- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 27 Fev 2026
- 16:20h
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias
O deputado estadual Luciano Ribeiro (União) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um projeto de lei que obriga a exigência de seguro-garantia com cláusula de retomada em contratos de obras e serviços de engenharia no estado. A proposta chegou à AL-BA nesta quinta-feira (26) e ainda será apreciada nas comissões temáticas.
A proposta altera a Lei nº 9.433/2005 e acrescenta um artigo determinando que, nas licitações para obras públicas, o edital deverá exigir garantia na modalidade seguro-garantia com cláusula de retomada, conforme previsto no artigo 102 da Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações.
Pelo texto, o percentual da garantia poderá ser de até 30% do valor inicial do contrato para obras de grande vulto e de até 10% para as demais. O projeto estabelece que o percentual deve observar os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e competitividade.
A chamada cláusula de retomada, também conhecida como “step-in rights”, permite que a seguradora assuma a execução da obra em caso de inadimplemento da empresa contratada, concluindo o objeto do contrato ou indenizando o Estado nos termos da apólice.
Na justificativa, Luciano Ribeiro afirma que a proposta busca fortalecer os mecanismos de proteção ao interesse público, especialmente diante do histórico de paralisações e abandono de obras públicas.
O deputado sustenta que a medida está em consonância com a Lei Federal nº 14.133/2021 e que os estados podem suplementar a legislação federal no âmbito de sua atuação administrativa.
Segundo o parlamentar, o uso da cláusula de retomada é uma tendência para evitar obras paralisadas, garantindo a conclusão do contrato em vez de apenas o pagamento de indenização. Ele também argumenta que a exigência amplia a proteção do erário e reforça a segurança jurídica, sem comprometer a competitividade das licitações.
“A medida fortalece a segurança jurídica, amplia a proteção do erário e contribui para maior eficiência na execução das obras públicas, sem comprometer a competitividade do certame. Assim, ao instituir o seguro, a ser contratado pelos licitantes e, portanto, pelo vencedor, estará o poder público garantindo de que ao menos não sofrerá prejuízo em caso de abandono da obra”, escreveu Luciano.
- Por Isabella Menon | Folhapress
- 27 Fev 2026
- 14:47h
Foto: Joyce N. Boghosian / Casa Branca
Uma aluna da Universidade Columbia, em Nova York, foi detida pelo ICE, polícia de imigraçãodos Estados Unidos, no início da manhã desta quinta-feira (26), dentro do campus. A informação foi confirmada pela reitora interina Claire Shipman, que emitiu um comunicado interno relatando o ocorrido.
Horas depois, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ligou para o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o democrata, a estudante Elmina Aghayeva seria liberada em breve.
Pouco depois, a estudante obteve liberdade e publicou nas redes sociais. "Sou grata por cada um de vocês. Acabei de ser libertada. Estou a salvo e bem", disse, acrescentando que precisa de um tempo. "Sinto muito, mas estou um pouco chocada com tudo que aconteceu. Por favor, não se preocupem."
A reitora de Columbia afirmou que os policiais teriam entrado no prédio da universidade apresentando uma justificativa falsa de que estavam atrás de uma pessoa desaparecida.
Pouco depois de ser detida, Aghayeva publicou uma foto em que parecia estar dentro de um carro. "DHS me prendeu ilegalmente. Por favor, me ajudem", escreveu.
À imprensa americana um porta-voz do ICE, a polícia de imigração dos EUA, referiu-se a Aghayeva como "uma imigrante ilegal do Azerbaijão, cujo visto de estudante foi cancelado em 2016, durante o governo Obama, por não frequentar as aulas". Ainda segundo a nota da agência, "o gerente do prédio e a colega de apartamento permitiram que os agentes entrassem no imóvel" e Aghayeva "não tem recursos ou solicitações pendentes junto ao DHS".
Não é a primeira vez que acontece uma prisão relacionada a uma pessoa da universidade. Em março do ano passado, Mahmoud Khalil, ex-aluno da Universidade Columbia e de origem palestina, foi preso por autoridades imigratórias. Ele liderou protestos pró-Palestina dentro da universidade e foi acusado de manter "manifestações violentas".
O caso se tornou um dos mais emblemáticos da repressão a manifestações pró-Palestina nos EUA, intensificada sob o governo Trump, e foi descrito por grupos de direitos humanos como um ataque à liberdade de expressão e ao devido processo legal.
Khalil tinha residência permanente no momento de sua prisão, o que levou milhares de pessoas a assinar uma petição pedindo sua libertação. Ele ficou mais de cem dias preso.
No email do caso mais recente, a reitora afirmou que a Universidade está fornecendo suporte jurídico à estudante. A prisão ocorreu um dia após um protesto realizado por alunos chamado "ICE off Campus" (ICE fora do campus). Durante o ato contra a polícia de imigração, os manifestantes pediam proteção para estudantes estrangeiros e que Columbia se declare um campus-santuário -ou seja, que a universidade se declare um refúgio seguro para imigrantes.
Ainda no comunicado interno, a reitora informou aos alunos que todos os agentes devem ter um mandado judicial ou intimação judicial para acessar áreas não públicas da universidade, incluindo residências estudantis, salas de aula e áreas que exigem acesso com cartão. Um mandado administrativo não é suficiente, escreveu Shipman.
"Caso agentes busquem acesso a áreas não públicas da Universidade, peça que aguardem antes de entrar em qualquer área não pública até que a Segurança Pública seja contatada", diz o comunicado. "A Segurança Pública entrará em contato com o Escritório do Conselheiro Geral para coordenar a resposta da Universidade. Não permita que eles entrem nem aceite a entrega de mandado ou intimação."
A prisão acontece em um contexto em que o prefeito de Nova York atua para limitar a ação do ICE na cidade. Há duas semanas, ele assinou um decreto em que determina que os agentes não podem entrar em propriedades sem mandados judiciais. "Isso significa nossas escolas, abrigos e hospitais. Significa também que vamos proteger os dados dos nova-iorquinos contra acessos ilegais por parte do governo federal", disse Mamdani.
Além da conversa por telefone, Mamdani e Trump tiveram um encontro na Casa Branca na tarde desta quinta. Oficialmente, a agenda do presidente não detalhava as reuniões durante o dia e todas foram fechadas para a imprensa. Após o encontro, Mamdani publicou uma foto ao lado do republicano e relatou que eles tiveram uma reunião produtiva. "Estou ansioso para construir mais moradias na cidade de Nova York", escreveu o prefeito democrata.
- Por Folhapress
- 27 Fev 2026
- 12:41h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Lideranças do PL querem aproveitar a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo, nesta sexta-feira (27), para pressionar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a aceitar um vice do partido nas eleições de 2026 ou mesmo se filiar à sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio discutirá detalhes da chapa eleitoral no estado com o governador na manhã da própria sexta, em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. Depois, os dois seguirão para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), onde o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, será homenageado com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria da Casa.
A homenagem foi proposta pelo presidente da Alesp, o deputado André do Prado (PL), apontado como pupilo de Valdemar e que almeja o posto de vice-governador. O nome de André será defendido por Flávio na reunião, segundo dois auxiliares do PL ouvidos pela Folha de S.Paulo.
Flávio deve abordar a situação do atual vice de Tarcísio, Felício Ramuth (PSD), que é investigado por suposta lavagem de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,3 milhões) em Andorra. Ramuth é visto como o favorito do governador para continuar no cargo e, diante do desgaste entre Tarcísio e Gilberto Kassab, secretário estadual de Governo e presidente nacional do PSD, ele tem admitido a pessoas próximas que deve trocar de partido para a disputa. O MDB é apontado o provável destino do vice-governador.
Nas anotações feitas por Flávio em uma reunião com dirigentes do PL na terça (24), reveladas pela Folha, o senador escreveu o nome de Ramuth e o ligou a um "$", em referência à investigação. E registrou ainda: "André do Prado vice?".
Tarcísio afirmou que as investigações não interferem em sua escolha para a vice. Mas Flávio e outras lideranças do PL devem argumentar que isso será usado pela oposição contra o governador na campanha, um desgaste que pode ser evitado caso ele opte por outro nome.
Na conversa desta sexta, Flávio deve lembrar a Tarcísio que o partido possui a maior bancada da Alesp, com 20 dos 94 deputados, e que para a construção de uma chapa competitiva em São Paulo, será necessário ter ao menos um quadro do PL disputando um cargo majoritário.
O ideal para o partido é que o próprio Tarcísio se filie à sigla, algo que vem sendo almejado desde o início do mandato. Mesmo diante das negativas do governador, Valdemar confirmou à Folha que fará novo convite para que ele se mude para o PL.
"O que ele tinha se comprometido era vir para o PL se ele fosse candidato a presidente da República. Mas claro que vamos conversar novamente. Quem não tem interesse em filiar o governador de São Paulo?", disse à reportagem.
Valdemar e a cúpula do PL querem evitar repetir o que ocorreu no primeiro turno de 2022, quando mais de 500 mil votos para o governo paulista foram anulados porque os eleitores se confundiram sobre o partido de Tarcísio.
Na ocasião, foram anulados os votos para governador que continham o número 22, usado pelo PL e por Jair Bolsonaro na eleição presidencial, mas que não correspondiam ao partido de Tarcísio, o Republicanos, cujo número de urna é o 10.
O receio das lideranças do PL é de que, caso o episódio se repita, os votos anulados possam favorecer um eventual candidato de esquerda e, consequentemente, atrapalhar o desempenho de Flávio. Isso porque o PT quer lançar uma candidatura ao governo que avance ao segundo turno e garanta um palanque ao presidente Lula em São Paulo, de forma a manter –ou mesmo reduzir– a diferença de apenas dois milhões entre o petista e o candidato do bolsonarismo na última eleição.
Para os partidos, é interessante que os candidatos à Presidência e ao governo tenham o mesmo número de urna para evitar tais confusões e, também, para fortalecer os votos em deputados e senadores.
- Bahia Notícias
- 27 Fev 2026
- 10:24h
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), comemorou junto a aliados a aprovação de requerimentos considerados estratégicos durante votação realizada na quinta-feira (26).
Entre os pedidos aprovados está o requerimento que prevê a quebra de sigilo de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme interlocutores do parlamentar, no entanto, esse não teria sido o principal motivo de celebração do relator, apesar da repercussão política do pedido.
Segundo pessoas próximas a Alfredo Gaspar, o deputado avalia que outros requerimentos aprovados pela comissão possuem maior relevância para o andamento das investigações, especialmente aqueles relacionados ao Banco Master.
Entre as medidas aprovadas está a quebra do sigilo fiscal da instituição financeira, considerada pelo relator como um dos pontos centrais das apurações conduzidas pela CPMI.
As informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 27 Fev 2026
- 08:33h
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Ao receber nesta quinta-feira (26), na residência oficial, uma comitiva de parlamentares governistas da CPMI do INSS, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que irá analisar imagens da sessão da comissão antes de tomar alguma decisão sobre reverter a aprovação do requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
Os parlamentares ligados ao governo afirmam que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria fraudado a votação do requerimento, ao não fazer uma chamada nominal dos membros da comissão. Viana votou de forma simbólica o requerimento que envolve Lulinha em meio a outros 86 documentos sobre outras quebras de sigilo, convocações, convites e demais pedidos tanto do relator quanto de deputados e senadores da CPMI.
Alcolumbre prometeu aos parlamentares governistas que vai ouvir os dois lados envolvidos na discussão dos requerimentos, além de técnicos do Senado, para tomar sua decisão. Até que saia a decisão de Alcolumbre sobre anulação ou não da votação, os deputados e senadores ligados ao governo descartam judicializar a votação.
Quem subiu o tom contra o presidente da CPMI foi a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que acusou Viana de aplicar um golpe na votação que resultou na quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Gleisi defendeu as ações da base aliada e confirmou que o governo irá recorrer à decisão.
“Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica e tratou de anunciar o resultado. Vamos recorrer disso”, afirmou a ministra em entrevista.
Na mesma linha da ministra, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha foi “manipulada”. Wagner classificou o episódio como "absurdo",e afirmou que não poderia se calar.
"Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria", declarou.
Já o presidente da CPMI, Carlos Viana, disse nesta quinta que não pretende recuar de sua decisão.
O senador afirmou que já começou a encaminhar às autoridades responsáveis os requerimentos aprovados na reunião da CPMI. Viana afirmou que há cerca de um mês vem sendo ignorado em seus pedidos de reunião com Alcolumbre, para decidir sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão mista de inquérito, e que, portanto, não irá esperar a decisão do presidente do Senado sobre eventuais irregularidades na votação dos requerimentos.
Carlos Viana inclusive havia enviado na última quarta (25) um ofício ao senador Davi Alcolumbre, requerendo manifestação dele sobre a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 60 dias. O prazo de funcionamento atual da CPMI, de 180 dias, se encerra em 28 de março.
O ofício foi anunciado por Viana como a última tentativa de obter da presidência do Senado uma decisão sobre a continuidade dos trabalhos. O senador mineiro disse a aliados que vai esperar uma semana para que Alcolumbre responda seu ofício.
Caso contrário o presidente do Senado não responda ou decida não prorrogar os trabalhos da CPMI, Viana pensa em recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já houve casos recentes em que o STF exigiu a abertura de uma CPI, entendendo ser um instrumento legítimo da oposição.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 26 Fev 2026
- 16:40h
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Apesar de ser um tema polêmico e que divide opiniões no Congresso, o ano de 2026 é sim o momento e há maturidade na sociedade para se discutir com profundidade a mudança na jornada de trabalho do país. A opinião foi dada nesta quarta-feira (25) pelo deputado federal Paulo Azi (União-AP), escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser o relator da chamada PEC 6x1, que muda a jornada semanal dos trabalhadores.
Em entrevista à Jovem Pan, o deputado baiano afirmou que à frente da relatoria do projeto, vai trabalhar para fechar um texto que atenda às necessidades do país e encontre maioria na Câmara. Azi vai relatar o projeto na Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo deputado Leur Lomanto Jr. (União-BA).
“A gente vai ver o que a sociedade pensa, o que os partidos pensam. E aí, vamos tentar construir um texto que tenha, pelo menos, um consenso mínimo na sociedade e uma maioria consolidada no parlamento”, disse Paulo Azi.
O deputado Paulo Azi disse entender ser a mudança de jornada um tema delicado, mas afirmou que há espaço para avanços dentro do prazo idealizado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de votar a proposta ainda no mês de março na CCJ.
“Hugo Motta me fez um convite para ser o relator da pauta. Sei que é um tema muito delicado; tem setores da sociedade que são a favor, outros que são contra”, disse o deputado. “Mas eu acho que é o momento e que o país tem maturidade suficiente para enfrentar o tema. Eu acho que há espaço para avanço”, acrescentou Paulo Azi.
Questionado sobre declarações de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, que disse ser contrário ao projeto e que trabalharia para postergar a votação na CCJ, Paulo Azi afirmou não ter ouvido as declarações de Rueda, e manteve sua posição de ouvir todos os lados para tentar construir um texto de consenso sobre o tema.
Depois que o tema começou a tramitar na Câmara, confederações que representam segmentos econômicos passaram a publicar estudos advertindo para o impacto da medida sobre os custos de empresas. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que a redução da jornada de trabalho pode gerar um impacto bilionário para as empresas.
O estudo da CNI diz que o fim da atual escala pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Esse número equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.
A projeção da CNI considera dois cenários para a manutenção do nível de horas trabalhadas: a realização de horas extras aos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores.
Para o deputado Paulo Azi, há formas de remediar esses efeitos, como a desoneração da folha de pagamento ou incentivos fiscais.
“Você tem setores da nossa economia que são muito intensivos em mão de obra, em que o peso da mão de obra no custo de produção daquilo que eles ofertam é muito grande. E a redução, que ainda nós não sabemos em que nível vai se dar, vai impactar de forma muito mais forte em relação a outros setores”, afirmou o deputado Paulo ao jornal Estado de S.Paulo.
Por essa razão, disse Azi, o governo deverá ter protagonismo na discussão da pauta. “A participação do governo é fundamental. Ele pode oferecer alternativas e soluções consensuais para que esses setores possam ser de alguma forma também protegidos, para que a conta não fique só para eles”, concluiu Azi em fala ao Estadão.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 26 Fev 2026
- 14:38h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Em uma reunião fechada do Partido Liberal (PL) na noite desta quarta-feira (25) em Brasília, com direito a emoção e lágrimas, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) fez um apelo por união e o encerramento de brigas e disputas por vagas nas eleições de outubro, e conseguiu garantir um compromisso de maior engajamento do deputado federal Nikolas Ferreira (MG). O encontro teve a participação de parlamentares e dirigentes do partido.
O deputado Nikolas Ferreira, hoje o político do PL com maior potencial eleitoral e força nas redes sociais, vinha sendo atacado pelos irmãos Bolsonaro por falta de maior participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Na reunião desta quarta, Nikolas prometeu empenhar todo o seu “capital político” para ajudar o candidato do partido a presidente.
“Todo o meu capital, seja pequeno ou grande, o que qualquer um achar, ele vai ser direcionado no fim das contas para uma pessoa. E essa pessoa tá aqui do meu lado [Flávio Bolsonaro]. Ou seja, tudo que eu estou construindo agora vai ser direcionado pra ela”, afirmou o deputado.
Ao explicar o posicionamento, Nikolas relembrou sua trajetória de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua família. O deputado mineiro destacou no evento do partido a sua lealdade a Jair Bolsonaro, e garantiu que atuará em Minas Gerais para impulsionar a candidatura do senador.
“Porque se tem uma coisa que eu fiz desde 2015, quando o Bolsonaro tinha 3%, foi ser fiel e grato ao seu pai desde aquele momento. E eu não tenho dúvidas que ele tem também gratidão, porque naquele momento ele era um deputado como todos nós”, disse Nikolas.
Ao falar do pai na reunião, o senador Flávio Bolsonaro chorou e se emocionou. O senador relatou a visitas a Jair Bolsonaro na prisão, na Papudinha, e disse que vem do pai a motivação para ser candidato a presidente.
“Eu sou candidato para mostrar um caminho que esse país tem que seguir. [...] Ele não merece passar o que está passando, [...] a família sofre”, disse Flávio.
O candidato a presidente pelo PL também criticou as condições da cela em que Jair Bolsonaro está preso. Disse ter ficado aflito ao visitar o local.
“Ainda não tinha visto onde ele está dormindo. A gente sabe que ele não cometeu crime nenhum. Um ex-presidente da República, que não tem nenhum privilégio por isso. Todo mundo aqui tem consciência do contexto em que ele foi colocado lá”, declarou.
O senador também se emocionou ao falar de seus irmãos e da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Flávio disse respeitar todos da família, citando nominalmente os irmãos e Michelle. “Dá uma aflição na gente, é muito sério o que está acontecendo”, enfatizou Flávio.
Flávio Bolsonaro minimizou os atritos entre seu irmão, Eduardo, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Eduardo criticou Michelle e Nikolas Ferreiras por não estarem dando apoio suficiente à campanha de Flávio.
"A gente acaba às vezes querendo que as coisas aconteçam num tempo que não é o tempo que tem que acontecer ainda. Respeito todos, respeito muito a Michelle, respeito cada um que está aqui, e que está aqui, e que está no seu tempo querendo entrar de corpo e alma", colocou Flávio.
"Não adianta querer me separar de Nikolas, de Michelle, de qualquer um. Essa é uma coisa que o Eduardo lá de fora está passando, está com as contas bloqueadas, as contas da mulher dele bloqueadas. Está batalhando para conseguir sobreviver, e se sacrificou de verdade. Ele foi fundamental também para que a minha candidatura acontecesse", completou o senador.
- Bahia Notícias
- 26 Fev 2026
- 12:35h
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Policiais civis apreenderam 68 veículos desviados da frota de uma locadora de Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. Segundo a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) local, o esquema era feito por um ex-funcionário da empresa e mais outro suspeito.
Foto: Divulgação / Polícia Civil
A ação foi divulgada nesta quarta-feira (25), sendo que o esquema ocorria desde junho do ano passado, na locadora situada no aeroporto da cidade.
De acordo com as investigações, o ex-funcionário simulava contratos de locação e retirava veículos da unidade sem a existência de clientes legítimos vinculados às operações. Após a retirada, os automóveis eram entregues ao outro investigado, apontado como responsável por intermediar e concretizar a venda a terceiros.
As negociações, conforme a polícia, ocorriam geralmente por valores abaixo do mercado, o que facilitava a rápida circulação dos veículos e dificultava a identificação das irregularidades.
As apurações também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas relacionadas às negociações, além de indícios de adulteração em sistemas de rastreamento dos automóveis, elementos que reforçam a hipótese de atuação organizada dos envolvidos.
Durante diligências e ações de rastreamento, a maior parte dos veículos foi localizada e devolvida à locadora. Outros automóveis seguem sendo recuperados em operações posteriores. O inquérito policial segue em andamento.
- Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
- 26 Fev 2026
- 10:31h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
A cantora Ivete Sangalo recebeu alta médica do hospital Aliança, onde deu entrada na última quarta-feira (25) após sofrer um acidente doméstico.
Em vídeo, a artista explicou o que ouviu dos médicos sobre o diagnóstico dela após desmaiar em decorrência de uma queda de pressão ocasionada por uma desidratação.
No registro, a cantora aparece com o olho roxo devido à queda, mas com curativos na região e chega a brincar com a situação, afirmando que foi uma maquiagem diferenciada.
"Eu estou ótima, estou maravilhosa. Passando aqui para deixar um beijo, a todos os meus amigos que deixaram mensagens, aos meus fãs que sabem que a mamãe tá bem.
Ivete contou ainda que os médicos suspeitam que ela sofra da síndrome vasovagal.
"Eles chegaram à conclusão de que eu tenho um nervo vagal, que fica aqui atrás da cabeça e que tem o vago vagal, que são esses desmaios. E no meu caso, por conta da desidratação que eu tive, a desidratação foi em função da superdiarreia, coisa que foi virose, mas eu já estou bem."
A artista, que está de férias dos palcos após a maratona de shows no Carnaval, só volta a fazer show em abril com o Ivete Clareou, de acordo com a agenda divulgada no site.
O Bahia Notícias procurou a equipe da artista para mais informações sobre o quadro de saúde e o diagnóstico, e a assessoria de Ivete pontuou que tudo sobre ela será publicado nas redes sociais oficiais.
- Bahia Notícias
- 26 Fev 2026
- 08:26h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na terça-feira (24) pela aposentadoria compulsória do desembargador Orloff Neves Rocha, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), acusado de assédio sexual contra uma servidora de seu gabinete. A punição, que inclui vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, foi aplicada em processo administrativo disciplinar que apurou a conduta do magistrado.
A decisão ocorre na mesma semana em que o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, passou a ser investigado por acusação semelhante.
De acordo com a investigação, os fatos ocorreram em 28 de abril de 2021, quando a servidora, identificada como E.Y., realizava atendimento técnico de informática no gabinete do desembargador. Segundo o relato da vítima à Polícia Civil de Goiás, após concluir o serviço, o magistrado a convidou para ir a um bar, entregou-lhe um cartão com seu número pessoal e pediu que ela enviasse mensagem para combinarem o encontro.
A servidora afirmou que, enquanto finalizava o atendimento e chamou o desembargador para testar o computador, ele teria tocado sua mão e reiterado o convite para saírem para beber. Ela disse que apenas sorriu, sem concordar. Ao se despedir, o magistrado elogiou seu trabalho, abriu os braços e pediu um abraço. A vítima afirmou que, constrangida, não recusou.
Em seu depoimento, a servidora relatou que durante o abraço o desembargador cheirou seu pescoço. Ela afirmou que tentou se esquivar, mas ele insistiu, retirou sua máscara e tentou beijá-la na boca. “Não, desembargador, por favor, não”, disse a servidora, segundo consta nos autos. A vítima relatou que o magistrado cessou a investida ao perceber que ela não cederia.
A servidora afirmou ainda que, ao se dirigir à porta para sair da sala, recebeu um tapa nas nádegas. “Tentou cheirar meu pescoço, quis me beijar e desferiu um tapa nas minhas nádegas”, relatou a vítima. Segundo ela, após a agressão não se virou e apenas perguntou se ele precisava de mais alguma coisa, deixando o local em seguida.
Nos autos do processo administrativo, o desembargador confirmou o abraço, mas negou “tentativa de contato físico inapropriado ou constrangimento”.
O conselheiro João Paulo Schoucair, relator do caso no CNJ, afirmou em sua decisão que o magistrado “constrangeu a vítima ao abraçá-la de maneira inapropriada, ao tentar beijá-la contra sua vontade e, em seguida, ao apalpar suas nádegas”. Segundo Schoucair, “é evidente que seu cargo de desembargador lhe conferia ascendência funcional e influência no tribunal, circunstância que potencializa o constrangimento e reforça o desequilíbrio de poder entre as partes”.
O conselheiro classificou a conduta como grave: “A prática de atos libidinosos sem consentimento, consistentes em abraço inapropriado, tentativa de beijo forçado com retirada de máscara e agressão física às nádegas da vítima, transcende a mera irregularidade administrativa, configurando grave violação à dignidade sexual e à integridade física, psíquica e moral da mulher no ambiente de trabalho”.
- Bahia Notícias
- 25 Fev 2026
- 18:12h
Foto: Antonio Augusto / STF
O Partido Novo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decretação reiterada de sigilos sobre informações públicas por órgãos dos três Poderes. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1308 foi distribuída ao ministro Flávio Dino.
Na ação, a legenda argumenta que a classificação de documentos como sigilosos no âmbito federal tem sido adotada “como regra em vez de exceção”, prática que, segundo o partido, se reflete também em atos de governos estaduais e municipais. Para a legenda, a imposição do sigilo sem fundamentação concreta fere o princípio da publicidade e o direito de acesso à informação, ambos previstos na Constituição Federal.
O partido sugere ainda a realização de audiências públicas para debater o tema com especialistas. Na petição, a legenda pede que o STF reconheça a existência de um quadro estrutural de violação a preceitos fundamentais e determine medidas para assegurar a transparência dos atos públicos nos três Poderes.
- Por Caio Spechoto, Mariana Brasil e Rapahel Di Cunto | Folhapress
- 25 Fev 2026
- 16:40h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O governo Lula teme perder o controle sobre a proposta que acaba com a jornada de trabalho 6x1 após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encampar um texto alternativo sobre o assunto. A preocupação se deve, principalmente, por Motta ter optado por um formato de tramitação legislativa em que não é possível o veto presidencial.
A vontade do Executivo era enviar à Câmara um PL (projeto de lei), cuja aprovação se dá por maioria simples e pode ser total ou parcialmente vetado pelo presidente da República.
Motta, porém, decidiu encampar uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que precisa ser aprovada por três quintos dos deputados e senadores, em duas votações em cada Casa. Ela não depende de sanção ou veto presidencial para entrar em vigor.
A redução da jornada de trabalho virou uma das prioridades do governo neste último ano de mandato, quando Lula tentará a reeleição. Por ter apoio popular, a proposta também é encarada como uma pauta capaz de atrair eleitores na campanha pela reeleição do presidente da República.
Aliados do petista ouvidos pela reportagem temem que o Congresso aprove um texto em desacordo com as ideias do Executivo –por exemplo, que reduza as horas da jornada, mas não garanta os dois dias de descanso semanal ou que permita a diminuição de salários– e que o presidente não possa vetar os trechos que considerar problemáticos.
Além disso, como a tramitação de uma PEC demanda a aprovação de mais parlamentares, isso significa que o governo terá que negociar mais com as forças políticas que não apoiam integralmente o fim da escala 6x1 sem redução salarial.
A PEC que avança no Legislativo hoje é fruto do apensamento de duas propostas anteriores de aliados do governo na Câmara, a do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
A ideia de enviar um projeto de lei sob regime de urgência, para acelerar a tramitação, ainda não foi descartada. Mas integrantes da cúpula do governo ponderam que desistir do PL e apoiar a PEC pode ser uma alternativa melhor porque qualquer discussão na Câmara fica mais fácil quando há apoio do presidente da Casa, que decide quando um assunto entrará em votação.
Petistas próximos ao presidente da Câmara afirmam que o apoio de Motta será essencial para o tema avançar e que ele está empenhado em deixar uma marca positiva em seu segundo ano de mandato no comando da Casa. Lembram que ele não tem um grande feito para sua gestão –que poderia ser a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, mas ele se ausentou na cerimônia de sanção.
A escolha do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) como relator da PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi vista por dois ângulos por integrantes do PT. O parlamentar é um dos principais aliados do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil)
Em parte, os petistas demonstraram preocupação por possível influência do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, que na segunda-feira (23) afirmou em jantar com empresários que atuaria para tentar segurar a PEC. "Porque, se essa proposta for a plenário, ela é avassaladora", afirmou.
Outra parte deles acredita que a escolha será positiva, por atrair o apoio dos partidos de centro-direita ao projeto, o que aumenta a chance de obter votos para aprovação. Além disso, se a opção do relator for travar o projeto, isso pode dar munição a esquerda para a campanha eleitoral.
À reportagem a deputada Erika Hilton afirmou que irá tratar do tema com o presidente da Casa nesta semana, para alinhar o andamento a partir de agora, após ele dar andamento as matérias.
"Antes do Carnaval estava acertado que muito provavelmente viria o projeto com urgência regimental, era quase dada essa história. Agora já não temos mais tanta certeza de se esse projeto vem", disse.
Como mostrou a coluna Painel, Motta já sinalizou aos governistas que, mesmo que o Palácio do Planalto envie ao Congresso um projeto de lei próprio sobre a redução da escala, não colocará o texto em votação. A prioridade, segundo aliados, será pautar a PEC.
Governistas envolvidos nas discussões avaliam que o fim da escala 6x1 poderia ser determinado por lei, sem alterar a Constituição, porque a Carta Magna estipula que a jornada de trabalho não será superior a 8 horas diárias e 44 horas semanais. Na análise desse grupo, o texto atual da Constituição já permite que jornadas menores sejam estabelecidas.
Os cenários têm sido discutidos nos últimos dias por auxiliares próximos do presidente e as ponderações devem ser levadas a Lula nos próximos dias para que ele defina quais serão os próximos passos do governo nesse tema. O petista está retornando de viagem à Ásia.
Lula e Motta se aproximaram no fim do ano. O que marcou o estreitamento da aliança foi a nomeação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, aliado de Motta.
A PEC escolhida pelo presidente da Câmara para discutir o fim da escala 6x1 estará sob forte influência do União Brasil. A primeira discussão será na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, comandada por Leur Lomanto (União-BA). O relator será Paulo Azi (União-BA), aliado de ACM Neto, um adversário histórico de Lula.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, empresários preparam um contra-ataque na discussão sobre o fim da escala 6x1. A ideia desses setores é empurrar a votação da proposta para depois da eleição presidencial, marcada para outubro. O setor privado tenta evitar o aumento no custo da mão de obra que seria acarretado pela diminuição das jornadas de seus funcionários sem redução salarial.
- Bahia Notícias
- 25 Fev 2026
- 14:03h
Foto: Agência Senado
O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o seu filho, o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE) são alvos da Polícia Federal, na Operação Vassalos, nesta quarta-feira (25). A ação cumpre 42 mandados de busca e apreensão na investigação sobre suspeitas de desvios de emendas. A apuração foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
A ação desta quarta visa apurar e desarticular suspeitas de crimes em licitações e fraudes em licitações e contratos, além de peculato, corrupção, de dinheiro e organização criminosa. Fernando Bezerra Coelho já foi ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff (PT) e líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Seu filho, o atual deputado, já foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer (MDB).
Além deles, segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a operação tem como alvos Carlos Neto e Pedro Souza. Um deles é um dos sócios de uma empresa que foi apontada por receber cerca de R$ 74 milhões de emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, entre 2019 e 2024.
Os mandados desta quarta são cumpridos em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. A investigação da PF aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
- Bahia Notícias
- 25 Fev 2026
- 12:25h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Além de ver pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro à sua frente em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu outras más notícias da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25). O instituto, por exemplo, averiguou que a rejeição à candidatura de Lula passou a ser maior do que a do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os entrevistados pela AtlasIntel, 48,2% afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” no presidente Lula. Já a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro foi de 46,4%. Logo depois entre os mais rejeitados estão Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%) e Eduardo Leite (38,3%).
No principal cenário de primeiro turno, em que Lula parece com 45% contra 37,9% de Flávio, o presidente viu sua liderança diminuir principalmente na região Nordeste, seu principal reduto eleitoral. Lula somava 58,2% na pesquisa AtlasIntel de janeiro, e caiu para 50,4% agora em fevereiro. Já Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, houve um achatamento da distância. Em janeiro, o presidente Lula tinha 49,3% das intenções de voto na região, enquanto Flávio somava 36,1%. Neste pesquisa mais recente, a distância ficou bem menor: 43,6% para o líder petista, ante 41,9% para o senador.
Chama atenção, ainda, a diferença entre as intenções de voto considerando pessoas que cursaram até o ensino fundamental. Em janeiro, Lula era o preferido de 61,2% desse grupo; em fevereiro, caiu para 37,3% – diferença de quase 24 pontos. Flávio, por por outro lado, subiu de 28% para 41,2%, alta de 13,2%.
Em outro recorte do levantamento, foi constatado que aumentou a desaprovação e piorou a avaliação positiva do governo e do desempenho do presidente. Pela pesquisa, o percentual de quem desaprova o desempenho do presidente Lula aumentou de 50,7% para 51,5%.
Já a aprovação do trabalho de Lula neste terceiro mandato caiu de 48,7% na pesquisa feita em janeiro para 46,6% nesta sondagem mais recente. Os indecisos somam 1,8%.
Na avaliação do governo como um todo houve piora ainda maior. A opção ruim ou péssimo ficou praticamente estável, com 48,4%. O percentual de ótimo ou bom caiu de 47,1% para 42,7%. Em contrapartida, passaram a considerar o governo regular 8,9%, ante 4,4% há um mês.
A pesquisa AtlasIntel foi feita entre quinta-feira (19) e esta terça (24) e tem margem de erro de um ponto percentual. Foram entrevistadas, por meio de questionários aplicados pela internet, 4.986 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07600/2026.
- Bahia Notícias
- 25 Fev 2026
- 10:25h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Integrantes da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam que o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas de intenção de voto tem sido considerado internamente como um elemento que pode aumentar a pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dispute o governo de São Paulo nas eleições de 2026.
Segundo dirigentes da legenda, Haddad vem sendo incentivado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a concorrer contra o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação dentro do partido é de que a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes poderia fortalecer o palanque eleitoral de Lula no maior colégio eleitoral do país.
Apesar das articulações, Haddad tem demonstrado resistência à possibilidade de disputar o cargo. O ministro deve deixar o comando do Ministério da Fazenda até o início de abril, mas, conforme interlocutores, pretende atuar apenas na coordenação da campanha de reeleição presidencial, sem participar diretamente da disputa eleitoral.
Ainda assim, lideranças petistas avaliam que o desempenho de Flávio Bolsonaro em levantamentos recentes para a Presidência da República pode influenciar o cenário político e contribuir para intensificar o processo de convencimento de Haddad dentro do partido.
As informações são do Metrópoles.