Foto: Nicolas Satriano/G1
O verão que começa oficialmente em 21 de dezembro deve ter temperaturas acima da média histórica no Brasil, conforme previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-INPE). O aquecimento é consequência da formação do fenômeno El Niño, que também vai impactar os regimes de chuvas em boa parte do Brasil. De acordo com o órgão, a média histórica de temperatura máxima em todo o Brasil é de 31.5°C no trimestre (dezembro, janeiro, fevereiro). Esse é o valor que deve ser superado no período. Os meteorologistas explicam que o fenômeno El Niño ocorre quando há o aquecimento das águas superficiais da porção equatorial do Oceano Pacífico. O vapor d’água mais quente altera os padrões de ventos, causando a variação na distribuição e intensidade das chuvas e na temperatura.
- Blog do Anderson
- 15 Dez 2018
- 09:02h
(Foto: Blog do Anderson)
Em entrevista ao programa Bem Bolado com a participação do BLOG DO ANDERSON, o prefeito Herzem Gusmão Pereira foi indagado sobre dois grandes apoiadores de sua carreira política, o ex-ministro Geddel Quadros Vieira Lima e o seu irmão, o deputado federal Lúcio Quadros Vieira Lima (MDB-BA), que não conseguiu a sua reeleição nestas Eleições 2018. Geddel encontra-se preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e Lúcio está nos últimos dias do seu mandato. Para ele, o Aeroporto Glauber Rocha “só existe por causa de Lúcio Vieira Lima e o ex-ministro Geddel”. “Eu lamento que ele esteja preso, mas está pagando o que ele fez”, afirmou o alcaide emedebista direcioando ao repórter Frarlei Nacimento que participava da Roda de Conversa.
Foto: Reprodução/TV Globo
O delegado-geral da Polícia Civil, André Fernandes, informou à TV Anhanguera que Polícia Civil percorreu mais de 20 endereços em busca do médium João de Deus nesta sexta-feira (14) após a Justiça decretar a prisão preventiva dele por suspeita de abusos sexuais contra mulheres. Porém, ele não foi localizado pela corporação. A defesa segue negando envolvimento do líder religioso nos crimes e informou que vai entrar com um pedido de habeas corpus.As equipes voltaram para a Delegacia Estadual de Investigações Criminal (Deic) por volta de 19h30 e disseram à TV Anhanguera que percorreram diversos locais na capital e em cidades do interior, mas não encontraram o médium. Apesar disso, ele não é considerado foragido e existe a expectativa que o líder religioso se entregue.À TV Anhanguera, o delegado-geral informou que o médium tem que se entregar até às 12h de sábado (15) para que não seja considerado foragido.“A polícia não tem conhecimento do seu paradeiro, estamos trabalhando no sentido de tentar localiza-lo”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, André Fernandes, durante o trabalho de buscas ao médium.Segundo a corporação, equipes vão retomar o trabalho de procurar em outros endereços no sábado (15).O advogado de defesa, Alberto Toron, disse que teve acesso à decisão de prisão apenas no início da noite e que vai pedir um habeas corpus. “A impetração do habeas corpus não exclui a apresentação espontânea do senhor João de Deus”, disse.Além disso, disse apenas alguns depoimentos de poucas vítimas acompanham o pedido de prisão preventiva. Além disso, não há o nome das mulheres que denunciaram os casos.A força-tarefa do Ministério Público divulgou que já recebeu 335 mensagens e contatos por telefones de mulheres que denunciam o médium por abuso sexual. Os relatos chegaram de pessoas de seis países diferentes, além de 13 estados do Brasil e o Distrito Federal.
Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (14) ter denunciado o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA) e mais três pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto "caixa 3" na campanha eleitoral de 2010. O caixa 2 consiste em um político ou um partido receber doação e não declarar à Justiça Eleitoral. Segundo a PGR, o "caixa 3" consistiu em o deputado receber doações da Odebrecht por meio de oturas empresas.Ao G1, o deputado disse que cumpriu "100% da lei", recebeu doações de empresas idôneas e habilitadas a doar, acrescentando que os valores doados foram declarados à Justiça Eleitoral e as contas, aprovadas. Disse, ainda, que "não existe a tipificação do caixa 3"."Em 2010, era permitida a doação empresaria. Recebi de duas empresas a soma de R$ 30 mil. Eram empresas idôneas, e a legislação permitia que eleas doassem. A doação está registrada na prestação de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Fiz tudo absolutamente dentro da lei e vou me defender com a tranquilidade de quem é inocente", afirmou Jutahy."Durante a campanha, procurei saber se a empresa poderia doar, consultei a lista das empresas que podem doar, averiguamos. E as empresas doaram dentro da legislação, está tudo registrado. Essa figura de caixa 3 não existe, não tem sustentação no código eleitoral", acrescentou. Além de Jutahy, foram denunciados:
- Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-executivo da Odebrecht e delator;
- Walter Faria, do grupo Petrópolis;
- Roberto Luiz Ramos Fontes Lopes, dono das empresas Leyroz e Praiamar.
Procurada, a assessoria do grupo Petrópolis divulgou a seguinte nota: "Em nota, o Grupo Petrópolis informa que as doações para campanhas eleitorais estão registrados e comprovadas em órgãos competentes, de acordo com o que determina a legislação. Os esclarecimentos sobre o tema já foram prontamente prestados às autoridades para permitir a completa elucidação dos fatos. O empresário Walter Faria se defenderá nos termos da lei, confiante que ao final a legalidade das doações será reconhecida pela Justiça."
Um empresário que atua também como advogado e que é suspeito de sonegar cerca de R$ 3,8 milhões do fisco baiano foi preso no Rio de Janeiro, informou, nesta sexta-feira (14), o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Conforme o órgão, Napoleão Fonyat Filho estava foragido desde o ano de 2017, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica, as Relações de Consumo e a Economia Popular (Gaesf), do MP-BA, requereu a prisão dele. O empresário foi preso por integrantes da Delegacia da Polícia de Imigração da Polícia Federal (Delemig) quando fazia o requerimento do seu passaporte. Em 2017, ainda conforme o MP-BA, o proprietário da Fogue Roupas Ltda (antiga Sandpiper) já acumulava um débito total de R$ 3,8 milhões junto ao fisco da Bahia. O MP disse que ele responde a diversas ações penais por crimes contra a ordem tributária, sendo duas na Justiça Estadual da Bahia (1ª e 2ª Varas Criminais de Salvador) e outras no Ceará, Santa Catarina e Pernambuco. Na Justiça Federal da 1ª e 2ª regiões, o MP disse que o empresário responde por não recolher contribuições previdenciárias e impostos federais. O G1 tenta contato com a defesa de Napoleão Fonyat Filho para que possa se posicionar sobre o caso, mas, até esta publicação, não conseguiu.
A mãe de Danielle Cavalcanti, flagrada por câmeras de segurança de um condomínio em Brasília agrendindo uma criança de 6 anos, no último fim de semana, defendeu a filha em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (14). Schirley Cavalcanti dos Santos disse que Danielle agiu "no calor do momento" e que não houve agressão. “Ele [a criança] não foi agredido por um adulto. Em momento nenhum eles bateram. Ela agiu no afã do momento, gente. Pelo amor de Deus”, declarou. As imagens, no entanto, registraram o momento em que Alexandre Campos de Jesus, genro de Schirley, segura a vítima para que o neto da moradora bata no rosto do menino. Em seguida, Danielle empurra o garoto, que cai no chão. Após a afirmação, Schirley foi questionada sobre os vídeos. Em resposta, ela deu a entender que a "culpa" seria da criança: "Tudo bem, mas vocês sabem se ele xingou ela? Ela só empurrou porque ele xingou ela." Nas imagens que flagraram o momento não é possível ouvir a discussão. Mas, de acordo com a Polícia Civil do DF que começou a ouvir as testemunhas nesta sexta, Danielle e Alexandre são investigados por "lesão corporal", com pena prevista de três meses a um ano de prisão.
Foto: Arquivo pessoal
O industriário Pablo Henrique, de 26 anos, teve parte do rosto deformado por soda cáustica líquida, em um suposto ataque de sua ex-namorada - relação que durou menos de um mês. O crime ocorreu dia 1º de dezembro em frente à casa da vítima, no bairro São José, na Zona Leste de Manaus.Era por volta de 3h da madrugada do dia 1º de dezembro quando Pablo Henrique chegou em casa do trabalho. Ele se deparou, na entrada de casa, com sua ex-ficante. Ela, até então, estava disfarçada e usava máscara, boné e um casaco. Ele, inicialmente, achou que era um morador de rua. Pediu para que "ele" se retirasse. Foi quando a jovem, de 22 anos, jogou soda cáustica diluída em seu rosto. Quase quinze dias depois do ataque, ele ainda sofre sequelas. Primeiro, ela o acertou no olho esquerdo. Depois, enquanto o rapaz gritava por socorro, ela despejou o resto da soda em sua boca. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau na boca, língua e garganta. Enquanto isso, ela também tentou esfaqueá-lo. Esse é o breve relato que Pablo dá. O caso aconteceu no dia 1º de dezembro e o Boletim de Ocorrência por tentativa de homicídio só foi registrado no dia 3 do mesmo mês. A polícia, no entanto, classifica, por enquanto, o caso como "agressão grave". A jovem também precisou de atendimento médico pois, durante a ação, se quiemou com a soda. Os dois trabalham na mesma empresa e retornam ao trabalho, após licença médica, nesta sexta-feira (14). Em depoimento, a suspeita, que responde em liberdade disse ao delegado titular do 9º DIP, Pablo Giovani, que queria "apenas dar um susto" no ex namorado, pois não aceitava a separação. "Disse que foi dar um susto nele e ele não teria gostado. Ela queria ter ficado com ele e ele não aceitou." “Ela disse que eles namoravam há 7 meses. Disse que foi dar um susto nele e ele não teria gostado. Ela queria ter ficado com ele e ele não aceitou. Aí ela pediu água e, na volta, ele teria jogado o ácido nela. Ela bateu no braço dele e derramou o ácido nele também”, disse o delegado.
Foto: Reuters/Stephen Lam
O Facebook revelou nesta sexta-feira (14), em um post na página voltada para desenvolvedores, que um erro na plataforma teria permitido que aplicativos terceiros tivessem acesso a fotos de 6.8 milhões de usuários. O 'bug' inclusive daria acesso a fotos que foram postadas na rede social, mas que não haviam sido compartilhadas com amigos ou o público. A falha já foi corrigida. Segundo a postagem, feita por um funcionário da empresa, o erro permitiu o acesso durante um período de 12 dias em setembro deste ano. A notícia é mais uma na lista de erros do Facebook, que em setembro deste ano revelou uma falha que permitiu acesso a dados de mais de 50 milhões de usuários. Segundo a postagem, o Facebook irá notificar as pessoas que foram afetadas por essa falha via mensagem na rede social. De acordo com as informações, o erro acontecia quando alguém dava permissão de acesso a um aplicativo terceiro para que visualizasse as fotos do usuário na rede social. "Nós geralmente só permitimos acesso às fotos que são postadas na linha do tempo. Neste caso, o bug potencialmente deu a desenvolvedores acesso a outras fotos, como as postadas no Marketplace ou nas Stories. O erro também afetou fotos postadas e não compartilhadas", afirma o autor. Sob maior escrutínio público de suas ações e vazamento de dados, o Facebook aumentou recentemente a recompensa que paga a pessoas que encontram bugs na plataforma. Só em 2018, foram pagos US$ 1,1 milhão em prêmios e o maior valor individual, US$ 50 mil. A rede social foi uma das primeiras grandes empresas do setor de tecnologia a trabalhar com o sistema de "caça de erros" (bug bounty, em inglês) , que premia terceiros que encontrem bugs e notifiquem a plataforma. O programa já pagou mais de US$ 7,5 milhões desde que foi instaurado em 2011.
Foto: Reprodução/site Casa de Dom Inácio
A Justiça de Goiás determinou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva de João de Deus, suspeito de praticar abusos sexuais durante tratamentos espirituais, em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada à TV Anhanguera pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Irapuan Costa Júnior. Um dos advogados que compõem a defesa de João de Deus, Thales Jayme disse que foi informado sobre o mandado de prisão, mas não tinha recebido o documento até as 12h30. Ele declarou também que não conseguiu falar com médium nesta manhã. “Nós recebemos um contato informando que havia um decreto de prisão, para tratarmos uma forma do João se apresentar de uma forma menos traumática e que ele esteja em segurança. A minha opinião é a de que ele se apresente”, disse o advogado. Por sua vez, o advogado Hélio Braga, que também integra a defesa do médium, ressaltou que o cliente é inocente. "Nós enquanto defesa, continuamos contestando com veemência todas as acusações. Não acreditávamos na decisão nesse sentido, perante a total falta de provas”, declarou. Em nota, o advogado Alberto Toron informou que ainda não conseguiu ter acesso aos depoimentos das mulheres e nem ao pedido de prisão preventiva contra o médium. "É inaceitavel a utilização de pretextos e artifícios para se impedir o exercício da defesa", diz o comunicado. Em nota, a Polícia Civil informou que "se empenha em dar cumprimento à referida determinação judicial". Na quarta-feira, o Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) protocolou um pedido de prisão na promotoria de Abadiânia. No entanto, não se sabe se este é o pedido que originou a decisão.
O prazo de implantação na Bahia da placa veicular padrão Mercosul foi prorrogado pela segunda vez. Prevista para entrara em vigor originalmente em 3 de dezembro, a implantação primeiro foi adiada para 17 de dezembro e, nesta sexta-feira (14), o prazo foi estendido novamente até 24 de dezembro. De acordo com informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a nova mudança foi definida por meio de um acordo entre o órgão, o Denatran e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O objetivo do adiamento é conceder tempo para que o Serpro finalize a integração do novo sistema de emplacamento, com a ampliação do número de fabricantes de placas que irão atuar em território baiano. Ainda de acordo com o Detran, até o momento, mais de 100 empresas estampadoras de placas já estão credenciadas ao Denatran para oferecer o serviço na Bahia.
Foto: Divulgação/SSP-BA
Um homem foi preso com 25 kg de cocaína escondida em um fundo falso do carro que ele dirigia na BR-116, na altura de Jequié, sudoeste da Bahia.O flagrante aconteceu depois de uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite de quinta-feira (13), durante uma fiscalização no Km-677 da rodovia. Segundo a PRF, os policiais desconfiaram do motorista porque, durante a abordagem, o homem entrou em contradição diversas vezes, dando depoimentos diferentes. Diante da situação, a PRF acionou o apoio da Polícia Militar, que levou um cão farejador. Porém, o animal não conseguiu localizar a droga. Em seguida, os policiais insistiram na vistoria e a cocaína foi encontrada no bagageiro superior do veículo. O homem e a droga foram levados para a delegacia de Jequié.
Quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2016 ficou concentrado em apenas 66 dos 5.570 municípios do país. Isso significa que apenas 1,2% das cidades, que representavam 1/3 da população, responderam por cerca de 50% de toda a economia brasileira naquele ano. É o que aponta um levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, o PIB recuou 3,3%, segundos dados revisados e divulgados pelo IBGE no mês passado. Em valores correntes, ele chegou a R$ 6,266 trilhões naquele ano, e o PIB per capita ficou em R$ 30.407. Segundo o novo levantamento, apenas 6 municípios, que representavam 12,9% da população em 2016, concentraram cerca de 25% do PIB do país. São eles:
- São Paulo, com 11% do total;
- Rio de Janeiro, com 5,3%;
- Brasília, com 3,8%;
- Belo Horizonte, com 1,4%;
- Curitiba, com 1,3%;
- Osasco, com 1,2%.
Segundo o IBGE, destes seis municípios com os maiores PIBs, apenas Osasco alterou sua posição no ranking ao longo da série histórica do levantamento. Em 2012, o município paulista ocupava a 16ª colocação. A ascensão para a 6ª posição, segundo o instituto, se deu "muito em virtude do ganho de participação das atividades de comércio, serviços de informação e atividades financeiras no período". O instituto destacou, também, que em 2002, os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro somavam 19,0% do PIB do Brasil e, essa participação caiu para 16,2%. Tal queda distribuiu-se entre as atividades da indústria e dos serviços.
Foto: Reprodução/JN
O Ministério Público de Goiás convocou a titular da promotoria de Abadiânia, Cristiane Marques, que estava de férias, para reforçar a força-tarefa que investiga as acusações de abuso sexual contra João de Deus. Até quinta-feira (13), 330 mulheres denunciaram o médium ao órgão. Ele nega os crimes. O jornal "O Globo", a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que denunciaram o médium. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram. A força-tarefa iniciou a investigação dos casos na segunda-feira (10), depois que o programa Conversa com Bial divulgou o relato de 10 mulheres que disseram ter sido abusadas sexualmente pelo médium. O órgão criou um e-mail exclusivo para as denúncias: [email protected] . Para colher o depoimento das mulheres que não moram em Goiás, o MP-GO preparou uma sala de videoconferência. Nela, ficam os promotores de Goiás que participam da força-tarefa, duas psicólogas e dois tradutores de línguas estrangeiras. “Temos casos fora do Brasil, por isso, temos a necessidade de acompanhamento para ajudar a gente a esclarecer todas essas situações”, afirma o procurador-geral do órgão, Benedito Torres.
Maria Sivoneide, de 44 anos, morta em Artur Nogueira — Foto: Reprodução/EPTV
Um homem de 27 anos foi preso na madrugada desta sexta-feira (14) por suspeita de ter matado com socos e chutes as técnicas de enfermagem Maria Sivoneide Oliveira de Souza Morais, de 44 anos, e Alessandra Francisca de Paula Barbosa, de 41 anos, em Artur Nogueira (SP). As duas trabalhavam na Santa Casa de Mogi Mirim (SP), e uma delas havia trabalhado com o suspeito em um asilo de Conchal (SP), onde elas moram, segundo informações policiais. Ele se encontrou com elas porque havia pedido carona na noite de quinta-feira (13) para se deslocar até Artur Nogueira, ainda segundo a investigação policial. Ambas estavam com uniformes de trabalho. De acordo com o delegado Fernando Periolo, Mateus Noronha, de 27 anos, confessou o crime e alegou ter tido um surto psicótico após o uso de cocaína. Ele ainda teria passado com o carro delas por cima dos corpos após o crime. “Desferiu vários socos e chutes nas duas vítimas. Passar por cima das duas vítimas , ele fala que foi um acidente ”, disse o delegado.A Guarda Municipal prendeu Noronha nesta madrugada em uma estrada de Mogi Mirim (SP). Segundo os agentes, ele caminhava só de cuecas na hora da abordagem, e alegou ter sido vítima de assalto, mas depois confessou o crime. "Ele não tinha intenção, segundo ele, de praticar crime algum. Mas, ele fala que tinha feito uso de cocaína. Ele fala de um surto psicótico", completa o delegado. O carro delas foi encontrado no meio de um canavial em Mogi Mirim. No local do crime em Artur Nogueira, os policiais encontraram uma peça do carro e os celulares das vítimas.
Alessandra Francisca de Paula Barbosa, morta em Artur Nogueira — Foto: Reprodução/EPTV
Foto: Globo
O secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, afirmou, em entrevista ao jornal "Estado de S.Paulo", que a vereadora Marielle Franco foi morta por milicianos que viam nela uma ameaça a negócios de grilagem de terras na Zona Oeste do Rio."Era um crime que já estava sendo planejado desde o final de 2017, antes da intervenção", disse Nunes ao "Estadão". "Ela estava lidando em determinada área do Rio controlada por milicianos, onde interesses econômicos de toda ordem são colocados em jogo", prosseguiu. "O que leva ao assassinato da vereadora e do motorista é essa percepção de que ela colocaria em risco naquelas áreas os interesses desses grupos criminosos", emendou. "A milícia atua muito em cima da posse de terra e assim faz a exploração de todos os recursos. E há no Rio, na área oeste, na baixada de Jacarepaguá, problemas graves de loteamento, de ocupação de terras. Essas áreas são complicadas", continuou Nunes. Ainda segundo o secretário, Marielle vinha conscientizando moradores sobre a posse da terra. "Isso causou instabilidade e é por aí que nós estamos caminhando. Mais do que isso eu não posso dizer", afirmou.