CBF organiza imersão internacional com clubes e federações para debater arbitragem e sustentabilidade financeira

  • Bahia Notícias
  • 24 Dez 2025
  • 08:14h

Foto: Staff Images / CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizará, entre os dias 7 e 16 de janeiro, uma imersão internacional com a participação de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e de federações estaduais. A programação será realizada na Inglaterra, Alemanha e Espanha e terá como foco o aprofundamento em temas relacionados à arbitragem e aos modelos de controle financeiro adotados nesses países.

 

Segundo a entidade, a iniciativa busca promover a troca de experiências com ligas e federações estrangeiras sobre dois eixos considerados centrais para a organização do futebol: a gestão da arbitragem e o sistema de fair play financeiro. O presidente da CBF, Samir Xaud, integrará a comitiva e destacou que a proposta envolve participação conjunta de clubes e federações na construção de propostas para o futebol nacional.

 

"Faremos esta imersão para debater e trocar ideias sobre arbitragem e fair play financeiro com as principais ligas e federações do mundo e teremos a participação ativa de clubes e federações para que tenhamos uma construção coletiva visando à evolução permanente do futebol brasileiro", explicou. 

 

Durante a viagem, estão previstas visitas técnicas e reuniões institucionais com dirigentes de clubes, representantes de ligas, federações e empresas ligadas ao esporte. A escolha pelo período inicial da temporada de 2026, de acordo com a CBF, visa facilitar a participação dos representantes brasileiros.

 

Na Espanha, a agenda inclui visita à sede da La Liga, no dia 15 de janeiro. No local, haverá apresentações sobre o funcionamento do campeonato espanhol, os mecanismos de controle econômico e as práticas adotadas pelos clubes do país.

 

A imersão será realizada em parceria com a CBF Academy, braço educacional da confederação voltado à capacitação e à profissionalização do futebol brasileiro.

 

Paralelamente à iniciativa internacional, a CBF instituiu dois Grupos de Trabalho (GTs): um voltado à arbitragem e outro ao fair play financeiro. No campo da arbitragem, a entidade firmou contrato com a empresa Genius Sports para a implementação do sistema de impedimento semiautomático em jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil nas temporadas de 2026 e 2027.

 

No âmbito financeiro, o GT do Fair Play Financeiro publicou, em 10 de dezembro, a versão completa do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O documento define parâmetros para controle de dívidas, gastos com elenco, capacidade de endividamento e equilíbrio operacional dos clubes, com o objetivo de estabelecer diretrizes para a gestão financeira no futebol brasileiro.

PGR é favorável à progressão de regime de hacker condenado por invadir sistemas do CNJ e forjar mandado contra Moraes

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 14:45h

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao pedido de progressão de regime prisional para o semiaberto formulado pela defesa de Walter Delgatti Neto. O caso foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator.

 

Delgatti cumpre pena em regime fechado na Penitenciária II de Tremembé (SP), condenado a oito anos e três meses de prisão pelos crimes de invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, a mando da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

 

Em documento enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o condenado já cumpriu 20% da pena, o equivalente a um ano, onze meses e cinco dias, requisito legal para a progressão. O órgão também citou o comportamento do apenado durante o período de reclusão.

 

“O atestado de conduta carcerária emitido pela unidade prisional atesta que o reeducando Walter Delgatti Neto apresenta bom comportamento carcerário. Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional”, afirmou o procurador-geral no parecer.

 

Apesar da manifestação favorável da PGR, não há prazo para que o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão final, se pronuncie sobre o caso. Carla Zambelli, coautora dos crimes, foi condenada na mesma ação e permanece presa na Itália desde julho, após fugir do Brasil.

 

As informações são da Metrópoles.

Justiça suspende licenciamento ambiental da Samarco e inova ao citar mudanças climáticas

  • Por Pedro Lovisi | Folhapress
  • 23 Dez 2025
  • 14:43h

Foto: Divulgação / Otávio Honorato

Em uma decisão inédita, a Justiça Federal suspendeu na semana passada o licenciamento ambiental que a mineradora Samarco havia conseguido com órgãos reguladores de Minas Gerais para ampliar seu complexo minerário em Mariana –o mesmo que colapsou em 2015, matando 19 pessoas e causando o maior desastre ambiental do país.
 

Na decisão, a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho acatou argumentos de organizações da sociedade civil de que a mineradora não considerou, em seu estudo de impacto ambiental, um volume de chuvas atípico que pode ser gerado pelo aquecimento global. Essa é a primeira vez que o poder Judiciário suspende o licenciamento ambiental de um projeto minerário citando riscos atrelados às mudanças climáticas.
 

Por meio de nota, a Samarco disse que não foi intimada da decisão. "Confiamos na legalidade e na legitimidade do processo de licenciamento do projeto de longo prazo conduzido pelos órgãos competentes, certos de que sua robustez técnica e conformidade legal serão confirmadas", afirmou. A empresa pode recorrer.
 

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais também afirmou que não foi notificada da decisão e que "reitera seu compromisso com a correta aplicação das normas ambientais, com o fortalecimento da gestão municipal e com a proteção do meio ambiente".
 

A ação foi protocolada em julho pelo coletivo Loucos por Bento, formado por ex-moradores do distrito de Bento Rodrigues, um dos dois que foram destruídos pela enxurrada de lama há dez anos. Com pareceres técnicos de organizações ambientais, os autores argumentaram que o estudo de impacto do projeto Longo Prazo, da Samarco, leva em conta apenas séries históricas de precipitação, subestimando a probabilidade de chuvas futuras serem mais fortes.
 

O processo de licenciamento ambiental para atividades minerárias em Minas Gerais não exige a apresentação dessas estimativas. A legislação, apoiada em uma resolução de 2022 da ANM (Agência Nacional de Mineração), prevê que as empresas donas dos empreendimentos a serem licenciados calculem, com base em uma base de dados pré-existente, qual foi a chuva máxima na região nos últimos 10 mil anos –e é esse índice que baseia a análise técnica sobre qual deve ser a rigidez das estruturas instaladas.
 

Em Minas Gerais, essas avaliações são feitas por órgãos ligados ao governo estadual, como a Feam (Fundação Estadual de Meio Ambiente) e o Copam, conselho responsável por aprovar o licenciamento ambiental.
 

No caso do projeto da Samarco, relatório técnico encomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais diz que a empresa considerou dados de precipitação em Ouro Preto (cidade vizinha de Mariana) entre 1961 e 1990 para modelar a chuva máxima provável para a região. Nesse caso, a precipitação máxima foi de 400 milímetros em um dia, abaixo por exemplo do volume registrado em algumas cidades do Rio Grande do Sul durante as enchentes do ano passado e do que o registrado em São Sebastião em 2023.
 

"Os estudos ambientais apresentados no processo de licenciamento não consideraram como as mudanças climáticas –com possibilidade de aumento das ocorrências de eventos extremos– afetarão o ciclo hidrológico", diz o relatório. "Ou seja, não foram elaborados estudos ambientais que utilizam metodologia mais complexa, que integram dados históricos com cenários futuros, e também não foi utilizada a abordagem de adaptação dos efeitos adversos da mudança do clima."
 

Um outro relatório acoplado à ação, assinado pelo cientista Mark Chernaik, da Environmental Law Alliance Worldwide, diz haver alto grau de certeza de que o ciclo hidrológico em Minas Gerais durante os anos de 2029-2037 (período de operação do empreendimento que a Samarco quer ampliar) será diferente dos padrões de ciclo hidrológico histórico.
 

O projeto da Samarco em questão prevê a construção de uma barragem e de uma pilha de rejeitos –essa última é formada por rejeitos secos. O empreendimento é tido como essencial para os planos de expansão da mineradora, uma joint venture entre a Vale e a BHP que, antes da tragédia de Mariana, era uma das maiores produtoras do Brasil de minério de ferro.
 

De acordo com especialistas, a decisão abre brecha para que outros licenciamentos ambientais sejam revistos pela Justiça, o que poderia desencadear queixas constantes de mineradoras.
 

"A falta de previsibilidade para o setor produtivo tem se tornado um risco muito grande. Eu questiono até que ponto isso precisa ser levado para o Judiciário, porque estamos tirando de um órgão técnico e levando para o Judiciário, que não tem condição técnica", afirma Regina Barbosa, advogada especialista em direito ambiental e minerário.
 

"Com o Judiciário intervindo nesse processo, o órgão regulador vai ter que acelerar isso para que as decisões tenham validade, porque isso acaba enfraquecendo a própria autoridade técnica do órgão", acrescenta.
 

Na decisão, a juíza pontua que a ação serve ao propósito de questionar a legalidade e a legitimidade de atos já praticados. Ela ainda citou que as barragens de Mariana e Brumadinho que romperam em 2015 e 2019, respectivamente, também haviam sido licenciadas pelo Poder Público seguindo parâmetros técnicos considerados adequados à sua época.
 

O tom adotado pela juíza foi bastante celebrado por organizações não governamentais e ambientalistas. Julio Grilo, ex-superintendente do Ibama em MG e vice-presidente do Fórum Permanente São Francisco, diz esperar que a decisão influencie outros casos.
 

"A crise climática tem gerado eventos extremos de chuva com volumes muito superiores aos que estamos acostumados, então estamos lidando com o imprevisível. Mas tem coisas que a gente pode fazer, como no mínimo dobrar os valores que se tem hoje de precipitação nos estudos de impacto", afirma. "Hoje, se uma barragem romper como decorrência de um evento extremo de chuvas, as mineradoras podem dizer que seguem a legislação e que o rompimento foi devido a uma chuva que não estava prevista."

Lula publica indulto de natal e exclui condenados pelo 8 de janeiro e líderes de facções

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 12:27h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União, o decreto de indulto natalino. Seguindo a linha adotada desde o início de seu mandato, o texto exclui explicitamente do perdão coletivo os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por qualquer crime que atente contra o Estado Democrático de Direito.

 

O indulto é uma prerrogativa constitucional que permite ao presidente extinguir ou reduzir penas, mas o governo manteve critérios rígidos para evitar que o benefício alcance alvos políticos ou membros da alta cúpula do crime organizado.

 

O decreto, elaborado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) sob a supervisão do ministro Ricardo Lewandowski, foca em critérios humanitários. 

 

Os grupos beneficiados incluem gestantes de alto risco, além de mães e avós responsáveis por crianças ou adolescentes de até 16 anos com deficiência (desde que o crime tenha sido cometido sem violência), presos em estágio terminal de HIV, com doenças crônicas sem tratamento na unidade prisional, pessoas com transtorno do espectro autista severo, paraplégicos, tetraplégicos ou cegos, maiores de 60 anos com condições facilitadas de acesso ao perdão e pessoas consideradas imprescindíveis para o cuidado de menores de 16 anos.

 

Assim como em anos anteriores, o governo estabeleceu uma lista extensa de impedimentos. Não têm direito ao indulto condenados pela trama golpista e crimes contra as instituições democráticas, lideranças de facções criminosas e detentos em Regime Disciplinar Difereciado (RDD) ou presídios de segurança máxima, condenados por crimes hediondos, tortura, terrorismo, racismo e lavagem de dinheiro, crimes contra a mulher (Lei Maria da Penha) e delitos praticados contra crianças e adolescentes e condenados por crimes contra a administração pública, como 

 

O texto reforça a postura do Planalto frente aos condenados pelos ataques de 2023. Paralelamente ao decreto, o presidente Lula indicou que pretende vetar o PL da Dosimetria, projeto que poderia reduzir significativamente as penas de envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados sugerem que o veto a esse projeto ocorra simbolicamente no dia 8 de janeiro de 2026, completando os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Banco Central confirma reunião com Alexandre de Moraes para tratar de efeitos da Lei Magnitsky

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 10:24h

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Banco Central confirmou nesta terça-feira (23) que esteve reunido com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.

 

A manifestação da autoridade monetária ocorreu após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmar que Moraes teria feito contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em quatro ocasiões, para discutir a venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).

 

Ainda nesta terça-feira (23), Alexandre de Moraes divulgou nota na qual afirma ter recebido Galípolo para reuniões “em virtude da aplicação da Lei Magnitsky”. O ministro foi punido com sanções financeiras pelo governo dos Estados Unidos em 30 de julho, com retirada das punições no dia 12 de dezembro.

Justiça de São Paulo rejeita ação de Edir Macedo contra Netflix por uso de imagem em documentário sobre exorcismo

  • Bahia Notícias
  • 23 Dez 2025
  • 08:20h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São paulo rejeitou uma ação movida pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e pelo bispo Renato Cardoso contra a Netflix. Os religiosos pediam a retirada de suas imagens do documentário "O Diabo no Tribunal", lançado em 2023. A sentença foi proferida pela juíza Paula da Rocha e Silva no dia 18 de dezembro. Cabe recurso.

 

Na ação, os bispos argumentaram que as imagens deles, captadas em reuniões da Universal, foram veiculadas duas vezes sem autorização em "sessões de libertação". Eles afirmaram que o documentário, que trata de um julgamento nos EUA onde uma "possessão demoníaca" foi usada como defesa em um caso de assassinato, é "sensacionalista" e causa confusão entre os fiéis. "As imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora", disseram na petição. Eles destacaram ainda que os fatos narrados não têm relação com a Universal, que "prega conceitos e preceitos diversos".

 

Na defesa, a Netflix sustentou que o documentário tem caráter biográfico e informativo e que as imagens são usadas dentro do contexto geral da obra para ilustrar o embate de clérigos com fiéis. A plataforma afirmou que "não houve ilícito algum" e que a produção "não estabelece vínculo entre a Igreja Universal e os episódios que cercam o crime". Alegou também que "os rostos dos bispos não são exibidos de forma clara, não sendo possível identificá-los".

 

A magistrada acolheu a argumentação da defesa. "As imagens são antigas, de baixa qualidade e baixa resolução, o que torna difícil o reconhecimento cabal dos requerentes [os bispos]. Ainda que pudessem ser reconhecidos, não é possível estabelecer qualquer influência ou associação dos autores do processo ou de sua religião com o caso narrado", escreveu. A juíza considerou que as imagens foram utilizadas de forma meramente ilustrativa, citando em sua fundamentação a liberdade de imprensa e os direitos de informar e de criticar.

 

As informações são da UOL.

Suspeito de chefiar facção em Sergipe é preso em Camaçari, na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 18:09h

Foto: Divulgação

Um homem de 33 anos, apontado como liderança de uma organização criminosa com atuação em Sergipe, foi preso neste domingo (21) no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A ação foi resultado de uma operação integrada entre forças de segurança da Bahia e do estado sergipano.

 

Segundo informações das investigações, o suspeito exercia função estratégica dentro do grupo criminoso, com atuação concentrada em áreas do norte de Aracaju, como os bairros Japãozinho e Lamarão. Ele é investigado por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e outros crimes de maior gravidade.

 

Conforme apurado pelas polícias, o homem teria participação direta na escolha de vítimas, na articulação de executores, além de atuar no fornecimento de armas e na organização logística das ações criminosas.

 

O suspeito foi localizado em um imóvel no distrito de Jauá, no litoral de Camaçari, após trabalho de inteligência conduzido por equipes do Departamento Especializado de Investigação Criminal (Deic). A operação contou ainda com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), além de unidades especializadas das polícias Militar e Civil de Sergipe.

 

Após a prisão, ele foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde foi cumprido mandado de prisão preventiva pelo crime de homicídio. O homem permanece custodiado e à disposição da Justiça.

Advogado é acusado de abuso sexual contra menina de 11 anos no Norte da Bahia

  • Por Francis Juliano I Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 16:08h

Foto: Reprodução / TV São Francisco

Um advogado residente em Jaguarari, no Piemonte Norte do Itapicuru, é acusado de abuso sexual contra uma menina, de 11 anos. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o fato ocorreu no último sábado (20) e gerou um boletim de ocorrência registrado na delegacia de Senhor do Bonfim, na mesma região.

 

Conforme relato da mãe da adolescente, o acusado, de 62 anos, teria atraído a menina para o escritório dele, situado no Centro de Jaguarari, com a promessa de que daria um picolé para ela.  Há indícios que os convites à criança eram recorrentes.
 

Já no interior do estabelecimento, o advogado teria entregue uma quantia em dinheiro à garota e pedido que ela não revelasse o ocorrido a ninguém. Depois, acrescenta a denúncia, passou a acariciar os seios da menor e pediu que ela sentasse no colo dele.  

 

A criança teria se assustado, chorado e deixado o local às pressas, sendo amparada por uma tia. Em seguida, familiares procuraram a polícia para registrar a ocorrência.

 

Após o fato, o suspeito não foi localizado. Conforme informado ao BN, o idoso também atua na procuradoria jurídica da prefeitura de Sento Sé, no Sertão do São Francisco, no Norte baiano. O caso segue sob investigação na 1ª Delegacia de Senhor do Bonfim.

Aliados apontam aproximação de Hugo Motta com governo Lula de olho nas eleições de 2026

  • Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 14:04h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que o parlamentar deve adotar, em 2026, uma postura mais próxima do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que a observada em 2025, primeiro ano de sua gestão à frente da Casa.

 

Segundo essas avaliações, a mudança estaria relacionada ao cenário eleitoral do próximo ano. Motta pretende disputar a reeleição como deputado federal e também atuar para viabilizar a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado pela Paraíba, estado onde Lula mantém índices elevados de votação.

 

Hugo Motta e Nabor Wanderley integram a base política do governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). O governador não poderá concorrer à reeleição em 2026 e deve oferecer palanque a Lula na disputa pelo Senado.

 

Ainda de acordo com aliados, outro fator que contribui para uma aproximação maior com o Planalto são gestos recentes do presidente da República em direção ao comando da Câmara. Na semana passada, Lula nomeou Gustavo Feliciano, aliado de Motta, para o comando do Ministério do Turismo.

 

As informações são do Metrópoles.

'Não quero ser exemplo para ninguém, só quero ser irmão de todos', diz Júlio Lancellotti em 1ª missa após veto

  • Por Anna Virginia Balloussier / Folhapress
  • 22 Dez 2025
  • 12:25h

Foto: Reprodução

Ali não havia dúvida: padre Júlio Lancellotti é um perseguido. Havia, isso sim, eletricidade política de sobra na primeira missa conduzida pelo clérigo desde que dom Odilo Scherer o proibiu de transmitir a celebração pela internet.
 

"Não quero ser exemplo para ninguém, só quero ser irmão de todos vocês, especialmente irmão dos mais pobres, dos abandonados", disse num dos momentos de maior exaltação na manhã deste domingo (21).
 

O padre liderou a cerimônia, agora só na modalidade presencial, na capela da Universidade São Judas, na Mooca, zona leste de São Paulo.
 

Há uma semana, ele anunciou que as celebrações semanais deixarão de ser exibidas ao vivo pela internet. Também afirmou que não deve continuar atualizando seus perfis nas redes. Sua última publicação no Instagram, uma discussão teológica, é de 10 de dezembro.
 

A decisão partiu do arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, por motivos ainda não esclarecidos —na ocasião, Lancellotti divulgou uma nota falando em "período de recolhimento temporário", e dom Odilo disse à Folha que o veto é "assunto de um bispo com seu padre". A Arquidiocese determinou uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, liderada há 40 anos por Lancellotti.
 

A missa começou com o clérigo acendendo velas para o Ocidente, que chamou de "prepotente", e para o norte, descrito como o lar dos poderosos, em contraposição ao sul global. "Quem não sabe onde é o norte é um desnorteado."
 

O público lotou a capela e aplaudiu numerosas vezes. Um grupo de mulheres transgêneros levantou um cartaz onde se lia "o amor ao próximo não pode ser silenciado". Uma delas, Rafaella Stephanny da Rocha, 29, disse estar lá para apoiar o padre "que me ajuda muito".
 

A pregação de Lancellotti, conhecido por seu trabalho social, teve a voltagem social de praxe. Abordou a violência contra mulheres ("nesta cidade marcada por feminicídio, Maria é sinal de vida") e mirou a elite. "Os lugares mais iluminados de São Paulo" são onde "não entra Jesus, lá não entram os pobres", afirmou. "Essas luzes ofuscam e não fazem chegar Jesus."
 

Evocou mais adiante um lema seu: "Força e coragem, ninguém desanime!". Depois disse que ele próprio repetia aquelas palavras para ver se se convencia. Comungou, recebendo a hóstia, rito central na Igreja Católica.
 

Com flores de papel distribuídas e erguidas no ar, cortesia do movimento Flores pela Democracia, Lancellotti encerrou sua participação incensado pela plateia.
 

O líder religioso abriu espaço para Raul Huertas, porta-voz da pastoral da comunicação da paróquia, ler um texto em desagravo a ele. "Quando ferem o padre, ferem também nossa paróquia", disse.
 

Huertas afirmou que há uma tentativa de incriminar e caluniar o clérigo que "ousa amar o próximo para além do discurso".
 

"Muitos dizem que o padre é o santo, e somos suspeitos para opinar sobre isso. No entanto, podemos afirmar que o seu dia a dia é profundamente humano, pois ele faz exatamente o que Jesus nos pediu."
 

Lancellotti voltou à palavra e fez propaganda de itens vendidos pelo bazar da paróquia. Um deles é uma camisa que pode ser lido como alusão ao lema bolsonarista "meu partido é o Brasil": "Meu partido é o pão partido".
 

Abaixo-assinado
 

Antes da missa, Elisa Huertas, também da pastoral de comunicação, anunciava um abaixo-assinado em favor do padre que contava com centenas de assinaturas. "Muitos não católicos" por ali, excepcionalmente, e expectativa de público dobrado em relação a missas passadas, ela estimava.
 

A professora Teresinha Pinto, 68, afirmou ter certeza de que o clérigo é alvo de perseguição. Tudo culpa de dom Odilo, disse, imputando-lhe carga ideológica. "É um cara ligado à extrema direita, sempre foi."
 

"Não tem nenhum sentido você proibir um padre que tenha um trabalho consistente na rua, que tenha um trabalho de evangelização, de transmitir uma mídia. A missa é muito bonita, vêm pessoas que nem são católicas", afirmou. "Hoje poucos padres têm a audiência dele. Quando ele está falando nas redes, ele está evangelizando."
 

O casal Luzanira Santana, 51, Donivan Paladino, 61, foi à capela com camisas estampadas com a silhueta do padre, compradas numa manifestação pró-Palestina na avenida Paulista. O que aconteceu com Lancellotti foi "um absurdo, cerceamento de liberdade", disse ela. "Eles que pregam tanta paz estão privando a pessoa de ser respeitada, de realizar uma obra assistencial tão importante."
 

"É censura, né?", engatou Donivan.

Mulher de Moraes defende gigantes da saúde e educação em ações no STF

  • Por Lucas Marchesini | Folhapress via Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 10:23h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Em foco desde a revelação de contrato com o Banco Master, a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, defende gigantes privados da educação e da saúde em casos que tramitam na corte.
 

Entre os clientes de 31 processos nos quais ela aparece como advogada estão a Hapvida, empresa de planos de saúde, e o SEB, grupo de educação que reúne escolas como Maple Bear, Pueri Domus e Concept e a universidade Unidombosco. As duas empresas estão entre as maiores do país em suas áreas de atuação.
 

A maior parte dos processos de Viviane no STF chegou ao tribunal após Moraes tomar posse, em 22 de março de 2017. Dos 31, 22 começaram a tramitar no tribunal depois dessa data. Dos 8 restantes, 3 tinham Moraes como advogado; os outros 5 são de quando ele era ministro da Justiça, no governo Michel Temer (MDB).
 

Procurados, o STF e o escritório Barci de Moraes não se manifestaram.
 

Viviane aparece como parte em todos os casos da banca na corte e não há processos nos quais outro advogado da firma assina sem ela. Os dois filhos do casal também são sócios e aparecem entre os advogados em alguns dos casos.
 

Além do Barci de Moraes Sociedade de Advogados, sediado em São Paulo, Viviane abriu em 22 de setembro de 2025, como mostrou o jornal O Globo, o Barci e Barci Sociedade de Advogados, registrado em Brasília. Naquela mesma data, o governo dos EUA aplicou sanções financeiras com base na Lei Magnitsky a ela e ao instituto Lex, que pertence à família.
 

Não há impedimento legal para que familiares de magistrados atuem em causas no STF, mas há o entendimento de que um ministro não pode julgar causas de seus parentes. Aquele que se julgar amigo ou inimigo do parente de um colega também pode se declarar suspeito.
 

O processo com atuação de Viviane para o SEB no STF é uma reclamação trabalhista de um ex-diretor que trabalhou na empresa entre 2018 e 2021, cujo valor total é de R$ 591 mil. Ela pediu uma liminar para suspender o caso no TST (Tribunal Superior do Trabalho). A decisão foi concedida pelo ministro André Mendonça.
 

Viviane também atua para o dono da empresa, Chaim Zaher, em processos em outros tribunais.
 

No caso da Hapvida, o processo no STF é contra o estado do Amazonas, cuja Secretaria de Educação e Desporto rompeu um contrato de fornecimento de seguro saúde prestado pela companhia.
 

A alegação era que a operadora não estava prestando o serviço em algumas localidades. A empresa pedia o pagamento de R$ 22 milhões e conseguiu uma liminar nesse sentido no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que foi discutida no STF a pedido da Procuradoria do Amazonas.
 

O então ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a liminar, determinando a suspensão do pagamento para a Hapvida, na contramão do que pedia Viviane. O mérito do caso acabou não sendo julgado pelo STF por perda de objeto, uma vez que houve uma decisão no processo de origem do caso em outro tribunal.
 

A Hapvida não respondeu aos questionamentos da reportagem, e o SEB não quis se pronunciar.
 

BANCO MASTER
A atuação do escritório de Viviane entrou em foco após o jornal O Globo revelar que o Banco Master contratou a firma por 36 meses, a partir do início de 2024, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.
 

Com isso, o escritório ganharia, até o início de 2027, R$ 129 milhões da instituição financeira, caso ela não tivesse sido liquidada pelo Banco Central. Os valores são considerados acima dos praticados geralmente no mercado.
 

Se os pagamentos tiverem sido honrados até outubro de 2025, último mês antes da intervenção pelo BC, o contrato gerou ao escritório receita de R$ 79 milhões.
 

O documento que reproduz o contrato do banco com o escritório de Viviane teria sido encontrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, que foi preso em novembro. Em mensagens, ele teria deixado claro que os desembolsos para a firma de advocacia eram prioridade e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma.

Opinião: Wagner dá “baile” no teatro político ao agir como Pôncio Pilatos no PL da Dosimetria

  • Por Fernando Duarte I Bahia Notícias
  • 22 Dez 2025
  • 08:19h

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O senador Jaques Wagner pode ter surpreendido desavisados ao “liberar” na Comissão de Constituição e Justiça e, consequentemente, no plenário do Senado a votação do chamado PL da Dosimetria – ao qual seria mais justo chamar PL Jair Bolsonaro. No entanto, a decisão do líder do governo no Senado não foi sem sentido e, tampouco, uma ação isolada. O ex-governador baiano sabia exatamente o que estava fazendo e interpretou bem o personagem que lhe cabia no teatro político.

 

Wagner agiu como Pôncio Pilatos e lavou as mãos sobre a tramitação do PL. Experiente, o senador preferiu não lutar contra toda uma articulação feita pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tentavam reagrupar os plenários em torno das próprias lideranças. Fragilizado, Motta pediu apoio de Alcolumbre, que andava às turras com o governo e criou-se o ambiente perfeito para que o bolsonarismo conquistasse o intento de pautar a anistia (em uma versão mais leve).

 

Dar murro em ponta de faca nunca foi uma característica presente no perfil de Wagner. O ex-governador da Bahia aprendeu desde a época de sindicalistas quais brigas deveria levar a cabo e quais poderia recuar ou adiar. Tanto é que era próximo de Luís Eduardo Magalhães, herdeiro do clã que ajudou na derrocada anos depois da morte do amigo. Com a atual formação do Congresso, conseguir votar projetos de interesse do governo em detrimento da pauta sequestrada pelo bolsonarismo é um exercício político que exige, além de paciência, uma sabedoria bem acima da média dos políticos brasileiros.

 

Com o apoio do senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, a articulação do governo conseguiu ao menos adiar, em uma semana, a votação relâmpago proposta por Alcolumbre. A sequência de atos mostra que houve o esforço até para que o relator do projeto, Espiridião Amin (PP-SC), não saísse prejudicado no projeto de reeleição. Mesmo as manifestações contrárias de figuras como Renan Calheiros (MDB-AL) fizeram parte de um jogo de cena relevante, cujos personagens não são imaturos ou recém-chegados nas esferas de poder do país.

 

Esticar a corda pela aprovação seria manter o tema na agenda pública, enquanto o governo lidava com desgastes de projetos de importância econômica ficavam em segundo plano. Ao invés disso, Wagner deixou a água rolar – no que se convencionou chamar de acordão geral “com o Supremo, com tudo”, numa citação a Romero Jucá. Com previsão de sair da liderança do governo no Senado em breve e em um esforço para se reaproximar de Alcolumbre, o senador da Bahia recuou para colher os frutos a partir do próximo ano – incluindo aí a apreciação da indicação de Jorge Messias ao STF, por exemplo.

 

Entretanto, nem todos os atores são principais no teatro político. Os ataques de Gleisi Hoffman a Wagner, por exemplo, a colocam como coadjuvante nesse processo. Afinal, o senador e Lula são tão parecidos e próximos que é muito improvável que o ex-governador da Bahia tenha feito algo sem o conhecimento ou anuência do presidente. O “Galego”, como o chama Lula, é mais esperto do que muitos pensando juntos. O Brasil assistiu mais uma vez a isso.

Deputados democratas pedem a Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos do Brasil

  • Bahia Notícias
  • 19 Dez 2025
  • 16:25h

Foto: Reprodução / YouTube

Um grupo de 50 deputados democratas enviou uma carta nesta quinta-feira (18) pedindo ao presidente Donald Trump que revogue as tarifas remanescentes sobre produtos brasileiros e acusando o republicano de usar a exclusão da sobretaxa sobre a carne como "retribuição política" para a JBS.
 

"Algumas de suas exclusões parecem beneficiar empresas com laços estreitos com seu governo, incluindo a gigante de frigoríficos brasileira JBS, que fez a maior doação individual (US$ 5 milhões) ao seu comitê de posse, levantando sérias suspeitas de que essas exclusões possam ser concedidas como retribuição política", diz a carta obtida pela Folha.
 

Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda estão sujeitas a sobretaxas.
 

No fim de julho, o governo americano impôs uma sobretaxa de 40% a produtos do Brasil, que somou-se às chamadas "tarifas recíprocas" de 10% aplicadas globalmente. Em 14 de novembro, o governo americano derrubou globalmente a tarifa de 10% de algumas commodities, entre elas as principais exportações brasileiras, como carne e café. Em 20 de novembro, a sobretaxa de 40% também caiu para 238 produtos brasileiros, entre eles café, carne bovina, banana, tomate e açaí.
 

O setor industrial é o mais afetado pelas tarifas que restaram.
 

Na carta a Trump, liderada pelos deputados Linda Sánchez e Adriano Espaillat, os legisladores afirmam que o republicano está empurrando o Brasil para os braços da China ao impor sanções não justificadas. De acordo com o texto, desde que Trump impôs as tarifas ao Brasil, seu governo não conseguiu fornecer qualquer evidência de que elas poderiam criar empregos para americanos ou reviver indústrias dos EUA.
 

"Em vez disso, em resposta às tarifas, o Brasil -como muitos países ao redor do mundo- acelerou esforços para se afastar dos EUA, inclusive avançando em acordos comerciais com México, Vietnã e outros", diz a carta. "A China rapidamente aproveitou a oportunidade para fortalecer seus laços com o Brasil, apresentando-se como 'defensora' do Sul Global contra os Estados Unidos, expandindo a cooperação dos BRICS e recorrendo ao Brasil para fornecer commodities essenciais."
 

Os democratas acusam o republicano de instrumentalizar o poder econômico dos EUA "para proteger seus aliados políticos" e criticam o que consideram "uma política comercial punitiva, equivocada e autodestrutiva com o Brasil".
 

A carta também critica a pressão da Casa Branca contra as tentativas do Brasil de regular as big techs, explicitada na investigação da seção 301 do Escritório de Comércio da Casa Branca. "Trump afirmou erroneamente que as tarifas eram necessárias para supostamente defender a 'liberdade de expressão' no Brasil contra as tentativas do país de regular plataformas digitais que têm espalhado discurso de ódio e desinformação antidemocrática."
 

A investigação da seção 301, aberta em julho, pode resultar em sanções contra produtos e serviços brasileiros e cita regulamentações de big techs, o Pix, acesso ao mercado de etanol, proteção de propriedade intelectual e acordos de preferências tarifárias com outros países.
 

"Embora as investigações da Seção 301 sejam uma ferramenta importante para lidar com práticas comerciais desleais legítimas, sua carta de ameaça tarifária ao Brasil indica o uso indevido da autoridade da Seção 301 para alcançar objetivos políticos."
 

Também assinam a carta deputados como Alexandra Ocasio Cortez, Debbie Wasserman Schultz, Rashida Tlaib e Joaquin Castro.

O Agente Secreto entra para lista de indicações do ex-presidente Barack Obama

  • Bahia Notícias
  • 19 Dez 2025
  • 14:23h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Em meio as indicações de premiações internacionais, a exemplo do Globo de Ouro, a produção 'O Agente Secreto', de Kleber Mendonça Filho, entrou para uma lista considerada tradição do final de ano, os favoritos do ex-presidente Barack Obama.

 

O longa aparece ao lado de outras 10 produções, entre elas 'Pecadores', que também está indicado a diversas premiações com o filme brasileiro.

A lista de favoritos do ex-presidente dos Estados Unidos se tornou uma tradição. Nela, Obama cita os livros que mais gostou do ano, os filmes e as músicas mais ouvidas.

 

Esta não é a primeira vez que Kleber aparece em uma lista indicada pelo ex-presidente. Em 2020, 'Bacurau' esteve na lista. A produção, lançada em 2019 no Brasil, só foi estrear em solo norte-americano no ano seguinte.

 

Citado em listas de críticos especializados, 'O Agente Secreto' entrou para a shortlist do Oscar, isto é, uma pré-seleção da maior premiação de cinema do mundo.

 

A produção brasileira também foi indicada ao Globo de Ouro em três categorias: melhor filme de drama, melhor filme em língua não-inglesa e melhor ator em filme de drama, e ao Critic's Choice Award de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.

Mané Garrincha surge como principal opção para sediar final única da Copa do Brasil em 2026, diz portal

  • Bahia Notícias
  • 19 Dez 2025
  • 12:20h

Foto: Comitê Olímpico do Rio-2016

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é a principal opção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para receber a final da Copa do Brasil de 2026, que será disputada em jogo único. A entidade ainda não tomou uma decisão oficial nem definiu prazo para o anúncio, mas a capital federal aparece como o plano prioritário nas discussões internas. As informações são do ge.globo. 

 

De acordo com o portal, parte dos dirigentes da CBF ambém defende que o Mané Garrincha passe a sediar de forma fixa a decisão da competição. O argumento desse grupo é que o estádio reúne características consideradas adequadas para uma final única, como capacidade superior a 72 mil torcedores, estrutura herdada da Copa do Mundo de 2014 e condição de neutralidade em relação aos clubes finalistas.

 

Outro ponto citado é a localização geográfica de Brasília, vista como facilitadora para o deslocamento de torcedores de diferentes regiões do país, além da oferta de voos e da rede hoteleira disponível na cidade. Apesar disso, a proposta ainda está em estágio inicial, embora conte com apoio de dirigentes influentes da confederação.

 

A edição de 2026 marcará a estreia do novo formato da Copa do Brasil, com final disputada em partida única, modelo já adotado pela Conmebol em competições como a Libertadores e a Sul-Americana. O jogo decisivo também está previsto para encerrar a temporada do futebol brasileiro, no dia 6 de dezembro.

 

A Copa do Brasil de 2026 também terá mudanças no número de participantes. A competição contará com 126 equipes, acima das 92 que disputam a edição atual. Os 20 clubes da Série A entrarão diretamente na quinta fase, a última antes das oitavas de final.

 

As quatro fases iniciais serão disputadas em jogo único. A partir da quinta fase até a semifinal, os confrontos ocorrerão em partidas de ida e volta. O torneio ainda garantirá duas vagas na Copa Libertadores do ano seguinte: o campeão irá diretamente para a fase de grupos, enquanto o vice disputará as fases preliminares.