Política: Eduardo Vasconcelos acaba protagonizando jantar promovido por Léo Vasconcelos

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 21 Dez 2015
  • 10:25h

O ex-prefeito Eduardo Vasconcelos acabou roubando a cena durante o evento (Foto: Reprodução Facebook)

A política brumadense parece meio adormecida ultimamente, mas, engana-se quem acredita que os políticos não estejam trabalhando fortemente nos bastidores, já que as eleições de 2016 já se avizinham e, com isso, as costuras já começam a ser intensificadas. Nesse contexto alguns políticos mais experientes começam a fazer as suas movimentações, colando a “lenha” para aquecer o “caldeirão”, que poderá “ferver” durante o período eleitoral, mesmo com as previsões de que a disputa terá um tom bem diferente de anos anteriores. Uma dessas movimentações, um jantar realizado no Clube da Magnesita, ganhou destaque neste último sábado (19), tendo como protagonistas o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Brumado, Leonardo Vasconcelos (SD) e o ex-prefeito Eduardo Vasconcelos (PSB) que tiveram muitos coadjuvantes com destaque para o deputado federal Arthur Maia (SD), que veio a Brumado especialmente para iniciar a sua participação no processo eleitoral de 2016, deixando a entender, que dará o seu apoio ao ex-prefeito Eduardo. O jantar foi muito movimentado e contou com a participação de várias lideranças políticas, tanto da situação como da oposição, entre eles o vereador Édio Pereira (PSB), que já anunciou que será pré-candidato e já começa a ganhar apoios importantes de membros da oposição. Na oportunidade Léo Vasconcelos anunciou que será pré-candidato a vereador e que integrará o grupo liderado por Eduardo, tendo inclusive o seu nome para ser um dos principais agentes na campanha. Já Eduardo fez um pronunciamento no qual ficou claro que ele irá para a disputa, tendo já um acordo firmado com vários líderes locais. O evento acabou movimentando o cenário político brumadense nesse final de ano, o qual promete ganhar uma nova dimensão a partir de agora. 

Inúmeras lideranças políticas participaram do jantar (Foto: Reprodução Facebook)

Procon abre hoje 40 vagas para o REDA; salários chegam a R$ 3 mil

  • 21 Dez 2015
  • 09:43h

(Foto: Reprodução)

O Procon-BA abre nesta segunda-feira (21) as inscrições para o processo seletivo para 40 vagas de nível superior e médio no Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). As inscrições serão realizadas pelo site de seleção do Governo, e serão realizadas té o dia 29 de dezembro. 

 

Confira as vagas para o REDA:
Técnico de Nível Médio (Atuação na área administrativa) - 10 vagas / salário R$ 1.596,17 / 40 horas semanais

Técnico de Nível Superior (Atuação na área administrativa) - 04 vagas / salário R$ 2.729,78 / 40 horas semanais

Suporte Técnico de Nível Superior (atuação na área de Direito) - 20 vagas / salário R$ 2.729,78 / 40 horas semanais

Técnico de Nível Superior em Contabilidade (atuação em Orçamento e Finanças) - 03 vagas / salário R$ 2.729,78 / 40 horas semanais

Técnico de Nível Superior em Pedagogia (atuação Sócio- Educativa) - 01 vaga / salário R$ 2.729,78 / 40 horas semanais

Nível Superior em Nutrição - 02 vagas / salário R$ 3.016,68 / 30 horas semanais

O Procon é um Órgão da Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social. Para acessar o edital, clique aqui.

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Na Minas Calçados e Confecções você compra barato e ainda pode ganhar um Volkswagen UP-0km na campanha da CDL

  • 21 Dez 2015
  • 09:02h

O Natal chegou!!! Minas Calçados e Confecções !!! São muitas novidades em calçados, acessórios e vestuários, em toda linha infantil, feminino e masculino, para você estar antenado com as tendências nas festas de fim de ano.

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Incêndio no Vale do Capão é apagado; chamas persistem em Ibicoara

  • 21 Dez 2015
  • 08:14h

(Foto: Reprodução)

O incêndio que atingia o Vale do Capão, no município de Palmeiras, região da Chapada Diamantina, já foi debelado. Segundo Alexandre Presto, da Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACV-VC), o fogo foi controlado na tarde de sábado (19), mas a região está em processo de rescaldo para evitar que novos focos apareçam. "Estamos fazendo o monitoramento de 48h, mas até o momento o fogo não reacendeu. Hoje o dia foi tranquilo. Estamos tentando fazer o máximo possível para apagar o fogo que surge nessa área, mas há questões naturais que não dão para controlar", disse. Ainda de acordo com Presto, apesar da região não ter mais fogo, a orientação é de que os visitantes evitem fazer trilha até que as chances de um novo incêndio sejam excluídas. No sábado, os brigadistas chegaram a interditar a trilha da Cachoeira da Fumaça. "Nossa orientação é por medida de segurança. Nós não podemos proibir que ninguém suba. Hoje um grupo subiu com um guia, mas ele tem consciência da situação", explicou. Para o brigadista, caso novos focos de incêndio não reapareçam, o trecho interditado pode ser liberado para visitação sem riscos. "O fogo tá perdurou esse tempo por conta do período seco. Estou aqui há 23 anos e lugares que nunca queimaram, estão queimando neste ano", lamenta. Segundo o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o fogo na região do Machombongo, no município de Ibicoara, continua.

Brumado: Arca Adonae passa por últimos ajustes e se torna novo cartão postal da cidade

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 21 Dez 2015
  • 07:15h

A cruz, símbolo maior do Cristianismo, foi colocada na frente da construção (Foto: Mário Filho | Brumado Urgente)

A devoção e a fé sempre foram marcas do povo brumadense, que tem uma forte tradição religiosa. Dentre as várias manifestações nesse sentido, uma vem sendo um grande destaque, que se materializou em forma de uma construção que foi batizada de “Arca Adonae”. Elaborado pelo empresário Adonato Moreira, o prédio que fica na saída para Caetíté da BR-030, está passando os últimos retoques e já é considerado o novo cartão postal de Brumado. Muito religioso, Adonato disse que a Arca é a realização de um grande sonho em reverenciar o Criador pela sua obra, daí o nome “Adonai”, que significa “Meu Senhor”. Neste domingo (20) a arca passou pelos seus últimos retoques, onde foi colocada uma cruz, o símbolo maior do Cristianismo, no topo dianteiro da construção, No período noturno a imagem chama mesmo a atenção e certamente atrairá a atenção de quem passar por Brumado a partir de agora, se tornando o novo cartão postal da cidade. 

No período noturno a construção chama a atenção e ganha o status de novo cartão postal da cidade (Foto: Mário Filho | Brumado Urgente)

Brasil: Sem filhos, casal do Distrito Federal ‘cria’ urso de pelúcia de 2 anos como criança

  • G1
  • 21 Dez 2015
  • 06:32h

Gregório já ganhou festas de aniversário e levou alianças em casamento. Urso, comprado por R$ 80, é considerado filho do casal e ganha até festas. (Foto: Reprodução)

Sem filhos, um casal de Brasília “adotou” um ursinho de pelúcia que os acompanha em todas as atividades do dia a Dia. Grégorio, como é chamado pela professora de informática, Ludymery Ferreira, e Ricardo Sousa, já ganhou festas de aniversário, levou as alianças no casamento dos “pais” e até foi homenageado no topo do bolo da comemoração. Gregório tem dois anos e foi comprado pelo casal quando eles ainda eram namorados, em um supermercado, por R$ 80. Desde então, o urso de pelúcia é tratado como “filho”. Roupas, lugar para dormir e até tratamento especial de beleza são oferecidos para ele. Ludymery Ferreira, de 32 anos, diz que foi “amor à primeira vista”.

Mortos em desastre na BR-116 ainda não foram identificados. Bebê está entre os mortos

  • 21 Dez 2015
  • 06:25h

Um quinto passageiro sobreviveu e foi encaminhado em estado grave para o Hospital Prado Valadares, em Jequié. Veículo com placa de Leme (SP) seguida sentido Irajuba-Milagres.(Foto: Blog do Marcos Frah

Um acidente grave ocorrido neste domingo (20) matou quatro pessoas, deixou uma ferida e travou o trânsito na rodovia BR-116, no trecho que passa no município de Irajuba.De acordo com informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal, a tragédia aconteceu no Km 594, envolvendo um veículo Fiat Siena com placa de Leme – SP, que trafegava no sentido Irajuba-Milagres, quando bateu frontalmente com uma carreta Iveco Stralis, por volta das 05h30. A colisão provocou a morte instantânea de quatro dos cinco ocupantes do automóvel, um homem, duas mulheres e uma criança. Uma quinta vítima do Siena sofreu ferimentos e foi socorrida por uma equipe da Concessionária ViaBahia ao Hospital Geral Prado Valadares – HGPV, onde permanece internada, em estado grave.

O vírus zika e a eugenia branda

  • Por Lucio Carvalho | OI
  • 20 Dez 2015
  • 17:12h

(Foto: Reprodução)

Ainda que no fim de 2015 não houvesse ocorrido a proliferação de casos de microcefalia decorrentes, ao que tudo indica, da infecção pelo vírus Zika, dificilmente alguém lembraria de ano mais distópico do que o que vai acabar em breve. Bastaria lembrar a desolação hospedada ao longo do Rio Doce, em Minas Gerais e Espírito Santo, causada pelo mais grave e inaceitável crime ambiental da história brasileira, isso de acordo com a manifestação oficial da ONU.

Ainda assim, poderia invocar-se a desolação civil causada pela instabilidade política aliada a uma crise econômica complexa. Poderiam lembrar-se os protagonistas políticos da crise governamental e a sucessão de episódios que em nada ficam a dever à ficção. Porém, um micro-organismo hospedado e transmitido por um inseto, um mosquito que o país já não tem meios de debelar, seguindo pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, um mero mosquito, um ser quase invisível, acabou por deflagrar no sistema de saúde brasileiro um clima de perplexidade sem precedentes, entre autoridades sanitárias, entidades de pesquisa e círculos médicos..


A microcefalia, condição clínica responsável por problemas neurológicos difusos e causadores de deficiências de diversas ordens, desde físicas a sensoriais e intelectuais, constitui-se num desafio à saúde e também pode ser considerada um desafio político, pois decorre de condições sanitárias e urbanas geridas, do ponto de vista histórico, inadequadamente.


Presente já em praticamente todos os estados da federação através da presença maciça do Aedes Aegypti, vetor transmissor de outras duas doenças, a dengue e febre chikungunya, é muito possível que o número de casos cresça exponencialmente, dado que são pouco animadores as medidas de combate anunciadas no último dia 05/12 pelo governo federal, através do Plano de Enfrentamento à Microcefalia.


Elas incluem, entre outras coisas, distribuição de repelentes às gestantes, recomendações do uso de calças compridas e medidas envolvendo as Forças Armadas, como se se tratasse de uma operação de guerra, e não de uma questão de saúde pública. Isso deixando de mencionar sugestões no mínimo questionáveis do próprio ministro, Marcelo Castro, que recomendou que apenas engravidassem, neste momento, pessoas aptas, sem revelar, contudo, o que deveriam fazer as demais mulheres já grávidas e as não aptas, segundo o seu critério.  “Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais”, recomendou o titular da pasta logo a seguir ao lançamento do Plano.


A carga moralizadora do aborto

A frase é em tudo reveladora do pasmo que acomete o Brasil há algumas décadas a respeito das políticas públicas em torno aos direitos reprodutivos. O problema mais grave, entre todos os que cercam a questão, talvez seja o de que a frase revela apenas a ponta de um iceberg de ocultamento histórico, pacto mais ou menos velado entre os serviços de saúde, governo, sociedade e demais interessados nos assuntos sobre saúde da mulher, direitos reprodutivos, aborto legal, deficiência e eugenia, termo não muito corrente nas discussões políticas ou sociológicas no Brasil.


Porque remete diretamente às questões de controle do corpo e das possibilidades de predeterminação e escolha de quem deve ou não viver ou vir a nascer, obviamente o tema é espinhoso. Exceto quando eivado de moralismo, trata-se de assunto proibido e custoso para encontrar-se debatido nos meios de comunicação e, até mesmo na literatura acadêmica, estudos contemporâneos sobre a vertente liberal e branda do espírito eugênico, mais de acordo com estes tempos, são bastante raros.


Normalmente lembrada como efeito secundário das políticas nazistas, a eugenia nasceu como ciência adaptada do naturalismo do século 19 vindo a aperfeiçoar-se como método de controle “sanitário” durante todo o período entre guerras, inclusive no Brasil, como forma de melhorar as condições de saúde do povo em geral, pela seleção dos mais aptos, na sua versão positiva, e pelo descarte ou eliminação dos portadores de características indesejadas, na negativa. Como ideologia, a eugenia prestou-se a muitos objetivos políticos, afetando nichos étnicos da população e, principalmente, condições de deficiência. É possível conhecer mais sobre o assunto lendo-se o trabalho de Maria Eunice de Souza Maciel, <i>A Eugenia no Brasil</i>, <a href=”http://www.ufrgs.br/ppghist/anos90/11/11art7.pdf” target=”_blank”>neste link</a>. Na sociedade contemporânea, entretanto, o desejo de aprimoramento e melhoramento é uma das tantas nuances comportamentais presentes cujo acesso é facilitado pelo desenvolvimento de diversas tecnologias, como rastreamento genético e outras medidas adotadas inclusive na forma de políticas públicas institucionais.


O tabu em torno da seleção eugênica ocorre no Brasil tanto por questões religiosas quanto legais, mas sobretudo por envolver a temática do aborto. Tema que costuma servir até mesmo de moeda política em períodos eleitorais, o aborto costuma receber uma carga moralizadora impressionante no Brasil, enquanto em muitos países do mundo se trata apenas de uma opção reprodutiva garantida no escopo dos direitos civis.


Um discurso repelente

Quando as questões de deficiência e prevenção de deficiência, entretanto, afloram no debate público, por não haver abertura alguma para o debate franco sobre as questões surgem recomendações esdrúxulas, como a do ministro da Saúde. Ora, imaginar que seja possível tornar exclusivo o direito à gestação de pessoas aptas (ou seja, ricas o suficiente para viverem longe e a salvo das condições sanitárias que favorecem a presença do Aedes Aegypti) e vedar, por outro lado, às demais o mesmo direito é um argumento que beira à insanidade, e isso duplamente; em primeiro lugar, considerando que a realidade do aborto clandestino deve agravar-se; em segundo, porque explicitamente as autoridades estão sugerindo que a condição de deficiência seja evitada, ainda que não previsto na forma da lei, como uma sugestão sub-reptícia.


Tal sugestão, se compreensível na esfera privada, é ofensiva em todos os aspectos possíveis na vida pública, a começar por dirigir-se à dignidade das pessoas com deficiência, tratada abertamente como se um óbice a uma vida plena de direitos, um discurso em tudo eugenista, assim como em perpetuar a afronta aos direitos reprodutivos das mulheres, no momento em que deposita no auto-cuidado a responsabilidade total pelas decorrências da gestação, encontradas pela fatalidade de situações externas e ambientais.


Sem o correspondente investimento em educação integral em sexualidade, acesso a métodos contraceptivos e o debate não penalizante sobre a interrupção, o que é feito da política de controle do vetor e da pesquisa sobre o vírus é a propagação do terror, cuja fonte seria a gestante e, o resultado, a pessoa com deficiência. Não se trata do mesmo que investir em prevenção. A prevenção foi negligenciada do ponto de vista das políticas públicas de saúde e urbanas, perdendo a eficácia no controle do Aedes Aegypti, vetor da doença.


Trata-se, por outro lado, de uma solução paliativa e é evidente que as gestantes devem procurar resguardar-se do contágio, mas não em assumir a culpabilização oferecida pelas autoridades que, ao mesmo tempo, denegam debater a interrupção, por exemplo. Um aconselhamento ambivalente denota despreparo ao mesmo tempo em que desampara às gestantes à própria sorte. Mais confortante e produtivo do ponto de vista público seriam o esclarecimento quanto ao aconselhamento pré-natal e garantias de atendimento no sistema público, tanto para os bebês quanto para suas famílias, sem demérito do combate ao vetor e incentivo à pesquisa. Do contrário, há a disseminação do pânico, principalmente pela veiculação de informações incompletas e mensagens ambíguas.


Evidentemente, caso se prefira considerar a situação da proliferação do vírus Zika e dos casos de microcefalia em mais uma cena do espetáculo distópico de 2015, as autoridades governamentais e médicas estão indo muito bem. Em toda a imprensa, pululam declarações a respeito da gravidade da situação e recomendações médicas expressas de evitar-se gestações durante um período de tempo impreciso, pois o controle do vetor demanda um investimento do qual não sabe-se se o país é capaz de suportar. “Uma tarefa impossível”, segundo a bióloga Denise Valle, pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).


Na ficção, como é sabido, as distopias são a antítese da utopia. São representações ou projeções de um tempo em que as esperanças positivas estão solapadas por maus indicadores e por uma realidade adversa. À guisa de retrospectiva, 2015 parece dos anos mais distópicos dos últimos tempos, mas – ao contrário dos filmes de ficção científica, nos quais se pode depositar as causas ao roteirista –, no caso do vírus Zika o único e exclusivo culpado de sua propagação é a imprevidência histórica dos sucessivos governos sobre a saúde pública e as mínimas condições de saneamento e higiene urbanas.


Ao que tudo indica, a imprevidência deve persistir enquanto criarem-se miragens milagrosas inacessíveis à população. Nesse caso especificamente, seria preciso algo como fé, de tanta expectativa frustrada de evolução sociocultural, mas quando o assunto é saúde e condições reais de acesso à vida digna, nem mesmo a fé é suficiente. E exigir fé e atitudes impossíveis a essa altura dos acontecimentos é um disparate que beira o desrespeito às pessoas, assim como debitar o problema a quem sofre suas consequências. Eugenia é um termo severo, mas é a mensagem que está sendo transmitida. Não admitir isso ou deixar de oferecer soluções civilizadas para garantir a dignidade de gestantes e pessoas com deficiência é que o fim da picada. E repelente é este discurso sanitário do século 19.

***
Lúcio Carvalho é autor de Inclusão em Pauta (Ed. do Autor/KDP), A Aposta (Ed. Movimento) , do blog Em Meia Palavra  e editor da página Inclusive – Inclusão e Cidadania 

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Brumado é considerado pelas autoridades governamentais como uma cidade com baixo índice de violência; você concorda?

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 20 Dez 2015
  • 15:23h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

A página policial brumadense é uma das mais movimentadas da região, com presos em fúria, bandidos violentos, que zombam e ameaçam a Polícia, vários tipos de delitos, mas, na outra extremidade, o índice de homicídios teve uma queda, então, diante disso, as autoridades afirmam que a cidade é tranquila em comparação a muitas outras do estado. Neste panorama paradoxal, a semana em Brumado já começou com vários assaltos, com clima de apreensão entre os comerciantes, que sabem que podem ser as próximas vítimas a qualquer momento dos diversos grupos criminosos que atuam na cidade, os quais já demonstram que virão com tudo nesse final de ano. Outro fator agregado é o contingente policial muito abaixo das reais necessidades da área da segurança publica, que faz com que os bandidos venham a agir como se não existisse lei, inclusive ameaçando as autoridades e apavorando as suas vítimas com as armas na cabeça ameaçando atirar. Em toda essa situação, infelizmente, o “gatilho” que deveria ser apertado fica estático, pois não se envia mais policiais e, quando isso acontece, o número dos que saem é quase o mesmo, ficando “elas por elas”. No momento em que este questionamento estava sendo escrito, chegaram várias ligações à nossa redação de que um grupo de bandidos em várias motos estava desfilando por algumas ruas dos bairros São Félix e Malhada Branca ostentando armas e desafiando a Polícia, o que viria comprovar o total destemor e desrespeito às leis e autoridades por parte desses criminosos. Então, diante desses fatos irrefutáveis, afirmar que Brumado é uma cidade segura, ou pacata, seria, no mínimo, subestimar a inteligência da população, já que praticamente poucas cidades no país podem ser consideradas seguras nos dias de hoje, já que a nuvem da insegurança vem embalada pela crise econômica, que, infelizmente, faz a criminalidade crescer a cada dia. Então fica um desafio aos nossos leitores, para opinarem por meio do facebook ou pelos comentários abaixo da matéria para dar a sua opinião sobre essa questão, já que a opinião da sociedade seria de vital importância para contribuir com essa discussão que aflora em cada esquina do município.  

Conselho recomenda redução de remédios a crianças com problema de aprendizagem

  • 20 Dez 2015
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) publicou resolução, nesta sexta-feira (18) em que recomenda o fim da prescrição excessiva de medicamentos para crianças e adolescentes que enfrentam problemas de aprendizagem, comportamento ou disciplina. A decisão se deu após a análise de pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que apontou aumento, no Brasil, de 775% no consumo de metilfenidato (Ritalina), entre 2003 e 2012. O documento estabelece que os jovens tenham o direito de acesso a outras alternativas, que não o uso de medicamento. O alerta é de que a indicação do metilfenidato pode ser o caminho "mais fácil", mas nem sempre o que está em questão é um problema de saúde. "É preciso ter a análise de uma equipe multidisciplinar para de fato ter um diagnóstico preciso de que não se trata de um problema social, cultural, de adaptação ou integração", afirma o presidente do Conanda, Rodrigo Torres. Há também uma preocupação com o fato de, com a banalização do remédio, pessoas saudáveis buscarem se automedicar para, simplesmente, aumentarem o rendimento em alguma tarefa intelectual, como a produtividade no trabalho ou o tempo de estudos para um concurso. O metilfenidato é utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O Instituto de Medicina Social da Uerj mostra que o País só "perde" para os Estados Unidos, sendo o segundo mercado mundial no consumo do fármaco - só em 2010, foram 2 milhões de caixas vendidas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2013 esse número aumentou para 2,6 milhões.

Brumado: A triste sina dos jovens que entram para o caminho sem volta do crack

  • Brumdo Urgente
  • 20 Dez 2015
  • 14:50h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

A juventude brumadense que, há décadas atrás, era, reconhecidamente, um “time de saudáveis”, tendo inúmeros talentos no esporte, principalmente no futsal, que, inclusive, era reconhecido como o melhor da Bahia, hoje, infelizmente não pode mais ter esse status, pois, a droga, principalmente o crack, mudou o perfil comportamental de uma parte da juventude brumadense, principalmente nos bairros periféricos, que acabou não resistindo ao “canto da sereia” e pegando a “estrada sem volta”. Esse novo quadro social, que é fomentado pela falta de políticas públicas para os jovens, que se veem desassistidos pelos sistema, se tornando presas fáceis para os traficantes, mostra uma situação extremamente preocupante, já que parece que as autoridades vêm perdendo a guerra para o tráfico que se mostra cada vez mais implacável e fulminante. A morte brutal de dois jovens no período de 48 horas, - os quais tinham envolvimento com o mundo dos tóxicos -, vem comprovar um cenário extremo de violência em Brumado, que é “ditada” pelo tráfico cada vez mais frio e cruel, que tira de cena um jovem como se ele fosse uma simples folha de papel. A grande questão é o que fazer para conter esse ímpeto voraz e devorador deste vício que dilacera as famílias que ficam marcadas por toda a vida?; o que fazer para que mais mães não venham a chorar nos caixões de seus filhos as lágrimas do desespero e da desolação?; o que fazer para que esta nova geração de adolescentes também não venha a entrar nesse vício e passe a engrossar as fileiras dos “cracklados” e também venham a sucumbir deixando sonhos e projetos para trás?. São questionamentos que somente os governos podem responder, enquanto isso a sociedade terá que continuar assistindo passivamente a este filme de terror que é protagonizado pela “pedra maldita”. 

Confira dicas para deixar seu natal delicioso

  • 20 Dez 2015
  • 14:03h

(Foto: Reprodução)

O ano de 2015 vai se despedindo sem pompa e sem circunstância. Mas, apesar da crise, apesar da política, apesar dos conflitos mundiais, o Natal está chegando. E é sempre bom que chegue num período conturbado. No Natal, a gente fica um pouco mais condescendente, um pouco mais emotivo, um pouco mais tolerante. Principalmente quando  se dá conta de que a data lembra, antes e acima de tudo, o nascimento de  Cristo. Então é tempo de reflexão, de emoção. E, mais importante do que a troca de presentes, deve ser a troca de carinho, de afeto, de amizade.

 

A Ceia de Natal é um momento para tudo isso. Afinal, reunimos  pessoas da família e amigos do peito à nossa volta. São nossos portos seguros da vida toda. E, por mais que a crise tenha afetado a economia do país, muita gente vai ter a possibilidade de ter um peru ou um chester na ceia. Até porque, sem eles, ela pode ficar um tanto sem graça. Aliás, a tradição do peru na ceia de Natal começou no século 19 no Brasil por influência dos Estados Unidos e do Dia de Ação de Graças.O peru é originário das Américas e foi Cristóvão Colombo o responsável por levar a ave para a Europa. Chegou à Espanha com o nome de galo-da-Índia porque, na quarta expedição ao Novo Mundo, em 1502, Colombo tinha certeza de ter chegado às Índias quando, na verdade, estava no litoral de Honduras.   Depois de muitas idas e vindas com o nome, os portugueses deram a denominação de peru e os americanos e ingleses cravaram o nome de turkey bird, porque achavam que o peru era uma variação do pavão. No Brasil, a industrialização começou em Jundiaí, no meio do século passado, segundo J. A. Dias Lopes. Na década de 1960, a Sadia assumiu a liderança do mercado. Hoje, depois de pesquisas em evolução genética, principalmente nos Estados Unidos, a maior parte dos perus que chegam à mesa dos brasileiros são fêmeas abatidas jovens, entre os 80 e os 90 dias, com quatro  ou, no máximo, cinco quilos. Desde 1982, o peru ganhou um concorrente forte, o chester, desenvolvido pela Perdigão. Tem grande concentração de carne no peito e nas coxas – eu nunca vi nem fotografia de um. Mas o sabor é bem diferente do peru. Na minha casa, normalmente assamos o peru sem recheio. Os miúdos, acrescidos de um pouco mais de miúdos de frango, são usados para uma farofa enriquecida com passas de uva e nozes picadas. Usamos o caldo do cozimento dos miúdos para deixar a farofa consistente e úmida. Fica uma delícia. Mas você pode usá-la para rechear o peru sem problema algum. E, se  for para um número mais reduzido de pessoas,  pode comprar só o peito do peru e levar ao forno com uma crosta de ervas. A receita está ao lado. O importante é que a ceia tenha todo o simbolismo do Natal. E uma oração para Cristo, o aniversariante da noite.

 

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Silêncio da mídia é maior que o barulho dos nordestinos

  • Por Catarina de Angola
  • 20 Dez 2015
  • 11:42h

“Viemos aqui para dizer que o semiárido existe. Que nós existimos, que conquistamos direitos e que não vamos admitir nenhum direito a menos” (Ato Semiárido Vivo: Nenhum direito a menos, 17/11/15).A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), como um espaço de articulação política da sociedade civil organizada, nesses 16 anos de caminhada vem contribuindo para modificar a imagem estereotipada do semiárido – comumente associada ao gado morto e terra rachada – por uma imagem de uma região bela, forte, resiliente e cheia de potencialidades.

No último dia 17 de novembro, cerca de 20 mil pessoas construíram a maior mobilização no Brasil após a Marcha das Margaridas, realizada no mês de agosto. Agricultores e agricultoras, pescadores e pescadoras, indígenas, quilombolas e militantes de movimentos e organizações sociais se reuniram nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), às margens do Rio São Francisco, no epicentro do semiárido brasileiro, para defender uma pauta ampla e diversa em torno dos direitos dos povos do campo, no ato “Semiárido Vivo: Nenhum direito a menos”.

Reivindicava-se ali, centralmente, a continuidade dos programas de convivência com o semiárido executados pela ASA, o acesso das populações à terra e territórios, a permanência dos programas sociais e a revitalização do Rio São Francisco. Sendo esse um ato que mobilizou tantas pessoas em torno de políticas públicas importantes para a vida e o desenvolvimento da população da região, como os meios de comunicação discutiram e pautaram o assunto?

E tendo a mídia um importante papel na informação da população, que contribui para a formação de opinião da sociedade, e que acompanha as ações do poder público e atua no monitoramento de suas implementações, como abordou um ato público que pautou políticas que impactam, direta ou indiretamente, a vida de 22,5 milhões de brasileiros e brasileiras que vivem na região, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010)? Constatamos que houve silêncio completo da mídia hegemônica. Vinte mil pessoas na rua, lutando por seus direitos, e não houve sequer uma nota em veículos nacionais tradicionais e poucas menções também nos meios de comunicação alternativos nacionais.

Um pouco de barulho O que esse silêncio nos diz? Será que o estigma da invisibilidade que marcou o semiárido por tanto tempo ainda persiste como ranço dos coronéis da comunicação que, não por coincidência, são também os coronéis da política? Historicamente, a região semiárida sempre foi vista – e retratada – pela grande mídia como um lugar pobre, inóspito, miserável. A mídia não reconhece quando 20 mil trabalhadores e trabalhadoras do campo vão às ruas em uma postura ativa cobrar seus direitos, lutar por mais políticas públicas.

Prefere sempre se deixar pautar pela estiagem, procurando cenas de gado morto e chão rachado, figuras que sempre encontram espaço privilegiado nos noticiários regionais e nacionais. Em algumas regiões do semiárido brasileiro, 2015 já se encerra como o quinto ano consecutivo de seca. Porém não foi registrada nenhuma morte em consequência da estiagem, nenhum saque e o êxodo rural não cresceu. A vida do povo do semiárido melhorou. Mas isso não é pauta na mídia comercial.

A comunicação no Brasil e no semiárido continua concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos que ditam as pautas. Aqueles que não pertencem aos grupos hegemônicos não têm direito à voz, não expressam seus pensamentos, têm direito apenas de ouvir e ver. Apesar desse silêncio da mídia nacional, houve algum barulho na cobertura do ato “Semiárido Vivo: Nenhum direito a menos”. Barulho que consideramos aqui como as matérias publicadas pelos meios de comunicação locais, no Vale do São Francisco.

Pouco mais de 50 matérias foram publicadas ou veiculadas, entre sites e portais de notícias, jornais impressos, rádios, TVs e blogs, além dos conteúdos publicados e visibilizados pelas organizações e movimentos que organizaram e estiveram presentes na mobilização. Também chama atenção o grande fluxo de conteúdos que circularam nas redes sociais sobre o ato. Como furar o cerco? Os grandes meios de comunicação, concentrados nas mãos de poucos, estão a serviço de um projeto político que oprime e invisibiliza os povos do semiárido. Por isso, acreditamos ser importante a democratização da comunicação para que as pessoas reconheçam seu modo de falar, denunciem os conflitos e opressões e anunciem as belezas, culturas e histórias vivenciadas em cada canto do semiárido brasileiro. Democratizar a comunicação é democratizar o sentido da vida, da luta e resistência das comunidades e dos povos.

No caminho da luta pela democratização é preciso que mudança na forma das concessões públicas de rádio e televisão, a melhor distribuição da verba publicitária governamental e a proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação estejam entre as notas pautas. São necessárias mudanças na legislação de comunicação para que consigamos avançar na conquista da comunicação como direito. Para além das batalhas no campo institucional, o incentivo a comunicação popular é essencial.

Quanto mais gente produzindo comunicação popular e conseguindo dialogar com a sociedade sobre informações que não chegam até elas pelos meios convencionais, maior será nosso poder de enfrentamento ao discurso hegemônico. Incentivar a apropriação do direito à comunicação por grupos invisibilizados pelos grandes meios fazendo com que esses grupos possam produzir suas próprias narrativas é uma estratégia muito importante de enfrentamento ao monopólio. A luta pela democratização da comunicação vem fortalecer a prática da comunicação popular e comunitária. A ASA constrói e fortalece em todos os estados do semiárido a Rede de Comunicadores e Comunicadoras Populares, um espaço de produção de conteúdo, discussão política e experimentação de meios alternativos. É pelas mãos dessa rede que toma forma os Candeeiros, instrumento de sistematização de experiências que já contou a história de cerca de duas mil famílias da região, provando que, sim, temos muito a dizer ao Brasil e ao mundo.

*** Catarina de Angola, da Articulação Semiárido Brasileiro

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Marketing pessoal nas redes sociais

  • Por Taís Teixeira
  • 20 Dez 2015
  • 11:33h

Foto Flickr / Creative Commons

Muito se fala no poder de destruição e desconstrução da imagem de alguém nas redes sociais. Na verdade, até antes, na Internet, a identidade de alguém poderia ser atingida e/ou arruinada por hackers e/ou pela própria mídia. Com a inserção das redes sociais, o uso para esses fins está ao acesso também dos usuários, que não precisam ser profissionais de tecnologia ou comunicação para expor alguém, ou a si próprio, seja para causar prejuízos ou benefícios. Mas existe o outro lado da moeda: a capacidade de promoção ou autopromoção proporcionada pelas redes sociais. Esse é um exercício de observação e que conduz a uma experiência que permite associar a sedução da visibilidade às características comportamentais e psicossomáticas. Nas redes sociais, podemos criar um “avatar” de nós mesmos, um personagem, assumir outra personalidade, mudar ou criar outra face de identidade.

Magicamente todos somos lindos, respiramos generosidade, pregamos justiça, somos guardiões da moral, odiamos hipocrisia e afloramos nosso senso de cidadania ao extremos. Puro amor e lealdade. Repudiamos a corrupção, abolimos o preconceito e estampamos mensagens motivacionais e de autoestima. Exemplo de respeito ao próximo. Somos a caricatura da perfeição, do nosso melhor fomentado por curtidas e compartilhamentos. Nos recriamos e temos vida própria nas redes sociais. Podemos usar as tecnologias a nosso favor, sendo nosso maior trunfo. Ou nossa maior cilada. E nessa hora, podemos notar que jornalismo e marketing são áreas que dialogam no cenário das redes sociais, esse resultado de tecnologias digitais, de relacionamento e de conteúdo. Espaço adequado e promissor para o marketing pessoal. Independente da categorização de Marketing, lembramos um dos conceitos do “pai” do Marketing, Phillip Kottler, “Marketing é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca.”. Já Raimar Richer caracteriza Marketing como “as atividades sistemáticas de uma organização humana, voltada para a busca e realização de trocas com seu meio ambiente, visando benefícios específicos.”. Importante destacar que, no caso das redes sociais, os benefícios principais são o capital social e humano entendidos como investimento nas relações pessoais e profissionais. Na nossa página ou redes, somos (re)produtores de notícias e/ou fatos. Podemos fazer uma alusão à realidade do usuário de redes sociais ao trabalho dos jornalistas no que tange ao processo de busca e construção de notícias.  O internauta compartilha o conteúdo que considera importante conforme os próprios valores e que se afine com o seu senso de razão (nesse caso, diante da variedade de assuntos, atua como produtor selecionando temas para a pauta. A origem desse conteúdo, seja uma amostra do campo pessoal ou um link oriundo de outro portal, também é uma escolha estabelecida pelo proprietário da conta (no papel de editor classificando os temas e as abordagens, numa ação que remete a distribuição em editorias). Ao divulgar, opinião, imagens, links emite o conteúdo que gerou para a sua rede de conexões. Esse conceito de redes sociais permite compreender que cada conta ou página é uma mídia portadora de informações produzidas pelo dono/usuário/administrador. Nesse cenário, podemos relacionar a aplicação da Teoria do Gatekeeper, que pressupõe que as notícias são como são porque os jornalistas assim as determinam, ou seja, nas redes sociais as notícias ou conteúdos são como são porque o proprietário determinou, atuando como editor na definição e posterior apresentação da pauta. É possível verificar a mudança do público, que migra de um comportamento passivo, que consumia mídias profissionais, para um comportamento ativo que, além de decidir o que quer, cria conteúdo através da sua percepção. Outro fator que contribui para essa mudança de perfil é a inserção dos novos mecanismos digitais resultantes das conquistas tecnológicas, como por exemplo, o celular e sua evolução. Com a possibilidade de acessar à internet pelos dispositivos móveis, além dos recursos de foto e vídeo que permitem lançamento instantâneo nas redes sociais, muitas vezes o internauta acaba divulgando antes mesmo dos profissionais da mídia um fato de relevância social devido à capacitação tecnológica em equipamentos e sistemas. O cidadão, ao presenciar um fato, pode registrar por um dispositivo móvel e colocar na sua mídia, acaba informando antes da emissora de jornalismo que não estava no momento e que acaba utilizando imagens ou vídeos capturados pelo internauta. Esse é o um novo conceito da mobilidade que denomina o “consumidor sem limites”, onde ele pode acessar as redes sociais de qualquer lugar pelos dispositivos mobiles e ser um produtor de notícias ao captar em tempo real e compartilhar na rede. No livro Redes Sociais na Internet, de Raquel Recuero, ela afirma que “ Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, aumentaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas.”, reforça o que foi dito acima sobre o novo lugar do consumidor a partir da instantaneidade das redes.  Dessa forma, constatamos o imediatismo do Marketing Digital que é praticado pelo consumidor sem uma noção clara de que ao compartilhar imagens, preferências e opiniões está transmitindo um conceito de si mesmo construído por ele. É o que fica claro na afirmação de Claudio Torres, no livro A Bíblia do Marketing Digital : “O Marketing Digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas”. Não é uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor, que está utilizando cada vez mais a Internet como meio de comunicação, relacionamento e entretenimento.” Templo de felicidade. Benevolência à flor da pele. Todos amam os  animais e são defensores da sustentabilidade.  Eventos badalados. Churrascos de picanha. Brindes ao amor. Temos e somos os melhores amigos. Beleza é requisito básico: se não a tenho, a combinação entre a maquiagem, o filtro e o ângulo vão colaborar.  Selfie em frente ao espelho com roupa colada para exibir o corpo que a sociedade venera. Selfie com gente para socializar, o verbo da moda. Selfie em lugares lindos, loucos, inusitados para passar versatilidade. Selfie para mostrar, dizer, transmitir, confundir, elucidar. Selfie para ostentar em várias óticas. Minha rede, meu conteúdo, minha realidade. Coloco o que quero ser, como quero ser. Eu me crio, recrio, invento, reinvento. Sou o meu melhor. Meus pensamentos são divinos. Ser do bem é legal. Na minha solidão, me transmuto no personagem que julgo ser perfeito. Ou sou aquele com todas imperfeições que a realidade me obriga a guardar nos escombros do meu eu. Engraçado e paranoico. Positivo e negativo. Verdadeiro e falso. Ilusão e realidade. Dois polos. Dois pesos. Duas medidas. A escolha de como decidimos nos revelar vai contribuir para selar a identidade online e transcender para a offline. Ou vice-versa. Quantas vezes conhecemos as pessoas que tem uma personalidade e um jeito de ser e verificamos que nas redes se mostram com outro jeito de ser. E aí reside o problema: isso pode ser um aliado ou um tiro no pé, melhor, uma saraivada de tiros pelo corpo todo. Eis que o Marketing Pessoal que queremos fazer ou fazemos involuntariamente pode nos destacar diante de um grupo, ou conhecidos, nos aferindo poder e reconhecimento dentro de um nicho ou conquistando o lugar de bestialidade humana sendo alvo de risos dos “amigos” do face. Sejam quais forem as intenções e os parâmetros de medida que consideramos importantes, sejam curtidas, compartilhamentos e comentários, alguém vai ser e dar audiência para a sua página, ou para a sua vida virtual. Podemos alavancar nossa carreira e passar ilesos, não 100%, pois a unanimidade é rara raridade, ou afetar a nossa reputação e imagem por descuidos e excessos de exposição e intimidade que poderiam ser mais bem utilizados se ficassem restritos aos momentos reais e não compartilhados com o mundo. Logo, o que for ser inserido no contexto digital precisa ser pensado antes porque pode refletir negativamente na sua vida pessoal e/ou profissional. Eu não estou fazendo apologia inversa à liberdade de expressão, pois acredito que o espaço deve ser usado conforme o autor deseja, desde que não utilize para ofender, agredir ou promover ações prejudiciais para a sociedade, pois nestes casos já entra uma questão de lei. O cuidado é sempre importante nas relações que construímos, pois muitas vezes, somos os responsáveis pela forma como somos vistos e as consequências podem ser irremediáveis.

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Taís Garcia Teixeira é jornalista, professora e mestre em Comunicação e Informação

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MP-BA lança aplicativo e cidadão pode fazer denúncia de corrupção

  • 20 Dez 2015
  • 11:04h

(Divulgação)

O aplicativo MPBA Mobile do Ministério Público da Bahia (MP-BA) já está disponível para a população baiana nas plataformas Android e IOS. De acordo com o MP-BA, através do app, o cidadão vai poder acessar o mapa da improbidade e verificar as ações de improbidade administrativa nos municípios baianos, localizar a Promotoria de Justiça mais próxima, fazer denúncias de corrupção, acessar o Diário de Justiça Eletrônico e vídeos no ícone "MP Explica" que trazem promotores explicando assuntos como direito da criança, violência contra mulher, administração pública, entre outros. Além disso, o aplicativo dá acesso às redes sociais da instituição e ao "Portal Transparência". O objetivo do aplicativo, segundo o MP-BA, é aproximar a instituição e o cidadão, aumentando a presença do MP na sociedade. O aplicativo elaborado pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), surgiu de uma ideia alinhada com a Controladoria de Gestão Estratégica e a Chefia de Gabinete do Ministério Público estadual.