Foto: Reprodução
Uma brecha muito grave, que permite que um site instale vírus no computador do visitante, já está sendo explorada por hackers para atacar usuários do navegador Google Chrome. O alerta foi acrescentado nesta terça-feira (5) ao anúncio de lançamento da versão estável mais recente do Chrome (72.0.3626.121), de 1º de março. Todos os usuários do Chrome devem atualizar o navegador imediatamente. Embora o navegador verifique e instale atualizações de forma automática, a instalação manual pode ser iniciada acessando o menu "Ajuda > Sobre o Google Chrome". A mesma tela pode ser aberta copiando e colando "chrome://settings/help" na barra de endereço do navegador. A maior parte dos detalhes técnicos sobre a brecha foi mantida em sigilo pelo Google. O objetivo disso é impedir que hackers obtenham informações detalhadas sobre como explorar a falha. No entanto, como o Chrome é um software de código aberto, hackers também podem analisar o que foi modificado no programa para identificar falhas que foram corrigidas e possivelmente como explorá-las. O que se sabe sobre o erro, até o momento, é que ele está em um componente chamado de "FileReader". Esse componente permite ao navegador ler arquivos no computador do internauta, mas somente quando isso foi permitido — por exemplo, quando um internauta envia uma foto armazenada do seu computador para uma rede social. Como os detalhes sobre a falha estão limitados, até o momento não está claro se um site malicioso pode contaminar o computador de um usuário do Chrome apenas por ele visitar a página ou se é necessário que haja alguma interação com o site para que isso aconteça. No entanto, o Google classificou a falha com a severidade "Alta", um nível abaixo da "Crítica", a mais elevada. De acordo com os critérios do próprio Google, a classificação de uma vulnerabilidade na categoria "Alta" pode indicar a existência de circunstâncias que dificultem a exploração de uma brecha ou que reduzam seu impacto. A exploração de falhas no Google Chrome em uma data tão próxima do lançamento de uma atualização é um acontecimento raro. O navegador possui diversas proteções para dificultar a criação de códigos de ataque, o que normalmente atrasa esse processo o suficiente para que quase todos os usuários do navegador já tenham recebido a versão mais recente pela atualização automática. No caso de falhas de "Alta" gravidade, o Google adota um prazo base de 60 dias para distribuir a atualização para todos os usuários do Chrome. Nesse caso, o alerta sobre os ataques chegou apenas quatro dias após o lançamento.
- Ascom | PMB
- 07 Mar 2019
- 09:17h
O momento do descerramento da placa inaugural, com a presença de familiares da homenageado, do prefeito e vice (Foto: Ascom | PMB)
Brumado é uma cidade com forte magnetismo cosmopolita o que, ao longo de sua história recente, vem atraindo pessoas de vários lugares do país e também do exterior. Com isso se criou um ambiente diferenciado, com contribuições muito importantes em diversas áreas, especialmente na mineração, que é o grande referencial econômico do município. Neste contexto uma das pessoas mais ilustres que adotaram Brumado, recebeu uma bela homenagem da Prefeitura Municipal, que foi a educadora Marízia Milagres Rodrigues Souza, a qual nasceu em Minas Gerais que veio residir em Brumado no ano de 1979, juntamente com o seu esposo José Engrácio Souza, que era técnico metalúrgico da empresa Magnesita. Rapidamente Marízia escreveu uma importante página da educação do município. Totalmente empenhada no aperfeiçoamento profissional, concluiu a primeira pós-graduação em Planejamento e Prática de Ensino no ano de 1999, quando começou a trabalhar na antiga Escola Municipal Bom Jesus, espaço físico onde hoje funciona o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Esther Trindade Serra, permanecendo na escola até 2001, quando foi transferida para a Escola Professor Sá Teles, na Vila Presidente Vargas.
(Fotos: Ascom | PMB)
Em 2003, realizou a pós-graduação em Psicopedagogia a fim de aperfeiçoar o trabalho desenvolvido naquela escola, ficando ali até 2005, quando foi convidada pela então Secretária de Desenvolvimento Social, Carmem Lima Rizério, para coordenar o Programa AABB Comunidade, o qual tinha por finalidade o atendimento às crianças em vulnerabilidade social, uma parceria entre a Prefeitura de Brumado e a Associação Atlética do Banco do Brasil – AABB. Permaneceu à frente deste trabalho até o final de 2012. Encerra sua carreira profissional em 2013, na Escola Municipal Professor Ayrton Viana, ao se aposentar. Numa das fatalidades da vida, no dia 09/07/2015, ao regressar de uma viagem a Belo Horizonte, veio a falecer num acidente automobilístico, aos 61 anos, deixando um grande exemplo de vida e uma imensa saudade. Diante disso foi feita a justa homenagem onde o seu nome foi dado ao auditório Professora Marízia Milagres Rodrigues Souza que pertence ao complexo do CRAS Esther Trindade Serra, o qual foi inaugurada na última sexta-feira, dia 1º de março.
A comunicação social da Presidência da República esclareceu na noite desta quarta-feira (6) que o vídeo publicado pelo presidente Jair Bolsonarono Twitter tinha objetivo de mostrar "distorção clara do espírito" do carnaval e não de criticar a festa de "forma genérica". Nesta terça-feira (5), Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter. A cena mostra dois homens dançando sobre um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano. Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. O presidente tuitou: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões (sic)". A polêmica cena foi gravada no desfile do Blocu, em São Paulo, na segunda-feira (4). A visualização do vídeo foi restringida com alerta de conteúdo sensível, mas segue disponível. A conta do presidente no Twitter tem 3,45 milhões de seguidores. A nota divulgada pela Presidência da República nesta quarta diz que as cenas "escandalizaram, não só o próprio Presidente, bem como grande parte da sociedade". O Planalto explicou que o presidente não teve a intenção de "criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco". "Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular", afirma a nota. Nesta quarta (6), o presidente abriu nova polêmica na mesma rede social com a seguinte mensagem: "O que é golden shower?". "Golden shower" significa "ducha dourada" (em tradução literal). É um termo em inglês usado para definir relações sexuais envolvendo o ato de urinar no(a) parceiro(a).
Nota divulgada pela comunicação social da Presidência da República
A respeito de publicação realizada na conta pessoal do Presidente da República, em 5 de março, convém esclarecer que:
- No vídeo, postado pelo Sr Presidente da República em sua conta pessoal de uma rede social, há cenas que escandalizaram, não só o próprio Presidente, bem como grande parte da sociedade.
- É um crime, tipificado na legislação brasileira, que violenta os valores familiares e as tradições culturais do carnaval.
- Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular.
Foto: Reprodução/ TV Bahia
Um homem de 25 anos foi preso após invadir a casa da vizinha e estuprar uma adolescente de 16 anos por cerca de 8 horas, na cidade de Juazeiro, norte da Bahia. A vítima e a mãe foram agredidas, ameaçadas e amordaçadas. O crime é investigado pela Polícia Civil. O caso aconteceu entre a noite de domingo (3) e a manhã de segunda-feira (4). O suspeito, identificado como Daniel Eugênio dos Santos, de 25 anos, fugiu do local depois do crime. Ele foi detido ao se entregar à polícia, na manhã desta quarta-feira (6). Quando Daniel fugiu, a família ligou para a polícia e a adolescente foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi atendida. Durante o crime, a jovem teve a mão cortada ao tentar proteger a mãe. De acordo com a vítima, que preferiu não ser identificada, Daniel subiu no muro da residência e, ao ver que tinha gente na casa, pulou para dentro das dependências do imóvel. Ele chutou e arrombou a porta, pegou uma faca e ameaçou mãe e filha. "Assim que ele entrou, ele mandou eu tirar a roupa. [O estupro] foi das dez da noite [22h de domingo] e a última vez, as seis da manhã [6h de segunda-feira], quando ele foi embora", relatou a garota. A vítima contou que o suspeito estava alcoolizado e enfiou a faca na perna dela. Ela relatou ainda ter sido agredida várias vezes no rosto e teve a mão cortada ao tentar defender a mãe. A adolescente também foi esganada e amordaçada. "Teve uma hora que mainha pediu para ele não fazer nada comigo, que ele foi com a faca para cima dela. Eu coloquei a mão no meio e acabou passando [a faca] e abriu [a mão]. Ele me deu tapa na cara, tentou me enforcar", disse a jovem. A mãe da vítima, que também foi amordaçada, chegou a ser amarrada por Daniel. Ela disse que achou que se tratava de um assalto. Ela contou ainda que o suspeito a obrigou a segurar a filha, enquanto a adolescente era estuprada. "Ela estava com a cabeça no meu colo. Eu pensava de matar ele", disse a mãe da garota, que também preferiu não ser identificada. Desde a segunda-feira, as duas estão na casa de familiares. Elas estão com medo de voltar para a casa onde moram. A mãe da garota vive no local há mais de 20 anos. "Não me sinto mais segura ali. Não dormi mais, tô acordada desde domingo. Eu quero justiça. O que ele fez foi um crime. Eu quero que ele pague pelo crime", afirmou a mãe da jovem. O pai da adolescente, que estava trabalhando no momento do crime, foi acionado pela esposa logo após o suspeito deixar a casa, e ligou para a polícia. Ele chegou em casa pouco tempo depois do suspeito fugir. O caso segue sob investigação.
- Brumado Urgente
- 07 Mar 2019
- 07:51h
O corpo foi encontrado na Rua Nova Sinai, no Bairro do Tanque (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
Existem alguns fatos que compõem a página policial em Brumado que são carregados de questionamentos, os quais não são esclarecidos nos primeiros momentos pela Polícia. Um episódio dentro deste cenário ocorreu no final da tarde desta quarta-feira de cinzas (06), onde, o corpo de uma mulher de 55 anos, identificada como Maria do Rosário P. Oliveira, foi encontrado na Rua Nova Sinai, no Bairro do Tanque. As únicas informações passadas pela Polícia é que primeiramente o SAMU 192 foi acionado, que chegou ao local e constatou o óbito. Diante disso uma equipe do DPT foi ao local para realizar o levantamento cadavérico. Mas a falto de dados mais substanciais como se ela era de Brumado, se era casada e, principalmente, as causas da morte ainda não foram divulgadas o que acabou criando um clima de mistério sobre o fato. Nossa equipe buscou maiores informações com a Polícia, mas não obteve êxito, pelo menos até o momento. Segundo novas informações obtidas junto a moradores do local, a mulher, que é natural de Dom Basílio, era casada e os indícios é que ela teve um AVC no início da tarde e acabou falecendo. Ou seja, foi uma morte natural, ao contrário do que muitos pensaram.
Atualizada às 08h32m
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma das irmãs de Isabela Oliveira Conde, de 36 anos, que foi esfaqueada a mando do namorado em Salvador, contou, em entrevista ao G1, que a fisioterapeuta, que tem uma filha de 16 anos, perdeu a visão de um dos olhos. A mulher segue internada e se recupera das lesões. Após as agressões, Isabela ainda foi jogada em um acostamento da BR-324, no trecho do município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, foi e socorrida por pessoas que passavam pelo local. Iracema Conde disse que a irmã, mesmo com muitos ferimentos e com o rosto desfigurado, conseguiu sobreviver porque se fingiu de morta. Isabela está sob proteção judicial, e por isso, Iracema preferiu não detalhar o local onde a mulher está internada. O suspeito, identificado como Fábio Barbosa Vieira, que namorava a vítima há cerca de dois anos, está preso. Entretanto, dois homens apontados como comparsas do mandante do crime são procurados pela polícia. Conforme os familiares, a vítima relatou que foram os dois homens que a agrediu e a golpeou com facadas. "Ele [Fábio] foi buscar ela [Isabela] no trabalho, ela é fisioterapeuta de um hospital. Quando ela entrou no carro, dois homens estavam no banco de trás. Ela perguntou quem eram os homens e ele disse que eram dois amigos dele. No caminho ela achou estranho, mas seguiu no carro. [Ainda no carro] os dois homens começaram agredir ela, e Fábio continuou dirigindo, dizendo que era para parar só quando ela estivesse morta. Então, ela se fingiu de morta e eles jogaram ela na BR", disse Iracema. Segundo a irmã da vítima, os médicos informaram para a família que Isabela foi ferida com 78 facadas. A irmã da fisioterapeuta relembrou, ainda, como a vítima foi socorrida. "Depois que jogaram ela do carro, ela foi caminhando até a pista e pediu ajuda. Um caminhoneiro e o motorista de um ônibus não pararam, com medo, mas dois casais que estavam em um carro ajudaram ela. Quatro anjos de Deus. Minha irmã é muito forte", relatou. A irmã de Isabela disse que todo o relato do caso foi descrito pela vítima. Informou também que a fisioterapeuta nunca havia visto os homens que Fábio Vieira identificou como amigos e que o relacionamento do casal não andava bem, mas que o homem jamais havia demonstrado qualquer comportamento agressivo com a vítima. "O relacionamento deles não ia bem. Ela já tinha tentado terminar, mas ele pedia para voltar. Ela ficava com pena e voltava. Na nossa frente ele nunca tinha demonstrado nenhum comportamento agressivo, era tranquilo", disse. Fábio Barbosa Vieira está à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga o crime.
- Brumado Urgente
- 06 Mar 2019
- 22:08h
Foto: Brumado Urgente
De acordo com as primeiras informações que chegaram à redação do Brumado Urgente, um incêndio de causas ainda desconhecidas atingiu na noite desta quarta-feira de cinzas (06), a agência do banco Itaú de Brumado. Agência esta, localizada na Praça Armindo Azevedo no centro da cidade. Segundo informações preliminares, as chamas teriam se iniciado nos fundos da agência que fica na rua Marcolino Moura. Quando transeuntes viram a fumaça que saia do banco e acionaram autoridades, mas até o fechamento da matéria nenhuma brigada de combate a incêndios havia chegado ao local. O episodio comprova mais uma vez da necessidade urgente de instalação de uma brigada do corpo de bombeiros em Brumado. Maiores informações em instantes.
Foto: Brumado Urgente
Foto: France Presse
O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, confirmou nesta quarta-feira (6) que irá integrar o WhatsApp com o Messenger e Instagram Direct, ambos aplicativos de conversa que pertencem à empresa dele. Mas o executivo não deu uma data para isso começar a acontecer.A primeira medida será permitir que os contatos de um app sejam acessíveis nos demais. "Planejamos tornar possível que você mande mensagens aos seus contatos usando qualquer um dos nossos serviços", escreveu nesta quarta-feira (6). Rumores sobre a integração circulavam desde o começo do ano. Ao confirmar a novidade, Zuckerberg citou diversas vezes que as mudanças ocorrerão "dentro de alguns anos". A notícia está em um "textão" que o executivo publicou em seu perfil no Facebook, onde destacou que a privacidade e os apps de conversa são o futuro das redes sociais e prometeu facilitar e dar mais segurança a esse serviço. Segundo ele, antes que mudanças sejam feitas, ainda existem desafios significativos e muitas questões que ainda requerem mais discussão.
O que deve mudar
Como é atualmente:
"Hoje, se você quiser mandar uma mensagem para alguém no Facebook, tem que usar o Messenger; no Instagram, o Direct; e, no WhatsApp, o WhatsApp. Queremos dar a opção de contatarem seus amigos de todas as redes com o app que preferirem", explicou Zuckerberg.
Como vai ficar
Segundo o chefão do Facebook:
- os contatos de um app poderão ser acessados nos demais; mas isso não será obrigatório
- uma mensagem enviada por um dos aplicativos chegará ao app de preferência do seu contato (mesmo que seja diferente do que você usou)
- futuramente, a integração vai incluir SMS
- se publicar uma história no Facebook e no Instagram (que já se relacionam), as interações de seus amigos poderão aparecer em um único lugar
Foto: Reprodução/TV Globo
Um sucesso total. É o que diz a artesã Drica Oliveira sobre o glitter ecológico que preparou para o carnaval em Belo Horizonte. Ela aproveitou a folia para ganhar uma grana extra e lucrou muito."Eu investi cerca de R$ 200 e eu devo ter lucrado uns R$ 5 mil, assim. No balanço até agora. Eu vejo as pessoas com meu glitter e eu fico assim: esse glitter é meu, esse glitter é meu", disse a microempreendedora. O produto é feito com gelatina e corantes naturais, que desmancham na água. A ideia deu tão certo que ela vendeu mais de três mil potinhos. A analista Julia Gonçalves também aproveitou o período em que a cidade estava cheia e não se vestiu de noiva à-toa. Ele e o namorado aproveitaram a festa de rua para vender cerveja e juntar dinheiro para o casamento. "A gente aproveita pra juntar um dinheiro, juntar o útil ao agradável, a gente dança e vende", disse. Segundo o namorado Rafael Orsini, que é jornalista, no ano anterior, eles ganharam cerca de R$ 2 mil. Na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, outro casal teve a mesma ideia. O ambulante Tamerson Júnior lima vendeu chupe-chupe com vodka. "Eu saio abordando, eu canto, eu chamo o povo. Aí, o gente, ajuda nós a casar aqui", contou. Outra artesã criou pochetes com um papel especial que não rasga nem molha. "A gente pensou na pochete, porque no carnaval você vai levar o celular, levar o cartão, o dinheiro onde? Não tinha. Então, eu quero esconder esses materiais. Então, a gente falou: vou desenvolver as pochetes", disse a microempreendedora Gláucia Maia. Minas Gerais será o terceiro estado em movimentação financeira durante o carnaval, segundo esConfederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), totalizando R$ 615,5 milhões. Com isso, ultrapassou estados com mais tradição no carnaval, como a Bahia, Ceará e Pernambuco, e só perdeu para o Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão). Mais de 13 mil pessoas se cadastraram para trabalhar como ambulantes em Belo Horizonte. Um número 36% maior que o do ano passado.
- O Globo
- 06 Mar 2019
- 18:11h
Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
A publicação de um vídeo contendo atos obscenos pelo presidente Jair Bolsonaroconfigura quebra do decoro e pode até mesmo justificar um processo de impeachment, segundo o jurista Miguel Reale Júnior . Em 2015, ele foi um dos autores do pedido que levou a saída de Dilma Rousseff (PT) do cargo.A lei 1.079 de 1950, que define os crimes de responsabilidade do presidente da República, afirma que é crime contra a probidade na administração "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo". O advogado lembrou que o conceito de decoro requer a decência, compostura, respeito ético e moral e, também, a discrição de quem ocupa um cargo público. Para Reale Júnior, a possível quebra de decoro é reforçada pelo caráter desnecessário da divulgação do vídeo. Segundo o jurista, caso quisesse denunciar os responsáveis, o presidente poderia ter ordenado a um auxiliar para que fizesse uma comunicação à polícia. — O que eu destaco é a absoluta desnecessidade de enviar este vídeo abjeto ao povo brasileiro para denunciar algo que tinha sido visto, previamente, por algumas centenas de pessoas. Um auxiliar, reservadamente, poderia fazer isso junto à autoridade policial. Com a divulgação, ele deu exposição a um fato restrito, sem nenhuma necessidade: ou seja, ampliou o ato. Algo que seria visto por algumas pessoas foi visto pelo Brasil inteiro — afirmou. O advogado lembrou que o crime de praticar ato obsceno em lugar público é considerado, no Código Penal, menos grave do que o de sua divulgação. Segundo o artigo 234 do código, a pena para quem pratica ato obsceno em lugar público é de três meses a um ano de detenção. Já para aqueles que distribuírem, a pena é de seis meses a dois anos. O jurista lembrou ainda que, a partir do momento em que Bolsonaro venceu a eleição, suas contas nas redes sociais podem e são vistas como meios de comunicação oficiais do governo, onde o presidente já anunciou nomeação de ministros, além de outros atos de caráter oficial. — Não existem dois Jair, o que está no Twitter e o que está no Planalto. É uma coisa só — disse.
Possível violação ao ECA
Além de ser passível de um pedido de impeachment, a divulgação do vídeo também poderia ser entendida como uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que alguns dos seguidores de Bolsonaro nas redes sociais são crianças ou adolescentes e que, inadvertidamente, podem ter assistido aos atos obscenos divulgados pelo presidente. Segundo Reale Junior, a publicação do vídeo nas redes sociais de Bolsonaro indica que a intenção do presidente não era a responsabilização dos autores do crime, mas fazer uma relação falsa entre obscenidade e Carnaval. Para o jurista, o objetivo do presidente era desmoralizar os blocos que, durante o feriado, o criticaram. Em alguns deles, foliões fizeram protestos contra alguns dos escândalos do início de seu governo, como as candidaturas laranjas do PSL e as investigações sobre os depósitos suspeitos de Fabrício Queiroz, assessor de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Foto: Divulgação/Polícia Militar
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante após confessar ter estuprado uma mulher, de 35, em um matagal de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele foi abordado por equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) momentos após cometer o crime. Segundo a polícia, que divulgou as informações na manhã desta quarta-feira (6), o crime aconteceu no bairro Mirim, às margens da Avenida Ministro Marcos Freire. Para conseguir abusar da mulher, o suspeito deu um mata-leão na vítima e consumou o crime com ela desmaiada. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o autor era conhecido da vítima e a acompanhava em uma calçada próxima da área de mata. Em determinado momento, a agrediu e puxou para dentro do matagal. O G1 apurou que ele teria dado um 'mata-leão' na vítima, que desmaiou. Depois, tirou as roupas e abusou sexualmente da mulher. Após o término, fugiu e deixou a mulher desacordada dentro do matagal. A ação foi registrada por câmeras de monitoramento da prefeitura e foi relatada a guardas municipais que estavam em patrulhamento. Eles seguiram para a região do crime e encontraram o suspeito andando pela Rua José Borges Neto. Abordado, ele confessou ter tido relações sexuais forçadas com a vítima, sendo também reconhecido por uma funcionária do sistema de videomonitoramento municipal, e acabou detido. Uma ambulância foi acionada para remover a vítima ao Hospital Irmã Dulce. Médicos constataram lesões faciais e nos órgãos genitais, o que indicava o crime de estupro. Ela também foi ouvida por equipes da Polícia Militar. O homem foi levado para a Delegacia Sede da cidade, onde foi registrado boletim de ocorrência pelo crime de estupro. Ele permaneceu preso na carceragem da unidade e à disposição da Justiça. Já a vítima passou por atendimento médico e foi liberada.
Foto: Reprodução/TV Globo
Subiu para 25 o número de pessoas atendidas no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, que relataram terem sido agredidas com seringas de agulha durante o carnaval em Pernambuco. As informações foram repassadas, nesta quarta-feira (6), por meio de nota, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Na terça-feira (5), a secretaria enviou uma primeira nota, informando que, desde o sábado (2), dez pessoas tinham sido atendidas na unidade, relatando as agressões. De acordo com a pasta, todas receberam medicamentos contra doenças infectocontagiosas. Nesta quarta, o diretor do Hospital Correia Picanço, Thiago Ferraz, informou que, dos 25 casos notificados até o momento, 15 envolvem mulheres, entre 17 e 46 anos. Essas ocorrências foram registradas entre o sábado e esta quarta de manhã. Segundo os relatos, as pessoas apresentavam lesões na pele, nos braços, no ombro e nas costas. Elas contaram que as agressões ocorreram no desfile do Galo da Madrugada, no Bairro do Recife, em Olinda e em outros locais da Região Metropolitana. O diretor da unidade disse, ainda, que é preciso observar as pessoas que relataram as agressões. "Elas vão tomar o coquetel para evitar o HIV, durante 28 dias, e depois voltarão ao hospital para uma reavaliação", afirmou. Segundo Ferraz, os maiores riscos são de transmissão de HIV e hepatites virais. "Em relação ao HIV, a pessoa tem até 72 horas para receber o medicamento para evitar a contaminação", acrescentou.
Vítima
A secretária-executiva Divonete Oliveira procurou o Correia Picanço, nesta quarta, para tomar a medicação. Ela relatou à TV Globo que foi picada durante os festejos no Bairro do Recife. Divonete disse que estava procurando o marido, no meio da multidão, quando sentiu uma picada no braço direito. “Era uma picada fina, de agulha fina”, afirmou. A mulher contou que, a princípio, não se preocupou com o fato, mas quando viu a repercussão do caso nas redes sociais, decidiu procurar o hospital."Eu vi um rapaz de uns 18 anos depois de sentir a picada. Ele ficou olhando para mim e saiu”, declarou.
Um homem de 42 anos morreu apedrejado após tentar impedir que uma mulher fosse agredida pelo namorado dela, na cidade de Medeiros Neto, no sul da Bahia, na terça-feira (5). As informações são da Polícia Militar (PM).De acordo com a PM, Ilmarques Pereira de Matos estava em um bar, no bairro Uldurico Pinto, quando tentou impedir que uma mulher fosse agredida pelo namorado. O suspeito não gostou da intervenção e começou a apedrejar a vítima. Ele fugiu em uma moto após o crime. A PM fez rondas no local, mas não encontrou o suspeito. O corpo de Ilmarques foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, cidade da mesma região. Não há informações sobre o enterro. Durante a ronda da PM, a mulher foi ouvida, mas negou as agressões. Entretanto, ainda segundo a PM, populares que estavam no local confirmam que a mulher foi agredida. Ela foi levada para a Delegacia da cidade, mas não há informações sobre o depoimento dela. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.
O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). A cena mostra homens dançando em cima de um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano. Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. Posteriormente, a visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível, mas segue disponível. A conta de Bolsonaro tem 3,45 milhões de seguidores.O presidente tuitou: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões (sic)", escreveu o presidente. A polêmica cena foi gravada no desfile do Blocu, em São Paulo, na segunda-feira (4). O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). A cena mostra homens dançando em cima de um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano. Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. Posteriormente, a visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível, mas segue disponível. A conta de Bolsonaro tem 3,45 milhões de seguidores. O presidente tuitou: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões (sic)", escreveu o presidente. A polêmica cena foi gravada no desfile do Blocu, em São Paulo, na segunda-feira (4). A postagem foi criticada tanto por apoiadores como por críticos de Bolsonaro, que usa o Twitter intensamente para anunciar medidas do governo e se comunicar com a população. O Palácio do Planalto foi procurado, mas não se manifestou até as 9h30. O G1 também procurou o Twitter, para saber se a visualização foi restringida por Bolsonaro ou pela própria rede social. A companhia disse que não faz comentários sobre contas específicas, mas informou ter regras sobre os conteúdos permitidos na plataforma, e que "eventuais violações estão sujeitas a medidas cabíveis." As regras do Twitter impedem a publicação de conteúdo adulto em vídeos ao vivo, em imagens de capa ou do perfil. Nos demais casos – como tuitar vídeos gravados ou fotos –, as mídias devem ser marcadas como sensível. Quando isso não é feito, outros usuários podem denunciar. A rede, então, inclui o alerta de conteúdo sensível. Além disso, se a empresa considerar o conteúdo inapropriado, ela pode notificar quem publicou, exigir a remoção do post e até bloquear a conta.
Remédio — Foto: Unsplash
Um elixir milagroso para curar todos os males? Sim, "tão garantido quanto que o sol derrete o gelo". Esta é uma das promessas de panfletos que circulavam no século 19 e garantiam que certas poções tinham propriedades curativas. No caso de doenças relacionadas a parasitas, a solução era se livrar deles e, para conseguir isso, a pessoa tinha que tomar o elixir. Os efeitos prometidos eram verdadeiramente "mágicos". Um dos panfletos incluía o depoimento de Julie, uma mulher que assegurava ter perdido um membro que, após tomar a poção, "voltara a crescer". O tempo passou e a ciência avançou. As pesquisas mostraram que essas curas "mágicas" não existem. Certo? A questão é que pessoas que se aproveitam da necessidade dos outros sempre existiram - e essa realidade não mudou, apesar do fato de estarmos em 2019. Atualmente, a oferta é vasta: há quem ofereça soluções para perder peso, para cuidar da pele e até para substituir vacinas, só para citar algumas. A diferença no século 21, no entanto, é que essa mensagem sem base científica é propagada e amplificada pela internet. O caso de Britt Marie Hermes ilustra o poder das redes. "Eu era curandeira. Vendia remédios naturais e tratamentos pseudocientíficos. Me identificava como médica naturopata", diz ela. Tudo começou com a experiência infeliz que ela teve com um médico que consultou para cuidar da sua psoríase. Ele a tratou com displicência e ela decidiu buscar alternativas. Na internet, se identificou com o que encontrou. Havia pessoas que estavam na mesma situação e tudo o que ela lia fazia sentido. Havia recomendações relacionadas a práticas saudáveis, como o consumo de produtos orgânicos. Nada controvertido. Por que seria um problema? Muita gente acaba imersa nesse mundo usando o mesmo raciocínio. Tudo parecia tão lógico que ela decidiu se dedicar profissionalmente ao tema. "No começo, eu era ingênua, achava que, se o site fosse bem feito, era confiável", recorda. Mas um dia, seu chefe, que estava tratando uma pessoa com câncer, comentou que usaria um remédio que vinha do exterior, mas não havia chegado. "Certamente o FDA (órgão do governo americano que fiscaliza alimentos e remédios) reteve, mas não tem problema", teria dito. Naquele dia, ela decidiu abandonar o trabalho que vinha fazendo até então. Atualmente, Hermes aproveita o potencial multiplicador da internet e se dedica a combater os "charlatães" que oferecem seus serviços na rede. O objetivo dela é "hackear" esses grupos usando palavras-chave e técnicas de marketing digital para que suas informações apareçam no topo das pesquisas do Google. Ela tem uma vantagem: sabe como esse mundo funciona, então, entende qual é a forma mais eficaz de chegar às vítimas em potencial na rede. Há também aqueles que se dedicam a expor as falhas dos "remédios" que não têm base científica. Este é o caso de Myles Power, químico por formação e youtuber cético nas horas vagas. O canal dele tem 126 mil inscritos e seus vídeos já foram vistos mais de 13 milhões de vezes. "Consegui desmentir as pessoas que dizem que a Aids não existe. Outra coisa é um creme chamado 'pomada negra', quem a promove garante que é capaz de curar o câncer. É uma substância que pode abrir buracos nas pessoas", explica Power. "Mas acho que a pior coisa que está circulando no momento, é a 'solução mineral milagrosa'. Basicamente, é cloro. E é vendida como uma cura para o autismo", diz o químico. Ele afirma que é muito fácil ganhar dinheiro com a venda de "poções mágicas", que são muito populares. "Existem aqueles que têm um problema de saúde e estão com medo porque não querem morrer antes do tempo. Querem se curar e acreditam que assim vão conseguir". Outro elemento que explica o sucesso dos charlatães, particularmente em relação aos grupos que se opõem às vacinas, é o fator emocional. E aqui, novamente, tanto a internet quanto as redes sociais desempenham um papel fundamental. "Se você vê um amigo fazendo referência a um assunto no Facebook, é mais provável que você perceba a informação como confiável e dê uma chance para saber do que se trata", explica Naomi Smith, socióloga digital da Federation University Australia. É assim que o ciclo se forma, os membros do grupo - seja qual for o procedimento, a ideia ou a cura de que estão falando - se reforçam mutuamente. E apesar de verem o tempo passar e que não está funcionando, "a maioria está convencida de que, antes de se sentir melhor, sua condição vai piorar", diz Hermes. Além disso, há um elemento tecnológico que os charlatães têm usado para atingir mais pessoas nas redes sociais: o algoritmo. "Muitos conseguiram enganá-lo. No Facebook, por exemplo, eles começam a compartilhar fotos de gatos, algo terno e adorável. Fazem isso nove vezes e no décimo post, dizem que a Aids não existe e que não é necessário usar camisinha porque não é real", explica Power. "O Facebook pensa nas pessoas que curtiram os nove primeiros posts, e mostra a elas o décimo. Aqueles que veem, clicam. Então, o Facebook começa a mostrar também posts relacionados àqueles que negam a existência da Aids". Assim, as pessoas acabam inseridas em um círculo em que todos estão convencidos de que aquilo é verdade e replicam ideias que não têm base científica. Além disso, elas têm convicção absoluta de que a mensagem é verdadeira. "Se você mexer com a tribo, eles vão te atacar", destaca Power. Embora seja verdade que controlar a estratégia do algoritmo é um desafio, não significa que seja impossível dar visibilidade à ciência na internet. Esse tipo de falsificação existia muito antes da chegada da internet. É um problema social que requer uma solução social.