PF inicia esquema de segurança para presidenciáveis incluindo kit antibombas e carros blindados

  • Bahia Notícias
  • 20 Jul 2026
  • 16:17h

Foto: Montagem / Bahia Notícias

A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira (20), o serviço de segurança aos candidatos à Presidência da República. Os candidatos homologados em convenção partidária devem fazer a solicitação formal do serviço junto a entidade para usufruírem de uma equipe específica de segurança, disponibilizada pela PF. 

 

No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pela Polícia Federal em conjunto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

 

Segundo informações da CNN, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirmaram que irão solicitar o serviço de segurança.

 

Já o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, deve dispensar o suporte da PF e optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha.

 

AÇÕES DE SEGURANÇA
Os grupos que irão garantir a segurança dos candidatos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Além disso, uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.

 

A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Destes, até 458 servidores serão recrutados. A estimativa do órgão é que R$95 milhões sejam empenhados para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.

 

O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos como:

 

  • veículos blindados;
  • coletes de segurança balísticos de alto desempenho;
  • sistemas antidrones;
  • kits antibombas.

 

Entretanto, o órgão ressalta que o tratamento será igualitário para todos, aplicando os mesmos critérios técnicos. As ações serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando a menor interferência possível na dinâmica das campanhas.