Brumado: Artinfância realiza Drive Thru ‘Criança e Solidariedade’

  • 05 Out 2020
  • 15:41h

Foto: Divulgação

Sempre atenta às transformações do cotidiano e sensível às causas de grande relevância social, a equipe da Escola Educacional Artinfância comemorou o dia das crianças com o ‘drive thru criança e solidariedade’. O evento ocorreu em frente à escola, e foram tomadas todas as medidas necessárias para prevenção do coronavírus. Os alunos além de poder tirar uma foto com as professoras e matar a saudade da escola, foi oportunizado aos pais e familiares dos alunos fazerem doações para ser distribuído a crianças carentes da cidade no dia das crianças. Confira as fotos do evento.


Pix: Começa hoje registro de chaves digitais e cliente vai poder cadastrar e-mail, telefone ou CPF e CNPJ; veja

  • Agência Brasil
  • 05 Out 2020
  • 15:26h

(Foto: Reprodução)

Novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), previsto para começar a funcionar em novembro, o Pix entrará oficialmente em teste nesta segunda-feira (5). A partir de hoje, os clientes poderão registrar as chaves digitais de endereçamento para enviar ou receber recursos em 644 instituições financeiras.

Segundo o BC, as chaves são o “método fácil e ágil” de identificação do recebedor. Desta forma, o pagador não precisará de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência.

Para cadastrar a chave, basta acessar o aplicativo da instituição em que tem conta e fazer o registro, vinculando a uma conta específica uma das três informações: número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ. As informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC, chamada Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT), um dos componentes do Pix.

Anteriormente previsto para iniciar em 3 de novembro, o registro das Chaves Pix foi antecipado para que os clientes e as instituições tenham mais tempo para se familiarizar com o novo sistema. Estarão disponíveis antecipadamente todas as funcionalidades para a gestão das chaves, como registro, exclusão, alteração, reivindicação de posse e portabilidade. As regras específicas constam de regulamento publicado pelo BC em agosto.

Neste período antecipado, a participação das instituições financeiras e de pagamentos no registro das chaves ocorre de forma facultativa. O único pré-requisito exigido é a conclusão bem-sucedida da etapa de homologação.

Operação
O Pix funcionará 24 horas por dia e reduzirá para 10 segundos o tempo de liquidação de pagamentos entre estabelecimentos com conta em bancos e instituições diferentes. As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.

A nova ferramenta trará agilidade em relação a sistemas atuais de pagamento, como a transferência eletrônica disponível (TED), que leva até duas horas para ser compensada, e o documento de ordem de crédito (DOC), liquidado apenas no dia útil seguinte.

No caso de empresas, a plataforma traz vantagens em relação ao pagamento por cartão de débito. Isso porque o consumidor pagante não precisará ter conta em banco, como ocorre com os cartões. Bastará abastecer a carteira digital do Pix para enviar e receber dinheiro. 

Eleições 2020: Licínio de Almeida tem candidato único; mas mesmo assim ele diz que irá fazer campanha apesar de precisar apenas de 1 voto

  • Levi Vasconcelos
  • 05 Out 2020
  • 14:27h

(Foto: Reprodução BA)

Licínio de Almeida, único município que tem candidato único na Bahia, não vive essa situação por obra do acaso. O município, lá longe, perto da divisa com Minas, a 745 km de Salvador, com pouco mais de 12 mil habitantes, é o campeão baiano do Ideb da educação básica, com 8.1, algo fantástico. A maioria é abaixo de 5.0.

Créditos para o ex-prefeito Alan Lacerda, que lá um dia baixou o decreto que obrigou servidores municipais, incluindo secretários e ele, a matricular seus filhos na rede pública.

Também lá, outro dia, coisa de 10 anos atrás, Alan queria inaugurar um PSF (posto de saúde da família). O jovem médico Frederico Vasconcellos (foto), de Cantagalo, interior do Rio de Janeiro, recém-formado e procurando emprego, soube da vaga por um colega. Foi e ficou.

Jeito próprio

Ficou e fixou jeito próprio: tá na frente, é gente que pode ser paciente sem distinção de cor, raça, religião ou preferência política, nas casas e na roça, até de moto. Em 2016 o povo impôs o jovem carioca. Ganhou pelo PCdoB – partido de Alan, de Cosme (DEM), com de 3.856 votos (5,81%) a 3.586.

Como prefeito, dr. Fred manteve o jeito, e acrescentou: quase sempre anda só, trabalha sério num lugar pobre, área de seca, faz muitas aguadas, ouve o povo, corrige erros, faz obras.

O senhor fez novo decreto para obrigar servidores a botar os filhos na rede pública?

— Não, não precisa. Aqui não existe mais escolas particulares. Todas fecharam.

O senhor tem adversários?

— Só ideológicos. Pessoais, nenhum. Nem eles.

Obrigação maior

Diz dr. Fred que o fato de ser candidato único não lhe sobe à cabeça, pelo contrário:

— A responsabilidade é muito maior. Vou fazer campanha normal, ir a todos os lugares. Seria um erro primário eu achar que o povo tem a obrigação de votar em mim.

Mas dr. Fred, já por hábito, mantém as regras do isolamento, 95% das vezes anda sozinho, com uma vantagem: a campanha sai baratíssima.

No Brasil, além dele, há mais 27 candidatos únicos.

Mais uma morte por afogamento na região, desta feita em Planalto

  • Redação
  • 05 Out 2020
  • 13:46h

(Foto: Reprodução)

O Departamento de Polícia Técnica de Vitória da Conquista foi acionado no último domingo (04). Segundo informações obtidas pela nossa reportagem, uma pessoa morreu afogada na cidade de Planalto. O fato aconteceu na zona rural, na localidade conhecida como Lagoinha. A identidade da vítima não foi divulgada. .

Feira: Ex-prefeito morre após agravamento de Covid-19

  • BN
  • 05 Out 2020
  • 12:21h

(Foto: Reprodução)

O ex-prefeito de Feira de Santana Joselito Amorim faleceu na noite deste domingo (4) em decorrência do novo coronavírus. Amorim morreu no mesmo dia que completou 101 anos.  Ele estava internado em Salvador após ter a saúde agravada pela Cocid-19. Segundo o Acorda Cidade, Joselito Amorim governou a cidade entre 1964 e 1967 após o então prefeito Chico Pinto ser deposto pela ditadura civil-militar. O fato foi objeto de dissertação do mestrado do professor Jhonathas Monteiro, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Durante a gestão de Amorim, foi iniciada a construção do Estádio Joia da Princesa. Ele também inaugurou equipamentos como o Museu Regional, o Parque de Exposição João Martins da Silva, a Estação Rodoviária, a Biblioteca Municipal Arnold Ferreira da Silva e o Fórum Desembargador Filinto Bastos. Nascido em Feira de Santana em 4 de setembro de 1919, Amorim estudou na Escola Técnica do Comércio do Ginásio Santanópolis e se formou em contabilidade em 1947. Devido aos protocolos da Covid-19, o corpo do ex-prefeito seguirá direto para o cemitério Piedade, em Feira de Santana, onde ocorrerá o sepultamento. 

Mais um caminhão ‘dublê’ é apreendido pela Polícia em Brumado

  • Brumado Urgente
  • 05 Out 2020
  • 11:16h

O caminhão ficou apreendido na 20ª Coorpin | Foto: Divulgação 34[ CIPM)

O Setor de Inteligência da 34ª CIPM vem comprovando seu alto índice de resolutividade e, em mais uma ação desencadeada na semana passada, após uma denúncia anônima, uma guarnição da tropa se deslocou até o Bairro Jardim de Alah, no intuito de apurar o fato de que um caminhão “dublê” estaria parado em uma das vias do referido local.  Após uma rápida análise dos policiais militares ficou comprovado que o caminhão possuiu uma irregularidade de identificativa, o que veio atestar a denúncia. Ato contínuo, o proprietário foi identificado e ele narrou que teria ido até a cidade de Amargosa para somente trazer o caminhão para Brumado, tendo sido contratado para tal por um empresário que não teve a identidade revelada. Diante disso o caminhão foi conduzido para a DPT para que as medidas cabíveis fossem adotadas.

Busca por apps de relacionamento para casados cresce 120% e traições virtuais ficam em alta

  • 05 Out 2020
  • 09:59h

85,8% das pessoas entrevistadas em site disseram que manter conversas picantes ou enviar nudes é uma forma de traição | Foto: Reprodução

Uma pesquisa feita com base no Google Trends, realizado na primeira quinzena de setembro, revelou um crescimento de 120% de aumento nas buscas por “aplicativos de relacionamento para casados”. Com o desgaste provocado pela obrigação de conviver 24h dentro de casa devido à pandemia do novo coronavírus, muitos casais têm buscado uma estratégia para fugir do término que parece inevitável. Eles encontraram no mundo virtual uma possibilidade de fuga imaginária na forma de pequenas traições virtuais. É aceitável retomar o contato com o (a) ex? Trocar mensagens picantes com alguém que já foi importante na sua vida? Mandar alguns nudes para receber elogios e levantar a autoestima? Uma traição virtual tem o mesmo peso da real? Pode ser perdoada? Para responder essas perguntas, o maior site de sugar baby do Brasil, MeuPatrocínio, abriu uma enquete sobre o assunto para os seus usuários. Para 85,8% das 314 pesquisadas disseram que manter conversas picantes ou enviar nudes é uma forma de traição. E somente 14,2% consideraram uma atitude normal desde que não evolua para a concretização no mundo real.

Em noite de lua cheia, imagem de lobisomem viraliza na web; veja vídeo

  • Informações do G1
  • 05 Out 2020
  • 09:28h

(Foto: Reprodução)

Um vídeo, postado em uma rede social, intriga os moradores do Distrito Federal. A imagem seria de um lobisomem em uma rua de Ceilândia, sob a lua cheia, na noite da última quinta-feira (1º). A cena, inusitada, viralizou na web. De acordo com a página "Ceilândia muita treta", o flagrante foi feito na QNO 19 (veja vídeo abaixo). 

“Meu amigo, a lua tava cheia, eu não duvido é de nada”, afirmou uma moradora de Ceilândia.

Ao G1, o administrador e criador da página, Naldo Lopes, disse que recebeu, pelo menos,15 relatos sobre o suposto lobisomem. “Achei bacana porque apesar de assustar algumas pessoas, reforça o folclore brasileiro”, disse Naldo.

Ele contou que, durante muito tempo, acreditou na lenda – assim como muita gente, principalmente no interior do país. “Foi muita coincidência em uma noite em que a lua cheia chamou tanta atenção”, apontou.

Folha de pagamento no Judiciário pode ser maior que prêmio da Mega Sena

  • FolhaPress
  • 05 Out 2020
  • 08:58h

(Foto: Reprodução)

As folhas de pagamento do Judiciário registraram, entre setembro de 2017 e agosto deste ano, cifras que superam as estampadas em plaquetas de lotéricas Brasil afora. No último dia 12 de setembro, a Mega Sena sorteou um prêmio de R$ 6 milhões, menos do que recebeu em dezembro de 2017 a pensionista de um magistrado do Ceará. Os 15 desembolsos mais altos, analisados pelo jornal Folha de S.Paulo, decorrem de decisões administrativas ou judiciais determinando a concessão de verbas acumuladas para juízes da ativa e inativos e, em alguns casos, seus dependentes. A maioria dos beneficiários recebeu os valores altos uma única vez, ao reclamar pensões e pedir revisão de aposentadorias, ou mesmo foi indenizada por férias não usufruídas no momento de pendurar a toga. Como a magistratura tem 60 dias de descanso assegurado por ano, o dobro do trabalhador comum, o acúmulo desses períodos não é raro.

Nas tabelas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), aparecem casos de julgadores que formaram um colchão de mais de 500 dias, convertido em dinheiro ao se retirar. A reforma administrativa em discussão no Congresso, que não atinge juízes e outras carreiras da elite do Estado, acaba com as férias de mais de 30 dias para algumas categorias do funcionalismo. De 15 pagamentos mais polpudos, nove são de TRTs (tribunais regionais do Trabalho).

Em dezembro de 2017, o da 7ª Região (Ceará) desembolsou R$ 8,2 milhões brutos para Francisca de Assis Alves, valor referente ao reconhecimento de pensão de um juiz. A decisão foi da Justiça, num processo que chegou ao Supremo Tribunal Federal. A pensão passou a ser paga em setembro de 2005, mas valores devidos de 1993 até aquele ano ficaram na planilha de passivos administrativos, aguardando disponibilidade orçamentária, segundo a corte.

O principal da dívida era de R$ 1,6 milhão, mas, com juros e atualização monetária, passou a ser de R$ 8,2 milhões em dezembro de 2017. Com os descontos, o rendimento foi de R$ 7,2 milhões. Em caso semelhante, o TRT-7 também pagou naquele mês R$ 883 mil (683 mil com descontos) a Lucinea Ferreira da Costa por pensões retroativas de 2010 a 2014. O direito à pensão foi reconhecido por ato próprio do tribunal. Também em dezembro de 2017, o TRT-5, da Bahia, pagou R$ 3,5 milhões brutos para quitar débito com o juiz Antônio Jorge da Cruz Lima.

Em 2002, ele foi aposentado por invalidez pelo tribunal, após dois anos de afastamento médico, mas questionou a decisão por suposto descumprimento de dispositivos legais. Um dos argumentos foi o de que a aposentadoria foi decidida de forma monocrática, e não colegiada. Anos depois, o CNJ lhe deu razão. O valor recebido (R$ 2,8 milhões líquidos) refere-se principalmente à diferença entre os proventos de inativo para os de magistrado da ativa entre dezembro de 2002 e setembro de 2014, informa o tribunal.

Em outro processo, o TRT-5 desembolsou naquele mês R$ 729 mil (R$ 660 mil com descontos) por causa de ajuste na pensão paga a Maria Auxiliadora Silva Ribeiro. Os créditos, explica a corte, foram apurados e pagos por causa de decisão do TCU (Tribunal de Contas da União).

No topo da lista, também aparecem dois pagamentos de R$ 1,2 milhão brutos cada (cerca de R$ 850 mil líquidos) feitos pelo TJ-PE (Tribunal de Justiça de Pernambuco), em novembro e dezembro do ano passado, à juíza Marylusia Pereira Feitosa de Araújo. Ela integra um grupo de magistrados que recebeu quantias elevadas do TJ naquela época. Entre eles, também consta Fausto de Castro Campos, com rendimentos totais de R$ 767 mil em novembro (R$ 699 líquidos). A corte não se pronunciou. Na ocasião dos repasses, alegou que, em geral, decorrem de férias acumuladas.

O tribunal informou que Marylusia ficou afastada das funções e foi reintegrada por um mandado de segurança. Assim, a corte teve que pagar valores retroativos por força da lei. O motivo do afastamento e os detalhes do pagamento não foram detalhados. No TRT-15 (Campinas), o juiz Hamilton Luiz Scarabelim e o desembargador Jorge Luiz Costa se aposentaram em 2019 com direito a R$ 932 mil (R$ 818 mil líquidos) e R$ 652 mil (R$ 643 líquidos), cada.

Os valores são de acertos da gratificação por exercício cumulativo de jurisdição, custeio médico, gratificação natalina e indenizações de férias não gozadas, entre outras verbas, explicou o tribunal. Scarabelim recebeu por 460 dias não usufruídos e mais 87 trabalhados nas férias, totalizando R$ 886 mil; já Costa, por 390 dias não aproveitados (R$ 624 mil). Caso semelhante se deu no Tribunal de Justiça do Paraná em setembro de 2017. A aposentadoria do juiz Marcio Geron gerou um holerite de R$ 640 mil (R$ 622 mil líquidos), referentes a 452 dias de férias, informou a corte.

Em Minas Gerais, o TJ pagou R$ 760 mil (R$ 750 mil líquidos) em abril de 2019 a Paulo Antônio de Carvalho. Segundo o TJ, ele integra grupo de magistrados que receberam, quando da aposentadoria, por férias e férias-prêmio não gozadas. Foi também por conta de férias represadas, de acordo com o TRT-3 mineiro, que Rogério Valle Ferreira obteve R$ 558 mil (R$ 536 mil com descontos) ao se aposentar.

Pelo mesmo motivo, o TRT-9, do Paraná, pagou R$ 586 mil (R$ 572 mil líquidos) na aposentadoria de seu ex-corregedor, Ubirajara Carlos Mendes. Ele não tirou todas as férias porque, segundo o tribunal, acumulou atividades, como a substituição de ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Houve também casos como o do desembolso de R$ 1,1 milhão brutos para, segundo o TRT de Minas, quitar débitos com o espólio da magistrada Maria Auxiliadora Machado Lima.

Em Rondônia, o juiz Leo Antônio Fachin, do Tribunal de Justiça, foi aposentado compulsoriamente em 2010. Contudo, via recursos, obteve a revisão de valores, disse a corte. Em junho do ano passado, essas diferenças foram quitadas nos valor de R$ 555 mil (R$ 428 mil com abatimentos). Consultados pela Folha de S.Paulo, os tribunais afirmaram que os pagamentos se deram a partir de decisões da Justiça ou administrativas deles próprios, do TCU e dos conselhos Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Nacional de Justiça (CNJ), baseados em leis e em normas desses colegiados.

No caso do pagamento de férias, o CNJ aprovou em 2011 resolução que autoriza a indenização de dias não gozados, "por absoluta necessidade do serviço, após o acúmulo de dois períodos". O mesmo texto libera outras verbas e foi editado a título de equiparar direitos dos juízes com os de outras categorias, como as de promotores e procuradores do Ministério Público, evitando "discriminação, contrária ao preceito constitucional", e "desequilíbrio entre as carreiras".

Na época, o colegiado também alegou a necessidade de "preservar a magistratura como carreira atrativa face à paridade de vencimentos". Professora do Departamento de Ciência Política da UFMG (Universidade Federal de MG) e coordenadora do Observatório da Justiça no Brasil e na América Latina, Marjorie Marona diz que muitos dos passivos pagos à magistratura são, de fato, pelo reconhecimento de benefícios previstos em normativos legais.

Ela afirma que a carreira se estruturou ainda sob o legado de "instituições autoritárias". Na fase de redemocratização, a reorganização buscou assegurar direitos e prerrogativas aos juízes como forma de preservar um "elevado grau de independência --princípio fundamental em democracias".

A professora ressalta que, embora não seja possível fazer uma análise sobre decisões administrativas específicas, trabalhos acadêmicos apontam genericamente para o fato de que, ainda que os conselhos da magistratura e do Ministério Público tenham sido criados sob uma discurso de maior controle sobre as classes, na prática eles atuam muito mais na afirmação da posição institucional dos respectivos órgãos ou Poderes. "Isso passa por uma afirmação das carreiras. Conselhos não aumentam o controle da atuação do Judiciário e do MP, ampliam a capacidade, a posição institucional desses corpos", comenta.

Ela afirma, por exemplo, que o CNJ, segundo estudos, atua mais na expansão da autonomia do Judiciário do que propriamente em seu controle.

OUTRO LADO

Associações de classe da magistratura afirmam que os pagamentos que vêm sendo feitos a juízes de todo o país obedecem ao teto salarial constitucional e que, na prática, as remunerações estão defasadas.

O presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais), Eduardo André Brandão, afirma que os magistrados dessa esfera do Judiciário recebem vencimentos limitados ao teto salarial. "Notícias de pagamentos superiores ao limite estabelecido pela Constituição não se referem à realidade da Justiça Federal", afirmou em nota.

Ele alega que os magistrados têm direito a revisão anual dos salários, equivalente ao dissídio coletivo das carreiras privadas, para repor a inflação. "Nos últimos 16 anos, só houve seis revisões. Esses descumprimentos constantes permitem, no caso dos magistrados estaduais, pedidos nas Assembleias Legislativas, o que pode ter gerado algumas discrepâncias. Mas essas situações não se aplicam à Justiça Federal."

Brandão afirma que uma eventual reforma administrativa focada no corte de extras salariais seria inócua no âmbito da magistratura federal. "Na esfera da Justiça Federal, essas verbas simplesmente não existem. Se for seguir esse caminho, será uma reforma sem nenhum ganho concreto", escreveu.

A reportagem questionou o Conselho da Justiça Federal (CJF), mas o órgão não informou quais verbas podem ser pagas pelos tribunais regionais federais e quais, não. O presidente da Ajufe diz que o governo tomou a decisão correta ao não incluir a magistratura na proposta de reforma administrativa enviada ao Congresso.

"A Ajufe concorda com o Poder Executivo e valoriza a segurança jurídica buscada, já que qualquer proposta de reforma administrativa para o Judiciário tem que partir do STF (Supremo Tribunal Federal). Pois se trata de outro Poder e não pode haver interferências."

A presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Noemia Aparecida Garcia Porto, sustenta que essa esfera do Judiciário tem contracheques simples, com o pagamento de poucos extras salariais. Tanto que a média do contracheque, segundo os dados do CNJ, é de R$ 40 mil brutos.

Ela cita como exemplos de verbas pagas os auxílios alimentação, pré-escola e natalidade, a gratificação por acúmulo de jurisdição e o abono-permanência (para profissionais em condições de se aposentar). "Auxílio não sei o quê, auxílio-livro, essas coisas não fazem parte da nossa realidade, porque a gente se submete à legislação federal", comenta.

Porto destaca que a Anamatra sempre defendeu o regime de subsídio (salário) único para os magistrados, "de valor transparente e com reajuste anual", conforme previsto na legislação. Contudo, segundo ela, os aumentos não vêm sendo aplicados e há atualmente uma defasagem nas remunerações. "Até abril de 2019, as perdas acumuladas, retirando os seis reajustes que aconteceram, beiravam os 40%." Isso se soma às graves dificuldades orçamentárias, afirma, pois em 2016 a Justiça do trabalho sofreu corte orçamentário.

A magistrada alega que a situação da Justiça do Trabalho destoa da verificada na esfera estadual, na qual houve a criação de extras que não se aplicam à realidade dos TRTs. "É difícil dizer o que levou cada TJ a essa criação por lei dessas parcelas. A não observância dessa fórmula [de reajuste anual] é um dos fatores que acabaram contribuindo -não é o único- para essa proliferação de parcelas."

A presidente da Anamatra diz ainda que a entidade é "refratária" à reforma administrativa como está posta, tanto para servidores quanto para magistrados, pois ela implica a precarização do serviço público. No caso da magistratura, ela diz que mudanças dessa natureza têm, sim, por imposição constitucional, de partir do próprio Judiciário.

"Juízes não são servidores públicos. Eles ocupam uma carreira de Estado. Para manter minimamente o equilíbrio entre os Poderes, para [a reforma] atingir membros de um Poder, tem de ser iniciativa do próprio Poder. Porque senão, cada um --o Legislativo de vez em quando, o Judiciário algumas vezes-- fica nas mãos dos governos de plantão. Acaba com a higidez da ideia de separação dos poderes", comenta.

Procurada pela reportagem, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que congrega principalmente entidades representativas de juízes estaduais, disse que a magistratura deve ser remunerada "de acordo com a Constituição, considerando todas as especificidades, limitações e atribuições que o cargo impõe".

"Valorizar a magistratura é fortalecer o sistema de Justiça para que todas as funções sejam cumpridas com independência, autonomia e transparência", disse a presidente da entidade, Renata Gil, em nota.

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Adeus Coutinho: Ex-jogador do Vasco, de 36 anos, morre após sofrer infarto em restaurante

  • Redação
  • 05 Out 2020
  • 08:13h

(Foto: Reprodução)

Ex-jogador do Vasco, Coutinho, de 36 anos, morreu neste domingo (4) após sofrer um infarto em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos no Rio, enquanto almoçava com a sua esposa. Coutinho chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perisse. Porém, não resistiu e faleceu O Vasco lamentou a morte do atleta em seu site oficial. “O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta profundamente o falecimento do ex-jogador Rafael Coutinho, cria das categorias de base do clube, que defendeu a equipe profissional entre 2003 e 2007. Ele faleceu neste domingo (4/10), em Búzios, na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, vítima de um infarto fulminante”, diz o comunicado. Além do Vasco, Coutinho também atuou em outras várias equipes do futebol brasileiro, como Botafogo, Fortaleza, Figueirense, Guarani, Portuguesa, entre outras.

TSE firma parceria com agências de checagem de informações para as eleições

  • Congresso em Foco
  • 05 Out 2020
  • 07:05h

O TSE aumentou o esquema de segurança para acessar o prédio do tribunal neste domingo | Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parceria com pelo menos nove agências de checagens para combater notícias falsas nas eleições municipais. O consórcio  integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020. Participam da coalização: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere.

Através do acordo, o TSE  e as agências estarão "em contato permanente" para identificar fake news. As notícias a partir das checagens serão publicadas na página "Fato ou Boato" disponível no portal da Justiça Eleitoral.

O TSE também firmou um acordo com as empresas de telefonia e o Conexis Brasil Digital para que os sites da Justiça Eleitoral sejam acessados sem cobrança ao pacote de dados no celular. Segundo o presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, a ideia é combater a desinformação "proveniente de milícias digitais organizadas com financiamento privado e atuação concentrada para a difusão de mentiras e ataques", disse ao portal do TSE.

O Twitter vai lançar nesta semana uma parceria com o Tribunal com recurso que dará acesso a informações sobre o processo eleitoral. Na busca por temas relacionados na plataforma, o primeiro resultado da pesquisa será uma notificação com um link que direciona para a página do TSE.  Informações sobre as medidas sanitárias para a prevenção de covid-19 no dia da votação também vão estar disponíveis.

Plano de segurança para a votação 

O TSE e a consultoria elencaram quatro premissas para segurança no momento da votação. Distanciamento físico, proteção sobre boca e nariz, higienização de mãos e superfícies e isolamento de pessoas infectadas.

O horário será estendido, a votação ocorrerá das 7h às 17h e pessoas maiores de 60 anos terão prioridade entre 7h e 10h da manhã. O TSE sugere que os eleitores levem suas próprias canetas para assinar o caderno de registro da seção eleitoral. Não haverá higienização das urnas e não será permitido votar sem máscara.

Já os mesários terão de usar máscara, proteção facial (face shields), álcool gel e manter o distanciamento mínimo entre os demais membros da mesa. Eleitores e mesários com sintomas ou diagnosticados com covid-19 até 14 dias antes do pleito não devem comparecer nas seções eleitorais

Liberdade religiosa retorna ao Supremo com sábado sagrado

  • Informações da Folha
  • 05 Out 2020
  • 06:48h

(Foto: Reprodução)

A liberdade religiosa voltará à agenda do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 14 de outubro. São dois casos inseridos na pauta pelo novo presidente da corte, Luiz Fux, e ambos decidem se o Estado deve oferecer uma alternativa a quem, por causa de sua fé, não pode exercer atividades aos sábados. Um deles, que está no tribunal desde 2017 e sob relatoria de Edson Fachin, trata de uma servidora que “cometeu 90 faltas injustificadas durante o período de estágio probatório, em razão de suas convicções religiosas”. É uma professora adventista dispensada, segundo o processo, dentro dos três anos em que a pessoa que passou no concurso público está em fase de teste. A docente foi reprovada por não aceitar dar aulas entre o pôr do sol das sextas-feiras e dos sábados.

 

Para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, atividades seculares (extrarreligiosas) devem ser interrompidas nesse horário, já que a denominação “reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus”.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou o mandado de segurança que a professora pleiteou, sustentando que: 1) o servidor não tem direito de estabilidade no estágio probatório; 2) o Estado não pode conceder privilégios “que indiquem preferência dos responsáveis pela condução dos negócios públicos em favor desta ou daquela orientação religiosa”.

A defesa afirma que a docente não pediu para deixar de trabalhar, e sim para cumprir horários alternativos, e que exonerá-la por professar sua fé afronta a Constituição.

O segundo caso, que tem Dias Toffoli como relator, discute se é possível realizar uma etapa de concurso público “em horário diverso daquele determinado pela comissão organizadora do certame por força de crença religiosa”.

A história, aqui, aconteceu em Manaus, com um candidato a cargo público que pediu para fazer uma prova de capacidade física num domingo, e não no sábado programado para os concorrentes.

Em 2011, Toffoli disse sobre a discussão: “Tem o potencial de repetir-se em inúmeros processos, visto ser provável que sejam realizadas etapas de concursos públicos em dias considerados sagrados para determinados credos religiosos, o que impediria, em tese, os seus seguidores a efetuar a prova na data estipulada”.

Há dez anos no STF, o processo propõe dilema judicial semelhante: o que vem primeiro, o princípio de igualdade (todos os cidadãos receberem tratamento isonômico no serviço público) ou a “inviolável liberdade de crença” citada na Constituição (o respeito ao sábado sagrado, para adventistas)?

“A conquista por horários alternativos está relativamente consolidada na prática nacional. Vejamos, por exemplo, o que acontecia com os participantes do Enem que requeriam essa providência. Cremos que o STF caminhará nesta direção”, diz à Folha o advogado Antonio Carlos Junior, autor de “Manual Prático do Direito Religioso”.

“Qualquer indivíduo que queira ingressar no serviço público em função que, pelo horário, viole suas crenças deve optar entre o sustento próprio e de sua família e o exercício da crença”, afirma Antonio Carlos. “Absurdamente ilógico, ainda mais em tempos em que o Estado tem se adaptado às novas roupagens laborativas, incluindo jornadas integrais em home office.”

É dele um artigo sobre o tema publicado pelo Gospel Prime, um dos maiores portais evangélicos do Brasil. São temas que abrangem várias religiões e vêm sendo seguidos com lupa por evangélicos.

Estão na fila do Supremo, por exemplo, ações contra leis estaduais (Mato Grosso do Sul e Amazonas) que obrigam o poder público a manter uma Bíblia nas bibliotecas e escolas estaduais. Outra: o debate sobre eventual “proibição de uso de hábito religioso que cubra a cabeça ou parte do rosto em fotografia de documento de habilitação e identificação civil”.

A advogada constitucionalista Vera Chemin lembra de outro recurso que está na sala de espera do STF: se alguém pode recusar transfusão sanguínea por motivos religiosos. O caso concreto é o de uma testemunha de Jeová que solicitou tratamento alternativo que não era realizado pela rede pública.

A religião proíbe o procedimento por levar ao pé da letra passagens bíblicas nas quais Deus nos ordena a se abster de sangue.

É um tema “extremamente controvertido, ao contrapor a liberdade religiosa e o dever do Estado de assegurar a prestação de saúde universal e igualitária”, diz Chemin. “Ou seja, saber se o exercício da liberdade religiosa justifica o custeio de tratamento de saúde pelo Estado.”

Um bom termômetro de como a corte costuma enxergar o assunto, segundo a advogada: em 2017, por 6 votos a 5, os ministros decidiram que os professores de escolas públicas podem pregar suas crenças na sala de aula.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pleiteava que o ensino religioso na rede pública não fosse vinculado a uma religião específica, vedando a admissão de professores que representassem algum credo —como um padre ou pastor.

“Privilegiou-se o binômio laicidade/liberdade religiosa, ratificando o modelo religioso confessional em caráter facultativo para os alunos”, afirma Chemin.

A liberdade religiosa entrou no rol de julgamentos que o STF reconhece como históricos. No epicentro, um bispo excomungado em 1945, dom Carlos Duarte Costa, que acusou o papa da época, Pio 12, de ser omisso ante os crimes do nazismo.

Quatro anos depois, dom Carlos e sua Igreja Católica Apostólica Brasileira, que fundou como dissidência da matriz romana, foram à corte. “Por ato ilegal e violento da polícia”, diziam que não conseguiam realizar missas. O Supremo ficou ao lado do Estado, alegando que os ritos da versão brasileira se confundiam com os da Santa Sé.

Um único ministro, Hahnemann Guimarães, viu ali um atentado contra a liberdade religiosa. Disse em seu voto: “É este princípio fundamental da política republicana, este princípio da liberdade de crença, que reclama a separação da Igreja do Estado e que importa, necessariamente, na liberdade do exercício do culto”.

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Projeto prevê crédito e assistência para microempreendedoras rurais

  • Agência Câmara Notícias
  • 05 Out 2020
  • 06:42h

Poderá ser oferecida uma linha específica de empréstimos pelo BNDES, com taxa de juros iguais ou inferiores à Selic | foto: Reprodução

O Projeto de Lei 2501/20 obriga o Poder Executivo a privilegiar a concessão de crédito e assistência técnica para as mulheres do campo que exerçam atividade microempreendedora, em regime familiar. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta é do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) e de outros 9 deputados do PSB. Pelo texto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá abrir uma linha de crédito específica para as microempreendedoras rurais, com taxa de juros iguais ou inferiores à taxa Selic. O recurso deverá ser depositado no banco onde a empreendedora tiver conta.

As mulheres também terão acesso a recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para aplicar em atividades inovadoras. A Finep é uma estatal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O deputado Vilson da Fetaemg afirma que hoje não existe uma política para incentivar as microempreendedoras que trabalham na agricultura, extrativismo, pequenas agroindústrias, turismo rural e artesanato. O projeto visa resolver essa lacuna.

“Consideramos essencial estipular as condições para que sejam conferidos incentivos a esse tão especial segmento de nossa economia”, diz o parlamentar.

Quatro são presos e drogas são apreendidas durante operações em Livramento e Feira

  • Informações do G1/BA
  • 04 Out 2020
  • 14:37h

Drogas e dinheiro foram apreendidos com casal em Feira de Santana — Foto: Divulgação/SSP

Drogas e dinheiro foram apreendidos durante operações da polícia em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, e Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, na sexta-feira (2). As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Quatro pessoas foram presas, duas em cada operação.

Livramento de Nossa Senhora

Já em Livramento de Nossa Senhora, equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Sudoeste apreenderam munições e drogas, na tarde de sexta-feira.

Após receberem denúncia anônima, as guarnições intensificaram o policiamento na localidade e, durante rondas, perceberam movimentação em uma residência. Com a aproximação dos policiais, dois homens tentaram fugir, mas foram alcançados.

Foram apreendidos cocaína, maconha, 30 munições, dois cheques nos valores de R$ 150 e R$ 200, seis aparelhos celulares, três balanças, um caderno com anotações da vendas de entorpecentes e embalagens para guardar as drogas

 

Drogas e dinheiro foram apreendidos com casal em Feira de Santana — Foto: Divulgação/SSP

Feira de Santana

 

Policiais Militares do Esquadrão Asa Branca encontraram, na noite desta sexta, um casal de traficantes com mais de 11 quilos de drogas e uma quantia em dinheiro. O flagrante aconteceu no Conjunto Renascer, Rua G, Parque Ipê, em Feira de Santana.

As equipes faziam patrulhamento preventivo na área quando viram um homem saindo de um imóvel com uma embalagem. O suspeito percebeu a presença policial, tentou retornar à casa, mas foi alcançado com várias porções de drogas.

Durante a revista na casa, os policiais encontraram um balde enterrado no quintal com diversos tabletes de maconha.

Foram apreendidos, no total, R$ 9,3 mil em espécie, 10 tabletes de maconha, cerca de dois quilos em porções prontas para a venda, 441 pinos de cocaína, 45 pedras de crack, sete celulares, seis balanças, 27 munições de calibre diferentes e quatro estojos.

De acordo com o subcomandante do Esquadrão Asa Branca, capitão Rafael Schdev, três motocicletas usadas no transporte da droga também foram localizadas, assim como foram encontradas armas. O casal foi apresentado na 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana).

 

 

Reprovar todos os alunos, aprová-los automaticamente ou discutir cada caso? Veja as alternativas das escolas no ano de pandemia

  • Luiza Tenente, G1
  • 04 Out 2020
  • 11:55h

Reprovação em ano de pandemia é questionada por especialistas. — Foto: Divulgação/xaxa29/VisualHunt

Nem todos os alunos tiveram acesso ao ensino remoto no período de suspensão das aulas presenciais. Especialmente nas famílias mais pobres, problemas de conexão à internet, por exemplo, impediram que crianças e jovens acompanhassem atividades on-line durante a pandemia. Diante da desigualdade no acesso à educação, é certo reprovar estudantes em 2020? Se todos forem aprovados automaticamente, como lidar com as lacunas deixadas por meses sem contato com os professores? Há, ainda, a preocupação com os alunos do 3º ano do ensino médio. Caso sejam retidos, podem desistir da escola para ingressar no mercado de trabalho. Por outro lado, se forem aprovados, não terão o ano letivo de 2021 para recuperar conteúdos que deveriam ter sido ensinados em 2020. Em parecer do Conselho Nacional da Educação (CNE), órgão do MEC, a recomendação é rever os métodos de avaliação e adotar medidas que “minimizem a retenção escolar”, já que “os estudantes não podem ser mais penalizados ainda no pós-pandemia”.

É especificado, no entanto, que a decisão deve ser tomada por cada escola ou rede de ensino, tanto pública, quanto particular.

Como representante do setor privado, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) diz que a determinação deve ser “da escola, analisando as atividades não presenciais, a qualidade dos resultados e, principalmente, o desenvolvimento de habilidades”.

O importante é fazer avaliações diagnósticas, segundo Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Pesquisas do Brincar da PUC-SP e professora da universidade. "A partir dos resultados, devem ser traçados planos de recuperação para 2021", diz.

Abaixo, veja os diferentes posicionamentos de especialistas em educação, pedagogos, secretários de redes estaduais e coordenadores de colégios particulares do país. São cinco sugestões:

aprovar todos os estudantes;
permitir a reprovação apenas nas escolas particulares, onde houve acesso ao ensino remoto;
cancelar o ano letivo das escolas públicas e reprovar todos os seus alunos, para dar oportunidade de aprenderem de fato em 2021;
juntar os anos letivos de 2020 e 2021, pensando em reprovação só no fim do biênio;
avaliar cada caso individualmente.
1. 'Todos aprovados automaticamente'
“Reprovação? Nem pensar. É uma situação inusitada, seria muito injusto. Fechamos as escolas em março, no começo do ano letivo - não houve nem tempo de conhecer os alunos. Como vou avaliar o que aprenderam?”, questiona Raquel Lazzari, professora na Faculdade de Educação da Unesp de Assis (SP).

“Alguns sequer tinham computador ou internet. E, mesmo em escolas particulares, não acho certo reprovar. Foi um período muito diferente para alunos e professores.”

Marcia Sigrist Malavasi, docente da Faculdade de Educação da Unicamp, concorda. “Ninguém deve ser reprovado durante a pandemia. É inadequado, irresponsável. Não temos a menor possibilidade de ver quais as condições da criança ou do jovem em casa”, diz.

“O momento é de planejar o que vai ser feito na retomada, para recuperar o que não foi absorvido. Não é hora de pensar em aprovar ou reprovar alguém.”

As especialistas reforçam que a retenção já era uma medida discutível antes da pandemia. Segundo Lazzari, o aluno que repete de ano corre maior risco de perder o interesse pelos estudos e de abandonar a escola.

E, mesmo que continue estudando, dificilmente terá as lacunas na aprendizagem preenchidas.

“Não adianta reprovar e fazer tudo de novo, do mesmo jeito, para resolver o problema. Ele já não aprendeu da primeira vez”, diz.

O ideal seria repensar os métodos de ensino no ano seguinte e estabelecer planos de recuperação contínua e de aulas de reforço. Não basta passar o aluno para a série seguinte.

2. 'Alunos das particulares tiveram aula on-line. Podem ser reprovados'
Coordenadores e diretores de escolas privadas defendem que seus alunos têm condições financeiras privilegiadas, que lhes permitem acompanhar o ensino remoto sem dificuldade.

Fora problemas pontuais com internet instável ou falta de luz, todos tiveram acesso a aulas e avaliações on-line durante a pandemia.

Portanto, caso não atinjam o desempenho esperado, podem, sim, ser reprovados na visão das instituições particulares.

Com ensino híbrido, professores têm de atender alunos em sala de aula e on-line. — Foto: Divulgação
Com ensino híbrido, professores têm de atender alunos em sala de aula e on-line. — Foto: Divulgação


“Temos segurança em dizer que a aprendizagem está preservada para os nossos estudantes. Seremos flexíveis, porque foi um ano atípico, mas não vamos passar todos de ano”, diz Renato Júdice, diretor de uma das unidades do Colégio Rio Branco, em São Paulo.

Patrícia Moldes, coordenadora pedagógica no Colégio Helyos, em Feira de Santana (BA), conta que tentará evitar a reprovação com o atendimento de plantões de dúvida, recuperação e reforços. Mas, se ainda assim o aluno não atingir o desempenho esperado, poderá ser reprovado.

Ela reforça que a realidade econômica dos estudantes é um elemento decisivo na discussão. “Na nossa escola, tivemos o melhor cenário possível que o mundo virtual oferece. Mas é um país desigual. Aqui na cidade, conhecemos alunos de escolas municipais e estaduais que estão sem aula. Não dá para reprovar, diz.

Luiz Rafael Silva, coordenador do colégio particular Mopi, no Rio de Janeiro, concorda. “Nosso trabalho é facilitado, porque lidamos com classe média, classe média alta. Em uma escola pública, os grupos não são homogêneos e, de longe, fica difícil averiguar a realidade de cada aluno”, diz.

3. 'Ano letivo cancelado nas escolas públicas. Tecnicamente: todos reprovados'
Para Ivan Gontijo, coordenador de projetos do Todos Pela Educação, os prejuízos do fechamento das escolas não serão reparados em apenas um ou dois anos.

“Alguns alunos conseguiram se adaptar, mas a maioria teve dificuldade. Nossa proposta é reprovar todos os estudantes mais pobres, uma espécie de reprovação automática nas escolas públicas. É um jeito de recuperar o tempo perdido, sem deixar ninguém para trás ou aumentar a desigualdade”, afirma.

“A solução de aprovar todo mundo é complicada. Existem direitos de aprendizagem. Você não pode aprovar uma criança que não aprendeu nada. O ano letivo teria de ser cancelado.”

Segundo o especialista do Todos Pela Educação, a reprovação automática não seria aplicável em colégios particulares. “Se todos receberam conteúdo de forma adequada, dá para criar uma lógica de avaliação, porque estão partindo de condições semelhantes. Aí, sim, pode fazer sentido pensar em reprovar ou aprovar cada estudante”, defende o especialista.

4. 'Juntar os anos letivos nas escolas públicas. Reprovação, só em 2021'
No Espírito Santo, o ano letivo de 2020 será unido ao de 2021. Por isso, os alunos só poderão ser reprovados no fim do biênio.

“Não existe motivo para reprovar no meio desse percurso. Assim como ninguém, em um ano normal, é reprovado em julho”, diz Vitor de Angelo, secretário de educação do estado.

Quadra de escola em Vitória. — Foto: Reprodução/ TV Gazeta 
Quadra de escola em Vitória. — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

“Nenhuma opção é ótima, a defasagem vai ser realidade. Mas vamos organizar os alunos por níveis: dependendo do rendimento, terão interferências pedagógicas diferentes em 2021. Até podem ser aplicadas avaliações, mas sem a possibilidade de reprovar alguém em 2020. Mesmo querendo, todos tiveram condição de estudar? Há fatores sociais e econômicos que podem ter criado obstáculos.”

Os biênios só não serão válidos para os anos finais de cada etapa escolar: 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio.


Nessas séries, aumentam os casos em que o aluno muda de escola e de rede (da municipal para a estadual) - e ficaria inviável juntar os currículos. Para corrigir possíveis defasagens, serão aplicadas ações de reforço a todos. Ninguém será reprovado.

5. 'Reprovação só para casos específicos'
Vitor Balthazar, secretário adjunto de educação na rede estadual de Santa Catarina, diz que a rede se estruturou para oferecer aos estudantes a possibilidade de estudar remotamente - seja por plataformas on-line ou por materiais impressos. Ainda assim, cerca de 3% dos alunos não foram atendidos.

Para decidir quem será aprovado no fim do ano, será organizado um painel com o histórico de cada um dos mais de 525 mil estudantes da rede, afirma a secretaria.

Serão retidos, segundo Balthazar, apenas aqueles que não participaram das aulas por opção, não por dificuldade. “Ainda assim, se isso ocorrer, vai ser uma exceção. Nossa prioridade é garantir o aprendizado”, diz.

O que fazer no 3º ano do ensino médio?
A discussão sobre reprovação é diferente para o último ano da educação básica. Reter o aluno que já conseguiria o diploma do ensino médio pode afastá-lo da escola. Por outro lado, não propiciar o acesso às aulas pode prejudicar o estudante que quer ser aprovado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou nos vestibulares. O que fazer, então?

Criar um 4º ano no ensino médio. Na rede estadual de São Paulo, haverá a opção de frequentar a escola por um ano “extra”, para se preparar para o ensino superior. Ao G1, a secretaria estadual de educação afirmou que os detalhes ainda estão sendo definidos - não se sabe ainda se serão turmas extras, apenas com os alunos que teriam se formado, ou se esse grupo será misturado às turmas que eram do 2º ano em 2020 e que passarão para o 3º ano em 2021.
Implementar um semestre extra de aulas, como se fosse um cursinho pré-vestibular gratuito. “Uma opção é alocar esses alunos em salas de universidades públicas. Professores do ensino superior poderiam ter a carga horária semanal ampliada, para darem aulas de reforço a essas turmas”, sugere Gontijo, do Todos Pela Educação.
Dar o diploma aos alunos, mas oferecer um sistema de reforço estruturado no fim de 2020 e no início de 2021.

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