E Bolsonaro bota o pé na estrada para 2022. Descobriu que dar dinheiro dá voto
- Levi Vasconcelos
- 02 Set 2020
- 17:49h

(Foto: O Hoje)
É lógico que Jair Bolsonaro já tomou posse pensando na reeleição. Não sinalizou pela mão, como manda a tradição, mas pela contramão, chutando aliados de 2018 que com ele se projetaram, mas poderiam se projetar mais.
E foi aí que nasceram as desditas dele com os governadores de Rio e São Paulo, Wilson Witzel (PSL) e João Dória (PSDB), o primeiro aliado de primeira hora e o segundo do segundo turno, ambos potenciais concorrentes futuros no olhar palaciano.
Witzel, governador do Rio, está hoje em desgraça, atribuindo seu mar de infortúnios a perseguições de Bolsonaro. E este, por sua vez… ‘O Rio está pegando…’, disse rindo.
Mapa da mina
Depois de ter ganhado a mídia por chamar jornalistas de ‘bundões’, ontem ele voltou para anunciar bondades, a extensão do auxílio emergencial.
Se a redução não é boa, a extensão, sim. Bolsonaro viu nas pesquisas que distribuir dinheiro compra simpatias. Era a mesma lógica do PT com o Bolsa Família, que, agora, vai ganhar o nome de Renda Brasil, para tirar a carga genética petista, ampliando o universo de atendidos de 14 milhões, o do Bolsa, para 20 milhões.
Detalhe: na era do PT, se dizia que Lula olhou para a barriga e esqueceu a educação. Se a direção é a mesma, nada de novo. Desde que o colonizador aqui chegou, educar as massas nunca foi prioridade. E No mais, a compra de voto já nasceu com o voto.



















