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“Se o Lula quiser encarar as eleições, não tem discussão dentro do PT”, diz Wagner

  • Osvaldo Lyra | A TARDE
  • 12 Fev 2021
  • 09:02h

(Foto: Reprodução)

Lançado candidato ao governo do estado pelo PT essa semana, o senador Jaques Wagner disse que a decisão já era aguardada e que seu nome estava à disposição do PT e do grupo. Nessa entrevista exclusiva ao A TARDE, ele aproveita para mandar recado aos apoiadores de que essa não é a hora de tratar de 2022. O foco tem que ser o combate à pandemia. Wagner descarta ainda um rompimento da base. “Eu não vejo, sinceramente, possibilidade de rompimento”. Confira a entrevista na íntegra: 

Senador, o PT lançou o seu nome como candidato ao governo em 2022 e pegou muita gente de surpresa. Como o senhor avalia?

Eu, na verdade, já tinha colocado meu nome à disposição do grupo e, evidentemente, meu interesse é que a gente mantenha a unidade. O PT teve reuniões regionais, reuniões da executiva e só fez confirmar o que eu já havia dito, que o PT disponibiliza o nome Jaques Wagner para a disputa de 2022. Mas eu tenho dito que nesse momento a gente tem que tratar daquilo que está na preocupação do povo brasileiro. Resumindo: vacina, auxílio emergencial e emprego, na ordem que você quiser. Então 15 milhões de desempregados, mais de 230 mil mortes, milhões de infectados e, portanto, esse é o foco. É óbvio que nós temos que encarar 2021 antes de falar de 2022. Por isso que a prioridade, assim como a do governador Rui, é atacar e tentar minimizar os efeitos desses três problemas: o desemprego, a pandemia e o mínimo para a sobrevivência das pessoas, que é o auxílio emergencial. Então meu nome estava e continua à disposição do PT e do grupo, e eu achei que o PT fez isso reconfirmando, eu não vejo nenhum óbice, apesar de eu concordar que não é hora agora de a gente estar tratando disso. Vamos tratar das preocupações do povo, que é isso que é nossa obrigação.

O senador Otto Alencar volta e meia é lembrado como um dos nomes do grupo para concorrer ao governo. Haveria espaço para uma segunda candidatura da base?

Então, isso que eu estou dizendo. Está cedo para ficar discutindo esse assunto. Eu acho que nem o PP, nem o PSD, nem o PT, nem o PSB, o PCdoB, o Podemos, o Avante... Todos os partidos que são do grupo estão preocupados em: 1, que o desempenho do governador Rui seja cada vez melhor; 2, para que a gente ajude o povo a superar essa fase tão dramática da situação. E eu acho que lá para o final do ano, outubro, novembro, é que a gente pode sentar para começar a discutir mais amiúde. Aí é claro, tem o nome de Otto, tem o nome de Leão, tem o nome de Lídice, tem vários nomes aí que eu acho que poderiam nos representar muito bem. Tem o meu nome, evidentemente, que é natural que seja o mais lembrado porque eu fui governador durante oito anos e, vou chamar assim, “fundador” desse grupo político que me orgulha muito.

Existe alguma ameaça de rompimento na base?

Eu não vejo, sinceramente, possibilidade de rompimento. Por dois motivos: primeiro, porque esse é um grupo político em que todos os partidos que estão nessa caminhada, todos cresceram e cresceram bem durante a nossa caminhada ao governo. Ou seja, é um grupo que não discrimina ninguém, abre espaço para todo mundo crescer: um cresceu mais, outro cresceu menos. E porque eu acho que as pessoas se sentem bem dentro do grupo e trabalham para nossa unidade. Então eu, sinceramente, não vislumbro nenhum racha. É óbvio que as vontades existem, então elas serão discutidas, mas eu acho que nós temos muita maturidade para saber que nesses 16 anos o desenvolvimento da Bahia foi extremamente superior a qualquer “16 anos” anteriores que se possa comparar. Na área social, na área de atração de empresas, na área da saúde, na área financeira, água, esgotamento sanitário, rodovia, tudo que você quiser. Saúde, educação, segurança, o equipamento todo de Polícia Militar, Civil e Polícia Técnica. Então eu, sinceramente, não vejo esse risco.

O ex-prefeito ACM Neto começou a pavimentar sua candidatura ao governo do estado. Ele é um candidato competitivo e chega fortalecido em 2022?

Olha, tem muita água para rolar. É impossível imaginar e traçar cenários. A política atualmente tem mudado muito rapidamente, eu acho muito difícil traçar cenários. Eu respeito qualquer adversário, acho, inclusive, que nesse momento ele passa por um mau momento, a saída da definição da presidência da Câmara dos Deputados estressou muito a relação dele com o partido, com os aliados. Portanto, eu acho muito cedo para falar. Mas eu não organizo time adversário, eu quero organizar o meu e a oposição organize o seu time. Em torno de qualquer nome, eu, evidentemente, encaro com respeito qualquer adversário.

Muito se fala sobre que posição o governador Rui Costa vai atuar na próxima eleição. Se o senhor pudesse dar um conselho ao governador, o que o senhor indicaria?

Conselho eu dou no particular, não dou em público, que não é a forma melhor de se dar conselho. Eu prefiro conversar com ele, converso muito. É claro que eu trabalho para ajudar, porque eu acho que ele tem uma excepcional avaliação. A Bahia é o maior estado governado pelo PT já há 16 anos, a maior longevidade de governo, um sucesso absoluto, ele com aprovação. Então eu sou torcedor do chamamento do PT para ele ocupar uma vaga na chapa de disputa presidencial em 2022. Se vai acontecer ou não vai, eu acho que é prematuro, até porque, eu repito: o foco do PT é atender à população. E repito: eu acho que essa discussão é ainda esse ano, mas ela pode acontecer lá para setembro ou outubro.

Essa semana o Delúbio Soares e o Vaccari Neto tiveram uma reunião com o vereador Suíca, falando sobre a candidatura de Lula em 2022. O senhor defende a candidatura do ex-presidente?

Essa decisão é dele. Eu agora estou preocupado que sejam devolvidos os direitos políticos dele, porque cada vez se comprova mais o que ele já dizia, a inocência e, na verdade, do circo que foi armado. Era uma operação claramente política com altos interesses dentro e fora do país. Óbvio que devolvendo os direitos políticos dele, a decisão só cabe a ele. Se ele tiver disposição e quiser encarar as eleições de 2022, não tem discussão dentro do PT.

A sucessão presidencial sempre interferiu nas disputas estaduais. O senhor acredita que a aproximação de ACM Neto com Bolsonaro será usada e terá impacto em 2022?

Olha, eu não sei, porque ele é um pouco errático. Ele era candidato até abril de 2018 e desistiu na prorrogação do segundo tempo. Agora, ele era Baleia Rossi junto com o DEM até o último momento, depois também desistiu nos 45 minutos do segundo tempo. Então eu não vou apostar no que ele vai fazer. Cabe a ele fazer, eu não sei se ele vai estar junto com Bolsonaro, separado, dizem que ele quer ser vice do Bolsonaro, aí eu não sei. Ele já tinha dito que não entrava no governo de jeito nenhum. Já tinha dito que João Roma é um “arquiamigo” dele. E João Roma vira ministro. Então eu não sei. O que ele fala não necessariamente está escrito. Então é melhor esperar, eu não quero me meter na montagem da chapa dele.

Só mais uma pergunta, não soa como extemporâneo o lançamento da sua candidatura, quase dois anos antes da eleição?

Na verdade, a minha candidatura já estava na cabeça de todo mundo, o tempo todo. E não só do PT, de outros partidos. “Ah, tem que ser você”. E eu tenho disponibilizado o nome e saído fora disso por conta disso. Porque eu acho que tem um ano inteiro para a gente governar e o ano que vem também. Então, repare, não tem nenhuma novidade em lançar meu nome. Vamos ser francos. Sim, era o mais previsível, inclusive. Como já lançaram outros. Se você for numa reunião da militância do PP, vão gritar “Leão 22”. Se você for do PSD, vão gritar “Otto 22”. Se for numa reunião do PSB, vão gritar “Lídice 22”. Então essas coisas são absolutamente naturais, todo mundo tem torcida. E eu, modéstia à parte, fiz dois governos eleito em primeiro turno sendo sucessor. É óbvio que tenho um reconhecimento. Mas eu só quero sair desse foco, não me interessa ficar respondendo o tempo todo sobre eleição. Eu sou senador, estou trabalhando pelo povo baiano. Ponto. É isso que me interessa.

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Briga interna no DEM botou pedras no caminho de ACM Neto para 2022

  • Levi Vasconcelos
  • 09 Fev 2021
  • 16:07h

Parece que além do estrago provocado por Rodrigo Maia, que cai atirando, Neto vai precisar gastar energia para recuperar o prestígio | Foto: Reprodução

Se a lógica do jogo político para a configuração de candidaturas competitivas num estado como a Bahia implica em popularidade cá e boas articulações lá no plano federal, definitivamente 2021 começou mal para ACM Neto.

O ex-prefeito de Salvador preside o Democratas em nível nacional. De saída, um bom trampolim federal. Mas o partido acabou funcionando na contramão. Com a implosão, perdeu o amigo Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente da Câmara que o chama de traidor, e patina na busca de uma nova cara.

Neto rebate, diz que a culpa é do próprio Rodrigo, que colocou os interesses dele acima dos outros, mas o fato é que o fogo amigo estragou o jogo.

Maria-mole

No fim de semana, ele dizia que o partido é independente. E na rota presidencial tem quatro nomes, o de Bolsonaro, é óbvio, onde estão aninhados os aliados dele; Ciro Gomes, namoro que parte de Salvador quando Leo Prates, deputado e secretário da Saúde na capital, entrou no partido, além de Ana Paula Matos estar como vice de Bruno Reis; também cogita João Dória, governador de São Paulo; e Luiz Henrique Madetta, o ministro da Saúde do início da pandemia que foi demitido porque estava aparecendo mais que ‘o chefe’ – Bolsonaro.

Mas parece que além do estrago provocado por Rodrigo Maia, que cai atirando, Neto vai precisar gastar energia para recuperar o prestígio. O próprio Mandetta, que seria uma solução interna, do DEM, dispara:

— Ele (Neto) não descarta nada, tudo pode ser. É tipo maria-mole, que vai pra um lado, vai pra outro.

Nisso convém a ressalva. O jogo sempre importa como termina, e não como começa, embora, às vezes, o começo determine o fim.

Nome de Wagner não está ‘sacramentado’ pela base, mas é escolha do PT para 2022

  • Matheus Morais
  • 09 Fev 2021
  • 10:17h

"Estamos oferecendo um nome da qualidade de Jaques Wagner como candidato ao Governo do Estado", diz presidente estadual do partido | Foto: Daniel Simurro

Apesar da base aliada do governador Rui Costa ainda não ter batido o martelo, o PT baiano reafirma que o nome do partido para disputar o governo estadual é mesmo o do senador Jaques Wagner. Ao bagia.ba nesta terça-feira (9), o presidente estadual da legenda, Éden Valadares, ressalta que o nome de Wagner é o que “mais agrega e o que tem melhor capacidade de dialogar com o conjunto da sociedade baiana, do empresariado aos movimentos sociais, da indústria ao agricultor familiar”. “No último sábado, dia 06, realizamos o planejamento estratégico da Executiva Estadual do PT Bahia. Ainda estamos fechando a redação final da resolução, mas nossa posição quanto a 2022 é clara e unificada: estamos oferecendo um nome da qualidade de Jaques Wagner como candidato ao Governo do Estado”, diz Valadares. O dirigente petista salienta que o nome do ex-governador ainda não está sacramentado pela base aliada, mas diz acreditar na unidade do campo político para a disputa do Palácio de Ondina em 2022. “Outros partidos também têm apresentado seus principais quadros, como o PSD de Otto Alencar e o PP de João Leão. Sob a condução do governador Rui Costa, acreditamos na força e na unidade do nosso campo político, e avaliamos que o melhor candidato para representar esse projeto, sem sombra de dúvidas, é Jaques Wagner”, completa.

Rui se reunirá com Lula e Wagner para discutir candidaturas petistas na Bahia e no Brasil

  • Maurício Leiro / Bruno Luiz
  • 09 Fev 2021
  • 07:36h

Foto: João Ramos / Divulgação

O governador Rui Costa revelou que vai se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Jaques Wagner para discutir a candidatura petista ao governo da Bahia em 2022. Como fez em dezembro do ano passado (relembre aqui), Rui voltou a defender, em entrevista ao Bahia Notícias, o nome de Wagner para disputar novamente a chefia do Executivo estadual.

“Já anunciei o nome do senador Jaques Wagner, que reúne todas as condições, todas as qualidades. Vamos seguir trabalhando nisso”, disse Rui, em endosso também ao diretório do PT na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que defendeu o nome do senador para 2022 em reunião no sábado (6). 

Ainda segundo o governador, a reunião com Lula vai servir também para traçar estratégias para as eleições presidenciais. “Vamos ter, em breve, uma reunião no plano nacional com o presidente Lula para definir um roteiro para a disputa nos estados e na disputa nacional. Acho que, em 2022, a gente precisa retomar o Brasil, sob pena de sacrificar as gestões estaduais e municipais”, disse. 

“Se o Brasil continuar afundando desse jeito, não tem prefeito, não tem governador que dê jeito. Vamos continuar perdendo empresas, o emprego, vai aumentar a pobreza. É preciso, junto com as eleições estaduais, priorizar uma solução para o Brasil, que precisa sair do caos em que ele se encontra”, defendeu. 

Questionado sobre se acha que os partidos de esquerda deveriam estar unidos em torno de uma só candidatura para 2022, o governador avaliou como natural a falta de unidade no campo, mas ponderou ser preciso “colocar a vaidade em segundo plano” em prol de um projeto coletivo. 

“Vejo isso de forma natural [o número de pré-candidaturas dentro da esquerda], eu não vejo isso com grande preocupação. Quando você não tem, isoladamente, um nome despontando fortemente nas pesquisas - se tivesse um nome hoje na esquerda com 40% ou 50%, a discussão não estaria acontecendo mais. O debate acontece porque tá todo mundo na faixa de 10%, 12%, 15%, então todo mundo acha que pode disputar”, avaliou. 

“Acho que é necessário unificar um programa de governo mínimo e, se possível, afunilar nomes. Se não for possível, a eleição presidencial tem dois turnos. No primeiro, todo mundo testa se tem respaldo da população e, quem não tiver, apoia o outro no segundo turno. Para isso, em vez de ter tentativa de última hora de fazer acordo, é melhor dialogar com mais tempo. Por isso, proponho que comece a se dialogar sobre um programa de governo. Se você constrói um programa mínimo, mesmo que eles saiam em candidaturas diferentes, facilita no segundo turno”, aconselhou.

ACM Neto já é cotado para vice de Bolsonaro em 2022, diz coluna

  • Redação
  • 05 Fev 2021
  • 07:47h

Ex-prefeito de Salvador afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que não descarta se aliar ao presidente na disputa pela reeleição | Foto: Reprodução

A afirmação de ACM Neto de que não descarta estar com Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição de 2022 alimentou a possibilidade, no DEM, de o ex-prefeito de Salvador ser candidato a vice na chapa do presidente à reeleição, segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. A possibilidade de marchar junto com o o atual chefe do Executivo foi ventilada pelo político baiano em entrevista à própria Folha. O ex-prefeito de Salvador afirmou que não tem compromisso com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para a próxima disputa residencial, mas que não descarta nenhuma opção —nem mesmo Bolsonaro. De acordo com Mônica Bergamo, a hipótese, dizem políticos próximos do ex-prefeito, começa a ser aventada, mas dificilmente prosperaria. Conforme a publicação, o foco de ACM Neto estaria em ganhar o pleito de governador da Bahia no próximo ano.

Lula sinaliza que Haddad será candidato a presidente, caso ele esteja impedido

  • Redação
  • 05 Fev 2021
  • 07:32h

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que, caso não consiga ter restituído seus poderes políticos a tempo de concorrer na eleição de 2022, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será o candidato do PT à Presidência da República. Por enquanto, Lula está inelegível, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda pode reverter a decisão quando julgar se o ex-juiz Sergio Moro foi parcial ou não no processo do tríplex do Guarujá. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, os dois pretendem retomar suas viagens pelo Brasil, tanto em roteiros juntos quanto separados. Neste mês, por exemplo, Haddad deve ir a Minas Gerais. Mas essas primeiras viagens ainda devem ter agendas mais restritas por conta da pandemia.

ACM Neto negava, mas agora comprovou sua aliança com Bolsonaro, diz Marta Rodrigues

  • Matheus Morais / Rayllanna Lima
  • 02 Fev 2021
  • 13:47h

Para a vereadora, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM comprovou o que a oposição apontou ao longo de 2020 Z Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Marta Rodrigues disse ao bahia.ba nesta terça-feira (2) que o ex-prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM, comprovou sua aliança com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as articulações para a eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados. “Comprovou o que nós já vinhamos apontando em todo o ano passado, da relação dele próxima com Bolsonaro. Ele negando, tentando se distanciar, mas ontem ficou a prova. Contra fatos não tem outro argumento senão confirmar que ele já vinha há muito tempo com esse diálogo. Ele foi lá [Brasília] para eleger o candidato de Bolsonaro [Arthur Lira]. Candidato que nega a ciência, todo o debate que estamos fazendo sobre a saúde”, afirmou. Neto tem sido duramente criticado após recuar do apoio ao candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), Baleia Rossi (MDB-SP), para embarcar no grupo de Lira (PP-AL).

Aliados dizem a Maia que ACM Neto não terá mais confiança após ‘agir pelas costas’

  • Redação
  • 02 Fev 2021
  • 07:06h

Racha no partido ocorreu após migração do bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) para o bloco de Arthur Lira (PP-AL) | Foto: Orlando Brito/ DEM

Depois de ser chamado de traidor por antigos aliados e de ser criticado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares têm dito que o presidente nacional do DEM, ACM Neto, não terá mais confiança após “agir pelas costas”. A briga ganhou corpo após o DEM decidir deixar o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição da Câmara para migrar para o bloco de Arthur Lira (PP-AL), candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Neto ouviu de deputados no domingo (31) que não mais terá a confiança de antes. Entre amigos de Neto, a opinião é a de que Maia foi quem se afundou sozinho, sem demonstrar capacidade de articular sua base mesmo sentado na cadeira. No final, no entanto, os mais próximos do presidente do DEM assumiram a narrativa do sacrifício feito pelo cacique. Mesmo com parlamentares contra Maia, ele garantiu que seu partido não fechasse com Lira. O partido foi o pivô da crise que detonou a candidatura de Baleia Rossi e terminou as eleições da Câmara e do Senado sob duras críticas.

Partidos constroem acordo e evitam bate-chapa na eleição para a mesa da AL-BA

  • Mari Leal / Lula Bonfim
  • 01 Fev 2021
  • 18:22h

(Foto: Reprodução)

Os partidos que compõem a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) construíram um acordo por consenso e decidiram que não haverá bate-chapa nas eleições para a composição da mesa diretora do parlamento estadual. Segundo o deputado Rosemberg Pinto (PT), todos devem votar nas indicações oficiais das bancadas, inclusive a oposição. Com isso, o deputado Samuel Júnior (PDT) e a deputada Fabíola Mansur (PSB), que visavam bater chapa contra Neusa Cadore (PT) e Marcelinho Veiga (PSB), retiraram suas candidaturas à mesa e ocuparão as lideranças de seus blocos: PDT/PCdoB e PSB/PL/Avante, nesta ordem. “A orientação é votar na chapa oficial, encabeçada por Adolfo Menezes e pelos partidos e blocos partidários que compõem o colegiado”, destacou Rosemberg, que é o líder do governo na Assembleia. Inicialmente, Fabíola Mansur aceitou o acordo construído pelos partidos, mas contestou a pressão para a retirada de sua candidatura. Segundo ela, isso aconteceu pelo fato dela ser mulher. “Não vi ninguém pedir para Marcelinho Veiga desistir”, disse. Depois, em nova manifestação no plenário, a deputada decidiu manter seu nome na disputa. 

Na véspera da eleição, DEM abandona Maia e decide ficar isento na disputa da Câmara

  • Danielle Brant e Julia Chaib | Folhapress
  • 01 Fev 2021
  • 08:36h

(Foto: O Globo)

Na véspera da eleição para a presidência da Câmara, o DEM, partido do atual presidente, Rodrigo Maia (RJ), decidiu ficar isento na disputa, em decisão que evidencia a perda de capital político do deputado que comandou a Casa por quatro anos e meio e que impõe mais um revés para o candidato Baleia Rossi (MDB-SP).

O DEM tomou a decisão de neutralidade por unanimidade após reunião realizada na noite deste domingo (31), na sede do partido, em Brasília (DF).

A proposta de ficar isento na disputa partiu do presidente do partido, ACM Neto (BA), e teve a anuência de nomes importantes na legenda, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho (PE), e o senador José Agripino.

Em discurso, ACM Neto defendeu a decisão, afirmando que o partido está dividido e que é melhor manter a unidade do que ter um cargo na mesa diretora. Maia não participou da reunião.

"A Executiva Nacional optou por não aderir nem a um bloco nem a outro, a escolha foi pela neutralidade", disse Mendonça Filho.

Um dos aliados do deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão e candidato do presidente Jair Bolsonaro na disputa, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) confirmou que o partido não faz mais parte da base de apoio de Baleia Rossi.

"São 31 votos a menos no bloco dele, e um alívio para os 21 deputados e deputadas que já tinham declarado voto para o Arthur Lira e não gostariam de ter a sua imagem vinculada a um bloco que foi literalmente construído com pautas da esquerda, sem sermos escutados, ouvidos e respeitados", afirmou.

"Nos sentimos vitoriosos de sermos desvinculados do bloco do Baleia Rossi, e agora, em respeito ao presidente ACM Neto, o pedido de união do partido é de que cada um vote com a sua consciência e o partido não irá compor nenhum bloco."

O DEM não havia formalizado a adesão a nenhum dos blocos, mas era contabilizado por Baleia Rossi e por Maia como parte da base do presidente do MDB. Com o DEM, o bloco de Baleia tinha 238 parlamentares, enquanto o de Lira tinha 272. Sem o partido, o número de parlamentares no lado do aliado de Maia cai para 207.

O tamanho do bloco partidário é relevante porque define a ordem de prioridade de cada partido na escolha de cargos na Mesa Diretora e nas comissões.

O resultado, embora desabonador para Maia, não chega a representar uma grande mudança no cenário eleitoral. Isso porque as divergências no DEM já haviam ficado evidentes nas últimas semanas, com declarações de ex-aliados de Maia, como Elmar Nascimento (BA), de que votariam em Lira.

Os grupos têm até o meio-dia desta segunda (1º) para serem definidos e podem mudar até lá. O voto para a presidência da Câmara é secreto. Logo, os blocos não refletem o placar da eleição.

No dia 21, o bloco de Baleia já tinha sofrido um revés, com o desembarque do PSL. O partido, que tem a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT, havia anunciado apoio ao presidente do MDB, principalmente pela aliança entre o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), e Maia.

Para ser eleito presidente da Câmara em primeiro turno, o candidato precisa de 257 votos - são 513 deputados no total.

Deputados baianos participam de festa e aglomeração em apoio à candidatura de Lira

  • BN
  • 31 Jan 2021
  • 10:19h

(Foto: Reprodução)

A Frente Parlamentar de Agropecuária promoveu uma festa em apoio à candidatura de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara dos Deputados. Lira é candidato do Palácio do Planalto e líder do centrão na casa e disputa a cadeira com Baleia Rossi (MDB), que conta com apoio essencial de Rodrigo Maia. A festa ocorreu na sexta-feira (29), de acordo com publicação da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Alheios à pandemia, os parlamentares promoveram aglomeração e desrespeitaram a orientação de uso da máscara. Segundo a publicação, imagens dos festejos mostram os deputados baianos Cajado (PP) e Zé Rocha (PL-BA), que aparecem conversando próximos ao candidato, também sem máscaras. A eleição da Câmara está marcada para segunda-feira (1).

Em eleição marcada por traições, deputados infiéis fazem ligações sigilosas e reuniões até de madrugada

  • Gustavo Uribe e Julia Chaib / Folha de São Paulo
  • 23 Jan 2021
  • 11:52h

(Foto: Reprodução)

Com uma eleição acirrada, os dois principais candidatos à presidência da Câmara dos Deputados têm adotado método pouco usual para garantir margem segura de vantagem na disputa.

Em uma corrida marcada por ameaças de defecções, tanto Arthur Lira (PP-AL) como Baleia Rossi (MDB-SP) têm recebido ligações sigilosas e participado de encontros reservados com deputados filiados a partidos do bloco adversário.

As reuniões discretas não são incluídas nas agendas oficiais dos candidatos, um pedido dos deputados infiéis para não sofrerem retaliações de seus partidos, e costumam ser solicitadas pelos próprios traidores.

O objetivo deles ao declarar de maneira reservada apoio ao candidato rival é tanto garantir que nomeados políticos não sejam exonerados como assegurar um canal de diálogo caso o adversário ganhe a eleição a presidente.

Os encontros têm ocorrido durante as viagens de campanha dos candidatos.

Segundo relatos feitos à Folha, reuniões são promovidas nos apartamentos de deputados, nos hotéis onde os candidatos estão hospedados ou até mesmo em hangar de aeroporto.

Para garantir a discrição, alguns dos encontros são marcados em horários de pouco movimento, como de madrugada, e com a presença de pouca gente, para não chamar a atenção.

Os infiéis reclamam da marcação cerrada de governadores para apoiarem seus candidatos.

Uma dessas reuniões ocorreu neste mês em Fortaleza. Para evitar que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), ficasse sabendo, já que ele apoia a candidatura de Baleia, um encontro de Lira com deputados federais do PDT foi promovido no apartamento de um dos participantes.

No Ceará, o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a simpatia de parcela dos partidos de esquerda. Isso torna maior o risco de traições.

Nas conversas reservadas, Lira faz questão de lembrar que votou em Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno da eleição presidencial de 2018.

Neste mês, outro encontro foi promovido em Florianópolis, desta vez pelo candidato do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo relatos de aliados, Baleia se reuniu, em uma sala da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com deputados federais do PSD, sigla que forma o bloco de apoio a Lira.

No estado, MDB e PSD têm uma relação de proximidade, apesar de os partidos terem lançado candidaturas próprias à Prefeitura de Florianópolis no ano passado.

Além do PDT, Lira também teve conversas individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Teresina com congressistas de PT, PSB e PSDB, siglas que apoiam Baleia. Já o emedebista teve reuniões discretas com deputados do centrão, bloco liderado justamente por Lira.

O candidato de Maia também tem sido obrigado a manter reserva em encontros com parlamentares que integram seu próprio bloco de apoio. Isso porque eles detêm indicados em cargos no governo federal e têm sido ameaçados de exoneração pelo Palácio do Planalto.

O deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC), por exemplo, relatou a três colegas que o governo demitiu nomes apadrinhados por ele que estavam empregados em postos no Acre. Melo declarou apoio a Baleia e apareceu em fotos com ele.

Ainda no Acre, há deputados federais do PSDB que também possuem postos no governo e se reuniram de forma reservada com integrantes da campanha de Baleia pelo receio de serem retaliados.

Segundo relatos de aliados, ao tomar conhecimento das agendas dos candidatos, os deputados infiéis costumam telefonar para pedir audiências privadas. Com receio de serem descobertos, alguns deles optam por declarar apoio apenas pelo telefone.

Hoje, os dois blocos fazem um cálculo de que há um percentual de risco de defecção de pelo menos 20%. Ou seja, que no mínimo um quinto dos deputados federais que formam cada grupo partidário poderá votar no candidato adversário.

Para evitar uma margem grande de traições, tanto Lira como Baleia trabalham para reduzir esse percentual a 10%. Para isso, contam com a pressão de prefeitos e governadores, que sinalizam com a perda de cargos e liberação de obras.

Na tentativa de ter mais controle sobre a base de apoio, Lira e Baleia trabalham com um mapa de votações, que é dividido por partidos ou regiões.

Segundo relatos de deputados, cada grupo é delegado a um aliado, que tem o objetivo de checar e assegurar aquele apoio.

A contagem de votos é feita inclusive nos deslocamentos aéreos, realizados em jatinhos contratados pelas campanhas. Na tentativa de fidelizar apoios, Baleia conta com a atuação direta de seu padrinho eleitoral.

Maia tem participado de boa parte das viagens. Não só o presidente da Câmara dispara ligações para deputados como tem sido o principal responsável pelo contato com governadores, apoios considerados cruciais para evitar traições.

Bolsonaro expressa claramente a deputados a preferência por Lira. Além disso, o líder do centrão recebe apoio e ajuda de colegas cujos partidos integram o bloco antagônico, como Elmar Nascimento (DEM-BA) e Celso Sabino (PSDB-PA).

A vitória de Lira já era uma questão de honra para Bolsonaro, que deseja impor uma derrota política a Maia. Agora, porem, ganhou um peso maior.

Bolsonaro quer evitar que Baleia tenha o poder de decidir sobre a possibilidade de abertura de um processo de impeachment. Há 56 pedidos de impeachment contra Bolsonaro aguardando análise do presidente da Câmara.

O movimento tem ganhado força desde a semana passada, quando, além das siglas de oposição, entidades da sociedade civil encamparam a defesa da saída de Bolsonaro por causa da crise da Covid-19.

Apesar de a campanha legislativa não ter votação popular, Baleia e Lira cumprem agendas típicas de candidatos a cargos majoritários.

No Piauí, por exemplo, Baleia tomou cajuína, bebida típica do Nordeste. No Norte, Lira fez questão de comer chocolates de castanha e cupuaçu.

Além dos dois favoritos, candidatos avulsos também recebem ligações de infiéis. O deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG), por exemplo, teve sinalizações de apoio de parlamentares de partidos como PT e PSL.

‘Em qualquer circunstância, Wagner será um candidato forte e competitivo’, diz Neto

  • Redação
  • 18 Jan 2021
  • 11:52h

"Veja, eu não vou aqui de maneira alguma deixar de dizer a você que o mais provável é que eu dispute o governo do estado em 2022", ressaltou ex-prefeito de Salvador | Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil | Valter Pontes/Secom PMS

O presidente nacional do Democratas e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que o mais provável é que ele dispute o governo da Bahia na eleição de 2022. Ele disse ainda que seu possível concorrente no pleito, o senador Jaques Wagner (PT) é um “um candidato competitivo”.“Veja, eu não vou aqui de maneira alguma deixar de dizer a você que o mais provável é que eu dispute o governo do estado em 2022. Agora eu quero transformar isso em algo absolutamente natural. Uma candidatura a governador não pode ser apenas fruto de uma vontade pessoal, de um desejo meu. Ela tem que ser fruto sobretudo de uma vontade dos baianos. Então eu quero transformar isso em algo natural. Esses últimos oito anos, eu tive a minha vida praticamente dedicada a Salvador. Eu, é claro, como uma liderança política, jamais me distanciei do interior, jamais deixei de fazer visitas ao interior, porém o meu foco, a minha atenção, a minha energia estavam concentrados para Salvador pelo meu trabalho como prefeito. Agora a realidade é outra, a prioridade para a minha agenda neste ano de 2021 é o interior. Eu vou dedicar boa parte do meu tempo para viajar pela Bahia”, salientou em entrevista ao jornal A Tarde. Sobre ter Jaques Wagner como seu provável oponente, Neto foi direto: “Então muito cuidado eu tenho que ter quando respondo essa pergunta tão inteligente sua, mas eu preciso ter esse cuidado para deixar isso claro. Segundo, é óbvio que o senador Jaques Wagner, em qualquer circunstância, será um candidato forte e competitivo. Duas vezes governador da Bahia, senador da República, só isso já o credencia a ser um candidato competitivo. Imagine se eu teria o direito de dizer algo diferente, não tenho. Pelo contrário, conhecendo a política como eu conheço, sei que caso o enfrentamento em 2022 se dê entre o senador Jaques Wagner e eu, por exemplo, vai ser uma disputa bastante acirrada. Então em qualquer circunstância o senador Jaques Wagner é um candidato competitivo. Eu aqui não estou elogiando e nem criticando o Jaques Wagner, estou apenas falando objetivamente. Pela posição que ele ocupa hoje, pelo que ele já exerceu como governador duas vezes, é claro que é um nome conhecido, é um nome que tem hoje o conhecimento da Bahia, e, portanto, óbvio, é um nome competitivo”, completou.

Otto diz que não será obstáculo para base governista em 2022

  • Redação
  • 04 Jan 2021
  • 16:08h

Senador ressalta que nome de candidato da base só será decidido em março de 2022 | Foto: Reprodução

O presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, afirma que não será um “obstáculo” para manter a aliança com o PT, do governador Rui Costa, e o PP, do vice João Leão, nas eleições de 2022. Contudo, ele ressalta que seu nome continua “posto” na disputa. “Nós temos um grupo unido e forte, que tem outros nomes colocados além do meu, que está colocado. Mas tem o nome do senador Jaques Wagner e tem também a pretensão do vice-governador João Leão. Então isso vai ser decidido em março de 2022”, diz em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia. Quando o assunto é um suposto favoritismo do senador Jaques Wagner (PT) para ser o candidato da base governista em 2022, Otto prefere manter a cautela. “O nome de Wagner está colocado. É um nome bom, capaz. Ele foi um bom governador. Fui o vice dele e o secretário de Infraestrutura. Mas eu não posso ser um oráculo para saber o que vai acontecer em março de 2022”, avalia.

ACM Neto é ‘ótimo nome’ para disputar a Presidência em 2022, diz Maia

  • Redação
  • 29 Dez 2020
  • 08:05h

Presidente da Câmara afirma que bloco formado em torno de sua sucessão pode ser um

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o prefeito de Salvador e presidente do partido, ACM Neto, é um “ótimo nome” para concorrer ao Planalto em 2022. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, após ser questionado sobre nomes que poderão compor uma uma futura chapa suprapartidária — dentre os quais o de Luciano Huck e João Doria, governador de São Paulo.

“Acho que [Huck e Doria] são dois ótimos nomes. Tem o próprio ACM Neto, que é um ótimo nome. Tem o Ciro Gomes [PDT], que é um ótimo nome, o Paulo Câmara [PSB] está terminando o governo [de Pernambuco], quem sabe ele também queira participar. Então acho que a gente tem que dialogar”, respondeu Maia, que encerra em fevereiro de 2021 o último de três mandatos seguidos à frente da Câmara.

Nos últimos dias, Maia anunciou a formação de um bloco que reúne 280 deputados em torno de sua sucessão. A coalização conta com partidos de centro-direita e direita (DEM, MDB, PSDB e PSL) e de oposição, como PT, PC do B, PDT e PSB.

O candidato é Baleia Rossi (MDB-SP), que concorrerá ao cargo com Arthur Lira (PP-AL), líder do chamado bloco do centrão e apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na entrevista à Folha, Maia afirma que o movimento pode ser visto como um ensaio para a próxima eleição presidencial e “um grande passo” para diminuir as radicalizações no país.