Inédito no Mundo: bebê nasce com 3 pênis

  • Redação
  • 06 Abr 2021
  • 09:14h

(Foto: Reprodução)

Um bebê iraquiano surpreendeu a comunidade médico-científica internacional ao nascer com três pênis. Este é o primeiro caso no mundo de ‘triphallia’. “Até onde sabemos, este é o primeiro caso relatado com três pênis ou ‘triphallia’”, escreveu o médico Shakir Saleem Jabali, num artigo publicado no International Journal of Surgery Case Reports, nesta segunda-feira (5). O menino, que nasceu na cidade iraquiana de Duhok, foi levado ao hospital pelos pais quanto tinha três meses devido a um inchaço no escroto. Quando o analisaram, os médicos perceberam que o bebê tinha dois pênis extra, um membro de 2 centímetros perto do pênis principal e outro membro de um centímetro junto da bolsa testicular. A anomalia, defendem os especialistas, não era expectável porque a criança não foi exposta a drogas durante a gestação e não tinha histórico de anomalias genéticas. Como os dois pênis extra não tinham uretra, onde passa a urina -, os médicos decidiram removê-los cirurgicamente. A cirurgia foi um sucesso e, um ano depois, a criança acabou por ter alta clínica. Até à data apenas eram conhecidos casos de ‘diphallia’, uma condição em que uma criança nasce com dois pênis e que afeta um em cada seis milhões de meninos. A condição foi relatada pela primeira vez em 1609, pelo médico suíço Johannes Jacob Wecker, quando este analisou um cadáver. Até então, foram reportados mil casos de ‘diphallia’.

Vilas-Boas cobra do Conselho Federal de Medicina pronunciamento sobre cloroquina

  • Rayllanna Lima
  • 06 Abr 2021
  • 08:18h

Até quando vai perdurar a omissão?", questionou o secretário de Saúde da Bahia | Foto: Reprodução

Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas cobrou nesta terça-feira (6) um pronunciamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre os riscos para o uso do “kit Covid”, que tem a cloroquina como principal medicamento para combater a Covid-19. A cobrança ocorre após um levantamento realizado pelo O Globo, com base em dados disponibilizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), indicar que as reações adversas à cloroquina aumentaram 558%. O uso irregular do medicamento teria ocasionado a morte de nove pessoas desde março de 2020, quando começou a pandemia no Brasil. “Até quando vai perdurar a omissão do Conselho Federal de Medicina?”, questionou Vilas-Boas em publicação no Twitter, marcando o perfil da entidade. Apesar da marcação, a postagem não foi respondida pelo conselho.

 

Leilão do primeiro trecho da Fiol acontece nesta quinta-feira na Bolsa de Valores de SP

  • Redação
  • 06 Abr 2021
  • 07:50h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol) terá seu primeiro trecho leiloado nesta quinta-feira (08), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A concessão do trecho de 537 quilômetros, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, deve garantir R$ 3,3 bilhões de investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão para a conclusão das obras. “A Fiol possui papel estratégico no desenvolvimento econômico da Bahia e será um importante vetor para o escoamento da produção de grãos e minério pelo Porto Sul, cujas obras estão a pleno vapor”, ressalta o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o governo federal trabalha para a implementação de mais dois trechos: entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), e de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO), quando, futuramente, irá interligar o porto de Ilhéus a outra ferrovia: a Norte-Sul. “Para a Bahia é importante que a ferrovia seja viabilizada, pois com a construção da Fiol, uma série de projetos terá andamento, a exemplo do Porto Sul. A obra está em execução e a previsão é de que a parte marítima seja iniciada em julho”, acrescenta o secretário de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti. De acordo com o edital, aprovado em 15 de dezembro de 2020, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o prazo de concessão será de 35 anos. A remuneração da concessionária se dará pelo recebimento da tarifa de transporte, da tarifa de direito de passagem, da tarifa de tráfego mútuo, das receitas decorrentes das operações acessórias e da exploração de projetos associados, nos termos definidos no edital e no contrato. O leilão da Fiol faz parte do que o governo federal está chamando de "Infra Week”, que contará também com uma série de leilões de aeroportos e portos entre os dias 7 e 9 deste mês. A expectativa é arrecadar R$ 10 bilhões em investimentos privados com as concessões. Estão na lista 22 aeroportos e cinco terminais portuários, além da Fiol.

Teresina inclui jornalistas na lista de grupo prioritário para vacinação

  • Redação
  • 06 Abr 2021
  • 07:15h

(Foto: Reprodução)

A prefeitura de Teresina, no Piauí, incluiu os jornalistas na lista de grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19. A medida ainda vai contemplar professores e guardas municipais, foi divulgada nesta segunda-feira (5),pelo prefeito da cidade, Dr. Pessoa (MDB).  "Tive um fim de semana de reflexão. Estamos preparando um decreto que estabelece que guardas municipais serão vacinados com prioridade, professores serão vacinados com prioridade e jornalistas serão vacinados com prioridade", afirmou. Segundo a prefeitura, o cronograma de vacinação destes profissionais ainda será definido e anunciado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que tem coordenado a campanha de imunização na capital piauiense.

Sesab teme crescimento de faltosos e pede busca ativa de municípios para 2ª dose

  • Redação
  • 06 Abr 2021
  • 07:04h

(Foto: Reprodução)

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) está conduzindo um levantamento específico com os municípios para apurar quantos são os casos de abandono da imunização contra o novo coronavírus. Somente em Salvador, 3,5 mil pessoas não voltaram às unidades de saúde para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

A pasta estadual tem orientado as cidades baianas a fazerem busca ativa das pessoas que tomaram a primeira dose e não compareceram para completar o esquema vacinal.

Em Salvador, dado o tamanho da cidade e o alto número de faltosos na aplicação da segunda dose, a estratégia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) tem sido divulgar através da imprensa e das redes sociais a informação e alertas sobre a necessidade e importância de tomar o reforço e completar o esquema vacinal.  

O próximo passo da gestão municipal será enviar mensagens de texto para os celulares de quem não voltou aos postos. Ao se cadastrar no Sistema Único de Saúde (SUS), o cidadão informa dados pessoais como nome, endereço e telefone de contato. A secretaria espera que a estratégia dê certo, mas não descarta a realização de busca ativa, que é quando as equipes vão até as pessoas para que sejam vacinadas.

A infectologista da SMS, Adielma Nizarala, destacou que cientificamente não há indícios de que haja problemas relacionados a passar o prazo de tomar a segunda dose, mas que a pasta vem se esforçando para seguir à risca a bula das vacinas e os prazos estabelecidos pelos fabricantes para aplicação das doses de reforço. Ela ressalta que “vacina não perde o efeito”.

“Tanto que você não retoma o esquema vacinal. Se passarem 40 dias e não for fazer, na hora que for vai tomar a 2ª dose. Não vai precisar fazer a primeira dose e todo o esquema de novo. Entretanto a gente tem tentado seguir à risca a bula do fabricante, até pra gente ter o controle, saber quem é que já tomou a segunda dose”, explicou a infectologista. 

Sobre a orientação dos fabricantes das vacinas quanto aos prazos, a Secretaria da Saúde da Bahia informou ao Bahia Notícias que no caso da Coronavac o tempo máximo para a aplicação da segunda dose é de 4 semanas. Da Oxford/Astrazenca 12 semanas. “Os estudos técnicos ainda não permitem afirmar que após esse prazo as vacinas perdem totalmente a sua eficácia”, frisou a Sesab.  

A pasta também alertou para a recomendação de que as pessoas que se infectaram após a primeira dose devem aguardar pelo menos quatro semanas para tomar a segunda.

Apesar de não haver indícios de que a vacina perca o efeito, os fabricantes reforçam que a taxa de imunização só pode ser garantida quando for cumprido o protocolo testado

OAB-BA move ação para obrigar Estado a declarar advocacia como serviço essencial

  • Claudia Cardozo
  • 06 Abr 2021
  • 06:53h

(Foto: Reprodução)

A situação experimentada por muitos advogados na pandemia, de incertezas e suspensão de prazos processuais, poderá ser resolvida definitivamente se a Justiça Federal atender ao pedido da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA) para obrigar o governador a declarar a advocacia como serviço essencial. Desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acatou o pedido da OAB para suspender os prazos, diversos advogados têm reclamado da impossibilidade de trabalhar. Os prazos foram retomados neste domingo (4), mas há receio de um novo lockdown e novas restrições para a advocacia.

A OAB-BA ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal para pedir a declaração de essencialidade da advocacia para cessar, de uma vez por todas, toda causa de impedimento do trabalho de operadores de Direito. No pedido, a Ordem pede a edição de um decreto por parte do governador Rui Costa, “garantindo o funcionamento desembaraçado de escritórios e o livre trânsito de advogados ou que se abstenha de os embaraçar ou impedir”.

Na ação, a OAB afirma que, a partir da chamada “segunda onda” da Covid-19, o Estado da Bahia editou medidas restritivas de funcionamento de atividades e deslocamento de pessoas no estado, mas que em nenhum ato se expressou a advocacia como atividade essencial, criando um “buraco cinzento” de hermenêutica. “Esta zona cinzenta é uma lacuna de insegurança jurídica, onde não prevalece a ponderação e a reflexão das altas autoridades, mas sim o ‘arbítrio do guarda da esquina''', diz a OAB na petição. Por conta disso, diversos escritórios foram alvos de uma operação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Salvador, no dia 5 de março, interditando inclusive um deles no Edifício Mundo Plaza. A medida gerou um efeito cascata em diversos condomínios, proibindo o acesso de advogados.

A OAB frisa que a Constituição Federal estabelece a advocacia como serviço essencial para a administração da Justiça, além de ser uma atividade ininterrupta e inafastável. Lembra ainda que um advogado não atua perante somente ao estado de sua seccional, podendo advogar em todo país. “A necessidade de ida ao seu ambiente de trabalho pode se justificar, por exemplo, pela impossibilidade de deslocamento de arquivos, documentos, servidores computacionais e máquinas, ou mesmo a banda larga de qualidade empresarial”, reforça o pedido da seccional. Outro argumento elencado é que a inacessibilidade da advocacia às suas salas, e as restrições ao seu livre trânsito constituem, ainda, “óbice intransponível ao próprio retorno regular dos prazos processuais, já que podem inviabilizar, por exemplo, a colheita de prova e o livre acesso aos elementos”.

A Ordem destaca ainda que não há hierarquia entre os membros da magistratura, do parquet e da advocacia, e que a categoria não conta com suporte institucional, e sofre mais com o impacto dos prazos suspensos. A OAB assinala que em diversos estados, como Minas Gerais, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraná, Sergipe e Distrito Federal, a atividade foi considerada essencial durante a pandemia. A ação foi distribuída para a 10ª Vara Cível Federal, sob a responsabilidade do juiz Evandro Reimão.

O presidente da OAB-BA, Fabrício Castro, afirma que desde março de 2020 tem buscado a declaração de reconhecimento por parte do Governo da Bahia e dos Municípios. Ele frisa que, nesta última onda, a situação de muitos advogados foi mais agravada. “Muitos escritórios tiveram uma dificuldade muito grande de acesso, muitos advogados não tiveram condições de atenderem seus clientes em suas casas, fazer audiências, e até mesmo responder seus prazos com o agravamento da pandemia”, explica Fabrício. Neste período, os pedidos de essencialidade da função foram reforçados para os Poderes Públicos. “Se tivéssemos essa declaração de essencialidade, desde o início, nós não teríamos os problemas que tivemos”, afirma.

“Se essa ação for provida, como esperamos, a situação será resolvida de forma definitiva. Eu lamento muito que a gente tenha que ter ido ao Judiciário para isso, pois é uma coisa que é óbvia, que é a essencialidade da advocacia, como previsto na Constituição Federal. O Judiciário não pode funcionar sem a advocacia”, frisa. “Essa situação precisa ser analisada, ainda que no momento haja a reabertura das atividades, pois a pandemia ainda é latente. A qualquer hora, pode haver novos decretos de restrição”, lembra Castro.

O presidente da Ordem assevera que a advocacia não é uma atividade que promove aglomeração. “Muito pelo contrário. Normalmente, é uma relação de muita confiança, de muita reserva, com poucas pessoas presentes. Ao nosso ver, não há porque impedir o acesso de advogados a seus escritórios”, sinaliza.

PRAZOS SUSPENSOS, PROBLEMAS TRAMITANDO

A advogada Roberta Leite, autônoma, afirma que seu serviço sempre foi realizado em sua residência, e que, no início da pandemia, a suspensão dos prazos foi necessária para reestruturação das dinâmicas de trabalho. Mas salienta que a medida, até para processos eletrônicos, trouxe diversos prejuízos, não somente para a advocacia, mas para todos os jurisdicionados.

A OAB pediu a suspensão de prazos no CNJ, junto com a Associação Baiana dos Advogados Trabalhistas (Abrat), pois as medidas de restrição do governo impediam o acesso aos escritórios. Para a advogada, a OAB deveria ter consultado a classe antes de fazer a requisição em um pedido de providências ao CNJ. “No meu caso, eu advogo de minha própria casa, atuo como autônoma, eu não preciso de ter acesso a um escritório para trabalhar, e percebi que, assim como eu, havia muitos outros advogados se sentindo prejudicados com a medida”, declarou.

“Esse pedido, só beneficia os escritórios, sobretudo os grandes, pois não existe lógica para a suspensão dos prazos eletrônicos. Já temos procedimentos de como atuar quando é preciso ter acesso a documentos, por exemplo”. Ela reclama que já são mais de 20 dias de suspensão de prazos, e que não houve resposta pública da OAB às críticas. 

“A pandemia não começou agora. Em março do ano passado, já havia pedido dos advogados para que as audiências fossem virtuais, telepresenciais. Houve muita resistência no início, e isso só começou a ser implementado no início de maio, pois nem todos os processos precisam de instrução. Com o tempo, fomos aguentando esses efeitos nefastos da pandemia e houve tempo da OAB para adotar medidas para abraçar aqueles que tivessem mais dificuldades de acesso [à internet]”, afirma o advogado Fábio Carvalho. Alguns advogados fizeram uma petição pública contra a suspensão dos prazos, pois anterior ao pedido, não havia prejuízos para a advocacia. 

Fábio Carvalho explica que os decretos estaduais não vedavam o acesso aos escritórios de advocacia. A vedação, segundo ele, era no sentido de atividade, de atendimento aos clientes, mas que os advogados poderiam acessar seus escritórios para pegar documentos e o token. Reforça que existiu alguns casos pontuais que deveriam ser tratados individualmente. “Deveria ter ocorrido uma consulta pública, pois a OAB sempre faz, sempre ouve a advocacia, sempre faz eventos, mas em nenhum momento fomos questionados”, reclama. 

Com a suspensão dos prazos, situações delicadas, até mesmo de saúde, podem deixar de ser analisadas pelo Judiciário. “Se o juiz deferir o pedido liminar, aquilo tem que ser cumprido logo, não está suspenso. Mas se o juiz pede manifestação da outra parte, aquilo vira prazo processual. Com isso, a pessoa fica em um leito de UTI, esperando aquele resultado. É esse panorama caótico que a gente vive”, exemplifica Fábio Carvalho. 

O advogado Jonas Ferraz reforça que o pedido não é corporativista, classista, para a retomada dos prazos processuais eletrônicos. “Primeiro, foi a suspensão dos prazos dos processos físicos, depois, dos processos eletrônicos, agora vem a suspensão das sessões de julgamento telepresenciais. Nada mais vai nos surpreender se decidirem suspender as audiências telepresenciais, que foi uma luta inglória para conseguir. Se isso ocorrer, podemos considerar que a Justiça já pode fechar”, elenca o advogado, acusando que o serviço prestado pelo Poder Judiciário é de péssima qualidade, e que a advocacia já sofre com a violação de prerrogativas. 

A advogada Camila Nogueira ironiza a situação: “Apesar da nova cepa do coronavírus ser mais transmissível, ela não contamina através da PJE. Toda coletividade sofre com os prazos suspensos. Antes, com os prazos tramitando, nosso contato com servidores e juízes já era muito difícil através dos meios eletrônicos que foram criados para facilitar, e que não funcionam. O que esperávamos da OAB é que encontrasse um meio para que pudéssemos trabalhar e que tivéssemos uma Justiça efetiva nesta pandemia. Nós não somos insensíveis com colegas que possam estar tendo dificuldades com essa questão virtual, mas queríamos uma medida que não afetasse a todos diante de questões pontuais”, finaliza Camila. 

E eis que a pandemia escancara a imoralidade, de políticos e outras

  • Levi Vasconcelos
  • 05 Abr 2021
  • 18:16h

Política não é a atividade mais descarada, é a mais escancarada. Se a representação é assim é porque a sociedade é assim | Imagem Ilustrativa

Não é algo fedorento ver os deputados aumentarem o direito de gastos com saúde em 170% (de R$ 50 mil para R$ 135,4 mil)? A democracia que eles tanto defendem é para isso?

As perguntas aí, do leitor Jean Ventura, da Pituba, Salvador, são oportunas.

Por parte, meu caro. Primeiro, sim. Fede muito, sobretudo quando muitos estão morrendo nas portas dos hospitais com Covid, e mulheres grávidas parindo quase na rua. E nós, não eles, é que queremos democracia para isso, denunciá-los, dizer da indignação coletiva que tais atos causam.

No caso dos deputados, mostra que políticos em geral agem absolutamente na contramão do bom senso, o clássico ‘primeiro o meu, depois o teu’. Deveria ser o inverso.

Lé com cré

Mas dizem que momentos difíceis como a pandemia sempre nos deixam lições. E uma delas é a exposição das fragilidades morais que grande parte da sociedade ostenta.

Aí emergem episódios tristes de todos os cantos. A enfermeira que por desatenção ou má fé fingiu que estava vacinando; os bandidos de arma em punho assaltando postos médicos para carregar vacinas; e, a cereja do bolo da imoralidade, a falsa enfermeira que estava aplicando vacinas falsas para políticos e empresários que pretendiam furar fila via submundo.

Como se vê, caro Jean, só para botar os pingos nos is, política não é a atividade mais descarada, é a mais escancarada. Se a representação é assim é porque a sociedade é assim.

Viabilização da Fiol deve acelerar projetos na Bahia, incluindo Porto Sul

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 17:44h

Primeiro trecho da ferrovia será concedido na próxima quinta-feira (8); secretários Walter Pinheiro e Marcus Cavalcanti veem impacto positivo |

A viabilização da Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol) vai potencializar uma sére de projetos em andamento na Bahia, a exemplo do Porto Sul. A avaliação é do secretário de Infraestrutura do Estado, Marcus Cavalcanti. O gestor informa que a obra do terminal de Ilhéus está em execução e “a previsão é de que a parte marítima seja iniciada em julho”. A conclusão e operação do primeiro trecho da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, será leiloada na próxima quinta-feira (8), na bolsa de valores B3. A expectativa positiva de Marcus Cavalcanti casa com a estimativa do secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-governador, João Leão, que na semana passada disse ao bahia.ba que a geração de novos negócios, sobretudo na área mineral, vai ampliar a receita do Estado e das prefeituras de cidades cortadas pela ferrovia em 20%. A concessão a ser leiloada tem 537 quilômetros e mais de 70% da execução realizada. Com duração de 35 anos, vai exigir R$ 3,3 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão para a finalização das obras. “A Fiol possui papel estratégico no desenvolvimento econômico da Bahia e será um importante vetor para o escoamento da produção de grãos e minério pelo Porto Sul, cujas obras estão a pleno vapor”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Governo da Bahia volta a declarar estado de calamidade em todo o estado

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 16:53h

(Foto: Reprodução)

O governo da Bahia publicará na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (6) um novo decreto declarando estado de calamidade pública em todo o território em virtude da pandemia da Covid-19. Este é o terceiro decreto do tipo publicado pelo governo baiano para fins de prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus. A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências. A publicação do decreto segue normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional e viabiliza a liberação de recursos por parte do Governo Federal para que sejam aplicados nas medidas de prevenção, controle, contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença.

ALBA retoma atividades, mas sessões continuam remotas

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 16:27h

(Foto: Reprodução)

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) retomou nesta segunda-feira (5) o trabalho presencial nos gabinetes dos 63 deputados estaduais, que estava suspenso por causa do aumento de casos e óbitos de Covid-19 na Bahia.

A retomada, no entanto, será feita de forma gradual. Plenário e as comissões técnicas permanecerão trabalhando de forma virtual. Nos setores administrativos da Casa, os servidores trabalharão presencialmente em regime de rodízio, sistema adotado desde março do ano passado. Os funcionários com idade acima de 60 anos ou que apresentem comorbidades permanecerão em home office.

Presidente da AL-BA, o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) justificou que a decisão de voltar ao trabalho presencial foi tomada com base na flexibilização das medidas de isolamento social determinada pelo governador Rui Costa, que permitiu reabertura de atividades econômicas não essenciais a partir desta segunda em Salvador e na Região Metropolitana.

Para acesso a Casa, será necessária medição de temperatura corporal. Já serviços como transporte de pessoal, restaurantes e lanchonetes continuarão sem funcionar. Também será disponibiliza álcool em gel nos corredores, elevadores, lavatórios, gabinetes e repartições da Assembleia.

“Em todo esse tempo de pandemia, as atividades essenciais na Assembleia Legislativa da Bahia não sofreram solução de continuidade: todos os projetos de lei foram apreciados e votados em sessões remotas – sistema que ainda prevalecerá. A situação é muito grave, o pico da contaminação não passou ainda, por isso a reabertura será gradual, realizada de forma muito segura”, informou o chefe do Legislativo estadual.

USP estuda por que há idosos que não têm sintomas enquanto jovens morrem de Covid

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 15:24h

(Imagem: Reprodução)

A Universidade de São Paulo (USP) está conduzindo um estudo que busca entender e identificar por que algumas pessoas aparentemente frágeis, a exemplo dos idosos, são infectadas e não desenvolvem sintomas, enquanto jovens vem morrendo com a Covid-19.

Um dos exemplos estudados é a da senhora Parouhi Darakjian Kouyoumdjian, de 100 anos, que teve dengue e Covid-19 ao mesmo tempo, mas apresentou sintomas mais condizentes com uma forma leve da infecção do aedes Egypti. E se recuperou bem.

A pessoa à frente da pesquisa é a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco da USP. Um dos objetos do estudo é investigar genes que podem tornar as pessoas mais resistentes ou vulneráveis ao coronavírus. As informações são de reportagem do jornal O Globo.

Apesar do estudo ainda estar em andamento, a pesquisadora acredita que, com base em dados epidemiológicos apresentados recentemente, os resistentes são mais frequentes do que os suscetíveis ao agravamento da Covid-19.

A matéria ressalta que o problema é que, apesar dessa percepção da pesquisadora, são milhões os vulneráveis e até o momento não há como identificá-los.

Outra questão é que também não fácil encontrar os resistentes, uma vez que não há como saber quem foi ou não exposto, devido à baixa testagem no Brasil.

Com UTIs superlotadas, cresce prática de pacientes intubados amarrados às camas

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 14:33h

Visto por médicos como

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra que a superlotação de UTIs com leitos para Covid-19 intensificou a adoção de uma prática arcaica nesses ambientes hospitalares: a amarração às camas dos dois braços de pacientes intubados, como forma de evitar uma reação agressiva e danosa no momento de retomada da consciência.

A prática é chamada de contenção mecânica. Embora esteja longe de ser considerada recomendável ou mesmo aceitável por especialistas em medicina intensiva, é usual há anos em UTIs, segundo três intensivistas ouvidos pela reportagem do diário paulista.

O método acaba sendo usado para evitar prejuízos graves à saúde dos pacientes. É um mal necessário, segundo os médicos. A pandemia, por um conjunto de fatores, tornou a contenção ainda mais usual em UTIs.

A Folha obteve fotos e vídeos de pacientes com as mãos amarradas aos leitos no Hospital de Campanha Zona Leste, conhecido como Cero, em Porto Velho. As imagens mostram pacientes intubados e se movimentando lentamente, com os dois braços atados com panos às bordas das camas hospitalares.

O diretor-geral do hospital, Richael Costa, confirmou à reportagem que as imagens são de pacientes com Covid-19 internados no Cero.

Profissionais de saúde relacionam a contenção dessas pessoas à falta de sedativos e tranquilizantes na unidade. Medicamentos do chamado kit de intubação escassearam nesta fase crítica da pandemia, em que 17 estados e o DF –Rondônia entre eles– têm UTIs com mais de 90% de ocupação, segundo levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) flexibilizou regras para tentar evitar o esgotamento de sedativos e bloqueadores neuromusculares nos estados.

A Folha mostrou no dia 20 que profissionais de saúde estão recorrendo a drogas de segunda ou terceira linha para garantir a sedação ou compensando a ausência de bloqueadores com mais sedativos.

“É comum fazer a contenção no leito. Se as mãos ficarem soltas, o paciente pode arrancar o tubo”, afirmou o diretor. O “desmame” pode durar de dois a três dias, segundo ele. “À medida que diminui a sedação, o paciente vai abrir o olho, vai se mexer, não saberá quem são aquelas pessoas ali. O tubo não pode ser retirado de uma vez.”

Costa reconheceu que existe uma dificuldade de aquisição de medicamentos do kit intubação e que isso leva ao uso de drogas de “segunda ou terceira escolha”. “A contenção de pacientes só pode ocorrer com ordem médica”, disse.

A Secretaria de Saúde de Rondônia disse, em nota, que não faltam sedativos no hospital de campanha.

“O procedimento aplicado, de contenção de pacientes no leito, é uma prática assegurada por lei e faz parte da dinâmica de atendimento dos pacientes. É usado apenas quando o paciente apresenta agitação física ou agressiva e serve unicamente como proteção do paciente e da equipe”, afirmou.

Médicos ligados à Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) relatam que a prática de contenção se intensificou nas UTIs com a pandemia, e apontam razões diversas para isso. A mais óbvia é a quantidade enorme de novos casos graves, com necessidade de intubação. Soma-se a isso a falta de profissionais de enfermagem em quantidade suficiente para acompanhar todo o processo de “desmame” da sedação, ao lado dos pacientes.

O diretor-geral do Cero afirmou que a contenção mecânica de pacientes não é feita por falta de medicamentos do kit intubação. “Os sedativos não acabaram. E temos bloqueadores. Temos todos os medicamentos na unidade”, disse. Segundo Costa, o que se vê nas imagens é o momento do “desmame” dos sedativos, o despertar de pacientes intubados durante o processo de retirada gradual do tubo, em razão da melhora do quadro clínico.

Mortes entre caixas, frentistas e motoristas de ônibus crescem 60% no auge da pandemia

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 13:17h

Profissionais integra grupo de trabalhadores formais que não puderam ficar em casa em nenhum momento da pandemia | Foto: Bruno Concha/Secom

Uma reportagem do jornal El País revela que trabalhadores formais que não puderam ficar em casa em nenhum momento da pandemia exercem algumas das ocupações que mais registraram aumento de mortes por coronavírus no Brasil. Segundo a publicação, o dado é resultado de um levantamento exclusivo feito pelo estúdio de inteligência de dados Lagom Data, com base em informações do Ministério da Economia.

De acordo com a reportagem, frentistas de posto de gasolina, por exemplo, tiveram um salto de 68% na comparação dos óbitos entre janeiro e fevereiro de 2020, pré-pandemia, e dois dos piores meses da crise sanitária, no início de 2021. Operadores de caixa de supermercado perderam 67% mais colegas no mesmo período. Motoristas de ônibus tiveram 62% mais mortes. Entre os vigilantes, que incluem os profissionais terceirizados que monitoram a temperatura de quem entra em shoppings centers, houve 59% de mortes a mais.

As conclusões vêm de uma análise do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Novo Caged, ligado ao Ministério da Economia. O sistema coleta, mês a mês, informações sobre contratos formais de emprego, inclusive o motivo de encerramentos. Morte é um deles, embora não seja informada a causa. Por isso, não é possível saber se todo o contingente de óbitos se deve apenas à covid-19, mas é possível adaptar o conceito de “excesso de mortes” com base neste banco de dados.

Em tempos de pandemias, os epidemiologistas costumam usar o conceito de “excesso de mortes” para tentar avaliar o impacto da doença sobre a vida da população. Mesmo que uma pessoa não morra diretamente da enfermidade da vez, ela pode morrer por outras complicações decorrentes de sua existência, como a falta de vagas no hospital num caso de urgência. Então, o procedimento normalmente usado é calcular a média de mortes esperada para um dado período e comparar esse dado ao total de mortes registradas por quaisquer causas na pandemia.

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil teve mais de 275.500 mortes por causas naturais a mais que o esperado para o país em 2020, um excesso de óbitos de 22%. O que a análise dos dados do Caged sinaliza ?de maneira inédita? é o custo da covid-19 para os trabalhadores de atividades consideradas essenciais. O levantamento mostra taxas de excesso de mortes bem superiores à média da população. São números fortes, principalmente considerando que o cadastro do Ministério do Trabalho só capta dados do mercado formal. Ou seja, não estão contabilizadas aqui as mortes de autônomos e microempresários individuais.

O Sivep-Gripe, sistema do Ministério da Saúde que organiza informações sobre cada paciente que esteve internado para tratar a Covid-19, até tem um campo para informar a ocupação do paciente, mas na maior parte dos casos ele não é preenchido. Caso fosse, seria possível avaliar até mesmo as ocupações de pacientes sem emprego formal. A exposição profissional ao risco de infecção é um ponto cego na maioria dos sistemas de saúde do mundo.

Entre os dois primeiros meses de 2020, quando a pandemia ainda não havia causado nenhuma morte no país, e os dois primeiros de 2021, quando grande parte das UTIs brasileiras já não dava conta de tratar de todos os pacientes que chegavam em estado grave, um terço a mais de mortes foi registrado considerando a soma de todas as atividades profissionais.

O salto é de 8.633 em 2020 para 11.424 em 2021.

A análise mostra que a mortalidade foi mais alta nas atividades mais claramente essenciais, como comércio de víveres e transportes. Olhando os aumentos de maneira proporcional, as ocupações com os maiores aumentos de mortes são as que dependem de contato direto com o público e não pararam durante a pandemia.

Entra em vigor lei que criminaliza prática de stalking

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 10:40h

Pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão e multa | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou o projeto que inclui no Código Penal o crime de perseguição, prática também conhecida como “stalking”. A Lei 14.132/21 entrou em vigor na última quarta-feira (31), informa a Agência Câmara de Notícias.

O projeto que deu origem à lei (PL 1369/19) é de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF). Na Câmara, o texto foi analisado em dezembro passado. A relatora foi a deputada Sheridan (PSDB-RR).

O crime de stalking é definido como perseguição reiterada, por qualquer meio, como a internet (cyberstalking), que ameaça a integridade física e psicológica de alguém, interferindo na liberdade e na privacidade da vítima.

Prisão e multa

A pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão (prisão que pode ser cumprida em regime fechado) e multa.

A pena será aumentada em 50% se o crime for cometido contra mulheres por razões da condição do sexo feminino; contra crianças, adolescentes ou idosos; se os criminosos agirem em grupo ou se houver uso de arma.

Perturbação da tranquilidade

Antes da nova lei, o stalking era tratado como perturbação da tranquilidade alheia, previsto na Lei das Contravenções Penais (LCP), com pena de prisão de 15 dias a dois meses, ou multa.

A Lei 14.132/21 revoga essa parte da LCP.

Ministério Público Eleitoral ameaça processar senador Angelo Coronel

  • Redação
  • 05 Abr 2021
  • 08:52h

Ele é presidente da CPI das Fake News | Foto:

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ameaça processar o presidente da CPI das Fake News, o senador Angelo Coronel (PSD), caso ele não encaminhe cópias de documentos sigilosos em posse do colegiado. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. A advertência chegou por ofício. O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill, diz que a alegação de sigilo para negar duas vezes o envio não se aplica ao MPE. Brill quer os documentos para a investigação sobre disparo de mensagens falsas em massa pela campanha do presidente Jair Bolsonaro. Na lista de pedidos, há material entregue por Joice Hasselmann e Alexandre Frota. Coronel está consultando a Advocacia do Senado e alega: “o MP entende muito bem sobre sigilo”.