Cresce o número de crianças com suspeita de Covid-19: 'ampliem cuidado com seus filhos', relata secretário de saúde

  • Informações do G1/BA
  • 27 Dez 2020
  • 10:33h

(Foto: G1)

O secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, revelou, neste domingo (27), um crescimento no número de crianças com suspeita de Covid-19, na capital baiana.

Segundo Léo Prates, há três dias, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) têm recebido um aumento de entradas de crianças com suspeita da doença. O ápice, de acordo com ele, foi neste domingo.

O secretário de Saúde afirmou que neste domingo, oito crianças aguardam leitos de Covid-19 na pediatria e duas na Unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica.

"Peço aos papais e mamães que ampliem os cuidados com seus filhos, há 3 dias as UPAS têm recebido um número cada vez maior de crianças com suspeita de COVID, com ápice hoje: 10 crianças, sendo que 2 necessitando de UTI. Os cuidados todos já sabemos: máscara, limpeza das mãos e distanciamento", disse o secretário de Saúde de Salvador.

Casos de Covid-19 na Bahia

No final da tarde de sábado (26), a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que o estado registrou 1.349 novos casos de Covid-19 nas últimas 24h.

Segundo a Sesab, são 482.113 casos confirmados desde que a pandemia começou. Desses, 466.189 já são considerados recuperados e 6.941 encontram-se ativos. O número total de mortes, desde o início da pandemia, é 8.983 o que representa uma letalidade de 1,86%.

Tanhaçu: Polícia intensifica investigações sobre morte de mulher degolada; corpo foi encontrado em matagal

  • Redação
  • 27 Dez 2020
  • 09:56h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

Uma mulher ainda não identificada, de aproximadamente 35 anos, foi encontrada morta às margens da BA-142, na Fazenda Vargem Torta, zona rural da cidade de Tanhaçu, na manhã do último sábado (26),.  De acordo com a polícia, a mulher que apresentava diversas tatuagens estava em posição fetal, semi degolado, trajando calça jeans, blusa de malha e sandálias do tipo rasteira em um local absolutamente deserto. Tudo leva a crer que ela pode ser de Vitória da Conquista. O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Brumado.

'Não dou bola pra isso', diz Bolsonaro, sobre Brasil estar atrás na vacinação contra Covid-19

  • Renato Machado | Folhapress
  • 27 Dez 2020
  • 09:22h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (26) que não se sente pressionado pelo fato de outros países já terem começado a vacinar sua população contra o novo coronavírus, argumentando que não dá "bola pra isso".

As declarações foram dadas após um longo passeio na manhã deste sábado por Brasília, no qual ele parou em diversos momentos para falar com apoiadores. Em nenhum deles usou máscara.

"Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola pra isso", disse após ser questionado por jornalistas, se havia pressão pelo fato de outros países terem começado a imunizar a população.

"É razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo você não pode aplicar qualquer coisa no povo", completou.

Países como Estados Unidos, Reino Unido, Chile, entre outros, começaram a aplicar vacinas contra a Covid-19 em sua população.

O presidente também voltou a afirmar que os laboratórios não se responsabilizam por efeitos colaterais das vacinas. Esse vem sendo um dos argumentos para justificar sua decisão de não assumir responsabilidade por eventuais reações adversas das imunizações.

"Tudo que eu vi até agora em vacina que poderão ser disponíveis tem uma cláusula que diz o seguinte, tá? Eles não se responsabilizam por qualquer efeito colateral", disse.

O presidente provocou aglomeração em praticamente todas suas paradas. Inicialmente, Bolsonaro parou em uma padaria e uma casa lotérica, no bairro Cruzeiro.

Depois seguiu para o Setor Militar Urbano, mas não visitou nenhuma autoridade. Parou rapidamente em uma quadra de futebol fechada, mas permaneceu poucos minutos. Em seguida, parou o comboio em uma rua, para conversar com o público.

No Sudoeste, parou em uma papelaria, onde voltou a tirar fotos com apoiadores. Saiu sem nenhum produto nas mãos.

No setor de oficinas do Sudoeste, provocou novamente aglomeração na chamada praça das Motos, quando tirou novamente fotos e cumprimentou apoiadores.

Prefeito de Vitória da Conquista é transferido para SP para tratar coronavírus

  • Redação
  • 27 Dez 2020
  • 08:29h

Herzem Gusmão foi diagnosticado com a doença no dia 7 de dezembro | Foto: Reprodução

O prefeito de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, Herzem Gusmão (MDB), foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no fim da tarde deste sábado (26). Gusmão está internado para tratar o coronavírus. O emedebista foi diagnosticado com Covid-19 no dia 7 de dezembro e foi internado 11 dias depois. De acordo com a assessoria do prefeito, em nota, o quadro de saúde dele é “estável com boa performance hemodinâmica, recuperando a função pulmonar após pneumonia secundária, em ventilação espontânea com necessidade de oxigênio suplementar”

Paraná Pesquisas: Maioria dos brasileiros avalia que pandemia foi pior do que esperavam

  • Lula Bonfim
  • 26 Dez 2020
  • 13:49h

(Foto: Reprodução)

Em amostragem do instituto Paraná Pesquisas, 56,6% dos 2.218 brasileiros entrevistados responderam que o resultado da pandemia de Covid-19 foi pior do que esperavam. Outros 22,9% avaliaram que os efeitos do novo coronavírus foram iguais aos esperados, enquanto 15,7% disseram que foram melhores. A região Nordeste foi a que pior avaliou os efeitos da pandemia. Segundo o Paraná Pesquisas, 60,6% dos nordestinos avaliaram que os resultados foram piores do que os esperados, enquanto 12,4% disseram que foram melhores. Disseram que foram iguais aos esperados, 23,3%. Mulheres e desempregados também se destacam entre os grupos que avaliam a pandemia como pior do que o esperado, com 59% e 60,5%, respectivamente. A margem de erro foi de 2%, para mais ou para menos.

Concurso da PRF é autorizado com 1.500 vagas; edital deve sair em janeiro

  • Redação
  • 26 Dez 2020
  • 11:49h

Portaria com a autorização do Ministério da Educação foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (24) | Foto: Divulgação PRF

O Ministério da Economia autorizou a abertura de 1.500 vagas para o concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo informações da Agência Brasil, o edital deve ser lançado em janeiro de 2021 e os agentes aprovados devem integrar a corporação já no próximo ano. O diretor-geral da PRF, Eduardo Aggio, explicou que além das 1.500 vagas imediatas, outras 500 excedentes também serão abertas, totalizando 2 mil vagas. A seleção irá contar com provas objetivas e dissertativas, análise de títulos, testes de aptidão física, avaliação psicológica, avaliação biopsicossocial, avaliação de saúde, investigação social e curso de formação. A portaria com a autorização do Ministério foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (24).

Novo secretário de Segurança Pública da Bahia testa positivo para Covid-19 e posse será virtual

  • Informações do G1/BA
  • 26 Dez 2020
  • 10:39h

Juiz federal Ricardo César Mandarino é o novo secretário da SSP-BA. — Foto: Elói Corrêa/ GOVBA

O novo secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Ricardo Mandarino, testou positivo para a Covid-19. Com isso, a cerimônia presencial de posse do cargo, que seria feita na segunda-feira (28), foi suspensa e será virtual.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, Mandarino está bem, sem sintomas e em isolamento domiciliar. Ele foi nomeado depois que o então secretário Maurício Teles Barbosa foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante uma nova etapa da Operação Faroeste, no dia 14 de dezembro.

Barbosa foi exonerado no dia 15. Além dele, Gabriela Caldas Rosa de Macedo, que era chefe de gabinete da pasta, também foi afastada pelo STJ e exonerada do cargo nos mesmos dias que o secretário.

Também tomarão posse outros dois membros da SSP: a nova delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, primeira mulher a assumir o cargo, e o novo subsecretário da pasta, Hélio Jorge. A nomeação do trio foi assinada no dia 23 de dezembro.

Ricardo César Mandarino é baiano, começou a carreira como delegado da Polícia Civil. O ex-magistrado, atuante na área criminal, é formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador e já trabalhou nos estados de Sergipe e Pernambuco.

Também baiana, Heloísa Brito era diretora da academia de polícia quando aceitou o cargo de Diretora Geral da PC. A nova delegada geral tem cerca de 25 anos na instituição.

Já o novo subsecretário Hélio Jorge tem cerca de 30 anos no funcionalismo público e já foi diretor geral da Polícia Civil e também é natural da Bahia.

Vitória da Conquista: Herzem Gusmão segue internado e respira com apoio de oxigênio

  • Lula Bonfim
  • 26 Dez 2020
  • 09:39h

(Foto: Reprodução)

O prefeito reeleito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), segue internado no Hospital Samur, na maior cidade do sudoeste baiano. O emedebista foi diagnosticado com Covid-19 no último dia 7 de dezembro, sendo hospitalizado 11 dias depois com uma lesão pulmonar. Segundo o boletim médico emitido pelo Samur na noite desta sexta-feira (25), Herzem segue com quadro de saúde estável, dependente de suplementação de oxigênio. Além disso, o prefeito tem feito fisioterapia. Enquanto Herzem se recupera da Covid-19, Vitória da Conquista tem sido administrada pela vice-prefeita Irma Lemos. Caso o emedebista não esteja recuperado até o dia 1º de janeiro, o município deve iniciar 2021 governado pela futura vice-prefeita, Sheila Lemos (DEM), filha de Irma.

Jaguaquara: Criança de 3 anos de idade morre em acidente de carro na BA-545

  • Redação
  • 26 Dez 2020
  • 08:55h

Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

Uma criança de três anos morreu, após um motorista perder o controle da direção de um veículo e capotar, na manhã desta sexta-feira (25), na BA-545, em trecho do município de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. Outras cinco pessoas ficaram feridas. As informações são do portal G1. Conforme a polícia, a criança, que é do sexo feminino e morava na cidade de Itaquara, foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. As outras pessoas envolvidas no acidente tiveram ferimentos, mas não correm risco de morte O corpo da criança foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT). Não há detalhes sobre o sepultamento dela.

Identificada família que morreu em acidente a caminho de Vitória da Conquista

  • Redação
  • 26 Dez 2020
  • 08:21h

(Foto: Reprodução)

Cinco pessoas de uma mesma família morreram em um acidente na BR-135, em Montes Claros, no Norte de Minas, na manhã desta sexta-feira (25).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, elas estavam em um carro de passeio que invadiu a contramão e bateu de frente com um caminhão-baú. A perícia foi acionada e as causas do acidente serão investigadas. O caminhoneiro não ficou ferido.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, a família saiu de Itapecerica da Serra (SP) com destino à Vitória da Conquista.

“No veículo, viajavam um casal com dois filhos (um rapaz e uma menina de 11 anos), e outro homem adulto, que também faz parte da família, mas ainda não sabemos o grau de parentesco. As vítimas ficaram desfiguradas e não foi possível identificar quem digira o carro”, explicou o cabo da PM Eduardo Mesquita.

O caminhoneiro foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Os corpos das cinco vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal de Montes Claros.

O acidente foi por volta das 10h e o trânsito foi liberado no início da tarde após retirada do carro e limpeza da pista.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, as vítimas são: Vanete Ramos da Cunha, 38 anos; Vinícius Ramos Cunha, 19 anos; Adelvaldo de Jesus Souza, 37 anos; Gilvan Brito Silva, 32 anos; Maria Eduarda Ramos Souza, 11 anos.

 

Pandemia deixa efeito cicatriz e cria 'dois brasis', com retomada desigual

  • por Eduardo Cucolo | Folhapress
  • 25 Dez 2020
  • 18:57h

Foto: Reprodução / FGV

Da mesma forma que a pandemia escancarou ainda mais as desigualdades no país, a recuperação da economia e a retomada das atividades também será desigual, principalmente por conta do que os economistas chamam de "efeito cicatriz" para alguns segmentos da população.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, as restrições impostas pela pandemia aceleraram uma transição em direção à economia digital, o que dificulta ainda mais a recolocação de pessoas com menor escolaridade e empresas com menos acesso à novas tecnologias.

Os dados mostram que pessoas com empregos formais sofreram menos que os informais e estão recuperando mais rapidamente seus postos de trabalho. A população mais jovem foi a que mais perdeu renda e horas de estudo. Famílias de regiões mais pobres que dependiam de idosos perderam sua principal fonte de renda.

"A mãe de todas as desigualdades é a desigualdade de educação, que vinha caindo há 40 anos. Isso não só foi interrompido, mas revertido pela pandemia. É uma cicatriz, que tem efeitos permanentes. O vento que soprava a favor começa a soprar contra. Isso vai deixar sequelas", afirma Marcelo Neri, diretor da FGV Social.

Segundo a instituição, o tempo de estudo dos brasileiros caiu de 4 horas por dia para 2 horas e 23 minutos. Essa queda foi maior entre os alunos de escolas públicas, entre os alunos mais pobres, mais jovens e periféricos.

Alunos de escola pública de 6 a 15 anos estudaram 2 horas e 18 minutos na pandemia, enquanto os de instituições privadas tiveram 3 horas e 6 minutos de aulas. Entre as pessoas que recebem Bolsa Família, foram 2 horas e 1 minuto.

No Pará, 42% dos estudantes do ensino médio não estudaram porque não receberam material. Em Santa Catarina, eram 2%.

Os mais jovens, muitos deles estudantes, também são os que mais perderam renda do trabalho na crise atual. Para pessoas de 15 a 19 anos, a queda desses rendimentos foi de 34%.Na faixa de 20 a 25 anos, a perda foi de 25,9%. De 25 a 29 anos, 22,7%. Em todos os casos, acima da perda média de 18,7%.

"Esses jovens, que você pode chamar de geração Covid, foram os que mais perderam renda no mercado de trabalho antes da pandemia e, durante ela, continuaram sendo o grupo que perdeu mais", afirma Neri.

"Isso gera um efeito cicatriz. Para as pessoas que param os estudos e vão para o mercado de trabalho em uma época adversa, o rendimento do trabalho deles, anos depois, e outros indicadores dessa geração, como o de violência, são afetados de forma mais permanente" diz o pesquisador.

O diretor da FGV Social inclui também entre esses vulneráveis as famílias que dependiam de idosos que morreram em decorrência da Covid-19, principalmente no Nordeste e outras regiões mais pobres, onde há o fenômeno das famílias estendidas, sustentadas boa parte por aposentados.

"Os idosos são o grupo que apresenta a maior taxa de letalidade, são as principais vítimas do ponto de vista sanitário. Em muitos casos eles eram arrimos de família. As pessoas que moravam com eles, esses órfãos da terceira idade, perdem uma fonte de renda além de perder o ente querido", afirma Neri.

Kátia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, também afirma que a crise deixará sequelas para um grupo de jovens e crianças que terá mais dificuldade em ter acesso a melhores empregos no futuro.

Ela questiona ainda o conceito de recuperação econômica quando se fala na expectativa de um crescimento maior da economia no próximo ano, pois, para muitas empresas e pessoas, não haverá recuperação.

"Fala-se da recuperação da economia, mas ela não é para todos. É para aqueles que têm mais condições. Para aqueles que podem ter perdido um pouco, mas já recuperaram o que perderam e vão ganhar ainda mais, mas não para a maioria da população brasileira", afirma Maia.

"Há uma perda já cristalizada para todos esses jovens e crianças que não tiveram a oportunidade ou não tiveram o direito de estudar como aqueles que estão em situação econômica e social melhor."

A Oxfam afirma que seria importante manter e criar novos programas de apoio a essa população, que poderiam ser financiados por meio da taxação de empresas e pessoas físicas que tiveram ganhos elevados neste ano.

"Por tudo o que a gente vê do governo atual e do Congresso, a prioridade não está sendo o enfrentamento das desigualdades no próximo ano. Vamos ter muitos desafios e não há indicação do que vai ser a priorização orçamentária para tratar desses temas", afirma Maia.

O pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Marcos Hecksher afirma que pessoas que têm problemas de empregabilidade durante crises costumam ter mais dificuldade de reinserção também.

Em muitos casos, esse retorno tende a ser mais instável, com maior probabilidade de en- tradas e saídas mais frequentes, além de dificuldade de alcançar melhores posições.

O pesquisador lembra que, pela primeira vez na história recente, o país chegou a ficar com menos da metade da população em idade de trabalhar exercendo alguma atividade.

"Fica o que a literatura tem chamado de efeito cicatriz. Tem alguns efeitos que ficam para o longo prazo, nas pessoas e nas empresas também. Essa cicatriz vai ficar para muita gente que foi afetada neste ano", afirma Hecksher.

Ele diz ainda que o Brasil enfrenta uma dificuldade adicional nessa recuperação por ter ficado entre os piores países em dois indicadores, o de mortes por habitante e de queda na população ocupada.

"A gente tem um duplo problema maior do que o resto do mundo, mais mortes por habitante e mais perda de emprego do que a maioria dos países. E nós já estávamos em um patamar ruim no ano passado, vindo de uma recuperação tênue da crise anterior", afirma Hecksher.

"Vai precisar de muita política pública para ajudar a recuperar esse espaço e evitar um aumento da pobreza e da desigualdade."

O economista Ricardo Paes de Barros, professor do Insper e um dos formuladores do programa Bolsa Família, afirma que o Brasil terá o desafio de reinserir cerca de 25 milhões de pessoas no mercado de trabalho e que isso não poderá ser feito apenas por meio da geração de novos postos.

Segundo ele, é necessário pensar em programas com recursos públicos, que podem ser executados por meio de entidades do terceiro setor, por exemplo, para recolocação desses trabalhadores, além de um apoio adicional de suporte àqueles que não vão conseguir uma nova ocupação imediatamente.

"Não adianta só a economia brasileira se recuperar, precisamos de programas que vão ajudar e acelerar o processo desses trabalhadores voltarem a se inserir produtivamente na economia brasileira", afirma Barros.

Ele também defende programas de apoio e assistência técnica a microempreendedores que terão de reerguer seus negócios afetados pela pandemia.

Para o economista, é necessário ainda reorganizar trabalhadores, de maneira a utilizar as capacidades que eles já possuem, mas em arranjos que sejam mais produtivos, como cooperativas certificadas por entidades públicas.

"Talvez mais importante do que dar uma nova formação para essas pessoas seja valorizar as competências que eles já têm."

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O vírus da indiferença em muitos natais

  • por João Batista de Castro Júnior. Professor do Curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista.
  • 25 Dez 2020
  • 17:54h

Foto: Reprodução I Probusbrasil

Nem por muito repetida, a história do siberiano Evgeny Stepanovich Kobytev deixa de impressionar até os dias atuais: modesto professor de pintura saído da zona rural, tem sua vida revirada quando Hitler invade a Ucrânia em 1941 e bombardeia a Geórgia. 

Kobytev então ingressa como soldado em um regimento da artilharia do Exército Vermelho para pouco tempo depois ser feito prisioneiro pelos alemães numa emboscada, sendo enclausurado no campo de concentração de Khorol, onde se estima que 90.000 civis e combatentes tenham encontrado a morte. Depois de conseguir fugir em 1943, ainda servirá em outras frentes de batalha até o final da guerra.

As imagens de Kobytev antes e depois dos seus 4 anos de atrocidades bélicas mostram um homem precocemente envelhecido e com o olhar fixo e distante, alheio ao mundo em seu derredor, o mesmo olhar cognominado de “mil jardas” (Thousand-yard stare) pela revista norte-americana Life no final da Segunda Guerra para um fenômeno observável desde o Primeiro Grande Conflito entre os jovens combatentes: a desconexão dissociativa para com os horrores à sua volta, como a fácies daquele soldado australiano com a mão decepada em um hospital de campanha em 1917, perto de Ypres.

Soldado australiano no "Australian Advanced Dressing Station", perto de Ypres, Bélgica, em 1917.

Esperançosamente se prevê que não tenhamos mais conflitos bélicos dessa ordem, capazes de convulsionar à exaustão toda a demografia planetária. Mas a inquietação que a pandemia provocada pelo Sars-Cov-2 suscita é se ela não estaria, de modo funcionalmente similar, naturalizando o luto enquanto se come e bebe festivamente, fingindo-se não ver os despedaçamentos emocionais bem próximos e o sofrimento dos que esmolam uma côdea de pão quando preferiam estar endurecendo as mãos nas enxós do trabalho honesto.

São invernos de ausência de solidariedade mais ampla – que não se confundem com “presentinhos natalinos” – e que nada têm de recente. Em algum momento, não localizável em ponto específico da linha de contagem humana de tempo, nos deixamos natural e insensivelmente abrigar nas hostilidades interpessoais, nas impropriedades chulas da linguagem cotidiana, na conveniente tolerância limitada a reduzidos nichos de trabalho, em que se barganham posições de relevo, ou na “gratidão” volátil da contraprestação momentânea por um favor recebido.  

Nossos olhares, a seu turno, quase imperceptivelmente se destacaram das enfermiças obviedades que preferimos não enxergar, ajudados até mesmo por muitas trincheiras da religião, que passaram, sem que se saiba também exatamente como nem quando, a ser poços contaminados pelo veneno dos interesses materialistas e dos partidarismos inconsequentes, que sabem de cor versículos bíblicos desaparelhados do amor solidário e impessoal.

Sem muito esforço se nota que explicações religiosas e místicas completamente pueris no seu punitivismo aterrorizante, além de não convencerem, terminam insuflando mais ainda a corrida pela satisfação material, seja entre os que estão nos Templos julgando-se alforriados das sanções divinas, seja entre os que estão fora e que veem no prazer do sexo e do estômago a demonstração cabal de que se trata do melhor convite que a transitoriedade biológica da vida pode nos oferecer, afinal, assim se pensa, todos os alertas de fim dos tempos de nossos avós nunca se transformaram em realidade.

“Quando isso tudo passar” – a frase mais ouvida por agora –,  teremos, em realidade, que buscar, nas últimas reservas de lucidez, a coragem necessária a fim de, mesmo sob fortes sequelas psíquicas, reconstruir as bases de uma vida irrestritamente solidária e propensa ao sacrifício dos prazeres ilimitados, o que Jesus, o Cristo, exaustivamente pregou e exemplificou sem distinguir entre mulher adúltera, mulher samaritana, mulher cananeia, publicanos, fariseus, escribas, soldados romanos e plebe, numa luminosa e extraordinária epopeia até hoje, em plena era de múltiplos e refinados saberes, não devidamente compreendida em sua totalidade.

Até que isso tudo passe, todavia, talvez tenhamos por algum tempo que carregar intimamente tanto os silenciosos ônus emocionais quanto os olhares distantes e desfocados, para depois aprendermos a semear lírios entre os escombros que friamente preferimos não ver desabar à nossa volta...

Vitória da Conquista, 25 de dezembro de 2.020

Amado Batista testa positivo para Covid-19; cantor não apresenta sintomas

  • Bahia Notícias
  • 25 Dez 2020
  • 17:41h

Foto: Divulgação / Assessoria

O cantor Amado Batista testou positivo para o novo coronavírus, na última segunda-feira (21), em Goiânia. A família do artista afirmou que ele está ‘ótimo’ e sem sintomas, conforme informações do portal G1.

“Ele está ótimo! Desde de quando sentiu a febre foi medicado e não teve mais, foi só no primeiro dia mesmo”, disseram os familiares.

Mesmo sem voltar a apresentar febre, Amado Batista foi a um hospital particular de Goiânia nesta quinta-feira (24), para fazer exames de sangue e raio-x do tórax para acompanhamento médico.

Kobe e Maradona deixam lágrimas e legado de genialidade em ano de despedidas

  • Marcos Guedes | Folhapress
  • 25 Dez 2020
  • 10:27h

Plataforma Mídia

Kobe Bryant inspirou uma legião de fãs por sua devoção maníaca ao basquete. Quase nada estava fora do alcance do norte-americano, que treinava obsessivamente e era capaz de pontuar até sem tendão de Aquiles.

Diego Maradona, por sua vez, jogava futebol sorrindo. Era com a alegria de um menino que o argentino batia na bola, encantador nas situações de mais alta pressão ou em um simples aquecimento.

No triste 2020 que também atingiu o esporte, sem torcida e sem alma na pandemia de Covid-19, as lágrimas rolaram na despedida das duas lendas. Kobe morreu em janeiro, aos 41 anos, em um acidente de helicóptero. Maradona partiu em novembro, aos 60, por problemas cardíacos e pulmonares.

Eles eram irremediavelmente diferentes em sua relação com o jogo e, ainda assim, parecidíssimos. Na cara de mau do craque do basquete e no semblante pueril do gênio do futebol estava um amor comum —e incomum— pela bola, olhos que por vezes desafiavam os limites vistos como normais pela sociedade.

Bryant beirava a psicopatia em sua preparação para entrar em quadra. Era tão normal para o ala-armador acordar às 4h para praticar movimentos de jogo ou ficar no ginásio executando centenas de arremessos após uma partida ruim que ele ficava genuinamente chocado quando seus companheiros não exibiam a mesma disposição.

Isso gerou atritos com colegas como Shaquille O’Neal, bem menos disposto à labuta do dia a dia, mas fez do atleta uma espécie de símbolo da capacidade de superar obstáculos. Não por acaso, a palavra “inspiração” foi muito mais recorrente do que a palavra “talento” nas homenagens póstumas ao ídolo, embora fosse extraordinário o talento do pentacampeão da NBA e bicampeão olímpico.

Os exemplos são tão numerosos quanto impressionantes. Há os inacreditáveis lances livres convertidos após a ruptura do tendão de Aquiles, em 2013, e as múltiplas lesões com que conviveu na campanha do título de 2010 com o Los Angeles Lakers —entre elas uma fratura no dedo indicador, que tornou necessária uma rápida e inverossímil alteração na técnica de lançamento.

Se um homem é tão grande quanto o número de pessoas em cuja alma ele consegue tocar, Kobe foi um Golias com maior impulsão. Talvez não haja retrato mais ilustrativo de seu legado do que a imagem do professor primário que fez os alunos escreverem seus maiores medos, amassarem o papel e o arremessarem na cesta de lixo gritando: “Kooobeee!”.

Maradona, à sua maneira, também foi gigantesco na capacidade de inspirar, mas seu estilo era bem diferente do de Bryant: um Davi gordinho, baixinho, que usou as armas à sua disposição para derrotar adversários poderosos.

A famosa “mão de Deus” foi uma delas, na Copa do Mundo de 1986. E a justificativa para o lance irregular na vitória da Argentina sobre a Inglaterra foi quase tão genial quanto sua execução, que vingava o povo de Diego de feridas ainda não cicatrizadas.

O camisa 10 alviceleste fez o gol de mão sorrindo, sorriu de novo em seguida ao enfileirar meio time inglês para marcar o segundo e continuou sorrindo até decidir aquele Mundial, com um passe preciso para Burruchaga contra a Alemanha. Era um menino em campo na final da Copa do Mundo, o mesmo menino cujos olhos brilhavam nas peladas na humilde Villa Fiorito, nos arredores de Buenos Aires.

Foi também esse garotinho que fez do Napoli uma potência europeia na segunda metade da década de 1980. Houve uma identificação imediata com o povo pobre do sul da Itália, cujo amor pelo jogador é comparável ao sentido pelos argentinos.

Era uma extensão do amor de criança que o craque sentia pela própria bola. Só ele foi capaz de fazer de um aquecimento, no caminho para a conquista da Copa da Uefa de 1989, um espetáculo mais memorável do que a própria partida subsequente.

Despreocupado com o jogo decisivo em Munique —no qual seria também decisivo–, Maradona começou a brincar com a bola no ritmo da música que era tocada nos alto-falantes do estádio Olímpico, em Munique. Chuteiras desamarradas, divertia-se ajustando seus movimentos ao som do hit “Live is Life”, da banda austríaca Opus.

O público passou a reagir, e o menino brincalhão se juntou ao adulto exibicionista que adorava os holofotes. O resultado, registrado em vídeo, ficou conhecido como “o maior aquecimento de todos os tempos”.

“Somos muito orgulhosos e muito gratos por esse vídeo. Ele mostra não apenas a categoria sem igual do Maradona nas embaixadinhas mas também sua diversão e seu contentamento com a vida, o que é perfeitamente apropriado à nossa música”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo Ewald “Sunny” Pfleger, compositor de “Live is Life”.

“A ideia básica da canção era que tocar nossa música ao vivo é a nossa vida. E jogar futebol era a vida dele”, acrescentou o guitarrista da Opus.

Ainda que a feição não fosse a mesma, o encanto pela bola era bem parecido com o de Bryant. O apelido Mamba e a disposição para destruir rivais como uma cobra venenosa não disfarçavam que Kobe era também o menino apaixonado pelo jogo.

Esse garotinho apareceu no curta-metragem “Dear Basketball” (“Querido Basquete”), versão animada da carta de aposentadoria do norte-americano. Como ele era aparentemente incapaz de realizar tarefas de maneira malfeita, o curta ganhou o Oscar.

Maradona não tinha esse perfeccionismo. Ao contrário, seu apelo estava ligado à própria imperfeição. Se Kobe era uma figura quase sobre-humana, Diego era só humano, do riso ao vício.

“Não importa o que você fez com sua vida, Diego. Importa o que você fez com as nossas”, dizia uma faixa exposta nos arredores da Casa Rosada, onde foi velado o camisa 10.

Houve muitas outras perdas em um 2020 de muitas lágrimas, e cada morte representa uma dor incomparável. Poucas vidas, porém, provocaram tanto impacto no público quanto as de Kobe Bryant e Diego Maradona.

Em pronunciamento de Natal nesta quinta, Bolsonaro deve falar sobre pandemia

  • Agência Brasil
  • 25 Dez 2020
  • 09:01h

Comunicado será veiculado em rede nacional de rádio e TV | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve falar sobre as ações de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus em pronunciamento de Natal, nesta quinta-feira (24), véspera do feriado. O comunicado será veiculado em rede nacional de rádio e TV. Além disso, a expectativa é que o mandatário agradeça aos profissionais de saúde pelo trabalho desenvolvido neste período e fale ainda sobre os programas de assistência desenvolvidos pelo governo federal ao longo do ano. A previsão é que o pronunciamento vá ao ar às 20h30. A tradicional live que o presidente realiza nas redes sociais todas as quintas-feiras também está agendada e deve acontecer às 19h.