- Bahia Notícias
- 08 Abr 2026
- 18:02h
O canabidiol (CBD), composto não psicoativo derivado da planta Cannabis sativa, pode ajudar a proteger células cerebrais e melhorar a memória, segundo um estudo recente publicado na revista científica Molecular Psychiatry.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Shenzhen, da Academia Chinesa de Ciências e de outros institutos, utilizando camundongos com sintomas semelhantes aos da Doença de Alzheimer.
Os resultados indicam que o uso repetido de CBD reduziu o acúmulo de proteínas prejudiciais no cérebro, restaurou conexões entre neurônios e melhorou a memória dos animais.
A doença de Alzheimer é caracterizada pela perda progressiva de memória e declínio cognitivo, geralmente associados ao acúmulo anormal de proteínas como beta-amiloide e tau, que provocam inflamação e danos às células cerebrais.
Durante o experimento, os pesquisadores administraram CBD aos animais seis dias por semana, ao longo de 45 dias. Após o período, observaram melhora na memória e redução de sinais de ansiedade. Além disso, houve recuperação da estrutura das sinapses.
Outro ponto relevante foi a identificação de um possível mecanismo de ação do composto. Segundo os cientistas, o CBD ativou uma via celular ligada à sobrevivência e à plasticidade dos neurônios, o que pode explicar seus efeitos neuroprotetores.
Diferentemente do Tetrahidrocanabinol (THC), responsável pelos efeitos psicoativos da cannabis, o CBD não altera o estado mental, o que amplia seu potencial uso em tratamentos clínicos.
Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que os efeitos ainda foram observados apenas em modelos animais. Novos estudos serão necessários para confirmar a eficácia e a segurança do canabidiol em humanos.
- Bahia Notícias
- 08 Abr 2026
- 15:52h
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a aposentadoria compulsória como forma de punição a magistrados e integrantes do Ministério Público. O texto original foi apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em 2024 e é relatada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA).
A proposta proíbe a concessão de aposentadoria compulsória aos magistrados e integrantes do Ministério Público como sanção pelo cometimento de infração disciplinar, impedindo que profissionais que cometam crimes graves sejam aposentados com vencimentos integrais.
O texto diz que no caso de faltas graves que configurem crime, os juízes, promotores e procuradores devem perder o cargo, serem demitidos, ou ter punição equivalente conforme lei disciplinadora da carreira. A PEC estabelece ainda prazo de 30 dias para que seja proposta ação pedindo a perda do cargo.
O texto da senadora Eliziane previa que os militares também seriam atingidos pelo escopo do projeto. Segundo a proposta, os militares não poderiam passar para a inatividade como sanção pelo cometimento de infração disciplinar.
Além disso, a família não poderia receber qualquer benefício por morte ficta ou presumida do militar. Os trechos que tratavam dos militares foram excluídos por uma sugestão de alteração no texto, apresentado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Para ser aprovado, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.
- Bahia Notícias
- 08 Abr 2026
- 12:33h
Foto: Reprodução /X @CENTCOM
O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (7), após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o adiamento do ataque que faria ao país.
O G1 informou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele afirmou que Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.
Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.
"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirmou.
O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
A TV estatal do Irã classificou o anúncio como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã para encerrar a guerra.
Trump havia dado até as 21h desta terça para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 08 Abr 2026
- 10:32h
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Foi aprovado por unanimidade na noite desta terça-feira (7) o projeto de lei 4768/16, relatado pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA), que regulamenta o exercício da profissão da dança. O projeto agora seguirá para a sanção presidencial.
A proposta, que garante o livre exercício da dança, ao vedar a exigência de inscrição desse profissional em conselhos de fiscalização de outras categorias, foi apresentada em 2015 pelo então senador Walter Pinheiro, do PT da Bahia. No Senado, o projeto foi relatado também por Lídice da Mata, que na ocasião exercia mandato de senadora.
O projeto foi aprovada pelo Senado em 2016 e chegou naquele ano na Câmara. Desde então vinha tramitando lentamente pelas comissões.
Nas comissões de Educação e na de Cultura, a proposta teve como relatora da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Já na Comissão de Trabalho o relatório foi elaborado pela deputada Lídice da Mata, que também relatou a matéria na Comissão de Constituição e Justiça.
Por fim, a deputada Lídice da Mata apresentou nesta semana um requerimento para votação com urgência no plenário, que foi acatado pelos parlamentares. Com isso, a votação do projeto do baiano Walter Pinheiro, que já tramitava há 11 anos no Congresso, teve sua votação finalizada.
Ao defender a aprovação do projeto, a deputada Lídice da Mata lembrou que neste mês é comemorado o Dia Internacional da Dança. Segundo a deputada baiana, a aprovação do projeto representaria o reconhecimento da luta de profissionais da dança de todo o País.
“A Bahia, de maneira especial, teve a primeira escola de nível superior pública da América Latina. A Universidade Federal da Bahia está acompanhando, sem dúvida, através da nossa querida Professora Dulce Aquino, à frente dessa luta, representando todos os profissionais da dança. Eu peço aos senhores e às senhoras, o Brasil é um país de música e de dança. O nosso povo na favela, nas comunidades, nos bailes da elite, todos expressam o seu corpo através da dança. Portanto, vamos dar um viva à dança do povo brasileiro, dos profissionais da dança, dar esse reconhecimento para que eles tenham a sua profissão valorizada”, disse Lídice da Mata no plenário.
Um dos benefícios concedidos aos bailarinos pelo texto do projeto é a garantia de matrícula de filhos do profissional da dança cuja atividade seja itinerante. Se for em escolas públicas locais de ensino básico, o projeto assegura a vaga e, se for em escolas particulares, autoriza a matrícula. Para as duas situações será necessário apresentar certificado da escola de origem.
De acordo com a regulamentação, poderão exercer o ofício de profissional da dança aquele que possuir diploma de curso superior ou profissional de técnico em dança, reconhecidos na forma da lei. Serão aceitos ainda os diplomas de curso superior de dança emitidos por instituição de ensino superior estrangeira e revalidados segundo as regras vigentes.
Outro documento aceito será um atestado de capacitação profissional fornecido pelos órgãos competentes, conforme regulamento. Os atuais profissionais do setor que, na data de publicação da futura lei, exerçam a atividade poderão continuar a fazê-lo.
O projeto de lei lista várias atividades que são de competência do profissional da dança, como:
- coreógrafo, auxiliar de coreógrafo, bailarino, dançarino ou intérprete-criador;
- diretor de dança, diretor de ensaio, diretor de movimento, dramaturgo de dança, ensaiador de dança;
- professor de curso livre de dança, maitre de ballet ou professor de ballet;
- curador ou diretor de espetáculos de dança ou crítico de dança.
Esse profissional poderá planejar, coordenar e supervisionar trabalhos, planos e projetos, prestando ainda serviços de consultoria na área.
- Por Eduarda Pinto/Bahia Notícias
- 08 Abr 2026
- 08:29h
Foto: Sérgio Carvalho/MTE
Cerca de 1,1 mil trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Bahia entre 2018 e 2025. É o que apontam os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram registradas 134 ações de fiscalização vinculadas ao ministério para combate ao trabalho análogo à escravidão apenas na Bahia. Esses números colocam o estado como o quarto entre os que mais tiveram trabalhadores resgatados nestas condições.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (7), por meio da Fiquem Sabendo. O Bahia Notícias teve acesso ao material concedido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). No país, o número de vítimas libertadas chega a mais de 16,2 mil pessoas, liderado pelos índices de Minas Gerais (5,1 mil), Goiás (1,8 mil) e São Paulo (1,6 mil).
Conforme os dados, ao menos 57 cidades baianas foram alvos de operações para a fiscalização de denúncias de trabalho escravo e, entre elas, a capital baiana registra o maior número de trabalhadores resgatados, 366. Em seguida, aparecem as cidades de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), com 166 resgatados, e Jacobina, com 122.
No caso de Camaçari, os números foram impulsionados pelo caso da BYD, montadora chinesa de veículos elétricos implantada no município em 2024, em que foram resgatados 163 trabalhadores chineses em condições análogas à escravização durante a construção da fábrica.
Na ocasião, os trabalhadores foram encontrados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene, além de serem vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local. Também houve retenção de passaportes e contratos com cláusulas consideradas ilegais, incluindo jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal.
Outros casos que inflaram os números baianos foram os de Gentio de Ouro e Várzea Nova, no norte da Bahia. Uma operação do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em junho de 2025, resgatou 57 trabalhadores rurais em ambos os municípios em atividades vinculadas à extração de palha de carnaúba e sisal. As fiscalizações revelaram que os trabalhadores consumiam água armazenada em recipientes de produtos químicos e a falta de equipamentos de proteção. Tudo isso, e ainda recebiam valores equivalentes a R$ 1.000 por mês, abaixo do salário mínimo estabelecido na época, R$ 1.518.
PERFIL DAS VÍTIMAS
Os dados discriminados pelo Ministério do Trabalho ainda destacam informações sobre gênero e idade dos trabalhadores vítimas deste tipo de abuso. No que diz respeito ao gênero, os homens eram maioria entre as vítimas de escravização na Bahia. Foram 617 pessoas do gênero masculino identificadas nas fiscalizações, frente a 314 mulheres.
Já no que diz respeito à idade dos trabalhadores, os adultos, entre 30 e 64 anos, também eram maioria absoluta. À época de seus resgates, 710 trabalhadores tinham entre 30 e 64 anos. Em seguida, aparecem 188 vítimas resgatadas com idades entre 18 e 29 anos, sendo consideradas jovens. Idosos, com mais de 64 anos, por sua vez, somaram 24 vítimas nos últimos sete anos; e as crianças e adolescentes foram 9, ao todo.
- Bahia Notícias
- 07 Abr 2026
- 14:00h
Foto: Reprodução / X
A Fifa instaurou, nesta terça-feira (7), um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol após episódios registrados no amistoso entre Espanha e Egito, disputado no último dia 31 de março, durante a Data Fifa. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol Marca.
A partida, que terminou empatada em 0 a 0, ficou marcada por manifestações ofensivas vindas das arquibancadas do Estádio Cornellà-El Prat. Logo nos primeiros minutos, torcedores iniciaram um canto com teor discriminatório.
Com cerca de oito minutos de jogo, parte do público começou a entoar a frase "Quem não pula é muçulmano". O coro ganhou adesão ao longo da partida e se espalhou por diferentes setores do estádio.
O episódio poderia ter levado à interrupção do confronto, já que situações desse tipo estão previstas no protocolo antirracista da Fifa. No entanto, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o procedimento, nem houve solicitação por parte dos jogadores para a paralisação.
Durante o jogo, uma mensagem foi exibida no telão do estádio alertando sobre a possibilidade de punição para práticas discriminatórias. O comunicado também foi reforçado nas redes sociais pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
"A RFEF se soma à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios", publicou a entidade.
O caso também gerou repercussão entre jogadores da seleção espanhola. Um dos principais nomes da equipe, o atacante Lamine Yamal se manifestou nas redes sociais no dia seguinte ao jogo.
"Sou muçulmano, graças a Deus. Sei que o cântico era direcionado ao adversário, mas, ainda assim, é desrespeitoso e intolerável", escreveu.
A Fifa não detalhou prazos para a conclusão do processo disciplinar, mas a federação espanhola pode ser punida conforme o regulamento da entidade.
- Bahia Notícias
- 07 Abr 2026
- 12:29h
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou interesse em implementar o Pix no país. A declaração foi feita em uma publicação na rede social X.
“Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia”, escreveu.
A mensagem foi publicada em resposta a outro post que mencionava o posicionamento crítico de Donald Trump em relação ao Pix. Na semana passada, um relatório divulgado pela Casa Branca classificou o mecanismo de pagamentos como prejudicial às empresas de cartão de crédito Visa e Mastercard.
Na mesma publicação, Gustavo Petro também criticou a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos Estados Unidos, afirmando que ela deixou de ser uma ferramenta eficaz no combate ao tráfico de drogas.
“O OFAC serve apenas para perseguir e subjugar a oposição política em todo o mundo. É um sistema aberrante de controle político. Sem diversidade política, a humanidade perece. A extrema-direita não compreende que a diversidade da humanidade é a sua maior força e não deve ser eliminada, pois, sem ela, não há humanidade”, escreveu.
- Bahia Notícias
- 07 Abr 2026
- 10:25h
Foto: Reprodução: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (6), a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL) após declarações do ex-parlamentar sobre as eleições.
Na semana passada, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende denunciar ao governo de Donald Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a disputa ao Planalto, que tem as pré-candidaturas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.
Para o petista, a fala demonstra que Eduardo “não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral”.
No pedido encaminhado à Suprema Corte, Lindbergh solicita a adoção de medidas cautelares, além do envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para aprofundamento das investigações.
“Não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”, argumentou o aliado de Lula.
DECLARAÇÃO
Em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Bolsonaro afirmou que autoridades do TSE podem sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso Washington considere necessário. Segundo ele, caberia a si próprio formalizar as denúncias.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real, por meio de aplicativos de mensagem. Isso é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real, e a eleição brasileira será muito dinâmica. Então, sim, estarei atento e farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para compreender e adotar as providências”, declarou.
- Por Paulo Dourado / Mauricio Leiro/Bahia Notícias
- 07 Abr 2026
- 08:21h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Com o fim da janela partidária, período de 30 dias que permite a deputados e senadores trocarem de partido sem perda de mandato, tem início uma das fases mais intensas da pré-campanha eleitoral. Nesse contexto, ganha relevância o tempo de exibição da propaganda em rádio e televisão. O Bahia Notícias obteve, com exclusividade, o levantamento prévio realizado pelo escritório Ismerim Advogados Associados com os cálculos de minutos disponíveis para as chapas (extraoficialmente) estabelecidas até aqui.
Na Bahia, após o deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) desistir da pré-candidatura ao governo e anunciar apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), três chapas devem concentrar a maior parte da exposição: a da oposição, liderada por ACM Neto; a governista, encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT); e uma terceira, liderada por Ronaldo Mansur (PSOL).
Na disputa pelo governo, ACM Neto e o pré-candidato a vice, Zé Cocá, lideram no tempo de propaganda. Com uma coligação formada por sete partidos, sendo seis considerados no cálculo, o grupo reúne União Brasil/Progressistas (federação), PL, Republicanos, PSDB/Cidadania (federação), Podemos, PRD/Solidariedade e DC. Ao todo, serão 297 segundos, o equivalente a 4 minutos e 57 segundos por bloco.
Em seguida aparece o grupo governista, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT) e com Geraldo Júnior (MDB) como pré-candidato a vice. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSD, MDB, PSB, Avante e PDT, somando 211 segundos, ou 3 minutos e 31 segundos.
A terceira chapa, formada apenas pela federação PSOL/Rede, com Ronaldo Mansur e Meire Reis como pré-candidatos a governador e vice, respectivamente, terá 31 segundos de propaganda.
Além do tempo em blocos, os candidatos também contam com inserções diárias de 30 segundos ao longo da programação. Nesse critério, a coligação de ACM Neto lidera com 38 inserções por dia, seguida pela de Jerônimo, com 27, e pela federação PSOL/Rede, com 4.
Na disputa pelo Senado, a ordem das chapas se mantém, com variação apenas no tempo de propaganda.
A chapa liderada por ACM Neto tem como pré-candidatos o senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição, e o ex-ministro João Roma (PL). O grupo contará com 231 segundos de propaganda, o equivalente a 3 minutos e 51 segundos.
Já a chapa governista reúne o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-governador Rui Costa (PT), somando 164 segundos, ou 2 minutos e 44 segundos.
A federação PSOL/Rede, que ainda não definiu seus nomes para o Senado, terá 24 segundos de propaganda.
ENTENDA OS HORÁRIOS
As propagandas em blocos fixos são exibidas em dias e horários definidos pela Justiça Eleitoral durante o período oficial de campanha. A divisão do tempo segue dois critérios: 10% igualitário, dividido entre os candidatos, e 90% proporcional, conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.
Para os cargos do Executivo, como governador, serão disponibilizados 9 minutos de exibição. Já para o Senado, o tempo total será de 7 minutos.
As campanhas para Senado e governo estadual vão ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. No rádio, o Senado será exibido das 7h às 7h07 e das 12h às 12h07; e governo estadual, das 7h16 às 7h25 e das 12h16 às 12h25. Na TV, os horários são: Senado, das 13h às 13h07 e das 20h30 às 20h37; e governo estadual, das 13h16 às 13h25 e das 20h16 às 20h25.
Além dos blocos fixos, as emissoras devem veicular inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação. Ao todo, são 70 minutos diários destinados a esse formato, também divididos entre tempo igualitário (10%) e proporcional (90%).
Desse total, 35 minutos são reservados às campanhas majoritárias (presidente, governador e senador) e 35 minutos às proporcionais (deputados federal e estadual). Dentro de cada grupo, 7 minutos são distribuídos de forma igualitária entre os partidos, enquanto 63 minutos seguem o critério proporcional.
- Por João José Oliveira | Folhapress
- 06 Abr 2026
- 12:59h
Foto: Reprodução/TV Globo
O motorista que atropelou e matou duas crianças que brincavam numa calçada em Diadema (SP), nesta sexta-feira (03), admitiu que bebeu antes de dirigir e que se atrapalhou com os pedais do veículo, segundo informações do Boletim de Ocorrência do 3º Distrito Policial de Diadema.
Motorista que atropelou e matou duas crianças em São Paulo disse que bebeu. O aposentado Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, admitiu em depoimento no 3º Distrito Policial de Diadema que bebeu uma lata de cerveja na manhã de sexta.
Homem disse que se atrapalhou com pedais. O aposentado contou que se atrapalhou com os pedais, colocou a marcha no 'drive' (que faz o carro andar) e que, neste momento, o acelerador emperrou. A partir daí, disse que não conseguiu frear o veículo nem evitar a colisão.
Demóstenes guiava um Hyundai Creta, que atingiu e matou os irmãos Izaias e Sophya, de 6 e 10 anos. As duas crianças estavam em uma calçada, em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, na tarde da última sexta-feira. Além delas, outras duas crianças ficaram feridas.
Exame no IML de Santo André constatou que motorista estava embriagado. Ele foi indiciado por homicídio e lesão corporal dolosos. Após audiência de custódia na manhã de ontem, ele segue detido na carceragem da delegacia. Preso em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva.
Testemunhas disseram que atropelador tentou fugir. O aposentado foi contido pelas pessoas que estavam no local.
Família fará sepultamento em Alagoas. Em postagem no perfil do Instagram, a mãe das crianças informou que o velório foi encerrado às 10h30 deste domingo, para seguir com o traslado dos corpos para a cidade de Taquarana. Os custos da viagem até o Nordeste foram cobertos por meio de uma vaquinha organizada por moradores e com a ajuda da prefeitura do município alagoano.
Velório aconteceu em templo da Assembleia de Deus, em Diadema. A cerimônia foi realizada ao longo da noite de ontem e durante a madrugada de hoje.
Festa da Páscoa marcada para acontecer na comunidade foi cancelada. "Hoje é dia de silêncio, respeito e união. Contamos com a compreensão de todos", afirmou o projeto social Favela da Torre, em publicação no Instagram. Presidente da organização, Queto Santos, disse que este momento é de apoio e solidariedade à família, que está atravessando um momento muito difícil e triste.
Comunidade planeja homenagem na semana que vem e pretende cobrar por justiça. "A gente vai fazer essa homenagem para a família em memória dessas crianças", disse Santos. "Estamos organizando não só uma homenagem, mas uma passeata, uma manifestação pacífica, em conjunto aqui com as lideranças da nossa comunidade. Vamos depois sentar com a família para conversar sobre isso, para que isso não passe impune", disse.
Duas crianças estão hospitalizadas ainda. Ambas também foram atingidas pelo veículo do motorista bêbado. Uma dela vai passar por cirurgia em uma das pernas, disse Santos.
- Bahia Notícias
- 06 Abr 2026
- 10:25h
Foto: Canva / Ingo Joseph / Pexels
Os homens alemãs precisarão de autorização prévia para permanecer mais de três meses no exterior, segundo uma nova lei aprovada na Alemanha. A Lei de Modernização do Serviço Militar, em vigor desde 1º de janeiro, visa instituir o serviço militar voluntário e a exigência em questão só foi notada após uma reportagem do jornal local Frankfurter Rundschau na última sexta-feira (3).
A medida é válida para homens entre 17 a 45 anos e foi confirmada à BBC News por um porta-voz do Ministério da Defesa alemão. Segundo o texto em vigor, a justifcaa para esta e outras propostas é reforçar as defesas do país diante das ameaças da Rússia após a invasão da Ucrânia.
As autoridades indicam que as autorizações de viagem tendem a ser concedidas, mas ainda não está claro como a regra será aplicada em caso de descumprimento.
O porta-voz do Ministério da Defesa afirmou que a medida visa "garantir um sistema de registro militar confiável e eficaz". "Em caso de emergência, precisamos saber quem pode estar no exterior por um período prolongado", disse.
A base legal da exigência está na Lei de Recrutamento Militar de 1956, alterada diversas vezes, sendo a última em dezembro de 2025. O funcionário do Ministério de Defesa afirmou à BBC que uma disposição semelhante "esteve em vigor durante a Guerra Fria e não tem relevância prática".
- Bahia Notícias
- 06 Abr 2026
- 08:20h
Foto: Vatican News
O papa Leão XIV presidiu, neste domingo (5), sua primeira missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano, desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, em maio de 2025. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos.
“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV.
Segundo informações da Agência Brasil, o líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”.
Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico.
Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou.
Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.
“Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”
Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”
- Bahia Notícias
- 05 Abr 2026
- 12:14h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) o resgate do segundo piloto de um caça F-15E abatido no Irã, classificando a operação como uma das “mais audaciosas da história” do país.
Segundo o republicano, o militar estava em território iraniano após a aeronave ser derrubada no sudoeste do país. Autoridades iranianas reivindicaram o abate e teriam oferecido recompensa pela captura do piloto.
De acordo com relatos, os dois ocupantes do caça conseguiram se ejetar antes da queda. O primeiro piloto já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.
A operação para recuperar o segundo militar envolveu forças especiais e dezenas de aeronaves, em uma ação descrita como uma corrida contra o tempo em meio à presença de tropas iranianas na região. Houve troca de tiros durante a missão.
Em publicação na rede Truth Social, Trump celebrou o resgate. “Nós o pegamos! As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país”, escreveu.
“Tenho o prazer de informar que ele está agora são e salvo”, acrescentou o presidente.
- Bahia Notícias
- 05 Abr 2026
- 10:12h
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A cada oito anos, os brasileiros elegem dois representantes por estado para o Senado. Dos 54 senadores eleitos em 2018, pelo menos 32 devem disputar a reeleição nas eleições de 2026, o que representa mais da metade da atual composição com mandato em curso.
Entre os nomes que devem tentar permanecer na Casa estão figuras de destaque como Jaques Wagner, Angelo Coronel Ciro Nogueira e Renan Calheiros.
Além dos que buscarão um novo mandato, outros sete senadores já manifestaram intenção de disputar cargos diferentes, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que deve concorrer à Presidência da República.
Por outro lado, sete parlamentares afirmaram que não pretendem disputar as eleições deste ano, sendo que alguns devem se aposentar da vida pública, como Paulo Paim e Jader Barbalho.
Há ainda um caso indefinido, o do senador Flávio Arns, que não confirmou se participará do pleito.
Outro dado relevante é que sete dos senadores eleitos em 2018 já não ocupam mais seus cargos. Entre eles estão Major Olímpio e Arolde de Oliveira, que morreram vítimas da Covid-19, além de políticos que deixaram o cargo para assumir outras funções ou por decisões judiciais.
- Por Arthur Guimarães de Oliveira | Folhapress
- 05 Abr 2026
- 08:09h
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), um projeto de lei que define antissemitismo divide especialistas entre aqueles que veem na proposta um avanço na discussão de proteção à comunidade judaica e quem enxerga nela um risco à liberdade de expressão.
O principal ponto de tensão está no modelo de conceituação. O texto classifica como antissemitas, por exemplo, manifestações que "podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica", ou que comparem as políticas israelenses às dos nazistas.
A base são os critérios adotados pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (ou IHRA, na sigla em inglês). A ideia do projeto é criar uma definição formal de antissemitismo no Brasil que possa orientar a criação de políticas públicas e ações educativas.
Especialistas consultados pela reportagem concordam que a criação de uma taxonomia seria positiva, mas se dividem sobre a proposta. Parte defende o molde do projeto ou a adoção de uma versão à brasileira, enquanto outra alerta para o risco de censura e interdição do debate.
A IHRA é um organismo multilateral do qual o Brasil deixou de fazer parte em 2025. Segundo diplomatas ouvidos à época, a adesão, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), foi feita de maneira inadequada. A controvérsia reside exatamente na definição de antissemitismo.
O professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Michel Gherman, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos, é um dos que vê com preocupação a adoção do modelo da IHRA. Para ele, a proposta mistura a definição de antissemitismo com limites à crítica a Israel.
Gherman afirma que discussões sobre Israel e a questão palestina existem e fazem parte do debate, não deveriam ser interditadas. "Podem ser debates duros, radicais, com os quais eu tenho desconforto, mas se você deslegitima, propõe uma censura."
O professor alerta para os riscos práticos da aprovação de uma medida como essa citando o exemplo do Escola sem Partido, que visava combater uma suposta doutrinação no ensino. Mesmo sem uma ampla implementação legal, já teria gerado autocensura entre professores.
Já o coordenador-geral do Museu do Holocausto, Carlos Reiss, defende o parâmetro da IHRA por ele já ter sido pensado como uma ferramenta para governos e instituições públicas. Esse critério também abre espaço para um diálogo internacional sobre o tema, diz.
"Até hoje, a definição que melhor conseguiu encarar a necessidade de ser usada como base para políticas públicas é a definição da IHRA", continua ele, mas "não existe uma necessidade de se pegar a definição da IHRA ipsis litteris e traduzir para cá".
"Querendo ou não, a definição é uma tradução. Se as palavras originais já trazem ambiguidades, a tradução muitas vezes pode ser problemática", afirma Reiss. "Iniciativas internacionais de definição necessária podem e devem ser ajustadas por cada país."
Mas o dirigente sustenta, antes de tudo, que o debate seja feito. Ele critica grupos que misturam questões políticas, partidárias e ideológicas sobre Israel com o próprio reconhecimento da existência de ódio e preconceito sofrido por judeus brasileiros.
Após a apresentação do projeto, a equipe de Tabata relatou ataques dirigidos à deputada pelas redes sociais. Segundo a assessoria da congressista do PSB, uma equipe de advogados estuda registrar um boletim de ocorrência contra as falas mais graves.
A lista de autores do projeto é encabeçada por ela, mas foi composta por uma miscelânea de deputados, incluindo Kim Kataguiri (Missão-SP), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Otoni de Paula (MDB-RJ), Gilvan da Federal (PL-ES) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
No dia 30, congressistas, em especial do PT, pediram a retirada de assinaturas: Heloísa Helena, Reginaldo Veras (PV-DF), Welter (PT-PR), Vander Loubet (PT-MS) Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), Luiz Couto (PT-PB), Ana Paula Lima (PT-SC) e Reginaldo Lopes (PT-MG).
A despeito da repercussão, a proposta não tem perspectiva de votação. A bancada evangélica, mais inclinada a apoiar projetos de combate ao antissemitismo, ainda não se movimentou em favor do projeto. O PSB também vai analisar o texto para definir o melhor caminho.
Karl Schurster, livre docente pela Universidade de Pernambuco e assessor do Instituto Brasil Israel, diz que a preocupação da sociedade com o risco de censura e silenciamento é legítima, mas que isso pode ser resolvido no âmbito da discussão qualificada.
A definição de antissemitismo da IHRA não é a única no mundo. Existem outras vertentes, como da Declaração de Jerusalém, encampada por intelectuais israelenses e palestinos, e da Nexus, mais limitada, mas que tenta fazer uma mediação entre as duas.
"Se você olhar para as três, você não vai ser contra nenhuma delas, porque o objetivo final delas é o mesmo, o combate ao antissemitismo", afirma. "O fundamental é termos um acordo social e até político de que, sim, é importante definir o antissemitismo."
Professor de história, Schurster diz que, se entrasse na sala de aula, expusesse um mapa mundi e questionasse os alunos sobre onde fica Israel, 90% diriam que não sabem. "Mas todos são contra o sionismo, todos são contra a definição de antissemitismo", afirma.
"Estamos muito mais carregados por uma imagem de Israel que está na nossa cabeça do que propriamente sobre o conhecimento que a gente possui sobre isso", conclui ele. "Precisamos de um grande letramento social sobre antissemitismo."
De acordo com ele, independentemente do modelo conceitual, o importante seria uma definição à brasileira, que tivesse uma caracterização sobre antissemitismo que conversasse com todas essas linhas, mas também se adaptasse ao nosso contexto.