- Bahia Notícias
- 01 Fev 2026
- 12:16h
Foto: Micah & Sammie Chaffin / Unsplash
Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.
Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.
O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.
RESTRIÇÕES
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.
Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes".
Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.
Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.
A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.
A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.
- Por Joana Cunha e Iran Alves | Folhapress
- 01 Fev 2026
- 10:12h
Foto: Divulgação/Banco Master
O patrimônio líquido do fundo Termópilas, que era administrado pela Reag e tem ligações com os negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, despencou quase R$ 1 bilhão, de acordo com novos dados divulgados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) neste mês.
As movimentações do Termópilas chamam a atenção porque o fundo realizou uma assembleia em 16 de novembro de 2025 —um domingo— um dia antes da prisão do dono do Master, para tratar de temas ligados à retirada de recursos.
Os novos dados do Termópilas divulgados no site da CVM mostram que o patrimônio líquido do fundo caiu de R$ 933,8 milhões no registro relativo ao período de maio a agosto de 2025 para R$ 11,1 milhões negativos no registro do intervalo de setembro a dezembro.
Informações registradas na Junta Comercial de São Paulo nos últimos anos indicavam o Termópilas como o principal acionista da Super Empreendimentos e Participações SA, uma empresa com capital acima de R$ 2,5 bilhões que teve o pastor e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024.
Um comunicado divulgado pela defesa de Vorcaro à Folha em dezembro apontava o cunhado como sócio da Super. Zettel foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal neste mês. Ele foi preso ao tentar viajar para Dubai, mas foi liberado horas depois.
Atualmente, uma sócia do pastor —Ana Cláudia Queiroz de Paiva— permanece como diretora da Super.
Segundo reportagem da Folha, a Super integra uma lista de mais de 30 companhias suspeitas de tomar empréstimos fraudulentos do Master para alimentar uma rede de fundos que, segundo investigadores, desviavam dinheiro do banco para laranjas para retroalimentar o próprio Master.
Informações da investigação policial relatadas no processo apontam que, em maio de 2024, o fundo Astralo 95, então cotista do Termópilas, resgatou cerca de R$ 800 milhões em CDBs do Master e transferiu R$ 650 milhões para o fundo Termópilas, que por sua vez transferiu o valor à Super em uma conta mantida no Master.
A Super entrou no noticiário da crise do Master após uma reportagem da Folha mostrar que a empresa era dona da casa de R$ 36 milhões usada por Vorcaro para receber políticos em Brasília. Foi também a Super quem doou, em 2024, um apartamento de R$ 4,4 milhões para uma mulher que teve o nome citado em uma operação policial contra tráfico internacional de drogas em 2022.
Documentos mais recentes registrados na Junta Comercial de São Paulo, também divulgados neste mês, mostram que, em dezembro de 2025, o endereço da sede da Super foi alterado, e a firma passou a ocupar duas salas no mesmo local da Next Auditores, que elaborou relatórios de auditoria para outros fundos administrados pela Reag e ligados ao caso Master, como o Arleen e o Hans 95.
O Arleen fazia parte de uma rede de fundos ligados ao escândalo do Master e foi sócio dos irmãos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli por quatro anos no caso do resort Tayayá, no Paraná. Já o Hans 95 é um dos fundos que apareceram nas investigações sobre a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal e integra uma lista de fundos identificados pelo BC (Banco Central) como suspeitos de fazerem parte do esquema de fraude capitaneado por Vorcaro.
Procurados pela reportagem, Zettel e Ana Cláudia Queiroz de Paiva não se manifestaram. A assessoria de imprensa de Vorcaro disse, em nota, que ele "não participa da gestão, da administração nem das deliberações operacionais de fundos". A Reag não respondeu.
Questionada sobre a mudança de sede da Super, a Next Auditores afirmou em nota que no endereço para onde a empresa foi transferida funciona um coworking, espaço de escritórios compartilhados.
"Desconhecemos os motivos que levaram a Super Empreendimentos a alteração de seu endereço, bem como todas as demais centenas de empresas que estão localizadas nesse endereço. A coincidência de endereço decorre exclusivamente da contratação de serviços de coworking/domicílio comercial e facilidades administrativas. A Next não tem, nem jamais teve, qualquer vínculo societário, operacional ou contratual entre a Super Empreendimentos e a Next Auditores", diz a auditora em nota.
A reportagem da Folha foi visitar as novas salas da Super no escritório de coworking, mas não encontrou ninguém trabalhando no local.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que é difícil definir com precisão o que aconteceu com os recursos do Termópilas. As informações divulgadas na CVM estão incompletas ou desatualizadas. A composição da carteira do fundo, por exemplo, mostra apenas um retrato de junho de 2025, sem novas atualizações.
De acordo com o professor da USP Carlos Portugal Gouvêa, especialista em Direito Comercial, é muito incomum um fundo desse tipo ficar com patrimônio negativo.
"Como o FIP é um fundo para investimento em participações societárias, para que o patrimônio líquido fique negativo seria necessário que não apenas todos os investimentos restantes ficassem praticamente zerados, como também que um número grande de quotistas realizassem resgates substanciais e o fundo terminasse obrigações que superassem o valor dos ativos remanescentes", diz.
Ainda na avaliação do professor, trata-se de uma situação complexa.
"Caso o regulamento do fundo não tenha a previsão de responsabilidade limitada, os quotistas remanescentes poderiam ser obrigados a aportar recursos para cobrir o valor negativo. É uma situação extrema e que coloca os quotistas remanescentes em uma situação difícil. Quem fez o resgate no momento anterior ao fundo ter ficado com o patrimônio líquido negativo pode ter sido beneficiado com um valor de quotas que não refletia o valor real do fundo, pois os quotistas remanescentes ficariam com a dívida", afirma Gouvêa.
Pelas informações antigas da CVM é possível concluir que o Termópilas era controlado por um outro fundo de investimentos, que era seu único cotista, o Astralo 95. Os dados mais atuais indicam que hoje há dois fundos como cotistas subscritores. Não é possível saber quem são os beneficiários finais.
A recente mudança promovida no Termópilas pode estar ligada às medidas tomadas na assembleia de 16 de novembro de 2025 —véspera da prisão de Vorcaro—, que alterou pontos do regulamento do fundo e mexeu em regras ligadas a amortização e resgate total.
No dia 17, surgiram as notícias de que a Fictor fez proposta para comprar o Master, a Polícia Federal prendeu Vorcaro e, no dia seguinte, o BC anunciou a liquidação da instituição. O banqueiro foi solto 12 dias depois, mas usa tornozeleira eletrônica.
A assembleia do domingo aconteceu às 15h, e de forma remota. De acordo com a ata dessa assembleia, arquivada no site da CVM, foi "dispensada a convocação em virtude da presença da totalidade dos cotistas do fundo".
A lista de deliberações descritas na ata da assembleia informa que, na reunião, se "aprovou ajuste nas matérias de competência da assembleia especial no que se refere a amortização ou resgate total, bem como no quórum de aprovação".
Na ocasião, houve uma reformulação no regulamento do fundo, adicionando detalhes sobre a amortização, que é um processo de pagamento de cotistas.
Procurada pela reportagem, a CVM diz que não comenta casos específicos. Em termos gerais, a autarquia afirma que os administradores de fundos que não cumprem exigências e prazos de entrega de informações estão sujeitos a multa e processo sancionador.
A Folha também tentou entrar em contato com o liquidante do Master, mas não teve resposta.
- Por Felipe Gutierrez | Folhapress
- 01 Fev 2026
- 08:07h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Mais de 50 organizações sociais, entre elas República.org, Transparência Brasil, Derrubando Muros e Movimento Orçamento Bem Gasto, endossaram uma proposta de regras para um código de conduta e ética para ministros dos tribunais superiores da Justiça, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) que foi elaborada pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).
Segundo um documento enviado pelas entidades, a iniciativa de propor algumas normas começou a tomar forma após as revelações sobre as interações de ministros do STF com envolvidos no caso do Banco Master.
O ministro Dias Toffoli esteve em um voo particular para Lima, no Peru, junto com um dos advogados de um dos sócios do Banco Master, e a banca de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, teve um contrato com a instituição financeira.
Os organizadores, no entanto, afirmam que a iniciativa não "possui caráter personalista, acusatório ou partidário, nem se dirige contra ministros individualmente".
São sete propostas. Uma delas é que os ministros sejam obrigados a declarar antecipadamente qualquer vínculo pessoal, financeiro ou ideológico que possa comprometer sua neutralidade em um caso, podendo ser fiscalizados por um órgão ético independente.
Sugere-se que familiares próximos de ministros não podem advogar em casos que tramitam nos tribunais superiores. Também há proibição de aceitar presentes, vantagens ou participação em eventos pagos que possam influenciar decisões ou comprometer a imagem de independência do magistrado, e bens, agenda de compromissos, palestras, vínculos profissionais e convites recebidos pelos ministros devem ser divulgados publicamente de forma clara e acessível.
As entidades querem também que os ministros mantenham postura discreta e equilibrada em manifestações públicas e redes sociais, sem antecipar decisões, fazer declarações político-partidárias ou personalizar excessivamente seu papel institucional.
Sugere-se, ainda, que a participação de ministros em cursos, palestras e eventos acadêmicos remunerados deve ser regulamentada, especialmente quando patrocinados por escritórios de advocacia ou entidades com interesse em processos sob julgamento.
Por fim, as entidades dizem que é preciso criar um órgão independente para garantir que as regras estão sendo cumpridas.
Uma petição online sobre o tema já conta mais de 43 mil assinaturas.
- Bahia Notícias
- 31 Jan 2026
- 12:15h
Foto: Pedro França/Agência Senado
O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, afirmou que o Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa quando teve a liquidação extrajudicial decretada pela autoridade monetária, em novembro do ano passado. A declaração foi feita em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante oitiva determinada pelo ministro Dias Toffoli, realizada em dezembro de 2025.
Segundo Aquino, a situação evidenciava uma grave crise de liquidez. Ele explicou que instituições do porte do Banco Master, que tinha cerca de R$ 80 bilhões em ativos, costumam manter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em liquidez disponível. No entanto, às vésperas da liquidação, o banco contava com apenas R$ 4 milhões em caixa.
O diretor do BC também afirmou que o Banco de Brasília (BRB) deverá realizar uma provisão contábil de mais de R$ 5 bilhões em seu balanço, em razão de ativos inexistentes herdados do Banco Master. De acordo com Aquino, o banco estatal do Distrito Federal ainda mantém registrados cerca de R$ 2,3 bilhões em créditos do Master que não existem, além de outros ativos considerados ilíquidos ou de difícil recuperação.
Durante o depoimento, Aquino destacou que o impacto no balanço do BRB será significativo, com alta probabilidade de o ajuste superar os R$ 5 bilhões.
Ainda conforme o diretor de Fiscalização, após o Banco Central identificar que a carteira de crédito do Master adquirida pelo BRB continha créditos inexistentes, a então presidência do banco estatal iniciou um processo de internalização desses créditos. A medida previa a substituição dos ativos sem lastro por outros com garantia dentro do próprio Banco Master.
No entanto, segundo Aquino, o BRB não conseguiu encontrar ativos suficientes para cobrir o rombo. Mesmo após as tentativas de troca, permaneceram no balanço do BRB mais de R$ 2,3 bilhões em créditos sem lastro, já que o Banco Master não possuía ativos disponíveis para compensação. As informações são do Globo.
- Bahia Notícias
- 31 Jan 2026
- 10:28h
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a retomada do inquérito da Polícia Federal que apura irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, época em que Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, atuava como governador da Bahia e presidiava o Consórcio Nordeste.
A informação foi divulgada pelo jornal 'Estado de S.Paulo'.
A investigação ganhou novo fôlego após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar, em agosto do ano passado, a existência de novos fatos que poderiam ligar Rui Costa aos supostos crimes.
Na decisão da última sexta-feira (30), foi fixado que a investigação irá focar no prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o processo chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
A Polícia Federal terá um prazo de 90 dias para realizar novas diligências e reportar o andamento das apurações ao STJ.
- Por Luísa Martins | Folhapress
- 31 Jan 2026
- 08:43h
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.
As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.
A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.
Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.
O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.
Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.
De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.
A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.
A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, "voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais".
Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, "bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo", aponta a PM.
Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.
Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.
- Por Diego Felix | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 16:26h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Um dos empresários mais famosos do país, Roberto Justus ficou surpreso ao saber, após a deflagração da operação Carbono Oculto, que tinha como um de seus principais sócios o Banco Master, desde 2023. E, mais recentemente, também descobriu que seu novo sócio é o BRB.
Justus é dono e CEO da Steelcorp, empresa de casas modulares com aço que tem em sua sociedade um fundo de investimentos cujo nome do cotista único era mantido sob sigilo, segundo o empresário, e foi descoberto após dois anos de parceria.
Até recentemente, o empresário afirmava em entrevistas que a gestora Reag era sócia minoritária da Steelcorp, e que João Carlos Falbo Mansur, ex-CEO da Reag, era o representante da gestora no conselho de administração da construtora.
Documentos da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo) mostram, no entanto, que a Reag nunca figurou como sócia da empresa. Além de Justus, que é sócio majoritário, estão na SteelCorp a Potenza Administração e Empreendimentos, do empresário Marcelo Pieruzzi, e o SH Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, cujo único cotista é o Banco Master. Esse fundo era administrado pela Reag.
"Não, a Reag nunca foi sócia. Foi apenas administradora e gestora de um fundo, a qual eu fui muito agradecido na época porque a empresa estava começando. Tanto que você pode ver que no capital social era bem relevante a participação deles, a empresa ainda era muito uma startup", diz Justus após questionamentos da reportagem.
Fundada como Dry Service Construction em julho de 2023, a companhia assinou, em outubro daquele ano, um bônus de subscrição avaliado em R$ 75 milhões ao SH FIP e que garantiria 30% de participação no negócio. O objetivo da captação de recursos era comprar maquinário, utilizar como capital de giro e ajudar na construção de uma fábrica própria da construtora.
Segundo o empresário, como a legislação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) assegura o anonimato de cotistas em fundos de investimentos, a identidade do dono do fundo SH só era conhecida pela Reag, que geria a estrutura.
"É um erro [não divulgarem o nome dos cotistas]. Eu nunca entendi por que não podia saber quem eram os cotistas do fundo. E a Reag, por mais que as pessoas não acreditem, na época era muito compliance lá dentro. Os caras eram muito sérios com isso. Eu falava, 'João [Mansur], eu não quero uma sociedade onde eu não sei com quem falar. Então, você faz um favor para mim? Vem você representar o fundo no meu conselho, pelo menos, para eu ter um sócio relevante'", explica Justus.
Os documentos que oficializam Mansur como conselheiro de administração independente foram protocolados em julho de 2024, quando a construtora passou a se chamar Steelcorp. Foi neste momento que a companhia reconheceu em seu capital social a integralização dos R$ 75 milhões aportados pelo fundo SH, além dos R$ 2 milhões de Justus e Pieruzzi.
Em setembro daquele ano, a Steelcorp apresentou formulário ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) anunciando formalmente a entrada do Banco Master na companhia. A operação seria feita com o fundo Dynamic, do ex-banqueiro e dono do Master, Daniel Vorcaro, sem valor público declarado.
Justus relata que chegou em certo momento a procurar Vorcaro para alavancar o negócio, pois precisava construir uma nova fábrica e o Master, então em "crescimento vertiginoso", parecia ser o parceiro ideal. O aval do Cade levou quase 3 meses para ser anunciado, o que Justus classifica como "sorte", já que análises que não apontam concentração de mercado são resolvidas em semanas.
"Eu nunca entendi por que demorou tanto, mas no fim foi bom para mim, porque depois disso, já terminou o ano de 2024, começou 2025, ele [Vorcaro] já estava em outras negociações, não sei se com o BRB [Banco de Brasília], e a atenção dele desviou. Eu não conseguia quase falar com o cara e ele ia protelando, protelando, falando 'vamos, vou converter', 'vou fazer', 'pode deixar', 'vou fazer', e nunca fez. Chegou o momento em que desfizemos o contrato", relembra Justus.
O empresário diz conhecer Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, desde quando Daniel era criança.
"Eu pressionei muito para ele entrar, muito. Ele não tinha nada, era um banqueiro agressivo, que eu conhecia, um menino super do bem, eu conheço ele desde pequeno. Então assim, é um cara que eu nunca imaginei que pudesse entrar numa confusão dessa, ele investiu em muitas empresas de amigos meus."
Hoje com 70 anos, Justus montou seus negócios no mercado publicitário após fundar, na década de 1980, o Grupo Newcomm, um dos maiores conglomerados de publicidade do país. A partir dos anos 2000, fez sucesso com o reality show O Aprendiz e se tornou apresentador de programas da Record.
Em 28 de agosto do ano passado, foi deflagrada a operação Carbono Oculto, que revelou infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro e, segundo as investigações, tinha a Reag como braço decisivo na administração e gestão de fundos ligados ao crime organizado.
Logo após a operação, Mansur foi destituído do conselho da empresa, e a Steelcorp notificou a Reag para saber quem era o cotista do fundo. Em meio à avalanche do caso, o fundo SH entrou em liquidação e determinou, por conta própria, a transfência total de seu patrimônio para outro fundo, o SH II FIP, constituído em agosto.
É na assinatura da liquidação que o nome do Master apareceu como cotista do fundo -o único documento registrado na CVM com referência ao banco
A transferência dos mais de R$ 526 milhões de patrimônio líquido do fundo ainda não foi realizada, segundo dados da CVM. Na carteira do SH ainda estão os R$ 75 milhões investidos na Steelcorp e cotas de outros fundos da Reag.
"Eu vou ser bem sincero, eu não sabia que eles tinham feito [a liquidação], eles não poderiam ter feito sem autorização minha. Eles só podiam, pelo acordo de acionistas, transferir para entidades do mesmo grupo econômico, não poderia transferir para um outro fundo sem a autorização do sócio majoritário, que era eu. Então eu denunciei até o acordo de acionistas, nem isso mais está de pé", diz o empresário.
Ao longo dos últimos anos, a participação dos acionistas foi diluída. Hoje, os 10% da Steelcorp que pertencem ao fundo SH estão sob controle do BRB, banco que tentou comprar o Master ao longo do ano passado e foi impedido pelo Banco Central em setembro.
Justus afirma não saber como a participação do Master foi parar na conta do BRB.
"Vou fazer contato com os caras na hora certa e ver se eles querem seguir. Se eles não quiserem, eu posso até recomprar a parte deles, para eles não terem nenhum prejuízo. Não tenho interesse em prejudicar ninguém, mas também não quero prejudicar o meu negócio. Eu não quero ter sócios tóxicos no meu negócio", alega Justus.
O empresário diz ter aportado R$ 300 milhões na Steelcorp neste mês para retomar 90% da participação na empresa. Os passivos adquiridos na operação e que seriam liquidados com o dinheiro de Vorcaro através do Dynamic foram resolvidos nesta integralização de capital.
"Se eu fizer algum outro movimento, procurar sócio estratégico, não quero mais ninguém do mercado financeiro. Quero fazer negócio com gente que possa ajudar a alavancar ainda mais a nossa empresa", completa.
Procuradas, as defesas de Daniel Vorcaro e João Carlos Mansur não quiseram comentar. A Reag não se manifestou.
- Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 14:24h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
- Por Márcia Magalhães | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 12:21h
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.
Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda —apenas pela não atualização da tabela.
Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.
"O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida", afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.
De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.
Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.
Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado "efeito arrasto", quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.
Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
*
Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
Em R$
Rendimento Mensal Bruto - Imposto a mais
1.518 - 0
2.000 - 0
2.500 - 0
3.000 - 0
3.036 - 0
3.434 - 0
4.000 - 0
4.358 - 0
5.000 - 0
5.010 - 3,58
5.158 - 56,58
5.272 - 97,36
5.500 - 190,47
5.600 - 231,28
5.698 - 271,25
6.000 - 382,88
6.500 - 535,84
6.800 - 627,38
7.000 - 688,41
7.100 - 718,92
7.200 - 749,44
7.350 - 795,21
7.360 - 796,93
7.400 - 803,81
7.500 - 821,01
7.800 - 872,61
8.000 - 907,01
8.500 - 992,67
9.000 - 1.078,17
10.000 - 1.186,87
20.000 - 1.553,42
45.000 - 1.553,42
100.000 - 1.553,42
Fonte: Sindifisco
*
Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.
O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.
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VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026
Rendimentos tributáveis - Redução do imposto
até R$ 5.000 - até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 - R$ 978,62 - (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350
VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026
Base de cálculo - Alíquota - Dedução
Até R$ 2.428,80 - - - -
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 - 7,5% - R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 - 15,0% - R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 - 22,5% - R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 - 27,5% - R$ 908,73
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- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 10:19h
Foto: Agência Senado
O senador Angelo Coronel (PSD), comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o psdbista, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo no meu pensamento o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral.
- Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 08:13h
Foto: TV Globo
Representante do Brasil na mídia internacional desde que os holofotes se viraram para ele durante a divulgação do longa 'O Agente Secreto', Wagner Moura voltou a falar sobre política nas entrevistas pré-Oscar e fez uma análise do cenário global.
À revista, o baiano comparou a resposta do Brasil e dos Estados Unidos frente a ameaças autoritárias, e frisou que o Brasil foi mais firme que o país norte-americano pelo passado sombrio.
"Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Não sabem o que é isso, como é essa sensação ou o quanto isso é ruim."
O ator ainda citou o fato de 'O Agente Secreto' ter sido desenvolvido em um momento considerado delicado para ele, o governo Bolsonaro. Crítico da gestão do militar, o baiano frisou que o papel dele como ator foi de utilizar a arte para se manifestar.
"Esse é um filme que nasceu de como eu e Kleber e eu nos sentimos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. Como nos sentíamos em relação ao nosso papel como artistas. Isso acontece lentamente. E se você não reage às pequenas coisas, é aí que elas assumem o controle."
- Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 16:15h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) encerra inscrições para concurso público nesta sexta-feira (30). As oportunidades são da área médica, com previsão de mais de 150 vagas distribuídas em 96 especialidades em hospitais universitários federais de todo o país.
Em Salvador, no Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA/Ebserh), a seleção contempla 78 especialidades médicas, com formação de cadastro de reserva, conforme lista que consta no edital. Já na Maternidade Climério de Oliveria, também da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA/Ebserh), há oferta de vagas para cadastro de reserva em 19 especialidades.
O concurso público vigente da Ebserh, homologado em junho de 2025, resultou na convocação de mais de 1.240 médicos e médicas, número seis vezes superior ao total de vagas imediatas inicialmente previsto, com esgotamento do cadastro de reserva em diversas especialidades. As pessoas aprovadas neste certame mantêm prioridade nas convocações. Além disso, os editais das áreas administrativa e assistencial terão sua validade prorrogada por mais um ano.
INSCRIÇÕES, PROVAS E SALÁRIOS
As inscrições permanecem abertas até as 23h59 do dia 30 de janeiro e devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 180, com pagamento permitido até 2 de fevereiro.
As provas objetivas estão previstas para o dia 29 de março e serão aplicadas simultaneamente em 42 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais. A avaliação será composta por 60 questões de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório, além de prova de títulos.
Os salários iniciais variam conforme a carga horária: R$ 11.464,35 para jornada de 24 horas semanais e R$ 19.107,31 para 40 horas semanais. As pessoas aprovadas serão contratadas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Nosso esforço é pela contratação tempestiva de profissionais aprovados nos concursos, sempre que houver demanda pela expansão ou pela reposição da força de trabalho nos hospitais que integram a Rede Ebserh e na administração central da estatal, em Brasília”, afirma a diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh, Luciana de Gouvêa Viana.
- Por Diego Felix | Folhapress
- 29 Jan 2026
- 14:12h
Foto: Rosinei Coutinho / CSO / STF
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), devolveu à Justiça de São Paulo uma denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o empresário Nelson Tanure. Acusado de uso de informações privilegiadas na construtora Gafisa, Tanure tentava vincular o caso ao Banco Master, pois a procuradoria apontava o banco de Daniel Vorcaro como um braço financeiro e operacional do empresário.
A denúncia, apresentada no final de dezembro, foi remetida ao STF há pouco mais de uma semana. Em seu despacho, o ministro Dias Toffoli, relator das investigações do Master no Supremo, afirmou não ver relação entre os casos e determinou a devolução do processo à 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, segundo noticiado inicialmente pelo jornal O Globo e confirmado pela Folha de S.Paulo.
Em nota nesta quarta-feira (28), a defesa de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado e jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva nas empresas em que foi ou é acionista.
Alguns pontos do caso são importantes, segundo os advogados de Tanure, para atestar sua inocência. Um deles é que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não apontou ilicitude na operação de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020; o delegado da Polícia Federal que investigou o caso não teria encontrado indícios de crime e a operação foi amplamente debatida pelos acionistas da Gafisa.
"O empresário Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure lastima mais uma vez a açodada denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e tem certeza de que os fatos serão esclarecidos no bojo do processo", diz em nota o advogado Pablo Naves Testoni.
ENTENDA O CASO
De acordo com o Ministério Público, Tanure e o empresário Gilberto Benevides praticaram insider trading (uso de informação privilegiada) na operação de aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, ocorrida entre 2019 e 2020.
Segundo a denúncia, eles teriam feito uma série de movimentações financeiras para inflar o valor de mercado da Upcon e, consequentemente, receber mais ações com poder de voto da construtora na operação de compra e venda.
Na época narrada pela denúncia, Tanure era acionista relevante da Gafisa e membro do conselho de administração, cujo mandato teve início em abril de 2019. Benevides, por outro lado, era acionista controlador da Upcon e responsável direto pelas negociações.
De acordo com a procuradoria, Tanure utilizou estruturas societárias com duas offshores sediadas em paraísos fiscais e o fundo de investimento Singular Plus com o objetivo de ocultar sua participação na Gafisa e realizar operações dissimuladas com a Upcon.
Os procuradores remontaram um caso que aconteceu dias antes da conclusão da compra, em fevereiro de 2020. À época, a Upcon recebeu um aumento repentino de R$ 150 milhões em seu capital social e impulsionou seu valor de mercado em quase 1.400%.
O valor de mercado da Upcon era importante dentro da operação porque determinaria qual seria o montante de ações a serem repassadas da Gafisa aos controladores da Upcon. Neste caso, a Gafisa não utilizou recursos de caixa e fez a compra com o repasse de ações.
Segundo as investigações, Tanure e Benevides, sabendo que o laudo de avaliação da Upcon seria feito dali a poucos dias, aportaram dinheiro ao capital social da incorporadora para inflar o valor de mercado e aumentar o tamanho das ações a serem pagas pela Gafisa.
Para realizar a integração dos valores ao capital social, Benevides obteve um empréstimo junto à corretora Planner. Segundo as investigações, o dinheiro emprestado era, na verdade, de Tanure, que utilizou o fundo de investimento Singular Plus para internalizar as garantias dadas no negócio.
O Master, apesar de não ser denunciado no caso da Gafisa, é apontado na denúncia como um braço financeiro e operacional que permitiu a concentração acionária necessária para inflar ativos e viabilizar garantias nas operações de Tanure pelo mercado, criando um cenário de liquidez manipulada.
No início deste mês, Tanure foi alvo de buscas pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada inicialmente em dezembro, que apura irregularidades relacionadas ao Master.
O empresário é investidor de inúmeras empresas brasileiras, como a petroleira Prio, a rede de supermercados Dia e a Gafisa. A apuração policial investiga suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 12:28h
Foto: Agência Brasil
Após o anúncio do Governo Federal sobre a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores, mais de 28 mil motoristas já foram beneficiados na Bahia, segundo dados do Detran-BA obtidos pelo Bahia Notícias.
A iniciativa beneficia motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses e que estejam cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para esse público, a renovação ocorre de forma totalmente automática, sem necessidade de exames presenciais, deslocamento aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) ou pagamento de taxas adicionais.
O processo é realizado por meio do sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Quando o documento vence, a atualização é feita diretamente na base nacional e disponibilizada no aplicativo da CNH do Brasil. Além da renovação do documento, os condutores beneficiados passam a receber o selo de Bom Condutor, que fica visível no aplicativo como forma de reconhecimento pelo comportamento responsável.
MUDANÇAS NA PROVA PRÁTICA
Além da medida do “Bom Condutor”, que beneficia motoristas formados, quem deseja tirar sua primeira carteira também terá novidades depois das novas regras da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que reformula o processo de formação de condutores em todo o país.
A norma não exige mais, de forma explícita, a realização do teste de baliza, o que fez com que alguns estados retirassem a exigência das provas práticas. São Paulo, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás já excluíram a manobra do exame oficial.
No entanto, o Detran-BA informou que não deve retirá-la da prova no estado, e vai realizar apenas uma “alteração na ordem cronológica da realização da manobra”. Agora, ela deve ser feita ao final do circuito.
Outra novidade é a utilização de carros automáticos, que serão liberados para participarem das provas práticas na Bahia após publicação do Manual Brasileiro de Direção Veicular, do Contran.
O órgão estadual não detalhou se os condutores que realizarem a prova neste tipo de veículo poderão dirigir também veículos manuais e informou que aguarda a publicação das normas pelo Contran.
- Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 10:22h
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA
O mandante de homicídios na cidade de Ipiaú estava no sistema prisional e ganhou a liberdade após ser beneficiado pela Saidinha de Natal em 2025.
O integrante da facção não retornou no dia 5 de janeiro, como foi determinado pela Justiça. Em liberdade, o criminoso passou a ordenar assassinatos de rivais.
O traficante de drogas e armas, autor também de homicídios, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores estava custodiado no Conjunto Penal de Jequié.
CAPTURA
Na tarde de quarta-feira (28), o criminoso foi localizado na localidade de Barra Grande, município de Maraú, por equipes da FICCO Bahia e das Polícias Civil e Militar.
Durante a prisão em uma pousada de luxo, o integrante de facção ofereceu R$ 300 mil para ser solto. Além dele, outros dois comparsas foram capturados.