Novo emoji vira piada nas redes sociais

  • 06 Fev 2019
  • 20:12h

Foto: Reprodução/Emojipedia

A nova lista com emojis que estarão disponíveis no decorrer de 2019 foi divulgada. Mas um, em especial, chamou a atenção dos usuários de internet no Brasil e no mundo. Trata-se do emoji que recebeu o nome de “pinching hand”. Além do “mixuruca”, entre as escolhas da Unicode, o consórcio que regula os caracteres e emojis na internet, estão, por exemplo, novas cores de corações, alimentos e até emojis de acessibilidade. Confira a lista completa. De acordo com o Unicode, esses emojis estarão disponíveis a partir do dia 5 de março, quando será lançado o pacote 12.0. São 72 emojis novos, 75 levando em conta variação de gênero e 230 com as distinções de tom de pele.Já chamado de "mixuruca" e associado a coisas muito pequenas, o novo símbolo virou piada nas redes sociais,. Muitos lembraram de Chico Anysio, com o bordão 'e o salário, ó'.Outros aproveitaram para embalar o novo emoji no mesmo pacote dos conhecidos emojis de berinjela e pêssego, com uma conotação mais sexual.????????

Após um mês de paralisação de anestesistas, demais médicos do Planserv suspendem atividades

  • 06 Fev 2019
  • 19:13h

Foto: Divulgação

Todos os médicos que atendem pelo Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv), iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira (6), um mês após os colegas anestesistas suspenderem as atividades. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Estado da Bahia (Sindimed-BA), apenas os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos pelo plano. Os procedimentos eletivos foram suspensos. O grupo reivindica reajuste nos valores pagos pelo plano, o que segundo a categoria não ocorre desde 2015; fim da política de cotas financeiras; e pagamento de honorários feito diretamente aos médicos, sem intermediação dos hospitais. Em nota, o Planserv informou que adotará todas as medidas cabíveis para que sejam cumpridos os contratos com as entidades de saúde, "garantindo o atendimento aos beneficiários, sem nenhum custo extra". No comunicado, o plano informou também que mantém relação contratual apenas com as entidades de saúde - clínicas, hospitais e laboratórios-, sem vínculo direto com profissionais liberais. A paralisação dos médicos anestesistas começou no dia 7 de janeiro. Desde que as atividades foram suspensas, cerca de 500 mil beneficiários, que não se classificam como urgência e emergência, estão sem atendimento, em todo o estado. Durante a paralisação, antes dos médicos de todas as áreas aderirem ao ato, algumas reuniões foram realizadas entre representantes da categoria e o Planserv, mas terminaram sem acordo. O último encontro ocorreu no dia 30 de janeiro. Em nota, o Sindimed informou que todos os esforços foram tentados pelos médicos, em busca uma negociação que pudesse atender às reivindicações apresentadas em diversas oportunidades.

Deputado do PSL quer proibir venda de anticoncepcionais no Brasil

  • 06 Fev 2019
  • 18:14h

(Foto: Reprodução)

Um projeto de lei (PL) apresentado, na última segunda-feira (4), pelo deputado Márcio Labre (PSL-RJ) quer proibir o uso de métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte, no Brasil. O PL 261/2019 sugere a "proibição do comércio, propaganda, distribuição e implantação pela rede pública de saúde de micro abortivos". No texto, são listados como "micro abortivos" o DIU (dispositivo intrauterino), a pílula de progestógeno, o implante subcutâneo, a pílula do dia seguinte, a pílula RU-486 e "qualquer outro dispositivo, substância ou procedimento que provoque a morte do ser humano já concebido, ao longo de toda sua gestação, sobretudo antes da implantação no endométrio". Segundo o deputado, a proposta "visa proteger a saúde da mulher". Labre defende que a polícia apreenda e destrua todo o material encontrado, com a possibilidade de interdição de estabelecimentos que desumpram as normas. Há ainda a sugestão de multa no valor de mil a 10 mil salários mínimos, para pessoas físicas, e de 1% a 30% do faturamento anual, para pessoas jurídicas. "Conto, primeiramente com a proteção de Deus. Em segundo lugar, com o apoio de vários movimentos Pró-Vida dispersos pelo País, cujo impacto sobre a opinião pública tem-se tornado cada vez maior nos nossos dias", afirma o deputado na justificativa do projeto. O texto ainda critica o Ministério da Saúde pela distribuição da pílula do dia seguinte e acusa a pasta de orientar o aborto até a quinto mês de gestação. Por meio de nota, o ministério ressaltou que o medicamento Levonorgestrel, mais conhecido como pílula do dia seguinte, "é um método eficaz e seguro usado para a anticoncepção hormonal de emergência que está disponível na atenção básica e UPA". A pasta lembrou ainda que a interrupção da gestação é permitida apenas em casos de estupro, risco à vida da mulher ou gravidez de feto anencéfalo.

Prefeitos de Brumado e de Dom Basílio intensificarão as ações na busca da implantação da Policlínica Regional

  • Brumado Urgente
  • 06 Fev 2019
  • 17:12h

Na reunião foram acertados detalhes importantes para a continuidade da busca da Policlínica Regional (Foto: Divulgação)

Com o novo momento político-econômico em que o Brasil está vivendo após as eleições nacionais, que fez com que a “ficha caísse” em vários setores governamentais, os sonhos e conquistas para muitos municípios se tornaram verdadeiros desafios, já que, os cofres públicos estão no vermelho, ou seja, o contingenciamento de gastos, irão “fechar as torneiras” e muitas obras, benefícios e programas que eram previstos podem ser literalmente abortados. Diante desse quadro preocupante, Brumado pode acabar perdendo, ou pelo menos, tendo o adiamento de obras e projetos importantes, sendo que uma das de maior relevância é a implantação da Policlínica Regional de Saúde, que, desde o início, se tornou “um cavalo de batalha” já que alguns municípios que integram o consórcio, como Livramento e Paramirim, resolveram colocar “areia na massa” e dificultar o processo, que acabou realmente se tornando um impasse. Em sua última visita ao município de Brumado, após conversas de gabinete com os prefeitos que integram o consórcio do qual Brumado seria a sede, já que coordena a microrregião de saúde, tendo, inclusive um hospital equipado com UTI adulta e neonatal, Rui Costa (PT) confirmou a vinda da Policlínica para Brumado, mas, passadas as eleições, o governador parece estar fazendo “ouvido de mercador” e o sonho de cerca de 500 mil pessoas parece ter ficado mais distante. Diante disso, o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB) se reuniu nesta semana com o prefeito de Dom Basílio, Roberval Galego (PR) e com o secretário municipal de saúde, Claudio Feres, para solidificar o planejamento do consórcio, já que os mesmos são presidente e vice do mesmo, visando uma reunião exclusiva com o secretário estadual de saúde, Fábio Villas-Boas para “desemperrar’ a situação. Tendo como uma das marcas de sua gestão a tenacidade, Eduardo não é de desistir fácil e, com certeza, irá pressionar Rui Costa para que ele venha a cumprir a sua promessa, além do que, a vinda da policlínica regional, como o próprio nome já diz, promoverá um importante salto na área de saúde dos municípios que compõe a microrregião de saúde do sertão produtivo.

Criança de 9 anos tem mãos queimadas com ferro de passar e mãe será indiciada por tortura

  • 06 Fev 2019
  • 17:06h

Foto: Arquivo Pessoal

Uma mulher de 24 anos é suspeita de queimar as mãos do próprio filho, um menino de 9 anos, com um ferro de passar roupa. O menino teria mexido em moedas que pertencem a uma tia e, por isso, foi queimado, segundo a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A mãe foi detida e levada à delegacia na noite desta terça-feira (5), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus. Como não houve flagrante, ela foi liberada e vai responder por tortura. Segundo a Polícia Civil, em depoimento na delegacia, a mulher relatou que a criança havia mexido em uma moeda de uma tia dele e confessou que, como castigo, ela colocou o ferro de passar roupa quente nas mãos do próprio filho. A titular da Depca destacou que imediatamente a criança foi afastada da mãe e levada para realizar os procedimentos médicos necessários. A delegada Joyce Coelho destacou que a mulher foi indiciada por tortura e um Inquérito Policial (IP) foi instaurado em torno do caso. De acordo com uma investigadora da Depca, a criança contou aos policiais que atenderam a ocorrência que foi espancada antes de sofrer as queimaduras com um ferro de passar roupa. As mãos da criança ficaram tomadas por bolhas em decorrência da queimadura. O menino sofreu as queimaduras na segunda-feira (4), dentro de casa. Além da criança, a mãe tem outro filho, de 6 anos. A criança que foi queimada foi levada para um abrigo. O outro segue sob guarda da mãe.

Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia

  • 06 Fev 2019
  • 16:08h

Foto: Foto: Douglas Magno/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro nesta quarta-feira (6), no processo da Lava Jato que apura se ele recebeu propina por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP). A sentença da juíza substituta Gabriela Hardt, da primeira instância, é a segunda que condena Lula na Operação Lava Jato no Paraná. Cabe recurso. Outras doze pessoas foram denunciadas no processo. A juíza declarou ter ficado comprovado que:

  • A OAS foi a responsável pelas reformas na cozinha do sítio de Atibaia no ano de 2014;
  • As obras foram feitas a pedido de Lula e em benefício de sua família, sendo que ex-presidente acompanhou o arquiteto responsável, Paulo Gordilho, ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernardo do Campo para que este lhe explicasse o projeto;
  • Foram executadas diversas benfeitorias, mas consta da denúncia somente o valor pago à empresa Kitchens, no valor de R$ 170 mil;
  • Toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem a estava executando e em benefício de quem seria realizada;
  • Todos os pagamentos efetuados pela OAS para a empresa Kitchens foram feitos em espécie no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador;
  • Não houve ressarcimento à OAS dos valores desembolsados pela empresa em benefício de Lula e sua família.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril de 2018, cumprindo a pena de 12 anos e um mês determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na primeira condenação dele na segunda instância pela Lava Jato.

Brumadinho: número de mortes confirmadas chega a 150

  • 06 Fev 2019
  • 15:14h

Foto: Tahiane Stochero/G1

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no início da tarde desta quarta-feira (6), o número de vítimas do rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, 150 corpos já foram resgatados. A Polícia Civil identificou 134 mortos e 182 pessoas seguem desaparecidas. As informações foram dadas pelo tenente coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil Estadual de Minas Gerais. Ainda de acordo com Godinho, a rodovia Alberto Flores segue interditada e a previsão da liberação é de três semanas. A vale vai custear uma estrutura definitiva no local, para a circulação nos dois sentidos.A empresa também vai arcar com o transporte escolar das crianças de Casa Branca para Brumadinho. O serviço vai começar nesta quinta-feira (7) e vai acontecer de duas em duas horas, de 8h às 20h. Uma van sairá de Casa Branca e a outra da sede de Brumadinho.

Jovem que matou garota após ela negar sexo disse à polícia que 'rejeição' gerou fúria

  • 06 Fev 2019
  • 14:05h

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

rapaz de 19 anos preso em flagrante após confessar ter matado uma adolescente de 15 anos, depois da vítima ter se recusado a ter relações sexuais com ele, no município de Vereda, extremo sul da Bahia, descreveu à polícia como cometeu o crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito descreveu o assassinato com frieza durante o depoimento. O jovem, Daniel Max Santos de Jesus, de 19 anos, disse ter sofrido bullying na infância e que a 'rejeição' da garota gerou nele um excesso de fúria que o levou a cometer o feminicídio. As informações foram confirmadas nesta quarta-feira (6) pelo delegado Manoel Andreetta, que ainda apura se Vivia Soares também foi vítima de estupro antes de ser assassinada por estrangulamento. Segundo a família da vítima, a garota e o suspeito se conheceram pela internet. O delegado disse que o suspeito ainda se disse arrependido do crime. "Ele disse que teve um excesso de fúria e que, então começou a estrangular a vítima. Afirmou, inclusive, ter usado uma camisa para cometer o crime, camisa essa que foi encontrada enrolada no pescoço da vítima, no local do crime que ele indicou", disse o delegado. Manoel Andreetta também disse que o jovem contou como enterrou a vítima. "Depois da morte dela, ele ainda contou que começou a cavar um buraco com um pedaço de madeira e deixou o corpo parcialmente enterrado. Ainda jogou galhos de árvore sobre o corpo para esconder", disse Andreetta. Segundo o delegado, Daniel contou que levou a jovem até o local do crime com o consentimento dela, mas não há confirmação. "Não sabemos se isso é verdade ainda porque foi em um lugar ermo, em um morro alto. Então, se ela foi coagida ou se foi espontaneamente, a gente ainda não sabe. Tudo que temos até agora é só a versão dele", afirmou o delegado. "Agora, depois da prisão dele em flagrante, estamos aguardando resultado periciais para saber se houve ato sexual e se foi com consentimento dela ou se foi forçado, o que caracterizaria o estupro", disse Andreetta, que ainda informou que aguarda resultados de exames periciais."O que temos até agora é o feminicídio caracterizado por meio de estrangulamento e ocultação de cadáver", destacou o delegado. Ainda segundo Andreetta, os parentes de Vivia ainda não prestaram depoimento porque estão muito abalados com o crime. O delegado também informou que, posteriormente, deverá ser solicitado exame de sanidade mental no suspeito. "Ele contou que sofreu bullying, que era rejeitado pelos colegas, que ainda sofre com isso, mas isso tem que ser provado. O MP deve pedir que ele seja submetido a um exame", disse o delegado. O suspeito disse ainda que mantinha uma relação de confiança com a vítima, e que eram muito amigos. Segundo a polícia, no dia do crime, a jovem saiu de casa com ele com o consentimento da mãe dela. "A mãe deixou os dois saírem juntos, para comprar alguns mantimentos, mas no meio do caminho ele disse que a chamou para ir ao local onde posteriormente o crime ocorreu", contou o delegado. "Os dois já eram conhecidos e existia, sim, uma relação de confiança com a vítima. Ele, portanto, não era estranho para a família dela", afirmou Andreetta. O delegado ainda disse que o jovem nunca chegou a ser preso anteriormente, mas chegou a ser intimado uma vez por suspeita de ter usado força contra uma mulher para que ela mantivesse relação sexual com ele. "Consta somente essa passagem anterior. Ele chegou a ser intimado a prestar esclarecimentos, mas não houve consumação do ato e acabou não dando em nada para ele", destacou.

A funcionária da Vale que alertou sobre o desastre e fugiu de ré em caminhão com 90 toneladas

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 13:10h

Foto: VITOR FLYNN/BBC NEWS BRASIL

Há mais de dez dias da tragédia de Brumadinho (MG), os olhos castanhos de Ana Paula da Silva Mota ainda passam grande parte do tempo opacos e ausentes, como se estivessem revendo as cenas que ela viveu a partir das 12h28 de 25 de janeiro. Naquele exato minuto, a motorista dos megacaminhões da Vale olhou em direção às montanhas que circundam a mina Córrego do Feijão e viu uma imensa avalanche emergir do local onde ficava a barragem principal, a apenas 550 metros de onde estava. "Eu estava de frente para a barragem. Acho que fui uma das primeiras pessoas a ver (a avalanche). Não dava para acreditar", diz Ana Paula, de 30 anos. Em poucos segundos, a encosta verde de 87 metros de altura, que sustentava 11,7 milhões de toneladas de rejeito de minério de ferro, cedeu e se transformou em uma onda marrom densa. Tinha mais de 300 metros de comprimento e, em alguns pontos, até 20 metros de altura. Segundo o Corpo de Bombeiros, a velocidade inicial era de 80 quilômetros por hora. "A onda veio muito rápido. Mas também parecia que estava em câmera lenta. É algo muito estranho, não consigo explicar", fala Ana Paula, mãe de uma menina de 8 anos e um menino de 3 anos. O local onde a funcionária da Vale estava era o trecho final de uma estrada de terra que descia desde a área de extração de minério, no alto, até o terminal de carregamento do trem, na parte mais baixa do complexo mineiro, muito perto da barragem. Nessa estrada, Ana Paula dirigia o gigantesco e potente Fora de Estrada 777, veículo usado para transportar minério, com cinco metros de altura e 11 de comprimento - o pneu, por exemplo, é mais alto que a motorista. Na sua caçamba, havia 91 toneladas de minério, que seriam despejados nos vagões do trem. Era um trabalho que ela amava, com o qual havia sonhado por muitos anos e que iniciara alguns meses antes, em junho de 2018. No primeiro momento, Ana Paula não entendeu o que estava acontecendo. "Achei que era uma detonação na mina", diz ela. Só instantes depois, compreendeu que a barragem havia estourado. "A gente achava que essa barragem estava seca. Olhando de cima, parecia um campo de futebol, firme, duro, não tinha esse lamaçal. Ninguém imaginava que estava assim por dentro", conta. Além disso, "eu nunca tive receio dessa barragem, porque a Vale sempre passava muito treinamento de segurança. Inclusive, uns três meses antes, tinham feito uma simulação (de evacuação de emergência)", acrescentou Ana Paula. Mas, "quando caiu a ficha, peguei o rádio transmissor (do veículo) e comecei a gritar desesperada: 'corre, foge, a barragem estourou'. Quem estava naquela faixa (de rádio) me escutou gritando. Depois, fiquei sabendo que teve gente que escapou porque ouviu uma mulher chorar e gritar no rádio. Era eu", diz ela. Ana Paula ainda tentou chamar a central pelo rádio, mas escutou apenas um silêncio - o local havia sido rapidamente soterrado. Em apenas 30 segundos, a avalanche chegou a cerca de 100 metros do megacaminhão de Ana Paula. Inundou de lama o começo da estrada onde estava o veículo, destruiu parte das instalações da Vale localizadas ali, e despencou em cima de um grupo de pessoas que tentava escapar. "Minha vontade era me jogar naquela lama para ajudar a salvar as pessoas, mas não tinha jeito. A onda era muito mais forte que qualquer um de nós", fala ela. A partir daquele ponto, se a onda tivesse seguindo em linha reta, poderia ter encoberto toda a estrada onde estava o megacaminhão de Ana Paula. Mas o mar de lama fez uma curva exatamente na encosta onde ficava a via, e se deslocou rumo ao terminal de carregamento. De lá, seguiu para a área administrativa e o refeitório - onde, acredita-se, estava a maior parte das vítimas. Assim, a trabalhadora assistiu atônita à maior parte da avalanche desviar da sua direção e correr pelo seu lado direito, destruindo tudo que havia pela frente. "Hoje, eu não posso mais olhar para uma montanha. Senão, eu vejo a onda vindo outra vez", desabafa. No total, Ana Paula calcula que perdeu "muito mais que vinte" colegas na tragédia. Sua tia Rosário, que também trabalhava na Vale, está desaparecida.

A fuga de ré com 91 toneladas na caçamba

Enquanto a barragem se rompia, um outro megacaminhão de minério começava a subir a estrada onde estava Ana Paula, no sentido oposto. Vazio, tinha acabado de descarregar minério nos vagões do trem. O motorista, que dirigia de costas para a barragem, estava alheio à iminência da tragédia. Como o veículo é muito barulhento, o trabalhador usava protetores auriculares, que podem ter impedido que ouvisse o rompimento do reservatório e o som de árvores e construções sendo engolidas pela lama. Foi Ana Paula quem o alertou. "Eu buzinei e dei luz, desesperada, para avisar meu colega. Ele não ouviu minha buzina, mas acabou percebendo o sinal de luz e acelerou para subir a estrada". Mas havia outro problema: a estrada não comportava a passagem simultânea de dois caminhões de minério. Então, para que o colega pudesse acelerar, Ana Paula teve que tomar uma decisão corajosa e arriscada: encostou seu Fora de Estrada à direita da via e ficou parada, adiando a própria fuga. Enquanto isso, a lama ia varrendo a mina. "Se não fosse isso, a onda tinha quebrado em cima dele. Foi por muito pouco", conta a funcionária da mina Córrego do Feijão. Depois de passar por Ana Paula, esse segundo megacaminhão subiu por uma estrada lateral e se afastou da destruição da lama. Esse momento, ocorrido às 12h29, foi registrado por uma câmera de segurança da Vale - a mesma que gravou o rompimento da barragem, um minuto antes. A imagem do veículo em fuga foi exibida pelas emissoras de TV na última sexta-feira. Quando viu a cena, Ana Paula relembrou de tudo que viveu e quase desmaiou. "Fiquei com tontura, meu corpo ficou bambinho", relata. Já o colega que dirigia o veículo mostrado na mídia, ainda muito abalado, não quis dar entrevista - por isso, a BBC News Brasil optou por preservar seu nome. Após o colega conseguir fugir, era a vez de Ana Paula fazer algo para sair dali. A missão era difícil, já que a frente do seu megacaminhão estava virada para a direção oposta à rota de fuga. Manobrar o veículo era impossível - a estrada era estreita, o veículo enorme, e não haveria tempo para isso. "Então, eu pensei: vou dar ré", lembra ela. "Só que era uma subida e o caminhão estava cheio de minério. Eu achava que não ia subir de ré, mas era minha única opção. Então, fui dando ré e pedindo a Deus para me salvar. Eu dava ré e a lama ia chegando mais perto. Foi Deus que colocou a mão atrás do caminhão e puxou". Foram cerca de 150 metros de ré - sempre de frente para a barragem, observando toda a destruição causada pela lama. Até que Ana Paula chegou ao entroncamento da estrada pela qual seu colega havia subido minutos antes. Então, embicou o megacaminhão de frente e dirigiu para longe dali. Essa cena também foi captada pela câmera de segurança da Vale. Às 12h31, três minutos após o rompimento da barragem, quando parecia não haver mais vida alguma naquele local, o Fora da Estrada 777 de Ana Paula emergiu da poeira que havia sido levantada pela passagem da lama. Carregado de minério, o veículo se movia lentamente, último sobrevivente daquele campo de guerra. "Se eu tivesse entrado em choque, paralisado, como aconteceu com muita gente, não teria saído dali. Eu acho que foi Deus que deixou minha cabeça boa para fazer o que eu fiz", acredita a motorista dos super caminhões. Já fora de risco, a única coisa em que Ana Paula pensava era abraçar os filhos. Desde a tragédia, o mais novo pede abraços a todo momento. "Meu psicológico está abalado, mas tenho que ter força pelos meus filhos".

A chegada da lama ao refeitório

Enquanto Ana Paula dava ré no seu megacaminhão, a avalanche de lama atingia a área administrativa da Vale e o refeitório, a cerca de 1,4 quilômetro da base da barragem. O trajeto levou em torno de dois minutos, apenas. Walcir Carvalho, de 30 anos, trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviços elétricos para a Vale. No momento do rompimento da barragem, ele e seus oito colegas haviam acabado de almoçar no refeitório da mina Córrego do Feijão. A seguir, a maioria do grupo foi descansar em uma pracinha ali perto. Já Walcir e outros dois colegas foram tirar um cochilo nos veículos da firma, que estavam estacionados em fila indiana a poucos metros dali, sob a sombra de árvores. Mas, naquele dia, Walcir sentiu um incômodo diferente e não conseguiu pegar no sono. Por isso, saiu da caminhonete onde estava e foi se deitar na carroceria do veículo da frente. Minutos depois, ouviu um barulho de explosão muito alto. "Achei que era uma explosão da mina. Mas então começou a vir poeira com lama, as árvores começaram a quebrar. Quando olhei, a onda já estava chegando na caminhonete. Aí foi cada um correndo por si", conta Walcir, cujo olhar lembra o de Ana Paula, distante e assustado. "Nunca imaginamos que isso ia acontecer. A Vale tem um trabalho 100% em termos de segurança. E eu já trabalhei perto da barragem, parecia que era (feita de) terra. Nunca ficava água lá. Se enchia de água, uma bomba logo tirava", completa. A lama, portanto, foi uma surpresa também para Walcir. O funcionário relata que não ouviu nenhuma sirene - a própria Vale admitiu que o alerta sonoro de emergência não soou "devido à velocidade com que ocorreu o evento". "Quem estava em um lugar mais aberto conseguiu ouvir pessoas gritarem (e pode fugir antes). Já a gente, que estava embaixo das árvores, só ouviu a onda chegando mesmo", conta. Segundo ele, ainda houve quem escutou uma mulher gritar e chorar no rádio. Na fuga, o eletricista teve que pular um poste que caiu ao seu lado. "Minha sorte é que não estava eletrizado, senão eu tinha morrido na hora". Depois, atravessou uma área de mata e chegou em um ponto mais alto, a salvo da lama. Ali, também estavam outros sobreviventes. "Éramos umas 50 pessoas. Ficamos desesperados, procurando se nossos amigos também tinham conseguido fugir", diz Walcir. Mas seus dois colegas que também estavam cochilando nas caminhonetes não apareceram. Ao longo das buscas, um deles teve o corpo identificado. Já o outro continua desaparecido. "Não consigo falar sobre eles não", disse o eletricista, muito emocionado. Assim como os colegas de Walcir, há entre as vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão um grande número de terceirizados. Nesta terça-feira, 130 funcionários da Vale tinham sido identificados entre os mortos ou estavam desaparecidos. Já entre funcionários terceirizados ou pessoas da comunidade, o número era maior, de 189. Evangélico, Walcir acredita que foi salvo por um milagre. Dos três veículos da empresa, dois ficaram soterrados. Já o terceiro foi torcido pela lama, mas não afundou - "era a caminhonete onde estava minha Bíblia", diz o trabalhador. "Graças a Deus eu consegui fugir. Muitas pessoas que faleceram ficaram paralisadas, sem reação, hipnotizadas pelo que estavam vendo e não conseguiram escapar", relata.

Cada um que sobreviveu é um 'milagre'

Em circunstâncias extremas, o curso da vida pode ser completamente alterado por ações fortuitas - ou, dependendo do ponto de vista, por pequenos milagres. No caso de Ana Paula, foi o fato de estar descendo a estrada mais devagar que o de costume que a colocou fora do primeiro ponto de impacto da onda. "Se eu tivesse descido com uma marcha a mais, teria chegado mais rápido lá embaixo (na área dos vagões). E a onda teria quebrado em cima de mim", diz ela. Já no caso de Walcir, a dificuldade de cochilar fez com que se movesse para um lugar por onde foi mais fácil fugir. Além disso, seu supervisor tinha decidido liberar a equipe para almoçar antes de iniciarem o próximo serviço: uma manutenção em postes localizados justamente ao pé da barragem. "Se a gente não tivesse ido almoçar aquela hora, não estávamos aqui respirando". "Qualquer um que se salvou é um milagre", acredita Ana Paula. Até avistar a avalanche de lama, a motorista dos supercaminhões da Vale estava vivendo um dia normal de trabalho. Havia acordado às 4h, como de costume, feito café e enchido a garrafa térmica que levava todos os dias para o serviço. Às 5h50, saiu de casa para pegar o ônibus que conduzia os trabalhadores de Brumadinho até a mina. "Eu fico me lembrando do início daquele dia, quando estava esperando o ônibus junto com meus colegas de trabalho. Estávamos indo trabalhar felizes. Era meu sonho trabalhar lá. Mas, daquele grupo do ponto de ônibus, só eu sobrevivi". Desde então, está difícil pensar em outro assunto. Na semana que seguiu à tragédia, Ana Paula passou grande parte do tempo em frente à TV. "Meu marido, minha família, um monte de gente briga comigo para eu parar de ver notícias sobre isso. Mas eu não consigo. Acordo e já ligo o aparelho, para tentar saber de algum colega", fala ela. Assim como muitos funcionários da Vale que viram a lama e sobreviveram, Ana Paula passou alguns dias sem dormir. "Mas, se eu ficar na cama, de que vai adiantar eu ter sobrevivido?", questiona ela, que está sendo atendida por uma psicóloga contratada pela empresa - diversos profissionais da área foram disponibilizados pela mineradora para acompanhar quem foi afetado pelo desastre. "Ela (a psicóloga) falou para eu pensar que sobrevivi e ajudei outras pessoas a se salvarem", diz Ana Paula.

E daqui para frente, o que vai acontecer? "Não sei. Eu nem penso nisso. Eu vou ter que trabalhar, ficar em casa vai ser pior. Acho que não vão mandar a gente embora. A maior parte de Brumadinho trabalha lá (na Vale)", responde a funcionária da mineradora.

E quanto à barragem? "Quem dera eles tivessem falado (do risco) para a gente, mas eu não sei se sabiam ou não. Tem que esperar a investigação esclarecer".

Prouni 2019 divulga o resultado da primeira chamada; veja como consultar

  • 06 Fev 2019
  • 12:08h

Foto: MEC/Divulgação

O resultado da primeira chamada da edição do primeiro semestre do Programa Universidade para Todos (Prouni) 2019 foi divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Ministério da Educação. A lista com os aprovados foi publicada na página do Prouni. Os candidatos convocados na primeira chamada devem entregar, nas universidades para onde foram selecionados, os documentos comprovando o cumprimento dos requisitos e garantir a matrícula. O período para a comprovação começa nesta quarta e vai até o dia 14. A segunda chamada do Prouni será divulgada em 20 de fevereiro, e a entrega de documentos dos aprovados deve ser feita entre 20 e 27 de fevereiro. O prazo para os candidatos não selecionados aderirem à lista de espera será nos dias 7 e 8 de março, e o resultado da lista de espera será divulgado em 11 de março.

Empreiteiro admite falhas e prejuízo nas obras de macrodrenagem do Riacho do Sapé; confira o vídeo

  • Brumado Urgente
  • 06 Fev 2019
  • 12:04h

O empresário fez questão de admitir as falhas e confirmou os prejuízos (Foto: Brumado Urgente)

As obras de macrodrenagem em vários pontos da cidade de Brumado vêm sendo realizadas por empresas do ramo de construção civil que foram as vencedoras dos processos licitatórios. Uma das mais importantes dentro desse “guarda-chuva” são as do Riacho do Sapé, o que irá proporcionar um grande salto de qualidade par ao setor de infraestrutura urbano. Só que no final de 2018, devido às chuvas mais intensas que caíram sobre o município, uma parte do muro de arrimo acabou ruindo, o que gerou uma forte onda de críticas nas redes sociais, inclusive até com representações feitas ao Ministério Público por parte de lideranças oposicionistas. Logo em seguida, o prefeito Eduardo Vasconcelos deu uma coletiva de imprensa, onde ele explicou que a empresa é a responsável civil e criminalmente pelas obras, isentando o município. Agora, com a possibilidade de uma nova sequência pluviométrica mais intensa sobre a cidade, o empresário responsável pela obra, Jair Silva, da empresa Silva & Salomão, postou um vídeo em suas redes sociais, no qual ele, primeiramente assume as falhas das obras e também os prejuízos contraídos pelas mesmas. Ele também fez questão de informar que os trabalhos foram retomados de forma correta e que o ritmo está intenso e que a conclusão deverá acontecer em breve. Confira o vídeo abaixo:

Conquista: Família aguarda há 9 meses liberação de corpo de parente; DPT diz que espera resultado de DNA

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 11:02h

Foto: Reprodução

Uma família que mora na cidade de Vitória da Conquista, na região sudoeste da Bahia, espera há nove meses a liberação do corpo de um parente, para realizar o enterro. Segundo a família, o corpo é de Claudionor Alves de Souza, que desapareceu em dezembro de 2017 e teve os restos mortais encontrado em abril de 2018. Desde então, o corpo está no Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade. Os parentes afirmam ter certeza de que seja os restos mortais dele, porque a bicicleta que o homem usava para trabalhar na cidade como pedreiro foi localizada na mesma região. Um mês depois do corpo ser encontrado, o DPT, entretanto, pediu à esposa e à filha de Claudionor amostras para que fosse realizado o exame de DNA e comprovar que os restos mortais são mesmo do homem. A mulher de Claudionor, a dona de casa Lindacir Pereira, diz que já realizou todos os pedidos do DPT, mas que mesmo assim não conseguiu ainda a liberação do corpo que seria do marido. "Ele era um pai de família, trabalhador. Eu preciso que eles liberem esse exame para que eu possa enterrar os restos mortais dele de forma digna", afirma Dona Lindaci. Ela diz ainda que, além de um enterro digno, precisa do atestado de óbito do marido para ter acesso a benefícios. Dona Lindaci diz que tem problemas na coluna e princípio de diabetes, e destaca que não tem nenhuma renda atualmente. "Não é justo os restos mortais dele ficarem jogados lá e, por causa de um exame, eu não poder enterrar. Na época, eu perguntei se poderia pagar, mas disseram que não poderiam liberar o material, que era coisa do Estado. Então tem que ficar até dez anos? Eu não acho certo não", diz. O DPT em Salvador informou que o corpo está sob a guarda do DPT, esperando o resultado do exame de DNA para confirmar a identidade da vítima e que, pela complexidade da demanda, o DNA requer um maior prazo para conclusão. Por isso, conforme o órgão, não é possível estabelecer uma previsão para a liberação do corpo.

Quatro jovens são presos suspeitos de decapitar homem para 'assustar' irmão da vítima

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 10:12h

Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Quatro jovens foram presos pela Polícia Civil suspeitos de matar Erivaldo Ferreira da Rocha, de 32 anos, em Goiânia. Segundo a corporação, o grupo disse que matou a vítima para atingir o irmão dela, que teria uma rixa com eles. Os presos afirmaram que decapitaram o homem para que a morte tivesse “repercussão” e o parente dele soubesse do crime. “Os autores confessaram o crime e [disseram que] usaram um serrote. Segundo eles, a decapitação era para que o caso tivesse grande repercussão e chegasse até o irmão dele”, explicou a delegada Silvana Nunes. Segundo a delegada, o homem que seria o mandante do crime já estava na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, e outro investigado foi morto no último dia 25 de janeiro. A cabeça da vítima foi encontrada em 13 de janeiro em frente a um shopping na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia. Nela, havia a inscrição "TD2", que faz alusão à gíria “tudo dois”, que significa “tudo em paz”. Já o corpo dele foi achado quatro dias depois, boiando no Rio Meia Ponte, também na capital.

Falsa oferta de emprego

De acordo com as investigações, o corpo de Erivaldo tinha marcas de tiros e foi decapitado. Até esta terça-feira (5), a Polícia Civil informou que ainda aguarda laudo cadavérico para saber se ele foi decapitado quando ainda estava vivo ou depois de morto. Segundo a delegada, o rapaz foi atraído ao local do crime por uma proposta de emprego falsa. “A vítima não tinha conhecimento das companhias do irmão. Chamaram ele para capinar um lote no fundo da casa dos autores. Ele foi na inocência, mas era uma ‘casinha armada’. [Chegando lá] os autores deram dois tiros contra ele”, explicou. Nunes também esclareceu que, após a decapitação, a cabeça da vítima foi levada em um saco plástico por um dos autores até a frente do shopping. Já o corpo foi jogado no rio.

Decote da deputada Paulinha não quebra decoro, dizem advogados

  • Informações da Exame
  • 06 Fev 2019
  • 09:51h

Ana Paula da Silva: deputada estadual foi alvo de ataques após sua posse na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Facebook/Reprodução)

A deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT), a Paulinha, foi alvo de ataques nas redes sociais após ter ido à posse na Assembleia Legislativa de Santa Catarina vestindo um macacão vermelho decotado. Segundo advogados consultados pela reportagem, “manifestações raivosas e conservadoras à parte, a conduta da deputada não configura quebra de decoro parlamentar”. Para Marcellus Ferreira Pinto, advogado constitucionalista e eleitoral, a roupa da deputada é uma “opção individual e não atinge terceiros”. “A discussão se restringe ao campo dos costumes e das interpretações individuais”, pondera Ferreira Pinto. Em sua avaliação, Paulinha “fez uma opção individual de vestimenta, ou seja, sua conduta em nada interfere na órbita do direito alheio”.

Mulher cai em golpe de estelionatário e paga R$ 24 mil à vista por apartamento alugado pelo suspeito na Bahia

  • 06 Fev 2019
  • 09:01h

Foto: Divulgação / TV Bahia

Uma mulher pagou R$ 24 mil pela compra de um apartamento no bairro de Cajazeiras, em Salvador, após ver anúncio na internet, e descobriu que caiu em um golpe. Conforme a Polícia Civil, o suspeito, que tinha alugado o imóvel, confessou o crime, mas não foi preso porque foi encontrado após o prazo do flagrante. De acordo com informações da polícia, a dona de casa, que não quis ter a identidade revelada, viu o anúncio com fotos na internet e negociou a compra com o suspeito. O caso foi registrado na última quinta-feira (31), na delegacia de Cajazeiras. A Polícia Civil informou que o suspeito alugou o apartamento, tirou fotos dos cômodos e anunciou a venda pela internet. Segundo a Polícia Civil, a mulher, que juntou dinheiro por muito tempo, entrou em contato com o suspeito, negociou a compra e transferiu R$ 19 mil para a conta bancária dele. A vítima pagou outros R$ 5 mil à vista e ficou de dar mais R$ 1 mil ao suspeito depois. “Eu tinha vontade de comprar um imóvel, aí eu entrei em contato com ele pelo anúncio da internet, olhei duas vezes e marquei com ele para fazer a compra. Dia 28, no Shopping Cajazeiras, eu fui com ele e a gente fez o documento de compras e vendas. Passei no cartório, abri firma, reconheci e aí fui vítima desse golpe”, contou a vítima. A mulher informou que o golpe só foi descoberto após a vítima fazer ela ir ao apartamento para fazer uma limpeza e ser questionada pela mãe do verdadeiro dono sobre a movimentação no local. Segundo a vítima, a mãe do dono do imóvel perguntou em qual apartamento ela moraria e falou que ela havia caído em um golpe. "Eu fiquei sem chão”, lamentou, emocionada. Em entrevista à TV Bahia, afiliada da Rede Globo, a delegada Overanda Oliveira, informou que o suspeito foi localizado na segunda-feira (4). Ele foi interrogado e liberado. “Nós estamos empreendendo diversas diligências diminuir, ao menos, o prejuízo dela. Se trata de uma pessoa muito humilde, uma pessoa que trabalhou toda a vida, todo o tempo, se privou de muita coisa, para adquirir esse imóvel e no final foi lesada por esse suspeito”, explicou a delegada. Segundo Overanda, a polícia já entrou em contato com a agência bancária usada pelo suspeito. “Nós estamos mantendo contato com as agências bancárias no sentido de obtermos essas informações. Nós precisamos saber exatamente qual o fim que este suspeito deu para a importância [dinheiro] que foi entregue pela vítima e a transferência bancária”. A delegada informou que testemunhas foram ouvidas e um pedido de prisão preventiva desse ser pedido nos próximos dias. “Quando a vítima veio à delegacia nós tomamos conhecimento da situação, iniciamos as diligências, que resultaram na localização do suspeito. Contudo, já não autorizava a prisão em flagrante, mas nós estamos instruindo o procedimento, já procedemos o registro, já ouvimos diversas pessoas e a nossa intenção é representar pela prisão preventiva desse indivíduo e, principalmente, evitar que ele pratique outros crimes na nossa área”, disse Overanda Oliveira.