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- Bahia Notícias
- 24 Ago 2026
- 14:40h
Foto: Divulgação
O novo filme do Homem-Aranha, "Um Novo Dia", segue quebrando recordes e acumulando bilheteria. Neste domingo (23), a nova produção da Marvel se tornou o sexto filme de maior bilheteria no mundo, ao acumular US$ 2,22 bilhões (aproximadamente R$ 11,41 bilhões).
A nova aventura do super-herói aracnídeo, estrelada por Tom Holland, ultrapassou o "Star Wars: Episódio VII — O Despertar da Força" (2015), que havia acumulado na época US$ 2,07 bilhões e agora assume a sétima posição.
À frente do mais recente filme do Homem-Aranha agora estão "Titanic" (1997), em quinto lugar com US$ 2,26 bilhões e "Ne Zha 2" (2025) com US$ 2,27 bilhões, no quarto lugar.
As três primeiras posições são de: "Avatar" (2009), que tem um acumulado de US$ 2,92 bilhões, seguido de "Vingadores: Ultimato" (2019) com US$ 2,79 bilhões e "Avatar: O Caminho da Água" (2022) com US$ 2,33 bilhões.
Neste fim de semana, nas bilheterias norte-americanas, o longa arrecadou US$ 39 milhões, acumulando no total uma bilheteria doméstica de US$ 854,9 milhões até domingo.
Com essa quantidade, ele ultrapassa a conquista de "Homem-Aranha: Sem Volta para Casa" (2021) e se tornou o terceiro filme de maior bilheteria de todos os tempos nos Estados Unidos.
No Brasil, o sucesso da produção não foi diferente. No seu primeiro dia em cartaz, o novo filme da Marvel foi visto por 1 milhão de brasileiros e arrecadou R$ 23,6 milhões. O sucesso fez com que o filme se tornasse a maior estreia do ano no Brasil e a segunda maior estreia de todos os tempos no país, atrás só de "Vingadores: Ultimato", que em 2019 levou 1,5 milhão de espectadores aos cinemas.
"Um Novo Dia" mostra como Peter Parker, isolado, se torna aos poucos um homem agressivo e entregue aos poderes de aranha. A identidade da antagonista, interpretada por Sadie Sink, vinha sendo mantida em segredo até a estreia do filme, o que gerou curiosidade nos fãs.
- Por Folhapress
- 17 Ago 2026
- 16:02h
Foto: Divulgação / Marvel Studios
O novo filme do Homem-Aranha, "Um Novo Dia", chegou a US$ 2 bilhões na bilheteria mundial neste final de semana, seu terceiro de exibição. O filme é o segundo a ter atingido mais rápido a marca, atrás apenas de "Vingadores: Ultimato", de 2019.
"Um Novo Dia" é não apenas o maior sucesso do ano, como também o maior de toda a franquia estrelada pelo herói aracnídeo, interpretado por três atores diferentes. O recorde antes era de "Homem-Aranha: Sem Volta para Casa", de 2021, justamente aquele que reuniu o trio de intérpretes pela primeira vez e causou alvoroço nos cinemas.
"Um Novo Dia" mostra como Peter Parker, isolado, se torna aos poucos um homem agressivo e entregue aos poderes de aranha. A identidade da antagonista, interpretada por Sadie Sink, vinha sendo mantida em segredo até a estreia do filme, o que gerou curiosidade nos fãs.
Também em cartaz, "A Odisseia", o épico histórico de Christopher Nolan, fechou o final de semana com US$ 1,27 bilhões no mundo todo. É a segunda maior bilheteria do ano, e a maior do currículo do cineasta americano, o primeiro a gravar um filme inteiro em Imax.
- Bahia Notícias
- 03 Ago 2026
- 10:22h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O empresário e bilionário americano Joshua Kushner, de 41 anos, está no centro de uma das movimentações mais ambiciosas e controversas da história do esporte global. Fundador da gestora Thrive Capital, o investidor acumulou uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 5,2 bilhões (cerca de R$ 26,38 bilhões), alavancada por apostas pioneiras em tecnologia e inteligência artificial.
Segundo informações do Estadão, nas últimas veio à tona que Kushner mantinha conversas secretas com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, desde 2025. O plano previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões pelo banco J.P. Morgan, destinada a administrar os direitos de todas as competições masculinas, femininas e juvenis da entidade, incluindo a Copa do Mundo.
A proposta de Kushner consistia em vender cerca de 20% das ações da FFE a um grupo de investidores liderado pela Thrive Capital, captando até US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 21,4 bilhões). Como contrapartida e atrativo para apoio político interno, o projeto prometia distribuir US$ 20 milhões a cada uma das 211 federações-membro da Fifa.
A iniciativa, contudo, provocou forte reação no futebol europeu. A Uefa e diversas federações nacionais ameaçaram boicotar torneios da entidade máxima do futebol, acusando a gestão de Infantino de tentar privatizar o Mundial e abrir margem para interferências políticas e de grandes grupos empresariais no esporte.
APOSTA NA OPENAI
Apesar da turbulência no futebol, o maior acerto da carreira de Kushner ocorreu no setor de tecnologia. Em 2022, quando o mercado financeiro institucional ainda encarava a inteligência artificial com ceticismo, a Thrive foi a única gestora a apresentar uma proposta formal à OpenAI (criadora do ChatGPT). Na ocasião, aportou US$ 130 milhões quando a empresa estava avaliada em US$ 29 bilhões.
Desde então, Kushner reinvestiu em quase todas as rodadas subsequentes da OpenAI, somando um investimento total estimado em US$ 3,5 bilhões. Segundo dados do cap table divulgados pela Forbes, a participação da Thrive na empresa de IA vale atualmente cerca de US$ 16,9 bilhões.
Kushner construiu sua trajetória nos negócios de forma independente da atuação política de sua família. Ele fundou a Thrive Capital em 2009, aos 24 anos, e mais tarde cofundou a empresa de tecnologia em saúde Oscar Health. A gestora atua como investidora pioneira em gigantes globais como SpaceX, Nubank, Spotify e Twitch, além de deter cerca de 10% da equipe de beisebol San Francisco Giants.
- Bahia Notícias
- 19 Dez 2025
- 14:23h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Em meio as indicações de premiações internacionais, a exemplo do Globo de Ouro, a produção 'O Agente Secreto', de Kleber Mendonça Filho, entrou para uma lista considerada tradição do final de ano, os favoritos do ex-presidente Barack Obama.
O longa aparece ao lado de outras 10 produções, entre elas 'Pecadores', que também está indicado a diversas premiações com o filme brasileiro.
A lista de favoritos do ex-presidente dos Estados Unidos se tornou uma tradição. Nela, Obama cita os livros que mais gostou do ano, os filmes e as músicas mais ouvidas.
Esta não é a primeira vez que Kleber aparece em uma lista indicada pelo ex-presidente. Em 2020, 'Bacurau' esteve na lista. A produção, lançada em 2019 no Brasil, só foi estrear em solo norte-americano no ano seguinte.
Citado em listas de críticos especializados, 'O Agente Secreto' entrou para a shortlist do Oscar, isto é, uma pré-seleção da maior premiação de cinema do mundo.
A produção brasileira também foi indicada ao Globo de Ouro em três categorias: melhor filme de drama, melhor filme em língua não-inglesa e melhor ator em filme de drama, e ao Critic's Choice Award de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 06 Nov 2025
- 14:19h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Líderes mundiais, diplomatas, acadêmicos e ativistas de mais de uma centena de países participam, em Belém, da COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática. Mais importante fórum mundial sobre o tema, o evento acontece de 10 a 21 de novembro.
São esperados aproximadamente 50 mil participantes, segundo a organização. As discussões abordarão temas como adaptação a eventos climáticos extremos, redução de emissões de carbono e financiamento.
Decisões tomadas ali têm o poder de definir o futuro da humanidade e o nível de devastação no planeta. Apesar de tamanha relevância, pode ser difícil acompanhar o andamento das negociações, já que o tema é repleto de jargões e siglas, numa grande "sopa de letrinhas" diplomática.
Confira abaixo os termos mais comuns da reunião.
1,5°C
O número mais importante das discussões climáticas. É o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, que se propõe a limitar o aquecimento global à temperatura média de, preferencialmente, 1,5°C e, no máximo, 2°C até o final do século. Cientistas consideram a meta mais ousada essencial para conter as consequências mais drásticas das mudanças climáticas, inclusive o desaparecimento de pequenos países insulares.
Relatórios mais recentes consideram praticamente inevitável que esse limite seja ultrapassado consistentemente nos próximos anos. Apesar disso, o quadro é reversível: um corte substancial nas emissões de gases de efeito estufa faria a temperatura do planeta cair no longo prazo.
O balanço geral feito pela UNFCCC em 2023 apontou que, apesar de avanços, a humanidade caminha para um aumento de 2,4°C a 2,6°C na temperatura média global.
UNFCCC
Sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Criada em 1992, é uma plataforma adotada por 198 partes (197 Estados e a União Europeia) com a intenção de evitar a intervenção humana perigosa no sistema climático global.
COP
Abreviação de Conferência das Partes, como são conhecidas as reuniões de integrantes de diferentes acordos internacionais. Há COPs sobre temas diversos, da proliferação de armas nucleares à desertificação, com a tarefa de decidir o que será implementado. Apesar disso, o termo COP é mais conhecido em relação às discussões climáticas.
A COP30, que acontece em Belém neste ano, é a 30ª conferência dos membros da UNFCCC. As decisões são tomadas por consenso -ou seja, todos os membros precisam aprovar os acordos e, caso um membro discorde, as discussões emperram.
CÚPULA DOS LÍDERES
Reunião do mais alto nível das autoridades mundiais -como chefes de Estado e de governo. Acontece nos dias 6 e 7 de novembro, logo antes da COP30, e serve como uma chancela política para as negociações do evento principal.
No total, 143 nações estarão representadas durante essa cúpula, que prevê receber 57 líderes máximos de seus países, além de 39 ministros.
IPCC
Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. É um comitê de centenas de cientistas que têm a tarefa de produzir revisões da literatura científica para orientar os tomadores de decisão. A análise é feita a partir de milhares de estudos e resulta em extensos relatórios sobre o clima atual e cenários para o futuro.
ACORDO DE PARIS
Firmado em 2015, em uma COP realizada na capital francesa, o Acordo de Paris é um tratado ratificado -ou seja, aprovado como lei doméstica- por 196 partes (195 países e a União Europeia). É obrigatório cumpri-lo, mas o caminho para chegar ao seu objetivo de frear o aquecimento global é definido por metas nacionais fixadas voluntariamente.
NDC
O cerne do Acordo de Paris. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) é a meta climática elaborada por cada país e apresentada periodicamente à ONU. O documento diz quando, quanto e como acontecerá o corte das emissões de carbono.
Neste ano, os signatários do Acordo de Paris deveriam apresentar uma atualização mais ambiciosa das suas metas climáticas. O prazo original era fevereiro, mas quase ninguém entregou o documento e, por isso, a UNFCCC estendeu o prazo até setembro —mais uma vez, sem muito sucesso.
Grandes poluidores, como a União Europeia e a Índia, devem entregar suas NDCs durante a cúpula dos líderes mundiais, que antecede a COP30.
GGA
Abreviação do inglês para Meta Global de Adaptação. É a principal decisão a ser tomada nesta COP e consiste na definição de indicadores que possibilitem medir o progresso de ações de adaptação climática.
Após anos de debate, o número de critérios passou de mais de 5.000 para cerca de 100, mas seguem indefinidos. Aspectos como medidas para mobilizar financiamento, transferência de tecnologia e capacitação (conhecidos como "meios de implementação") devem ser o ponto mais contencioso dos debates.
TFFF
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre é o trunfo do Brasil para a COP30. Em meio a um cenário geopolítico complexo, o país-sede da COP30 vem arquitetando um novo mecanismo para recompensar a conservação de florestas.
O TFFF funciona como um instrumento financeiro tradicional, que remunera seus acionistas com parte dos lucros, a taxas de mercado, e mais US$ 4 (R$ 21) para cada hectare de floresta tropical no mundo. Comunidades tradicionais devem receber 20% dos recursos.
Idealmente, ele vai ser composto por US$ 125 bilhões: US$ 25 bilhões seriam investidos por países, e os outros US$ 100 bilhões, capitalizados no setor privado.
BLOCOS DE NEGOCIAÇÃO
Consenso dá trabalho. Como seria inviável ouvir individualmente 196 representantes em cada das discussões paralelas que acontecem nas COPs, foram formados grupos de negociação entre os países com interesses ou características comuns.
Alguns exemplos são a União Europeia, o Umbrella Group -formado por EUA, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Noruega- e o G77 + China -que, apesar do nome, é formado por 133 nações em desenvolvimento. Sendo um bloco tão grande, o G77 têm subgrupos internos, como o Aosis, formado pelas pequenas nações insulares, e o Basic, formado pelos países considerados emergentes: Brasil, África do Sul, Índia e China.
COLCHETES
Mais uma vez, consenso dá trabalho. Os acordos firmados nas COPs passam por longuíssimas discussões, que se debruçam sobre detalhes da linguagem diplomática. Assim, os termos que aparecem nos rascunhos dos documentos oficiais e ainda são provisórios aparecem entre colchetes.
Analisando o que some dos colchetes e o que entra no texto oficial é possível entender melhor como as negociações se desenrolam.
- Bahia Notícias
- 17 Mar 2025
- 16:20h
Foto: Arquivo pessoal/LongeviQuest
Aos 112 anos e 53 dias de vida, o cearense João Marinho Neto, morador do município de Apuiarés (CE), foi reconhecido como o homem vivo mais velho do mundo. A informação foi confirmada no dia 26 de fevereiro e divulgada neste domingo (16) pela ONG LongeviQuest, que faz um levantamento em todo o planeta sobre os supercentenários.
O registro da organização aponta que João foi casado duas vezes e tem seis filhos vivos, 22 netos, 15 bisnetos e três trinetos. O record foi obtido após o então homem mais velho do mundo, John Tinniswood, falecer no último dia 25 em Southport, Merseyside, Inglaterra, com 112 anos e 91 dias.
O brasileiro já era reconhecido como o homem vivo mais velho da América Latina desde abril, quando o venezuelano Juan Vicente Pérez Mora morreu aos 114 anos. Ele também é hoje, segundo a entidade, a 50ª pessoa mais velha do mundo —as 49 primeiras são mulheres. João nasceu em Maranguape (CE) no dia 5 de outubro de 1912 em uma família de fazendeiros. Ele hoje mora no Lar São Francisco, em Apuairés.
- Por Vitória Macedo | Folhapress
- 05 Mar 2025
- 13:24h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Paulo Almeida, 64, se lembra de sua juventude, quando tomava o "vinho da garrafa azul" em festas com os amigos, misturando todos os tipos de bebidas ao longo da noite. "Tem uma idade em que é divertido ter ressaca, é emocionante. Mas depois fica bem sofrido, eu percebo isso. Ficou muito pior", diz ele, que é dono do Empório Alto Pinheiros, bar especializado em cervejas artesanais.
Hoje ele diz que pensa duas vezes antes de beber muito e tenta não esquecer os "truques" para amenizar os sintomas da ressaca, como beber bastante água. Se ele vai sair com os amigos à noite, come bem no almoço e escolhe um chope mais leve. "A gente começa a fazer essa conta."
A percepção de que a ressaca piora com o tempo é comum, mas por que isso acontece? Compreender como o álcool é processado pelo organismo ajuda a entender seus efeitos e o mal-estar que provoca.
A ressaca é um conjunto de sintomas desagradáveis que ocorrem após o consumo excessivo de álcool, entre eles dor de cabeça, fadiga, tontura, desidratação e mal-estar geral, decorrentes do acúmulo de substâncias tóxicas no corpo.
Na juventude, esses sintomas parecem mais toleráveis, mas, com o passar dos anos, tornam-se mais intensos e duradouros. Isso ocorre devido a uma série de fatores biológicos.
Quando ingerimos álcool, o etanol é metabolizado principalmente pelo fígado. A enzima álcool desidrogenase converte o etanol em acetaldeído, uma substância tóxica. Em seguida, outra enzima, a aldeído desidrogenase, transforma o acetaldeído em acetato, que é eliminado do corpo como ácido acético.
"O acetaldeído é um dos vilões da ressaca e contribui para sintomas como dor de cabeça, enjoo e sensação de mal-estar", afirma Rosana Camarini, professora do departamento de farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP).
Outro fator relevante é a presença de metanol, um subproduto da fermentação encontrado principalmente em destilados e vinhos de frutas.
"O problema é que, assim como o etanol, ele é metabolizado pela aldeído desidrogenase, mas gera formaldeído, uma substância altamente tóxica", diz Camarini. Para evitar essa intoxicação, ela recomenda escolher produtos de fontes confiáveis, pois a qualidade da bebida faz diferença no grau da ressaca.
O empresário Paulo Almeida conta que costuma beber bebidas baratas na época em que era universitário. "Então ao mesmo tempo em que a ressaca piorou por causa da idade, melhorou porque eu comecei a beber coisa melhor", diz.
O sommelier Manoel Beato, 60, do Fasano, afirma que aprendeu a dosar a quantidade de bebida ao longo da vida. "Um bom bebedor é aquele que bebe até um ponto em que não tem ressaca", afirma. Ele conta que reduziu o consumo de álcool porque o dia seguinte acabou se tornando insustentável.
Conheça alguns dos fatores contribuem para o agravamento da ressaca com o avanço da idade.
Metabolismo mais lento
Com o passar dos anos, o fígado perde eficiência na função de metabolizar o álcool.
"O corpo vai perdendo sua capacidade de processar o álcool, o que resulta em ressacas mais intensas e prolongadas", afirma Olívia Pozzolo, psiquiatra e médica pesquisadora do CISA (Centro de Informação sobre Saúde e Álcool).
Além disso, o organismo se torna menos eficaz na neutralização de substâncias tóxicas, dificultando a recuperação celular.
DESIDRATAÇÃO
O envelhecimento reduz a capacidade do corpo de reter líquidos, tornando mais acentuada a desidratação causada pelo consumo de bebida alcoólica. O álcool tem efeito diurético, ou seja, aumenta a eliminação de líquidos. Com menor retenção hídrica, sintomas da ressaca como dor de cabeça, fadiga e tontura tornam-se mais severos.
DOENÇAS CRÔNICAS
Condições como diabetes e hipertensão podem agravar os efeitos do álcool no corpo, bem como o uso de medicamentos.
"O organismo também se torna menos eficiente na recuperação de impactos externos, incluindo o consumo de álcool, pois o sistema imunológico e o fígado já lidam com um nível maior de inflamação", afirma Camarini.
Existem ainda diferenças de gênero. O organismo da mulher possui menos água e menos enzimas que metabolizam o álcool, que acaba processado de forma diferente para elas. "Se um homem beber a mesma quantidade que uma mulher, a mulher terá mais efeitos colaterais e mais níveis de álcool no sangue", afirma Pozzolo.
A oscilação hormonal também pode aumentar a sensibilidade das mulheres ao álcool, tornando os efeitos mais intensos em determinados períodos, conforme pesquisa desenvolvida na Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA). "As mulheres têm uma vulnerabilidade maior aos danos hepáticos e cerebrais que o álcool pode causar", acrescenta a médica.
O álcool pode agir de forma diferente em cada indivíduo, assim como a ressaca tem suas particularidades. Há quem diga ficar cada vez menos embriagado e com menos ressaca conforme os anos passam. É o caso da Jardelina Maria, 64, embaladora. Ela afirma que tem ressaca com sintomas como enjoo e dor de cabeça, mas que não sente esse mal-estar com muita frequência, como ocorria quando era mais jovem. Para ela, isso pode ser consequência da tolerância ao álcool.
Segundo Camarini, também para isso há uma explicação possível. "Como a sensação de embriaguez influencia a gravidade da ressaca, [isso] pode explicar porque algumas pessoas idosas relatam menos ressacas e menos intensas", diz Camarini, ressaltando que a percepção de que o mal-estar é mais brando não significa que o álcool consumido não cause danos.
SAIBA COMO MINIMIZAR OU EVITAR A RESSACA
- Beba devagar e com moderação
- O corpo tem um limite para metabolizar o álcool, então ingerir a bebida lentamente reduz a sobrecarga no fígado;
- Procure intercalar a bebida com água - Isso ajuda a minimizar a desidratação e alivia os sintomas;
- Coma antes e durante o consumo de álcool - Alimentos retardam a absorção do álcool pelo organismo;
- Prefira bebidas de qualidade - Produtos de origem duvidosa podem conter impurezas que agravam a ressaca;
- Descanse - O sono adequado auxilia o corpo a se recuperar
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- Por Vitor Antonio e Matheus Rocha/Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 13:11h
Foto: Divulgação / The Academy Awards
O ranking de países com mais vitórias no Oscar confirmou aquilo que muita gente já desconfiava. Nações da América do Norte e da Europa foram melhor representadas nas principais categorias da premiação do que qualquer outra região do mundo.
Por óbvio, os Estados Unidos, berço do Oscar, é o grande campeão, com 537 vitórias. Em seguida, aparecem Reino Unido (132), França (57), Itália (31) e Alemanha (18). A análise levou em conta as nove categorias mais prestigiadas da cerimônia —melhor filme, filme internacional, diretor, ator e atriz, além dos coadjuvantes, roteiro original e adaptado. O levantamento inclui dados das 97 edições do Oscar, cerimônia que começou a ser realizada em 1929.
Os países que mais receberam prêmios foram também os mais indicados. Ao longo de nove décadas, filmes e profissionais americanos acumularam 2.746 indicações. A título de comparação, a Coreia do Sul foi indicada apenas oito vezes nesse período.
O país asiático realizou um feito histórico em 2020, quando "Parasita" venceu em quatro categorias, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para Bong Joon-ho. Foi a primeira vez que um longa de língua estrangeira venceu a maior categoria da noite.
A vitória é um dos resultados das políticas de incentivo à diversidade postas em prática desde 2016 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação.
Uma das medidas foi o aumento no número de votantes para incluir pessoas de fora dos Estados Unidos e da Europa. Especialistas consideram que a presença de "Ainda Estou Aqui" entre os indicados a melhor filme é consequência desse processo de internacionalização.
Com oito vitórias e 36 indicações, o país latino-americano mais bem colocado no ranking é o México, considerado um importante polo cinematográfico. Alguns dos diretores mais celebrados de Hollywood são mexicanos, como Alejandro González Iñarritu, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón. Todos os três, inclusive, já faturaram estatuetas.
Cuarón, por exemplo, garantiu o troféu de melhor diretor em 2019, com "Roma". O filme acompanha a rotina de uma empregada doméstica em um bairro de classe média na Cidade do México. Ao todo, o longa foi indicado em dez categorias e levou três estatuetas, incluindo a de filme internacional.
Na análise por continentes, as regiões com o menor número de países vitoriosos são África e América Central, ambas empatadas com quatro vitórias. Por sua vez, a América do Sul venceu cinco vezes. O primeiro país sul-americano a ter um Oscar foi a Argentina, em 1986, quando o longa "A História Oficial" venceu em melhor filme internacional.
A exemplo de "Ainda Estou Aqui", essa obra mostra uma família que se desestruturou em razão da ditadura militar. A produção foi indicada ainda a melhor roteiro original, mas perdeu para "A Testemunha", estrelado por Harrison Ford.
Em 2010, a Argentina quebrou o jejum de mais de duas décadas sem vitória para um país sul-americano. À época, "O Segredo de Seus Olhos" venceu em melhor filme internacional. Oito anos depois, o Chile repetiu o feito com "Uma Mulher Fantástica".
O Brasil nunca levou propriamente a estatueta, apesar de ter coproduzido filmes que venceram o Oscar. É o caso de "Orfeu Negro", de 1959 —que deu o prêmio de melhor filme estrangeiro à França, embora seja todo em português.
Situação parecida aconteceu com "O Beijo da Mulher Aranha", de 1985 —dirigido por Héctor Babenco, todo falado em inglês, com o prêmio de melhor ator para William Hurt— e "Me Chame pelo seu Nome", de 2017 —vencedor do melhor roteiro adaptado, com o prêmio indo para o americano James Ivory, roteirista que adaptou o livro de André Aciman.
Já no recorte por filme internacional, as primeiras posições são dominadas por países europeus. França lidera as vitórias (35), seguida por Itália (18), Alemanha (11), Reino Unido (7) e Espanha (7).
A análise da Folha mostrou também que os atores com mais troféus são todos americanos. Na categoria de melhor ator, Daniel Day-Lewis ganhou seis prêmios, enquanto Walter Brennan foi quem ganhou mais estatuetas como ator coadjuvante.
Entre as mulheres, Katharine Hepburn é a campeã de indicações em melhor atriz, com quatro troféus. Já na categoria de atriz coadjuvante, Dianne Wiest e Shelley Winters dividem o primeiro lugar, com duas estatuetas.
- Por Ana Cora Lima | Folhapress
- 04 Nov 2024
- 10:10h
Foto: Reprodução/Instagram
Em uma entrevista coletiva recente para lançar a parceira de sua marca, a Fenty com a Puma, Rihanna contou que torcia pela seleção brasileira quando era mais jovem.
A cantora de 36 anos, nascida em Barbados, uma pequena ilha do Caribe que não tem muita tradição no futebol, -uma pequena ilha no Caribe sem muita tradição no futebol --, contou que assistia aos jogos do Brasil em competições internacionais com o irmão. "Nós sempre achávamos que o Brasil era o nosso time quando éramos crianças", relembrou.
Intérprete de hits como "Diamonds" e "Umbrella", Rihanna também mencionou que não tem um time de futebol favorito. Ao ser questionada sobre um jogador preferido, respondeu prontamente: "Nós [ela e o irmão] adorávamos assistir ao Ronaldinho [Gaúcho]".
- Bahia Notícias
- 21 Set 2024
- 12:23h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Líder do Grupo City, conglomerado de clubes que está à frente do Bahia desde o ano passado, o sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan é também detentor de 5% das ações da Ferrari, uma das equipes automobilísticas mais tradicionais da Fórmula 1, BP Money, parceiro do Bahia Notícias.
Além do Bahia, na lista de times que integram fazem parte do Grupo City estão o Manchester City, o New York City, o Melbourne City, entre vários outros espalhados pelo mundo. Mansour bin Zayed al-Nahyan nasceu em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, em 1970. Ele estudou nos EUA e se tornou dono da Al Jazira Football Club, time de sua cidade natal, antes de comprar o Manchester City, em 2008.
O sheik Mansour é irmão de Khalifa bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos e emir de Abu Dhabi desde 2004, após a morte de seu pai.
O bilionário dono da Ferrari e do Bahia é vice-primeiro Ministro dos Emirados Árabes, membro do Conselho Supremo do Petróleo e presidente da Emirates Racing Authority, órgão que está à frente da organização de corridas de cavalos de seu país. A riqueza de Mansour advém, sobretudo, dos negócios com essa commodity.
Confira a lista de clubes que integram o conglomerado do Grupo City
Europa:
Manchester City (Inglaterra)
Girona (Espanha)
Lommel SK (Bélgica)
Palermo (Itália)
ESTAC Troyes (França)
Istanbul Basaksehir (Turquia) – parceiro
Américas:
New York City (Estados Unidos)
Montevideo City Torque (Uruguai)
Bahia (Brasil)
Bolívar (Bolívia) – parceiro
Ásia:
Mumbai City FC (Índia)
Yokohama F. Marinos (Japão)
Sichuan Jiuniu (China)
Oceania:
Melbourne City (Austrália)
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- Por Juliana Matias | Folhapress
- 11 Set 2024
- 18:22h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Há cerca de cinco anos, Mayara Correa, 24, juntou informações de sites, livros, vídeos, sobre cães de assistência emocional e questionou sua psicóloga se o animal poderia ajudar no tratamento de transtorno de ansiedade generalizada, estresse pós-traumático, transtorno de personalidade borderline e transtorno bipolar com os quais foi diagnosticada.
"Eu só queria melhorar. Por que não mostrar e por que não ver se há possibilidade? Ela conversou comigo e falou 'eu preciso te analisar antes para ver se você é apta a ter um cão de assistência, talvez seria o caso de mudar a medicação, fazer outro tipo de terapia'", conta.
Depois de um ano, Correa conseguiu o laudo de seu primeiro cão de serviço, Hagnar. Atualmente, ela cria conteúdo nas redes sociais para falar sobre cães de assistência no perfil "Vida em Matilha" e Sirius é o cão que a auxilia.
"Ele me dá mais autonomia, mais independência, mais força também para seguir com o meu tratamento. Ele me auxilia nas tarefas básicas, como pegar e trazer a minha medicação ou algum outro objeto. Ele faz também a terapia de pressão profunda no meu colo, que é para me auxiliar quando eu tenho taquicardia, quando eu tenho uma respiração mais intensa durante a crise. Ele me alerta, evitando que as crises cheguem em um episódio com risco de me machucar", diz. "Sou uma pessoa mais feliz e mais estável com ele".
Ingrid Atayde, médica veterinária, psicóloga e chefe do Setor de Comissões Técnicas do CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), explica que existem tipos diferentes de animais que podem ajudar em condições de saúde: os de serviço, como, por exemplo, os cães-guias; os de assistência emocional, que podem ajudar pessoas em crises de ansiedade e depressão; e os de terapia, que visitam hospitais, ajudam em fisioterapias, dentre outros.
"Os animais de serviço são treinados individualmente para fazer alguma tarefa. Por exemplo, o cão-guia é treinado para funcionar como uma extensão do olhar do deficiente visual. O cão ouvinte é treinado para reconhecer determinados sons e avisar aquela pessoa que não escutou os sons. Tem o cão psiquiátrico, por exemplo, que é treinado para perceber uma crise de ansiedade", explica. Outros exemplos, que incluem animais de serviço, são aqueles cães treinados para sentir o cheiro da pessoa e detectar se o índice glicêmico está baixo, por exemplo, ou se aquela pessoa vai entrar em convulsão, diz a médica veterinária.
No TikTok, uma família americana mostra a rotina de um cão de serviço treinado para detectar alterações na glicemia de sua filha que tem diabetes. Em um dos vídeos, por exemplo, o cachorro avisa os pais da menina que sua glicose subiu muito enquanto ela dormia.
A médica veterinária explica que, no caso dos cães de serviço, não é qualquer cachorro que pode ser treinado. "Algumas raças são mais prováveis, por exemplo, labrador, golden retriever, mas dentro dessas raças eu tenho linhagens. Se eu pegar uma ninhada qualquer de golden retriever, por exemplo, possivelmente, no máximo 30% desses animais vão ter aptidão para cão-guia. Se eu pegar uma linhagem selecionada de cães-guias, esse número sobe para uns 70%", afirma.
Já o cão de assistência emocional, segundo Patrícia Muñoz, doutora em psicologia experimental pelo Instituto de Psicologia da USP e diretora clínica do Centro de Psicologia, Pesquisa e ABA em Houston (Texas) ajuda com apoio psicológico. "Só o fato de animal estar perto de você, você já tem uma mudança de cortisol no sangue. A pessoa se sente mais calma, mais tranquila. Por exemplo, uma pessoa que tem depressão e tem um animal de suporte precisa cuidar do animal. O animal de suporte está ali para gerar conforto".
A psicóloga relembra que, para ter um animal de suporte, a pessoa precisa estar em tratamento e o animal precisa fazer parte do plano individual de tratamento daquela pessoa.
Em relação aos animais de terapia, Atayde explica que eles são treinados para ajudar em trabalhos, como visitas em hospitais, consultórios de psicologia, de fisioterapia. "Por exemplo, uma criança, um idoso, pode não ter interesse em fazer o exercício de rodar o braço na fisioterapia, mas jogar a bolinha para o cachorro ele quer, escovar um animal ele quer".
- Bahia Notícias
- 29 Jul 2024
- 15:05h
Foto: Miriam Jeske/ COB/ Divulgação
A medalha de bronze da brasileira Rayssa Leal foi conquistada ao som de Djavan. O conterrâneo de região, já que ambos são do Nordeste, apesar de Rayssa ser do Maranhão e o cantor ser de Alagoas, deu som a vitória suada da adolescente na final de skate street nos Jogos Olímpicos Paris-2024 no último domingo (28).
Por estar de fone de ouvido durante a prova, a eterna fadinha despertou a curiosidade do público que acompanhava a prova e revelou após o pódio qual música ouvia na etapa final da disputa.
Em conversa com os jornalistas, a atleta revelou um gosto peculiar para a idade e contou que ouviu, além de Djavan, Os Nonatos e Zezé Di Camargo e Luciano.
"Se eu falar, vocês não vou acreditar. Vou mostrar minha playlist. Como eu estava muito ansiosa, coloquei 'Um Amor Puro', do Djavan. Aí depois 'Mudar Pra Quê?', dos Nonatos. Depois tocou Zezé Di Camargo & Luciano, 'É o Amor', e depois L7."
Com a conquista do bronze, Rayssa se tornou a atleta mais jovem a subir ao pódio em edições diferentes de Olimpíadas. A primeira foi em Tóquio, aos 13, com a prata. Antes da brasileira, a marca era da nadadora americana Dorothy Poynton-Hill que vinha desde 1932.
- Bahia Notícias
- 29 Jul 2024
- 13:00h
Foto: Reprodução / Instagram
O brasileiro Matheus Braz foi o responsável pela mixagem do som do comercial de Beyoncé, que promove o time dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Paris. O vídeo, dirigido pela própria Beyoncé, destaca o envolvimento contínuo de Braz em projetos com a artista, conforme apontado pela página Beyoncé Access.
Nascido no Rio de Janeiro, Matheus Braz trabalha como Assistente de Engenheiro de Som para Beyoncé desde 2021. Entre seus projetos com a artista, destacam-se a música “BE ALIVE” e o álbum “RENAISSANCE” de 2022. No ano passado, Braz também participou da “Renaissance World Tour 2023” e do filme-documentário da turnê, sendo creditado como Assistente de Engenheiro Musical e Supervisor Musical de Edição.
Além de seu trabalho com Beyoncé, Matheus Braz atuou como engenheiro de som no álbum "Cowboy Carter".
- Por Ana Luisa Lellis | Folhapress
- 21 Jul 2024
- 14:20h
Foto: BYC Photography, LLC 2023
No verão escaldante de 1974, Boston está dividida por protestos violentos contra um decreto governamental que obriga a redistribuição e o transporte de alunos entre bairros de maioria branca e de maioria negra, na tentativa de integrar as escolas e promover a igualdade educacional. O thriller se passa em meio à resistência brutal contra o fim da segregação.
Assim como outros descendentes de irlandeses brancos, Mary Pat Fennesy é uma orgulhosa moradora de Southie, bairro majoritariamente habitado pela classe trabalhadora. Mesmo com dois empregos, não consegue manter as contas da casa em dia. Ela sobrevive com sua filha adolescente, Jules, entre latas de cerveja e bitucas de cigarros no conjunto habitacional Commonwealth, onde sempre morou.
Viúva do primeiro marido, divorciada do segundo e tendo perdido o filho mais velho por overdose, a filha é tudo que lhe resta. Até que uma tarde, Jules vai para uma festa e não volta.
Na mesma noite um jovem negro, Augustus Williamson, é encontrado morto nos trilhos do metrô em circunstâncias suspeitas na "parte branca da cidade". As tensões raciais e o silêncio da comunidade deixam evidente que os casos estão relacionados.
Movida a raiva e vingança, Mary Pat se torna uma pária quando começa a atrapalhar os negócios de Marty Butler, poderoso chefe da máfia irlandesa que controla a região. A protagonista não questionava nenhuma das tradições de Southie até o desaparecimento de sua filha. Agora excluída pelo grupo, ela passa a ouvir mais atentamente a uma "outra voz" interior que reproduz o racismo enraizado na comunidade.
Mary Pat insiste consigo mesma que não há preconceito, apenas a luta de classes alimentada por quem tem poder. "Gente pobre falando merda sobre gente pobre. Não tem nada a ver com raça. Eles querem que fiquemos brigando uns com os outros feito cães por qualquer resto de comida para que a gente não perceba que estão fugindo com o banquete."
Em uma entrevista de 2009, Lehane comenta que desde pequeno acreditava que toda luta racial era uma luta de classe. Mary Pat parece espelhar essa crença racista.
Mas o autor deixa evidente a consciência do preconceito por trás desse discurso quando a protagonista debate com um juiz imaginário o próprio racismo --ele expõe a hipocrisia que existe na diferença entre o que a protagonista acredita que pensa e o que ela não consegue admitir para si mesma que pensa.
É um livro corajoso na sinceridade com que retrata a mente preconceituosa --o racismo que não se anuncia como crença, mas que está lá enraizado e é transmitido de geração em geração.
Há apenas um exagero de violência gráfica tratada de forma banal e caricata, como um filme de ação pouco crível. No entanto, a notícia de que a Apple TV+ está desenvolvendo uma série dramática baseada no livro é promissora.
Lehane é um roteirista experiente com histórico de sucesso de bilheteria --seus livros deram origem a filmes como "Ilha do Medo", de Martin Scorsese, e "Sobre Meninos e Lobos", de Clint Eastwood-- e a adaptação para a TV tem potencial para explorar os temas complexos do romance e alcançar público mais amplo.
Acompanhar uma mãe de meia-idade guerreando com a máfia local para encontrar sua filha provoca certa satisfação, apesar da inverossimilhança e do sadismo que afastam o leitor da protagonista.
Em um mundo em que jovens negros ainda podem ser assassinados por estarem no lado errado da cidade, "Golpe de Misericórdia" é uma obra que entretém, mas não aprofunda as considerações que levanta sobre desigualdade e a interseção entre política, corrupção e drogas.
GOLPE DE MISERICÓRDIA
Preço: R$ 99,90 (368 págs.); R$ 44,90 (ebook)
Autoria: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Luiz A. de Araújo
Avaliação: *Bom*
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- Por Marcelo Toledo | Folhapress
- 28 Jun 2024
- 13:19h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O Beto Carrero World, parque temático localizado em Penha, no litoral de Santa Catarina, anunciou nesta quinta-feira (27) o encerramento das atividades de seu zoológico, depois de 32 anos.
O parque, que chegou a ter mais de mil animais de 237 espécies, abrigava atualmente apenas girafas e um elefante, que estão sendo transferidos.
A decisão, segundo a direção do Beto Carrero World, foi tomada já há alguns anos, o que permitiu a saída dos animais de forma gradual, e segue o entendimento de que os animais precisam de um ambiente mais próximo ao habitat natural.
O parque temático, que hoje recebe em média 2,5 milhões de visitantes por ano, foi idealizado pelo empresário João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero, e inaugurado em dezembro de 1991 em Penha, à época com apenas alguns brinquedos infantis e duas lonas de circo.
Com a morte do empresário após ser submetido a uma cirurgia cardíaca em São Paulo em 2008, aos 70 anos, seu filho Alex Murad assumiu a direção e hoje é presidente do conselho administrativo do parque.
Por meio de sua assessoria, ele disse ter muito respeito pela história do espaço com os animais e que seu pai tinha uma "conexão incrível" com eles, mas que "as gerações mudam".
"As gerações mudam, e hoje entendemos que é mais significativo receber os animais que nos visitam espontaneamente, como capivaras e pássaros migratórios, do que manter espécies selvagens dentro de um parque temático", disse.
O Beto Carrero World é o maior parque multitemático da América Latina, com dez áreas temáticas que incluem brinquedos, shows, e experiências como a área temática Nerf Mania, Hot Wheels e Madagascar.
Com o encerramento da visitação, os animais remanescentes -girafas e um elefante- estão sendo transferidos para novos locais. O parque não informou o destino, disse apenas que são locais "seguros".