- Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
- 11 Set 2025
- 08:17h
Foto: Divulgação/FIFA
A Copa do Mundo de 2026 já tem contornos definidos. Com sede tripla inédita — Estados Unidos, México e Canadá —, o torneio será o primeiro da história com 48 seleções participantes, abandonando o tradicional formato com 32 equipes. Até o momento, 18 seleções já carimbaram o passaporte para o Mundial, mas ainda restam caminhos em aberto. Entre eles, o mais dramático: a repescagem internacional.
Duas das 48 vagas sairão da repescagem, espécie de “torneio mundial” entre continentes. A disputa contará com seis seleções: uma de cada confederação, com exceção da Uefa, que não participa, e da Concacaf, que terá direito a duas vagas por sediar a competição.
Até agora, já estão confirmados:
- Oceania: Nova Caledônia
- América do Sul: Bolívia
- América do Norte e Central: 2 seleções ainda a definir
- Ásia: 1 seleção ainda a definir
- África: 1 seleção ainda a definir
COMO VAI FUNCIONAR?
O playoff será disputado em março de 2026, em cidades dos países-sede, o que servirá também como evento-teste para a Copa. Na primeira fase: quatro equipes sorteadas se enfrentam em dois jogos eliminatórios; na segunda fase: os vencedores encaram as duas seleções mais bem ranqueadas no ranking da Fifa entre as participantes e na última fase: apenas duas seleções garantem vaga no Mundial.
Serão, ao todo, quatro partidas com clima de decisão. O formato é novidade. Até a edição de 2022, no Catar, a repescagem era composta por confrontos diretos entre confederações — América do Sul contra Ásia, África contra Oceania. Na Europa, um sistema à parte reunia 12 seleções em três chaves, das quais três equipes avançavam. Agora, com a ampliação do Mundial, a Fifa padronizou a fórmula global.
Enquanto isso, a lista de classificados para a Copa já chegou em 18 Seleções. Veja a lista abaixo:
- África (CAF): Marrocos e Tunísia (7 vagas diretas ainda em disputa)
- Ásia (AFC): Austrália, Irã, Japão, Jordânia, Coreia do Sul e Uzbequistão (2 vagas restantes)
- América do Norte (Concacaf): Canadá, México e Estados Unidos (3 vagas a definir)
- América do Sul (Conmebol): Argentina, Brasil, Equador, Colômbia, Paraguai e Uruguai (sem vagas restantes)
- Europa (Uefa): ainda sem classificados (16 vagas diretas em jogo)
- Oceania (OFC): Nova Zelândia (vaga única definida)
A cerimônia de abertura está marcada para 11 de junho de 2026, e a grande final acontece em 19 de julho. Antes disso, em 5 de dezembro de 2025, o sorteio dos grupos revelará o caminho de cada seleção. Até lá, a repescagem seguirá como a última chance de sonho para equipes que ainda buscam o palco maior do futebol mundial.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 16:34h
Foto: Vitor Vasconcelos / SECOM-PR
Graças a quedas acentuadas de preços nos setores de Habitação, Alimentação e Transportes, a inflação brasileira registrou deflação no mês de agosto, com resultado negativo de -0,11%. Foi o que revelou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10).
A deflação registrada pelo IBGE em agosto ficou 0,37 ponto percentual abaixo da taxa de 0,26% de julho. E o resultado de -0,11% é o primeiro índice negativo desde agosto de 2024 (-0,02%), além de ter sido o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%).
No ano, o IPCA acumula alta de 3,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores.
A variação e o impacto negativo mais intensos vieram do grupo Habitação (-0,90% e -0,14 p.p.), devido à queda na energia elétrica residencial (-4,21%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,17 p.p.).
Também tiveram quedas em agosto o grupo Alimentação e bebidas (-0,46% e -0,10 p.p.) e Transportes (-0,27% e -0,06 p.p.), que exercem maior peso na composição do IPCA juntamente com Habitação.
Além deles, Comunicação e Artigos de residência também tiveram deflação (ambos com -0,09% de variação) e os demais grupos registraram variações e impactos positivos: Educação (0,75%), Saúde e cuidados pessoais (0,54%), Vestuário (0,72%) e Despesas pessoais (0,40%).
Habitação saiu de um aumento de 0,91% em julho para uma queda de 0,90% em agosto. Essa queda, segundo o IBGE, configurou o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real.
O grupo foi influenciado pela energia elétrica (-4,21% e -0,17 p.p.), com queda em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos.
Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no índice, teve deflação pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, com -0,83%, após redução de 0,69% em julho.
O IBGE destaca as reduções de preços no tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%).
Transportes saiu de 0,35% em julho para -0,27% em agosto. O resultado reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%).
Pelo lado das altas, o grupo Educação variou 0,75% em agosto com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,80%), principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,26%) e ensino fundamental (0,65%). A alta dos cursos diversos (0,91%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (1,87%).
No Vestuário (0,72%), destacam-se as altas na roupa masculina (0,93%) e nos calçados e acessórios (0,69%). Em Saúde e cuidados pessoais (0,54%), sobressaem as altas nos itens de higiene pessoal (0,80%) e no plano de saúde (0,50%).
Quanto aos índices regionais, a cidade de Vitória (ES) apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, devido às quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).
Em Salvador, depois de já ter registrado 0,02% em julho, houve nova queda no índice e a capital baiana verificou deflação de -0,08% em agosto. No ano, a inflação em Salvador está em 2,94% (abaixo da média nacional de 3,15%), e no acumulado dos últimos 12 meses, a capital da Bahia registra 4,94% (também abaixo do total para o país, que é de 5,13%).
- Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 14:20h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O Nepal vive a pior onda de protestos em décadas. Pelo segundo dia consecutivo, nesta terça-feira (9), manifestações violentas deixaram um rastro de destruição, mortes e ataques contra autoridades do país.
Entre os episódios mais graves está a morte de Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal. Ela morreu após ser queimada viva após a residência da família ser incendiada por manifestantes. Outros líderes políticos também foram feridos, incluindo ex-chefes de governo.
Vídeos gravados por manifestantes mostram a invasão à casa da ministra das Relações Exteriores, Arzu Rana Deuba, que foi agredida com chutes e socos. Seu marido, o também ex-primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba, aparece nas imagens com a camisa rasgada e o rosto ensanguentado enquanto era carregado por apoiadores. Residências de outras autoridades, como a do então premiê KP Sharma Oli, também foram alvo de vandalismo.
A violência tomou conta da capital, Catmandu, desde a segunda-feira (8), quando confrontos em frente ao Parlamento resultaram em pelo menos 19 mortos e mais de 100 feridos. Manifestantes desafiaram o toque de recolher e enfrentaram a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Oli acabou renunciando ao cargo pressionado pelos protestos.
O estopim da revolta foi a proibição temporária de redes sociais, como Facebook e Instagram, medida justificada pelo governo como forma de conter crimes virtuais, notícias falsas e discursos de ódio. A decisão, no entanto, gerou forte indignação popular. Jovens saíram às ruas com o slogan “Bloqueiem a corrupção, não as redes sociais”.
Os protestos expõem a instabilidade política e econômica do país, localizado entre Índia e China, que já enfrenta dificuldades desde a abolição da monarquia em 2008. A juventude nepalesa, marcada pela falta de oportunidades de trabalho, tem sido a principal força das mobilizações — muitos sobrevivem com empregos precários no exterior, enviando recursos para suas famílias no Nepal.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 12:17h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O assassinato de Iryna Zarutska, 23, refugiada ucraniana morta a facadas em Charlotte, na Carolina do Norte, ganhou repercussão nacional após a divulgação, na sexta-feira (5), das imagens do ataque. O caso rapidamente se transformou em combustível para Donald Trump e seus aliados, que passaram a usá-lo como exemplo da "carnificina americana" -expressão adotada pelo republicano para descrever a situação da segurança pública no país, apesar de os índices de criminalidade estarem em queda.
O vídeo de segurança mostra Zarutska, com o uniforma da pizzaria em que trabalhava, sentada em um trem no fim de agosto. Ela está olhando para o celular quando, de repente, um homem sentado atrás dela se levanta, segurando uma faca na mão direita. Naquele momento, segundo a polícia, ele esfaqueou e matou Zarutska, no que pareceu ser um ataque aleatório e sem motivo aparente.
A polícia prendeu Decarlos Brown Jr. logo depois, acusando-o de homicídio doloso. O Departamento de Justiça americano formalizou nesta terça (9) acusações contra ele. O homem de 34 anos agora enfrenta uma acusação federal, após já ter sido preso sob a acusação estadual de homicídio em primeiro grau. Embora as acusações estaduais e federais possam resultar em penas de morte, o estado da Carolina do Norte não executa um detento desde 2006, enquanto o governo federal realizou execuções até 2021.
Embora Charlotte registre queda de 8% na criminalidade geral e de 25% nos crimes violentos no primeiro semestre deste ano, o caso se encaixa no padrão em que conservadores destacam crimes brutais para reforçar a narrativa de que o país vive uma onda de violência e que as grandes cidades e a mídia falham em enfrentá-la.
No sábado, o deputado Mark Harris, republicano que representa partes de Charlotte, chamou o ataque de "um microcosmo de uma epidemia nacional". Nesta segunda (8), a Casa Branca chamou Brown, que segundo as autoridades é sem-teto e tem problemas mentais, de "monstro perturbado" com uma "longa ficha criminal", culpando os democratas locais pelo assassinato e acusando-os de serem brandos com o crime.
"É o culminar dos políticos, promotores e juízes democratas da Carolina do Norte priorizando agendas woke que falham em proteger seus cidadãos quando eles mais precisam", disse o comunicado da Casa Branca.
Trump condenou o esfaqueamento e estabeleceu uma conexão entre o assassinato e suas ameaças de enviar agentes federais e tropas da Guarda Nacional para Chicago e outras cidades governadas pelos democratas. "Quando você tem assassinatos horríveis, você tem que tomar ações horríveis", disse o presidente republicano, antes de se referir especificamente a Chicago, que ele tem atacado em discursos e nas redes sociais há semanas.
No ano passado, os conservadores usaram o assassinato de uma estudante de enfermagem na Geórgia, Laken Riley, por um imigrante venezuelano que havia entrado ilegalmente no país para alimentar o medo sobre o crime cometido por imigrantes. Enquanto alguns na esquerda apontam dados que mostram que os imigrantes são menos propensos a cometer crimes do que os americanos nativos, alguns conservadores argumentam que qualquer crime cometido por alguém que está ilegalmente no país poderia ter sido evitado com uma aplicação rigorosa das leis de imigração.
Trump destacou repetidamente o assassinato de Riley ao argumentar que as políticas de fronteira de seu antecessor, Joe Biden, tornaram o país menos seguro. Após o assassinato desta sexta, os críticos de Trump temem que ele use a morte de Zarutska para justificar o envio de tropas federais às cidades dos EUA, como fez em Washington, apesar de as estatísticas mostrarem uma queda nos crimes violentos em todo o país.
"Os aliados Maga de Trump estão tentando usar o trágico assassinato de uma funcionária em Charlotte, Carolina do Norte, para justificar sua ocupação ilegal das cidades dos EUA", escreveu o reverendo William Barber, o mais proeminente líder afro-americano dos direitos civis do estado, em uma mensagem de texto.
Brown, 34, tem um histórico conturbado: ele foi preso 14 vezes nos últimos 12 anos, de acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Mecklenberg, onde fica Charlotte, incluindo acusações de assalto à mão armada, furto em lojas e danos à propriedade privada.
Em agosto de 2014, ele foi preso após apontar uma arma contra um homem e roubar-lhe US$ 450, um celular e moeda hondurenha, segundo documentos judiciais. Ele se declarou culpado de roubo com arma perigosa e cumpriu a pena mínima de seis anos e um mês.
Após sua libertação em setembro de 2020, Brown ficou um ano sob supervisão. Um porta-voz do Departamento de Correção de Adultos da Carolina do Norte se recusou a comentar mais sobre o caso, citando registros confidenciais da prisão.
A moradia e o estado mental de Brown parecem ter se tornado cada vez mais instáveis nos últimos meses. Em janeiro, quando a polícia realizou uma verificação de bem-estar, ele disse aos policiais que alguém lhe havia dado "um material artificial que controlava quando ele comia, andava, falava", de acordo com registros judiciais. Brown ficou chateado quando os policiais lhe disseram que não podiam fazer nada a respeito e ligou para o 911 [serviço de emergência americano].
Ele foi então acusado de uso indevido do 911. Brown foi libertado dias depois, com a magistrada Teresa Stokes concordando em libertá-lo sob a condição de que ele assinasse uma promessa por escrito de comparecer a futuras audiências. Nos documentos, "natureza e circunstâncias da ofensa" estão marcadas como um fato que apoiou as condições de libertação.
As tentativas de entrar em contato com Stokes não tiveram sucesso. A mãe de Brown, Michelle Ann Dewitt, disse em uma breve entrevista nesta segunda que, pouco depois de seu filho ser libertado da prisão em 2020, ele foi diagnosticado com esquizofrenia e começou a agir de forma "agressiva em casa". Ela acrescentou que acreditava que seu filho, que ela deixou em um abrigo para sem-teto dias antes do assassinato, não deveria ter sido deixado na comunidade após sua prisão em janeiro.
Agora acusado de homicídio doloso, Brown está novamente sob custódia. Um juiz ordenou uma avaliação de acuidade mental, de acordo com um documento judicial.
As tentativas da reportagem de entrar em contato com a família de Zarutska não tiveram sucesso.
Em sua declaração nesta segunda, a Casa Branca concentrou a crítica nos democratas da Carolina do Norte, citando vários deles pelo nome por promoverem o que chamou de "agendas woke" em vez de combater o crime. Seus alvos incluíram o ex-governador Roy Cooper, que está concorrendo ao Senado dos Estados Unidos em uma eleição em 2026 que pode ajudar a determinar o controle da Câmara.
A Casa Branca observou que, como governador, Cooper havia estabelecido uma "Força-Tarefa para a Equidade Racial na Justiça Criminal" que recomendou programas de diversão, eliminando a fiança em dinheiro para muitos delitos menores e outras reformas após o assassinato de George Floyd em Minneapolis em 2020.
Em um comunicado emitido também na segunda, o gabinete de Cooper chamou o assassinato de "um ato desprezível de maldade" e defendeu suas políticas enquanto estava no cargo. "Roy Cooper sabe que os habitantes da Carolina do Norte precisam estar seguros em suas comunidades; ele passou sua carreira processando criminosos violentos e traficantes de drogas, aumentando as penas para violência contra as forças da lei e mantendo milhares de criminosos fora das ruas e atrás das grades", disse o comunicado.
A prefeita de Charlotte, Vi Lyles, tem enfrentado críticas de seus oponentes pelo que eles descreveram como uma resposta inadequada ao assassinato e às preocupações com a segurança em Charlotte.
Dias após o incidente, Lyles divulgou um comunicado oferecendo condolências à família de Zarutska e chamando-o de "uma situação trágica que lança luz sobre os problemas com as redes de segurança social relacionadas aos cuidados de saúde mental". Na segunda, em uma carta publicada nas redes sociais, a prefeita culpou "uma falha trágica dos tribunais e magistrados" e prometeu aumentar a segurança em torno do sistema de transporte público da cidade.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 10:16h
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Deputados do PL afirmaram que vão intensificar, nas próximas semanas, a articulação para levar a proposta de anistia à votação na Câmara dos Deputados. Já no Senado, parlamentares da legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que não devem priorizar o tema neste momento.
Segundo senadores do PL, a discussão está concentrada na Câmara e a ideia é aguardar a aprovação pelos deputados para, só então, iniciar a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Parlamentares da legenda avaliam ainda que Alcolumbre buscou se antecipar a essa movimentação ao anunciar, na semana passada, a intenção de apresentar um projeto de anistia “alternativo” e menos abrangente. A informação foi divulgada nesta quarta (10) pelo Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2025
- 08:13h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (9), solicitando a devolução de bens apreendidos durante a operação policial que motivou em sua prisão. A informação é do jornalista Ancelmo Gois, do 'O Globo'.
Preso há quase dois, o artista publicou uma carta aberta para os fãs com passagens bíblicas e uma mensagem na qual ele diz aceitar o castigo dele.
Oruam foi preso no dia 22 de julho, após uma operação da Polícia Civil para apreender um menor de idade suspeito de integrar uma facção criminosa, que se escondia na casa do cantor.
O artista é acusado de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
"Para todos os meus fãs, um leão ferido ainda é um leão. Ninguém prende quem tem a mente livre. Sempre visitei meu pai na prisão, me acostumei a ser a visita… e hoje, quando minha família vem me ver o que mais quero é e embora junto com eles. Fique famoso, ganhei o mundo.. e me esqueci de Deus. Tive que ser preso pra voltar a falar com ele, aceito meu castigo…", escreveu.
O rapper ainda pediu desculpas a família pela situação, afirmou que o caso dele é uma grande injustiça e ainda pontuou ter sido leal com pessoas falsas.
"Estou pagando por erros, mas também sendo julgado de forma desigual, carregando nas costas acusações que não correspondem à minha verdade. Mais do que uma pena, sinto o peso de uma perseguição que tenta manchar a minha história e minha arte. Peço desculpas aos meus fãs e a minha família. Hoje sei quem são meus amigos de verdade e quem são meus amigos de mentira, quem é falso e quem é verdadeiro, nunca vou esquecer de quem estendeu a mão no momento em que eu mais precisei."
- Por Aline Gama
- 09 Set 2025
- 14:43h
Foto: Gustavo Moreno / STF
O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, absolveu o município de Feira de Santana, na Bahia, da responsabilidade subsidiária pelo pagamento de verbas trabalhistas devidas a uma cooperada por empresa terceirizada. A reclamação, movida pela prefeitura, questionava acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) que havia condenado o ente público com base na ausência de fiscalização do contrato.
O caso tem origem em uma ação trabalhista contra a Ativacoop - Cooperativa de Trabalho de Atividades Gerais da Bahia e o Município de Feira de Santana. O TRT-BA entendeu que caberia ao poder público o ônus de comprovar que havia fiscalizado o cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada, e, não o fazendo, deveria responder subsidiariamente pelos débitos.
Na defesa, o município alegou que o tribunal trabalhista violou o entendimento firmado pelo STF no Tema 1.118 de Repercussão Geral, julgado no RE 1.298.647. O tema estabelece que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública não é automática diante do mero inadimplemento da empresa contratada. Segundo a tese do Supremo, é indispensável que o trabalhador comprove, nos autos, a existência de um comportamento negligente do poder público ou um nexo de causalidade entre a conduta e o dano sofrido.
O ministro analisou os fundamentos do TRT-BA, que atribuiu a responsabilidade ao município com base na "culpa in vigilando" e na "ausência de fiscalização do contrato". Para o relator, o tribunal regional teria criado um "contorcionismo jurídico" ao exigir que a administração comprovasse prévia e positivamente que fiscalizou, para só então o ônus recair sobre a autora. Essa conclusão, segundo Moraes, subverte a tese do Tema 1.118, que coloca o ônus probatório do comportamento negligente exclusivamente sobre a parte autora (trabalhador).
Ao final, o ministro concluiu que não houve nos autos a comprovação de um comportamento sistematicamente negligente do município ou do nexo causal entre sua conduta e o prejuízo da trabalhadora. Para embasar seu entendimento, citou julgado da Primeira Turma do STF (RCL 28.459 AgR) que, em situação análoga, afastou a responsabilidade subsidiária por falta de demonstração desses requisitos.
A Reclamação foi julgada procedente para cassar a parte do acórdão do TRT-BA que reconheceu a responsabilidade subsidiária do município de Feira de Santana, determinando a exclusão do município do processo. A decisão monocrática foi proferida na quinta-feira (4).
- Bahia Notícias
- 09 Set 2025
- 12:41h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
Claudia Leitte voltou a ser citada em um processo trabalhista. A cantora é o polo passivo de uma ação que corre em segredo de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), que pede o reconhecimento de relação de emprego de um ex-funcionário da empresa da artista, com valor ajuizado em R$ 523.284,17.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, o processo foi distribuído para a 32ª Vara do Trabalho de Salvador, e segue o rito ordinário, procedimento comum para ações trabalhistas mais complexas ou de maior valor.
A Ccli Pedreira Shows e Eventos Ltda e a Ciel Empreendimentos Artísticos Ltda foram notificadas pelo TRT-5. A notificação para a cantora foi expedida no dia 27 de agosto de 2025.
Já o reclamante teve a intimação expedida no dia 3 de setembro. O autor tem até o final desta semana para se manifestar. Por correr em segredo de Justiça, não é possível ter detalhes da ação, apenas o assunto dela.
Ainda não houve audiência, mas um primeiro encontro está marcado para o final de setembro.
Este não é o único processo movido contra a artista e a empresa que gere a carreira dela. Em 2023, um outro funcionário pediu R$ 663.503,43 em uma ação com a mesma motivação. Este foi o caso mais caro com o valor divulgado.
O caso mais conhecido é o do ex-backing vocal Danilo Souza, que pedia uma indenização de R$ 229.308,11 na Justiça por danos morais, multas devidas, 13º, adicionais, férias, pagamento de FGTS e outros direitos.
Na ocasião, o artista afirmou que não teve a carteira assinada ao longo do período que trabalhou para Claudia Leitte e que foi desligado sem justa causa em meio a pandemia da Covid-19.
A artista e as empresas envolvidas no processo foram condenadas a pagarem Danilo Black as parcelas deferidas na fundamentação.
"Condeno as partes ao pagamento dos honorários advocatícios, ficando a exigibilidade do pagamento da reclamante sob condição suspensiva, nos termos da fundamentação supra. Custas de R$ 1.000,00, pelas reclamadas, calculadas sobre valor de R$ 50.000,00, valor arbitrado à condenação."
Em maio deste ano, a cantora foi citada em uma ação trabalhista que corre na 75ª Vara do Trabalho de São Paulo. Na ocasião, um funcionário, que prestava um trabalho terceirizado, que realizava o transporte de equipamentos da banda que se apresenta com a cantora, alegou na ação diversas irregularidades trabalhistas. A causa está avaliada em R$ 295.800,00.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a assessoria da cantora negou que Claudia tenha sido notificada no processo.
"Em relação ao caso que vem sendo divulgado na mídia, no qual o nome da artista Claudia Leitte está sendo citado em um processo trabalhista, esclarecemos que a artista nunca contratou o reclamante, nem teve qualquer vínculo profissional com o mesmo. O processo se encontra em fase de conhecimento e por este motivo não há como divulgar maiores informações."
Existem ainda quatro processos no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, que foram arquivados.
O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria da artista, que até a publicação desta matéria não retornou a solicitação de um posicionamento.
- Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folhapress
- 09 Set 2025
- 10:38h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Personagens marcantes do 8 de Janeiro como Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, e Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a Fátima de Tubarão, podem ficar menos de dois anos em regime fechado em razão dos ataques golpistas do 8 de Janeiro.
Já os acusados de envolvimento no núcleo crucial da trama golpista podem ficar de 7 a 11 anos nesse regime, se consideradas as penas máximas dos crimes dos quais são acusados. O quadro tem exceções, como do delator e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que tem parte da ação penal suspensa.
No caso das pessoas já condenadas pela participação direta na depredação dos três Poderes, o cálculo do tempo para a progressão se dá a partir da porcentagem da pena cumprida e do abatimento do período em prisão preventiva.
Em algumas situações, a preventiva foi decretada ainda em janeiro de 2023 e se estendeu por quase dois anos. Até 12 de agosto, o STF (Supremo Tribunal Federal) responsabilizou 1.190 pessoas pelo episódio. Desse total, 638 foram condenadas, 279 das quais por crimes graves contra a democracia.
Nesse último cenário, os envolvidos foram no geral condenados por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada, deterioração do patrimônio e dano qualificado. A pena total máxima para esses crimes pode superar 40 anos.
A Folha de S.Paulo calculou o tempo para a progressão de regime de alguns desses personagens, considerando a necessidade de terem cumprido 25% da pena em regime fechado, cenário estabelecido a apenados primários que cometeram crimes com violência ou grave ameaça.
Na prática, esse cálculo envolve mais detalhes, como características pessoais do sentenciado e aspectos subjetivos e objetivos levados em consideração na análise judicial, explica a advogada criminalista Ana Krasovic.
Conhecida por ter pichado a estátua da Justiça, Débora Rodrigues foi condenada em abril a 14 anos de prisão, sendo 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção, em regime inicial fechado.
Calculando-se os 25% para a progressão a partir do tempo de reclusão, Débora poderia solicitar a progressão de regime depois de cerca de três anos. O cálculo é feito considerando o tempo de reclusão, e não a pena total, porque a detenção estipulada não admite o regime inicial fechado.
Como Débora já ficou dois anos em prisão preventiva, restaria a ela cerca de apenas um ano antes de ir para o semiaberto, interpreta Alamiro Velludo Salvador Netto, professor de direito penal da USP.
Outros elementos podem acelerar a progressão, como bom comportamento. Débora está desde março em prisão domiciliar em razão de ter filho menor de 12 anos. A especificidade, entretanto, não muda o tipo de regime inicial fechado do ponto de vista jurídico, explica Netto.
"A prisão domiciliar é dada como medida excepcional em razão de factualidade como condição de saúde, mas o regime continua sendo fechado."
Maria de Fátima, filmada no 8 de Janeiro falando em "pegar o Xandão", em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes, foi condenada em agosto de 2024 a pena de 17 anos. Desse total, são 15 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção, o que levaria à possibilidade de pedido de progressão com 3 anos e 11 meses.
A defesa dela informou à Folha que conseguiu junto à Justiça abater da pena 1 ano e 9 meses em razão de prisão preventiva e 207 dias por bom comportamento. Com isso, ela poderia sair do regime fechado em menos de dois anos.
Outro exemplo é Antonio Claudio Alves Ferreira, o homem que quebrou relógio no Planalto. Condenado em junho de 2024, ele teve a mesma pena de Maria de Fátima.
Em julho de 2025, Moraes deferiu requerimento de abatimento do período de prisão provisória, que durou de 24 de janeiro de 2023 a 6 de dezembro de 2024. Ele também permitiu o desconto de 66 dias em razão de trabalho e atividades de leitura. Retirando-os do tempo de reclusão, Antonio poderia sair do regime fechado depois de 1 ano e 10 meses.
Um mês antes, ele foi solto em razão de decisão de um juiz de Minas Gerais, onde está preso. Moraes, entretanto, determinou nova prisão, uma vez que Antonio não tinha cumprido 25% da pena.
No caso dos réus no núcleo central da acusação da trama golpista, a ida para o semiaberto, em caso de condenação, pode se dar depois de 7 ou 11 anos para Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.
Esse cálculo considera as penas máximas dos cinco crimes de que são acusados e também é feito de maneira ilustrativa, já que, na prática, a condenação de cada réu pode variar.
A contagem considera os 25% de cumprimento de pena necessários antes da progressão em casos com violência, e os 16% quando o juiz considera que não houve nos crimes violência ou grave ameaça.
Para Bolsonaro, a projeção é a mesma, com o agravante de que ele pode ser enquadrado como líder da organização criminosa. Para especialistas, o político pode não ter o abatimento de atual prisão domiciliar, que vem de outro processo.
Especificidades também existem para Ramagem, que tem a ação penal suspensa para dano e deterioração, crimes que teriam sido cometidos no 8 de Janeiro, depois da sua diplomação. O julgamento dos dois delitos deve ocorrer após o término do mandato.
No caso dele, um pedido de progressão poderia vir com 5 anos e 11 meses (progressão em cenário sem violência) ou 9 anos e 3 meses (com violência).
O general Braga Netto, por sua vez, pode pegar no máximo 10 anos e 3 meses com o abatimento da prisão preventiva estipulada em dezembro do ano passado.
O caso de Cid gera três hipóteses. Se acatado pedido de sua defesa, o militar teria perdão judicial ou cumpriria pena de dois anos, o que resultaria em um regime inicial aberto.
Acatada a redução de um terço sugerida pela PGR em razão de omissões na delação, a pena máxima seria de 29 anos. Com isso, ele poderia pedir a progressão depois de quase 5 ou 7 anos.
Sem o acordo, o militar encararia uma pena máxima de 43 anos, que resultaria em 7 ou 11 anos no regime fechado, como a maioria dos outros réus do núcleo crucial.
- Bahia Notícias
- 09 Set 2025
- 08:11h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal registrou um aumento de 213% nos gastos com viagens de pessoas sem cargo no Poder Executivo durante os dois primeiros anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No período, os custos chegaram a R$ 392,6 milhões.
De acordo com dados do Painel de Viagens, plataforma do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), somente com passagens aéreas foram desembolsados R$ 200,9 milhões. O montante representa um crescimento de 267% em comparação aos R$ 54,6 milhões gastos nos dois últimos anos do mandato de Jair Bolsonaro (PL).
Todos os valores divulgados foram corrigidos pela inflação, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A informação foi divulgada pelo Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 08 Set 2025
- 12:10h
Foto: Lucas Ávila / Divulgação
A cantora Angela Ro Ro, dona de sucessos como “Amor, meu grande amor” e “Na cama”, morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos. A artista sofreu uma parada cardíaca após um procedimento cirúrgico no Rio de Janeiro.
A cantora estava internada desde julho, no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro, onde chegou a passar por uma traqueostomia por conta de uma infecção no pulmão. Nascida em 1949, a cantora era chamada de “Ro Ro” devido a sua voz rouca e grave.
Em vida, a cantora lançou discos como “Só nos resta viver” (1980) e “Escândalo!” (1981), além de seu primeiro álbum “Angela Ro Ro”, que lançou sucessos como “Gota de sangue”, “Balada da arrasada” e “Tola foi você”. A canção “Amor, meu grande amor” chegou a ser regravada por Frejat.
O início de sua carreira teve influência do cineasta baiano Glauber Rocha, que a conheceu durante uma viagem à Itália. Enquanto esteve internada, Angela chegou a utilizar suas redes sociais para pedir ajuda financeira de seus fãs e seguidores para continuar com o tratamento.
- Por João Pedro Pitombo | Folhapress
- 08 Set 2025
- 10:07h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou as manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizadas neste 7 de Setembro, afirmando que elas serviram para demonstrar quem está ao lado dos brasileiros.
Em entrevista à rádio Jacobina FM, da Bahia, o petista afirmou que causa espanto o fato de manifestantes terem levantado uma bandeira gigante dos Estados Unidos na avenida Paulista, em São Paulo, no dia que marca a celebração da independência do Brasil.
"Eu nunca vi, não conheço na história da humanidade, no Dia da Independência de uma nação ou de um país, políticos erguerem a bandeira de outro país. E um país que tem adotado medidas para destruir os empregos, as empresas e economia do nosso país", afirmou o ministro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em julho sobretaxa de 50% sobre o Brasil e condicionou qualquer negociação ao fim do julgamento por golpe de Estado de Bolsonaro. O Palácio do Planalto e o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitam essa exigência.
Em Brasília, o presidente Lula (PT) participou da cerimônia oficial do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, marcada pela ausência de ministros do STF.
Na avaliação do ministro, o 7 de Setembro serviu para reafirmar a soberania nacional, a independência e autodeterminação dos povos
"Ficou claro o lado de quem cada um de nós está. Quem sempre esteve ao lado do povo brasileiro e quem usou até recentemente a bandeira do Brasil para defender seus próprios interesses e defender aquilo que não interessa a maioria do povo brasileiro", afirmou.
O governo estabeleceu para a celebração os temas "Brasil dos Brasileiros", "Brasil do Futuro" e a COP30, conferência climática da ONU que será realizada em novembro, em Belém. Foram distribuídos bonés com o tema "Brasil Soberano", ao som de uma música gravada pela ministra Margareth Menezes (Cultura).
Enquanto isso, setores da esquerda organizaram o tradicional ato "Grito dos Excluídos" em diversas capitais brasileiras. Nos últimos anos, além de servir de contraponto às celebrações oficiais da Independência, os atos também disputam terreno com as manifestações bolsonaristas.
- Bahia Notícias
- 08 Set 2025
- 08:05h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
As tarifas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha sofrerão um aumento a partir de janeiro de 2026. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) no "Diário Oficial da União" (DOU) após ato oficial do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
O Confaz reúne representantes do governo federal e os estados, estes que fazem a arrecadação do imposto em questão. Segundo informações do g1, este será o segundo ano consecutivo em que o ICMS sobre combustíveis é elevado.
Para 2026, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57, no caso da gasolina; de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17, para o diesel; e no caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.
Informações do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, apontam que o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
- Por Mariana Brasil, Cézar Feitoza e Guilherme Seto | Folhapress
- 07 Set 2025
- 15:19h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Às vésperas da provável condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista, o presidente Lula (PT) participou neste domingo (7) ao desfile do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ao lado de ministros, o governo explorou o mote "Brasil Soberano".
Diferentemente de 2024, quando 6 dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estiveram ao lado de Lula no palanque das autoridades, inclusive Alexandre de Moraes, desta vez nenhum dos ministros apareceu no evento oficial.
O governo estabeleceu três eixos para a celebração deste domingo, as temáticas "Brasil dos Brasileiros", "Brasil do Futuro" e a COP30, conferência climática da ONU que será realizada em novembro, em Belém.
No evento, antes do começo dos desfiles, foram distribuídos bonés com o tema Brasil Soberano, ao som de uma música gravada para o 7 de Setembro pela ministra Margareth Menezes (Cultura).
O tema, elaborado pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), se alinha ao novo slogan da gestão, "do lado do povo brasileiro", divulgado no final de agosto em um contexto de conflito e ameaças comerciais e diplomáticas dos EUA ao Brasil.
Ao longo da semana, cartazes exibindo a mensagem para a data substituíram os exibidos anteriormente nos prédios dos ministérios na Esplanada, que citavam ações do governo Lula até o momento (fruto da campanha anterior "Brasil Dando a Volta por Cima").
Além de Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, também acompanham o desfile o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, não compareceu.
A maior parte dos ministros do governo estiveram presentes, entre eles, Ricardo Lewandowski (Justiça), Jorge Messias (AGU), Marina Silva, José Múcio (Defesa), Rui Costa (Casa Civil), Márcio França (Microempreendedorismo), Anielle Franco (Igualdade Racial), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).
Os ministros vinculados ao União Brasil e Progressistas, partidos que orientaram a seus filiados que abrissem mão dos cargos no governo, também participaram: André Fufuca (Esportes), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Celso Sabino (Turismo).
Parte dos espectadores que acompanham o desfile das arquibancadas gritava "sem anistia", em referência aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023. A Secretaria de Comunicação do governo disse ter estimado em 45 mil pessoas o número de pessoas presentes ao evento.
Como costuma acontecer anualmente, o presidente usou cadeia de rádio e TV, na véspera do evento.
No pronunciamento de sábado, Lula defendeu a soberania e mandou recados para o seu antecessor e para o presidente dos EUA, Donald Trump. Sem citar nominalmente, acusou Bolsonaro e aliados de serem "traidores da pátria".
"É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil. Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria. A história não os perdoará."
Neste domingo, apoiadores de Bolsonaro fazem atos em várias capitais do país, inclusive Brasília.
Tramita no Congresso projeto que visa anistiar militares e demais participantes dos ataques de 8 de janeiro de 2023 -o que também beneficiaria o ex-presidente. Bolsonaro está em prisão domiciliar enquanto aguarda a data de seu julgamento.
Segundo auxiliares do Planalto, a estratégia de usar uma mensagem nacionalista é uma maneira de o governo reafirmar as bandeiras do patriotismo e da defesa da nação, que eram atreladas ao bolsonarismo nos últimos anos.
Até o momento, a postura dos membros do governo vinha sendo a de tentar evitar a aprovação da anistia no Congresso. No entanto, o ministro da Defesa, José Múcio, adotou um tom menos combativo que o presidente, ao afirmar, na última sexta-feira (5), que a deliberação sobre o tema caberia ao Legislativo, e que o momento exigia união para "construir o país". A fala foi feita após almoço entre ele, Lula e demais autoridades das Forças Armadas.
Em seu pronunciamento para o dia da Independência de 2024, Lula já havia incluído dizeres em torno da soberania nacional e das instituições democráticas. Na época, o discurso estava vinculado à defesa das instituições com alusões diretas ao 8 de janeiro.
"Nenhum país é de fato independente quando tolera ameaças à sua soberania. Seremos sempre intolerantes com qualquer pessoa, tenha a fortuna que tiver, que desafie a legislação brasileira. Nossa soberania não está à venda. Nenhum país do mundo é de fato independente quando seu povo perde esperança. Por isso, comemoramos a volta da capacidade de sonhar da nossa juventude, graças à geração de oportunidades para todos e todas", declarou à época.
No ano passado, o lema da celebração do 7 de setembro foi "Democracia e Independência - É o Brasil no rumo certo". O mote focava em uma mensagem de respeito aos Poderes e contra extremismos. O conflito que permeava o momento era outro, dessa vez, com um embate entre o empresário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter) com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que exigia o enquadramento da rede à legislação brasileira para funcionar devidamente.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 07 Set 2025
- 12:16h
Foto: Divulgação
A Âmbar, companhia do Grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, fará um aporte de R$ 9,85 bilhões na Amazonas Energia para assumir o controle da distribuidora. O dinheiro será usado para reestruturação financeira e amortização de dívidas da companhia, estimadas em cerca de R$ 12 bilhões.
A injeção de recursos faz parte dos termos do plano final de transferência do controle, aprovado nesta semana pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), apurou a reportagem.
É a primeira distribuidora de energia adquirida pela J&F, que já tinha comprado usinas de gás da Eletrobras no estado do Amazonas. A estratégia da Âmbar, de acordo com a empresa, é fazer um choque de gestão na empresa.
O grupo dos irmãos Batista se movimenta agora no mercado para adquirir outras empresas distribuidoras, de acordo com pessoas a par do tema ouvidas pela Folha.
O acordo, que está sob sigilo, ainda terá de ser homologado pela Justiça, porque a Amazonas Energia judicializou a negociação.
Hoje a empresa é controlada pela empresa Oliveira Energia, que atravessa fortes dificuldades financeiras. A empresa foi privatizada em 2018. O acordo será enviado pela AGU (Advocacia-Geral da União) ao TRF 1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).
Procuradas, a Âmbar e a Aneel não responderam o pedido de informação da reportagem para comentar as condições do acordo.
A Aneel aceitou a flexibilização dos prazos para o atingimento de três parâmetros regulatórios cobrados pela agência: perdas não técnicas (os chamados gatos), inadimplência e custo operacional. A Âmbar terá 15 anos para atender os parâmetros.
Esses três pontos são os maiores desafios enfrentados hoje pela distribuidora. A empresa tem um alto índice de consumidores, inclusive do setor público, que não pagam a conta de luz. O custo operacional também é afetado pelas longas distâncias no estado.
Cerca de 2% dos consumidores moram em 18% do Amazonas.