Confira dicas para deixar seu natal delicioso
- 20 Dez 2015
- 14:03h

(Foto: Reprodução)
O ano de 2015 vai se despedindo sem pompa e sem circunstância. Mas, apesar da crise, apesar da política, apesar dos conflitos mundiais, o Natal está chegando. E é sempre bom que chegue num período conturbado. No Natal, a gente fica um pouco mais condescendente, um pouco mais emotivo, um pouco mais tolerante. Principalmente quando se dá conta de que a data lembra, antes e acima de tudo, o nascimento de Cristo. Então é tempo de reflexão, de emoção. E, mais importante do que a troca de presentes, deve ser a troca de carinho, de afeto, de amizade.

A Ceia de Natal é um momento para tudo isso. Afinal, reunimos pessoas da família e amigos do peito à nossa volta. São nossos portos seguros da vida toda. E, por mais que a crise tenha afetado a economia do país, muita gente vai ter a possibilidade de ter um peru ou um chester na ceia. Até porque, sem eles, ela pode ficar um tanto sem graça. Aliás, a tradição do peru na ceia de Natal começou no século 19 no Brasil por influência dos Estados Unidos e do Dia de Ação de Graças.O peru é originário das Américas e foi Cristóvão Colombo o responsável por levar a ave para a Europa. Chegou à Espanha com o nome de galo-da-Índia porque, na quarta expedição ao Novo Mundo, em 1502, Colombo tinha certeza de ter chegado às Índias quando, na verdade, estava no litoral de Honduras. Depois de muitas idas e vindas com o nome, os portugueses deram a denominação de peru e os americanos e ingleses cravaram o nome de turkey bird, porque achavam que o peru era uma variação do pavão. No Brasil, a industrialização começou em Jundiaí, no meio do século passado, segundo J. A. Dias Lopes. Na década de 1960, a Sadia assumiu a liderança do mercado. Hoje, depois de pesquisas em evolução genética, principalmente nos Estados Unidos, a maior parte dos perus que chegam à mesa dos brasileiros são fêmeas abatidas jovens, entre os 80 e os 90 dias, com quatro ou, no máximo, cinco quilos. Desde 1982, o peru ganhou um concorrente forte, o chester, desenvolvido pela Perdigão. Tem grande concentração de carne no peito e nas coxas – eu nunca vi nem fotografia de um. Mas o sabor é bem diferente do peru. Na minha casa, normalmente assamos o peru sem recheio. Os miúdos, acrescidos de um pouco mais de miúdos de frango, são usados para uma farofa enriquecida com passas de uva e nozes picadas. Usamos o caldo do cozimento dos miúdos para deixar a farofa consistente e úmida. Fica uma delícia. Mas você pode usá-la para rechear o peru sem problema algum. E, se for para um número mais reduzido de pessoas, pode comprar só o peito do peru e levar ao forno com uma crosta de ervas. A receita está ao lado. O importante é que a ceia tenha todo o simbolismo do Natal. E uma oração para Cristo, o aniversariante da noite.
