- Por Douglas Gavras e Maeli Prado | Folhapress
- 22 Jul 2026
- 08:01h
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House
Conforme anunciado pelos Estados Unidos há uma semana, uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros começa a ser aplicada a partir da 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22).
A decisão do governo de Donald Trump afeta cerca de 3.000 produtos e foi tomada a partir de uma investigação da Seção 301, feita pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), que examina práticas comerciais consideradas injustas.
A investigação concluiu que práticas brasileiras restringem os negócios de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos -entre elas estão: comércio digital, serviços de pagamento, tarifas desleais, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
Além do etanol, o novo tarifaço deve afetar exportações de máquinas agrícolas, papel e vestuário.
Com a nova leva de tarifas, o Brasil se tornará um dos países mais taxados pelos Estados Unidos, ocupando a segunda posição no ranking, somente atrás da China. Antes da nova tarifa, o Brasil estava na 13ª posição.
O governo Lula (PT) estima que o tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA. Ainda assim, mais de 2.100 produtos estarão isentos --isso inclui carne, café, petróleo, laranja, suco de laranja e partes para fabricar aviões, produtos de maior peso na pauta exportadora nacional.
Entre as justificativas apresentadas pelos norte-americanos, está a criação do sistema de pagamento Pix, que, segundo a Casa Branca, prejudicou as empresas de cartões de crédito nos Estados Unidos.
Outro ponto mencionado é o desmatamento no Brasil, que, segundo os EUA, permite que os agricultores brasileiros operem com custos menores. Isso fez com que o USTR retirasse da lista de produtos isentos a celulose de alta pureza.
O governo brasileiro contesta as alegações, com dados que apontam redução do desmatamento e crescimento das bandeiras americanas de cartões no mercado brasileiro, mesmo durante a implementação do Pix. Além disso, o Brasil possui superávit na balança comercial com os EUA.
O anúncio de um novo tarifaço preocupa o setor produtivo brasileiro, que viu uma queda em 20 dos 27 estados brasileiros mais o Distrito Federal nas exportações para os Estados Unidos no primeiro trimestre do ano.
A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) calcula que mais de US$ 11 bilhões (R$ 55,9 bilhões) em exportações poderão ser afetados agora, em linha com o estimado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A estimativa do governo é de US$ 5,8 bilhões (R$ 30 bilhões).
"Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada Os exportadores temem que o aumento das tarifas aprofunde a retração do comércio bilateral, que já registra queda de 12,8% no primeiro semestre, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), fechando em US$ 36,4 bilhões (R$ 184,8 bilhões), com saldo favorável aos Estados Unidos em US$ 1,5 bilhão (R$ 7,6 bilhões).
As tarifas preocupam a indústria, que aponta para o agravamento dos impactos negativos das sobretaxas em vigor desde o ano passado, como a perda de competitividade em relação a fornecedores de outros países.
A CNI destaca que, desde 2025, houve redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, com destaque para produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro, pasta de madeira e óleos de petróleo.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que culpa o governo Lula pelas tarifas, afirmou que vê a aplicação de novas sobretaxas com "profunda preocupação".
Representante de um setor que direciona 20% das suas exportações para os EUA, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) destacou que as vendas ao país alcançaram US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões), enquanto as importações totalizaram US$ 4,8 bilhões (R$ 24,4 bilhões).
Para a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), também um dos setores mais afetados, a decisão representa um retrocesso na relação comercial.
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) criticou a tarifa adicional sobre o etanol brasileiro e afirmou que a política adotada pelo Brasil está conforme as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Para a entidade, não há acordo bilateral que obrigue o país a conceder tratamento tarifário diferenciado ao etanol americano. A Unica atribui a queda das exportações dos EUA ao mercado brasileiro principalmente ao aumento da produção nacional, sobretudo de etanol de milho.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Jul 2026
- 19:58h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Em uma terça-feira (21) de compromissos com sua equipe no Palácio do Planalto e sem agendas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas redes sociais apenas com uma postagem na qual volta a defender a soberania nacional. O comentário de Lula foi postado na véspera da entrada em vigor das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
“Este país foi criado e construído por brasileiro. Aqui ninguém diz o que vamos fazer”, diz o presidente Lula em um card publicado no Instagram, em uma mensagem indireta ao governo Donald Trump.
Lula diz ainda na sua postagem que nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional.
“Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, completou o presidente Lula na legenda da sua postagem.
O novo tarifaço de 25% imposto sobre produtos brasileiros que são vendidos aos EUA foram resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Mesmo com a imposição das tarifas, cerca de dois mil itens essenciais foram deixados de fora.
Em meio às críticas do presidente Lula à medida aplicada pelos Estados Unidos, o governo federal iniciou nesta terça (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25%. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio.
A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
- Bahia Notícias
- 21 Jul 2026
- 16:12h
Foto: Carlos Moura/Agência Senado/25-11-2025
A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (21) uma nova fase da operação que investiga fraudes no INSS e cumpre um mandado de busca e apreensão em endereço no Distrito Federal do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele já havia sido indiciado no primeiro inquérito concluído da investigação. A ação ocorre por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação desta terça-feira tem o objetivo de limitar o acesso de Antunes a recursos financeiros, segundo a PF. A corporação investiga os supostos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Na semana passada, ao concluir um dos braços da apuração, a PF apontou que 48 pessoas participaram de um esquema de fraude e desvio de R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. A investigação trata de suspeitas de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, uma das entidades apuradas pela corporação por suspeita de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
Entre os indiciados pela PF está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, apontado como suspeito de receber vantagens indevidas e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de integrar uma organização criminosa que atuou para desviar recursos do órgão. Ao longo da investigação, ele negou ter praticado qualquer irregularidade.
Além de Stefanutto e do Careca do INSS, também foram indiciados o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, o procurador do INSS Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, José Carlos Oliveira, ex-diretor de Benefícios, ex-presidente do INSS e ex-ministro da Previdência, além do ex-deputado Euclydes Pettersen.
- Bahia Notícias
- 21 Jul 2026
- 14:15h
Foto: Instagram
O cantor Milton Nascimento teve alta hospitalar nesta terça-feira (21) após passar cinco dias internado em decorrência de um quadro de pneumonia.
A novidade foi comunicada pelo filho do cantor, Augusto Nascimento, nas redes sociais.
"Vencemos mais uma! Voltando para casa, onde seguiremos com o tratamento e cuidados necessários Obrigado pelo carinho de todos", informou.
Ao anunciar a internação do artista, a equipe do cantor não revelou em qual hospital Milton estava sendo tratado, no entanto, desde a última semana, a equipe médica afirmava que o cantor seguiria com um tratamento em casa.
O cantor, que está longe dos palcos desde 2022, após a turnê de despedida, foi diagnosticado em 2025 com demência por corpos de Lewy (DCL).
- Por Daniela Arcanjo / Folhapress
- 21 Jul 2026
- 12:19h
Foto: Reprodução
O ditador Daniel Ortega reapareceu em uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista neste domingo (19), após mais um período de ausência pública, para afirmar que "não haverá mais eleições" na Nicarágua, país que governa há quase 20 anos.
"Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder", afirmou, em referência ao que chama de "partidos políticos criados pelos ianques".
A estratégia, disse, sem entrar em detalhes, será impor limites aos partidos políticos. Para isso, trabalhará com a Assembleia Nacional, dominada por aliados, "para que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas, os traidores".
"A história de partidos instalados pelos ianques, instalados pelo regime de Somoza, chegando ao poder, acabou. [...] Não importa quanto dinheiro os ianques deem, eles não conseguirão", afirmou, em referência ao ditador Anastasio Somoza Debayle, derrotado pela revolução da qual participou em 1979 antes de se tornar ele mesmo um líder autoritário.
Na prática, a ausência de eleições não seria uma grande mudança. Fraudes nas votações são denunciadas desde 2008, e o último pleito presidencial, em 2021, ocorreu após todos os opositores com chances de derrotar Ortega serem presos. Atualmente, aliás, grande parte dos críticos do regime nem sequer está no país ou tem nacionalidade nicaraguense --uma punição por serem considerados "traidores da pátria".
Mesmo assim, a declaração representa uma nova escalada autoritária, aproximando ainda mais o país de regimes sem eleições, caso de Cuba ou da Coreia do Norte. A ameaça ocorre no momento em que o governo de Donald Trump aumenta seu poder de influência na América Latina.
A última medida dos Estados Unidos contra o regime de Ortega foi anunciada no início de junho: uma restrição de vistos a mais de cem autoridades nicaraguenses dias após a morte sob custódia do líder indígena Brooklyn Rivera. O ativista estava preso desde setembro de 2023.
"Os EUA estão ao lado do povo nicaraguense que, assim como Rivera, aspira a ver uma Nicarágua livre", afirmou Marco Rubio, secretário de Estado americano, na ocasião.
Nos últimos meses, Ortega viu o ditador Nicolás Maduro ser detido após um ataque dos EUA à Venezuela e Cuba ser estrangulada com um bloqueio de combustível, mas passou praticamente ileso por Trump, que parece ter outras prioridades na região.
Ainda não está claro se a declaração de domingo pode mudar esse cenário. As promessas que o ditador faz em seus discursos costumam orientar a aparelhada Assembleia Nacional da Nicarágua --foi assim com a reforma constitucional que deu à sua mulher e vice, Rosario Murillo, o cargo de copresidente.
A mudança, que entrou em vigor em 2025, também estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e determinou que os dois líderes seriam responsáveis por supervisionar órgãos do Legislativo e do Judiciário, administrações regionais e municipais, e mecanismos de controle e fiscalização (incluindo os relativos às eleições), antes considerados independentes.
Dar o mesmo poder para ambos parece ser uma forma de manter a família de Ortega no poder. Os seguidos períodos de ausência do ditador de 80 anos costumam ser creditados à sua saúde frágil -antes da aparição deste domingo, ele havia sumido por 61 dias, de acordo com a imprensa local.
- Por Bernardo Maia I Via Bahia Notícias
- 21 Jul 2026
- 10:15h
Foto: Divulgação / Socicam
Com a chancela do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a construção de um novo terminal de cargas no Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, município do Sudoeste Baiano, se encaminha para sair do papel. Em decisão publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia na última sexta-feira (17), o Inema concedeu a licença ambiental necessária para a implementação e operação do novo Terminal de Cargas Aérea (TECA) até 2029.
Com uma área total de 747,5m² e capacidade de armazenamento de 162 toneladas, o espaço deverá ser fundado próximo à rodovia federal BR-116, no trecho próximo a Iguá, distrito de Vitória da Conquista. A SPE Concessionária, responsável pelo aeroporto de Vitória da Conquista, ainda não deu uma previsão para a conclusão da obra.
Procurado pelo Bahia Notícias para tratar do projeto e dos critérios utilizados, o Instituto do Meio Ambiente E Recursos Hídricos não deu uma devolutiva até o encerramento da matéria.
MODUS OPERANDI
Sem uma rota exclusiva para aviões cargueiros, hoje o transporte aéreo de cargas para a capital regional do Sudoeste Baiano é feito em voos mistos, aproveitando os compartimentos de carga de voos de passageiros. Segundo dados levantados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 289,3 toneladas de carga paga e correio passaram pelo aeroporto no primeiro semestre de 2026.
Na segunda metade de 2024, o próprio aeroporto divulgou a primeira operação da Latam Cargo em Vitória da Conquista, com aviões comerciais que atuavam no transporte de passageiros no Aeroporto de Guarulhos, passando a transportar volumes em seus porões de carga. Além da Latam, Gol e Azul são companhias aéreas com forte atuação no transporte de cargas.
A construção do terminal de cargas também traz à tona um velho interesse de operar rotas de aeronaves cargueiras na região. Em dezembro de 2022, a companhia Gol chegou a afirmar que realizaria voos com aviões de transporte no ano seguinte, projeto que não se consolidou. Ao invés disso, a gigante do transporte aéreo alocou a aeronave cargueira em uma rota para Salvador, sem conexões para Vitória da Conquista.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 21 Jul 2026
- 08:11h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um ano após os incêndios que se espalharam pelo Brasil e levaram a um patamar histórico, a área atingida pelo fogo em 2025 caiu 58%, para 127 mil km². Em 2024, quando meses de seca e queimadas irregulares arrasaram o país, foram 302 mil km².
Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado pela rede de pesquisadores MapBiomas na noite desta segunda-feira (20).
Mesmo com a melhora, o patamar ainda é alto. O total queimado em 2025 equivale à quase metade da área do estado de São Paulo (248 mil km²) ou à soma das áreas de Santa Catarina (95 mil km²) e Rio Grande do Norte (52 mil km²).
Os números foram puxados por uma redução expressiva nos incêndios florestais da amazônia, que chegou ao menor índice da série histórica da plataforma, iniciada em 1985. No último ano, o bioma perdeu 31,4 mil km² para as chamas, ante 158,2 mil km² registrados no período anterior.
Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo, diz que a queda expressiva na região se deveu a uma soma de fatores.
"A questão climática importa muito. O período chuvoso atrasou de 2024 para 2025 e foi até abril, maio, em grande parte da região. Em algumas regiões, a chuva nem parou completamente. Isso foi importante para segurar o processo de queima", afirma ela.
A pesquisadora também cita a redução nos índices de desmatamento como outro ponto importante, já que diminuem as fontes de ignição. "Isso é muito mais visível num ano um pouco mais úmido. Em anos mais secos, às vezes você pode reduzir o desmatamento, mas, se está tudo seco, tudo inflamável, o fogo mesmo assim pode se propagar e queimar uma área muito grande."
Por fim, ela acrescenta à lista protocolos de controle, prevenção e controle de queimadas estabelecidos após 2024, operações de fiscalização e a pressão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que os estados se planejassem.
O cerrado respondeu por 69% da área queimada em 2025, e a amazônia, por 25%. Em seguida vêm caatinga (4%), mata atlântica (2%), pantanal (1%) e pampa (0,1%).
Na análise das últimas quatro décadas, mais da metade (52%) das áreas com recorrência do fogo voltam a queimar em até quatro anos. A amazônia concentra os retornos mais curtos: 31,6% da área queimada volta a arder em até dois anos.
A pesquisadora Vera Arruda, que também atua no Ipam e integra o MapBiomas Fogo, destaca que o fogo se comporta de forma distinta nas diferentes regiões mais atingidas.
"A amazônia é um bioma mais florestal, que não é historicamente adaptado ao fogo e os incêndios florestais têm aumentado no bioma", diz. "Isso traz degradação para a floresta, deixa as áreas mais suscetíveis a novos incêndios."
O cerrado, por outro lado, historicamente evoluiu com o fogo de origem natural, proveniente de raios que ocorrem durante a estação chuvosa. "Porém, o que observamos hoje é que as fontes de ignição são majoritariamente de origem humana. Isso tem alterado o regime do fogo no cerrado, com áreas sendo queimadas cada vez mais frequentemente e também áreas queimadas mais extensas", afirma Arruda.
Outro bioma que tem o fogo em seu regime natural é o pantanal --que, ainda que seja o segundo bioma que menos queimou em números absolutos, foi o mais atingido pelo fogo proporcionalmente, com 69% de sua área queimada.
Em regiões onde a vegetação nativa é adaptada ou até dependente do fogo, caso ele ocorra no período e na intensidade adequados, o fenômeno não será danoso, e sim benéfico. Mas, quando as condições são mais severas ou recorrentes, nem mesmo as plantas resistentes às chamas conseguem sobreviver.
"Nos últimos anos, temos tido períodos de seca muito mais severos e isso acaba acarretando um fogo que, quando não é iniciado de forma natural, tem uma intensidade maior", diz Alencar.
Ela ressalta, ainda, que é possível observar pela série histórica o impacto da seca e do calor trazidos pelo El Niño na dinâmica do fogo no Brasil.
"Quando começa o El Niño, normalmente temos uma área queimada grande, mas o ano seguinte é o que tem o maior impacto na área queimada", diz ela, acrescentando que a preparação para o fenômeno é essencial para não repetir o quadro de 2023-2024.
"A inflamabilidade da paisagem é um dos elementos importantes para que o fogo aconteça e propague. Outro elemento importante é quem bota o fogo. Então, temos que ter atenção à questão da inflamabilidade, mas também controlar muito o uso do fogo para que a gente não chegue a ter números tão altos -neste ano, sim, mas principalmente no ano que vem."
Historicamente, pouco mais de dois terços do fogo (71,5%, na média de 1985 a 2025) no Brasil atingem áreas de vegetação nativa. O restante (28,5%) se espalha por áreas antropizadas, principalmente pastagens e lavouras.
Em 2025, porém, o percentual de florestas, campos, savanas e áreas pantanosas atingidas chegou a 79%, totalizando 100 mil km². A maior parte da queima de vegetação nativa, 74,6 mil km², se deu no cerrado --86% de tudo que queimou no bioma.
- Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 18:22h
Foto: Reprodução / Agência Senado
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à reportagem. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, ante igual período do ano passado.
O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela reportagem, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 16:17h
Foto: Montagem / Bahia Notícias
A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira (20), o serviço de segurança aos candidatos à Presidência da República. Os candidatos homologados em convenção partidária devem fazer a solicitação formal do serviço junto a entidade para usufruírem de uma equipe específica de segurança, disponibilizada pela PF.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pela Polícia Federal em conjunto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Segundo informações da CNN, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirmaram que irão solicitar o serviço de segurança.
Já o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, deve dispensar o suporte da PF e optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha.
AÇÕES DE SEGURANÇA
Os grupos que irão garantir a segurança dos candidatos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Além disso, uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.
A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Destes, até 458 servidores serão recrutados. A estimativa do órgão é que R$95 milhões sejam empenhados para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.
O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos como:
- veículos blindados;
- coletes de segurança balísticos de alto desempenho;
- sistemas antidrones;
- kits antibombas.
Entretanto, o órgão ressalta que o tratamento será igualitário para todos, aplicando os mesmos critérios técnicos. As ações serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando a menor interferência possível na dinâmica das campanhas.
- Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 14:15h
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
No mesmo dia em que liberou remunerações acima do teto constitucional a servidores da Câmara, do Senado e do próprio tribunal que ocupam cargos de chefia e direção, o TCU (Tribunal de Contas da União) encaminhou ao Congresso um projeto de lei para aumentar em cerca de 35% a 40% o valor dos penduricalhos pagos a esses postos na corte.
A proposta prevê impacto anual de R$ 27,7 milhões a partir de 2027 e a maior gratificação chega a R$ 12,13 mil. Penduricalho é uma designação popular para as verbas extras, como gratificações, auxílios e indenizações adicionados ao salário-base, que ficam excluídas do cálculo do teto salarial constitucional do funcionalismo público.
O envio do projeto, cujo texto foi obtido pela Folha, amplia um movimento da corte para elevar a remuneração de seus servidores que exercem funções de confiança. Também na quarta-feira (15), os ministros decidiram que a parcela recebida pelo exercício de cargos de chefia e direção deve ser submetida ao teto separadamente do salário do cargo efetivo.
Na prática, a mudança permite que a remuneração final ultrapasse o limite constitucional em situações nas quais hoje a gratificação é absorvida pelo chamado abate-teto.
A decisão contrariou parecer da área técnica do próprio tribunal e atendeu a uma reivindicação defendida por lideranças do Congresso, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pressionaram ministros do TCU por essa decisão, como revelou a Folha na semana passada. Para um integrante da corte de contas, que falou na condição de anonimato, a decisão abriu caminho para um novo superpenduricalho.
Pelo projeto, que é assinado pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, a gratificação mais alta (FC-8) subiria de R$ 8.987 para R$ 12.133, enquanto a menor (FC-1) passaria de R$ 1.554 para R$ 2.176. O reajuste alcança as 913 funções de confiança existentes na estrutura do tribunal e produziria efeitos financeiros a partir de janeiro de 2027. O nível com maior quantidade de verba extra é o FC-3 com 313 gratificações. O valor para esse grupo subirá de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18, caso o projeto seja aprovado.
Na exposição de motivos, o tribunal afirma que os valores pagos atualmente estão defasados em comparação com Câmara, Senado e Executivo. A corte sustenta que a atualização é necessária para tornar os cargos de chefia mais atrativos, reter servidores qualificados e adequar a remuneração ao aumento da complexidade das atividades desempenhadas pelo órgão, como fiscalizações de grandes contratos, governança, transformação digital e segurança da informação. Procurada pela Folha, a assessoria do TCU não fez comentários adicionais.
O TCU também argumenta que a proposta não cria novas funções nem amplia a estrutura do tribunal, limitando-se à recomposição dos valores atualmente previstos em lei, e afirma que a despesa é compatível com sua capacidade orçamentária e financeira.
A decisão do TCU desta semana já começou a produzir efeitos imediatamente. Também na quarta-feira (15), a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, determinou o cumprimento do acórdão a partir da folha de julho, com pagamento em folha suplementar. O despacho, obtido pela Folha, determina que a Secretaria de Gestão de Pessoas calcule o impacto financeiro da medida e encaminhe os valores para análise da disponibilidade orçamentária antes da liberação dos recursos.
Na última quarta-feira (18), o ministro-relator, Walton Alencar Rodrigues, votou para não levar a representação do sindicato dos servidores do Congresso e do TCU adiante. Decano do TCU, ele afirmou que entidades sindicais "não são legitimadas para representar ao tribunal, conforme no rol taxativo previsto no regimento interno do TCU". No entanto, foi derrotado pelos demais oito ministros que participaram do julgamento.
O julgamento ocorreu meses depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que reorganizou o tratamento das verbas pagas à magistratura e ao Ministério Público. Ministros do Supremo viram a decisão do TCU como um retrocesso no debate.
Nos bastidores, a decisão do TCU foi vista como uma resposta do tribunal ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que visava elevar os salários dos servidores da corte.
Na exposição de motivos da lei encaminhada ao Congresso esta semana, Vital do Rêgo disse que a "disparidade" entre os salários dos técnicos da corte e do Congresso "foi agravada pelo veto parcial ao projeto, especificamente nos dispositivos onde se previa a correção sucessiva das funções de confiança do tribunal, o qual impediu a implementação da política de atualização escalonada das funções de confiança então proposta".
"Os ocupantes dessas funções assumem responsabilidades que transcendem as atribuições inerentes aos cargos efetivos, respondendo pela condução de equipes altamente especializadas, pela gestão de riscos institucionais relevantes e pela entrega de resultados que impactam diretamente a qualidade do controle exercido pelo Tribunal", escreveu o presidente do TCU na exposição de motivos.
O TCU tem a permissão para enviar projetos de lei sobre sua própria organização, funcionamento, criação de cargos e remuneração de seus servidores diretamente ao Congresso Nacional.
VEJA OS NOVOS VALORES
Nivel da função
FC-1 - passa de R$ 1.554,42 para R$ 2.176,19
FC-2 - passa de R$ 2.072,56 para R$ 2.901,58
FC-3 - passa de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18
FC-4 - passa de R$ 5.286,31 para R$ 7.400,83
FC-5 - passa de R$ 6.241,95 para R$ 8.738,73
FC-6 - passa de R$ 6.928,31 para R$ 9.699,63
FC-7 - passa de R$ 7.614,67 para R$ 10.660,54
FC-8 - passa de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 12:18h
Foto: Instagram
O cantor Gusttavo Lima teve uma vitória importante na Justiça do Rio de Janeiro em um processo movido por um fã que alega ter sido agredido em um show do sertanejo em 2022.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a juíza da 5ª Vara Cível da Comarca de Duque de Caxias deu razão à defesa do sertanejo, na ação movida por Wallace de Sousa Beserra, que pedia uma indenização por danos morais pelo episódio ocorrido em uma casa de shows em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo o relato do fã, após o término da apresentação, ao tentar ultrapassar as grades de proteção na tentativa de tirar uma foto com o cantor, um segurança o abordou com violência e a agressão chegou a fazer com que ele perdesse a consciência.
Em sua defesa, Gusttavo Lima argumentou que não teve qualquer responsabilidade pelo episódio, esclarecendo que a contratação da equipe de segurança geral do evento não era de sua incumbência.
Na sentença, a magistrada destacou que não foram apresentadas provas suficientes para ligar os supostos agressores à equipe pessoal de Gusttavo Lima. Um ponto crucial mencionado na decisão foi o depoimento da própria esposa do autor que, em audiência, admitiu não ter presenciado as agressões.
“A segurança externa e interna de grandes recintos de espetáculos cinge-se à responsabilidade da empresa organizadora do evento e dos proprietários do espaço locado, e não do artista contratado para a estrita execução da prestação musical, salvo se demonstrada a participação direta da segurança pessoal deste, o que não ocorreu”, determinou.
Desta forma, o processo contra o cantor foi integralmente extinto.
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 10:10h
Foto: Divulgação / TSE
Eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral no dia das eleições já podem solicitar, a partir desta segunda-feira (20), a alteração temporária do local de votação para votar em trânsito. O prazo para o pedido segue até o dia 20 de agosto e pode ser realizado por meio do Autoatendimento Eleitoral, na internet, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.
Por meio do voto em trânsito, o cidadão pode transferir seu colégio eleitoral para outro município, desde que a cidade escolhida seja uma capital ou possua mais de 100 mil eleitores. Caso o local informado pertença ao mesmo estado do domicílio de origem, o eleitor estará apto a votar para todos os cargos em disputa. Se a transferência ocorrer para um estado diferente, a habilitação será restrita apenas para a escolha de presidente da República.
Além de quem estiver viajando pelo território nacional, a legislação eleitoral prevê o benefício da transferência temporária para outros públicos. O grupo inclui presos provisórios, adolescentes em unidades de internação, militares e agentes de segurança pública em serviço no dia do pleito, além de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, assentados rurais, integrantes do Ministério Público Eleitoral (MPE) e servidores da Justiça Eleitoral.
Nos casos de detentos provisórios, jovens internados, militares, forças de segurança e servidores da Justiça Eleitoral, o requerimento será formalizado pelos órgãos responsáveis, que devem encaminhar os formulários e as listas com os nomes dos cidadãos aptos à Corregedoria ou cartórios.
Prazos para quem trabalha no pleito
Quem vai atuar diretamente na organização das eleições também tem direito à transferência temporária, mas deve se atentar a um calendário diferenciado.
Até o dia 28 de agosto, podem solicitar a mudança de seção os mesários, convocados para apoio logístico, pessoas designadas para os testes de integridade das urnas eletrônicas, além de agentes e policiais penais escalados para o dia da votação. A medida visa garantir o exercício do voto a quem desempenha atividades indispensáveis ao processo eleitoral.
Como solicitar
A habilitação para o voto em trânsito deve ser feita de forma virtual, através do portal de Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente em um cartório da Justiça Eleitoral. Vale destacar que a modalidade não contempla eleitores com domicílio no Brasil que estejam no exterior na data do pleito.
- Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 08:23h
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.
O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.
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- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 19 Jul 2026
- 14:18h
Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty
A disputa pela herança de Michael Jackson, morto em 2009, ganhou novos capítulos e teria abalado de vez a relação entre seus três filhos. Segundo informações publicadas pelo site Radar Online, Paris Jackson, Prince Jackson e Bigi Jackson estão em uma batalha judicial envolvendo o controle do espólio do cantor, estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões).
De acordo com a publicação, o estopim da crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson, após uma decisão judicial relacionada aos honorários de advogados que atuam em nome do espólio.
Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que Prince e Bigi passaram a enxergar a disputa como uma tentativa de controle sobre o patrimônio deixado pelo pai.
Ainda segundo o Radar Online, a relação entre os irmãos se deteriorou a ponto de eles praticamente não conversarem mais. Quando precisam tratar de assuntos ligados à herança, toda a comunicação acontece por meio de advogados, consultores e representantes.
O desgaste também teria sido intensificado durante a produção da cinebiografia "Michael". Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, enquanto Paris fez críticas públicas ao roteiro. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que leu versões iniciais do texto e apontou trechos que considerava desonestos ou imprecisos.
No centro da disputa também está o advogado John Branca, responsável pela administração do espólio desde a morte do cantor. Representantes de Paris afirmaram que a artista está "lutando com unhas e dentes" para proteger o legado do pai e criticaram a forma como os recursos vêm sendo administrados. A equipe do advogado, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Documentos citados no processo mostram ainda que, em 2022, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões do espólio, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão. Até o momento, nenhum dos três herdeiros comentou publicamente as informações sobre o suposto rompimento familiar.
- Brumado Urgente
- 19 Jul 2026
- 12:15h
Foto: Divulgação
A Blaack Empreendimentos segue expandindo sua história de sucesso e anuncia, com grande entusiasmo, a chegada ao município de Dom Basílio, a 8ª cidade a integrar nosso plano de expansão.
Em breve, será lançado um empreendimento planejado para quem busca investir com segurança, conquistar seu patrimônio e transformar o sonho da casa própria em realidade. Com localização privilegiada, infraestrutura planejada e excelente potencial de valorização, o loteamento reúne tudo o que você procura para viver bem ou fazer um investimento inteligente.
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A oportunidade que Dom Basílio esperava está chegando. Prepare-se para conhecer um empreendimento pensado para o presente e projetado para o futuro.
Blaack Empreendimentos. Quem facilita, está aqui!