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Febre amarela: Reações graves à vacina são analisadas por Fiocruz e universidade dos EUA

  • 19 Abr 2017
  • 17:10h

(Foto: Reprodução)

Os efeitos adversos graves da vacina contra a febre amarela, embora raros, preocupam as autoridades médicas e de pesquisa dentro e fora do Brasil. Para tentar identificar as causas, pesquisadores da Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e da Universidade Rockefeller, dos Estados Unidos, iniciaram uma parceria para estudar fatores individuais para o problema, que pode ter origem genética. Entre os possíveis efeitos adversos da vacina contra febre amarela, o mais grave é a doença viscerotrópica, que pode causar choque, derrame pleural e abdominal, além de falência múltipla dos órgãos. O pesquisador Reinaldo de Menezes Martins, consultor científico da Bio-Manguinhos, explicou que os efeitos adversos ocorrem em uma a cada 300 mil pessoas vacinadas e a média é de uma morte a cada 10 a 20 casos em que há reação à vacina. 

Ainda não foram encontrados mutações no vírus da vacina ou problemas ligados à produção que pudessem explicar esses eventos adversos que, segundo ele, devem ter origem genética. "Essas reações acometem muitas vezes pessoas absolutamente saudáveis. Resta estudar algum fator individual que faz com que certas pessoas sejam sujeitas a esses eventos adversos. Imaginamos que esse fator individual deve ser de natureza genética", afirmou em entrevista à Agência Brasil. Caso seja confirmada a relação dos efeitos adversos da vacina a fatores genéticos, será possível desenvolver um kit diagnóstico para evitar que pessoas com predisposição a reações ao produto sejam imunizadas. Segundo Martins, o protocolo para a pesquisa teve os recursos aprovados, mas falta a liberação da verba. Um estudo já em andamento na Bio-Manguinhos pode levar à fabricação de vacinas contra a febre amarela sem vírus vivo, que poderia reduzir a possibilidade de efeitos adversos, mas o projeto ainda não tem perspectiva de conclusão, de acordo com o pesquisador. "Os estudos são promissores, mas os testes estão sendo feitos ainda em animais e não temos perspectivas de tê-la pronta nos próximos anos", concluiu.

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Pesquisa aponta que diabetes cresceu mais de 60% no Brasil em dez anos

  • 18 Abr 2017
  • 20:14h

(Foto: Reprodução)

O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde, revela ainda que as mulheres registram mais diagnósticos da doença – o grupo passou de 6,3% para 9,9% no período, contra índices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens. De acordo com o estudo, o indicador de diabetes aumenta com a idade e é quase três vezes maior entre os que têm menor escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 0,9%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 5,2% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 19,6%. O maior registro, entretanto, é na população com 65 anos ou mais, que apresenta índice de 27,2%. Já em relação à escolaridade, os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de diagnóstico de diabetes de 16,5%. 

O percentual cai para 5,9% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 4,6% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo. Segundo a Agência Brasil, a pesquisa aponta ainda que o número de pessoas diagnosticadas com hipertensão no país cresceu 14,2% na última década, passando de 22,5% em 2016 para 25,7% em 2016. As mulheres, novamente, registram mais diagnósticos da doença – o grupo passou de 25,2% para 27,5% no período, contra índices de 19,3% e 23,6% registrados entre homens. Também no caso da hipertensão arterial, o indicador aumenta com a idade e é maior entre os que apresentam menor escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 4%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 19,1% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 49%. O maior registro, entretanto, é na população com 65 anos ou mais, que apresenta índice de 64,2%. Em relação à escolaridade, os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de diagnóstico de hipertensão de 41,8%. O percentual cai para 20,6% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 15% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

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Mais da metade dos brasileiros está com peso acima do recomendado

  • 17 Abr 2017
  • 19:08h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde afirmou nesta segunda-feira (17) que o excesso de peso no Brasil cresceu 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o problema é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período. Já entre as mulheres, o índice passou 38,5% para 50,5%. O levantamento revela que, no Brasil, o indicador de excesso de peso aumenta com a idade e é maior entre os que têm menor grau de escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 30,3%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 61,1% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 62,4%. Já na população com 65 anos ou mais, o índice é de 57,7%. Em relação à escolaridade, 59,2% das pessoas que têm até oito anos de apresentam excesso de peso. 

O percentual cai para 53,3% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 48,8% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo. A Vigital diferencia excesso de peso ou sobrepeso de obesidade. A pessoa com sobrepeso tem Índice de Massa Corporal igual ou maior que 25 quilos por metro quadrado (kg/m2). Já a obesidade implica em IMC igual ou superior a 30 (kg/m2). De acordo com os dados, a prevalência de obesidade no país duplica a partir dos 25 anos de idade e o problema também é maior entre os que apresentam menor escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 8,5%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 22,5% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 22,9%. Na população com 65 anos ou mais, o índice é de 20,3%. Em relação à escolaridade, os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de obesidade de 23,5%. O percentual cai para 18,3% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 14,9% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

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Campanha de vacinação contra gripe começa nesta segunda (17)

  • 17 Abr 2017
  • 08:55h

(Foto: Reprodução)

Começa nesta segunda-feira (17) a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. A campanha vai até 26 de maio, e o dia de mobilização nacional está marcado para o dia 13. A meta é vacinar 54,2 milhões de pessoas em todo o país. Este ano, a novidade da campanha é a inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo, com direito a receber a imunização gratuitamente no SUS. A contraindicação é para quem tem alergia severa a ovo.

Veja quem recebe a vacina pelo SUS

  • Crianças de 6 meses a menores que 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes
  • Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)
  • Idosos (a partir de 60 anos)
  • Profissionais da saúde
  • Povos indígenas
  • Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional
  • Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade
  • Professores de escolas públicas ou privadas

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Maior circulação de vírus da gripe em 2017 pode ser do tipo H3N2

  • 15 Abr 2017
  • 19:09h

(Foto; Reprodução)

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabella Ballalai, afirma que a maior circulação do vírus influenza neste ano é do tipo H3N2, ao contrário do que foi registrado em 2016, quando a maior infecção era por H1N1. Para ela, a decisão do Ministério da Saúde de antecipar a campanha foi acertada, já que no ano passado, casos surgiram antes do período da campanha de vacinação. As imunizações começam nesta segunda-feira (17) (clique aqui e saiba mais). Os vírus são da gripe e não são novos no país. Segundo ela, as variações são igualmente graves. “Não tem mais grave e nem menos grave. Por isso que as vacinas são tri ou quadrivalentes procurando proteger de três ou quatro tipos de influenza que circulam entre nós”, disse. Segundo o SBI, em 2016, o H1N1 foi responsável por 90% dos casos registrados, mas este ano só houve 2% de registro do tipo. A presidente da entidade explica que o H3N2 é um vírus que já causou surtos no país em outros períodos e é o mais prevalente no hemisfério Norte. "Ele não mudou, mas é o que este ano está circulando mais. Não é porque ele esteja novo”.  Ela explica que apesar de a população popularmente buscar a vacina do H1N1, as doses sempre contêm os tipos H1N1, H3N2 e B. Para presidente do SBI, a melhor época para imunização é justamente o outono. A antecipação evita ainda a falta de vacinas, o que costuma ocorrer quando há surtos como o de 2016. 

Sesab registra 15 casos suspeitos de febre amarela na Bahia

  • 15 Abr 2017
  • 17:11h

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A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) registrou, até esta quinta-feira (13), 15 casos suspeitos de febre amarela em oito cidades. A pasta registrou um caso em Itiúba, quatro em Coribe, um em Itamaraju, um em Mucuri, um em Nova Viçosa, três em Teixeira de Freitas, um em Ilhéus, um em Feira de Santana. Ainda foi registrado dois casos de pessoas residentes no estado de Alagoas que passaram por vários locais na Bahia. A Sesab observou a redução de um caso no comparativo com o último boletim. Do total, sete casos foram descartados. Eles foram registrados em Coribe, Mucuri e dois em Teixeira de Freitas. Do total, oito permanecem em investigação, dependendo de resultados laboratoriais. No mesmo período, a Sesab registrou 209 epizootias em Primatas Não Humanos (PNH) distribuídas em 67 municípios. Desses, 32 casos tiveram confirmação de epizootias para febre amarela em 18 municípios: Alagoinhas, Biritinga, Camaçari, Catu, Cordeiros, Esplanada, Feira de Santana, Itaparica, Ituberá, Nova Viçosa, Ouriçangas, Pedrão, Salvador, Santa Rita de Cássia, São Felipe, São Miguel das Matas, Saúde e Vera Cruz.

Campanha de vacinação contra gripe começa nesta segunda (17) e inclui professores

  • 14 Abr 2017
  • 15:04h

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A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza começa nesta segunda-feira (17), anunciou o Ministério da Saúde em coletiva de imprensa nesta quinta-feira. Este ano, a novidade é a inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo, com direito a receber a imunização gratuitamente no SUS. A campanha vai até 26 de maio e o dia de mobilização nacional está marcado para o dia 13.A meta é vacinar 54,2 milhões de pessoas em todo o país. Crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto), idosos, profissionais da saúde, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade continuam fazendo parte do público-alvo.A contraindicação é para quem tem alergia severa a ovo.

 

Febre amarela: Fracionamento de vacina não será necessário, segundo ministro

  • 12 Abr 2017
  • 20:12h

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta segunda-feira (10) que foi decidido que não há necessidade de fracionamento de vacina contra a febre amarela neste momento no Brasil. De acordo com o ministro, "nas condições de hoje não haverá, por enquanto, recomendação de fracionamento". O anúncio foi feito após reunião na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), na capital dos Estados Unidos, Washington. O fracionamento pode ser aplicado em casos de grandes epidemias, para que uma dose atenda a vários pacientes. Segundo a Agência Brasil, Barros lembrou que, se acontecerem fatos novos, como uma cidade muito populosa ser classificada como área de recomendação da vacina, é possível que o governo volte a discutir o fracionamento. Segundo ele, essa é uma possibilidade que já foi utilizada e, "nos estudos, desde que houve essa vacinação, as pessoas que tomaram a dose fracionada e integral têm a mesma quantidade de anticorpos". Pela manhã, o ministro se reuniu com a diretora da organização, Carissa Etienne, e tratou das prioridades para o ministério no momento, entre elas o aumento no número de casos de febre amarela e a informatização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pesquisa da USP indica que pele de amendoim pode ajudar a prevenir diabetes e obesidade

  • 11 Abr 2017
  • 20:11h

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), indica que a pele do amendoim pode auxiliar na prevenção da obesidade e até da diabetes. O estudo do cientista de alimentos Adriano Costa de Camargo apontou compostos naturais desse subproduto da indústria que inibem enzimas ligadas à absorção de carboidratos e também de gordura. Segundo o pesquisador, os benefícios estão ligados a propriedades antioxidantes da pele do amendoim e também à ação dos chamados "compostos bioativos" que diminuem a absorção das moléculas de açúcar e de gorduras, que estão relacionadas ao diabetes e à obesidade. Camargo afirma que, para serem absorvidos pelo organismo, os carboidratos (açúcares) e lipídeos (gorduras) precisam ser "quebrados" em moléculas menores. "Essa quebra ocorre a partir da ação de enzimas, que podemos comparar a tesourinhas. Os compostos presentes na pele do amendoim se ligam a essas enzimas e é como se impedissem completamente ou parcialmente essas tesourinhas de cortar ou quebrar os açúcares e as gorduras", disse. A menor absorção de açúcares e gorduras "pode ser benéfica para o gerenciamento e prevenção do diabetes e da obesidade, respectivamente", afirmou Adriano.

Evolução de febre amarela para ciclo urbano é 'possível, mas não provável'

  • 09 Abr 2017
  • 20:07h

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A febre amarela seria muito mais preocupante para a população se o ciclo urbano estivesse ocorrendo atualmente no Brasil. De acordo com a pesquisadora Glória Teixeira, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), "é possível, mas não provável" que o ciclo atual evolua de silvestre para urbano. "Nós temos nesse momento o ciclo silvestre no espaço urbano. O mosquito que transmite a febre amarela silvestre não é o Aedes aegypti, são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Eles ficam nas copas das árvores, por isso picam os macacos", afirmou à imprensa durante o debate "Febre Amarela: Situação Atual e Dificuldades de Controle", nesta sexta-feira (7). 

Para evitar a propagação, é necessário vacinar a população das áreas de risco, além de detectar precocemente o vírus não só em pessoas, mas também em macacos. As recomendações também foram reforçadas por Eduardo Hage, do Instituto Sul Americano de Saúde de Governo em Saúde (ISAGS). De acordo com o pesquisador, esse surto de febre amarela silvestre supera qualquer outro registrado em décadas anteriores. "Os registros mais graves em períodos anteriores eram de quando ocorria febre amarela em área urbana, que não é o que está acontecendo hoje", explicou ao lembrar que esses episódios são cíclicos. "Tivemos um evento semelhante, não na mesma magnitude, entre 2008 e 2009. Embora o número de casos tenha sido menor, a área geográfica foi muito maior: compreendeu desde o estado de Goiás até o Rio Grande do Sul, chegando em países como Argentina e Paraguai", completou.

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Estudo associa qualidade do sono e envelhecimento

  • 09 Abr 2017
  • 14:08h

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Não é difícil observar que as pessoas, à medida que se tornam mais velhas, dormem menos e acordam cada vez mais durante a noite. Para entender as causas desse fenômeno, um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos analisou uma série de estudos científicos e concluiu que, ao envelhecer, se perde gradualmente a capacidade de ter um sono profundo e restaurador - o que provoca consequências físicas e mentais negativas, acelerando o próprio envelhecimento. O sono muda com o envelhecimento, mas o que os cientistas descobriram é que essas mudanças podem também ser ponto de partida para explicar o próprio envelhecimento, segundo Matthew Walker, um dos autores do estudo, publicado ontem na revista científica Neuron. Diretor do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, Walker afirma que um dos principais problemas ligados ao envelhecimento e agravados pela perda do sono é a demência. "Cada uma das principais doenças que estão nos matando nos países desenvolvidos - como diabete, obesidade, Alzheimer e câncer -, tem uma forte relação causal com a falta de sono. À medida que ficamos mais velhos, a probabilidade de todas essas doenças aumentam consideravelmente, especialmente a demência", afirma. Segundo Walker, a perda do sono entre as pessoas mais velhas não é causada por uma agenda cheia nem por necessidade menor de sono. 

O que ocorre é que, conforme o cérebro envelhece, os neurônios e os circuitos nas áreas que regulam o sono se degradam lentamente, resultando em um tempo cada vez menor nos estágios do chamado sono não-REM. Segundo os cientistas, o sono REM (movimento ocular rápido, na sigla em inglês), que ocorre com mais frequência na segunda metade da noite de sono, é caracterizado por uma atividade cerebral rápida - quando ocorrem os sonhos - e um relaxamento total do corpo. Enquanto isso, os estágios de sono não-REM são caracterizados por uma atividade cerebral lenta, que garantem um sono restaurador. Com menos horas nesses estágios de sono profundo, os idosos sofrem sequelas. Segundo outro dos autores, Bryce Mander, também da Universidade da Califórnia em Berkeley, o envelhecimento leva a um declínio de quase todas as medidas usadas para avaliar o sono. "Quanto mais se envelhece, a duração do seu sono é reduzida, fica mais fragmentado e o tempo gasto em cada um dos estágios é reduzido. O principal é que o tempo gasto nos estágios mais profundos - em especial no sono profundo não-REM - é reduzido dramaticamente. Mesmo a passagem de um estágio a outro se torna menos previsível e mais desorganizada", explica.

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Vacina contra febre amarela é eficaz mesmo em doses muito menores, diz pesquisador

  • 09 Abr 2017
  • 10:13h

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Principal medida para controle de surtos de febre amarela, a vacina contra a doença é "altamente eficaz", de acordo com o consultor científico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Reinaldo Martins. O pesquisador explicou que estudos mostraram, inclusive, que é possível aplicar doses menores da substância para uma proteção a curto prazo. "Em estudos que fizemos, a vacina de febre amarela em doses muito menores que as usadas atualmente protegem pelo menos por um ano. Nós não sabemos ainda com relação à imunidade a longo prazo, mas não há dúvida que essa estratégia é eficaz para controlar a epidemia", afirmou à imprensa durante o debate "Febre Amarela: Situação Atual e Dificuldades de Controle", nesta sexta-feira (7), no Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba). "Precisamos ter mais informações quanto à duração da imunidade. 

Estamos fazendo atualmente um estudo para saber a duração oito anos depois, mas está apenas no início", completou. A possibilidade de fracionar a vacina contra febre amarela para garantir uma maior cobertura tem sido avaliada pelo Ministério da Saúde. A eficácia da vacina também garante resultados satisfatórios com a aplicação de uma única dose, como foi definido nesta semana (veja aqui). Ainda assim, Martins acredita que a medida deve ser temporária. "Se está havendo escassez de vacina e tem pessoas que não têm nenhuma dose, não é razoável insistir em dar duas doses, já que a segunda é para cobrir falhas que são raras. É desejável ter uma segunda dose, mas não é imprescindível", explicou. "É uma medida que, a meu ver, deve ser temporária. Quando a situação se normalizar, nós vamos voltar a fazer uma dose de reforço", concluiu, ao lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma única dose para prevenção da doença.

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Vacinação contra febre amarela acende alerta para redução na doação de sangue, diz Hemoba

  • 07 Abr 2017
  • 16:54h

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O aumento da procura por vacinas contra a febre amarela acende o alerta sobre o risco de redução de doação de sangue na Bahia. A informação é da Fundação de Hematologia e Hemoterapia (Hemoba) que, seguindo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde, não permite a doação de pessoas que tenham sido vacinadas contra o vírus durante um período de 30 dias. Iraildes Santana, diretora de Hemoterapia da Fundação Hemoba, esclarece o motivo da proibição. “Essa vacina é uma vacina de vírus vivo atenuado. Então, para evitar qualquer risco de transmissão, o doador fica afastado por esse período de quatro semanas por segurança”, explica. Por conta da restrição de doação, Iraildes Santana pede que as pessoas interessadas doem sangue antes de irem aos postos de vacinação. “Então, a gente convida as pessoas que querem doar sangue, que doem antes de tomar a vacina, para que possamos manter os nossos estoques regulares, especialmente neste período que vamos entrar, de feriado”. A preocupação do Hemoba está relacionada com a proximidade dos feriados de Tiradentes e Páscoa, quando há uma elevação dos acidentes nas estradas e, consequentemente, no uso do sangue dos estoques para atender às vítimas.

Febre amarela chega a 17 estados e cresce a preocupação

  • 04 Abr 2017
  • 07:10h

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Domingo de chuva e sem a principal diversão dos baianos de Salvador, a praia, ao contrário, não foi dia de ficar em casa, mas sim de correr ao posto de saúde mais próximo e tomar a dose de vacina contra a Febre Amarela. O medo de contrair a doença, que na capital já foi constatada em macacos, lotou os 11 postos de atendimento, que funcionaram até às 17 horas nas regiões do Subúrbio Ferroviário, Barra/Rio Vermelho e Brotas, onde foram confirmados os três primeiros casos da doença nos animais. Mesmo para quem mora distante dessas regiões, o medo de ser contaminado acabou mudando a programação de algumas pessoas, que desde as primeiras horas da manhã já faziam fila para se vacinar. 

Na Bahia, até o último dia 24, já tinham sido notificados, segundo o Ministério da Saúde, 22 casos da doença, mas a primeira morte ocorreu no município de Cândido Sales, próximo à divisa com Minas Gerais. O paciente, contudo, identificado como Gilvan Santos Viana, 35 anos, trabalhava em Minas Gerais e tinha passagem pelos municípios de Teófilo Otoni e Pedra Azul.  Dos casos notificados na Bahia, 12 foram descartados e  os demais continuam sob investigação. Segundo o boletim do Ministério da Saúde,  a doença já foi notificada em 15 municípios.  Na Bahia, as ocorrências foram feitas nos municípios de Coribe (4), Feira de Santana (1), Ilhéus (1); Itamaraju (2), Itiúba (1), Mucuri (1), Nova Viçosa (1), Teixeira de Freitas (3) e  dois casos com pessoas residentes no estado de Alagoas (que passaram por vários locais na Bahia).  Em Salvador, onde três macacos encontrados mortos apresentaram os sintomas da doença, nas regiões de Ondina, na Vasco da Gama e na localidade de Rio Sena, no Subúrbio Ferroviário, não há registros em pessoas. O último caso de febre amarela urbana data da década de 1940 do século passado. Mesmo assim, como forma preventiva, a expectativa é que pelo menos dois milhões de soteropolitanos sejam vacinados nos próximos dias, com as primeiras 400m mil doses da vacina já distribuídas nos postos. 

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SUS terá atendimento especializado para mulheres vítimas de violência doméstica

  • 02 Abr 2017
  • 18:06h

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Foi publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União a lei que garante atendimento especializado para mulheres vítimas de violência doméstica e sexual no Sistema Único da Saúde (SUS). O projeto que originou a lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, está entre as quatro matérias aprovadas no início de março em homenagem à Semana da mulher. A Lei 13.427 de 2017 garante também acompanhamento psicológico e cirurgia plásticas reparadoras, caso sejam necessárias.