- ASCOM I PMB
- 06 Mar 2026
- 16:16h
Foto: Divulgação
A Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Brumado realizou, entre os dias 01 de março e 03 de março, uma importante agenda institucional, com foco no fortalecimento das políticas públicas culturais e esportivas do município.
A comitiva foi composta pelo Secretário Municipal José Ribeiro, pelo Diretor de Cultura Paulo Esdras e pelo Diretor de Esporte, Lazer e Turismo Ahilton Amorim.
Cultura em destaque na III Teia da Cultura
No dia 1º de março, a equipe participou do Encontro dos Gestores Municipais do Cultura Viva, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia durante a III Teia da Cultura, realizada no Centro de Convenções de Feira de Santana, em Feira de Santana.
O evento reuniu gestores de diversas regiões do estado para discutir a ampliação da Política Nacional Cultura Viva, fortalecimento dos Pontos de Cultura e novas oportunidades de fomento por meio de editais estaduais e federais.
A participação de Brumado reafirma o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura popular, dos artistas locais e das manifestações tradicionais.
Esporte e investimentos em pauta
No dia 2 de março, a comitiva esteve em reunião com a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB), onde foram discutidas possibilidades de convênios, apoio a eventos esportivos e projetos de infraestrutura.
Ainda no mesmo dia, os representantes municipais se reuniram com o Deputado Federal Waldenor Pereira para tratar da destinação de emendas parlamentares e do apoio a projetos estruturantes nas áreas de cultura e esporte.
Diálogo com a FUNCEB e articulação na Assembleia Legislativa
No dia 03 de março, a agenda incluiu reunião com Sara Prado, Diretora Geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), para tratar de programas de fomento, editais e cooperação técnica.
À tarde, a comitiva esteve no gabinete do Deputado Estadual José Raimundo Fontes, na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, fortalecendo o diálogo institucional e apresentando demandas prioritárias do município.
Compromisso com o desenvolvimento cultural e esportivo
A agenda institucional reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo com o desenvolvimento de políticas públicas estruturadas, a captação de recursos e a ampliação de parcerias estratégicas para Brumado.
A gestão municipal segue empenhada em buscar investimentos e fortalecer iniciativas que valorizem a cultura, incentivem o esporte e promovam o turismo local.
A Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Brumado realizou, entre os dias 01 de março e 03 de março, uma importante agenda institucional, com foco no fortalecimento das políticas públicas culturais e esportivas do município.
A comitiva foi composta pelo Secretário Municipal José Ribeiro, pelo Diretor de Cultura Paulo Esdras e pelo Diretor de Esporte, Lazer e Turismo Ahilton Amorim.
Cultura em destaque na III Teia da Cultura
No dia 1º de março, a equipe participou do Encontro dos Gestores Municipais do Cultura Viva, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia durante a III Teia da Cultura, realizada no Centro de Convenções de Feira de Santana, em Feira de Santana.
O evento reuniu gestores de diversas regiões do estado para discutir a ampliação da Política Nacional Cultura Viva, fortalecimento dos Pontos de Cultura e novas oportunidades de fomento por meio de editais estaduais e federais.
A participação de Brumado reafirma o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura popular, dos artistas locais e das manifestações tradicionais.
Esporte e investimentos em pauta
No dia 2 de março, a comitiva esteve em reunião com a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB), onde foram discutidas possibilidades de convênios, apoio a eventos esportivos e projetos de infraestrutura.
Ainda no mesmo dia, os representantes municipais se reuniram com o Deputado Federal Waldenor Pereira para tratar da destinação de emendas parlamentares e do apoio a projetos estruturantes nas áreas de cultura e esporte.
Diálogo com a FUNCEB e articulação na Assembleia Legislativa
No dia 03 de março, a agenda incluiu reunião com Sara Prado, Diretora Geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), para tratar de programas de fomento, editais e cooperação técnica.
À tarde, a comitiva esteve no gabinete do Deputado Estadual José Raimundo Fontes, na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, fortalecendo o diálogo institucional e apresentando demandas prioritárias do município.
Compromisso com o desenvolvimento cultural e esportivo
A agenda institucional reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo com o desenvolvimento de políticas públicas estruturadas, a captação de recursos e a ampliação de parcerias estratégicas para Brumado.
A gestão municipal segue empenhada em buscar investimentos e fortalecer iniciativas que valorizem a cultura, incentivem o esporte e promovam o turismo local.
Foto: Divulgação
- Por Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 14:41h
Mapa da Bahia ao lado agente armado | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Em um cenário de crescente preocupação com a violência, conforme apontam os dados de segurança pública, as prefeituras da Bahia têm buscado alternativas para reforçar a proteção dos cidadãos. O Bahia Notícias (BN) obteve, por meio de documentos enviados à redação, a lista atualizada dos municípios onde a Polícia Federal autoriza o porte de armas para a Guarda Civil Municipal (GCM).
Atualmente, 30 cidades possuem essa prerrogativa, o que representa apenas 7,19% dos 417 municípios baianos. O dado revela que, embora haja um movimento de municipalização da segurança, a maioria das prefeituras ainda depende exclusivamente do efetivo do Estado (Polícia Militar e Civil).
Muitos gestores justificam o armamento das guardas como uma necessidade de apoio imediato às forças estaduais. Com a decisão recente envolvendo o município de Valença, o debate sobre o papel das GCM's ganha novos contornos.
O processo para que uma prefeitura obtenha essa autorização é rigoroso, exigindo convênios específicos com a Polícia Federal, além de exames técnicos e psicológicos periódicos para os agentes. Confira abaixo as cidades que já integram o sistema de armamento autorizado pela PF (conforme dados do início de 2025):
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Região Metropolitana e Capital: Salvador.
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Grandes Centros e Recôncavo baiano: Feira de Santana, Alagoinhas, Cachoeira, Maragogipe, São Gonçalo dos Campos.
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Sul e Baixo Sul: Ilhéus, Camacã, Pau Brasil, Cairu, Valença.
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Oeste e Chapada: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Ibotirama, Itaberaba, Jacobina.
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Norte e Semiárido: Juazeiro, Sento Sé, Santaluz, Serrinha, Tucano, Fátima, Cícero Dantas.
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Sudoeste e Extremo Sul: Jequié, Jitaúna, Amargosa, Porto Seguro, Itabela, Correntina.
- Coordenadora de Produção da RHI Magnesita representa o protagonismo das mulheres que constroem carreira, lideram e transformam desafios em crescimento
- ASCOM RHI Magnesita
- 06 Mar 2026
- 14:37h
Acervo Pessoal
Aline Oliveira Silva é daquelas pessoas que inspiram logo nos primeiros minutos de conversa. Entusiasmada, competente e profundamente engajada, ela fala com brilho nos olhos sobre trajetória, desafios e conquistas, motivos concretos para acreditar no avanço feminino no mercado de trabalho. Natural de Vitória da Conquista, na Bahia, Aline é hoje coordenadora de produção da RHI Magnesita, na unidade de Brumado. Uma jornada que começou há dez anos, mas que, na verdade, começou antes, com um sonho ainda na época da graduação em Engenharia de Produção.
“Eu conheci a RHI Magnesita quando trabalhava no aeroporto de Vitória da Conquista. Atendi um funcionário da empresa, comentei que cursava Engenharia de Produção e ele me incentivou a tentar uma vaga. Pesquisei sobre a empresa e decidi que trabalharia lá.” Relembra.
A decisão virou meta. A meta virou plano. E o plano se transformou em resultado. Ao longo da última década, Aline construiu uma trajetória sólida, marcada por dedicação, aprendizado contínuo e confiança na própria capacidade. Hoje, à frente da coordenação de produção, ela lidera uma equipe de 83 profissionais, sendo 95% homens. Em um setor historicamente masculino, ela ocupa seu espaço com naturalidade, sustentada por competência técnica e, principalmente, por uma liderança baseada no respeito e transparência. Um cenário que não a intimida e que evidencia a segurança técnica e a capacidade de gestão.
“Sempre fui respeitada como profissional e como mulher. Acredito que isso vem da forma como me posiciono: com preparo e diálogo. Meu foco sempre esteve nas pessoas e no desenvolvimento delas. Isso foi fundamental para a construção de resultados sólidos, parcerias verdadeiras e também para o meu crescimento dentro da empresa”, destaca. O maior desafio, no entanto, veio há três anos, com o nascimento da filha. Num misto de emoções e pensar em conciliar a rotina intensa da indústria com a maternidade não foi simples. Aline conta que, naquele momento, chegou a pensar em deixar a empresa para se dedicar integralmente à maternidade. O medo de não conseguir equilibrar as demandas profissionais com a presença ativa na vida da filha trouxe dúvidas e inseguranças.
“Quando minha filha nasceu, pensei em sair. Meu marido e eu somos de outra cidade e, sem rede de apoio, pensei que não ia conseguir. Mas, com o suporte dele, da RHI Magnesita e de amigos e de amigos que fiz aqui, percebi que era possível encontrar esse equilíbrio.” afirma.
Hoje, ela fala com serenidade sobre a escolha de continuar. Para Aline, a maternidade não diminuiu sua força profissional, pelo contrário: ampliou a capacidade de gestão, empatia e tomada de decisão. “Sinto que a maternidade fortaleceu minha liderança. Passei a olhar ainda mais para o lado humano das relações. Entendi, na prática, a importância da flexibilidade, da confiança e do apoio.” cita.
Em meio a desafios, escolhas e conquistas, a história de Aline reforça que o protagonismo feminino não nasce da ausência de obstáculos, mas da coragem de seguir em frente, com empatia e respeito. “Sinto que avançamos muito quando falamos da participação feminina na mineração, um setor historicamente masculino. Ainda há caminhos a percorrer, mas percebo a RHI Magnesita cada vez mais aberta a valorizar o protagonismo das mulheres, criando espaço para que possamos liderar, contribuir e crescer. Quando existe oportunidade e confiança, a gente responde com resultado”, afirma.
Neste Dia das Mulheres, mais do que celebrar trajetórias de sucesso, é tempo de reconhecer a força de quem transforma metas em planos e sonhos em realidade.
- Brumado Urgente
- 06 Mar 2026
- 14:14h
Foto: Divulgação
A organização da Caminhada para Jesus 2026 deu início à comercialização das camisetas personalizadas do evento. Consolidada como um marco de identificação e comunhão, a vestimenta é tradicionalmente usada por todos durante o trajeto.
Os que desejam assegurar sua camisa podem fazer o pedido diretamente com a equipe de produção, pelo telefone (77) 99978-7786. A orientação é que os interessados entrem em contato o quanto antes para garantir a peça pois serão somente 2 lotes.
A produção do evento reforça o convite para que todos ajudem na divulgação desta iniciativa, compartilhando a informação com familiares e amigos. Que a paz e as bênçãos os acompanhem cada um neste propósito.
Não deixe para depois a chance de integrar essa grande celebração de fé. Prepare seu coração, vista sua camisa e junte-se a essa corrente de devoção na Caminhada para Jesus em 2026!
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 12:42h
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou em suas redes sociais que na próxima segunda-feira (6) vai protocolar no Conselho de Ética uma representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A representação será assinada pelo Partido Novo, e acusará Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, Girão e o Partido Novo vão mencionar mais de 40 pedidos de impeachment contra ministros do STF, em especial Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, principais alvos dos requerimentos. Também será citada no documento uma acusação de obstrução dos trabalhos da CPMI do INSS, com a decisão de impor sigilo às informações relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Em vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta (5), o senador Eduardo Girão disse que há uma “omissão institucional” e “abuso de poder” das prerrogativas do presidente do Senado, e que essa atuação contribui para um cenário de caos institucional e insegurança jurídica.
“Não é de hoje que exponho e denuncio esse marasmo culposo que faz a Casa Revisora da República assistir de camarote ao esfacelamento das instituições por falta de ação em defesa da nossa Carta Magna. Os sucessivos pedidos de impeachemt engavetados, o sigilo de 100 anos das andanças do Careca do INSS nas dependências do Senado e a CPMI ou CPMI do Banco Master ignorada há 3 meses que o digam! Basta!”, afirmou Girão.
A representação do Partido Novo, segundo o senador, é motivada também por outros fatos, como o gasto de R$ 90 milhões em publicidade em ano eleitoral e a ausência de sessões deliberativas ao longo do mês de fevereiro. Durante a entrevista coletiva na próxima segunda, de acordo com Girão, serão detalhados os fundamentos da representação no Conselho de Ética e os próximos passos da iniciativa.
“Deixo claro que nós tomaremos todas as medidas cabíveis para que o Senado federal se levante e cumpra seu papel constitucional no momento mais dramático da República. Iremos até as últimas consequências em defesa do Brasil e dos brasileiros!”, concluiu o senador cearense nas suas redes sociais.
Na sessão plenária da última quarta (4), Eduardo Girão fez uma cobrança direta ao presidente do Senado sobre a instalação de CPIs e a abertura de processo de impeachment de ministros do STF. Ao final da fala do senador cearense, Alcolumbre cortou o microfone e pediu para que outro parlamentar iniciasse seu pronunciamento.
O Conselho de Ética, que receberá a representação do Partido Novo contra Alcolumbre, é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado. Na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.
Outro fator que deve complicar o andamento da representação contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. O colegiado encerrou o ano de 2025 sem realizar uma única reunião para analisar as representações ou denúncias protocoladas contra os senadores.
A última sessão do Conselho ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a cerca de 20 meses sem deliberação. Aguardam deliberação pelo Conselho, por exemplo, representações contra o senador Plínio Valério (PSDB-AM), por ataques à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
A representação que será protocolada pelo Partido Novo não é a primeira contra Davi Alcolumbre. Já existem no Conselho de Ética duas outras representações apresentadas contra ele, também pela falta de ação na análise e prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF.
Na primeira representação, o cidadão Alan Roberto Gonçalves Silva acusa Alcolumbre de prevaricação e cobra providências em relação aos pedidos de impedimento de seis ministros do Supremo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda, outro cidadão, Samuel Seabra Saraiva, pede apenas para que seja analisado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Mar 2026
- 10:31h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio às revelações sobre o escândalo do Banco Master e a teia de relações de Daniel Vorcaro com autoridades dos três poderes, o Palácio do Planalto enfrenta outras possíveis crises vindas de diversas direções. Uma delas pode ser uma futura acusação de que um ministro do governo Lula teria achacado um importante empresário brasileiro.
A informação foi dada pela coluna Radar, da revista Veja, na edição que chegou às bancas na manhã desta sexta-feira (6). De acordo com a coluna, esse empresário teria decidido negociar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para denunciar o achaque. A revista afirma que tudo teria sido documentado, e ele estaria disposto a entregar provas sobre a pressão recebida de um dos principais ministros do governo.
Segundo o jornalista Robson Bonin, titular da coluna, o caso seria tão comprometedor que envolveria uma grande banca de advocacia brasileira e um conhecido advogado em Brasília, com trânsito no Senado.
Além desse caso, a coluna afirma que um emissário da lobista Roberta Luchsinger teria levado uma mensagem direta dela a um auxiliar do presidente Lula. Na mensagem, conforme o “Radar” da Veja, Roberta, desesperada, exigiu proteção, avisou que não cairá sozinha e teria dito que “não aceita” ser abandonada.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e vem sendo investigada pela CPMI do INSS. Roberta Luchsinger é apontada como o elo entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e que está preso desde setembro de 2025.
A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha. A defesa de Roberta nega que ela tenha relações comerciais com o Careca.
Na semana passada, a CPMI quebrou o sigilo bancário e fiscal da lobista. Alguns dias depois, entretanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação da comissão.
Apesar da decisão de Dino, o ministro André Mendonça, relator do caso do INSS no Supremo, já havia autorizado a quebra de sigilo da lobista. Os dados bancários de Roberta Luchsinger e de Lulinha estão sendo analisados pela Polícia Federal.
- Por Italo Nogueira | Folhapress
- 06 Mar 2026
- 08:27h
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, no ano passado, uma nova tentativa de retomada das investigações sobre o caso da "rachadinha" no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Em setembro, a 2ª Câmara de Direito Público rejeitou um recurso do Ministério Público para realizar uma nova quebra de sigilo bancário e fiscal do senador.
O processo corre sob segredo de Justiça. Segundo a reportagem apurou, o pedido havia sido feito junto com uma ação civil pública por improbidade administrativa proposta contra oito ex-assessores de Flávio na Alerj, entre eles Fabrício Queiroz, PM apontado como operador do esquema.
Os desembargadores entenderam que Flávio deveria ser incluído no pólo passivo da ação para ser alvo da medida. Contudo, como o procedimento cível da Promotoria contra o senador já foi arquivado no fim de 2024, essa mudança dificilmente ocorrerá.
Em nota, o senador, que hoje é pré-candidato à Presidência, afirma que teve "suas contas devassadas e a vida revirada" sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada.
"As investigações são prova irrefutável da honestidade de Flávio Bolsonaro. Ao contrário de Lula, que foi condenado por nove juízes diferentes. Atualmente, não existe qualquer inquérito que acuse ou investigue Flávio Bolsonaro por ilícito ou malversação", diz a assessoria do senador, em nota.
A nova tentativa de quebra de sigilo do senador foi feita em 2023, pouco antes da prescrição da possível improbidade administrativa no caso –intervalo de cinco anos após o fim do mandato em que a suposta irregularidade foi cometida, prazo que a Promotoria tem para propor ação civil pública.
Na ocasião, o Ministério Público apresentou uma ação civil pública contra Queiroz e mais sete ex-funcionários do senador na Alerj. Ela teve como base principal o primeiro relatório do Coaf que apontava as movimentações suspeitas nas contas de Queiroz, origem de todo o caso. Essa foi a única prova não anulada por decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a investigação criminal.
Ao oferecer essa ação, o Ministério Público pediu também a quebra de sigilo de Flávio, a fim de ampliar as investigações sobre as transações. A avaliação foi de que, apenas com o relatório do Coaf, não era possível incluir o senador entre os acusados, já que o documento não aponta qualquer movimentação financeira dele.
Na primeira instância, o entendimento foi de que a quebra de sigilo de Flávio só poderia ocorrer se ele fosse parte do processo. O Ministério Público recorreu da decisão, mas perdeu em setembro passado.
No período entre as decisões de primeira e segunda instâncias, o Conselho Superior do MP-RJ arquivou o procedimento cível contra Flávio. O colegiado entendeu que a quebra de sigilo negada era imprescindível para o avanço da investigação e que, passados cinco anos do fim do mandato de deputado estadual de Flávio, o caso já estaria prescrito em relação a ele.
Agora, cabe à Promotoria avaliar se mantém a ação proposta apenas contra Queiroz e os ex-assessores de Flávio.
Essa não foi a primeira vez que o MP-RJ tenta reativar o caso da "rachadinha" após a anulação das provas obtidas contra o senador.
Como a Folha de S.Paulo revelou em 2021, a Promotoria solicitou quebra de sigilo de Flávio e 38 ex-funcionários e empresas no âmbito deste mesmo procedimento cível. A medida, chamada de produção antecipada de prova, também foi negada na primeira e segunda instâncias da Justiça do Rio de Janeiro.
As medidas visavam reconstituir as provas obtidas no procedimento criminal que embasaram a denúncia contra Flávio em novembro de 2020 sob acusação de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Ele foi apontado como o responsável pelo desvio de R$ 6,1 milhões dos cofres públicos por meio de um esquema que recolhia parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio —prática conhecida como "rachadinha".
O STJ anulou todas as decisões do juiz Flávio Itabaiana, que determinou a quebra de sigilo de Flávio e seus ex-funcionários. O entendimento foi que o senador deveria ser julgado pelo órgão especial do TJ-RJ, foro especial de deputados estaduais, cargo que ele ocupava à época dos fatos investigados.
Posteriormente, o STF invalidou todas as provas colhidas pelo MP-RJ ao longo do procedimento.
Com essas decisões, o próprio Ministério Público solicitou a retirada da denúncia, já que as provas que fundamentaram a acusação haviam sido anuladas. O órgão especial rejeitou a denúncia em maio de 2022.
A Procuradoria-Geral de Justiça recorreu contra a forma como o arquivamento foi realizado, por entender que a decisão impedia a reabertura do caso. No ano passado, o ministro Gilmar Mendes negou esse recurso, impondo o fim das apurações criminais do caso.
- Por Mauricio Leiro / Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 05 Mar 2026
- 12:12h
Foto: Divulgação
Com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026 e a intensificação das articulações políticas, o grupo governista liderado pelo PT na Bahia já tem sua chapa majotirária praticamente garantida. Por outro lado, a oposição também já desenha a possível composição de sua chapa para a disputa pelo governo do estado.
Liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que deve encabeçar a candidatura ao Palácio de Ondina mais uma vez, o grupo tem apenas mais um nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
Com isso, permanecem em aberto as outras duas posições na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado. Nos bastidores, diferentes nomes foram citados ao longo dos últimos meses para a vice de Neto, entre eles o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
Entre eles, Zé Cocá ganhou mais força nas últimas semanas, segundo interlocutores do grupo netista. A avaliação interna considera a influência regional de lideranças do interior como um fator relevante para a composição de 2026. Aliados de ACM Neto apontam que a ausência de um nome com forte base regionalizada teria sido um dos aspectos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando Neto foi superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O avanço do nome de Cocá ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato. O próprio gestor indica que a prioridade dele segue sendo o Executivo municipal, o que reduziria a possibilidade de renúncia para disputar o cargo de vice-governador.
Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser citado como um dos principais nomes para compor a chapa. Pessoas próximas a ACM Neto apontam que a consolidação política do prefeito e sua influência no Médio Rio de Contas são consideradas fatores positivos na avaliação interna.
Nesta semana, uma liderança do grupo político de Neto afirmou ao Bahia Notícias que o diálogo com Cocá está avançando, embora ainda não haja definição oficial. Segundo essa fonte, as conversas seguem em andamento e alguns pontos ainda precisam ser ajustados antes de uma eventual confirmação.
Cocá manifestou que qualquer definição eleitoral estaria condicionada à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios da região do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, projeto considerado estratégico para o desenvolvimento da região.
Paralelamente às negociações para a vice-governadoria, outro tema em discussão envolve o futuro partidário do senador Angelo Coronel. Atualmente filiado ao PSD, o parlamentar deve deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.
Informações obtidas pelo Bahia Notícias também indicam que a possível filiação de Coronel ao União Brasil ainda não foi definida, e o destino partidário do senador segue em discussão.
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 05 Mar 2026
- 10:24h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Um homem com mandado de prisão em aberto pelo homicídio de um guitarrista da banda Afrocidade foi preso pela Polícia Militar na noite desta quarta-feira (4), no bairro Limoeiro, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Identificado como Jhonata Santiago Souza, o acusado integra uma facção criminosa e atua como traficante na região.
Policiais do 12º Batalhão realizavam patrulhamento por volta das 18h30, na Estrada 24, quando receberam informações de moradores sobre a presença de homens envolvidos com tráfico de drogas na região. Durante a abordagem, os militares encontraram na mochila do homem porções de drogas, balanças de precisão, dinheiro em espécie, rádio comunicador e celulares.
Entre os itens apreendidos estavam porções de maconha, haxixe, cocaína e crack, além de cinco balanças de precisão, material para embalagem de drogas, quatro celulares, um rádio comunicador, um smartwatch, uma corrente dourada e R$ 180 em dinheiro. O homem e o material apreendido foram encaminhados para a 18ª Delegacia Territorial, onde a ocorrência foi registrada.
O criminoso foi apontado como responsável pelo assassinato do músico Flávio de Oliveira da Silva, conhecido como Fal Silva, que morreu depois de ter sido espancado em maio de 2024, no bairro de Novo Horizonte, em Camaçari.
- Bahia Notícias
- 05 Mar 2026
- 08:58h
Foto: Divulgação / Prefeitura de Porto Seguro
O juiz Pablo Baldivieso, da 1ª Vara Federal de Eunápolis, na Bahia, determinou que a concessionária Coelba apresente, no prazo de 15 dias, informações sobre as providências adotadas para a instalação de 1.500 medidores de energia elétrica na aldeia Xandó, território indígena localizado na vila de Caraíva, no litoral sul do estado.
A decisão, publicada no início de fevereiro, cobra o cumprimento de um acordo homologado pela Justiça em novembro de 2024, segundo informações são da Folha de S. Paulo.
De acordo com o despacho, os medidores devem atender "exclusivamente a indígenas". No entanto, a região onde vive a comunidade Pataxó passou por uma expansão imobiliária nos últimos anos, com a presença de pousadeiros não indígenas que arrendaram lotes na área para exploração turística. Dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de junho de 2022 apontavam a existência de 404 não indígenas e 415 indígenas na aldeia, números que, segundo o juiz, devem ter aumentado com o crescimento do bairro.
Além da concessionária, a decisão também cobra da Funai e do Ministério dos Povos Indígenas a apresentação de um cronograma de visitas técnicas à aldeia e um relatório sobre o andamento do levantamento para a instalação dos equipamentos.
Procurada, a Associação Comunitária Pataxó da Aldeia Xandó (Acopax) enviou duas notas à reportagem. Na primeira, a entidade afirma que "os 1.500 padrões [medidores] foram autorizados para atender especificamente CPFs indígenas, destinando-se exclusivamente às famílias indígenas da aldeia Xandó".
Em um segundo posicionamento, encaminhado pelo juiz Pablo Baldivieso por meio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), a associação sustenta que a instalação não beneficiará apenas os indígenas, "mas sim para toda a coletividade que vive e circula na aldeia Xandó, incluindo moradores indígenas, visitantes, trabalhadores, comerciantes locais, escolas e demais atividades comunitárias".
O magistrado afirmou que a decisão de fevereiro não impôs novas obrigações à Coelba, limitando-se a requisitar informações. Segundo ele, a medida busca "concretizar ações em prol do desenvolvimento sustentável e digno da Comunidade Indígena Pataxó do Xandó", conforme previsto no acordo homologado no ano passado.
A Coelba informou, por meio de nota, que "tem todo interesse em regularizar a situação da comunidade" e que aguarda a liberação dos órgãos ambientais e de proteção aos povos originários para dar prosseguimento à execução do serviço. A concessionária negou ter sido alvo de decisão judicial que a obrigue a instalar os medidores.
O Ministério Público Federal (MPF) foi procurado para esclarecer se apoia a instalação dos medidores e os motivos pelos quais pediu o arquivamento da ação civil pública, mas não comentou. Na mesma decisão de fevereiro, o juiz negou o pedido de arquivamento feito pelo MPF e prorrogou por mais seis meses o grupo de trabalho criado para tratar dos arrendamentos irregulares no Xandó.
A Funai, em nota, declarou que "a garantia de acesso a serviços básicos, como eletrificação, deve ser destinada exclusivamente aos indígenas, entretanto não cabe à Funai a execução da política de distribuição de energia". A fundação informou ainda que avalia notificar ocupantes não indígenas na região.
O Ministério dos Povos Indígenas afirmou que não foi notificado da decisão e, por isso, não se manifestou sobre a instalação dos medidores. A pasta acrescentou que qualquer medida de prestação de serviços públicos em território indígena deve respeitar o regime jurídico diferenciado dessas áreas.
O juiz Pablo Baldivieso lembrou, em sua manifestação, que o MPF desistiu da ação de desintrusão (expulsão de não indígenas) do Xandó e destacou que "a definição sobre organização interna, critérios de pertencimento comunitário e permanência no território constitui matéria afeta à própria comunidade indígena".
A Acopax defende que a energia elétrica é essencial para o funcionamento da escola indígena, do posto de saúde e para a segurança de crianças, idosos e pessoas vulneráveis. Em sua nota, a associação classifica as hospedagens locais como "empreendimentos familiares". No entanto, apurações da Folha e documentos da ação civil pública indicam que o turismo na área é majoritariamente explorado por empresários de fora que arrendaram lotes no território.
A prática de arrendamento em terras indígenas é proibida pelo Estatuto do Índio (1973) e pela Lei 14.701/2023. A legislação mais recente permite a cooperação com não indígenas para atividades econômicas, desde que os benefícios sejam compartilhados com a comunidade e os contratos sejam registrados na Funai.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2026
- 14:25h
Foto: Camila Souza / GovBA
O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), projeto de lei que institui o benefício da meia-entrada para doadores regulares de sangue e doadores de medula óssea na Bahia, além de criar o Cordão Estadual de Identificação do Doador como instrumento de reconhecimento público e incentivo permanente à solidariedade. Há quase 12 anos, a AL-BA aprovou um PL que prevê meia-entrada aos doadores, mas, até o momento, a proposta não foi regulamentada pelo governo do estado.
A proposta garante 50% de desconto em ingressos para eventos culturais, esportivos, artísticos e de lazer, públicos ou privados, a cidadãos e cidadãs que mantêm regularidade na doação. Para ter direito ao benefício, o doador de sangue deverá comprovar, nos últimos 12 meses, no mínimo quatro doações (homens) ou três (mulheres). Já os doadores de medula óssea deverão estar cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) ou comprovar doação efetiva.
“Quem doa sangue e medula salva vidas de forma concreta. O Estado precisa reconhecer esse gesto não apenas com campanhas pontuais, mas com política pública permanente. A meia-entrada é um instrumento de valorização social e de estímulo à cultura da doação regular”, afirma Hilton Coelho.
O projeto também cria o Cordão Estadual de Identificação do Doador, com cores específicas — vermelha para doadores de sangue, verde para doadores de medula e versão combinada para quem doa ambos — contendo símbolo oficial da campanha estadual e QR Code ou número de registro vinculado à rede de hemoterapia, com proteção de dados assegurada. O uso será facultativo e não substituirá a comprovação documental.
De acordo com o parlamentar, “a iniciativa responde a um problema estrutural: a necessidade constante de reposição dos estoques da rede hospitalar”. Segundo ele, os bancos de sangue vivem sob pressão. “Em períodos de festas, férias ou crises sanitárias, os estoques caem drasticamente. Não podemos depender apenas do apelo emocional. É preciso criar incentivos concretos e reconhecimento público permanente”, acrescentou.
A proposta estabelece ainda penalidades para estabelecimentos que descumprirem a lei, incluindo advertência, multa e suspensão temporária do alvará em caso de reincidência, reforçando o caráter efetivo da medida. Com fundamento no artigo 196 da Constituição Federal, que define a saúde como direito de todos e dever do Estado, o projeto articula incentivo social, política pública estruturante e fortalecimento do sistema de saúde.
“Trata-se de uma medida simples, viável e de alto impacto social. Valorizar quem salva vidas é uma obrigação ética do poder público. A Bahia precisa transformar solidariedade em política de Estado”, conclui Hilton. O deputado conclama os parlamentares a apoiarem a iniciativa, que alia reconhecimento, estímulo e fortalecimento da rede de saúde, contribuindo diretamente para salvar vidas em todo o território baiano.
SEM REGULAMENTAÇÃO
Em abril de 2014, a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o Projeto de Lei nº 20.734, que prevê a concessão de meia-entrada para doadores de sangue em eventos culturais, locais de diversões, espetáculos, esporte e lazer em toda a Bahia. Contudo, apesar da aprovação há 11 anos, a proposta de autoria do então deputado estadual, Adolfo Viana (PSDB), segue sem ser regulamentada e ainda não é aplicada ao redor do estado.
Por conta da falta de regulamentação, um dos principais equipamentos culturais da Bahia, o Teatro Castro Alves, o qual é administrado pelo governo do estado, por exemplo, comunicou que não oferta o benefício para doadores por inexistência do “ato administrativo que possibilite o exercício do direito, a meia-entrada para doadores de sangue no Estado da Bahia ainda não é regulamentada e não pode ser exercida”.
Atualmente, alguns estados possuem a legislação para a concessão de meia-entrada para os doadores de sangue. Eles são: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina. Além disso, há municípios com legislações próprias, como as cidades paulistas de Bauru e São José dos Campos.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2026
- 12:44h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.
A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo as investigações, a operação recebeu esse nome em referência à suposta ausência de controles internos nas instituições envolvidas, o que, de acordo com a Polícia Federal, teria permitido a ocorrência de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Contra Vorcaro havia um mandado de prisão preventiva. Após ser detido, ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel também é um dos alvos da nova fase da operação. Segundo as informações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
- Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
- 04 Mar 2026
- 12:40h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os jovens brasileiros representam cerca de 25% da população e, nas urnas, simbolizam cerca de 23% do eleitorado na última disputa municipal, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tribunal Superior Eleitoral de 2025. Assim, os mais de 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos formam um grupo diverso e com posicionamentos partidários múltiplos. No entanto, a participação social e política deste grupo ainda depende de pouquíssimos expoentes. Seria a filiação partidária uma porta de entrada ou apenas mais uma barreira para a participação da juventude no debate político?
Pensando nisso, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A segunda reportagem desta série explora justamente a organização política dos partidos para garantir a inserção dos jovens e os mecanismos de garantia da participação política e diversidade.
Para o projeto, o Bahia Notícias entrevistou representantes da juventude de quatro entre as siglas com maior representatividade política, todos entre os partidos com maior inserção de jovens na eleição municipal analisada. Foram eles o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Social Democrático (PSD), o União Brasil e o Progressistas (PP).
JOVENS DE VERMELHO
No que diz respeito ao partido que lidera o Palácio de Ondina há cerca de duas décadas, o PT cita a sua renovação como um de seus pilares. Mesmo com a manutenção dos “caciques”, figuras já conhecidas na política estadual e nacional, a oxigenação de ideias e nomes também aparece como aposta dos diretórios estadual e nacional. No entanto, para além de novos candidatos, por si só, se faz necessária a garantia de espaço para a juventude.
É sob esta luz que o Bahia Notícias conversou com o recém-eleito secretário de Juventude do PT na Bahia, Ítalo Menezes. Para o jovem soteropolitano, “todo lugar é político” e essa inserção da juventude na política também pode ocorrer de forma natural.
Ele narra que sua própria relação com a política começa com a identificação comunitária e familiar. “Eu comecei no partido desde quando eu me entendo por gente. Meus pais sempre foram militantes e, por coincidência, eu nasci no ano em que Lula foi eleito, no ano em que ele lançou a carta ao povo brasileiro”, relata.
Com essa relação tão particular com o partido, ele destaca que a promessa de “renovação” do Lula I, já era um chamado da sigla à juventude: “Ele dizia justamente sobre esse processo de renovação e acredito que, quando ele falava em renovação, era também nas pessoas que estavam nascendo e que futuramente poderiam votar e ter essa esperança renovada nos lugares”.
E essa “esperança” vem renovada praticamente há 20 anos de “domínio” petista na Bahia. Com mais de 80 mil filiados e uma forte inserção no interior do estado, o partido se tornou uma das principais influências partidárias da Bahia. Neste contexto, Menezes detalha como se dá o funcionamento da Secretaria de Juventude no partido.
“A Secretaria de Juventude do Partido dos Trabalhadores hoje funciona com um processo setorial dentro da executiva do partido. Então, nós temos por obrigação pautar o processo de juventude político-partidário dentro da gestão, dialogando, executando, conferindo e também validando ações que a gente imagina com política para a juventude”, explica.
Ele ressalta que, assim como o partido na totalidade, o setor também possui inserção nos 417 municípios baianos e em 27 territórios do estado, em formato capilar. Segundo a liderança jovem, a eleição interna do PT conta como um processo eleitoral regulamentado e estruturado, que perpassa todas as cidades e inclui o PED (Processo Eleitoral Direto), que elege os líderes estaduais e municipais, e as eleições setoriais, que ocorrem posteriormente, e elegem os líderes de cada setor e secretaria interna do partido. Ao final da etapa estadual, tudo isso culmina na eleição das lideranças nacionais, por meio de delegados estaduais e nacionais.
Com relação ao trabalho da Secretária de Juventude, em especial, tudo começa em uma espécie de diretoria interna, que leva os posicionamentos e ideias para os demais espaços do partido. “Para além disso, a juventude tem uma executiva própria formada que compõe de 23 pessoas, contando com o secretário que sou eu, e ali se discute os trajetos, os pensamentos, a linha política, os cronogramas, os projetos para que a gente possa levar para a Executiva Estadual e também para os municípios do interior”, explica Menezes.
Nesses outros espaços, o gestor conta que “a participação é ampla, até porque a executiva do partido, por obrigatoriedade, dá uma cadeira para que a juventude possa discutir, possa ouvir e também externalizar aquilo o que a gente entende e almeja”. Ítalo cita que, devido a essa obrigatoriedade, o espaço está sempre aberto para os jovens petistas. “O processo dentro da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores é muito aberto para que jovens que fazem parte do setor de juventude entrem e dialoguem”, destaca.
Outra obrigatoriedade, não só do Partido dos Trabalhadores, mas de todas as siglas partidárias, é, conforme a Lei dos Partidos (Lei nº 9.096/1995), a destinação de parte do recurso do Fundo Partidário a projetos e ações de “estudos, pesquisas, doutrinação e educação política”. Dentro dos partidos, esse investimento ajuda a “formar” lideranças direcionadas à sua visão e valores, garantindo uma “preparação” para cargos assistenciais ou até mesmo de protagonismo na gestão pública.
No caso do PT, Ítalo Menezes relata que a Fundação Perseu Abramo, ligada ao grupo, realiza um trabalho educativo interseccional que não se limita a jovens ou até mesmo a filiados.
“A Fundação tem uma atuação nacional a partir de um projeto chamado Nova Primavera. É uma construção de aulas, tem diversos temas, inclusive política nas redes sociais, formação de quadros para falas específicas, relações internacionais e diversos outros temas que atingem a sociedade hoje. Ali a gente tem um lugar de formação de novos quadros, não apenas jovens, mas também de toda classe da sociedade que queira conhecer um pouco mais”, explica.
JUVENTUDE PROGRESSISTA
Outra força partidária na Bahia é o Progressistas, que também figura o “top 5” em número de filiados no estado e levou 162 jovens às eleições de 2026. No entanto, além de uma força política, o PP também é uma liderança influente no cenário nacional. Com a 4° maior bancada partidária do Congresso, os posicionamentos progressistas têm peso nos rumos eleitorais e políticos no país, ainda que o partido não integre as principais lideranças do Executivo nacionalmente.
No entanto, com uma presença capilar em todo o país, o PP se fortalece no municipalismo. O retrato disso é que o líder da Juventude Progressista na Bahia é o prefeito de Pedro Alexandre, Yuri Andrade. Uma força do interior, Andrade foi um jovem prefeito eleito em 2020, aos 30 anos, recém-saído da juventude.
Ao Bahia Notícias, ele ressalta que a estrutura da Juventude Progressista é, essencialmente, comunitária. “A gente atua principalmente na liderança comunitária, principalmente no interior. A gente sempre tem naquelas lideranças, aqueles jovens que estão ali na comunidade mesmo, que lidam com os problemas”, contextualiza.
Andrade explica que o foco do setor de Juventude é chegar o mais perto possível da realidade das comunidades. “Para a gente, isso é muito importante para poder construir um futuro no Brasil, construir um futuro numa cidade como a nossa, que a gente precisa muito de emenda parlamentar, cidades pobres que vivem de FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Então, realmente é muito importante para a gente [a Juventude] poder planejar o nosso futuro, planejar as políticas públicas”, aponta o gestor.
Com cerca de 68 mil filiados na Bahia, o Progressistas chega a ser o terceiro maior partido do país em número de filiados. É nesse sentido que a sigla se dedica à “busca contínua do ideário democrático e dos objetivos nacionalistas de seus fundadores”, conforme escrito em seu programa partidário. Esse ideal democrático e nacionalista exige de seus jovens uma participação engajada no PP e nas comunidades.
O líder do grupo sustenta que, como no seu caso, os jovens filiados vão sendo incentivados a participar de reuniões, realizar formações e se aproximar das gestões do partido, como forma de “treinamento” para possíveis lideranças futuras. “Eu já gostava de política. E, como a gente sempre participou de política no interior, sempre a gente estava ali nos bastidores, eu fui convidado para ser secretário de agricultura do meu município. A gente fez um bom trabalho lá e fui candidato a prefeito em 2016, onde eu perdi a eleição por 3%. Tentamos de novo em 2020 e fomos eleitos”, explica o gestor.
“É como se diz, quem não é visto não é lembrado, é ser participativo, é estar ativo no partido, estar ativo na sua comunidade”, defende. O prefeito de Pedro Alexandre relata que o importante é ter interesse na vida pública e política. “Para a gente, isso é muito importante, que seja participativo, que seja ativo, que tenha interesse em demonstrar que vai seguir a vida pública.”
No que tange à participação política, Yuri conta que o setor de Juventude de todo o país se reúne periodicamente para a discussão dos temas de interesse comum. “Somos ouvidos e sempre a gente tem contato, tem uma área do partido só para os presidentes [da Juventude] de cada estado, para estarmos sempre dialogando, sempre nas suas ideias”, sucinta.
Na Bahia, por sua vez, junto ao diretório estadual do PP, ele garante que “a gente tem influência ainda maior nas políticas do partido”. “A gente hoje é bem ouvido pelo nosso presidente [deputado federal Mário Negromonte Júnior], então eu acho que o presidente já carrega uma bandeira jovem”, garante.
Essa participação na comunidade e no partido também é diretamente influenciada pela formação dos filiados nos programas de educação do Progressistas, por meio da Fundação Milton Cruz, com abrangência nacional. Em entrevista, o gestor jovem conta que “a gente incentiva o jovem a participar, inclusive para nós, políticos, que já estamos em cargos, eles também oferecem esses cursos, congressos e atividades de formação”.
O prefeito sustenta que a preparação política e técnica é um fator indissociável dos resultados que a juventude pode promover nas gestões progressistas. “Isso importa muito porque você vai se atualizando de cada modelo de gestão que você pode implantar e conseguir desenvolver sua comunidade, ou então no seu mandato da maneira que você achar melhor. A gente não pode fazer só a parte política, tem que fazer a parte técnica para que a gente possa avançar e ter essa renovação de ideias que a política tanto precisa”, garante.
UNIÃO ENTRE JOVENS
Em oposição ao Partido dos Trabalhadores, uma força política importante se coloca como oposição estadual na Bahia: o União Brasil. O partido de ACM Neto, ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente do partido, é reconhecido pela força política nas grandes cidades do Estado, aonde nos últimos oito anos, o União já chegou a liderar ao menos uma vez as quatro maiores cidades do estado, sendo elas Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari.
Nacionalmente, o partido também é uma das maiores forças, com uma bancada isolada de 59 deputados na Câmara, mais de 500 prefeitos e milhares de vereadores. A dimensão do partido também se reflete na Bahia, onde, ainda que com uma retórica muito menos ideológica que a do PT, o União aparece como a segunda maior força do estado, com 83 mil filiados e uma capilaridade importante.
No cenário jovem, o partido levou 148 jovens às eleições municipais de 2020, o 6° maior contingente do estado. Esses jovens são liderados, atualmente, por Matheus Pinheiro, presidente estadual do União Jovem. Ele, que é assessor do atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), um dos caciques da política baiana, conversou com o Bahia Notícias sobre o envolvimento dos jovens na organização do partido.
Uma figura já conhecida nos “bastidores” do União, Matheus conta que sua relação com a sigla começou antes mesmo de ela ser conhecida como “União Brasil”. “Eu comecei ainda na época da Juventude Democratas, lá em 2016. Eu sempre participei do movimento jovem estudantil, de organizações de centro de direita e direita na Bahia, como Renova Brasil, Acredita, entre outros”, revela.
Ele conta que, por meio da experiência na mobilização de jovens nas eleições em Feira de Santana, sua cidade natal, e depois em Salvador, o seu crescimento chegou ao maior patamar em 2025, quando assumiu a liderança da Juventude. Ao BN, Matheus conta que a União Jovem forma um núcleo relevante no diretório estadual. “A gente é um braço institucional, responsável por promover a participação ativa dos jovens, né, nos espaços de decisão da política do partido”, explica.
Entre as ações internas, o gestor conta que “nossa atuação se dá tanto na mobilização e na formação política de novos quadros, elaboração de projetos, de ações focadas na demanda de juventude”. “A gente trabalha para garantir que as pautas dos jovens sejam ouvidas e incorporadas nas decisões do partido, promovendo algumas ações como debates, seminários, eventos, campanhas”, resume Matheus.
No entanto, a atuação da União Jovem não se limita à bolha interna da sigla. Assim como em sua própria experiência, Pinheiro narra que o grupo se mantém próximo a movimentos sociais e entidades da sociedade civil. E para garantir o equilíbrio na ascensão interna de jovens, o presidente eleito no final do último ano relata que o processo eleitoral considera diversos critério.
“O processo eleitoral é bem democrático, ele busca garantir a representatividade de todas as regiões e segmentos para que qualquer tipo de jovem que queira, ocupe o cargo de liderança. São avaliados critérios como engajamento, histórico da participação, a liderança em projetos anteriores, o compromisso com o partido”, conta ao BN. Nesse sentido, as eleições ocorrem em um encontro estadual, com a participação de todos os jovens filiados. O mesmo ocorre nas eleições da Juventude nacional, com a participação dos núcleos estaduais.
Ele revela ainda que, neste formato, a eleição interna do partido vem favorecendo a participação de jovens filiados no interior, como ele próprio. “Hoje, o União Brasil vem numa pegada de interior. Eu estou em Feira de Santana, o meu secretário-geral é de Salvador. Aí eu já tenho o primeiro vice-presidente de Vitória da Conquista, a segunda de Campo Formoso, o outro é de Camaçari, e já tem outros em Juazeiro e em Ilhéus”, sinaliza.
E complementa: “Óbvio que esse é o núcleo principal, mas a gente tem ainda um núcleo secundário que tem coordenadores em todo o estado, nas 27 macrorregiões do estado”, diz o líder jovem. Para garantir que esse projeto siga firme nos próximos anos, Matheus destaca que o ano de 2026 é crucial para o núcleo. “A gente precisa preparar essas novas lideranças, tornando a juventude protagonista na construção de políticas públicas”, afirma.
E, para isso, o União conta com a Fundação Índigo, que promove formação política e debates em torno de temas de interesse social. “A Fundação Índigo tem diversos cursos de formação política, cursos presenciais, cursos online, módulos sobre legislação, oratória, gestão pública, comunicação digital. Eles também promovem oficinas práticas, mentorias com parlamentares, são ações para a juventude, mas também para o partido todo”, destaca Matheus.
Segundo ele, todo esse movimento se faz relevante para garantir que sua própria gestão possa “continuar e aumentar a representatividade de jovens em cargos efetivos dentro da nossa estrutura partidária”, conclui.
JOVENS DEMOCRATAS
Apesar da força dos caciques e nomes mais antigos, a juventude também parece ser uma das forças do Partido Social Democrata. O partido “mais jovem” das eleições de 2024, no entanto, foi o PSD. A sigla, conhecida pela influência de Otto Alencar, figura histórica da política baiana, levou mais de 240 jovens entre 18 e 29 anos às urnas na ocasião.
Um dos principais pilares da base governista no estado, o partido é aliado do PT e tem participação relevante nas prefeituras e câmaras legislativas baianas. No que diz respeito ao número de filiados, são mais de 45 mil na Bahia. Em esfera nacional, o partido também se mostra relevante, com cerca de 45 deputados federais e cerca de 7 governos estaduais sob a liderança de Gilberto Kassab.
No que diz respeito à juventude, o partido possui o núcleo do PSD Jovem, organização liderada, na Bahia, pelo vereador de Salvador, Felipe Santana. Eleito ao seu primeiro mandato em 2024, o gestor de 33 anos é o único representante da sigla na Câmara Municipal de Salvador. Apesar de não ser considerado jovem, devido à faixa etária, o líder do grupo conversou com o BN sobre a organização e mobilização da juventude baiana.
De prontidão, o gestor destaca que o espaço de formação é a primeira prioridade do PSD Jovem. “A gente tem um espaço de formação online por um curso de qualificação e informação na plataforma no nosso site do PSD Nacional e as [direções] estaduais fazem essa formação, a partir daí nós também realizamos encontros com a juventude do PSD e garantimos espaço nos diretórios municipais”, explica.
Segundo Felipe, a organização do partido permite que os jovens sejam inseridos em todos os municípios e organizações do PSD. “Tem espaço em todo diretório para criação de uma coordenação de juventude para que a gente dialogue de perto com toda a nossa categoria de nós jovens, tratando de empregabilidade, de renda, de sonhos para o futuro, de uma renovação política e de tudo que a gente acredita para levar as cidades, o nosso estado, o nosso país sempre no trilho do progresso com protagonismo juvenil”, conta.
Sobre o processo interno de filiação e preparação de jovens, o vereador conta que “o partido é um partido muito tranquilo e muito aberto ao diálogo”. “Funciona inicialmente com afiliação ao PSD e que os jovens talvez tenham vontade, como eu tive vontade, de ajudar a escrever a história do partido com um posicionamento voltado à juventude, voltado, no meu caso específico, à área da assistência social, da educação, da saúde, do desenvolvimento local e regional, por exemplo”, conta.
Tenho iniciado sua carreira política como estagiário no setor público, estudante e, posteriormente, assessor parlamentar, Felipe Santana conta que foi incentivado a ir para a política partidária pelo próprio líder estadual partido. “Toda aquela atuação me chamou a atenção e me aproximou muito da política. E Otto [Alencar] é um senador muito receptivo. Então a gente conseguia ter um diálogo com ele, trocar ideias, dar sugestões e ele sempre ali muito próximo”, relata. “Essa postura que o PSD adota na condução estadual, faz com que os líderes sejam inspiração para outros jovens”, afirma o líder jovem.
Essa postura também serve como guia para a participação no núcleo de juventude do partido. “O PSD Jovem é realiza projetos, faz as caravanas, faz os projetos, a qualificação online. A gente apresenta as ideias, senta com o presidente do partido, senta com a coordenação, com a executiva estadual, para desenvolver os trabalhos, e esses trabalhos sempre são muito fluidos e muito acolhedores’, destaca Santana. Ele conta ainda que essas ações e projetos acabam se refletindo diretamente no seu próprio trabalho como legislador.
“Eu sou presidente do PSD Jovem para servir de exemplo e servir de inspiração para os jovens, para que jovens vejam que tem sim como você fazer a diferença na vida de outras pessoas e ter a oportunidade de ocupar os cargos públicos, de disputar a eleição, de ser testado na urna, basta ter a vontade”, completa o vereador.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2026
- 10:33h
Foto: Divulgação / Polícia Federal
Policiais cumprem na manhã desta quarta-feira (4) três mandados de busca e apreensão contra investigados em um suposto esquema de venda ilegal na reserva Terra Indígena Barra Velha, no Extremo Sul da Bahia. A área pertencente ao povo pataxó fica situada entre Porto Seguro, Prado e Itamaraju.
Intitulada de Operação Proteção de Território, a ação cumpre medidas cautelares na apreensão de documentos de propriedade, contratos de cessão ou venda, comprovantes de transação, materiais de engenharia, notas fiscais de insumos e registros contábeis que possam identificar financiadores e agentes envolvidos no comércio ilegal de terras indígenas.
Segundo a Polícia Federal (PF), caso fiquem comprovadas as suspeitas, as condutas caracterizam os crimes de estelionato qualificado, usurpação de terras públicas e tráfico de drogas, dentre outros que porventura sejam descobertos no decorrer das investigações.
Participam das ações agentes da Força Integrada atuante em Porto Seguro (composta pela PF, SSP/BA, Core/PCBA e Bope/PMBA), em conjunto com a Força Nacional e Polícia Militar (PM-BA).
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2026
- 08:29h
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana foram alvos da Polícia Federal, nesta quarta-feira (4). A PF realiza uma operação de busca e apreensão na casa de um ex-diretor do BC e de um servidor, apontados como envolvidos nas fraudes registradas no Banco Master.
As medidas contra os ex- diretores chegam após o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Souza foi responsável por comandar a diretoria de fiscalização do BC de 2019 a 2023. De acordo com a colunista, ele assinou a autorização da compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, que alterou o nome da entidade financeira para Banco Master.
Conforme a publicação, os dois servidores do BC já haviam sido afastados das funções pelo atual presidente, Gabriel Galípolo. No entanto, a decisão administrativa passou a ser judicial. Santana e Paulo saíram de suas funções após o Banco Central iniciar investigação interna para apurar de forma mais precisa os eventos anteriores e posteriores à liquidação do Banco Master.
As informações indicaram também que funcionários concursados, haviam sido obrigados a pedir afastamento de seus cargos de chefias de departamentos em janeiro. Eles atuavam como chefes do departamento de supervisão bancária e entregaram os cargos.