- Por Beatriz Santos / Carlos Matos/Bahia Notícias
- 23 Set 2025
- 14:21h
Foto: Divulgação/France Football
O prêmio da Bola de Ouro foi realizado nesta segunda-feira (22), no Théâtre du Châtelet, em Paris, capital da França. Entre coroação de Ousmane Dembélé como melhor jogador do mundo e Aitana Bonmati como melhor jogadora, confira a seguir os resultados das principais premiações do evento realizado pela revista France Football.
Campeão da competição mais prestigiada do mundo, Luis Enrique, treinador do Paris Saint-Germain, foi considerado o técnico do ano na Bola de Ouro 2025. O espanhol não compareceu ao evento por conta da partida entre PSG e Olympique de Marrselha, no Campeonato Francês.
Além disso, o vencedor do troféu Yashin, que nomina o melhor goleiro da temporada, também veste a camisa do clube francês. O italiano Gianluigi Donnarumma foi o nome das redes pelo futebol masculino, enquanto Hannah Hampton, do Chelsea, conquistou no feminino.
TROFÉU KOPA
Jovem estrela do Barcelona, Lamine Yamal ficou com o Troféu Kopa, dado ao melhor jogador e a melhor jogadora sub-21 do mundo, pela segunda vez consecutiva. Assim como Yamal, Vicky Lopez, que também é do Barça e da seleção espanhola, conquistou a honraria na categoria feminina. No caso da meia-atacante de 19 anos, a conquista é inédita.
Na categoria masculina do Troféu Kopa, o brasileiro Estêvão foi um dos destaques ao aparecer na quarta colocação, atrás apenas de Lamine Yamal (Barcelona), Désiré Doué (PSG) e João Neves (PSG), respectivamente.
CLUBE DO ANO
No futebol feminino, o Arsenal conquistou a premiação de clube do ano, com sete pontos ganhos, após fazer uma temporada em que conquistou o título da Uefa Champions League Feminina ao derrotar o Barcelona por 1 a 0, além de terminar na segunda colocação da Superliga Feminina. No masculino, a honraria ficou com o Paris Saint-Germain, que foi campeão da Liga dos Campeões, Liga Francesa, Copa da França, e vice-campeão da Copa do Mundo de Clubes.
Confira a seguir a lista completa da premiação de cada categoria:
Bola de Ouro - Ousmane Dembélé (PSG)
Bola de Ouro Feminina - Aintana Bonmatí (Barcelona)
Troféu Kopa Masculino - Lamine Yamal (Barcelona)
Troféu Kopa Feminino - Vicky Lopez (Barcelona)
Troféu Yashin Masculino - Gianluigi Donnarumma (PSG)
Troféu Yashin Feminino - Hannah Hampton (Chelsea)
Melhor treinador futebol masculino - Luis Enrique (PSG)
Melhor treinador futebol feminino - Sarina Wiegman (Seleção Inglesa)
Troféu Gerd Müller Masculino - Viktor Gyökeres (Arsenal) [53 gols]
Troféu Gerd Müller Feminino - Ewa Pajor (Barcelona) [43 gols]
Prêmio Socrátes - Luis Enrique (PSG)
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 23 Set 2025
- 12:17h
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (22) o congelamento de mais R$ 1,4 bilhão em gastos do Orçamento de 2025 para compensar o aumento de despesas obrigatórias, como benefícios assistenciais, e cumprir o limite do arcabouço fiscal.
O valor se soma a outros R$ 10,7 bilhões que já haviam sido bloqueados nas avaliações anteriores. Diante da necessidade de esforço extra, o total indisponível para os ministérios chegou a R$ 12,1 bilhões.
Neste momento, não há contingenciamento, instrumento usado quando há frustração na expectativa de arrecadação. A previsão de déficit está em R$ 30,2 bilhões, dentro da meta fiscal, que é zero, mas cuja margem de tolerância permite resultado negativo de até R$ 31 bilhões.
Nessa comparação, o resultado estimado representa uma piora em relação à última avaliação bimestral, feita em julho, quando o déficit que conta para a meta fiscal era calculado em R$ 26,3 bilhões.
Esse recorte, no entanto, desconsidera R$ 43,3 bilhões em gastos que ficarão fora da meta fiscal, como parte das sentenças judiciais e as devoluções de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Com isso, o rombo total neste ano deve ficar em R$ 73,5 bilhões. Nessa comparação, o valor é menor do que o déficit total de R$ 74,9 bilhões previsto em julho. Ainda assim, contribui para elevar a dívida pública do país.
No relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre, quando o cenário apontou aumento de receitas, a equipe econômica liberou R$ 20,6 bilhões em despesas que antes estavam contingenciadas para cumprir a meta.
Um contingenciamento pode ser revertido ao longo do ano caso o governo obtenha novas receitas. Já o bloqueio é mais difícil de ser desfeito, uma vez que depende da redução de gastos obrigatórios, em geral mais engessados.
O congelamento de despesas recai sobre os gastos discricionários, que incluem despesas de custeio da máquina (como contratos terceirizados, conta de luz) e investimentos públicos (como obras e aquisição de máquinas e equipamentos). O detalhamento do esforço exigido de cada ministério será publicado em decreto no fim do mês.
Na avaliação de setembro, o principal fator de pressão pelo lado das despesas veio do BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, cuja previsão de gastos subiu R$ 2,9 bilhões. O aumento no número de concessões da política tem sido fator de constante preocupação dentro do governo.
Houve ainda aumento de R$ 1,9 bilhão com despesas obrigatórias com controle de fluxo (o que inclui algumas rubricas da saúde, por exemplo) e de R$ 1,2 bilhão na previsão de gastos com abono salarial e seguro-desemprego. Outro R$ 1 bilhão extra foi incluído nos repasses a estados e municípios por meio da Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura.
Por outro lado, o alívio em outras despesas obrigatórias ajudou a amortecer esses efeitos. Foi o caso da queda de R$ 3 bilhões na estimativa de despesas com benefícios previdenciários. Também houve redução de R$ 1,3 bilhão na previsão de gastos com pessoal e de R$ 0,7 bilhão nos subsídios.
Do lado da arrecadação, houve uma piora de R$ 1,9 bilhão na receita líquida do governo, mas isso não gerou maiores consequências porque havia folga em relação ao déficit máximo permitido pela meta fiscal.
Segundo os números oficiais, essa piora veio principalmente das receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições), cuja estimativa caiu R$ 12 bilhões.
Parte das perdas foi compensada por uma estimativa de maior arrecadação com outras receitas, sendo as principais delas royalties e participações especiais (alta de R$ 5,7 bilhões) e dividendos de empresas (aumento de R$ 6,9 bilhões).
No fim de março, o presidente Lula editou um decreto para segurar as despesas de forma preventiva, devido ao atraso na votação do Orçamento de 2025. Na prática, portanto, os ministérios já vinham executando seus gastos mais lentamente.
Na época, o Ministério do Planejamento afirmou que a medida ajudaria a criar uma espécie de poupança para futuros bloqueios. A indicação da equipe econômica é que esse instrumento continuará em uso até o fim do ano.
ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO
O novo arcabouço fiscal determina que o governo observe duas regras: um limite de gastos e uma meta de resultado primário (verificada a partir da diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida pública).
Ao longo do ano, conforme mudam as projeções para atividade econômica, inflação ou das próprias necessidades dos ministérios para honrar despesas obrigatórias, o governo pode precisar fazer ajustes para garantir o cumprimento das duas regras.
Se o cenário é de aumento das despesas obrigatórias, é necessário fazer um bloqueio.
Se as estimativas apontam uma perda de arrecadação, o instrumento adequado é o contingenciamento.
COMO FUNCIONA O BLOQUEIO
O governo segue um limite de despesas, distribuído entre gastos obrigatórios (benefícios previdenciários, salários do funcionalismo, pisos de saúde e educação) e discricionários (investimentos e custeio de atividades administrativas).
Quando a projeção de uma despesa obrigatória sobe, o governo precisa fazer um bloqueio proporcional nas discricionárias para honrar todas as obrigações sem descumprir o limite global de gastos.
COMO FUNCIONA O CONTINGENCIAMENTO
O governo segue uma meta fiscal, que mostra se há compromisso de arrecadar mais do que gastar (superávit) ou previsão de que as despesas superem as receitas (déficit). Neste ano, o governo estipulou uma meta zero, que pressupõe equilíbrio entre receitas e despesas, com margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou menos.
Como a despesa não pode subir para além do limite, o principal risco ao cumprimento da meta vem das flutuações na arrecadação. Se as projeções indicam uma receita menos pujante, o governo pode repor o valor com outras medidas, desde que tecnicamente fundamentadas, ou efetuar um contingenciamento sobre as despesas.
PODE HAVER SITUAÇÃO DE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO JUNTOS?
Sim. É possível que, numa situação de piora da arrecadação e alta nas despesas obrigatórias, o governo precise aplicar tanto o bloqueio quanto o contingenciamento. Nesse caso, o impacto sobre as despesas discricionárias é a soma dos dois valores.
- Por Folhapress
- 23 Set 2025
- 10:14h
Foto: Reprodução / Leitor BN
Líderes do Senado querem dar início, nos próximos dias, à derrubada da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem. A decisão seria uma resposta à mobilização vista nas redes sociais e em todas as capitais do país neste domingo (21) contra o texto que protege parlamentares de processos judiciais.
A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana deve ser votada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira (24) -um prazo enxuto de uma semana depois da chegada do texto à Casa.
Cardeais do Senado afirmam que há votos suficientes para rejeitar a PEC tanto na comissão (formada por 27 senadores) como no plenário, enterrando de forma definitiva a medida formulada pelos deputados federais.
A disposição de derrotar a PEC no plenário representa também um gesto político. Tradicionalmente, projetos que são foco de divergência interna acabam abandonados pelos parlamentares e nem são colocados em votação. Votar a derrubada de uma proposta seria uma mensagem mais enfática dos senadores.
O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), que é contra a proposta, escolheu como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), igualmente crítico. Vieira apresentará parecer sugerindo aos colegas a rejeição da PEC.
A proposta tem sido duramente criticada pelo Senado desde a semana passada, mas o tamanho e a velocidade da repercussão negativa nas redes sociais pegaram de surpresa parlamentares e assessores.
Dois líderes da Câmara afirmam, sob reserva, que havia o compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de discutir a PEC na Casa. O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria falado desse acerto em reunião com líderes na semana passada, segundo eles.
Deputados se queixaram nesta segunda (22) de uma suposta quebra de acordo por parte do Senado, afirmando terem ficado muito expostos às críticas da opinião pública, sobretudo Motta. Interlocutores de Alcolumbre, por sua vez, negam a existência desse acordo.
Um aliado do presidente da Câmara classificou a repercussão negativa da PEC como um "terremoto" e disse que isso fez com que o Senado perdesse as condições de levar o tema adiante, como previsto.
Procurada, a assessoria de imprensa de Alcolumbre não respondeu.
Após as manifestações deste domingo, senadores que defendem a PEC começaram a modular o discurso. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que pretende sugerir um "aperfeiçoamento" para limitar a proposta a "crimes de opinião".
"Caso o Senado decida simplesmente vetar a PEC das prerrogativas, é decisão soberana. Ainda assim, vou propor um aperfeiçoamento que pode atender a cidadania e fortalecer as prerrogativas simultaneamente", disse pelas redes sociais.
Questionado sobre a sugestão, Alessandro Vieira disse à Folha que não conhece "o tipo penal crime de opinião". "Vou aguardar o protocolo da emenda para saber do que se trata", respondeu Vieira.
Otto Alencar afirmou que respeita a posição de Ciro, mas afirma que não cabe aperfeiçoamentos à PEC. O senador também reforçou que há disposição entre os senadores para rejeitar a ideia da Câmara.
"Respeito a opinião do senador Ciro Nogueira, que é um amigo, mas essa PEC não pode nem deve voltar para a Câmara, absolutamente, porque lá podem repor [trechos que forem descartados ou modificados]. O que nós devemos fazer é rejeitá-la. Sepultá-la na CCJ e no plenário do Senado Federal", disse.
A PEC obriga o STF (Supremo Tribunal Federal) a pedir licença prévia ao Congresso para processar criminalmente deputados federais e senadores, regra que existiu de 1988 a 2001 e que caiu devido a um amplo cenário de impunidade.
A medida é um antigo desejo de boa parte do mundo político que, publicamente, argumenta precisar se defender de coação judicial por discursos e posições ideológicas. Nos bastidores, o principal temor são as investigações a cargo do STF relativas a suspeitas de corrupção na aplicação das bilionárias emendas parlamentares.
Mesmo se for rejeitada pela CCJ, a proposta pode seguir três caminhos diferentes no Senado, a depender do desfecho da comissão.
Se for declarada inconstitucional pelo relator e rejeitada pela comissão de forma unânime -o que é pouco provável-, o presidente do Senado pode dispensar a votação no plenário e arquivar a proposta, sepultando-a.
Se a PEC for declarada inconstitucional pelo relator e rejeitada pela CCJ, mas não por unanimidade, parlamentares podem apresentar um recurso com nove assinaturas e pedir para que haja votação no plenário.
Por fim, a PEC pode ser interpretada como constitucional e rejeitada pela CCJ por outros motivos, abrindo espaço para votação no plenário igualmente.
- Bahia Notícias
- 23 Set 2025
- 08:08h
Foto: Carlos Moura / Agência Senado
O economista e empresário Rubens Oliveira Costa, apontado como sócio e “carregador de mala” de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, foi liberado na madrugada desta terça-feira (22) após pagamento de fiança. A prisão havia sido determinada pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).
De acordo com informações da TV Globo, Oliveira Costa deixou a custódia por volta de 2h30 e cumpriu todo o trâmite na Polícia Legislativa do Senado. Ele participou do registro da ocorrência e prestou depoimento ao delegado de plantão.
No ofício que embasou o pedido de prisão, Viana afirmou que o depoente recusou-se a prestar o termo de compromisso de dizer a verdade nas perguntas que não o autoincriminariam. O documento ainda registrou que o empresário teria apresentado “contradições graves e declarações falsas” e se negado a responder diversas questões feitas pelos membros da comissão. O senador destacou que não houve qualquer retratação, retificação ou saneamento das omissões.
Rubens Oliveira Costa vai responder ao processo na Justiça Federal.
- Bahia Notícias
- 22 Set 2025
- 18:20h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O governo federal pretende acelerar o envio ao Congresso de um pacote de medidas voltado ao combate de facções criminosas, conhecido como Lei Antimáfia. A proposta voltou a ganhar força após a morte do ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz, atribuída a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com informações do Metrópoles, o projeto está em fase final de elaboração no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em seguida, será encaminhado ao Palácio do Planalto para posterior envio ao Legislativo.
A iniciativa ganhou destaque no cenário político em meio às disputas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como possível adversário na eleição presidencial de 2026.
- Por João Pedro Pitombo | Folhapress
- 22 Set 2025
- 16:20h
Foto: Reprodução / PP
Depois de anunciar o desembarque do governo Lula (PT) e manter indicações da bancada para cargos, a federação União Progressista enfrenta o dilema entre compor alianças pragmáticas nos estados e pisar fundo na oposição ao petista, marchando unida em torno de um presidenciável da direita.
O rompimento foi anunciado no início do mês. Nesta semana, União Brasil e PP deram mais um passo no distanciamento com o governo, dando ampla maioria de votos em favor do regime de urgência para o projeto de anistia a Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados por atos golpistas. Na quinta-feira (18), o União Brasil exigiu que seus filiados antecipem a saída do governo Lula.
O novo cenário embaralhou as disputas internas nos estados, fortalecendo alas oposicionistas e emparedando grupos que pretendem apoiar Lula nas eleições de 2026.
Os dois partidos historicamente liberam os diretórios estaduais para formar as alianças que julgarem mais convenientes, mesmo em direção oposta ao palanque nacional. Para 2026, contudo, a federação tem planos de protagonismo e trabalha para marchar unida em torno de um presidenciável de direita.
O União Brasil tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), como pré-candidato à Presidência. Mas ele deve ceder caso prospere a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Enquanto trabalha por uma candidatura de direita, a federação deve manter indicados em cargos federais, incluindo dois ministérios e de estatais. Setores do PP permanecem próximos a Lula na Paraíba, Ceará e Maranhão, enquanto o União Brasil tem aliados do petista no Pará e Amapá.
Oficializada em agosto, a federação tem 9 diretórios sob o comando do PP, 9 do União Brasil e 9 que serão decididos pelo diretório nacional. A tendência é de acirramento das disputas internas.
Entre os diretórios indefinidos estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Maranhão, Tocantins, Sergipe e Distrito Federal.
O principal embaraço está na Paraíba, onde a federação tinha três pré-candidatos ao governo: o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), o prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (PP) e o senador Efraim Filho (União Brasil).
A primeira baixa aconteceu no início deste mês, quando Cícero Lucena anunciou sua desfiliação do PP. Ele é aliado de Lula, tem bom diálogo com o PT e portas abertas para se filiar ao MDB.
Lucas Ribeiro deve assumir o governo em 2026, quando o governador João Azevedo (PSB) renunciar para concorrer ao Senado. Mas enfrenta resistências na cúpula da federação por apoiar Lula.
A divisão interna na federação deu musculatura ao senador Efraim Filho, que nas últimas semanas selou uma aliança com o PL com as bênçãos de Michele Bolsonaro: "O controle da federação no estado está aberto e sou o único que faz oposição a Lula", afirma.
A divisão se estende ao Ceará. O presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, esteve em Fortaleza para o show Aviões Fantasy, com apresentações de Bell Marques e Xand Avião, e teve tratativas tanto com os governistas quanto com os oposicionistas do partido.
O governador Elmano de Freitas (PT) tenta atrair a federação para a sua base e acena como uma vaga na chapa majoritária. Mas o comando da aliança caminha para ficar com Capitão Wagner (União Brasil), um dos principais nomes da oposição.
"Há tentativa do governo de cooptar o União Brasil, mas seria contraditório fazer acordos com o PT", diz Wagner. Nas próximas semanas, o União Brasil deve oficializar a filiação do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, que deixou o PDT. Ele deve ser o candidato ao governo da oposição caso ex-ministro Ciro Gomes não assuma a missão.
Os ministros dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), e do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), enfrentam o dilema entre seguir para a oposição com seus partidos ou manter o apoio ao governo Lula, mesmo que deixem seus cargos. Ambos querem concorrer ao Senado.
Fufuca é aliado do governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), que tem indicado apoio à reeleição de Lula, mas enfrenta rusgas como PT local. Sabino, por sua vez, é próximo ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), outro aliado do petista.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), tem situação mais confortável para apoiar Lula, já que não será candidato em 2026. Ele é padrinho político dos ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), além o presidente da Codevasf.
Em Minas, Lula busca estreitar relações com o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil). Mas a federação é aliada de primeira hora do governador Romeu Zema (Novo).
"É natural que o prefeito queira ter uma boa relação com o presidente. Mas temos uma postura clara de oposição ao PT", diz o secretário estadual Marcelo Aro (PP), pré-candidato ao Senado.
Enquanto preparam a saída do governo, União Brasil e PP atuam para minimizar possíveis baixas em estados. Líderes locais reclamam de falta de espaço para seus projetos eleitorais.
O senador Sergio Moro (União Brasil) confirmou que vai assumir o comando do União Brasil no Paraná. Ele quer ser candidato ao governo, mas enfrenta resistência do PP local, que lançou a ex-governadora Cida Borghetti para a sucessão.
Próximo ao governador Ratinho Júnior (PSD), o partido começa a sofrer as primeiras baixas: o deputado federal Pedro Lupion está a caminho do Republicanos.
O senador Alan Rick (União Brasil), que mira o governo do Acre, também deve deixar o partido e negocia filiação ao Republicanos. O senador Márcio Bittar saiu na frente e trocou o União Brasil pelo PL.
- Bahia Notícias
- 22 Set 2025
- 14:40h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O presidente da Argentina, Javier Milei, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump na terça-feira (23), em Nova York. O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa da Presidência argentina no último sábado (20). A agenda do mandatário argentino também inclui um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à margem da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em linha com sua política externa de alinhamento com Estados Unidos e Israel, o governo argentino reafirmou nesta semana o plano de transferir a embaixada do país para Jerusalém no próximo ano. Sobre Trump, Milei já declarou publicamente seu apoio e manteve encontros com o ex-presidente norte-americano desde que assumiu o cargo, em dezembro de 2023.
A viagem ocorre em um contexto de busca de apoio internacional para a política econômica argentina. O país mantém um acordo de ajuste com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e enfrenta tensões nos mercados financeiros após a derrota do partido governista nas eleições legislativas na província de Buenos Aires. As informações são da CNN.
Como parte da agenda econômica, Milei, acompanhado do chanceler Gerardo Werthein e do ministro da Economia, Luis Caputo, entre outros, se reunirá com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, na segunda-feira (22).
- Por Ana Clara Pires/Bahia Notícias
- 22 Set 2025
- 12:35h
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
Ao som de “Apesar de Você”, clássico de Chico Buarque censurado durante a ditadura militar, artistas e manifestantes encerraram neste domingo (21) um ato político-cultural marcante contra a chamada PEC da Blindagem e o projeto de anistia em tramitação no Congresso. O protesto aconteceu na altura do Posto 5 da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, e reuniu milhares de pessoas.
Após apresentações e discursos, os artistas se uniram ao público para cantar a canção de Chico, seguida de “Quem te viu, quem te vê”, como forma de reafirmar o compromisso com a democracia e a responsabilização dos envolvidos em crimes graves.
Estiveram no palco nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Paulinho da Viola, Maria Gadú, Ivan Lins, Lenine, Geraldo Azevedo, Max Viana, Claudio Lins, Pretinho da Serrinha, Os Garotin e o próprio Chico Buarque.
A manifestação teve como foco a rejeição da PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos penais contra parlamentares, e ao projeto de anistia que busca perdoar condenados por participação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão.
"Sem anistia e com democracia, esse é o melhor Brasil", disse Caetano Veloso, ao final de sua participação, sob aplausos. Ele ressaltou que “a cultura nacional apresenta grande vitalidade” e que "não podemos deixar de responder aos horrores que vêm se insinuando à nossa volta”.
Gilberto Gil também se manifestou, destacando que o país já viveu momentos sombrios semelhantes. “Passamos por momentos parecidos, sempre em busca da autonomia, o bem maior do nosso povo”, afirmou.
O protesto no Rio foi marcado pelo tom emocional e pela memória da resistência cultural à ditadura. Os artistas, muitos deles perseguidos ou exilados nos anos de chumbo, reforçaram o papel da arte na defesa da democracia.
Ao longo do dia, o público presente também ouviu falas de lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e juristas, que alertaram sobre os riscos de impunidade institucionalizada.
Ao fim do ato, os artistas voltaram ao palco para cantar juntos a frase que ecoou como recado direto aos que tentam relativizar ou apagar a memória do país.
“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.”
- Bahia Notícias
- 22 Set 2025
- 10:20h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O empresário Gustavo Marques Gaspar, apontado como homem de confiança do senador Weverton Rocha (PDT-MA), assinou uma procuração que concedeu amplos poderes bancários ao consultor Rubens Oliveira Costa, investigado pela Polícia Federal como operador financeiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".
A documentação, obtida com exclusividade pela reportagem, autoriza Rubens Oliveira, descrito pela PF como o "carregador de mala" do esquema, a movimentar livremente contas bancárias da empresa GM Gestão Ltda, pertencente a Gustavo Gaspar. A atuação do consultor está diretamente relacionada à chamada “Farra do INSS”, esquema bilionário de fraudes contra aposentados, envolvendo descontos indevidos e pagamentos de propina a servidores e políticos.
A procuração permite que Rubens abra, movimente e encerre contas, além de realizar saques, transferências e aplicações financeiras, emitir e endossar cheques em nome da empresa. A PF investiga se a GM Gestão foi usada como empresa de passagem para ocultar ou lavar dinheiro oriundo das fraudes no INSS.
Gustavo Gaspar é descrito nos bastidores políticos como braço direito de Weverton Rocha. Ele ocupou o cargo de assessor parlamentar no gabinete da liderança do PDT no Senado entre 2019 e 2023, com salário de R$ 17,2 mil mensais. Sua exoneração ocorreu apenas após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelar que ele atuava como funcionário fantasma, sem exercer, de fato, atividades legislativas.
Apesar da exoneração formal, Gaspar continuou próximo ao senador, especialmente em articulações políticas e empresariais nos bastidores de Brasília e do Maranhão.
Rubens Oliveira Costa é apontado pela Polícia Federal como um dos principais facilitadores logísticos do esquema liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes. Em depoimentos e no inquérito em curso, ele é descrito como responsável por transportar dinheiro em espécie, distribuir propina e intermediar acordos com beneficiários do esquema, incluindo autoridades públicas.
O envolvimento direto de Rubens com a empresa de Gustavo Gaspar acende um alerta sobre o alcance político e econômico da rede de fraudes, atualmente sob investigação por diversos órgãos de controle.
A Polícia Federal ainda apura a origem e o destino dos recursos movimentados pela GM Gestão Ltda e outras empresas ligadas ao grupo. O uso de pessoas jurídicas para disfarçar transações ilícitas é uma das principais estratégias do esquema, segundo os investigadores.
- Por Folhapress
- 22 Set 2025
- 08:49h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou neste domingo (21) as acusações de envolvimento com o narcotráfico feitas pelos Estados Unidos e defendeu a abertura de um canal de diálogo direto com Washington.
Em carta dirigida ao presidente americano, Donald Trump, e divulgada pelo regime venezuelano, Maduro disse que as denúncias de vínculos com "máfias e quadrilhas do narcotráfico" são "absolutamente falsas" e classificou a as ações americanas na região como tentativa de justificar uma escalada militar.
Segundo a vice-líder do regime, Delcy Rodríguez, a carta foi entregue no dia 6 de setembro a um "intermediário sul-americano", poucos dias após o primeiro ataque dos EUA contra uma embarcação que, de acordo com o Pentágono, havia saído da Venezuela transportando drogas. A ação deixou 11 mortos.
Washington acusa Maduro de manter relações com o narcotráfico e ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por sua captura. Além disso, deslocou oito navios para o Caribe como parte de uma operação de combate às drogas. Desde então, os EUA fizeram pelo menos três ataques contra embarcações na região, que resultaram em 14 mortes.
Na carta, Maduro afirma que a Venezuela é um território "livre de produção de drogas" e que apenas 5% da cocaína produzida na vizinha Colômbia tenta passar por território venezuelano. Ele destacou ainda que, somente neste ano, mais de 70% desse percentual foi neutralizado pelas forças de segurança do país ao longo da fronteira de 2.200 quilômetros com os colombianos.
O ditador venezuelano também disse esperar que ele e Trump possam "juntos derrotar essas fake news que enchem de ruído uma relação que deve ser histórica e pacífica". Para isso, se mostrou disposto a manter um canal direto com o enviado especial americano Rick Grenell, a fim de "superar os ruídos midiáticos" e evitar um confronto que, segundo ele, traria "um dano catastrófico a todo o continente".
- Bahia Notícias
- 20 Set 2025
- 14:33h
Foto: Reprodução / Instagram
A bandeira do Brasil foi levantada pela primeira vez no topo do pódio do Mundial de Atletismo de Tóquio. O brasileiro Caio Bonfim foi o campeão da competição na prova dos 20km da marcha atlética, na última sexta-feira (19).
Além da conquista inédita para o país, Caio se tornou o atleta mais premiado na história do torneio. Anteriormente, o corredor estava empatado com Claudinei Quirino com a mesma quantidade de medalhas.
O tempo de Bonfim foi de 1h18min35s. O pódio da prova foi ainda composto pelo chinês Zhaozhao Wang, com o segundo lugar, seguido pelo espanhol Paul McGrath, medalhista de bronze.
Antes de Caio Bonfim, outros dois brasileiros já haviam faturado o ouro no Campeonato Mundial de Atletismo: Fabiana Murer, no salto com vara em Daegu, na Coreia do Sul, em 2011, e Alison dos Santos, o Piu, em 2022, nos Estados Unidos, na prova dos 400m com barreiras.
- Por Carolina Linhares| Folhapress
- 20 Set 2025
- 12:31h
Foto: Reprodução / Youtube
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, rebateu, nesta sexta-feira (19), o relator do projeto de anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Como mostrou a Folha, Paulinho, que é próximo do ministro Alexandre de Moras, do STF (Supremo Tribunal Federal), e descarta que seu projeto estabeleça anistia -o texto tratará apenas de redução de penas para os condenados por atos golpistas, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Paulinho da Força, vou retribuir o conselho que me deu, sobre colocar a mão na consciência. Entenda de uma vez por todas: eu não abri mão da minha vida no Brasil e arrisquei tudo para trazer justiça e liberdade para meu povo em troca de algum acordo indecoroso e infame como o que está propondo", publicou no X.
Eduardo viajou para os EUA em março, de onde comanda uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determine punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão.
"Um conselho de amigo, muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção. Alguém que foi posto pelo Moraes para enterrar a anistia ampla, geral e irrestrita. [...] A anistia ampla, geral e irrestrita não está sob negociação. [...] Não há qualquer possibilidade de aceitarmos a mera dosimetria das penas em processos completamente nulos e ilegais, advindos de inquéritos abusivos e absolutamente inconstitucionais", afirmou.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Paulinho afirmou que seu texto não irá afrontar o STF. "Eu não vou construir nenhum projeto que afronte o Supremo. Eu sou o maior defensor do Supremo no Tribunal Federal", disse.
"Essa redução de pena, que nem anistia é, não vai trazer pacificação", respondeu Eduardo em vídeo nas redes. "A decisão mais simples é votar contra qualquer redução de penas e a favor unicamente de uma anistia."
O deputado também rebateu Valdemar, que em entrevista à Folha afirmou que o deputado, que vem ameaçando lançar uma candidatura à Presidência à revelia de Bolsonaro, mataria o pai se fizer isso.
"Não acredito que brigue com o pai dele... Vai ajudar a matar o pai de vez?", questionou.
"Dizer que um filho ajudaria matar o próprio pai, se ele não aceitar as chantagens que até seus aliados mais próximos estão fazendo com ele, é de uma canalhice que não esperava nem mesmo de você, Valdemar. Aguardo suas desculpas públicas e espero que você só tenha se atrapalhado, mais uma vez, com as palavras", disse Eduardo ao jornal O Globo.
- Bahia Notícias
- 20 Set 2025
- 10:29h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A 17ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro fixou em R$ 68,310,00 a pensão alimentícia da filha do jogador Eder Militão, do Real Madrid, com a influenciadora digital Karoline Lima. O valor equivale a 45 salários mínimos.
A informação foi divulgada pela Quem. Conforme documentos obtidos pela revista, a decisão não é definitiva e decorre da alegação de descumprimento do acordo firmado pelos dois em 2022.
O acordo original previa o pagamento de seis salários mínimos mensais por parte de Eder, para despesas relacionadas a sua filha, como mensalidade escolar, plano de saúde, atividades extracurriculares e motorista.
O jogador teria passado cerca de um ano sem cumprir o pagamento referente à prestação de bens ou de serviço, apenas enviando o pagamento dos seis salários mínimos. Devido ao descumprimento, Karoline entrou na Justiça para uma modificação do acordo.
Ainda conforme a revista, o aumento foi acatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, definindo a quantia em 45 salários mínimos. O descumprimento do acordo teria resultado ainda no processo de execução de alimentos no valor de R$ 129 mil. A decisão ainda cabe recurso.
Nenhuma das partes comentaram sobre a decisão judicial.
- Bahia Notícias
- 20 Set 2025
- 08:26h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Um ciberataque a um provedor de sistemas de check-in e embarque afetou as operações em vários aeroportos europeus importantes, incluindo Heathrow de Londres, o mais movimentado do continente, causando atrasos e cancelamentos de voos neste sábado (20).
A Collins Aerospace, que fornece sistemas para várias companhias aéreas, está enfrentando um problema técnico que pode causar atrasos para passageiros na hora do embarque, disse o aeroporto de Heathrow.
Os aeroportos de Berlim e Bruxelas também foram afetados pelo ataque. Este último informou que 10 voos foram cancelados até o momento, com um atraso médio de uma hora para todas as partidas dos aviões —as empresas foram forçadas a inserir manualmente os dados dos passageiros que fizeram check-in no aeroporto ou tinham bagagem despachada.
A Collins, uma empresa de tecnologia de aviação e defesa com sede em Iowa (EUA), disse que o problema foi detectado em um software chamado Muse, usado para processamento de passageiros. O sistema atende cerca de 300 companhias aéreas em cerca aeroportos, segundo o site da empresa site.
"O impacto está limitado ao check-in eletrônico de clientes e despacho de bagagens e pode ser mitigado com operações de check-in manual", disse a RTX, controladora da companhia, em comunicado.
Essa parece ser ao menos o segundo problema de segurança cibernética enfrentado pela empresa. Em 2023, os nomes, endereços e detalhes de contato de pilotos e outros funcionários afiliados às empresas parceiras da Collins foram supostamente vazados após um ataque reivindicado por um grupo de "ransomware" (bloqueio de informações mediante resgate).
Passageiros com voos programados para este sábado foram aconselhados pelos aeroportos afetados a confirmar suas viagens com as companhias aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.
A British Airways, a maior companhia aérea em Heathrow, disse que não foi afetada porque tinha um sistema de backup que permitia continuar atendendo aos clientes.
A Delta Air Lines disse esperar impacto mínimo nos voos partindo dos três aeroportos afetados, acrescentando que havia implementado uma solução alternativa para minimizar o problema.
O aeroporto de Berlim disse em seu site que havia tempos de espera mais longos no check-in e estava trabalhando em uma solução rápida. O aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha, não foi afetado, disse um porta-voz.
A EasyJet, que sestá entre as maiores companhias aéreas da Europa, disse estar operando normalmente no momento e não esperava que o problema impactasse seus voos pelo resto do dia.
- Por Caio Spechoto | Folhapress
- 19 Set 2025
- 16:40h
Foto: Reprodução/TV Justiça
O advogado Nelson Wilians, alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraudes em descontos em benefícios previdenciários, negou em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS ter participado de qualquer irregularidade.
Willians repetiu essa resposta em vários momentos de seu depoimento, que ainda está sendo realizado, mesmo quando a pergunta era sobre outro assunto. No início da reunião ele não quis se comprometer a dizer a verdade no colegiado.
"Não tenho qualquer participação na chamada fraude do INSS. Nenhuma", declarou. Ele proferiu falas com esse teor inclusive quando questionado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL), sobre doações para políticos, relação com o ex-ministro José Dirceu e com o Banco do Brasil.
Relatório da operação Sem Desconto, a primeira contra as fraudes do INSS, listou movimentações financeiras atípicas ligadas a Wilians que somariam R$ 4,6 bilhões. Também foi citada ligação entre ele e o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos participantes do esquema.
Ele afirmou ter proximidade com Camisotti. "Conheço desde 2015, apresentado por um amigo em comum. Uma pessoa de bem também, como eu, que estou aqui com vocês", declarou. "Minha relação com Maurício inicia profissional e terminou como amizade", disse.
O advogado também negou conhecer Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como operador do esquema.
Wilians não mencionou diretamente, até o momento, o relatório que aponta os R$ 4,6 bilhões em transações, mas dedicou parte de suas considerações iniciais a mostrar a própria riqueza e dizer que ela foi conquistada honestamente.
"O escritório tem mais de 1.000 advogados, cerca de 3.000 pessoas na nossa operação, filiais em todas as capitais, a matriz em São Paulo, aproximadamente 20 mil clientes, pessoas jurídicas. Essa é a estrutura que este que está aqui na frente de vocês construiu", disse ele.
"No ápice do nosso escritório, quando nós advogávamos em juizado especial de pequenas causas em grande escala, chegamos a recolher R$ 2 milhões por dia de custas processuais", declarou.
A reunião da CPI foi interrompida durante a inquirição de Alfredo Gaspar para Wilians conversar com seus advogados. Na volta, ele anunciou que não responderia a mais perguntas.
"Os fatos são investigados também pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal e vou exercer o direito ao silêncio de agora em diante", disse Nelson Wilians.
Mais cedo, a CPI aprovou requerimentos para ouvir mais pessoas sobre o caso do INSS. Estão entre os convidados:
- Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
- Jorge Messias, ministro da Advocacia Geral da União;
- Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria Geral da União;
- Bruno Bianco, ex-secretário de Previdência.
Há mais oitivas previstas para esta quinta-feira. Estão na pauta os depoimentos de Tânia Carvalho, mulher do Careca do INSS, e Rubens Oliveira Milton Salvador, ambos sócios do empresário. A mulher de Maurício Camisotti, Cecília Montalvão, decidiu não comparecer, amparada por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.