Lockdown passa a ser defendido por grandes empresários
- Redação
- 23 Mar 2021
- 07:23h

Fundador da Ânima diz que é necessário agora porque falta UTI; fundador da Totvs acha que tem de ser curto | Foto: Reprodução
A situação cada vez mais crítica do Brasil no enfrentamento à pandemia de Covid-19 tem feito crescer o apoio de grandes empresários ao lockdown. Medida defendida em carta aberta assinada por economistas, banqueiros e empresários, e agora reforçada por grandes nomes do setor privado com o fundador da Totvs, Laércio Cosentino.
Na análise dele, faz-se necessário um lockdown curto, mas acompanhado de intensas campanhas para conscientizar a população, bem como um planejamento do transporte público com redução de aglomerações.
Assim como ele pensa o presidente do conselho de administração da Ânima Educação, Daniel Castanho, que diz que é preciso agir rápido. Ele ressalva que os fechamentos não deveriam ser aplicados em lugares onde o contágio estiver controlado, e a medida seria uma forma de corrigir erros de 2020.
“Um absurdo ter proibido as escolas de abrirem no ano passado. Agora, neste momento em que os hospitais estão lotados, chegamos a um ponto em que não dá. Eu sou a favor do lockdown agora. E, infelizmente, com impacto na economia, várias pessoas estão desesperadas, passando fome. Tem que distribuir cesta básica. Estamos com uma situação muito complexa”, diz o empresário, segundo a coluna Painel, da Folha.
“Só chegamos nisso porque, no momento em que estavam morrendo 300 por dia, as UTIs com ocupação de 10%, fechamentos escolas, restaurantes. E, do outro lado, não tivemos agilidade para termos as vacinas, para conseguirmos nos estruturar para que pudéssemos voltar o mais rápido possível. Foi feito tudo errado. Mas agora, de maneira bem pragmática, eu sou a favor do lockdown nesse momento porque está faltando UTI. Várias pessoas estão morrendo por falta de infraestrutura. Isso a gente não pode permitir”, acrescentou ele.
investidor Lawrence Pih defende o lockdown como única medida efetiva no momento, apesar das dificuldades que traz à população mais carente. “Se as medidas mais restritivas, as aquisições de vacinas, o apoio ao uso de máscaras e o distanciamento social tivessem sido implementados e encorajados, não estaríamos nesta situação dramática de hoje”, afirma Pih.




















"Essa mensagem do setor econômico soa como um ultimato ao presidente. A carta está perfeita. O recado está dado. O fato é que vivemos hoje no Brasil um panorama econômico de incertezas, e um cenário político de horrores. E estamos só no começo. O pior ainda está por vir se o fascista Bolsonaro não derrotado em 2022. Não há dúvidas de que, com Bolsonaro no poder, vive o Brasil um dos períodos mais tristes e sombrios da sua história, marcado por grave retrocesso civilizacional e densas trevas. Fascistas não conhecem a luz. Vivem na escuridão!! Espera-se que o Brasil retome logo o caminho da democracia, da ordem institucional, da paz social, da liberdade e da Justiça, para que o sol da democracia volte a brilhar sobre a nação. "