- por Cristiane Gercina e Fernanda Brigatti | Folhapress
- 11 Nov 2022
- 16:42h
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
As novas regras criadas pela reforma trabalhista de 2017 completam nesta sexta (11) cinco anos em vigor. O intervalo pode ser curto para uma avaliação mais aprofundada de seus efeitos sobre o mercado de trabalho, mas já é o suficiente para que haja quem defenda uma nova reforma.
De um lado, quem a critica diz que ela não cumpriu a prometida geração de vagas, enfraqueceu sindicatos e precarizou o emprego ao criar novos contratos, como o intermitente. Para os defensores, porém, ela foi uma importante atualização das regras trabalhistas e um mecanismo de segurança para as negociações.
Desde a sua aprovação, o mercado de trabalho viveu sequências de altos e baixos, com a sobreposição de crises e mudanças. Houve a pandemia de Covid-19, que ainda não terminou, um novo governo assumiu e até uma guerra se desenrolou no Leste Europeu.
O desemprego, depois de uma piora em 2020, retomou, no terceiro trimestre, o nível de 2015, e ficou em 8,7%. Agora, passadas as eleições, as mudanças trazidas pela reforma devem voltar ao centro do debate nacional. A expectativa de centrais sindicais e de especialistas da área é a um dos princípios centrais da reforma de 2017, que alguns pontos do texto aprovado em 2017 possam ser revistos.
Além disso, a proteção a trabalhadores de aplicativos --um compromisso firmado pela frente ampla representada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral-- deve entrar na pauta.
Dentre os pontos que podem ser revistos estão ainda as regras de acesso à Justiça gratuita e uma possível reformulação da contribuição sindical. O modelo antigo de pagamento obrigatório não deve voltar, mas busca-se um meio de financiar sindicatos.
As três maiores centrais sindicais --UGT (União Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical-- são contrárias à volta do imposto sindical como era até 2017.
Ricardo Patah, presidente da UGT, vê a necessidade de uma fonte de custeio que melhore a capacidade de participação dos sindicatos nas negociações e nas homologações de demissões de trabalhadores.
Essas foram duas inovações da reforma trabalhista. A primeira é o chamado negociado sobre o legislado, no qual as empresas podem fechar acordos e, desde que isso não mexa em direitos básicos como salários e 13º, eles podem se sobrepor à legislação. Na outra, as homologações de demissões deixaram de ser feitas nos sindicatos.
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Miguel Torres, presidente da Força, também apoia a contribuição negocial. "O que defendemos é contribuição negocial aprovada em assembleia, quem tem que decidir isso é o trabalhador. Somos contra a volta do imposto sindical", diz.
Estima-se que a receita de arrecadação dos sindicatos por meio de contribuições compulsórias descontadas direto da folha de pagamento foi reduzida para menos de 2% do que era antes da reforma, caindo de bilhões para milhões.
Antes da mudança, o desconto era feito sem autorização do trabalhador. Agora, só pode haver contribuição caso haja autorização expressa do profissional. Para José Eduardo Gibello Pastore, consultor de relações trabalhistas e sócio do Pastore Advogados, o novo recolhimento aos sindicatos deverá ser feito por emenda constitucional, o que promete ser "desafio enorme para o governo Lula."
Sem o recolhimento obrigatório, o negociado sobre o legislado ficou prejudicado, avalia a advogada Letícia Ribeiro, sócia do Trench Rossi Watanabe. "Se de um lado a reforma privilegiou o negociado sobre o legislado, dando mais autonomia e poder para os sindicatos, ao tornar a contribuição sindical facultativa, gerou um impacto gigantesco da arrecadação", afirma.
Para Sylvia Lorena, gerente-executiva de relações do trabalho da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o dispositivo valorizou o diálogo e abriu caminho para os acordos que, durante a pandemia, evitaram demissões, aos permitir que as empresas e seus empregados ajustassem condições específicas às necessidades do momento.
Ela cita ainda a regulamentação do teletrabalho e a criação do contrato intermitente como avanços da nova legislação, a que considera ainda em fase de maturação. A redução de ações trabalhistas a partir do fim de 2017, efeito de mudanças na gratuidade do uso do Judiciário, é vista pela CNI como positiva para dar segurança ao ambiente de negócios. "A reforma foi uma modernização importante de uma legislação dos anos 1940."
DIREITOS DOS TRABALHADORES POR APLICATIVO
A regulamentação das atividades de motoristas, entregadores e outros profissionais que usam plataformas de tecnologia para trabalhar vem sendo discutida há alguns meses com a equipe de Lula.
Patah diz que o tema está entre os principais pontos de uma lista de reivindicações levadas pelas centrais a Lula ainda em abril, em encontro de sindicalistas com o então candidato. O sindicalista considera que o assunto depende de uma "equação complexa", pois deve trazer proteção social sem onerar os empregadores.
"O mínimo que tem que se ter é [cuidado] com a saúde e a segurança do trabalhador. E o que temos levado ao governo é a questão da seguridade e algumas regras mínimas; é um passo importante para que as pessoas não percam a vida", diz.
Letícia Ribeiro diz que a regulamentação desse tipo de trabalho pode ser feita por meio de projeto de lei à parte, mas que poderá integrar o pacote de discussões da revisão de pontos da reforma, aproveitando a disposição do Congresso em debater questões trabalhistas.
Para Ricardo Pereira de Freitas, professor de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e doutor em direito do trabalho, inserir as regras para trabalhadores por aplicativos na CLT seria um "equívoco".
"Temos defendido que necessário seria criar critérios mínimos de segurança na relação entre as partes, bem como de sustentabilidade social presente e futura, ou seja, de recolhimentos ao INSS", diz.
Gilberto Almeida do Santos, presidente do SindimotoSP (Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxista Intermunicipal de SP), afirma que não há outra forma de trazer proteção aos trabalhadores por aplicativo se não por meio de uma legislação.
"Buscamos uma maneira para que os trabalhadores sejam tratados como trabalhadores e que as empresas de entregas por aplicativos respeitem esses profissionais na forma da lei", diz.
GRATUIDADE DA JUSTIÇA E HONORÁRIOS
Um dos freios de contenção do número de ações trabalhistas foi a mudança na chamada sucumbência. A regra da reforma estabeleceu que quem perdesse a ação deveria pagar os honorários da parte contrária.
No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou o trecho que permitia a cobrança de honorários a trabalhadores que perderem processos judiciais, mesmo que sejam considerados hipossuficientes e cumpram os requisitos para ter acesso à Justiça gratuita.
Segundo a advogada Letícia Rossi, havia muita distorção e aventuras jurídicas antes da reforma. "Não havia nenhum impacto negativo para o reclamante em caso de uma improcedência da ação."
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Foto: Bruno Concha/Secom
A Bahia ligou o alerta para o aumento nos casos de meningite no estado. Somente este ano, 59 pessoas morreram vitimas da doença na Bahia. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.
Este ano, 340 baianos tiveram meningite. Salvador lidera em número de casos com 112. Os números representam mais de 200% de aumento em relação ao período da pandemia, mas a Secretaria Estadual de Saúde descarta surto da doença.
A meningite é uma doença que pode ser confundida com a gripe, mas as sequelas são graves e ela pode até matar. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.
A doença tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença.
As 59 mortes por meningite ocorreram de janeiro até agora. A maioria dos pacientes tinham entre 50 e 64 anos. Apesar do aumento dos casos, a quantidade de mortes pela doença mantém a tendência pré-pandemia.
Especialistas ressaltam a preocupação por conta da menor cobertura vacinal dos últimos 5 anos. No estado, somente 40% das crianças e adolescentes foram vacinados até agora.
A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou secreções eliminadas pelo trato respiratório (nariz e boca).
Para que essa transmissão ocorra, há necessidade de contato direto, íntimo e frequente com a pessoa doente (troca de secreção).
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Foto: Divulgação/Sesab
A Bahia recebeu, nesta quinta-feira (10), a primeira remessa de vacinas contra a Covid-19, da Pfizer BioNTech, para crianças de seis meses a menores de três anos. A Anvisa autorizou o uso da vacina da Pfizer para esse grupo infantil no dia 16 de setembro.
O avião, com 70 mil doses pousou no aeroporto de Salvador. Este é o primeiro envio deste tipo de imunizante destinado ao estado. De acordo com a Secretária da Saúde do Estado (Sesab), Adélia Pinheiro, as doses serão distribuídas a partir da próxima quarta-feira (16), após o início das atividades de capacitação das equipes de saúde responsáveis pela aplicação da vacina.
As doses serão distribuídas conforme definição da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), instância deliberativa que reúne gestores de saúde dos 417 municípios e do Estado. Ainda de acordo com Adélia Pinheiro, as novas doses serão destinadas, prioritariamente, para crianças com comorbidades, mas não exclusivamente para esse grupo.
Foto: Divulgação/ Polícia Civil
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizou no início da manhã desta sexta-feira (11) uma operação visando desarticular uma organização criminosa especializada nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A operação conta com apoio operacional das Policias Civis dos Estados do Pará, Tocantins, Bahia e Mato Grosso.
De acordo com a PCPE, estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão, 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.
As investigações, ainda de acordo com a Polícia Civil, começaram em 2020. Na operação desta sexta-feira, participam 70 policias civis, além de 21 policias militares. A assessoria da PCPE vai divulgar detalhes da operação.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2022
- 07:09h
Foto: Divulgação / GOVBA
Com a promessa de distribuir R$ 1,4 bilhão, o pagamento restante de 10% dos precatórios do antigo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) aos professores da rede estadual deve ocorrer até o início de fevereiro de 2023. A Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb) não definiu data, porém afirmou ao Bahia Notícias que os pagamentos devem ser realizados após a avaliação dos requerimentos.
“A fase de avaliação dos requerimentos vai levar até 60 dias e ela será iniciada após o dia 25 de novembro. Não há como precisar uma data, mas se considerarmos que a avaliação dos requerimentos pode ocorrer até o dia 25 de janeiro de 2023 , o pagamento será realizado, no máximo, em até cinco dias úteis após essa data”, explicou a Saeb.
Levando em consideração que o dia 25 de janeiro de 2023 é uma quarta-feira, caso os pagamentos demorem os 5 dias úteis, eles seriam realizados apenas no dia 1° de fevereiro. O Estado ampliou o prazo de entrega em 30 dias, saindo de 25 de outubro para 25 de novembro, o que, consequentemente, também atrasou os pagamentos (veja mais aqui).
A previsão inicial era que 100% do valor que os profissionais têm direito fosse pago até o final deste ano.
Até o momento, o governo da Bahia realizou o pagamento de R$ 1,11 bilhão para cerca de 67 mil educadores. Sendo R$ 1,041 bilhão pagos em setembro, para 57 mil profissionais; e R$ 69,8 milhões distribuídos para 10.247 professores (relembre aqui e aqui).
Vale lembrar que só possuem direito ao valor os educadores que estavam em emprego público, em efetivo exercício na educação básica da rede pública de ensino, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2006.
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- Ana Bottallo | Folhapress
- 10 Nov 2022
- 20:03h
O Brasil vai iniciar os testes em humanos de uma vacina contra o vírus chikungunya nos próximos meses. O imunizante, desenvolvido pelo laboratório europeu Valneva em parceria com o Instituto Butantan, é o primeiro no mundo contra o patógeno. Se aprovado, ele será a única forma de prevenir contra a doença, que pode provocar lesões na pele, dores nas articulações, imobilização e até morte.
Chamada de VLA1533-101, a vacina contém o vírus chikungunya modificado (atenuado) de forma a não ser capaz de infectar as células. Uma etapa anterior da pesquisa, conduzida nos Estados Unidos com 4.115 voluntários adultos, demonstrou que a vacina é segura e leva à produção de anticorpos em até 96% dos participantes.
Agora, o estudo de fase 3 no Brasil irá avaliar a segurança e a capacidade de produzir anticorpos da vacina em adolescentes que já tiveram a doença no passado e naqueles que nunca foram infectados.
Na etapa brasileira, serão incluídos somente adolescentes saudáveis de 12 a 17 anos. Os voluntários interessados em participar nos testes podem se cadastrar em um dos dez centros espalhados no país através do site do estudo do Butantan. A expectativa é que sejam incluídos 750 participantes.
Um dos centros que vão participar dos testes é a Unidade de Pesquisa do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o único com abrangência na cidade de São Paulo e na Grande SP. Ligado ao estado, o centro teve também papel importante no ensaio clínico da vacina contra Coronavac, contra a Covid-19.
Para Ana Paula Veiga, médica infectologista e pesquisadora do Emílio Ribas, o teste em adolescentes no país é fundamental pois pode levar à aprovação do imunizante pela Anvisa (Agênca Nacional de Vigilância Sanitária). "A etapa anterior já demonstrou que é uma vacina segura e imunogênica [que gera a produção de anticorpos], e estamos testando a mesma dosagem, mesma vacina que foi aplicada em adultos em adolescentes. O que se espera é que após os resultados e aprovação, essa vacina possa ser fabricada no Instituto Butantan", diz.
A chikungunya é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo relacionado a dengue, zika e febre amarela. Entre os sintomas estão febre alta, dores no corpo e na cabeça, manchas avermelhadas e dores nas articulações, que podem ser incapacitantes. Em pessoas com comorbidades, o quadro clínico pode ser ainda pior.
No país, no último ano, foram registrados 136 mil casos de chikungunya, com maior distribuição nos estados de Pernambuco (40.904), São Paulo (30.112) e Bahia (17.484). Este ano, nas sete primeiras semanas epidemiológicas, foram registrados cerca de 6.000 casos no país, uma redução de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Ministério da Saúde.
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Foto: Governo da Bahia
Famílias de estudantes da rede estadual de ensino recebem, a partir desta quinta-feira (10), o pagamento do Bolsa Presença, programa que incentiva alunos em condições de vulnerabilidade socioeconômica a permanecerem frequentando as escolas.
O benefício está vinculado à presença do estudante nas aulas e abrange cerca de um milhão de pessoas, no total, de acordo com a Secretaria de Educação da Bahia.
Além da assiduidade nas aulas, os estudantes precisam manter os dados cadastrais familiares atualizados no CadÚnico. O crédito tem parcelas no valor de R$ 150, com acréscimo de R$ 50 por família, a partir do segundo matriculado.
O Bolsa Presença atualmente é um programa permanente de política pública. Em 2021, foram investidos R$ 469 milhões nos créditos. Em 2022, até o momento, foram disponibilizados mais de R$ 675 milhões, com recursos estaduais.
- g1 BA e TV Bahia
- 10 Nov 2022
- 16:09h
Foto: Reprodução/TV Bahia
O Sindicato das Escolas Particulares (Sinep) indica, para o próximo ano letivo, que as escolas particulares da Bahia devem aplicar reajustes nas mensalidades entre 9% e 15%. O aumento leva em consideração fatores como a redução número de alunos matriculados e descontos que precisaram ser ofertados durante o período da pandemia da Covid-19, quando o modelo de aulas remotas foi implantado.
Em Salvador e região metropolitana, existem cerca de 1.500 escolas da rede particular e a expectativa do Sinep é que a maioria aumente os preços cobrados.
O reajuste médio nas mensalidades é maior que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desse ano, que é de 5,6%, divulgado pelo Banco Central.
"As escolas particulares perderam alunos da educação infantil, deram altos descontos e tiveram que fazer altos investimentos para realizar as aulas remotas. Isso gerou uma descapitalização muito grande das escolas", afirmou o presidente do Sinep, Tadeu Coelho.
Em uma escola de educação infantil e fundamental em Salvador, no bairro de Itapuã, a previsão de reajuste é estimado entre 10% a 15%. A diretora afirma cerca de 70 alunos saíram durante o período de pandemia, a grande maioria do ensino infantil.
"Tivemos gastos com recursos tecnológicos, a internet e a preparação dos colaboradores para utilizar os equipamentos. Precisamos fazer investimentos para se adequar ao momento atual", disse Jordânia Santos, diretora da unidade de ensino.
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Foto: Reprodução/TV Bahia
O relatório "100 Dias de Fogo Cruzado na Bahia", do Instituto Fogo Cruzado, em parceria com a Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas, contabilizou 443 tiroteios, que resultaram em 401 baleados – uma média de quatro por dia, entre 1° de julho e 8 de outubro deste ano. Destas vítimas, 304 morreram.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10), no auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador. Nestes 100 primeiros dias de acompanhamento, a capital baiana concentrou três em cada quatro tiroteios registrados em toda a região metropolitana, e 72% dos baleados.
Mas, apesar de menos registros, é importante ter um olhar atento para outras cidades. Cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) tiveram mais vítimas do que tiroteios, o que aponta para um alto risco de letalidade. Foram eles: Simões Filho, Vera Cruz, Mata de São João e Candeias.
Os homicídios são o mais grave problema da violência armada em Salvador e RMS, sendo quase metade dos casos (47%) identificados como homicídios ou tentativa de homicídio.
A sensação de insegurança da população é justificada pelos números: dois em cada três tiroteios terminam com alguma pessoa baleada, e mais da metade dos casos (55%) terminou em mortos; em quase 10% das vezes os tiros deixaram dois ou mais vítimas fatais.
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Foto: Divulgação/PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza, entre sexta-feira (11) e terça (15), a Operação Proclamação de República 2022 nas rodovias da Bahia. Durante este período, será reforçado o policiamento ostensivo preventivo em locais e horários de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade.
Segundo a PRF, a previsão é de um aumento no fluxo de veículos e de ônibus de passageiros nas rodovias federais, porque o feriado da Proclamação de República ocorre, este ano, em uma terça-feira. Esses fatores contribuem para o aumento da violência no trânsito e podem provocar aumento na quantidade de acidentes graves, feridos e mortos.
A polícia vai direcionar ações de policiamento e fiscalização com foco na segurança viária, em especial na prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito.
A Operação Proclamação de República 2022 tem o objetivo de garantir aos usuários das rodovias federais segurança, conforto e fluidez do trânsito.
Foto: Arquivo Pessoal
O Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) disponibilizou 504 vagas de estágio e 159 vagas de jovem aprendiz para toda a Bahia. Do total de oportunidades, 300 vagas de estágio e 96 de aprendiz são para a capital baiana. Os interessados devem se cadastrar através do aplicativo ''Meu CIEE'' ou pelo site da instituição.
Além dos canais de comunicação online, os estudantes podem procurar a unidade do CIEE nas cidades de Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Itabuna e Vitória da Conquista. O atendimento presencial é de segunda a sexta, das 9h às 16h.
As oportunidades são para cursos como Administração, Contabilidade, Economia, Pedagogia, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, Direito, Enfermagem, Biomedicina, Educação Física, Marketing, Ensino Médio e etc.
Endereços unidades CIEE na Bahia
- Salvador: Posto SIM - Rua Miguel Calmon, 506 Edifício Ouro Preto - Térreo - Comércio
- Camaçari: Rua Sabiá, 1 - Quadra 4 - Lote 1 - Camaçari de Dentro
- Feira de Santana: Av. Getúlio Vargas, 3337 - Santa Mônica
- Itabuna: Av. Duque de Caxias, 359 - Centro
- Vitória da Conquista: Multiplace Conquista Sul - Avenida Juracy Magalhães, 3340 Centro Empresarial - Bloco A - 7º Andar - Salas 703 e 704 - Felicia
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Foto: Divulgação/Ascom-PC
Um homem suspeito de estuprar uma adolescente de 12 anos teve um mandado de prisão preventiva cumprido nesta quarta-feira (9), em Jequié, cidade do sudoeste da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, o homem também era investigado por manter relações sexuais com adolescentes menores de 14 anos, em seu estabelecimento comercial.
A prisão ocorreu durante a Operação Duke, deflagrada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), para investigar e prender autores de crimes de estupro de vulnerável. O seguimento do estabelecimento comercial do suspeito não foi detalhado pela polícia.
"Apuramos que a vítima de 12 anos fora atraída juntamente com uma amiga da mesma idade por uma oferta de um aparelho celular. Durante as visitas, o criminoso ainda oferecia drogas às garotas para consumirem juntos", detalhou a delegada Grazziele Quaresma Pereira.
Durante o cumprimento da ordem judicial, que contou com o apoio de equipes da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), os policiais apreenderam com o homem, que também é investigado por importunação sexual, uma porção de maconha e sementes da erva.
Ele foi submetido ao exame de lesão corporal e está à disposição da Justiça. A droga foi encaminhada à perícia.
- por Marcelo Rocha | Folhapress
- 09 Nov 2022
- 18:07h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Na véspera da entrega do relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) afirmou não ter constatado "qualquer fato que aponte suspeita" de irregularidades no processo eleitoral, concluído no último dia 30.
"Evidenciou-se, ao contrário, a postura transparente da Justiça Eleitoral na preservação da lisura e da segurança no processo", disse um relatório da OAB entregue nesta terça-feira (8) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes.
Comissões vinculadas a cada seccional da Ordem nos estados e no Distrito Federal, segundo a entidade, monitoraram, junto aos tribunais regionais eleitorais, as diferentes etapas do pleito, nos dois turnos. A totalização dos votos no TSE foi acompanhada pela OAB nacional.
"Atestamos a confiabilidade e a integridade das urnas eletrônicas", afirmou a entidade no relatório encaminhado a Moraes. "Este Conselho Federal da OAB reafirma, seguramente, que o Brasil presenciou eleições limpas, transparentes e seguras."
Integrantes da corte, porém, temem que o relatório do Ministério da Defesa, cuja entrega ao tribunal é esperada nesta quarta (9), estimule os atos golpistas espalhados pelo país.
Isso porque a expectativa é a de que o documento da pasta subordinada a Jair Bolsonaro (PL) não seja assertivo quanto à confiabilidade do sistema eletrônico de votação.
Nesta terça, por exemplo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, evitou reconhecer o resultado da disputa que deu a vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em sua primeira entrevista coletiva desde que ocorreu o mensalão, escândalo que o levou à cadeia, o dirigente partidário condicionou o reconhecimento da derrota de Bolsonaro ao relatório que o Ministério da Defesa apresentará sobre as urnas.
"Vamos ter que esperar o relatório amanhã [quarta]. Temos diversos questionamentos que fizemos ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], vamos esperar essas respostas", disse.
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- por Idiana Tomazelli e Thiago Resende | Folhapress
- 09 Nov 2022
- 15:57h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi alertada por integrantes do Congresso Nacional sobre os riscos de se retirar um conjunto de despesas sociais de maneira permanente do alcance do teto de gastos -regra fiscal que limita o crescimento das despesas à variação da inflação.
A recomendação dada ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e a parlamentares do PT é de que a exceção à regra fiscal tenha um prazo de validade, que poderia ser de um ano ou até de quatro anos (período do mandato presidencial). O tema foi discutido em reunião na noite desta terça-feira (8) na CMO (Comissão Mista de Orçamento).
A avaliação entre os membros da comissão é que a exclusão permanente de alguma despesa do teto de gastos pode repercutir mal no mercado financeiro, num momento em que o governo eleito ainda busca inspirar confiança e credibilidade entre os investidores.
"Há um consenso de que a PEC [proposta de emenda à Constituição] e a retirada desses gastos do teto é o melhor caminho. Mas os membros da CMO querem que isso tenha um horizonte. Pode até ser pelo mandato [de Lula], quatro anos, mas [para eles] é preciso ter um prazo", disse o deputado Enio Verri (PR), coordenador do PT na comissão.
O alerta dos membros da CMO deve ser levado por Alckmin a Lula, que chegou a Brasília na noite desta terça e vai manter uma série de encontros com a cúpula dos Poderes, na expectativa de já trabalhar na costura de apoio à PEC.
Como mostrou a Folha nos últimos dias, a retirada permanente do Bolsa Família e de outras despesas sociais do cálculo do teto de gastos passou a ser discutida de maneira firme no grupo da transição como opção para abrir espaço no Orçamento. O objetivo é garantir recursos não apenas em 2023, mas também nos próximos anos.
Segundo interlocutores da equipe, a medida tira pressão e dá mais tempo ao time de Lula para discutir uma eventual revisão estrutural das regras fiscais, tarefa que não será trivial e demandará uma série de análises técnicas, além de construção de apoio político no Congresso.
A exclusão mais duradoura de despesas do teto de gastos, portanto, evita que o novo governo fique sem margem. O novo risco de aperto poderia surgir já em abril de 2023, quando é preciso encaminhar o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024.
Uma das possibilidades analisadas é retirar o montante total de R$ 175 bilhões para o Bolsa Família, considerando os R$ 105,7 bilhões já reservados na proposta orçamentária mais os valores necessários para elevar o valor mínimo a R$ 600 e pagar benefício adicional de R$ 150 para crianças a menores de seis anos.
Dessa forma, o montante atualmente reservado na proposta de Orçamento para o Auxílio Brasil --suficiente apenas para um benefício médio de R$ 405,21-- seriam redistribuídos às demais áreas que precisam de suplementação, como saúde, educação e obras. O novo governo também quer reservar recursos para um aumento do salário mínimo acima da inflação.
A exclusão da despesa seria feita por meio da chamada PEC da Transição, que está sendo negociada para abrir espaço no Orçamento de 2023 e foi anunciada pela equipe de Lula na semana passada.
Inicialmente, a previsão era que o texto fosse apresentado ao Congresso nesta terça. Esse prazo foi prorrogado para quarta-feira (9), e depois novamente estendido até o fim da semana.
Aliados de Lula dizem que Alckmin irá apresentar ao presidente eleito o cenário político para a PEC nesta quarta.
Lula tem reuniões marcadas no mesmo dia com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes; e do STF Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber.
"Pelo que foi dito, querem esperar a presença de Lula, a conversa, tudo isso daí", disse o relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI), após a reunião da CMO. "Lula é quem vai dar o carimbo final."
Além da exclusão das despesas, outras opções vêm sendo analisadas pela equipe que auxilia na transição. O próprio vice-presidente eleito, porém, já adiantou que o novo governo tem preferência pela alteração constitucional.
"Nós devemos, nos próximos dias, definir o caminho. Um deles, certamente o mais provável, é o caminho PEC-LOA. A proposta de emenda à Constituição e a Lei Orçamentária", afirmou Alckmin.
Responsáveis pelo texto da PEC lembram que as medidas na área social são uma das apostas do presidente eleito para impulsionar a retomada da economia.
"O ideal é incluir os pobres no Orçamento e ficar", disse à Folha o senador eleito Wellington Dias (PT-PI). Ele foi escalado por Lula para atuar nas negociações da proposta de Orçamento para 2023.
"É uma excepcionalidade para essa parte social. O que é o social, é o que vai ser definido. Não é só a questão do Auxílio [Brasil]", afirmou. "O entendimento é que essa parte vai ter todos os anos."
A equipe de Lula tem conduzido discussões internas e com integrantes do Congresso sobre o rol de despesas que poderiam ficar livre do limite de despesas. Nas reuniões no Legislativo, parlamentares têm insistido na necessidade de reservar recursos para a saúde, garantindo a recomposição de programas como o Farmácia Popular.
A intenção de suspender regras fiscais para algumas despesas, porém, não muda a intenção do governo Lula de rever o teto de gastos. O presidente eleito defendeu, durante a campanha, revogar a regra. Sua equipe de técnicos analisa alternativas, como retomar a regra de resultado primário (diferença entre receitas e despesas) com o principal âncora ou ainda fixar um limite mais flexível de gastos.
"Não altera nosso compromisso em rever [o teto]. O que o presidente quer: ter compromisso fiscal e de controle das contas", disse Dias.
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- Bahia Notícias
- 09 Nov 2022
- 13:53h
Foto: Divulgação
O presidente-executivo da Meta, empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, Mark Zuckerberg, anunciou uma demissão em massa nesta quarta-feira (9). Mais de 11 mil pessoas foram demitidas e o número represente cerca de 13% de sua força de trabalho.
"A desaceleração macroeconômica e o aumento da concorrência fizeram com que nossa receita fosse muito menor do que eu esperava", disse Zuckerberg em uma mensagem aos funcionários. "Eu errei e assumo a responsabilidade", acrescentou ao anunciar o maior corte da história da empresa.
A movimentação ocorre após uma sequência de demissões em massa entre gigantes da tecnologia neste mês. No último dia 4, o Twitter demitiu metade dos 7,5 mil funcionários após a rede social ser adquirida pelo bilionário Elon Musk.