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Outubro Rosa: A investigação do câncer de mama leva no máximo 24 horas

  • 21 Out 2016
  • 07:02h

(Foto: Divulgação)

Desde a década de 90, a sociedade e as instituições mundiais abraçam a campanha Outubro Rosa, criada nos EUA com o intuito de conscientizar as pessoas sobre o câncer de mama. Essas iniciativas são positivas diante de um cenário preocupante: a estimativa do INCA é que em 2016 mais de 57 mil mulheres receberão a notícia de que estão com câncer de mama. E, neste ano, o ideal da campanha Outubro Rosa é conscientizar a importância de ir além do autoexame, atualmente colocado como prevenção secundária, e valorizar a realização da mamografia. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres do Brasil e do mundo, a doença corresponde a cerca de 25% dos casos de câncer diagnosticados em mulheres todos os anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Geralmente percebido em fases iniciais, o câncer de mama se manifesta no corpo principalmente através do nódulo, fixo e quase sempre indolor. 

Mas outros sinais da doença podem ser notados, como pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito; pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e saída de líquido anormal das mamas. Tais sintomas devem ser investigados, no entanto, também podem estar relacionados a doenças benignas da mama. Quando se trata de saúde, esperar - principalmente para um diagnóstico tão complexo -não é a melhor opção. Atualmente existe um método para agilizar a investigação do câncer de mama disponibilizado pelo Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, a Investigação Rápida – Câncer de Mama permite consultas e exames em um único local e entrega os resultados em uma consulta final com um mastologista em até 24 horas.Para realizar essa investigação, que é exclusiva no Brasil, é necessário fazer o agendamento pelo telefone 2151-1233 - Opção 5. Esse serviço só está disponível para paciente particular. 

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Nº de casos de chikungunya e dengue em 2016 na Bahia supera o de 2015

  • 19 Out 2016
  • 09:06h

INfectologista diz que as três doenças são precoupantes, mas que a dengue é a que mais coloca a vida em risco (Foto: Reprodução/TV Bahia)

O número de casos de dengue e chikungunya na Bahia, entre janeiro e setembro deste ano, superaram a quantidade de casos notificados em todo o ano de 2015. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De acordo com a Sesab, foram 53.842 casos de dengue e 24.304 de chikungunya em 2015, enquanto até setembro deste ano já foram registrados 62.892 casos de dengue e 47.895 de chikungunya. Os casos de Zica também aumentaram, mas em uma intensidade menor. Em 2015, foram 66.203 casos, o que dá uma média de aproximadamente de 5.516 por mês. Até setembro de 2016, a Sesab registrou 55.128 casos, o que dá uma média de 6.125 casos mensais. A médica infectologista Ceuci Nunes diz que as três doenças preocupam. “A que mais coloca a vida em risco é a dengue. A gente sabe que tem o grande problema da microcefalia com o zika, e o problema da chikungunya que você fica doente, sintomático, com dor articular, por até alguns anos. Todas as três são doenças preocupantes", afirma. Em Salvador, o local com maior índice de infestação é o Itaigara, bairro de classe média, com 3,6%. O ideal, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), é abaixo de 1%. Na localidade, os principais criadouros são copos e garrafas, carros abandonados, além de jardins e casas fechadas. 

Os agentes de saúde perceberam, entretanto, que algumas casas fechadas tinham apenas mosquitos adultos, e não havia criadouros, o que indica que os mosquitos estavam se criando em outro lugar. Com isso, eles começaram suspeitar que os criadouros poderiam estar nas bocas de lobo. Após fiscalização, foi constatado que das 72 bocas de lobo pesquisadas, 14% tinham focos do mosquito. Segundo a bióloga Raquel Perez, com a chegada da primavera, quando o o clima reúne chuva e calor, o ambiente fica ainda mais favorável para a reprodução do mosquito aedes aegypti, transmissor das doenças. “Com as chuvas, você vai ter os reservatórios naturais, propícios para a multiplicação, para oviposição da fêmea. Com a temperatura mais quente, o ciclo pode ser reduzido em cinco dias. E aí você tem várias gerações do mosquito ao mesmo tempo”, explica a bióloga.

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46% das pessoas com diabetes do tipo 2 não sabem que têm o problema

  • 16 Out 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Quase metade dos brasileiros que têm diabetes do tipo 2 não sabe que tem a doença. E muitas vezes, não imagina o risco que corre. diabetes, é uma doença perigosa, que mata uma pessoa a cada 13 segundos no mundo. Doutora Cinthia Cercatto, endocrinologista, fala do remédio para diabetes que agora é usado para emagrecer. Doutor Nilton Kawahara, cirurgião bariátrico, explica como a cirurgia ajuda a controlar a diabetes. Apesar de muitas pessoas não apresentarem nenhum sintoma quando a glicemia não está muito alta, os principais sinais da diabetes incluem: sensação de fraqueza, boca seca, vontade constante de urinar, visão turva e taxa de glicemia muito alta. A obesidade é o primeiro fator para desencadear esse tipo de diabetes, o tipo 2, e também hipertensão. Ela acaba causando uma inflamação generalizada no organismo, aumentando a resistência insulínica periférica e prejudicando a sinalização para produção de insulina. Muitas pessoas se lembram apenas de complicações como amputações e cegueira, mas se esquecem de comprometimentos fatais como o infarto, acidentes vasculares e acometimento renal.

Entidades lançam alerta para barrar avanço de sífilis no país: 'A situação está fora de controle'

  • 16 Out 2016
  • 18:00h

(Foto: Reprodução)

O Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Pediatria e Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia lançaram na sexta-feira (7) um alerta para tentar refrear o avanço de casos de sífilis congênita no País. No documento, endereçado para a população em geral, autoridades e médicos, as entidades recomendam a adoção de medidas urgentes para tentar reduzir o avanço da doença. Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, a taxa de bebês com sífilis congênita em 2015 foi de 6,5 casos a cada mil nascidos vivos - 13 vezes mais do que é tolerado pela Organização Mundial de Saúde e 170% a mais do que o registrado em 2010. 

Diante dessa situação, o Ministério da Saúde deverá lançar nas próximas semanas um plano para tentar conter a doença. "A situação da sífilis no Brasil está fora de controle", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia do Rio, Mauro Passos. "Os números são vergonhosos. É inadmissível o País ter uma taxa como essa de uma doença que pode ser prevenida", completou o médico. "Vivemos numa situação de emergência epidemiológica. E algo precisa ser feito", completou Sidnei Ferreira, da Sociedade Brasileira de Pediatria. O crescimento de casos não ocorre apenas para sífilis congênita. Números obtidos pelo Estado mostram que a sífilis em gestante passou de 3,7 para 11,2 casos a cada mil nascidos vivos, um aumento de 202%. Para sífilis adquirida (denominação dada para sífilis na população em geral) a taxa é de 42,7 casos a cada 100 mil habitantes. A sífilis congênita pode levar à morte do bebê. Transmitida durante a gestação, a doença pode ser evitada caso a gestante faça um tratamento, ainda nos primeiros meses de gravidez. Números obtidos pela reportagem, no entanto, mostram que, no ano passado, 50% dos diagnósticos ocorreram no último trimestre da gravidez.

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Teste do Pezinho deve ser realizado até quinto dia de vida, adverte Ministério da Saúde

  • 14 Out 2016
  • 19:06h

(Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde utilizou do Dia das Crianças, comemorado na quarta-feira (12), para conscientizar os pais da importância da realização do Teste do Pezinho até o quinto dia de vida da criança. O teste, de acordo com a pasta, deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O teste pode identificar seis doenças genéticas ou congênitas, que são passíveis de tratamento e que não aparentam clinicamente no nascimento. Em 2015 cerca de 2,5 milhões de recém-nascido passaram pelos testes no país. Destes, 53% fizeram os testes até o quinto dia de vida.

Pesquisadores temem 'desastre' na ciência com aprovação da PEC 241

  • 14 Out 2016
  • 18:08h

(Foto: Reprodução)

A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos públicos à taxa da inflação pelos próximos 20 anos, será "desastrosa" para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, segundo o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich. Pesquisadores temem que o resultado seja um congelamento do orçamento dedicado hoje ao setor, considerado extremamente baixo. "Se continuarmos na situação atual por mais 20 anos será mortal; vamos voltar ao status de colônia extrativista", disse Davidovich à reportagem. "Na verdade, não digo nem 20 anos. Se for cinco, já será extremamente complicado". O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (hoje chamado MCTIC, após fusão com a pasta das Comunicações) encolheu consideravelmente nos últimos anos. Em valores corrigidos pela inflação, é quase 30% menor do que dez anos atrás, e aproximadamente metade do que era em 2010. "

Estamos partindo de um patamar muito baixo", diz Davidovich, físico da Universidade Federal do Rio (UFRJ). "Vamos ficar estacionados numa situação que já é muito ruim". Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Helena Nader, "é um cenário trágico para a ciência". Ela teme uma fuga em massa de cérebros para o exterior, caso a situação de perpetue dessa forma. "O que estamos dizendo para os nosso jovens cientistas é: se você tem condições de ir embora do Brasil, vá; porque aqui a ciência não é valorizada". Segundo o MCTIC, a PEC 241 não representa um "congelamento" de investimentos, pois não impõe um limite máximo às despesas de nenhum setor em particular. Trata-se de um teto universal para todo o orçamento federal. Ou seja, o governo terá flexibilidade para distribuir recursos como achar melhor entre uma área e outra. "Nada impede que o Poder Executivo ou o Poder Legislativo fixe despesas para a ciência acima do exercício anterior, desde que outras despesas sejam ajustadas para acomodar tal elevação ao limite total do conjunto de gastos", afirma a pasta.

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Dieta saudável na vida adulta reduz riscos de diabetes tipo 2

  • 13 Out 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Um estudo da Universidade de Harvard aponta que, adotar uma dieta saudável pode diminuir o risco de diabetes tipo 2 ao longo do tempo. Por outro lado, a mesma pesquisa indica que uma dieta não regulada pode levar ao aumento do risco da doença. "Apesar de recentes recomendações de saúde pública terem focado de forma crescente na melhora geral da qualidade da dieta, as evidências sobre se mudar a dieta na idade adulta têm impacto na prevenção da diabetes em longo prazo são limitadas", disse a principal autora do estudo, Sylvia H. Ley, da Universidade Harvard. A pesquisadora afirma que foi possível demonstrar a evidencia de que a prevenção à diabetes está ligada a qualidade da dieta na idade adulta. A pesquisa observou, por mais de 20 anos, mais de 124 mil adultos que não tinham diabetes no início de três grandes estudos de longo prazo que avaliaram estilo de vida e resultados de saúde. Os pesquisadores classificaram a qualidade da dieta dos participantes a cada quatro anos. Do total, houve 9.361 casos de diabetes tipo 2 durante os estudos. Quando a qualidade da dieta diminuiu em mais de 10% entre os levantamentos feitos a cada quatro anos, o risco de diabetes subiu em 34%. Melhorar a qualidade da dieta na mesma proporção levou a uma queda de 16% no risco de desenvolver diabetes. Uma dieta saudável incluí maior consumo de vegetais, frutas, grãos integrais, nozes e legumes e menor consumo de carne vermelha ou processada, bebidas açucaradas e sucos de fruta, gordura trans e sódio, assim como consumo moderado de álcool.

Bahiafarma recebe mais um registro para fabricar teste rápido do zika

  • 12 Out 2016
  • 18:02h

(Foto: Reprodução)

A Bahiafarma obteve nesta segunda-feira (10) mais um registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para teste rápido para detectar o vírus zika. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), o novo dispositivo identifica a doença a partir do primeiro dia de infecção, o que torna o diagnóstico mais ágil e preciso e facilita o tratamento. A Bahiafarma, laboratório público do Estado da Bahia, já tinha o registro para um teste cujo diagnóstico é sorológico (analisa o soro sanguíneo) e permite a indicação dos anticorpos IgM (imunoglobina M, visto na fase aguda da doença) e IgG (imunoglobina G, que aponta se houve uma infecção mais antiga pelo vírus) (veja aqui). O dispositivo relativo ao novo registro faz a identificação da doença a partir do antígeno NS1 na corrente sanguínea do paciente. "O teste rápido Zika NS1 é um exame de diagnóstico complementar aos testes rápidos sorológicos Zika IgG e IgM que lançamos no meio do ano", explica o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. "Resumidamente, o IgM confirma os casos suspeitos a partir do quinto dia do aparecimento dos sintomas, o IgG registra se o paciente teve a doença há mais tempo e o NS1 detecta a infecção a partir de seus primeiros momentos, até o sexto ou sétimo dia da instalação da doença, o que permite uma intervenção médica mais rápida e precisa”, complementa.

Câncer de mama é identificado pelas próprias mulheres em mais da metade dos casos

  • 12 Out 2016
  • 14:02h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostrou que as próprias mulheres identificaram sinais e sintomas do câncer de mama em mais da metade dos casos, inclusive "em estágio inicial e intermediário, quando as chances de sobrevida são maiores". Os dados foram apresentados na última semana, durante o lançamento, em parceria com o Ministério da Saúde, da campanha nacional Outubro Rosa, que tem o tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". Foram ouvidas, no estudo, 405 moradoras do Rio de Janeiro que procuraram atendimento devido a um câncer de mama pela primeira vez entre junho de 2013 e outubro de 2014. 

Quando perguntadas como a doença foi percebida inicialmente, 66,2% das pacientes responderam que elas próprias notaram alteração na mama. O percentual de mulheres que identificou a doença por meio da mamografia ou de outro exame de imagem foi de 30,1%, enquanto em 3,7% dos casos foi um profissional de saúde que detectou a suspeita. Os principais sinais e sintomas percebidos pelas mulheres foram nódulo ou caroço (89,6%), dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção pelo mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%). Segundo o Inca, algumas das entrevistadas relataram mais de um sinal ou sintoma. A campanha lançada pelas entidades tem o objetivo de enfatizar a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas de câncer, além de divulgar a recomendação do Ministério da Saúde para que todas as mulheres de 50 a 69 anos, mesmo as que assintomáticas, realizem uma mamografia a cada dois anos.

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Pesquisa mostra que primeira gestação, após os 30 anos, pode provocar câncer de mama

  • 11 Out 2016
  • 19:02h

(Foto: Reprodução)

Especialistas em câncer de mama gestacional observaram um aumento no índice da doença associada, "provavelmente", ao atraso na idade da mulher para ter a primeira gravidez. Para o estudo, a gestação após os 30 anos se enquandram à metade dos casos de câncer de mama durante a gravidez. O resultado da pesquisa foi divulgado na última sexta-feira (7), pelo Grupo Espanhol de Pesquisa em Câncer de Mama (Geicam), no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica em Copenhague (Dinamarca), concluindo que grávidas, ou no ano seguinte à gravidez, desenvolveram o câncer do tipo basal, considerado o mais agressivo e com tratamento complicado. A análise contou com a participação de 70 pacientes, e segundo os pesquisadores, os dados contribuem para o aprofundamento dos estudos sobre quais os motivos propiciam o desenvolvimento do câncer em mulheres de gestação tardia. De acordo com informações do Portal Terra, um dos principais pesquisadores da análise, o oncologista Juan de la Haba, explicou que as células das glândulas mamárias ficam mais resistentes a um tumor, quando atingem amadurecimento completo ao desenvolver a amamentação.

Ministério da Saúde anuncia vacinação contra HPV para meninos

  • 11 Out 2016
  • 13:24h

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (11), que a vacinação contra HPV será estendida para os meninos. A vacina contra o papilomavírus humano (HPV), que protege principalmente contra o câncer de colo do útero, já faz parte do Programa Nacional de Imunizações desde 2014, indicada para meninas de 9 a 13 anos. A partir de janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária será ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos. O esquema vacinal consistem em duas doses, com intervalo de seis meses. Segundo o Ministério da Saúde, estudos feitos em outros países mostram que a inclusão dos meninos contribui para a diminuição do câncer de colo do útero e vulva das mulheres, já que isso possibilita a diminuição da circulação do vírus a população, o que beneficia o público feminino. 

Além disso, os próprios meninos serão beneficiados, já que a vacina protege contra câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais, problemas também relacionados ao vírus. A vacinação contra HPV para meninos também é usada por Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá. A inclusão dos meninos na vacinação contra HPV segue a recomendação de sociedades médicas brasileiras como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria. Outra mudança é que, a partir de 2017, meninas que chegarao aos 14 anos sem a vacina também poderão se vacinar. A vacinação também será estendida homens que vivem com HIV entre 9 e 26 anos. Antes, só as mulheres com HIV desta faixa etária podiam se vacinar gratuitamente. No caso desse público, o esquema vacinal é de 3 doses.

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Número de mamografias aumenta em 37% no Brasil, divulga Ministério da Saúde

  • 09 Out 2016
  • 07:01h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (6), durante o lançamento da campanha nacional do Outubro Rosa em parceria com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), os números de prevenção do câncer de mama. De acordo com a pasta, as mamografias cresceram 37% no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, com aumento de 1,6 milhão para 2,2 milhões. O aumento foi ainda maior na faixa etária entre 50 a 69 anos, que é a faixa prioritária, aumentando 64%, saindo de 854 mil para 1,4 milhão de mamografias. O INCA estimou uma aumento de 57 mil casos de câncer de mama no ano de 2016. Com a devida recomendação médica, o SUS oferta exame de mamografia gratuita para as mulheres brasileiras. Após o diagnóstico, o SUS dispõe de cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), além de radioterapia e quimioterapia. No ano de 2015 foram realizadas 18.537 mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,9 milhões de procedimentos de radioterapia, 1,4 milhão de sessões de quimioterapia e 3.054 cirurgias de reconstrução mamária. Os recursos foram ampliados em 31% nos últimos cinco anos, com o total de R$ 599 milhões em 2015. O Ministério da Saúde, em parceria com o INCA lançaram a campanha “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?" que busca enfatizar a importância da realização dos autoexames para identificar possíveis alterações nas mamas. A campanha pode ser encontrada através do hotsite.

Ministério lança prontuário eletrônico para pacientes da atenção básica

  • 06 Out 2016
  • 19:04h

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O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (6), um novo prontuário eletrônico para pacientes da atenção básica que deverá ser adotado por todos os municípios do país até o dia 10 de dezembro. A ideia é ter um sistema nacional digitalizado com todas as informações dos brasileiros que usam serviços de atenção básica do SUS. A nova versão do prontuário chama-se e-SUS AB. As informações de todos os atendimentos, diagnósticos, procedimentos, internações, exames e prescrições de remédios de cada paciente deverão ser obrigatoriamente cadastradas no prontuário pelas unidades básicas de saúde (UBS) e repassadas ao Ministério pelo município. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o repasse de recursos de saúde para esses municípios estará vinculado ao envio dos dados para o governo federal. Ou seja, municípios que não enviarem as informações dos prontuários serão punidos por um bloqueio de parte dos recursos federais, mais especificamente uma parcela chamada PAB Variável, que corresponde ao financiamento de estratégias da atenção básica em saúde, como custeio dos atendimentos de pediatria e programas como Saúde da Família. 

"A partir de agora, esta é a forma que queremos receber as informações", disse Barros durante o anúncio da medida. Segundo ele, o ministério fornecerá o software necessário para envio dos dados aos municípios que ainda não o tenham e oferecerá ajuda para aumentar a conectividade das unidades de saúde que necessitem. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 76% das UBS ainda registram o histórico do paciente em papel. O restante das unidades usa alguma versão de prontuário eletrônico, seja uma versão anterior ofertada pelo Ministério da Saúde ou uma versão da iniciativa privada. A ideia do lançamento do prontuário é eliminar totalmente o uso de papel. O recurso também poderá ser usado para registrar visitas do programa Saúde da Família e de agentes comunitários da saúde que passam nas casas para fazer o controle do mosquito Aedes aegypti

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Câncer de mama antes dos 50 anos chega a 40% dos casos, diz estudo

  • 03 Out 2016
  • 20:05h

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Embora o Ministério da Saúde recomende a realização periódica da mamografia somente a partir dos 50 anos, um novo estudo feito pelo A.C. Camargo Cancer Center traz de volta a polêmica sobre a idade a partir da qual as mulheres devem fazer o exame capaz de detectar o câncer de mama. Levantamento do hospital com 4.527 pacientes mostra que 40% das mulheres que receberam o diagnóstico da doença entre os anos de 2000 e 2010 no centro médico tinham menos de 50 anos e não descobririam o tumor se tivessem seguido a orientação do ministério. Do total de pacientes acompanhadas, 11,4% descobriram a doença até os 39 anos e outras 28,7%, entre os 40 e os 49 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos. "Não podemos dizer que os dados do A.C. Camargo refletem toda a realidade brasileira, até porque somos um centro de referência em oncologia e isso leva a mais diagnósticos precoces. No entanto, esse estudo mostra que vale a pena investir na mamografia mais cedo. Sabemos que a curva de incidência da doença começa a aumentar a partir dos 40 anos e, quanto mais cedo descoberto o tumor, maior a chance de cura", diz Fabiana Baroni Makdissi, cirurgiã oncologista e diretora de Mastologia do A.C. Camargo. Os dados do levantamento provam o quanto o diagnóstico precoce é decisivo no sucesso do tratamento. 

Do total de mulheres que descobriram a doença no estágio 1, 96,1% estavam vivas após cinco anos. No grau 2, eram 89,2%. No estágio 3, o índice foi de 71,6%, número que caiu para 30,3% no estágio 4, o mais avançado. Sinal. Diagnosticada com câncer de mama aos 37 anos, a supervisora de vendas Patrícia Rosa Moreira, hoje com 40, atribui à sorte a realização da mamografia que a fez descobrir a doença. "Foi por acaso. Eu fui doar sangue e deu uma alteração nas plaquetas. Resolvi fazer um check-up e pedi para a médica uma guia para fazer mamografia. Ela não queria dar de jeito nenhum, disse que eu ainda não estava na idade, mas eu bati o pé e ela deu", conta. O exame feito em 2014 detectou o tumor no grau 2. A supervisora teve de retirar a mama esquerda, fazer 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia. "O câncer já estava com 4 centímetros e eu não tinha nenhum sintoma, ele não era palpável. Nunca descobriria sem um exame. Se eu tivesse feito a mamografia aos 50 anos, ele já estaria espalhado pelo corpo." O tratamento terminou em dezembro de 2015 e, hoje, Patrícia aguarda pela cirurgia de reconstrução mamária, prevista para dezembro ou janeiro. "Enquanto eu estava no hospital, conheci muitas moças, de menos de 30 anos, com a doença. Acho errado passarem a mamografia só a partir dos 50 anos." O Ministério da Saúde diz que segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de realização da mamografia para fins de rastreamento entre os 50 e 69 anos, porque "essa é a faixa etária com maior efetividade na prevenção e que possui evidência científica de impacto na mortalidade". A pasta diz ainda que orienta os médicos a solicitarem o exame antes às pacientes que tenham histórico da doença na família, especialmente se uma parente de primeiro grau tenha recebido o diagnóstico antes dos 50 anos. Nesses casos, a recomendação é que as mulheres passem por avaliação médica a partir dos 35 anos para que sejam definidos os exames necessários. Isso porque, no caso de mulheres mais jovens, com estrutura mamária diferente por causa da idade, nem sempre a mamografia é suficiente - podem ser solicitados ultrassom ou ressonância magnética.

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Pesquisa da USP indica que casca da romã ajuda a prevenir Alzheimer

  • 30 Set 2016
  • 20:09h

(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), indica que a casca da romã é rica em substâncias que ajudam na prevenção do Alzheimer. Segundo Maressa Caldeira Morzelle, doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), na casca da fruta são encontrados compostos antioxidantes que trazem benefícios à saúde humana. O principal deles é a prevenção do Alzheimer. Por meio do tratamento de animais com  extrato da casca de romã, verificou-se que o consumo do extrato foi capaz de inibir a atividade da enzima acetilcolinesterase, que atua de forma prejudicial nas terminações nervosas, em até 77%.

Os animais tratados apresentaram níveis de substâncias que favorecem a sobrevivência dos neurônios, e foram capazes de reduzir placas amiloides, uma das principais características da doença Alzheimer. Além disso, os animais que consumiram a romã apresentaram uma manutenção da memória, o que não acontecia nos animais que não eram tratados com a romã. A casca da romã, que geralmente é descartada, é a parte da fruta onde se concentra a maior quantidade das substâncias que ajudam no combate ao Alzheimer,. “A casca tem dez vezes mais dessas substâncias antioxidantes que a polpa”, diz O estudo feito por Maressa, e orientado pela professora Jocelem Mastrodi Salgado, também analisou outras frutas, no entanto, a romã foi que apresentou melhor resultado. “Em comparação com outras frutas como o morango e blueberry,  que também são antioxidantes, a romã é a mais eficaz no combate a doenças degenerativas, pois na casca da fruta há uma alta concentração de de compostos fenólicos, os principais responsáveis pela atividade antioxidante”, explica.

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