Advogada Marleni Fantinel foi morta em Peruíbe, SP — Foto: Arquivo Pessoa
Uma advogada e um estivador foram assassinados com golpes de faca e um tiro de espingarda, respectivamente, dentro da própria chácara na zona rural de Peruíbe, no litoral de São Paulo. O suspeito de cometer o crime, que ocorreu no último sábado (3), já havia ameaçado uma das vítimas depois que perdeu, na Justiça, uma ação sobre danos morais proposta pela filha da advogada. As informações foram divulgadas pela polícia na manhã desta segunda-feira (5). Marleni Fantinel Ataíde Reis, de 68 anos, e o marido Marcio Ataíde Reis, de 46 anos, moravam em Praia Grande, também no litoral paulista. O casal foi morto enquanto passava o fim de semana em uma chácara na Estrada Armando Cunha, em Peruíbe. O suspeito, Antonio Ferreira Silva, de 61 anos, teve prisão temporária decretada mas, segundo a polícia, ainda não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. De acordo com a polícia, as vítimas estavam no imóvel quando o suspeito invadiu o local armado com uma espingarda e uma faca. Ao entrar na residência, o homem atirou nas costas de Reis, que caiu no chão ferido e morreu antes da chegada da polícia. Assustada, a advogada correu para tentar fugir, mas acabou perseguida e atingida por Antonio com golpes de faca. Apesar dos ferimentos graves pelo corpo, Marleni ficou consciente até a chegada dos policiais militares. Antes de ser levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, a vítima contou aos agentes que ela e o marido foram atacados por um homem chamado Antonio Ferreira Silva. O suspeito já havia feito ameaças de morte contra o casal anteriormente, depois de perder uma ação na Justiça para filha da vítima. A advogada foi socorrida para a UPA e, depois, transferida para o Hospital Regional de Itanhaém, onde morreu durante a noite. O corpo do casal foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Peruíbe.
Foto: Brumado Urgente
Segundo consta da denúncia, a acusada Edileusa de Jesus Oliveira teria em 30 de dezembro do ano de 2000, praticado o crime de homicídio doloso contra seu esposo Lucindo Ferreira Azevedo. Ainda de acordo com a peça processual, o crime teria ocorrido após simples discussão entre o casal.
A acusada será julgada pelo tribunal do júri da comarca de Brumado hoje (05), a partir da 08h30min da manhã.
Foto: Nilson Klava, GloboNews
Em balanço do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, a presidente do Inep, Maria Inês Fini, afirmou que, neste domingo (4), foi registrado o menor índice de estudantes ausentes dos últimos anos. Dos 5,5 milhões de inscritos na edição deste ano do Enem, apenas 24,9% não compareceram para fazer o exame, informou a dirigente do instituto (4.139.319 candidatos realizaram as provas neste domingo). Maria Inês e o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, concederam uma entrevista coletiva na noite deste domingo, em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre o primeiro dia de provas do exame. A avaliação do governo é de que a primeira etapa do Enem foi tranquila, apesar de problemas pontuais registrados em razão de falta de energia elétrica e uso de ponto eletrônico. "Nós tivemos, talvez, um dos Enems mais tranquilos já registrados, porque foram muito poucas as ocorrências negativas, apenas 71, considerando que são mais de 4 milhões e 100 mil pessoas participando, 156 mil salas de aplicação, mil setecentos e tantos casos municípios, 600 mil pessoas trabalhando para que o Enem desse certo", declarou o ministro. A presidente do Inep disse que, na avaliação dela, o baixo número de ausências neste primeiro dia do Enem se deve, especialmente, à campanha que foi realizada pelo Ministério da Educação para alertar os estudantes de que a primeira etapa do exame coincidia com o início do horário de verão em vários estados. "Fizemos um assédio, praticamente, em todos os participantes para que eles não perdessem o horário de prova e, com isso, convidando-os insistentemente a consultar o cartão de confirmação. Acredito que essa movimentação que tivemos nas últimas duas semanas foi um fator decisivo", opinou Maria Inês.
Foto: Alan Oliveira/G1
A candidata Maria Cavalcante, de 81 anos, abandonou a prova do Enem pela metade, em Salvador, neste domingo (4), porque estava com fome. Sem almoçar, porque chegou cedo ao local de provas, a aposentada diz que só conseguiu responder 40 das 90 questões do exame e não fez a redação. Moradora do bairro da Barra, na capital baiana, Maria fez a prova no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF) IV da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Ondina. A idosa conta que chegou ao local de prova às 10h30, porque se atrapalhou com o horário de verão, e, por isso, precisou pular o almoço. Segundo ela, as duas bananas e alguns doces que levou como lanche para fazer o Enem não foram suficientes para saciar a falta da refeição. "Trouxe coisa fraca para comer e não como salgados na rua. Eu como direitinho e, quando perco alguma refeição, nem consigo raciocinar direito. Não consegui me concentrar", conta dona Maria. Com isso, a aposentada, que diz ter feito a inscrição no Enem para testar os conhecimentos, decidiu ir para casa comer. Dona Maria deixou a sala por volta das 16h, após cerca de 3h30 de prova. Como saiu antes das 17h, não pode levar o caderno de questões. "Até gostaria de terminar a prova, mas não consegui e tudo bem. Eu quero mesmo era me divertir um pouco", disse. Na Bahia, 398.490 mil pessoas se inscreveram para o Enem, neste ano. Como o estado não tem horário de verão, os portões foram fechados às 12h (horário local), cerca de 1h30 depois que dona Maria chegou. O exame começou às 12h30. A saída só foi autorizada às 14h30, sem as provas.Neste domingo, estão sob aplicação as provas de ciências humanas, linguagens e códigos e redação. No próximo domingo, 11 de outubro, serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza.
- Agência Brasil
- 04 Nov 2018
- 19:09h
Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos. Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos. O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos. Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica. Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.
Erros
A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder. Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.
Foto: Alan Oliveira/ G1
Aos 20 anos, o sonho da estudante Simoni Oliveira de ingressar em um curso de farmácia foi adiado mais uma vez, neste domingo (4), após ela ser impedida de fazer a prova do Enem por esquecer o documento de identificação em casa, em Salvador.A candidata chegou a entrar na sala onde faria o teste, no Colégio Estadual Dr. João Pedro Dos Santos, na Avenida Bonocô, mas, depois de ter a permanência no local autorizada por uma fiscal, foi informada pela mesma mulher que não poderia participar do exame, por não ter apresentado o documento de identificação. Simoni conta que não levou o documento porque teve uma manhã agitada com a filha, uma bebê de apenas 20 dias. Segundo a estudante, na correria para arrumar as coisas da criança, para deixá-la com uma tia, acabou não lembrando da identidade. "Eu tenho um bebezinho de 20 dias. Estava arrumando as coisas para deixar ela com minha irmã e aí eu acabei esquecendo a identidade em casa", disse. Em entrevista ao G1, a estudante, que é moradora do bairro Luís Anselmo, contou que, mesmo com o tempo corrido, chegou com 20 minutos de antecedência na escola e poderia ter ido buscar o documento em casa, a tempo de voltar para fazer a prova, mas confiou na fiscal e ficou, na esperança de que poderia participar do exame sem a identidade. Quando eu cheguei, me identifiquei na porta, falei que tinha esquecido a documentação. Meu esposo ainda falou: 'Eu posso ir buscar'. Aí, ela [a fiscal] falou venha conferir seu nome na lista. Eu fui para baixo, conferi com outro monitor, no corredor, ele falou o meu nome e ela disse: 'Você pode entrar'. Ela guardou meu celular no saquinho, mesmo sabendo que eu estava sem documentação", contou. A estudante conta que só foi orientada a sair da sala quando faltavam dois minutos para o fechamento dos portões, às 11h58. Ela chegou a conversar com a coordenadora do local de prova, mas não houve o que fazer. "Depois de entrar na sala, eu fiquei esperando. Faltando dois minutos para não poder ninguém entrar [12h], ela me chamou novamente, me levou para a coordenação e a moça falou lá que eu não poderia ficar porque eu estava sem documento. Depois, me mandou embora. Eles falaram que eu não poderia ficar nem se eu pedisse para alguém trazer minha documentação, sendo que é 5 minutos da minha casa para cá", falou. Simoni saiu da escola por volta das 12h10, cerca de 10 minutos após o fechamento dos portões da unidade. "Agora, é só frustração. Porque a gente espera o ano todo e não pode fazer a prova, sendo que essa é a nossa única chance de conseguir alguma coisa. Entre tentar buscar e não fazer, eu preferia tentar buscar e fazer a prova. Não queria ficar aqui fora sem poder fazer nada", lamentou. Sem as provas deste domingo, Simoni contou que não pretende participar do exame na próxima semana. Ele conclui o ensino médio em 2016 e fez o Enem no ano passado, mas não conseguiu vaga em uma universidade. "Como a nota é uma somatória, não vai valer a pena. Eu vou ficar com muito menos que o esperava. Ainda mais que hoje a redação era o mais importante pra mim. Então, não tem muito o que fazer", contou. O G1 procurou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que ficou de se posicionar sobre o caso, mas não respondeu até esta publicação.
- O Globo
- 04 Nov 2018
- 15:10h
Foto: Marcelo Regua/Agência O Globo
Nos últimos dois anos, nenhum grupo cresceu mais em número de perfis no Facebook do que o de idosos. Até agosto, 7,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam conectadas à rede social, o equivalente a um quarto do total de idosos brasileiros. Um crescimento de 56% desde 2016. O Rio é o estado onde a presença desse grupo no Facebook é maior. Mais de um terço dos idosos fluminenses, cerca de um milhão, estão na rede social. Os dados são de um levantamento da consultoria SeniorLab. A popularização dos smartphones foi um propulsor dessa maior participação, que, segundo a pesquisa, tem como principal motivação o relacionamento com parentes e amigos. E caminha lado a lado com o avanço dessa parcela da população no e-commerce. Rodrigo Amantea, professor de Marketing e coordenador da Educação Executiva do Insper, observa que, para os idosos, a rede social funciona como um grande conector de experiências e pessoas. — Enquanto para os millennials a rede social é a porta de saída para o mundo, para os idosos é uma forma de trazer para dentro de casa amigos e parentes, estreitar laços, compartilhar memórias e vencer medos em relação ao uso da internet — resume o publicitário Martin Henkel, fundador da SeniorLab, consultoria especializada no consumidor sênior.
Mais independência
Prova dessa adaptação é que praticamente metade (49%) dos idosos no Facebook já comprou pela web. — É um público que não só posta foto, mas já experimenta relações com aplicativos de transporte e streaming de música — complementa Henkel. Teresinha Ferreira Barbosa, de 76 anos, entrou no Facebook por influência da filha. Ela não se diz viciada, como a colega de classe Margarida Maria de Lima, de 73, que acessa sua conta desde que acorda. Ambas fazem curso de informática em uma escola especializada em Campo Grande, no Rio. — Sou uma pessoa curiosa e adoro ler as mensagens que as pessoas me mandam. Uma vez resolvi postar que tinha realizado uma biópsia, e, em menos de três minutos uma sobrinha que mora na Itália comentou. Várias pessoas me deram força, e isso me fez sentir mais forte até esperar o resultado — comenta Margarida, que frequenta as aulas há três anos.
Foto: Reprodução/Inep
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) é "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet". O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde deste domingo (5). Ao G1, Thiago Braga, professor e autor de redação do Colégio pH, afirmou que o tema não é um dos mais simples para os estudantes. "A princípio não me parece um tema fácil porque possibilita uma série de leituras, pode levar o aluno para uma direção diferente do que a banca quer", afirmou ele. "É voltado para o comportamento, não parece ligado a política, mas sim mais ligado a costumes. Depende de qual direção vai dar, dos textos dados de apoio." Segundo Braga, vários assuntos podem ser abordados. "Os alunos podem falar sobre privacidade, sobre como hoje ela não existe mais", disse ele. "Se você está na internet os seus dados são utilizados para que você seja conhecido e seja conduzido a determinado tipo de comportamento. isso pode ser problematico porque as pessoas acabam perdendo [a privacidade]."
Um crime de feminicídio aconteceu em Barreiras na noite deste sábado (3), por volta das 20h no residencial Boa Sorte, na Rua A Quadra H, Bloco 38. A vítima, uma jovem de 20 anos, identificada como Girlane Santana Silva, foi golpeada nas costas com uma profunda facada e veio a óbito no local. De acordo com informações passadas à Polícia, o principal suspeito do crime seria o próprio companheiro de convívio da vítima identificado como Rafael Silva dos Santos, que fugiu do local levando um dosfilhos do casal que seria um garotinho de aproximadamente 03 a 05 anos de idade.
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
Os criminosos estão cada vez mais audaciosos e a procura de oportunidades para efetivar seus intentos. E desta feita quem sofreu a ação de meliantes na manhã deste domingo(04) foi a agência do Banco do Nordeste de Brumado que fica localizada na Av. Dr. Antônio Mourão Guimarães no centro da cidade. Os bandidos se aproveitaram de uma obra que está sendo realizada ao lado do banco e fizeram uma abertura na parede lateral da obra e adentraram na agência. Segundo informações obtidas pela o brumado Urgente os bandidos não chegaram ao “coração” da agência bancária, ou seja, o cofre. Contudo, ainda segundo informações obtidas pela redação do Brumado urgente os bandidos ao perceberem a chegada da polícia e evadiram do local pela rua dos fundos do banco sem levar nada.
Foto: Brumado Urgente
- iBahia
- 04 Nov 2018
- 10:36h
Uma professora de 25 anos foi condenada a dois anos de prisão, nesta sexta-feira, num tribunal em Liverpool, na Inglaterra, por ter forjado um câncer e conseguido arrecadar quase R$ 100 mil, entre março e setembro deste anos, numa vaquinha virtual. Keera Brayford criou uma página falsa onde pedia doações para tratamentos alternativos. Além de alunos, parentes e amigos, até mesmo os pais dela caíram no golpe aplicado pela professora, que usava o dinheiro para pagar contas de cartão de crédito e comprar roupas pela internet. As informações são do "The Sun". No texto em que pedia as doações, a professora afirmou ter três tipos diferentes de tumores, todos inoperáveis. Para tornar a mentira ainda mais real, ela apresentava anotações falsas de médicos. Ao falar de sua doença inexistente, usava um tom de emoção que acabou por enganar centenas de pessoas. De acordo com o relato de Keera na página, o dinheiro angariado seria gasto em terapias alternativas que lhe dariam uma maior chance de sobreviência, uma vez que a quimeoterapia a deixava ainda mais doente. Comovidos, amigos da professora chegaram a organizar um salto de paraquedas patrocinado, arrecadando com o evento quase R$ 10 mil. O golpe de Keera acabou sendo descoberto por pessoas que trabalhavam com ela na escola The Sutton, no distrito de St. Helens, Condado de Merseyside, na Inglaterra. Funcionários do local desconfiaram que a professora estava usando computadores do trabalho para falsificar as anotações médicas. No tribunal, Keera insistiu na mentira sobre a doença. Mas, ao ver o laudo do Serviço Nacional de Saúde (National Health Service, NHS, em inglês), ela acabou admitindo a fraude, que o juiz classificou como "sofisticada".
(Foto: Metrópoles)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abre seus portões logo mais, às 12h (horário de Brasília), para 5,5 milhões de participantes. Neste ano, o primeiro dia de provas vai coincidir com o primeiro dia do horário de verão. As provas serão de redação, linguagens e ciências humanas. As notas obtidas no Enem serão depois usadas pelos candidatos em um sistema do governo federal, o Sisu, que é a principal forma de acesso para vagas na rede pública de ensino superior. As notas também são aceitas em 27 instituições de Portugal. Para o Ministério da Educação (MEC), é a segunda maior prova do tipo no mundo, só perdendo para o "gao kao", prova de admissão ao ensino superior da China , com 9 milhões de candidatos. O exame é dividido em dois fins de semana consecutivos, ao invés de um fim de semana com as duas provas. Em 2018, as provas serão nos dias 4 e 11 de novembro. Neste primeiro dia, domingo (4), o candidato terá a redação e 90 questões de linguagens e ciências humanas. O segundo dia, com a prova de exatas, será no domingo seguinte (11), e terá 30 minutos a mais de duração.
Foto: Reprodução/TV Bahia
"Eu não fiz cursinho estudei em casa mesmo e meu filho me ajuda, estuda junto comigo", é o que conta Luciana Dantas, de 43 anos. Pela primeira vez ela vai fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na mesma sala que o filho, Eros Dantas, de 18 anos, e acredita que o "encontro" foi um incentivo para ela. A primeira etapa do exame será no domingo (4). Mãe e filho farão as provas em uma faculdade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. "Ele fez [Enem] no ano passado. Juntos é a primeira vez. posso dizer que foi uma coincidência do destino a gente cair na mesma sala, no mesmo local. Eu gostei de uma frase que o professor falou, que a gente tem que procurar um sentido e o meu sentido é o meu filho. É o que me faz caminhar é o que me faz procurar, buscar mais, me ajuda, me leva para frente", contou. Eros, assim como a mãe, também comemora a coincidência e diz que ter Luciana na mesma sala que ele servirá de incentivo na hora da prova. "Vai ser mais tranquilo por ter uma pessoa que está ali do seu lado, uma pessoa que está te apoiando sempre, que passou esse tempo todo, incentivando você em tudo. Aí você olha para o lado e aquela pessoa está ali, ainda mais na mesma sala que você", revela Eros. O jovem já tinha feito Enem. Ele cursa a faculdade de Farmácia, mas sonha em ser médico. Já Luciana, há quatro anos, deixou o curso de contabilidade para tratar um câncer e agora sonha em fazer pedagogia. "É como se fosse uma concretização de um sonho, de quando eu estava no hospital. Eu pedia muito a Deus que eu queria voltar para ver meu filho estudando", Luciana Dantas. Luciana enfatizou até a facilidade para chegar ao local de prova. "Achei que meu marido ia ter que passar em dois locais para deixar a gente, mas não vai acontecer, isso é ótimo", brincou. Luciana e Eros estão entre os mais de 398 mil baianos que vão fazer a prova do Enem este ano. As provas acontecem em dois domingos. No dia 4, os candidatos farão provas de linguagens, ciências humanas e redação. A duração será de 5h30. Já no dia 11 as provas serão de ciências da natureza e matemática. Nesse dia a prova terá a duração de 5h.
O horário de verão terá início na madrugada deste domingo (4), mesmo dia de aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, a Bahia não adotará a medida, como nos últimos anos. Por conta disso, a abertura dos portões para realização da prova acontece às 11h, com fechamento ao meio-dia. No primeiro dia do Enem, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No segundo dia, 11 de novembro, os estudantes irão fazer provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e de Matemática e suas Tecnologias. O candidato deve se dirigir ao local indicado no cartão de identificação e apresentar um documento de identificação original com foto, a exemplo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e das cédulas de identidade expedidas por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal. Caso tenha perdido os documentos, será preciso apresentar um Boletim de Ocorrência expedido por órgão policial há, no máximo, 90 dias do primeiro domingo de aplicação. Para fazer as provas, só será aceita caneta esferográfica de tinta preta e fabricada em material transparente. É proibido o uso de borracha, corretivo, lápis, lapiseira, impressos e anotações, fones de ouvido e dispositivos eletrônicos, a exemplo de relógios, calculadoras, agendas eletrônicas, telefones celulares, smartphones e tablets.
(Foto: Reprodução)
O Brasil confirmou, até 29 de outubro, 2.564 casos de sarampo. De acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Ministério da Saúde, o país registrou 14 mortes relacionadas à doença - quatro em Roraima e oito no Amazonas. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo. No Amazonas, são 2.126 casos confirmados e 7.611 em investigação. Já em Roraima, são 345 casos confirmados e 50 em investigação. Há ainda alguns casos isolados e relacionados à importação identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (43), Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).