- Por Vitor Moreno | Folhapress
- 05 Out 2025
- 14:26h
Foto: Reprodução / Globo
O remake da novela "Vale Tudo", exibida na faixa das 21h da Globo, é uma das recomendações da semana da newsletter The Guide, do jornal britânico The Guardian. A publicação pediu que correspondentes internacionais relatassem que programas eram mais falados nos países em que eles moram.
A produção brasileira foi a escolha do brasileiro Tiago Rogero, que é correspondente do Guardian na América do Sul. "A nova versão -lançada em um momento de profunda polarização política- perdeu muito do foco político original, mas tem obtido forte audiência e provocado acalorados debates online", afirma ele.
A publicação chama a atenção para o fato de que a nova versão da novela, que está na reta final, tem dividido opiniões por aqui. "Enquanto muitos espectadores apreciam a releitura, com clipes viralizando nas redes sociais, também houve críticas às mudanças no enredo original e à reprodução de estereótipos frequentemente associados às mulheres negras em relação a uma das protagonistas", diz o texto.
O jornal britânico conta ainda que não é surpresa que uma novela brasileira seja o programa mais assistido do país. Ele diz que, mesmo que a TV brasileira tenha sofrido o impacto da chegada do streaming e agora compita com k-dramas e produções turcas, o reinado do formato ainda existe.
O texto também contextualiza a importância da trama original, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Ele explica que "Vale Tudo" é considerada uma das novelas mais importantes do gênero e fala do sucesso da exibição original, entre 1988 e 1989. "O Brasil ainda se recuperava da brutal ditadura militar de duas décadas, e girava em torno da questão: 'Vale a pena ser honesto no Brasil?'."
Além da novela brasileira, são citados na newsletter os seguintes programas: Big Brother Naija, da Nigéria, Anpan, do Japão, Smile Jamaica, da Jamaica, e International Fryderyk Chopin Piano Competition, da Polônia.
- Por Cristiane Gercina / Júlia Galvão | Folhapress
- 05 Out 2025
- 12:20h
Foto: © Marcos Santos/USP Imagens
A segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), maior seleção do país, ocorre neste domingo (5), com segurança reforçada para garantir que não haja falhas na aplicação como no ano passado, evitando erros e judicialização.
O "Enem dos Concursos" se consolida como a nova forma de contratar servidores públicos e, embora menor do que a edição de 2024, ainda impressiona pelos números. São 761,5 mil inscritos que concorrem a 3.652 vagas em 32 órgãos públicos.
Os exames ocorrem em 228 municípios, incluindo as 27 capitais e o Distrito Federal, e envolvem um contingente de 85 mil trabalhadores.
Neste ano, há diferenças não só no tamanho --em 2024, foram 2,1 milhões de participantes e 210 mil
trabalhadores--, mas também na prova. Uma das principais novidades é a prova identificada de forma individual por candidato, com código de barras exclusivo.
Os candidatos não terão acesso ao tipo de prova que estão fazendo até que o gabarito oficial seja divulgado, o que impede o mapeamento prévio dos cadernos. Essas medidas, aliada à coleta de dados biométricos com duas digitais e ao exame grafológico, dificulta tentativas de fraude e falsidade ideológica, afirma à Folha Alexandre Retamal, coordenador logístico do CNU.
Diferentemente do que ocorreu no ano passado, o caderno de questões poderá ser levado para casa, mas só para quem esperar até uma hora antes do final do exame. Também foram instalados detectores de metal e de ponto eletrônico em todas as escolas.
"Quanto mais a gente aprimora os mecanismos e os protocolos de segurança, mais as organizações criminosas ficam com receio de querer cometer um crime", diz Retamal.
Segundo ele, responsável pela logística do CNU, as mudanças na segurança foram baseadas nos aprendizados da edição anterior e implementadas em parceria com diversos órgãos de segurança, como Ministério da Justiça, Abin (Agência Brasileiro de Inteligência), PF (Polícia Federal) e polícias dos estados.
"Tudo isso está gerando uma massa crítica de competência, de responsabilidade, de experiência, que está tornando cada vez mais difícil a atuação de organizações criminosas e tornando cada vez mais seguro [o CNU] para que os candidatos cheguem lá e façam o seu melhor na prova."
HORÁRIO DAS PROVAS
O exame começa às 13h, com abertura de portões às 11h30 e fechamento às 12h30 em ponto, conforme o horário de Brasília. A prova começa às 13h e tem duração de cinco horas para cargos de nível superior, terminando às 18h, e 3 horas e meia para nível médio.
Apenas os aprovados na prova objetiva seguirão para a etapa discursiva, marcada para 7 de dezembro. Para levar o caderno de questões para casa, é preciso ficar até a última hora. Há regras de segurança com o objetivo de evitar falhas e vazamentos.
A ministra Esther Dweck, do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), destaca dois pontos de atenção: que é ler a folha de rosto da prova e conferir o endereço da escola onde fará o exame, conforme o que está escrito no cartão do candidato.
O MGI ainda atualizou, neste sábado, o cartão de inscrição com a sala onde cada candidato realizará a prova. A orientação é que ele seja acessado novamente para que os inscritos tenham as informações completas, mas quem chegar ao local do exame apenas com o código recebido anteriormente "conseguirá encontrar a sala sem dificuldades".
LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO E RECOLHIMENTO DAS PROVAS
As provas chegam aos locais de aplicação na madrugada deste domingo, sob forte esquema de segurança, com a participação das polícias locais. Elas ficaram escoltadas durante todo o tempo que estiveram no galpão da organizadora, que é a FGV (Fundação Getulio Vargas), e também foram escoltadas pela PF e PRF durante o transporte.
A logística reversa começa ainda no domingo. Ao final do exame, todas as provas são devolvidas ao ponto-sede no município e, depois, voltam para o galpão da FGV. Em todas as etapas, seguem sendo escoltadas e com segurança durante 24 horas.
O QUE LEVAR E O QUE NÃO LEVAR
Os candidatos precisam levar caneta preta ou azul de tubo transparente e documento oficial com foto. Se for documento digital, só serão aceitos os que estiverem em sites que sejam acessados com o cadastro do portal Gov.br.
É permitido levar água e alimentos de consumo rápido, desde que em embalagens transparentes e sem rótulo. É proibido estar com alimentos em embalagens que não sejam transparentes e bebidas em recipientes que não permitam ver o que tem dentro.
Os celulares e demais itens eletrônicos serão recolhidos no local da prova, colocados em um saco lacrado e devolvidos apenas ao final do exame. É necessário ficar aos menos duas horas na sala de prova.
DEMAIS ORIENTAÇÕES
Quem deixar de seguir as orientações da folha de rosto poderá ser desclassificado. O governo quer evitar o que ocorreu no CNU 1, no qual muitos candidatos não marcaram o tipo de prova no cartão de respostas e foram eliminados, conforme previa o edital.
Retamal dá mais uma dica, que é ter calma. "As pessoas perguntam muito: 'você pode levar garrafa d'água?' falam para não esquecer de levar documento, de levar caneta transparente, tudo isso é importante. Mas o mais importante para os candidatos é ir com calma. Vá o mais cedo possível, conheça o lugar, chegue lá com calma e obedeça as instruções dos fiscais."
Veja o calendário do CNU 2
- Aplicação das provas objetivas - 5/10/2025
- Divulgação preliminar dos gabaritos das provas objetivas - 6/10/2025
- Prazo para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas e/ou aos gabaritos divulgados - 7 e 8/10/2025
- Disponibilização da imagem do cartão de respostas - 12/11/2025
- Divulgação das notas finais das provas objetivas e convocação para as pessoas candidatas para a realização da prova discursiva - 12/11/2025
- Obtenção impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição para realização da prova discursiva no endereço eletrônico https://conhecimento.fgv.br/cpnu2. - 1/12/2025
- Aplicação da prova discursiva - 7/12/2025
- Divulgação da Nota Preliminar da Discursiva e disponibilização do espelho de correção. - 23/01/2026
- Interposição de eventuais pedidos de revisão das notas da prova discursiva - 26/01 e 27/01/2026
- Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da Prova Discursiva e do Resultado Definitivo da prova discursiva. - 18/02/2026
- Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas dos títulos e do resultado definitivo dos procedimentos para as pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para as pessoas com deficiência - 18/02/2026
- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após a realização das fases 1 a 4 20/02/2026
- 1ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 20/02/2026
- Período para a 1ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 21/02 a 23/02/2026
- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 1ª confirmação de interesse 27/02/2026
- 2ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 27/02/2026
- Período para a 2ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 28/02 a 02/03/2026
- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 2ª confirmação de interesse - 6/03/2026
- 3ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 6/03/2026
- Período para a 3ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 7/03 a 9/03/2026
- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 3ª confirmação de interesse - 16/03/2026
- Início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de Investigação Social e Funcional, a realização da Defesa de Memorial e Prova Oral e o Curso ou Programa de Formação
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- Por Tiago Minervino | Folhapress
- 05 Out 2025
- 10:18h
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que a 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deixou de "corrigir injustiça" ao decidir mantê-lo réu em ação por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
Moro classificou a denúncia contra ele como "absolutamente inepta, contrária ao Direito, aos fatos e ao bom senso". Por meio de nota, o senador ressaltou que sua fala em relação a Gilmar foi proferida em um contexto de "piada em brincadeira de cadeia em festa junina".
O senador disse que o STF "perdeu oportunidade de corrigir os rumos da (in)Justiça". Entretanto, também destacou que está "confiante na improcedência [da ação] no curso do processo".
"Quem tem a consciência tranquila perante a lei, a verdade e justiça de Deus, nada tem a temer", declarou Moro.
ENTENDA O CASO
Maioria da 1º Turma do STF manteve moro réu pela acusação de caluniar Mendes. Os ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes apresentaram seus votos ontem e hoje foi Flávio Dino quem decidiu que a ação criminal deve continuar. São cinco votos no total, e o julgamento ocorre no plenário virtual.
Moro questionava a decisão do STF que o transformou em réu. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia, que votou para rejeitar os recursos apresentados pela defesa do senador. Moraes e Dino acompanharam a relatora.
Ainda faltam votar outros dois ministros da Turma. Os ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin têm até o final da próxima quinta-feira (10) para apresentarem seus votos. Com o recurso rejeitado pela Turma, a ação penal contra ele continua e o senador pode ser condenado ao final do processo.
Moro pode sofrer também a perda do mandato. O Código Penal prevê a perda do cargo em caso de pena privativa de liberdade por tempo superior a quatro anos.
A denúncia foi recebida em junho de 2024 por unanimidade na Turma. O senador foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), após um vídeo viralizar nas redes em que ele aparece em uma festa junina falando em "comprar um habeas corpus" de Gilmar. A defesa do senador alega que ele não teve intenção de ofender o ministro e que os fatos apontados no vídeo teriam sido editados e não configurariam crime.
"O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante", escreveu Cármen Lúcia, ministra do STF, em voto que rejeitou recurso apresentado por Sergio Moro.
- Bahia Notícias
- 05 Out 2025
- 08:15h
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na ultima sexta-feira (3), que as obras realizadas para a COP30 pertencem ao povo de Belém e “ninguém tira mais”. A fala ocorreu durante visita às intervenções integradas para a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá na capital paraense em 2026.
Lula vistoriou o Parque da Cidade, local que sediará parte dos eventos da conferência, e afirmou que as melhorias trarão benefícios duradouros. Segundo ele, “não tem obra só para a COP”, já que as intervenções em infraestrutura e urbanismo permanecerão como legado para a população.
Durante a visita, o presidente também destacou os impactos positivos na mobilidade urbana e no turismo.
“Quando os canais estiverem bem tratados e as ruas bonitas, vai vir turista. Melhorar a qualidade de vida do povo de Belém significa aumentar as chances de atrair mais visitantes para o estado e para a cidade”, afirmou.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2025
- 18:17h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Um lote do medicamento clonazepam teve recolhimento voluntário nesta quarta-feira (1º). A informação foi comunicada pelo laboratório Teuto. A substância é o genérico do rivotril, utilizado para diferentes condições neurológicas e psiquiátricas.
A empresa informou que o lote recolhido é o 3591454 do clonazepam 2,5 mg/ml, solução oral, de 20 ml. Segundo O GLOBO, a medida ocorreu “após ser constatado comprometimento da eficácia terapêutica, resultando na ausência do efeito esperado”.
“O recolhimento será iniciado de forma preventiva por meio da comunicação direta às autoridades de Vigilância Sanitária e a toda rede de distribuição do produto, seguindo as premissas da normativa de recolhimento estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, disse a entidade por meio de nota.
O laboratório explicou ainda que pacientes que utilizam as unidades do lote podem estar sem tratamento adequado. Foi indicado a interrupção do uso desses produtos para consumidores que tinham adquirido o produto.
Outras duas versões do rivotril se encontram em falta nas farmácias do país: a em gotas 2,5 mg/mL e o comprimido sublingual 0,25 mg.
Segundo a reportagem, a Blanver, farmacêutica responsável pelo registro do remédio no Brasil, apontou que a previsão é que o abastecimento do em gotas seja regularizado ainda neste ano, e o sublingual durante o primeiro semestre de 2026.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2025
- 16:15h
Foto: José Cruz / EBC
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prestou orientações à população em meio a casos de intoxicação por metanol no consumo de bebidas alcoólicas ao redor do Brasil. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2), Padilha sugeriu que seja evitado o consumo de destilados sem a informação da procedência do produto e reforçou que as bebidas alcoólicas “não são essenciais”.
“Evite nesse momento ingerir produtos destilados, sobretudo os incolores, que você não tenha absoluta certeza da origem dele. Não estamos falando de um produto essencial às pessoas, estamos falando de um produto que é seu objeto de lazer. Não faz mal para a vida de ninguém evitar o consumo desses destilados”, disse o ministro.
Padilha também reforçou as três recomendações que foram dadas pelo Ministério da Saúde em meio aos casos de intoxicação:
- Ter certeza da origem do produto
- Estar bem alimentado e hidratado no momento do consumo da bebida alcoólica
- Se beber, não dirija, em nenhuma hipótese
“Mesmo num caso extremo como este, se você tiver alimentado e bem hidratado pode reduzir os impactos daquilo que vocês está ingerindo”, explicou Padilha.
Segundo o ministro, a técnica usada por criminosos para adulterar destilados é mais difícil de ser aplicada em cervejas. “Estamos diante de um crime de produtos destilados, incolores, onde se tem técnicas de adulteração desse produto que você não tem no caso de cerveja, que é uma bebida que tem a tampa, tem gás, é muito mais difícil de adulterar”, apontou.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2025
- 14:13h
Foto: Reprodução / Canalgov
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que gestores que deixam obras paradas deveriam ser presos por irresponsabilidade. A fala ocorreu em meio ao lançamento dos investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Pará, na cidade de Breves.
“Obras estão sendo inauguradas 15 anos depois. Eu, sinceramente, acho que muitos administradores públicos deveriam ser presos por irresponsabilidade porque quando você deixa uma obra paralisada porque foi o seu adversário que começou a fazer a obra, você não está tendo nenhum respeito pelo povo da sua cidade”, disse.
Na ocasião, Lula destacou os investimentos na infraestrutura educacional da Ilha do Marajó e entregou três unidades de ensino, uma delas iniciada em 2011 e paralisada com mais de 100 na região. A maioria das obras foi retomada conforme o investimento de R$ 126,9 milhões do PAC.
Foi assinada ordem de serviço que marca a retomada de sete obras da educação em Melgaço. São mais de R$ 3 milhões em investimentos para a construção de duas escolas de duas salas, três escolas de seis salas, uma creche pré-escola e uma quadra escolar coberta com vestiário. As informações são da Agência Brasil.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2025
- 12:11h
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) paga nesta quinta-feira (2) a sétima parcela do programa Pé-de-Meia de 2025 para estudantes nascidos nos meses de julho e agosto. O benefício, no valor de R$ 200, será repassado até a próxima segunda-feira (6).
Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos, cerca de 3,5 milhões de alunos da rede pública de ensino receberão o pagamento nesta etapa. O programa contempla estudantes do ensino médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Para ter direito ao incentivo-frequência, é necessário comprovar presença mínima de 80% nas aulas.
Os valores da chamada “Poupança do Ensino Médio” são depositados em contas poupança abertas automaticamente em nome dos beneficiários. O saque pode ser feito pelo aplicativo Caixa Tem, no caso de estudantes maiores de 18 anos. Para menores, a movimentação da conta exige autorização do responsável legal, que pode ser concedida no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.
Além disso, os estudantes podem consultar informações sobre pagamentos, frequência escolar e regras do programa no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC.
- Por Ranier Bragon e Cézar Feitoza | Folhapress
- 03 Out 2025
- 10:08h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Relator do projeto de redução de penas dos condenados por atos golpistas, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) tem discutido com o centrão, grupo que hoje comanda a Câmara dos Deputados, um texto que diminui o tempo de prisão de Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado de 6 anos e 10 meses para algo em torno de 2 a 3 anos.
De acordo com pessoas que tiveram acesso ao texto, a proposta é unificar os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado. Além disso, fixar que nesses casos o regime de progressão ocorra após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto.
Apesar das resistências à proposta e da tentativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de adotar uma agenda positiva, o centrão quer tentar votar o tema até a próxima quarta-feira (8). Para isso, porém, cobram um compromisso público ao texto por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
De acordo com parlamentares, Motta e Alcolumbre vão se reunir no início da semana que vem para bater o martelo sobre o tema.
O temor de deputados é que se repita o ocorrido com a PEC da Blindagem, projeto que visava dar aos próprios parlamentares o poder de decidir se processos seriam instaurados contra eles próprios.
A Câmara aprovou a medida com quase 400 votos, com acordo que o Senado a chancelaria em seguida, também rapidamente. Após ampla repercussão negativa nas redes sociais e protestos de rua em todas as capitais do país, porém, o Senado abandonou o acordo e aprovou de forma unânime o arquivamento da proposta.
Deputados falam que caso não haja compromisso público, Alcolumbre terá que ao menos se comprometer na presença de testemunhas a chancelar o texto e a colocá-lo em votação, tal é o grau de irritação gerado com a PEC da Blindagem.
As negociações em torno do projeto de redução de penas também envolvem ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como mostrou a Folha de S.Paulo no mês passado. Parlamentares dizem que o aval da ala mais próxima a Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, também é essencial para que a votação ocorra.
O bolsonarismo tem hoje como principal bandeira a defesa da anistia aos condenados pela trama golpista e pelos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF. Outros sete réus foram condenados a penas que vão de 2 a 26 anos de reclusão.
A proposta em discussão nos círculos do centrão reduz a pena total de Bolsonaro para menos de 20 anos.
Cerca de 1.200 pessoas foram condenadas no STF ou fecharam acordos com o Ministério Público por sua participação no 8 de Janeiro. Balanço divulgado pela corte em agosto informava que naquela data 29 pessoas estavam presas preventivamente e 112 cumpriam prisão definitiva -outras 44 estavam em prisão domiciliar.
A ideia já manifestada por Paulinho em outras ocasiões é que a aprovação do texto que reduz as penas resultaria na soltura imediata de todos os envolvidos no 8 de Janeiro que ainda estejam atrás das grades.
Apesar da defesa do bolsonarismo pelo amplo perdão, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sinalizou abertura a um texto que signifique redução de penas, não anistia. Aliados de Bolsonaro dizem que ele também estaria de acordo com um projeto de redução de penas, contanto que haja a garantia da manutenção da prisão domiciliar. Eles dizem que o ex-presidente está fragilizado e quer evitar ao máximo a ida para o regime fechado.
Alguns congressistas do PL também se mostram favoráveis a um acordo em torno da redução de penas nos bastidores, mas em público mantêm o discurso pela ampla anistia. Eles argumentam sofrer forte pressão da militância mais radical e de familiares de presos do 8 de Janeiro sob o argumento de que a simples libertação dos condenados não limpa a ficha criminal deles.
O formato do texto encampado pelo centrão é parecido com a sugestão feita pelo ministro Luís Roberto Barroso. Antes de deixar a presidência do Supremo na segunda-feira (29), ele disse que a proposta de redução de penas não devia ser equiparada com a anistia.
"Essa discussão surgiu muito antes do julgamento do presidente Bolsonaro. Começou quando houve a percepção de que as penas dos réus do 8/1 ficaram muito elevadas", disse Barroso à colunista Mônica Bergamo.
Barroso disse que ele mesmo votou nas centenas de julgamentos do 8 de Janeiro para que não houvesse o acúmulo de penas de golpe de Estado com o de abolição violenta do Estado democrático de Direito. Ele avalia que um crime é um meio para o outro, e o motivo das penas altas era essa dupla punição.
"Com isso, os bagrinhos, que não eram os mentores, os financiadores, poderiam sair [da prisão] depois de dois anos e meio, mais ou menos. Tenho simpatia pela ideia", completou.
O Congresso negocia com o Supremo uma proposta para a redução das penas dos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro desde abril. O primeiro texto foi feito pela equipe de consultoria legislativa subordinada a Davi Alcolumbre, em acerto com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O plano era apresentar a proposta oficialmente no Senado caso o projeto de anistia ampla avançasse. Como o assunto esfriou em maio, a proposta não foi levada à frente.
- Bahia Notícias
- 03 Out 2025
- 08:04h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Passadas 24 horas desde a captura pela Marinha de Israel, integrantes da Global Sumud Flotilha permanecem incomunicáveis e sem direito a suporte diplomático. Entre eles estão 12 brasileiros que participavam da iniciativa e que estão detidos no porto de Ashdod.
Segundo relatos de familiares e integrantes da delegação, diplomatas brasileiros tentaram por duas vezes acessar os ativistas, mas tiveram o pedido negado. De acordo com Lara Souza, coordenadora da delegação brasileira e esposa do ativista Thiago Ávila, os brasileiros já estariam sendo interrogados, mesmo sem acompanhamento da embaixada.
“Não foi permitido a ele contato com a embaixada brasileira. Nem a ele, nem a nenhum dos demais brasileiros”, disse Lara.
A advogada responsável pelo grupo também enfrentou dificuldades para obter autorização de entrada. Embora tenha recebido a informação de que poderia entrar em contato, até o momento não conseguiu dar retorno.
Israel justificou a negativa de acesso pelo feriado de Yom Kippur, que teria paralisado procedimentos regulares. A embaixada brasileira informou que a comunicação com os brasileiros só deverá ser viabilizada a partir desta sexta-feira (3).
Ao todo, cerca de 500 pessoas foram capturadas em águas internacionais durante a interceptação da flotilha. Além dos 12 brasileiros já confirmados entre os detidos, dois outros seguem desaparecidos: João Aguiar, que estava no barco Mikeno, e Miguel de Castro, no Catalina. Até o momento, não houve confirmação oficial de que ambos estejam sob custódia israelense.
- Por Mauricio Leiro / Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 02 Out 2025
- 18:24h
Foto: Reprodução / Gov.br
Um levantamento com dados consolidados até dezembro de 2024 revela que a Bahia possui a menor taxa de pessoas presas por 100 mil habitantes do Brasil. Com 92,39 detentos nesse recorte, o estado se posiciona na extremidade inferior do ranking nacional. Os números têm como base o cruzamento de informações do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (SISDEPEN/SENAPPEN) e as estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024.
De acordo com os dados, a Bahia contava com 13.721 pessoas privadas de liberdade em celas físicas para uma população estimada de 14.850.513 habitantes. A taxa é significativamente inferior à média nacional, que se situa em aproximadamente 315 presos por 100 mil habitantes. O documento também sugere que taxas baixas como a da Bahia podem indicar fatores como menor capacidade prisional, uma maior aplicação de medidas penais alternativas ou mesmo diferenças nos métodos de registro e execução penal.
Enquanto a Bahia apresenta o menor índice, outros estados brasileiros registram taxas de encarceramento consideravelmente mais altas, superando em muito a média nacional. Os maiores índices proporcionais foram observados no Acre (613,31), Espírito Santo (587,91), Mato Grosso do Sul (569,73) e Distrito Federal (540,70).
Em números absolutos, o estado de São Paulo concentra a maior população carcerária do país, com 205.984 presos, o que representa quase um terço do total nacional. A taxa paulista, de 448,05 presos por 100 mil habitantes, também está bem acima da média brasileira.
RETRATO DO NORDESTE
A posição da Bahia também se destaca quando comparada aos seus vizinhos da região Nordeste. Todos os outros estados nordestinos apresentam taxas de encarceramento superiores à baiana, embora a maioria também se mantenha abaixo da média nacional.
As taxas na região são as seguintes:
- Alagoas: 162,73 por 100 mil habitantes;
- Maranhão: 167,49 por 100 mil habitantes;
- Piauí: 213,23 por 100 mil habitantes;
- Rio Grande do Norte:** 215,32 por 100 mil habitantes;
- Ceará: 241,46 por 100 mil habitantes;
- Sergipe: 263,37 por 100 mil habitantes;
- Paraíba: 299,39 por 100 mil habitantes;
- Pernambuco: 303,84 por 100 mil habitantes.
A análise dos dados aponta para uma tendência regional, na qual estados do Norte e Nordeste costumam apresentar taxas proporcionalmente mais baixas em comparação com os do Sul e Sudeste. Essa diferença, segundo o relatório, pode refletir não apenas o tamanho da população e a capacidade do sistema prisional, mas também fatores socioeconômicos e as políticas públicas de segurança e do judiciário em cada local.
- Por Angela Boldrini | Folhapress
- 02 Out 2025
- 16:21h
Foto: Luis Targino/Divulgação
A 5ª CNPM (Conferência Nacional de Políticas para Mulheres) terminou nesta quarta-feira (1º) em Brasília com a aprovação das bases para o novo Plano Nacional de Políticas para Mulheres, que será elaborado pelo governo federal.
As recomendações aprovadas incluem o fim da escala 6x1, a legalização do aborto, cotas de gênero na política e no esporte, e a criação de um Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres aos moldes do SUS (Sistema Único de Saúde) e do SUAS (Sistema Único de Assistência Social).
Foram também aprovadas recomendações de políticas sobre violência contra as mulheres, violência política de gênero, empreendedorismo, cuidados, combate à crise climática com perspectiva de gênero, entre outras. Ao todo, foram aprovadas 60 propostas.
A expectativa do Ministério das Mulheres, responsável pela organização do encontro, é de que o plano nacional seja publicado pelo governo federal até o meio de 2026.
Realizada pela primeira vez em 2004, a Conferência Nacional de Políticas para Mulheres subsidia a elaboração das ações do Executivo federal no campo das desigualdades de gênero. As recomendações encaminhadas pelas cerca de 4.000 delegadas, que representam estados, organizações e órgãos governamentais, são encaminhadas para o CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher).
A partir daí, o plano é negociado internamente pelo governo. Segundo pessoas próximas ao processo, inclusões polêmicas como a da legalização do aborto passarão por discussões dentro do governo e não são automaticamente levadas para o plano. Os movimentos sociais presentes no encontro, no entanto, defendem que todas as recomendações sejam incorporadas à ação do Executivo.
A última conferência tinha ocorrido em 2016, ainda durante o governo Dilma Rousseff. A abertura do evento foi o derradeiro ato oficial da presidente, no dia em que foi afastada pelo Senado.
A votação da proposta que defendeu a legalização do procedimento, que hoje é permitido apenas em casos de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia do feto, foi a que mais despertou divergência entre as delegadas. Apesar de ter sido aprovada com larga margem, de cerca de 83% de votos favoráveis, ela teve margem menor do que outras temáticas --inclusive em temas como a escala 6x1.
Na segunda-feira (29), a 5ª CNPM foi aberta com discurso do presidente Lula (PT) e a presença de parte considerável de seus ministros.
A posição do governo é de que a descriminalização do aborto deve ser tratada apenas pelo Legislativo ou pelo Judiciário, sem interferência do Executivo, posição que já foi diferente. Em 2004, a partir de recomendação aprovada pela primeira CNPM, Lula assinou um Plano Nacional de Políticas para Mulheres que previa a criação de uma comissão tripartite (Executivo, Legislativo e sociedade civil) para elaborar um projeto de descriminalização do procedimento.
A comissão chegou a existir, e o texto foi incorporado a um projeto de lei que já tramitava na Câmara dos Deputados, em 2005. A proposta terminou derrotada e foi definitivamente arquivada em 2011.
O governo Lula tenta se distanciar da pauta dos direitos reprodutivos, gerando atrito com movimentos que defendem não apenas a descriminalização, mas o acesso ao procedimento nos casos em que ele é permitido. Em janeiro, a Casa Civil mandou conselheiros do governo votarem contra resolução do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente) que regulamenta a interrupção da gravidez em adolescentes e crianças.
Já outros temas que são considerados de difícil aprovação no Legislativo, como o fim da escala 6x1 e a criação de cotas de cadeiras para mulheres em eleições foram aprovadas com taxas de mais de 90% de aprovação entre as delegadas.
Elas pediram a alteração da lei eleitoral para que 50% do fundo partidário e eleitoral seja destinado a candidaturas femininas. Além disso, aprovaram uma recomendação de "alterar a legislação eleitoral para assegurar paridade de gênero, raça e etnia nos mandatos legislativos". Atualmente, os partidos têm obrigação de empregar 30% desses recursos em mulheres, mas na prática o descumprimento não tem levado a punições.
No esporte, a proposta prevê 50% das vagas no Bolsa Atleta para mulheres.
A conferência também aprovou a recomendação de que se criem órgãos e sistemas para o combate à desigualdade de gênero, com foco em um Sistema Nacional de Políticas para Mulheres, que centralizaria a execução das políticas em nível federal, estadual e municipal. Já no âmbito da violência contra a mulher, seria criado um Observatório Nacional de Violência de Gênero para sistematização dos dados.
- Equipe brumadense de Pickleball representou muito bem em evento nacional no último fim de semana
Foto: Divulgação
No último fim de semana a cidade de Brumado foi representada no campeonato nacional “Bahia Open” de Pickleball, que aconteceu em Porto Seguro. Com a participação de 17 estados, organização da Confederação Brasileira de Pickleball e Federação Bahiana de Pickleball, Brumado trouxe duas medalhas de ouro, duas medalhas de prata e três medalhas de bronze, tendo como destaque o atleta Lúcio Estrela que ficou em primeiro lugar nas categorias duplas masculinas iniciantes e single iniciante (1X1).
O Pickleball, esporte de raquete em quadra rápida, chegou ao município em 2022 e vem ganhando adeptos rapidamente, pois é inclusivo e praticado por pessoas de todas as idades. “Este evento foi muito importante para fazermos um intercâmbio esportivo com atletas de todo o país e iremos investir ainda mais no esporte aqui em nossa cidade”, disse Paulo Esdras, um dos atletas medalhistas e fundador do esporte na cidade.
Dinâmico, acessível e praticado com raquetes próprias, bola perfurada e quadra reduzida, em Brumado, o Pickleball pode ser praticado gratuitamente nas quadras da FADESB, CETIB e Clube Social, com materiais disponibilizados para iniciantes. Há categorias para juvenis, adultos e adultos 50+, promovendo inclusão esportiva para todas as idades. Contato para conhecer gratuitamente o esporte: 77 9 99992-2367
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- Por Leonardo Vieceli | Folhapress
- 02 Out 2025
- 14:17h
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
As regiões metropolitanas do Brasil registraram em 2024 os menores níveis de desigualdade de renda e pobreza de uma série histórica iniciada em 2012.
É o que aponta a 16ª edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido pelo Observatório das Metrópoles em parceria com o laboratório de estudos PUCRS Data Social e a RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina).
A queda dos indicadores, contudo, não significa que os contrastes tenham desaparecido dos grandes centros urbanos do país.
Sinal disso é que, em 2024, os 10% mais ricos ainda ganhavam o equivalente a 15,5 vezes o rendimento dos 40% mais pobres nas regiões metropolitanas. Os valores foram estimados em R$ 10,4 mil e R$ 670 per capita (por pessoa), respectivamente.
A diferença de 15,5 vezes é a menor da série, mas ainda mostra um quadro "muito ruim" em termos de distribuição de renda, segundo André Salata, coordenador do PUCRS Data Social.
O boletim analisa a desigualdade por meio do coeficiente de Gini. A escala do índice varia de 0 (igualdade máxima) a 1 (disparidade máxima).
Segundo o boletim, o Gini das regiões metropolitanas caiu de 0,550 em 2023 para a mínima de 0,534 em 2024, um recuo de 2,8%.
O patamar mais recente está 5,5% abaixo da máxima da série (0,565), registrada em 2021, na pandemia.
Salata afirma que a redução da desigualdade se explica principalmente pelo aumento da renda do trabalho das camadas mais pobres.
Os ganhos subiram em meio a um cenário de recuperação do emprego e reajuste real do salário mínimo. O pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, também influencia o quadro, mas de modo secundário, de acordo com o professor.
"Por mais que tenha um efeito das políticas de transferência, o principal fator, de longe, é a renda do trabalho. É um crescimento mais forte para quem está na base da pirâmide."
Marcelo Ribeiro, coordenador do núcleo do Rio de Janeiro do Observatório das Metrópoles, afirma que a desigualdade segue em um patamar "muito elevado" nas regiões metropolitanas, já que o Gini permanece acima de 0,5, mesmo com a mínima em 2024.
"Boa parte da renda se concentra em pequenos grupos da sociedade", diz Ribeiro, que também é professor do IPPUR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ).
O movimento verificado nas regiões metropolitanas espelha o encontrado no país como um todo. Isso porque o Gini atingiu a mínima de 0,506 no Brasil em 2024, conforme dados divulgados em maio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
"Se você pegar países mais igualitários, os nórdicos, o Gini está na casa de 0,25, algo assim. Nos Estados Unidos, fica na casa de 0,40. Em alguns países europeus, em 0,30", afirma Salata. "A gente vê que a desigualdade nas regiões metropolitanas é ainda maior do que no país [Brasil] como um todo."
O boletim utiliza microdados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE. As informações abrangem as 22 principais áreas metropolitanas no Brasil.
9,5 MILHÕES DEIXAM POBREZA DESDE 2021
A proporção de pessoas que viviam em situação de pobreza nas metrópoles caiu de 23,4% em 2023 para 19,4% em 2024. Foi a primeira vez que a taxa ficou abaixo de 20% na série do boletim.
Em termos absolutos, a população em condição de pobreza foi estimada em 16,5 milhões em 2024, outra mínima do levantamento.
O número indica que 9,5 milhões saíram dessa situação desde o pico de 26 milhões em 2021. "É muita gente, é uma grande metrópole", diz Salata.
Já a extrema pobreza nas regiões metropolitanas diminuiu de 3,6% em 2023 para 3,3% em 2024. A taxa do ano passado ficou próxima da mínima da série (3,1%), encontrada em 2013 e 2014.
Em termos absolutos, a população em condição de extrema pobreza foi calculada em quase 2,9 milhões. O número caiu pela metade se comparado ao pico de 5,7 milhões, registrado em 2021.
O boletim segue recomendações do Banco Mundial para definir as linhas de pobreza e extrema pobreza. Essas medidas levam em consideração parâmetros de PPC (paridade de poder de compra).
Em valores mensais de 2024, a linha de pobreza é de R$ 692,54. Já a de extrema pobreza é de R$ 217,37.
Na prática, moradores de domicílios com rendimento abaixo desses patamares foram classificados pelo boletim como pobres ou extremamente pobres.
Os valores da série histórica foram corrigidos pela inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
- Bahia Notícias
- 02 Out 2025
- 12:08h
Foto: Reprodução / Partido dos Trabalhadores
O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, nesta quarta-feira (1º), que o Partido dos Trabalhadores avance no processo de renovação interna e voltou a propor mudanças no calendário eleitoral brasileiro. Em entrevista à GloboNews, Wagner reafirmou ser contrário à reeleição e favorável à unificação de todos os pleitos, municipais, estaduais e nacionais, em um mesmo ano.
Segundo o senador, o Brasil precisa apostar em novas lideranças políticas. Ele citou como exemplo a escolha de Jerônimo Rodrigues (PT) para disputar o governo da Bahia em 2022. “Pessoalmente, sou muito favorável à renovação. Não fui candidato ao governo em 2022 por conta dessa convicção. Nós nos arriscamos aqui na Bahia e deu certo: elegemos Jerônimo Rodrigues, uma liderança nova. Eu continuo no Senado, mas dificilmente dá para pensar em 2030 sem formar novos quadros”, disse.
Wagner voltou a defender o modelo de mandato único de cinco anos, sem possibilidade de reeleição, e com coincidência total das eleições em todos os níveis. Para ele, a medida reduziria a instabilidade política causada pelo ciclo constante de disputas eleitorais.
“Tem que ser cinco anos sem reeleição e com coincidência total. Isso não é unanimidade no PT, nem na esquerda, mas é minha opinião. O país não aguenta viver nessa lógica de eleição em eleição, de dois em dois anos. É a festa da democracia, mas tudo que é demais sobra. Acabamos uma eleição, já estamos pensando na próxima. Não há quem aguente”, afirmou.
Na avaliação do senador, a unificação das eleições exigiria ajustes temporários nos mandatos para equalizar a transição, mas traria benefícios para a agenda do país. “Seria um mal menor. A gente ficaria livre da reeleição e dessa loucura de sair de uma eleição e já começar outra. Estamos em outubro de 2025, faz menos de um ano da última eleição, e o país só pensa em eleição. Isso trava a agenda nacional”, completou.