Professora de Caetité preserva as origens e leva motivação e conhecimento para estudantes da zona rural

  • Pedro Moraes / SEC-BA
  • 04 Nov 2020
  • 18:32h

Formada em História, pela Uneb, Rita se dedica à formação na Educação do Campo e atua há 16 anos no Colégio Estadual do Campo Pedro Atanásio Garcia, no distrito de Maniaçu

As aventuras ao ar livre faziam sua mente voar em um mundo rico, repleto de movimentos, sonhos e imaginação. Rita foi criada no campo, onde correr atrás de um carro de boi era divertido e se sentar na porta de casa para tomar aquele solzinho ou bater um dedo de prosa era mais um elemento da sua rotina. Filha do comerciante e produtor rural Valmir e da professora Maria de Lourdes, a garota era a irmã mais velha dos pequenos Júnior, Harley e Allan. Como a sua mãe trabalhava nos três turnos dando aula e seu pai tinha muitos afazeres no campo, Rita foi convidada a morar na casa do avô Bejo e da vó Tainha.

“Meus pais moravam no distrito de Maniaçu, ficava com eles nos fins de semana e de segunda a sexta, com os meus avós, em Caetité. E era um chamego só, até porque os meus outros avós, Jonas e Edite, moravam na mesma rua. Então, eu transitava entre o afeto dos quatro. Minha infância foi maravilhosa, rica de aventuras e brincadeiras, com muitos primos e vizinhos. Sempre tive meus familiares por perto e todos cuidavam de mim, ou melhor, de nós. Foi neste núcleo familiar, tão único e unido, que vivi e tive a segurança e o apoio para crescer como humana, garota, mulher, profissional, mãe de Sophia e João Antônio, esposa de João Fausto”.

Quando criança, Rita Malheiros estudou na Escola Estadual Senador Ovídio Teixeira. Depois, migrou para o Instituto de Educação Anísio Teixeira, onde já sabia que a área da Educação seria o seu caminho. “Fui cercada por bons exemplos de professores. Minha mãe é minha principal modelo. Ao lado das minhas tias, que também eram professoras, fui apresentada a este universo fantástico e fiquei encantada. Acompanhava as correções das tarefas de casa e os trabalhos escolares. Lembro que ajudava na impressão das atividades, passando o estêncil (tipo de papel) no mimeógrafo ou na máquina de datilografia. Quando minha mãe comprou um mimeógrafo, foi algo revolucionário e as outras professoras de Maniaçu iam para a nossa casa para reproduzir as provas. Era uma festa com muitas histórias regadas a um bom cafezinho feito no fogão à lenha. Sem dúvidas, foram momentos inesquecíveis", recorda.


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