renomado, você que pode fazer muito mais do que eu e muito mais do que todo mundo. A gente não vai conseguir pagar esse hospital particular, porque a conta não fecha, são R$ 23 mil por dia. Quantos R$ 23 mil vão dar? Porque não é só um dia que Jotinha vai ficar”, disse o artista.
- Brumado Urgente
- 05 Nov 2020
- 15:29h
Foto: Reprodução / Prefeitura Municipal de Matina
De acordo com informações repassadas à redação do Brumado Urgente nesta manhã de quinta feira(05), em 04/11/2020, o Prefeito de Matina, Juscélio Alves Fonseca, registrou boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Guanambi noticiando que Olga Gentil teria praticado o crime de denunciação caluniosa contra ele e contra o seu irmão, que é Vereador em Matina, Jânser Fonseca.
Alegou que o objeto do boletim de ocorrência registrado por Olga Gentil era uma suposta agressão realizada por eles em face de Olga, o que não existiu. Para provar suas alegações, apresentou ao Delegado Plantonista uma filmagem do episódio, onde é possível verificar, de fato, que não ocorreu agressão física ou verbal contra Olga. Segundo Juscélio, “A ex-prefeita utiliza de subterfúgios mentirosos para tentar arranhar a sua honra e a do seu irmão, o que não será admitido. Tenho respeito e admiração pelas mulheres, inclusive tenho duas filhas, e jamais praticaria qualquer agressão contra uma mulher, sendo ultrajante a falsa comunicação de crime praticado por Olga”.
O crime de denunciação caluniosa, praticado por Olga Gentil, é previsto no art. 339 do Código Penal e tem pena que varia de 02 a 08 anos de prisão. Importante ressaltar que Olga Gentil já responde a um processo por prática de improbidade administrativa na forma de enriquecimento ilícito e dano ao erário do Município de Matina, processo nº. 8000198-36.2017.8.05.0212, onde a Justiça determinou a indisponibilidade dos bens de Gentil no valor de R$ 54.559,08 (cinquenta e quatro mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e oito centavos). Responde ainda a uma representação junto ao Ministério Público por ter sido funcionária fantasma na Assembleia Legislativa da Bahia.
- Fonte: 79ª CIPM/ASCOM
- 05 Nov 2020
- 10:29h
Foto: 79ª CIPM/ASCOM
Na madrugada desta quinta-feira (05), dois homens morreram após confronto com a PM na cidade de Planalto, um deles foragido da justiça.
As guarnições empreendiam rondas ostensivas pelas imediações da Rua Ulisses Guimarães, na cidade de Planalto, quando avistaram dois indivíduos em atitude suspeita próximos a um local conhecido pela movimentação de tráfico de drogas.
Ao perceber a aproximação da viatura, os homens efetuaram disparos de arma de fogo contra os militares, que revidaram a agressão. Cessado os disparos, foram avistados os dois homens caídos ao solo ainda em posse de duas armas de fogo. Além disso, munições, tabletes de substâncias aparentando ser Cannabis Sativa (maconha) e uma balança de precisão foram encontrados em posse dos mesmos.
A guarnição prestou socorro de imediato, conduzindo-os ao Hospital Municipal de Planalto, porém estes não resistiram aos ferimentos, vindo a óbito posteriormente.
Material Apreendido:
- 01(um) revolver Smith & wesson, Calibre.38, com numeração suprimida, três (03) munições deflagradas e duas (02) intactas;
- 01(um) revolver Smith & wesson, Calibre.32, com numeração suprimida, três (03) munições deflagradas e três (03) picotadas;
- 05 (cinco) tabletes de substâncias análogas à Cannabis Sativa pesando cerca de dois (02)kg;
- 01 (um) celular Samsung dual chips;
- 01 balança de precisão.
Posteriormente, a guarnição identificou os resistentes como, Gustavo Souza Santos (22) e Gerfeson Oliveira dos Santos (33). Além disso, foi constatado que ambos possuíam extensa ficha de antecedentes criminais pelos crimes de roubo, furto, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. O material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes para adoção das medidas cabíveis.
- Redação
- 05 Nov 2020
- 09:49h
Foto: Reprodução/Instagram Band News
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relatou dificuldades para pousar na região Nordeste, onde ele cumprirá agenda ao longo do dia. Segundo o planejamento inicial, o governante chegaria na manhã de hoje ao aeroporto de Paulo Afonso, na Bahia, e de lá seguiria para Piranhas, em Alagoas. Devido a dificuldades no momento da aterrissagem, o desfecho do voo foi deslocado para Aracau (SE). Em sua página no Facebook, Bolsonaro relatou que a aeoronave presidencial deixou de pousar em Paulo Afonso por “falta de teto”. Ele também indicou que o mau tempo na região acabou criando dificuldades para o piloto. Em seu relato, Bolsonaro acabou cometendo alguns equívocos geográficos. O texto inicial do presidente dizia que Paulo Afonso fica em Alagoas, mas a cidade, na verdade, está localizada em território baiano. O governante também errou ao escrever que Piranhas fica em Sergipe. O município faz parte do estado de Alagoas. Mas depois de cerca de meia hora, os erros foram corrigidos no Facebook. Em Piranhas, Bolsonaro vai participar da inauguração do sistema de abastecimento de água do Canal do Sertão. O empreendimento utiliza a água do rio São Francisco para abastecer a área rural de 42 cidades alagoanas.
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
A estudante Giovanna Bonifácio Oliveira Santana, 18 anos, foi encontrada morta no início da tarde desta quarta-feira (04), em Guaratinga.
O corpo, de acordo com a polícia, foi encontrado por moradores dentro de uma lagoa, na zona rural do município.
Segundo o 6º Grupamento de Bombeiro Militar, a remoção do corpo foi complicada, já que a área é de difícil acesso.
De acordo com a polícia, as causas da morte só serão conhecidas após a divulgação do laudo do Departamento de Polícia Técnica. A jovem, que morava em Guaratinga com a família, fazia tratamento psiquiátrico. Ela saiu de casa no sábado (31/10) pela manhã, provavelmente durante uma crise de ansiedade.
O desaparecimento mobilizou a comunidade, que cobrou da polícia e autoridades públicas que as buscas fossem intensificadas.
- Com informações site G1/Bahia.
- 05 Nov 2020
- 07:19h
(Fotocomposição: Brumado Urgente)
A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, registrou 111 casos de estupros de janeiro a outubro deste ano. Apesar do alto número de ocorrências, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) acredita que há subnotificação dos dados deste ano por causa da pandemia.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), de 2015 a 2019, os casos de estupros subiram 133% na cidade. Levando em consideração dados do estado inteiro, Vitória da Conquista tem a maior taxa de casos por 100 mil habitantes: 17,13.
O número é muito acima de taxas de outras cidades como Salvador (7,38) e Feira de Santana (7,15). A delegada da Deam, Gabriela Garrido, explica o motivo que leva a polícia a acreditar na subnotificação nos dados deste ano.
“Como as pessoas, em face da pandemia, elas estão mais em casa, isso gera uma subnotificação, principalmente nos casos de estupros de vulneráveis. Porque a maioria dos casos são descobertos porque se conta para um coleguinha de escola, porque a criança tem acesso ao serviço básico de saúde. E é dessa forma que os casos chegam à polícia”, disse.
A delegada disse ainda que as maiores vítimas do estupro na cidade são crianças e adolescentes, e que os abusadores podem estar dentro de casa.
“A maioria das vítimas de estupro ainda são, infelizmente, crianças e adolescentes. E são praticados por pessoas próximas”.
A psicóloga infantil Roberta Sampaio falou sobre a mudança no comportamento das crianças que são vítimas de estupro.
“A criança é ameaçada pelo agressor e o agressor tende ameaçar fazer algo contra as pessoas que ela ama. Nisso, instaura-se um silêncio. A criança pode ficar debilitada ou mais retraída. Ela pode passar a ter um baixo rendimento escolar, a ter uma mudança do padrão de comportamento”, explicou.
- Pedro Moraes / SEC-BA
- 04 Nov 2020
- 18:32h
Formada em História, pela Uneb, Rita se dedica à formação na Educação do Campo e atua há 16 anos no Colégio Estadual do Campo Pedro Atanásio Garcia, no distrito de Maniaçu
As aventuras ao ar livre faziam sua mente voar em um mundo rico, repleto de movimentos, sonhos e imaginação. Rita foi criada no campo, onde correr atrás de um carro de boi era divertido e se sentar na porta de casa para tomar aquele solzinho ou bater um dedo de prosa era mais um elemento da sua rotina. Filha do comerciante e produtor rural Valmir e da professora Maria de Lourdes, a garota era a irmã mais velha dos pequenos Júnior, Harley e Allan. Como a sua mãe trabalhava nos três turnos dando aula e seu pai tinha muitos afazeres no campo, Rita foi convidada a morar na casa do avô Bejo e da vó Tainha.
“Meus pais moravam no distrito de Maniaçu, ficava com eles nos fins de semana e de segunda a sexta, com os meus avós, em Caetité. E era um chamego só, até porque os meus outros avós, Jonas e Edite, moravam na mesma rua. Então, eu transitava entre o afeto dos quatro. Minha infância foi maravilhosa, rica de aventuras e brincadeiras, com muitos primos e vizinhos. Sempre tive meus familiares por perto e todos cuidavam de mim, ou melhor, de nós. Foi neste núcleo familiar, tão único e unido, que vivi e tive a segurança e o apoio para crescer como humana, garota, mulher, profissional, mãe de Sophia e João Antônio, esposa de João Fausto”.
Quando criança, Rita Malheiros estudou na Escola Estadual Senador Ovídio Teixeira. Depois, migrou para o Instituto de Educação Anísio Teixeira, onde já sabia que a área da Educação seria o seu caminho. “Fui cercada por bons exemplos de professores. Minha mãe é minha principal modelo. Ao lado das minhas tias, que também eram professoras, fui apresentada a este universo fantástico e fiquei encantada. Acompanhava as correções das tarefas de casa e os trabalhos escolares. Lembro que ajudava na impressão das atividades, passando o estêncil (tipo de papel) no mimeógrafo ou na máquina de datilografia. Quando minha mãe comprou um mimeógrafo, foi algo revolucionário e as outras professoras de Maniaçu iam para a nossa casa para reproduzir as provas. Era uma festa com muitas histórias regadas a um bom cafezinho feito no fogão à lenha. Sem dúvidas, foram momentos inesquecíveis", recorda.
- Redação
- 04 Nov 2020
- 17:17h
(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) encaminhou à mídia regional uma nota informando que o fornecimento de água será suspenso em Brumado e Malhada de Pedras na próxima sexta-feira (06), das 8h às 17h. Segundo a empresa, a medida é para possibilitar a realização de serviço de melhoria na barragem de Cristalândia. O abastecimento será restabelecido logo após a conclusão do trabalho e regularizado gradativamente em até 48 horas nas áreas afetadas.
- FolhaPress
- 04 Nov 2020
- 16:27h
Foto: Reprodução / Veja
Do pastor que culpa "exu corona" por seus males à vizinha que esparrama óleo ungido na oferenda, nem na pandemia a intolerância religiosa deu trégua. Pelo contrário, líderes de crenças afrobrasileiras dizem que o isolamento social acirrou o clima de ódio. Só está mais difícil quantificá-lo, já que a quarentena dificultou o monitoramento dos ataques. "A pandemia tem aumentado a ansiedade das pessoas, e os conflitos religiosos têm subido junto. Briga de vizinhos, ou algumas casas que continuam sendo agredidas. E cresce também na internet", diz o babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. "Mas o quantitativo não dá pra perceber porque as pessoas que nos procuram têm mostrado dificuldade de fazer boletim de ocorrência online", afirma. "Claro que os idosos têm mais dificuldade." Justamente o maior grupo de risco na crise da Covid-19, mais temeroso de enfrentar uma delegacia possivelmente cheia.
Leo Ty Logun Ede, o pai Leo, com três décadas no candomblé, decidiu encarar após seu terreiro em Jacarepaguá (zona oeste do Rio) sofrer um atentado no dia 5 de outubro. Foi à 32ª Delegacia de Polícia denunciar uma vizinha que, segundo ele, jogou óleo ungido sobre uma oferta aos orixás que ele deixou em frente à casa de culto.
"Cantei, louvei e despachei o padê, como a gente chama, que era farinha com fubá, mel, azeite doce e dendê", conta. "Este pessoal da igreja estava lá na esquina. Berravam 'casa do Satanás'. Podiam gritar o que quisessem, era na rua."
Uma mulher, então, tascou óleo no despacho, e outra se apresentou como perita policial e disse que poderia dar voz de prisão a ele, afirma Leo. "Se é, não deveria nem deixar fazer isso, que é intolerância religiosa. Você é estudada", o pai de santo reproduz o que devolveu à suposta autoridade.
Segundo a Polícia Civil, a mulher que se identificou como perita não o é nem faz parte dos quadros da corporação.
Outra queixa constante é o preconceito com terreiros em cidades onde decretos municipais incluíram serviços religiosos entre as atividades essenciais. "A gente nem recebia mais público, éramos só mães e filhas de santo, todas de máscara e distantes. Mesmo assim, a polícia bateu aqui duas vezes. Pergunta se foram lá [na Assembleia de Deus vizinha]", ironiza uma ialorixá que prefere ocultar o nome.
Festas maiores é melhor evitar mesmo, afirma Antonio Basílio Filho, diretor jurídico do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afrobrasileiras. "Nossas entidades cumprimentam corpo a corpo. Pretos-velhos são idosos, falam no pé do ouvido. Se tivermos alguém assintomático, vai infectar a maioria do pessoal."
É exu, "nosso guardião, a entidade que nos protege na terra", que desencadeia as reações mais raivosas, sobretudo de evangélicos. Boa parte do segmento estigmatiza elementos da fé afrobrasileira, percepção incentivada por títulos como "Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?", de Edir Macedo.
Um dissidente da igreja do bispo, a Universal do Reino de Deus, foi o responsável por soltar o "exu corona" na TV. Seria o responsável pelo atraso no aluguel de templos de sua igreja, a Mundial do Poder de Deus, disse o apóstolo Valdemiro Santiago --o mesmo que vendia sementes de feijão, até R$ 1.000 cada, alegando falsamente que o cultivo delas traria a cura da Covid-19.
Um caso simbólico ocorreu na Bahia. No 15 de julho, um sujeito foi até a praça de Salvador onde fica um busto de mãe Gilda e o vandalizou. "Mesmo em tempo de afastamento social, temos vivido muitos ataques. Jogou pedra, jogou vidros, disse que em nome de Deus tinha que arrebentar [a estátua]", diz mãe Jaciara dos Santos, filha da mãe de santo morta em 2000.
Gildásia dos Santos e Santos, a mãe Gilda de Ogum, morreu de coração partido. Infartou aos 65 anos. A saúde andava frágil desde o ano anterior, quando o jornal da Igreja Universal publicou sua foto sob o título: "Macumbeiros charlatões lesam a Bolsa e a vida dos clientes -o mercado da enganação cresce no Brasil, mas o Procon está de olho".
Evangélicos de outra igreja chegaram a invadir o terreiro para tentar exorcizar a mãe de santo. Em 2007, a data de sua morte, 21 de janeiro, virou marco: o Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa.
A empresa que se recusou a limpar a vitrine de uma loja de artigos de umbanda e candomblé, a VR Style African. A vizinha que subiu na escada com um pedaço de bambu e quebrou peças sagradas de um terreiro. Ou o pai de santo que visitou a casa, de recesso desde a pandemia, e a encontrou em chamas.
"A baixa frequência nos templos acabou se convertendo em oportunidade para os ataques, como o incêndio ocorrido, no mês de setembro, num terreiro de umbanda em Nova Iguaçu, na baixada fluminense", diz Lúcia Xavier, coordenadora da ONG Criola.
"Só em 2019, cerca de 200 terreiros foram fechados por conta das ações de violência. As medidas restritivas de prevenção não podem ser usadas como brecha para a livre atuação dos intolerantes." Um outro tipo de vírus, não menos perigoso.
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- Eduardo Dias
- 04 Nov 2020
- 15:18h
Rui disse que vontade é nomear mais policiais civis assim que for possível, respeitando o equilíbrio das contas do Estado | Foto: Reprodução
O governador Rui Costa (PT) utilizou as redes sociais na manhã desta quarta-feira (4) para falar sobre a nomeação de profissionais que realizaram o concurso da Polícia Civil em 2018. Segundo ele, o Estado já convocou 182 aprovados no concurso e estima convocar mais, respeitando o equilíbrio das contas públicas.
O governador revelou que recebe diariamente questionamentos sobre a nomeação dos aprovados e que o seu desejo é nomear o maior número assim que possível.
“Bom dia! Diariamente vejo mensagens de profissionais que realizaram o concurso da Polícia Civil em 2018 e esperam nomeação. Convocamos 182 policiais deste concurso para contribuir com a #segurançapública do estado. Minha vontade é nomear o restante assim que for possível”, disse.
Segundo o governador, para a nomeação de todos os aprovados, é preciso respeitar o equilíbrio das contas públicas.
“Compreendo a forma como se manifestam aqui nas redes, mas preciso levar em consideração aspectos técnicos e administrativos para fazer nomeações, e vou continuar sendo responsável com as finanças do Estado. Nenhum outro governador da Bahia nomeou tantos servidores na segurança. Para isso é preciso responsabilidade! É desta forma que faremos ainda mais. Meu respeito a todos que se dedicam para fazer parte da nossa equipe de servidores e trabalhar para baianas e baianos!”, finalizou o governador.
(Foto: Divulgação PRE)
A Companhia Independente de Policiamento Rodoviário de Brumado finalizou, às 06h00 desta Terça-feira (03), a Operação “FINADOS 2020” realizada nas rodovias Estaduais que integram toda a Companhia.
A Operação teve início no último dia 29 de Outubro de 2020 nas BA- 262 Vitória da Conquista - Anagé, BA – 263 Vitória da Conquista - Itambé, BA – 265 Vitória da Conquista – Barra do Choça, BA – 142 Sussuarana – Tanhaçu, BA – 646 Barra do Choça – Barra Nova, BA – BA 634 – Ribeirão do Largo – Encruzilhada.
Diariamente os policiais intensificaram, nos diversos postos de fiscalização e controle de trânsito nas rodovias baianas, além de abordarem com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas, armas de fogo, uso de bebida alcoólica.
Durante os dias de operação, a CIPRv/BRUMADO atuou com seu efetivo ao longo dos trechos mais movimentados e de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. Além contar com o TOR – Tático Ostensivo Rodoviário com rondas ostensivas nas rodovias e o posicionando estrategicamente a viatura, para atuar também no combate a criminalidade.
A todo o momento, Policiais da CIPRv/Brumado orientavam aos motoristas quanto:
As condutas de ultrapassagens proibidas, embriaguez ao volante, ao uso do cinto de segurança e demais dispositivos obrigatórios, ao uso do celular ao volante, ao transporte de carga e trânsito irregular de motocicletas e ciclomotores e principalmente quanto ao perigo em combinar bebidas alcoólicas e volante.
Mesmo diante de toda fiscalização e trabalho educativo, a CIPRv/BRUMADO flagrou e autuou diversos condutores agindo com imprudência nas rodovias. Nestes dias de Operação as equipes fiscalizaram 1007 veículos e autuou 239 condutores cometendo infrações diversas.
Uma das infrações mais cometida e observada na Operação foi o excesso de velocidade tendo sido registrado 57 autos extraídos.
Em relação ao mesmo período da Operação Finados do ano anterior, a CIPRv/BRUMADO registrou a mesma no número de acidentes totais, 03 em 2019 contra 03 em 2020, todos eles sem vítimas graves ou fatais. Mais uma vez a CIPRv/BRUMADO se destacou no sucesso da Operação garantindo a todos os motoristas que utilizaram as principais vias para aproveitarem o feriado prolongado com ações educativas sempre com o foco na prevenção e diminuição dos acidentes garantindo assim o lema da CIPRv/BRUMADO que é “No trânsito, o sentido é a vida”.