- Redação
- 23 Mar 2021
- 14:47h
Secretário de Saúde alertou sobre uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 | Foto: Reprodução
O secretário de Saúde da Bahia Fábio Vilas-Boas alertou para o uso de medicamentos de eficácia não comprovada contra a Covid-19. Ele afirmou que o uso de remédios como hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e até corticóide traz mais malefícios do que algo de bom contra a doença. “De fato, esse problema de usar essas medicações todas sem eficácia, invermectina e todas as demais que usam, porque a ivermectina faz mal na dose que vem sendo preconizada para a Covid. Ela tem causado hepatite, necrose hepática, insuficiência e falência hepática. Algumas pessoas precisaram ser transplantadas com urgência. No Brasil, como não existe transplante em urgência, as pessoas estão morrendo por toxicididade por ivermectina. Do outro lado da balança, se tivesse algum benefício, você poderia dizer que três morreram de insuficiência hepática, mas salvou 30 mil. Mas não tem benefício nenhum”, afirmou o Vilas-Boas em entrevista par a rádio Metrópole. “Existe muita prescrição feita por pessoas não-qualificadas, dando a essas pessoas de que aquele kit de tratamento precoce estaria trazendo algum benefício. As pessoas se iludem e acabam evoluindo mal. Está sendo um desastre. Grande parte das pessoas hoje que chega na emergência fez uso de tratamento precoce. Felizmente não é a maioria, mas muitos têm feito uso disso e não estão se dando bem”, declarou. “Não usem, não tem benefício nenhum. Corra de quem está lhe prescrevendo isso”, finalizou.
- Redação
- 23 Mar 2021
- 10:58h
(Foto: Reprodução)
Academias, igrejas e templos religiosos abriram as portas nesta segunda-feira (22) em Itabuna, no Sul baiano. O funcionamento foi permitido pela prefeitura da cidade, apesar de um decreto estadual proibir as atividades até o dia 29 de março. No decreto do governo, a permissão vale apenas para atividades físicas individuais, desde que não gerem aglomeração. Em Itabuna, a liberação das academias e igrejas teve autorização da Câmara de Vereadores que assim como a prefeitura considerou as ações como parte das atividades essenciais. Assim, os espaços devem funcionar com até 30% da capacidade e até às 18h, quando começa o toque de recolher em todo o estado. Em Itabuna, a medida que antecipa em duas horas o veto à circulação de pessoas em vias públicas começa nesta terça-feira (23). Em relação ao funcionamento de estabelecimentos como bares e restaurantes, o município informou que vai seguir o que determina o decreto estadual, que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas durante o horário do “Toque de Recolher”, bem como no final de semana, durante o período de restrição da circulação de pessoas e veículos. Em boletim desta segunda, a prefeitura informou que há 462 casos ativos de novo coronavírus. No município, 26 pessoas estão internadas em UTIs por conta da Covid-19. Itabuna é o terceiro município – depois de Salvador e Feira de Santana – em número de casos confirmados e mortes provocadas pelo novo coronavírus, 25.743 e 462, respectivamente.
- Ascom | CMB
- 23 Mar 2021
- 10:20h
Herzem Gusmão e Ubiratã Cardoso receberam homenagens póstumas da Câmara de Vereadores de Brumado | Fotocomposição: Ascom CMB)
Durante a sessão desta segunda-feira (22), o Poder Legislativo de Brumado prestou as homenagens póstumas a duas grandes personalidades que marcaram a radiodifusão e a política regional. A primeira foi dirigida a Herzem Gusmão, que teve uma carreira brilhante como radialista, culminando em seu ingresso na vida pública, onde ele se elegeu em 2016 como prefeito de Vitória da Conquista. Ele que se reelegeu e estava em seu segundo mandato, acabou não resistindo às complicações causadas pela Covid-19, vindo a falecer no último dia 18 de março. A segunda homenagem foi direcionada ao radialista, locutor e apresentador brumadense, Ubiratã Cardoso, que também faleceu em decorrência da doença, coincidentemente no mesmo dia que Herzem. Os vereadores fizeram questão de destacar o grande legado deixado por esses dois grandes ícones da comunicação baiana.
- Redação
- 23 Mar 2021
- 09:51h
Conteúdo foi pensando para ajudar professores, estudantes e gestores escolares a enfrentar os desafios atuais na área | Foto: divulgação/Sebrae
Depois de um ano da pandemia da Covid-19, professores e estudantes ainda enfrentam muitos desafios para que o ensino não seja tão prejudicado. Para ajudar a comunidade escolar, o Sebrae lançou três novos cursos online, totalmente gratuitos, com foco na Educação Empreendedora, com o apoio das unidades regionais de Santa Catarina e Minas Gerais. Os cursos são: “Professor do Futuro”, voltado para os educadores; “As dimensões da gestão escolar”, para os gestores e “Socorro: Eu não tenho a menor ideia do que eu quero para a minha vida”, para os estudantes.
De acordo com o gerente de soluções, Diego Demétrio, o Sebrae oferece mais de 140 soluções digitais para quem quer ser empreendedor ou já é dono do seu próprio negócio, sendo que muitos deles são úteis para estudantes, professores e gestores escolares. “No final do ano passado, lançamos o curso Bora Empreender, que inclusive já é orientado pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os alunos do ensino médio e tem sido um sucesso. Vem muita novidade por aí, principalmente com temáticas de Educação Empreendedora”, contou.
A analista técnica do Sebrae Santa Catarina Mariana Vitarelli, que foi responsável pela gestão de dois cursos, explica que o curso “Professor do Futuro” foi estruturado com 17 horas para atender uma demanda dos educadores que relatam que o maior desafio, a partir de agora, é oferecer um ensino remoto com mais qualidade. “A educação tem se tornado cada vez mais digital e a pandemia acelerou um processo que veio para ficar. O presencial não deixou de ser importante, mas os professores continuam tendo uma necessidade de se reinventar dia após dia”, analisou.
Dessa forma, o curso traz uma trilha de aprendizagem para preparar esse professor com temas relevantes e atuais, como metodologias ativas, psicologia positiva e técnicas de storytelling em sala de aula. “O curso apresenta exemplos práticos, ferramentas e aplicativos que existem e podem ajudar o professor a se aprimorar nesse estilo de ensino virtual que vai perdurar pós pandemia”, complementou.
Já o curso “Socorro: Eu não tenho a menor ideia do que eu quero para a minha vida” foi pensado para os estudantes que estão em fase de definição profissional. “Muitos alunos e alunas encontram-se sem perspectiva neste momento e os conhecimentos de educação empreendedora podem ajudá-los nesse processo de autoconhecimento e definição de propósito de vida”, explicou a analista técnica do Sebrae.
Com duração de 9 horas, o curso promove a reflexão dos estudantes sobre as perspectivas do mundo do trabalho e qual o papel de atitudes empreendedoras. “Muitas vezes o jovem já tem um perfil empreendedor, mas ele não sabe o que é liderança. Então é preciso que ele se conheça melhor para descobrir o seu propósito e, a partir disso, ser o empreendedor da própria vida”, esclareceu Mariana.
O terceiro curso disponível é “As dimensões da gestão escolar” com 40 horas, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais dos gestores escolares. A ideia é que ao trabalhar as oito dimensões da gestão escolar, o profissional da Educação seja capaz de compreender a dinâmica da sua atuação para melhor definir as estratégias de trabalho, bem como fortalecer sua liderança. “Sem dúvida que todas essas ações fortalecem a Educação Empreendedora neste momento delicado que estamos vivendo”, afirma o Gerente de Educação Empreendedora, Gustavo Cezário.
- Ascom | CMB
- 23 Mar 2021
- 08:24h
(Foto: Reprodução)
A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Brumado desta segunda-feira (22) foi realizada mais uma vez de forma remota e contou com calorosas discussões, sendo que a maior delas teve como mote a recomendação de vários médicos que atuam em Brumado, os quais recomendaram, por meio de uma carta aberta, o uso da Ivermectina no tratamento dos pacientes que contraíram a Covid-19. A questão ficou mais intensa quando o vereador Renato Santos fez um pronunciamento eloquente, defendendo o uso do medicamento. “Não podemos assistir inertes o fato dos brumadenses irem para uma UTI sob o risco iminente de perderem a vida. A observação é uma das ferramentas valiosas da ciência e os médicos vêm observando que o uso da Invermectina associado a outros remédios vêm causando efeitos positivos, contribuindo de forma muito proativa para a cura dos pacientes. Apesar de ainda não existir uma comprovação total nesse sentido, os resultados vêm sendo muito animadores, por isso eu creio que os médicos estão no caminho certo”, argumentou. A declaração foi prontamente rebatida pelo vereador Wanderley “Boca” que disparou que “a OMS não emitiu qualquer recomendação sobre o uso da invermectina, então, não podemos ir contra a ciência. Conheço pessoas que tomaram esse medicamente e acabaram falecendo, então, não podemos compactuar, pelo menos até agora, com essa recomendação dos médicos que atuam aqui em Brumado”. A discussão acabou ganhando contornos políticos na réplica do vereador Renato Santos que declarou que “estão politizando a questão e isso é repugnante, pois são vidas que estão em risco, se os médicos que tem a formação acadêmica recomendam eu não serei contrário”. A tréplica veio por meio do vereador “Harley”, o qual afirmou que “o uso da Invermectina é politicagem e, na minha concepção, isso fica comprovado pelo fato de só agora o medicamento ter sido recomendado, já que o município adquiriu os lotes desde o ano passado”.
- Paulo Saldaña | Folhapress
- 23 Mar 2021
- 08:22h
(Foto: Jornal de Brasília)
O governo Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu erros milionários em transferências de recursos do Fundeb, o que causou prejuízo aos cofres da União. Três estados e respectivos municípios receberam dinheiro a mais do que lhe eram devidos e, seis, a menos.
A lambança ocorreu em janeiro com a primeira parcela da complementação que a União faz ao fundo, principal mecanismo de financiamento da educação básica. De R$ 1,18 bilhão previsto, R$ 766 milhões foram repassados equivocadamente pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O órgão é ligado ao Ministério da Educação e controlado por indicações do centrão.
O FNDE identificou o erro, determinou as restituições, mas houve muitos municípios que já haviam utilizado o dinheiro recebido a mais quando o Banco do Brasil tentou fazer o estorno.
Isso causou prejuízo para o FNDE de ao menos R$ 1,3 milhão, segundo documentos obtidos pela Folha. São valores referentes a um novo aporte que o fundo teve de realizar ao banco para que os entes recebessem o que lhes era devido.
O Fundeb foi renovado no ano passado com a previsão de maior participação da União. Mas essa parcela, paga em janeiro, ainda seguiu as regras anteriores, em uma fase de transição de modelo.
Questionado, o FNDE não respondeu até a publicação da reportagem.
O presidente Bolsonaro e o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, promovem na tarde desta segunda-feira (22) um evento para a assinatura de um decreto que regulamenta novas regras.
Apesar de medida técnica de operacionalização, o governo realiza o evento com o objetivo de faturar politicamente em cima do novo formato do fundo. O governo sempre foi contrário ao aumento de recursos para a educação conquistado com o Fundeb.
Agora, lança mão de um ato administrativo para organizar esse que é o primeiro evento político sobre o tema, cuja emenda constitucional foi promulgada em agosto de 2020 pelo Congresso. O MEC praticamente não participou dos debates no parlamento sobre o texto.
Também serão lançadas nesta segunda cartilha e manual para estados e municípios se adequarem às diretrizes. Ainda para faturar politicamente, o ministro Milton Ribeiro, visto como decorativo na Esplanada, determinou a inclusão de seu nome e um texto de apresentação na abertura do manual.
A inclusão de última hora causou estranheza internamente porque Ribeiro não teve qualquer influência ou ciência do que foi feito, segundo relatos de membros de sua equipe. Antes, era um texto do presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, que abria o material.
O Fundeb reúne parcela de impostos de estados e municípios e uma complementação da União para atender estados e respectivos municípios que não atingem um valor mínimo por aluno a cada ano. Nove estados deviam receber a complementação em janeiro, mas somente para um os recursos chegaram corretamente: Alagoas, no valor de R$ 40 milhões.
Do total de R$ 1,18 bilhão dessa parcela de complementação, R$ 382,9 milhões foram pagos a mais do que o devido a Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro. Por outro lado, R$ 383 milhões deixaram de ser pagos a Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí.
O Rio de Janeiro nem sequer tinha direito à complementação, mas recebeu R$ 48,5 milhões indevidamente. Um caso esdrúxulo foi o da Paraíba, que fazia jus a R$ 10,4 milhões e recebeu R$ 283,2 milhões a mais.
No FNDE, a trapalhada foi atribuída a uma carência de pessoal. O problema atinge a autarquia desde o início da gestão Bolsonaro.
O fundo havia conseguido, em conjunto com o Banco do Brasil, a devolução, até o mês passado, de R$ 30,3 milhões de 27 municípios, segundo documentos oficiais. Secretarias de Educação consultadas pela reportagem informaram que houve pequenos atrasos e os problemas foram resolvidos com celeridade, mas há municípios que reclamam de queda no repasse, como, por exemplo, no Pará.
Até o ano passado, a complementação da União refere-se a 10% do bolo do Fundeb —regra que continuou a valer nesta primeira remessa. Essa complementação será de 12% neste ano, o que deve alcançar R$ 19,6 bilhões.
O novo Fundeb prevê que até 2026 o papel da União chegue a 23%. Isso aumentará o número de estados e municípios com direito ao aporte extra. Também há novas regras de distribuição dos recursos.
- Redação
- 23 Mar 2021
- 07:26h
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
Com profundo pesar que lamentamos a morte da jovem Nayara Silva, aos 18 anos. Ela faleceu no hospital de Guanambi, em decorrência de complicações causadas pelo Coronavírus, no último fim de semana. Nas redes sociais a comoção tomou conta de amigos e familiares. Sem possuir comorbidades, ela foi levada para o Hospital de Candiba, mas precisou ser transferida para a UTI, infelizmente não resistiu e faleceu.
- Redação
- 23 Mar 2021
- 07:23h
Fundador da Ânima diz que é necessário agora porque falta UTI; fundador da Totvs acha que tem de ser curto | Foto: Reprodução
A situação cada vez mais crítica do Brasil no enfrentamento à pandemia de Covid-19 tem feito crescer o apoio de grandes empresários ao lockdown. Medida defendida em carta aberta assinada por economistas, banqueiros e empresários, e agora reforçada por grandes nomes do setor privado com o fundador da Totvs, Laércio Cosentino.
Na análise dele, faz-se necessário um lockdown curto, mas acompanhado de intensas campanhas para conscientizar a população, bem como um planejamento do transporte público com redução de aglomerações.
Assim como ele pensa o presidente do conselho de administração da Ânima Educação, Daniel Castanho, que diz que é preciso agir rápido. Ele ressalva que os fechamentos não deveriam ser aplicados em lugares onde o contágio estiver controlado, e a medida seria uma forma de corrigir erros de 2020.
“Um absurdo ter proibido as escolas de abrirem no ano passado. Agora, neste momento em que os hospitais estão lotados, chegamos a um ponto em que não dá. Eu sou a favor do lockdown agora. E, infelizmente, com impacto na economia, várias pessoas estão desesperadas, passando fome. Tem que distribuir cesta básica. Estamos com uma situação muito complexa”, diz o empresário, segundo a coluna Painel, da Folha.
“Só chegamos nisso porque, no momento em que estavam morrendo 300 por dia, as UTIs com ocupação de 10%, fechamentos escolas, restaurantes. E, do outro lado, não tivemos agilidade para termos as vacinas, para conseguirmos nos estruturar para que pudéssemos voltar o mais rápido possível. Foi feito tudo errado. Mas agora, de maneira bem pragmática, eu sou a favor do lockdown nesse momento porque está faltando UTI. Várias pessoas estão morrendo por falta de infraestrutura. Isso a gente não pode permitir”, acrescentou ele.
investidor Lawrence Pih defende o lockdown como única medida efetiva no momento, apesar das dificuldades que traz à população mais carente. “Se as medidas mais restritivas, as aquisições de vacinas, o apoio ao uso de máscaras e o distanciamento social tivessem sido implementados e encorajados, não estaríamos nesta situação dramática de hoje”, afirma Pih.
- Levi Vasconcelos
- 23 Mar 2021
- 06:00h
Especialmente na parte que será diretamente impactada pela ponte; um dos alvos é a construção de hotéis e condomínios de luxo | Fotos: Daniel Thame/GOVBA
E a ponte Salvador-Itaparica vai mesmo andar? Só espera a pandemia passar. A palavra quem dá é Qi Hui Zhu, presidente da CR-20 no Brasil, empresa chinesa que lidera o time do projeto.
Mas muito mais que isso, os chineses lançam os olhares também pelo litoral baiano, especialmente a parte que será diretamente impactada. Um dos alvos é a construção de hotéis de luxo e condomínios idem. Algo específico em vista? Com a palavra Qi Hui Zhu:
— Neste momento, tudo é negócio. E negócio é segredo.
Ele falou e soltou uma boa risada. Claro que já tem alvos na mira, mas sabe que alaridos nesses casos são gol contra, favorecem a especulação.
Roteiro
Qi Hui Zhu liderou esta semana um grupo de compatriotas também integrado por Xiao Hui Shao, diretor geral da CR-20; Jiao Jiao Qu, vice-diretora de marketing; e Dong Liang Zhang, da CRCC Investimentos, outra empresa chinesa no negócio; e deu um giro pelo interior baiano.
Ou melhor: fizeram por terra um percurso que já fizeram pelo ar. Foram a Itaparica, Nazaré, Valença e Santo Antonio de Jesus, municípios que serão diretamente impactados.
Hui Zhu conta que a CR-20 tem larga expertise em tocar projetos, do estudo a operação, de rodovias, ferrovias e metrôs na China e na África, países como Angola, Moçambique e Mongólia.
E aqui é visível que a infraestrutura precisa de uma boa melhorada. Que é, é. Só não se sabe é quando será.
(Foto: Reprodução)
A questão do novo horário do toque de recolher determinado por meio de decreto estadual, assinado pelo governador Rui Costa, que designa início a partir das 18 horas e término as 05 horas da manhã, está provocando divergência com a prefeitura de Vitória da Conquista. Isso porque a prefeitura da capital do Sudoeste quer continuar com o horário do decreto anterior, que inicia o recolhimento a partir das 20 horas. Em reportagem noticiada agora há pouco pela TV Sudoeste. A prefeitura disse que o Comitê Gestor de Crise se reuniu com a Procuradoria Geral do Município para definir estratégias jurídicas que garantam o cumprimento do Decreto Municipal publicado no último dia 03 de Março, em vigor até o dia 1º de abril, que determina justamente o toque de recolher das 20h às 05h. No entanto a PM já está nas ruas de Vitória da Conquista fazendo valer o novo horário.
Tubulação instalada no fundo da mina de Pedra Petra chega a oferecer um volume de 50.000 litros de água por hora | Foto: REDE
Celebrado no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água foi criado para alertar a população mundial sobre a preservação e os riscos de escassez deste recurso natural inestimável para o planeta. A insuficiência de água é um problema que já afeta quase todos os continentes e conforme dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em 2025, cerca de 1,8 bilhão de pessoas estarão vivendo em países ou regiões com escassez de água absoluta.
Consciente de seu papel social e sustentável para as comunidades onde atua, a RHI Magnesita se comprometeu, globalmente, a mapear as unidades com possíveis escassez de água para estabelecer metas que tenham impactos positivos, tanto para as pessoas, quanto para o meio ambiente e que minimizem ao máximo, o problema da escassez de água. Para tanto, as unidades industriais têm objetivos concretos para a redução de consumo e indicadores de performance relacionados ao tema, promovendo uma cultura da economia e do bom uso do recurso.
Em Brumado, por meio do projeto “O poder da água para transformar vidas” uma tubulação que bombeia água do fundo da mina de Pedra Preta para um reservatório na comunidade Lagoa dos Algodões. Nos momentos de bombeamento, o volume chega a 50.000 litros/hora.
A iniciativa permite que as famílias que vivem em Pedra Petra (aproximadamente 46 pessoas) tenham água durante os 12 meses do ano. O recurso é direcionado ao plantio de hortaliças e ao consumo do rebanho animal, contribuindo diretamente para a subsistência e geração de renda da comunidade.
“A iniciativa vai ao encontro das propostas sustentáveis praticadas pela RHI Magnesita em todas as suas operações. Em Brumado, especialmente, podemos contribuir de forma direta com o meio ambiente e com a comunidade, a partir da produção de receita e economia para os cidadãos de Pedra Petra”, destaca Lucilla Soledade, especialista de sustentabilidade e comunicação.
Em 2021, a estimativa da RHI Magnesita é de que o bombeamento chegue a 18.000.000 litros/mês, iniciando em abril.
A recirculação de água é uma das diversas medidas práticas da RHIM para evitar o desperdício de água em suas plantas industriais. Somente no Brasil, as unidades de mineração realizam uma recirculação de 92% da água utilizada em seus processos.
- Brumado Urgente
- 22 Mar 2021
- 18:44h
Quando deu 18h alguns comércios permaneciam abertos em Brumado | Foto: Brumado Urgente
A antecipação do horário do toque de recolher em toda a Bahia não foi muito bem digerida por alguns setores do comércio brumadense nesta segunda-feira (22), tanto que, algumas resistências foram verificadas em toda a cidade. Na região da Praça Heráclito Cardoso, no Bairro do Tanque, alguns estabelecimentos teimaram em ficar abertos após às 18h, só que, rapidamente viaturas da Polícia Militar fizeram a ronda. Foi só acionar as sirenes que rapidamente as portas começaram a se fechar, comprovando a rigidez da ação por parte do governo do estado.
Com a chegada da Polícia Militar as portas começaram a ser fechadas | Foto: Brumado Urgente
Alguns setores se disseram muito prejudicados, pois, segundo os proprietários, é justamente às 18h que o movimento é maior, ou seja, o prejuízo será grande, o que os deixa preocupados, pois têm que arcar com os impostos e as obrigações trabalhistas de seus funcionários. Segundo informações essa antecipação irá até o próximo dia 30, só que existiria, caso as taxas de ocupação de leitos não sejam alteradas, a possibilidade de uma prorrogação, o que, segundo os comerciantes iria causar um caos ao setor.
- Bruno Luiz
- 22 Mar 2021
- 16:48h
(Foto: Reprodução)
O senador Otto Alencar (PSD-BA) acredita que o presidente Jair Bolsonaro está forçando um novo golpe militar. Na avaliação do parlamentar, declarações recentes do presidente, como a de que poderia decretar estado de sítio no Brasil em resposta às medidas restritivas tomadas por governadores nos estados, são sinal de que Bolsonaro está acuado com a possibilidade de não se reeleger e quer rumar para a ruptura institucional. "O Bolsonaro, na minha opinião, não tem condições de renovar o mandato dele. Não tem por causa das mazelas, dos problemas, das crises gestadas por ele mesmo, pelos problemas que ele tem dentro da família dele. Na minha opinião, como ele tem espírito ditatorial e perverso, bem provável é que ele queira caminhar para a expectativa de um novo golpe militar", afirmou Otto, em entrevista ao Bahia Notícias. O senador ainda defendeu a instalação da CPI da Covid no Congresso, para investigar a atuação do governo federal na pandemia. Para ele, o presidente da República e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello são os principais responsável pelo agravamento da crise sanitária e merecem ser punidos. "O Pazuello não foi ministro da Saúde, o ministro foi o Bolsonaro. Pazuello repetiu o que o Bolsonaro dizia, foi apenas um executor de ordens. Esse desastre é culpa exclusiva de dois homens: em primeiro lugar, o presidente Bolsonaro e, em segundo, o ministro Pazuello. É evidente que esses dois nomes não podem sair impunes. O caminho para punir, hoje mais do que nunca, é a instalação da CPI Covid."
Questionado sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou condenações na Operação Lava Jato e devolveu a elegibilidade ao ex-presidente Lula (PT), o senador preferiu não comentar. "Seria desumano falar sobre política na pandemia", disse o político. Leia abaixo a entrevista completa:
A morte do senador Major Olímpio, vítima da Covid-19, gerou um sentimento no Senado de que é preciso cobrar medidas mais duras e coordenação nacional do presidente Bolsonaro, em relação à pandemia. O senhor acha que vai aumentar a pressão pela instalação de uma CPI no Senado para investigar a atuação do governo?
O Pazuello não foi ministro da Saúde, o ministro foi o Bolsonaro. Pazuello repetiu o que o Bolsonaro dizia, foi apenas um executor de ordens. Esse desastre é culpa exclusiva de dois homens: em primeiro lugar, o presidente Bolsonaro e, em segundo, o ministro Pazuello. É evidente que esses dois nomes não podem sair impunes. O caminho para punir, hoje mais do que nunca, é a instalação da CPI Covid. Tem as assinaturas, o presidente Rodrigo Pacheco está avaliando. O presidente ainda não instalou porque fazer CPI com sessões remotas é sempre um risco. Não dá para fazer oitivas, audiências públicas, convidar pessoas que, talvez, não queiram comparecer, então isso dificulta a implantação da CPI. Na CPI, tem que ser mais presencial.
Mas os senadores vão intensificar as cobranças ao governo após a morte do senador Major Olímpio, que trouxe aos senadores o sentimento de “poderia ser eu”?
Não é só pelo senador Major Olímpio, é por todo mundo que já foi contaminado ou morreu nesta pandemia. Nós estamos trabalhando, correndo risco de vida. inclusive eu. Já fui a reuniões presenciais no Senado, em Brasília. O presidente Rodrigo Pacheco alega que é difícil abrir uma CPI nessas condições. Você tem que ter prudência, mas não pode faltar coragem. Temos que enfrentar isso. A triste conclusão é que o presidente tem muita culpa pelas mortes que estão acontecendo hoje. Ele desqualificou a vacina, disse que só ia comprar vacina se tivesse demanda, desqualificou a máscara, chamou de gripezinha e depois disse que não falou. Ele briga com a verdade. O que o Bolsonaro diz sentado não dá para garantir que ele vai confirmar de pé. Ele não tinha a maior condição de ser presidente.
Nos últimos dias, o presidente tem intensificado o discurso contra medidas restritivas e contra os governadores. Como o senhor vê essa postura?
Eu vi hoje o Bolsonaro dizendo que pode decretar estado de sítio. O Bolsonaro, na minha opinião, não tem condições de renovar o mandato dele. Não tem por causa das mazelas, dos problemas, das crises gestadas por ele mesmo, pelos problemas que ele tem dentro da família dele. Na minha opinião, como ele tem espírito ditatorial e perverso, bem provável é que ele queira caminhar para a expectativa de um novo golpe militar. O que eu não sei é se as Forças Armadas vão ou não dar respaldo a ele.
O senhor teme essa guinada dele?
Não tenho nenhum temor dele. Não estou falando em temor, tenho coragem para enfrentar qualquer situação. Estou fazendo uma avaliação. Com a declaração anterior de que deve declarar estado de sítio, ele vai querer criar essa dificuldade para criar confronto entre quem defende isolamento, distanciamento, lockdown e aqueles que não querem, que, como ele, querem transformar a pandemia em uma guerra, em uma catástrofe nacional, como já está acontecendo, com milhares de pessoas morrendo na porta dos hospitais.
O presidente Jair Bolsonaro ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal para suspender decretos de toque de recolher na Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Como o senhor avalia essa medida?
Ele faz esse confronto com os governadores para colocar uma cortina de fumaça nos problemas. O que está acontecendo no Brasil é culpa do próprio Palácio do Planalto e do presidente. Essas coisas todas que estão acontecendo camuflaram coisas graves que ocorreram no país, gestados pelo próprio presidente.
Com a decisão do STF que devolveu a elegibilidade ao ex-presidente Lula, o senhor acha que o presidente Jair Bolsonaro, que estava surfando sem oposição, ganha um oponente à altura, que traz para ele o perigo de perder a reeleição? E, nesse sentido, como uma possível candidatura de Lula pode interferir nas eleições para o governo da Bahia em 2022?
É desumano falar em política na pandemia. Tratar disso é desumano, quando diz respeito a dor do povo baiano. Não tratarei desse assunto enquanto estivermos na pandemia, de uma doença que mata, deixa sequelas graves. É não ter espírito público, não ter caridade e espírito humanitário.
O senhor é membro de uma comissão especial no Senado para monitorar a situação da Covid-19 no Brasil. Quais ações o colegiado tem tomado neste momento em que a pandemia atingiu um nível de gravidade como nunca no país?
Nós já fizemos algumas sessões desta comissão. A última, na quinta (18), foi sobre o suprimento de oxigênio, ouvimos os principais fornecedores. Nós ficamos preocupados com a situação do suprimento de oxigênio. Todos eles disseram do aumento da demanda por oxigênio, do industrial e medicinal. A demanda aumentou muito e estão fazendo um esforço muito grande para atender os hospitais todos, públicos e privados. O grande problema é a falta de cilindros de oxigênio para atender os hospitais menores. Os estados de Rondônia, Amapá e Acre tem hospitais, por exemplo, com suprimento de oxigênio via cilindro. Levamos a situação ao conhecimento do Ministério da Saúde. Existe ameaça de falta de insumos, tais como medicamentos para intubar o paciente, pode ter dificuldade também de suprimentos individuais, equipamentos. Você veja a gravidade a que chegou ao país, por falta de previsibilidade do Ministério da Saúde.
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- Informações do G1
- 22 Mar 2021
- 15:14h
Relator da ação deve ser definido nesta segunda (22) ou na terça-feira (23) | Foto: Reprodução
Já há uma maioria entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para negar ação de inconstitucionalidade apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro para derrubar decretos dos governos do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul, a informação é da coluna de Gerson Camarotti, do portal G1. Os decretos determinaram restrições de circulação de pessoas diante do aumento expressivo do número de mortes e da transmissão da Covid-19. Segundo a publicação, a tendência é que o STF “manterá a decisão que autoriza os governadores” a decretar essas restrições. Nesse sentido, o Supremo vai seguir a jurisprudência decidida no ano passado de autonomia de estados e municípios para o enfrentamento da pandemia. A ação que o presidente Jair Bolsonaro moveu também defende que o Supremo reconheça que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, o fechamento de serviços não essenciais não pode ser determinado por decreto, necessitando para tanto de lei específica que passe pelas casas legislativas. O relator da ação deve ser definido nesta segunda (22) ou na terça-feira (23). Ministros defendem que, por se tratar de uma peça movida pelo presidente da República, a discussão seja feita no plenário da Corte.