- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 16:12h
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou, nesta terça-feira (26), uma nota pública sobre a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais. O posicionamento ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei 2628/2022 na Câmara dos Deputados, atualmente em análise no Senado.
De acordo com o CGI.br, 93% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm acesso à internet no país, sendo que 85% utilizam a rede mais de uma vez ao dia e 76% já acessaram redes sociais, segundo a pesquisa TIC Kids Online. O órgão reconhece os benefícios da conectividade, mas alerta para riscos como exploração sexual, violência, incentivo a vícios, transtornos de saúde mental e impactos no desenvolvimento.
Na nota, o comitê parabenizou a Câmara pela aprovação do projeto e destacou avanços trazidos pelo texto, como regras para configurações mais protetivas por padrão, mecanismos de controle parental, restrições ao uso de perfilamento para publicidade direcionada e possibilidade de desativar ferramentas de interação em jogos eletrônicos.
O CGI.br também reforçou que a regulação deve ser proporcional às diferentes funções e atividades dos atores que compõem a governança da internet, de forma a evitar impactos negativos ao desenvolvimento da rede. O órgão informou ainda que contribuiu com sugestões ao texto aprovado e reiterou a disposição em seguir colaborando com o debate multissetorial sobre a segurança digital de crianças e adolescentes.
- Por Catia Seabra, Mariana Brasil e Victoria Azevedo
- 27 Ago 2025
- 14:09h
Foto: Agência Brasil
O presidente Lula (PT) leu, durante a reunião ministerial que realizou nesta terça-feira (26), uma carta de 1950 do ex-presidente da República Getúlio Vargas e traçou um paralelo entre os dois momentos da história do país.
Na carta de junho de 1950, registrada pelo jornal Folha da Noite, Vargas afirmou ter confiança no povo e certeza de que seria eleito.
Após ler o texto, Lula fez um paralelo do momento atual com o de 75 anos atrás e disse que o Brasil vivia período semelhante. Ao fazer essa comparação, o presidente citou como exemplo o apoio do governo americano à oposição no Brasil, em alusão ao papel desempenhado pelos bolsonaristas para aplicação de sanções econômicas.
O presidente citou nominalmente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela articulação que tem feito nos Estados Unidos em favor do tarifaço.
"Eles, os grupos internacionais, não me atacarão de frente, porque não se arriscam a ferir os sentimentos de honra e civismo de nosso povo", diz a carta original de Vargas. "Usarão outra tática, mais eficaz. Unir-se-ão com s descontentes daqui de dentro, os eternos inimigos do povo humilde, os que não desejam a valorização do homem assalariado, nem as leis trabalhistas, menos ainda a legislação sobre os lucros extraordinários"
O texto de Vargas também dizia: "Conheço meu povo e tenho confiança nele. Tenho plena certeza de que serei eleito, mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim do meu governo. Terei de lutar. Até onde resistirei? Se não me matarem, até que ponto meus nervos poderão agüentar? Uma coisa lhes digo: não poderei tolerar humilhações".
Em sua fala, o petista disse que vive seu melhor momento e que só não será candidato nas eleições de 2026 por questões de saúde.
Nas eleições de 1950 os três maiores partidos tentaram costurar acordos para uma candidatura única à Presidência. Em fevereiro de 1949, Getúlio anunciou a Samuel Wainer, repórter de "O Jornal", de Assis Chateaubriand, que voltaria "não como líder político, mas como líder de massas". Ele havia sido deposto em 1945.
Lula cita com frequência Getúlio em seus discursos, desde seus primeiros mandatos. O petista já chegou a dizer que, em termos de experiência política, só perdia para ele e para Dom Pedro 2º. Em 2006, durante passagem pelo Sul do país, fez citações indiretas a termos usados também em cartas pelo ex-presidente, além de usar um tom próximo ao usado pelo gaúcho em suas manifestações públicas.
- Por Folhapress
- 27 Ago 2025
- 12:08h
Foto: Reprodução / X
Filhos de Jair Bolsonaro (PL) adotaram um tom mais radical e intensificaram críticas nos últimos dias a aliados, sem nomeá-los, após integrantes do centrão fazerem gestos públicos pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para parlamentares e dirigentes de centro e direita, a reação é uma tentativa de manter no clã o espólio eleitoral do pai. Além disso, avaliam que é uma forma de eles manterem a relevância eleitoral deles próprios, uma vez que serão candidatos no ano que vem.
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atribuem a movimentação em prol de Tarcísio ao "sistema" e criticam o que veem como oportunismo às vésperas do julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), que pode condenar Bolsonaro a mais de 40 anos de cadeia.
"O problema é a completa falta de humanidade diante do que está ocorrendo com quem os possibilitou alçar voos, numa imposta situação vexatória junto de outros milhares e milhões de brasileiros, enquanto fingem normalidade exatamente no momento em que o STF prepara o maior teatro já visto na história do Brasil", escreveu Carlos nas redes sociais.
Já Eduardo se queixou de pessoas que falam em substituir seu pai na corrida eleitoral e "essas mesmas pessoas ainda dizem que é para o bem de Bolsonaro".
"Se houver necessidade de substituir JB, isso não será feito pela força nem com base em chantagem. Acho que já deixei claro que não me submeto a chantagens. Qualquer decisão política será tomada por nós. Não adianta vir com o papo de "única salvação", porque não iremos nos submeter. Não há ganho estratégico em fazer esse anúncio agora, a poucos dias do seu injusto julgamento", disse ainda.
Eduardo está nos Estados Unidos, onde atua por sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo de Donald Trump, mas quer ser cotado para sucessor do pai na Presidência -mesmo que não tenha previsão de voltar ao Brasil.
Ele se queixou de não ter sido considerado na última pesquisa do Instituto Paraná Pesquisa, divulgada no fim de semana com três cenários: as candidaturas de Tarcísio, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do próprio ex-presidente.
Segundo integrantes do PL, seu nome já não era testado antes, mas a crítica pública foi vista como uma indireta para o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, sobre quem tem se queixado há meses. PL e PP são costumeiros clientes do instituto.
A ausência na pesquisa também entrou no radar do vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), que chamou o irmão de "opção natural da direita". "Por que será que o sistema tenta escondê-lo?", questionou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem adotado uma postura mais discreta. Publicamente, não critica movimentações de eventuais sucessores nem iniciativas de costuras políticas nesse sentido.
A interlocutores, ele disse que não vai criticar Tarcísio, que é considerado um importante quadro do grupo político. Dos filhos, o senador é o único que mora em Brasília e, por isso, tem tido maior acesso ao pai, tornando-se o seu principal porta-voz.
Aliados de Bolsonaro apontam a diferença da postura dele com a dos filhos Carlos e Eduardo, que aparece nas mensagens trocadas com o deputado federal e divulgadas em relatório da PF (Polícia Federal) na semana passada.
Entre entusiastas da movimentação pela pré-candidatura de Tarcísio, a expectativa é de que a oficialização aconteça após a provável condenação e possível prisão de Bolsonaro, ou seja, até novembro ou dezembro, a tempo de organizar as campanhas em âmbito nacional e regional.
Tarcísio nega publicamente a possibilidade de se lançar ao Planalto, mas adotou discurso visto por parlamentares e dirigentes partidários como de candidato. Ao passo que estreita laços com o mercado financeiro e o agronegócio, reforça a lealdade ao ex-presidente.
Na segunda-feira (25), o governador foi uma das estrelas da festa de 20 anos do Republicanos. No palco, o presidente do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que o Brasil terá uma escolha decisiva entre o passado e o futuro na eleição de 2026.
No mesmo dia, Valdemar Costa Neto tratou de um cenário em que o governador de São Paulo é candidato à Presidência e disse que ele iria para o PL. Afirmou, inclusive, que já tratou do tema com Tarcísio - o que o governador não confirma.
"Tarcísio já declarou, tive um jantar com ele há um ano e meio atrás. Ele falou: 'se eu for candidato, vou para o PL'. No jantar com os governadores, falou na frente de cinco governadores: 'sou candidato a governador, mas, se eu for candidato a presidente, eu vou para o PL'", disse Valdemar, após seminário em São Paulo.
Nos bastidores, o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, são vistos como os principais entusiastas de uma eventual candidatura do governador de São Paulo ao Planalto.
O jantar com governadores de oposição no dia em que a federação União Brasil-PP foi aprovada serviu como uma espécie de pré-lançamento de candidatura, na avaliação de integrantes do mundo político.
Ainda que o tema não tenha sido tratado diretamente -até porque outros candidatos da direita estavam lá, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)-, foi formada uma espécie de frente para 2026, com a estratégia de imprimir derrotas ao presidente Lula (PT) no Congresso, mesmo que esses partidos mantenham cargos no governo.
- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 10:06h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputados de esquerda foram surpreendidos com a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim do foro privilegiado. Nos bastidores, lideranças do campo político avaliam a iniciativa como uma manobra para levar o tema à votação com o objetivo de rejeitar o texto e encerrar a discussão.
A leitura é de que a matéria não tem consenso nem mesmo entre partidos de centro da Casa. O movimento é comparado ao ocorrido em 2021, quando o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), levou ao plenário a PEC que instituía o voto impresso no Brasil. À época, o texto foi rejeitado diante da divisão entre os deputados.
Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisa de 308 votos para ser aprovada. No caso da PEC do voto impresso, a votação alcançou apenas 219 votos favoráveis.
As informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 08:01h
Foto: Andressa Anholete / STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu pelo arquivamento de um pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento foi instaurado para apurar supostos crimes de prevaricação e advocacia administrativa relacionados à atuação do ministro como relator de uma ação sobre a disputa de comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A decisão de arquivamento foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. O representante da PGR é considerado braço direito do procurador-geral, Paulo Gonet.
O pedido de investigação havia sido apresentado pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR). Em sua representação, ele acusou o ministro de proferir decisões em benefício da antiga cúpula da CBF mesmo em “situação de suspeição”. A alegação de conflito de interesse citava um contrato da entidade futebolística com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição à qual Gilmar Mendes está ligado.
Gonet e Gilmar fundaram o IDP em 1998. Em 2017, Gonet vendeu suas cotas para Francisco Mendes, filho de Gilmar, por R$ 12 milhões, conforme revelou o BuzzFeed News Brasil.
Já a CBF e o IDP firmaram em 2023 um acordo para ofertar cursos de pós-graduação na área de gestão e negócios de futebol, como direito esportivo e empreendedorismo.
Gilmar chegou a negar em entrevista que houvesse conflito de interesse, alegando que o IDP é uma “instituição extremamente conceituada” que estava “cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário”.
Meses depois, em janeiro de 2024, Gilmar suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que havia determinado não só o afastamento do cartola baiano Ednaldo Rodrigues do comando da CBF, mas também a designação de um interventor para administrar a entidade.
Em maio deste ano, Gilmar negou mais dois pedidos para afastar Ednaldo do cargo. O caso sofreu uma nova reviravolta semanas depois, quando o TJ do Rio suspendeu outra vez Ednaldo do cargo, e o cartola desistiu de reassumir a presidência da entidade sob o argumento de “restaurar a paz no futebol brasileiro”.
Para a Assessoria Jurídica Criminal da Procuradoria-Geral da República, os únicos elementos apresentados pelo vereador de Curitiba contra Gilmar Mendes – a decisão liminar do ministro e o contrato firmado entre o IDP e a CBF – “são insuficientes para comprovar, minimamente sequer, que o ministro agiu para beneficiar ilicitamente Ednaldo Rodrigues e sua gestão na CBF”.
As informações são do O Globo.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 26 Ago 2025
- 18:40h
Foto: Divulgação
A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito policial para apurar uma suposta ação de bolsonaristas nas redes sociais contra o Banco do Brasil, citando um possível disparo massivo de publicações para aterrorizar a população. A notícia-crime foi enviada nesta segunda-feira (25) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Segundo o ofício, desde a última terça (19) diversos perfis em redes sociais teriam vinculado notícias falsas envolvendo agentes do sistema financeiro nacional, em especial o BB, em torno das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.
"Propagando desinformação, no interesse de pressionar agentes financeiros e gerar caos no Sistema Financeiro Nacional, perfis em redes sociais passaram a divulgar mensagens sugerindo a necessidade urgente de retirada de dinheiro dos correntistas do bancos", diz a AGU.
De acordo com a notícia-crime, a ação teria sido articulada para "aterrorizar a sociedade com a perspectiva iminente de um colapso no sistema financeiro nacional".
"Tais condutas têm o potencial de fomentar uma verdadeira corrida bancária para retirada de valores dos bancos, o que pode causar prejuízo à economia do país", afirma o órgão no documento.
A AGU também cita um possível interesse em incitar a população contra integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).
"Soma-se a isso uma intenção política no sentido de, relacionando tal colapso às atividades dos membros do Supremo Tribunal Federal, colocar a opinião pública contra o órgão judicial e constranger o Poder Judiciário em sua atuação típica."
Na última sexta, o Banco do Brasil identificou a ação contra a instituição e a presidente Tarciana Medeiros passou a ser pressionada, por integrantes do Judiciário e por bancos, a tomar providências e acionar a PF.
Em ofício enviado à AGU em que pede a adoção de medidas jurídicas cabíveis, o BB ressaltou que o movimento de desinformação mira comprometer o Estado de direito e a segurança jurídica. Procurado, o banco não quis comentar o documento.
O advogado Jeffrey Chiquini, numa fala para um canal bolsonarista no Youtube, recomenda abertamente que as pessoas tirem imediatamente o dinheiro do banco. Uma publicação dele no X é mencionada na notícia-crime da AGU à PF.
Chiquini diz que o BB, um banco com controle estatal, acabará sendo punido pelos Estados Unidos por desrespeitar a Lei Magnitsky e atender o ministro do STF Flávio Dino -que, nesta semana, explicitou em despacho que leis de outros países não têm validade no Brasil.
"O Banco do Brasil é 51% estatal, o Banco do Brasil vai cumprir a decisão do Flávio Dino e o Banco do Brasil vai ser sancionado pela Lei Magnitsky e vai ser desligado do sistema Swift global. Tirem imediatamente seu dinheiro do Banco do Brasil porque ele será sancionado, isso é uma certeza", disse ele no canal.
A medida foi definida pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, da AGU.
A Lei Magnitsky dos Estados Unidos foi aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. A norma impõe sanções financeiras, como congelamento de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas americanas, a estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Como revelou a Folha de S.Paulo, o cartão de crédito internacional de Moraes foi bloqueado.
- Por Folhapress
- 26 Ago 2025
- 16:37h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Lula (PT) reúne auxiliares nesta terça-feira (26) para uma reunião ministerial sob a expectativa de um alinhamento do discurso do governo e orientações sobre as prioridades no Congresso Nacional neste ano.
Segundo um auxiliar do petista, a ideia é que essa seja uma reunião para reforçar a necessidade de ações concretas e não para a apresentação de balanços.
Ele lembra que a última reunião ministerial ocorreu em janeiro e, desde então, as diretrizes do governo foram alteradas por fatos como o tarifaço de Donald Trump, a crise com o Congresso após derrubada de decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o escândalo de descontos ilegais no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Outro integrante do Planalto diz que o encontro servirá para discutir a conjuntura política nacional e internacional, sobretudo com foco nos efeitos do tarifaço, além de estabelecer uma linha de discurso única do governo.
Um ministro afirma também que considera a reunião importante para que sejam traçadas estratégias para consolidar a tendência de melhora da popularidade do presidente, registrada em levantamentos recentes.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (20) mostrou que a gestão petista alcançou 31% de avaliação positiva, contra 39% de negativa -em rodada anterior da pesquisa, em julho, Lula tinha 28% de avaliação positiva e 40% de negativa.
Esse aliado do presidente diz que é preciso aproveitar um momento que seria de divisão na direita, às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal), para reforçar temas dos quais o governo tem tratado recentemente e tem encontrado respaldo na sociedade --como a defesa da soberania nacional e a justiça tributária, com a retórica adotada por integrantes do governo de que é preciso cobrar dos ricos em favor dos pobres.
A expectativa é que os ministros Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda) façam pequenas falas no encontro nesta terça, além do próprio Lula. A previsão é de início às 9h.
O presidente deverá reforçar a cobrança a seus ministros por entregas de políticas públicas e inauguração de obras, voltando a dizer que este ano é o "ano da colheita" de seu governo.
Rui Costa, por exemplo, deverá apresentar um panorama geral das ações do governo, incluindo o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sidônio deve reforçar a ideia de um alinhamento da comunicação entre as pastas, para evitar crises e ruídos, enquanto Gleisi deverá listar a prioridade do Executivo no Congresso Nacional neste semestre.
Após o governo ter sofrido grande derrota com a reviravolta na CPMI do INSS, que levou a oposição a ocupar os principais postos do colegiado, a ideia é que Gleisi possa orientar os demais ministros a atuar pela defesa de matérias consideradas prioritárias até o fim do ano.
Entre as prioridades do Executivo estão a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, o projeto que isenta o pagamento de IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e as propostas que tratam da regulação das big techs -a ideia é que as diretrizes gerais desses textos possam ser apresentadas no encontro.
A reunião desta terça também ocorre em meio a uma série de encontros entre o presidente e lideranças de partidos da base aliada, numa tentativa de diálogo do petista com essas siglas.
Lula esteve recentemente com as cúpulas do PSD, MDB, União Brasil e Republicanos -todas legendas que, apesar de terem representantes na Esplanada, indicaram que devem apoiar candidaturas da centro-direita em 2026.
O encontro é o segundo realizado pelo governo federal com todos os integrantes da Esplanada neste ano.
Na primeira reunião, que durou sete horas, o presidente disse que a campanha eleitoral de 2026 já tinha começado e que ele não queria entregar o país "de volta ao neonazismo", em referência à gestão de seu antecessor. O petista também deu bronca em Haddad, após a crise do Pix, e sinalizou que queria aumentar o controle sobre atos dos ministérios.
No encontro de janeiro, havia expectativas de trocas no comando de várias pastas e era aventada a possibilidade de uma grande reforma ministerial -o que não acabou se concretizando. De lá para cá, o governo já substituiu Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, Juscelino Filho, das Comunicações, Nísia Trindade, da Saúde, e Carlos Lupi, da Previdência.
De acordo com relatos, deverão ocorrer novas reuniões (ainda sem datas marcadas) daqui para frente entre o petista e ministros, divididos por áreas temáticas, para apresentar resultados e propostas de cada pasta com mais detalhamento.
- Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 14:34h
Foto: Reprodução / X
O fundador da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia, confirmou ter recebido um investimento milionário do empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik do Bitcoin” e condenado a 56 anos de prisão por operar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas.
De acordo com Malafaia, o aporte ocorreu para auxiliar a editora Central Gospel, que entrou em recuperação judicial em 2019, mas a parceria terminou antes de Francisley ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). “Ele botou dinheiro na minha editora para comprar material, para me ajudar no momento mais difícil da minha recuperação”, disse o líder religioso ao Metrópoles.
A revelação foi feita em depoimento de uma testemunha-chave do processo, divulgado nesta segunda-feira (25). O empresário Davi Zocal relatou à Polícia Federal, em agosto de 2022, que o investimento do “Sheik do Bitcoin” foi de aproximadamente R$ 30 milhões.
“Só que eles combinaram o quê? Eu estava do lado. O Silas falou assim pra ele: ‘Cara, vamos fazer uma empresa com outro nome para não ferrar para nós, né?’ Então abriram a Alvox, mas o foco do Malafaia… O Francis foi sócio direto dele na principal empresa, mas foi só para dar uma esquivada, né?”, afirmou no depoimento.
Silas Malafaia e Francisley foram sócios na Alvox Gospel Livros Marketing Direto, uma loja digital voltada para o público evangélico. A empresa foi registrada em maio de 2021 e encerrada em julho de 2022.
O pastor reforçou que não tem relação com o esquema de pirâmide financeira pelo qual Francisley foi condenado. “O que que eu tenho com os crimes de bitcoin, de moeda, de criptomoeda dele?”, declarou.
- Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 12:31h
Foto: Reprodução / TV Bahia
O homem que confessou ter matado três mulheres em Ilhéus, no Litoral Sul, afirmou em depoimento que agiu sozinho e estava sob efeito de drogas. O suspeito, identificado como Thierry Lima da Silva, disse ainda que tentou assaltar uma das vítimas utilizando uma faca.
Conforme o G1, o homem ainda contou que arrastou a mulher pelo braço, mas foi surpreendido pelas outras duas, que tentaram impedir a ação e acabaram sendo atacadas. O suspeito relatou ainda que roubou R$ 30 das vítimas. Ele foi preso nesta segunda-feira (25) acusado pelas mortes de Alexsandra Suzart, de 45 anos; Maria Helena Bastos, de 41; e Mariana Bastos, de 20.
Elas tinham saído para passear com o cachorro na Praia dos Milionários, uma das mais movimentadas da cidade. Como não retornaram para casa, familiares e amigos iniciaram buscas, e os corpos foram localizados no dia seguinte, em uma área de vegetação próxima à praia.
O acusado foi inicialmente detido por tráfico de drogas. Durante audiência de custódia realizada também nesta segunda confessou o triplo homicídio, ocorrido em 15 de agosto. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após a Justiça considerar a confissão e a periculosidade do acusado.
Ainda segundo informações, após o crime, o homem disse que foi até a região do Pontal, dormiu em uma praça e queimou a bermuda manchada de sangue. Quanto ao cachorro que estava com as vítimas, relatou que o amarrou em um coqueiro próximo aos corpos porque “não tinha interesse em levar o animal”. O cão foi encontrado vivo durante as buscas.
Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que o suspeito entrou em contradição em alguns pontos do depoimento. O delegado Jorge Figueiredo destacou que as investigações continuam para apurar se outras pessoas participaram do crime.
MORTE DE COMPANHEIRO
Thierry também é suspeito de matar Lucas dos Santos Nascimento, com quem tinha um relacionamento. Segundo o delegado Jorge Figueiredo, por conta desse crime, ele teve o mandado de prisão preventiva cumprido, após ter sido preso em flagrante por confessar o triplo homicídio das mulheres.
A vítima teria morrido na última quinta-feira (21) após ficar 14 dias internada no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, com sinais de politraumatismo.
- Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 10:28h
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
O Flamengo aproveitou o embalo da goleada por 8 a 0 emplacada sobre o Vitória, na noite da última segunda-feira (25), no Maracanã, para provocar o clube baiano nas redes sociais. Nas redes sociais, o time carioca brincou com o cântico "chama a samu", tradicionalmente usado pela torcida do Leão para provocar o Bahia, mas que acabou servindo de referência ao apelido de Samuel Lino, destaque da partida.
O camisa 16 participou diretamente de cinco gols – marcou dois e concedeu três assistências – e virou protagonista da zoação rubro-negra. Na publicação, Arrascaeta, Rossi e Gonzalo Plata também entraram na onda, com o equatoriano até arriscando cantar no ritmo entoado pela Torcida Uniformizada os Imbatíveis (TUI).
Dentro de campo, a vitória flamenguista se transformou em um feito histórico: foi a maior goleada já registrada na era dos pontos corridos do Brasileirão, superando sete resultados de peso, entre eles Bahia 0x7 Cruzeiro (2003), Corinthians 7x1 Santos (2005) e Internacional 7x1 Santos (2023).
Veja alguns dos placares superados pelo 8x0:
- Goiás 7x0 Juventude (27/04/2003)
- Bahia 0x7 Cruzeiro (14/12/2003)
- São Paulo 7x0 Paysandu (28/09/2004)
- Fluminense 7x1 Juventude (26/10/2004)
- Corinthians 7x1 Santos (06/11/2005)
- Figueirense 1x7 Grêmio (24/07/2008)
- Internacional 7x1 Santos (22/10/2023)
O Flamengo volta a campo no próximo sábado (29), diante do Grêmio, novamente no Maracanã, pela 22ª rodada do Brasileirão. Esse será o último compromisso antes da pausa para a Data Fifa. Na Libertadores, o time só retorna no dia 18 de setembro, contra o Estudiantes, pelas quartas de final.
Já o Vitória tenta "juntar os cacos" e reagir após o duro revés e mudanças no comando. O técnico Fábio Carille foi demitido ainda na madrugada desta terça, e o interino Rodrigo Chagas, treinador da base e ex-jogador do clube, será o responsável por dirigir a equipe contra o Atlético-MG, domingo (30), no Barradão. Após a Data-Fifa, o Leão encara o Fortaleza no dia 13 de setembro.
- Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 08:24h
Foto: Lula Marques/Agência Brasilv
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta segunda-feira (25) parecer ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual se manifesta a favor do reforço de policiamento no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
O posicionamento foi encaminhado após Moraes receber cópia do pedido inicial feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O parlamentar defendeu que a medida é necessária para assegurar a “aplicação da lei penal”.
No documento, a PGR recomendou que a Polícia Federal mantenha equipes de prontidão em tempo integral. “Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, destacou o parecer.
O julgamento de Bolsonaro e mais sete aliados, réus do núcleo 1 da chamada “trama golpista”, está marcado para a próxima terça-feira (2), na Primeira Turma do STF.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o início de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica, após decisão de Moraes que apontou descumprimento das medidas cautelares impostas, entre elas a proibição de realizar postagens em redes sociais por meio de perfis de terceiros.
Na semana passada, em outro inquérito, a PF revelou ter localizado no celular de Bolsonaro um documento de solicitação de asilo político destinado ao presidente da Argentina, Javier Milei. O arquivo, datado de 2024, foi descrito pela defesa como um “rascunho”, negando que tenha havido qualquer tentativa concreta de fuga do país.
- Por Bruno Ribeiro / Juliana Arreguy | Folhapress
- 25 Ago 2025
- 18:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a dizer que a saúde de Jair Bolsonaro (PL) preocupa, mas afirmou que o ex-presidente sararia imediatamente caso não estivesse em prisão domiciliar.
"[Ele está] muito abatido", disse. "Mas, se estivesse livre, ele sarava na hora. O estado moral dele é por causa disso", afirmou. "Ele não merece estar onde está. Como você se sentiria no lugar dele? [Isto] acaba com a pessoa. E ver o prestígio que ele tem? 'E eu não vou poder ser candidato?' [Alguém] que transfere quase 40% dos votos [para alguém apoiado por ele]."
Valdemar participou de um seminário do grupo Esfera Brasil, que reuniu presidentes de partidos de centro-direita, governadores e empresários em um hotel de luxo próximo ao parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo.
No painel em que participou, ao lado de Gilberto Kassab (PSD), Antônio Rueda (União Brasil), Renata Abreu (Podemos) e Baleia Rossi (MDB), Valdemar havia defendido o papel que Bolsonaro tem de transferir votos para um eventual adversário de Lula (PT).
"O Bolsonaro tem grande chance de ser candidato. Por quê? Porque tem. Eu não vejo, não tem como condená-lo. Eles vão ter que discutir o golpe, que eles chamam de golpe. Que eram 20 pés de chinelo quebrando as coisas", disse Valdemar, em referência aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Os partidos de centro-direita tentam articular uma candidatura única para as próximas eleições, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, é cotado como principal nome do grupo.
"O Bolsonaro, se não puder ser candidato, vai escolher um candidato a presidente, a vice. Nós vamos ter pelo PL", disse Valdemar, enquanto o posto de vice também é disputado por partidos como PP e União Brasil.
Valdemar voltou a dizer que Tarcísio irá para o PL caso eventualmente concorra à Presidência, informação que o governador não confirma, e afirmou que o governador tratou do assunto na semana passada, em Brasília, em um jantar que reuniu o grupo na casa do presidente do União Brasil.
"Tarcísio já declarou, tive um jantar com ele há um ano e meio atrás. Ele falou: 'se eu for candidato, vou para o PL'. No jantar com os governadores, falou na frente de cinco governadores: 'sou candidato a governador, mas, se eu for candidato a presidente, eu vou para o PL'", disse Valdemar.
Na entrevista, o presidente do PL disse também não haver crimes na trama golpista denunciada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
"Você, no Brasil, pode tramar um golpe, um assassinato, desde que você não faça nada, não é crime. Por exemplo: queriam matar o Alexandre, mas não fizeram nada, não é crime."
Valdemar disse ainda que tentará reverter a inelegibilidade de Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano que vem e citou que o presidente da corte em 2026 será o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro.
"O presidente, no ano que vem, vai ser o Kassio Nunes [Marques]. Nós vamos entrar com requerimento para que seja revista essa decisão", disse.
O TSE declarou Bolsonaro inelegível em dois processos, sob acusação de abuso de poderes político e econômico. Uma das ações foi decorrente da reunião que Bolsonaro convocou com representantes diplomáticos estrangeiros para descredibilizar as urnas eletrônicas, em 2022, e outra foi pelo uso eleitoral do desfile do 7 de Setembro daquele ano, custeado com recursos públicos.
Na entrevista, Valdemar ainda defendeu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos, apoia o tarifaço contra o Brasil e tem feito articulações com o governo Donald Trump.
"Tenho certeza que ele [Eduardo] não é autor do tarifaço. Isso é do Trump. Tenho certeza que ele não se envolveu num assunto desses. Nem passou pela cabeça dele", disse.
Ele afirmou também que Trump adotou as retaliações contra o Brasil porque não quer, nas palavras de Valdemar, "que faça a injustiça que estão fazendo com o Bolsonaro".
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 25 Ago 2025
- 16:18h
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda (25) que deverá mudar o nome do Departamento de Defesa de seu país para Departamento da Guerra, retomando a nomenclatura do órgão até 1947.
"Por que nós defendemos? Antes era chamado de Departamento da Guerra e soava mais forte. Se vocês quiserem mudar de volta para o que era quando estávamos acostumados a ganhar guerras o tempo todo, está OK para mim", disse, anunciando depois que a mudança deverá ocorrer em uma semana.
"Eu não quero que seja só de defesa, mas também de ataque", afirmou a repórteres em mais uma de suas tentativas de mudar o foco do noticiário, desta vez na sensível área da defesa do país mais poderoso militarmente da história.
Trump está sob pressão devido à sua tentativa de promover um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, que o levou a receber tanto Vladimir Putin quanto Volodimir Zelenski e aliados nos EUA, sem avanço perceptível ainda.
Além disso, após militarizar a capital Washington, Trump ensaia decretar intervenção federal em cidades importantes governadas por rivais democratas, como Chicago e Nova York, o que tem levado a críticas acerca de suas reais intenções.
O mais surpreendente da decisão anunciada, caso seja levada a adiante, é que ela ocorre no momento em que Trump busca se vender como o que chamou de "o presidente da paz".
Ele repete insistentemente ter solucionado seis ou sete conflitos nos seus seis primeiros meses no cargo, uma declaração que combina exagero, fantasia e uma dose de verdade em dois casos —os tratados de paz assinados sob auspícios da Casa Branca entre Azerbaijão e Armênia e entre Ruanda e a República Democrática do Congo.
Como disse na semana passada à Folha de S.Paulo o jornalista David A. Graham, autor de um best-seller sobre o arcabouço ideológico de extrema direita infiltrado no governo Trump, o republicano tem "uma obsessão pelo Nobel da Paz" que talvez remeta ao fato de que seu antecessor e rival Barack Obama tenha ganhado a láurea em 2009, no seu primeiro ano de governo, mesmo sem méritos específicos.
O Departamento de Defesa coordena a maior máquina militar do planeta, com 2,9 milhões de servidores, sendo 1,3 milhão integrantes de forças da ativa. Há na composição geral também civis e os 780 mil integrantes da Guarda Nacional, que vem sendo empregada nas ações de Trump.
Seu orçamento é o maior do mundo também, respondendo sozinho em 2024 por 39,4% de todo o gasto militar do planeta.
O departamento começou como sendo da Guerra, em 1789, na aurora da história norte-americana. Em 1798, foi criada uma pasta irmã, a da Marinha, separando os serviços navais e terrestre, o que perdurou até a Segunda Guerra Mundial —ali, havia braços aéreos dos dois ramos bélicos.
Em 1947, foi feita uma unificação dos serviços sob um secretário de Defesa, sob o nome de Estabelecimento Militar Nacional, incluindo a recém-criada Força Aérea e outros órgãos. Dois anos depois, foi adotado o nome Departamento de Defesa.
No cargo, Trump tem apreço especial pela ritualística militar. Coalhou o Salão Oval de bandeiras de serviços armados, promoveu o primeiro desfile bélico em Washington desde os anos 1990 para coincidir com seu aniversário neste ano, recebeu Putin no Alasca com um sobrevoo de bombardeiro de ataque nuclear e caças avançados na pista.
Tudo isso contrasta com sua retórica desde o primeiro mandato, de que quer tirar dos EUA o papel de polícia do mundo e remover suas forças do que chamava de "guerras inúteis". Até aqui, parece que a prática vai no sentido contrário, seja ao atacar o Irã, ameaçar a Venezuela ou promovendo mudanças cosméticas no governo.
- Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 14:21h
Foto: Seduc Ceará
O Ministério da Educação (MEC) inicia nesta segunda-feira (25) o pagamento da sexta parcela do programa Pé-de-Meia de 2025, destinado a estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular e na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos, cerca de 3,4 milhões de estudantes devem receber o benefício até a próxima segunda-feira (1º). O pagamento é feito em forma de incentivo-frequência, no valor de R$ 200, destinado aos alunos que registrarem presença mínima de 80% nas aulas.
O calendário de depósitos segue a ordem de nascimento dos estudantes. Para os concluintes da EJA, aprovados no semestre, a parcela é única e será paga no mesmo período, no valor de R$ 1 mil.
Os alunos podem movimentar o benefício através de conta poupança aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal. Estudantes maiores de 18 anos podem sacar ou transferir os valores pelo aplicativo Caixa Tem, enquanto menores de idade precisam da autorização de um responsável, que pode ser feita no aplicativo ou em agência da Caixa.
O programa Pé-de-Meia permite ainda o acompanhamento do status dos pagamentos e demais informações escolares pelo aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, além do acesso aos dados pelo Caixa Tem e pelo aplicativo Benefícios Sociais.
- Por Aline Gama /Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 12:22h
Foto: Rosinei Coutinho / STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão acerca das regras de transparência e rastreabilidade na execução das emendas parlamentares, neste domingo (24). O documento, publicado nesta segunda-feira (25), reúne manifestações do Executivo, Legislativo, Tribunal de Contas da União (TCU), partidos políticos e entidades de controle social, além de determinar medidas de investigação.
Entenda os impactos da decisão do STF sobre as emendas parlamentares:
EMENDAS DE COMISSÃO PARALELAS E SUPOSTO NOVO ORÇAMENTO SECRETO
A Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional relataram a existência de emendas de comissão paralelas e um “novo orçamento secreto” no Ministério da Saúde.
Flávio Dino, após ouvir AGU e Congresso Nacional, decidiu não incluir esses casos na ADPF 854, por envolverem rubricas próprias do Executivo (RP1, RP2 e RP3). Eventuais irregularidades deverão ser investigadas em ações autônomas.
O ministro alertou, porém, para que o Ministério da Saúde respeite o limite constitucional das emendas de relator (RP9), autorizadas apenas para correção de erros e omissões
NOTAS TÉCNICAS DO TCU
O TCU informou que, entre 2020 e 2024, permanecem 964 planos de trabalho de “emendas Pix” (RP6) sem registro no sistema oficial, somando R$ 694,6 milhões.
O número representa um avanço, já que em fevereiro de 2025 havia 8.263 planos sem cadastro, mas ainda configura descumprimento de decisão do STF de 2022.
O ministro Flávio Dino oficiou o Ministro-Presidente do TCU para que, no prazo de 10 dias úteis, apresente a identificação dessas emendas por estado. O objetivo é subsidiar a abertura de inquéritos pela Polícia Federal em todas as superintendências do país.
POLÍCIA FEDERAL
Cada superintendência da PF deverá instaurar inquérito policial sobre os casos apontados, apurando possíveis irregularidades no uso das verbas.
A medida tem caráter preventivo e de responsabilização, reforçando que a omissão no registro das emendas compromete a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos.
EMENDAS PARLAMENTARES E SAÚDE
O Congresso aprovou em 2025 norma permitindo o uso de emendas de bancada (RP7) e de comissão (RP8) para pagamento de pessoal da saúde.
O TCU, entretanto, já havia determinado ao Ministério da Saúde que vedasse essa prática, por entender que emendas são transferências temporárias e não podem custear folha salarial.
A questão permanece judicializada, já que a decisão do TCU foi suspensa por recurso das Casas Legislativas.
ASSOCIAÇÃO MORIÁ
Segundo a decisão, uma reportagem publicada pela Metrópoles, apontou R$ 53 milhões em emendas para a entidade, ligada a suspeitas de irregularidades.
O STF citou auditorias da CGU e a Operação Korban, deflagrada pela PF em 2025, que já investigava desvios em contratos da associação.
Dino determinou que eventuais ilegalidades sejam apuradas pelas autoridades competentes em procedimentos próprios.
REPASSES PARA ONG's
A decisão determina a adoção de normas que restringem o envio de emendas a entidades sem sede comprovada, sem corpo técnico ou sem histórico de atuação.
Entre as medidas, estão: exigência de prestação de contas, publicação de convênios no sistema Transferegov com dados acessíveis à população.
BANCOS
Obrigou Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste a criar contas específicas para cada emenda, proibindo transferências para contas de passagem ou saques em espécie;
O STF determinou a criação de contas específicas por objeto financiado, bloqueio de transferências indevidas e implantação da Ordem de Pagamento de Parcerias (OPP) no Transferegov, prevista para 2026.
Dino ressaltou que a execução das emendas deve respeitar limites constitucionais e que desvios de finalidade podem configurar crime.