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Advogado e influencer João Neto é preso por suspeita de agressão a mulher; vítima foi hospitalizada

  • Bahia Notícias
  • 15 Abr 2025
  • 12:34h

Foto: Reprodução / Alô Juca

O advogado criminalista João Neto foi preso na noite desta segunda-feira (14), em Maceió (AL), sob suspeita de agredir uma mulher dentro de um apartamento no bairro da Jatiúca. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Alagoas (PM-AL).

De acordo com relatos preliminares, a prisão foi efetuada por agentes da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit) e do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), que conduziram o advogado até a Central de Flagrantes, onde ele prestou esclarecimentos.

João Neto é natural de Salvador, já foi policial militar e acumula mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais. Ele ficou conhecido no Instagram ao gravar vídeos dando dicas para quem estiver com problemas na Justiça.

Moradores do edifício onde o caso teria ocorrido acionaram a polícia após ouvirem gritos e barulhos de possível agressão no interior do imóvel. A vítima foi socorrida e levada a um hospital da capital alagoana. Em seguida, ela foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento.

Segundo a PM, João Neto foi localizado nos arredores do hospital para onde a mulher foi levada. Ele pilotava uma motocicleta com outra pessoa na garupa e, conforme relato da corporação, realizava manobras próximo à unidade de saúde.

Diante da situação, foi dada voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido à Central para os procedimentos cabíveis.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde da vítima nem se o advogado permanecerá detido após os depoimentos.

Aliados de Bolsonaro prometem manter mobilização durante internação

  • Por Thaísa Oliveira | Folhapress
  • 15 Abr 2025
  • 10:32h

Foto: Reprodução / Instagram / Jair Messias Bolsonaro

Diante da nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliados prometem manter a mobilização em torno do projeto de lei de anistia, além da organização do Rota 22, caravana do PL que vai percorrer diversos estados de olho no eleitorado bolsonarista.

Quando passou mal, na última sexta-feira (11), Bolsonaro estava no interior do Rio Grande do Norte para a primeira agenda do Rota 22. O ex-presidente faria um giro pelo estado ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), secretário-geral do PL, e do ex-ministro Gilson Machado.

Apesar do quadro de saúde de Bolsonaro, considerado complexo, o PL afirma que a caravana já está confirmada em outros seis estados: Ceará, Sergipe, Paraíba, Santa Catarina, Mato Grosso e Rondônia.

"A palavra oração implica em orar e agir. Enquanto a gente ora, a gente também age para não deixar o projeto parar", afirma o senador Marcos Rogério (PL-RO).

"Estamos em oração pela saúde do ex-presidente, mas a gente também vai fazer o dever de casa de preparar o terreno para o Rota 22 para que, quando ele estiver com a saúde restabelecida, ele possa estar presente nos estados e participar."

Além de servir de palanque para bolsonaristas que devem disputar as eleições no ano que vem -como o próprio Marcos Rogério-, a caravana do partido tem o objetivo de difundir o projeto de lei de anistia aos golpistas do 8 de janeiro.

Nesta segunda (14), o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou o requerimento de urgência do projeto, instrumento que acelera a discussão ao permitir a votação direto no plenário da Casa, pulando as comissões.

Para protocolar o requerimento eram necessárias 257 assinaturas. Segundo informações do sistema da Câmara, o documento tem 262 assinaturas de deputados de partidos da oposição e de siglas que integram o governo Lula, como PSD, União Brasil, PP, Republicanos e MDB.

Na Paraíba, reduto eleitoral do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), o roteiro da caravana tem sido organizado pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL).

Pessoas a par da organização afirmam que o quadro de saúde do ex-presidente não implica em uma mudança de direção para o partido porque boa parte das agendas já estava prevista para o segundo semestre deste ano.

Na semana passada, Bolsonaro havia afirmado em entrevista que rodaria 800 km no Rio Grande do Norte, em 15 municípios, parando em pequenas cidades para fazer discursos e "bater papo".

Disse que gostaria de visitar todos os estados "nos próximos meses" e falou em promover uma manifestação em alguma cidade do Nordeste. No último dia 6, ato do ex-presidente levou 55 mil pessoas à avenida Paulista, de acordo com estimativa do Datafolha.

Antes da internação, Bolsonaro disse reiteradas vezes que será candidato a presidente em 2026. Ele, porém, está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral, além de ter se tornado réu no STF (Supremo Tribunal Federal) no caso da trama golpista.

Aliados especulam quem poderia substituí-lo na disputa presidencial, e a lista inclui familiares, como Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle, e governadores aliados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Bolsonaro ainda não tem previsão de alta. Na madrugada desta segunda-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou uma mensagem a aliados em que pede orações e diz que as visitas ao marido estão "restritas apenas à família" neste momento.

"Para garantir o melhor cuidado possível, as visitas estão por hora restritas apenas à família. Contamos com a compreensão de todos e pedimos que continuem em oração. Tenho fé que em breve ele estará plenamente restabelecido e de volta a sua rotina com a força de sempre", escreveu Michelle.

A equipe médica que participou do procedimento cirúrgico no domingo (13) afirmou nesta segunda que o ex-presidente deve ficar internado por pelo menos mais duas semanas e enfrentar restrições no pós-operatório por um período de dois a três meses.

O procedimento de desobstrução intestinal, considerado complexo, durou 12 horas e foi o mais longo dos seis já realizados desde que o ex-presidente levou uma facada na campanha eleitoral de 2018.

Imagens de Lula em casa cenográfica dentro de estúdio viralizam nas redes sociais

  • Bahia Notícias
  • 15 Abr 2025
  • 08:29h

Foto: Reprodução / X

Vídeos que circulam nas redes sociais nesta semana mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posando para fotos em um estúdio fotográfico, diante de um cenário que simula a fachada de uma casa. As imagens geraram repercussão entre internautas, que comentaram sobre o uso de um ambiente controlado para os registros.

Nos vídeos, é possível ver Lula sendo orientado por profissionais enquanto posa para fotografias, enquanto outras pessoas de sua equipe aparecem nas imagens.

A gravação não traz indicações oficiais sobre a data ou o contexto em que o material foi produzido.

Campanha nacional de vacinação nas escolas inicia nesta segunda-feira

  • Bahia Notícias
  • 14 Abr 2025
  • 14:59h

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

A campanha nacional de vacinação nas escolas públicas de todo o país inicia nesta segunda-feira (14). A ação, que faz parte do Programa Saúde na Escola, é uma mobilização para atualizar a caderneta de vacinação dos alunos e ocorre em parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. 

 

Conforme anunciado pelo ministro Alexandre Padilha, ao todo, 5.544 municípios participam da campanha, que envolve cerca de 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas – 80% das instituições da rede pública de ensino do país. De acordo com o Ministério da Saúde, é a maior adesão da história do programa, criado em 2007.

 

A meta é vacinar - até o próximo dia 25 - pelo menos 90% dos estudantes menores de 15 anos. Serão aplicadas doses contra a febre amarela, além da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), da DTP (tríplice bacteriana), da meningocócica ACWY e da vacina contra o HPV.

 

“As ações contam com a participação de profissionais do SUS [Sistema Único de Saúde], cujas equipes vão vacinar no ambiente escolar ou as instituições de ensino levarão os estudantes até uma unidade básica de saúde (UBS), sempre com a autorização dos responsáveis”, informou o ministério.

 

Haverá também checagem das cadernetas de vacinação para alertar pais e responsáveis sobre a necessidade de atualização. As informações são da Agência Brasil. 

Deputados empregam parentes como secretários nos próprios gabinetes na Câmara

  • Bahia Notícias
  • 14 Abr 2025
  • 10:11h

Foto: Mário Agra e Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Apesar da vedação à contratação de parentes de até terceiro grau por parlamentares, ao menos dois deputados federais empregam primos em seus gabinetes na Câmara dos Deputados. A prática, embora frequentemente questionada, não configura nepotismo de acordo com entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Antonio da Cruz Filgueira Neto, conhecido como Marreca Filho (PRD-MA), emprega a prima Iasmin Andrade Filgueira Alvarenga como secretária parlamentar desde fevereiro de 2023. Ela recebe atualmente salário bruto superior a R$ 7,5 mil. Em nota, o parlamentar afirmou que a nomeação “foi realizada com base em critérios técnicos e legais, conforme previsto para cargos comissionados”.

Situação semelhante ocorre no gabinete de Rodrigo Valadares (União-SE), vice-líder da minoria na Câmara. Desde março de 2023, o deputado mantém como secretário o primo Leonardo Reis Valadares, cujo salário bruto é de R$ 2,8 mil.

Segundo súmula do STF, configura nepotismo a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau em linha reta, colateral ou por afinidade, para cargos na administração pública direta e indireta, abrangendo os três poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

No entanto, a legislação não impede a nomeação de parentes além do terceiro grau, como é o caso de primos, o que torna legal, do ponto de vista jurídico, a permanência dos funcionários mencionados nos gabinetes parlamentares.

Todas as informações são do Metrópoles.

Opinião: Anistiar tentativa de golpe é prêmio para crime contra a democracia

  • Por Fernando Duarte / Bahia Notícias
  • 14 Abr 2025
  • 08:09h

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Já não é novo o movimento da extrema-direita no país ao pautar o PL da anistia geral para os envolvidos na tentativa de golpe, que culminou no fatídico 8 de janeiro de 2023. O principal beneficiário do projeto seria o ex-presidente Jair Bolsonaro, que tenta incorporar o discurso de que eventuais excessos do Supremo Tribunal Federal (STF), por motivações políticas, expõem senhoras e senhoras de idade à prisão por se manifestarem publicamente. Como a arena política foi deslocada para redes sociais, o assunto acabou tomando parte até mesmo das conversas familiares. No entanto, é preciso ficar claro que anistiar golpistas não tem como ser prioridade em meio ao momento sociopolítico que passa o Brasil e o mundo.

Na última semana, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, anunciou que conseguiu o mínimo de assinaturas para que o PL tramite sem passar pelas comissões, diretamente ao plenário. Foi uma vitória expressiva, apesar de toda mobilização contrária de lideranças do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. Mais uma vez, os parlamentares preferem olhar para o próprio umbigo, ao invés focarem em reais problemas nacionais. E por que a anistia não é um problema nacional?

Porque ela busca beneficiar brasileiros que, intencionalmente, tentaram abolir a democracia, após ficarem insatisfeitos com o resultado das urnas. Essa acusação é válida para Bolsonaro e seu entorno, que pautaram a descredibilização das eleições desde 2018 – quando emergiram das urnas como vitoriosos. E também para aqueles que, impulsionados por informações imprecisas (por vezes falsas), seguiram em efeito manada durante meses em acampamentos pedindo intervenção militar e, naquele 8 de janeiro, caminharam para as sedes dos três poderes da República para destruí-los – com o uso do advérbio literalmente com muito pesar. Houve um atentado à soberania do país que, felizmente, não logrou o êxito almejado.

O governo atual, que assumiu sob desconfiança de quase metade dos eleitores, não conseguiu convencê-los de que houve melhorias. Tanto que um marqueteiro político foi convocado para tentar reforçar a comunicação e as eventuais conquistas desses anos pós-apocalípticos dominados pela extrema-direita. Entretanto, a economia não retomou o vigor desejado, as reformas esperadas acontecem a passos lentos e a articulação política de Luiz Inácio Lula da Silva segue batendo cabeças – vide a desastrosa declaração da hoje ministra Gleisi Hoffmann sobre a anistia e a reação do STF. Sem contar a nova ordem mundial imposta pelo “ídolo bolsonarista” Donald Trump. Há um vão grande entre a realidade e a expectativa criada e alimentada por uma máquina de distorções e imprecisões conduzida pelos adversários, que seguem controlando o debate público – ainda que sob influência de plataformas de redes sociais, algumas públicas e outras privadas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá o primeiro grande teste de fogo no comando da Casa quando decidir como enfrentar esse monstro ficcional criado pelo PL e por Bolsonaro e simbolizado por uma “pobre cabelereira” condenada a 14 anos de prisão por “pichar de batom” a estátua do STF. Como se os outros crimes de Débora Rodrigues, como associação criminosa e tentativa de golpe de estado, fossem tão pequenos que merecessem ser anistiados. O signo Débora é, na verdade, uma ressignificação do antipolítico que se tornou “mito” e virou presidente da República chamado Jair Bolsonaro. Sem dar nomes aos bois, pautar a anistia no Congresso Nacional é viver a utopia que a extrema-direita viveu nos 4 anos de Bolsonaro no poder ou aquela que a esquerda sob Lula julga que o Brasil vive um momento excepcional, se não fosse a existência da oposição.

Governo vai reduzir prazo para beneficiário manter Bolsa Família em caso de aumento na renda

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 13 Abr 2025
  • 12:31h

Foto: Lyon Santos / MDS

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discute cenários para reduzir o prazo da chamada regra de proteção do Bolsa Família, que mantém o pagamento parcial do benefício em caso de aumento da renda acima dos limites do programa.
 

A medida foi autorizada pelo Congresso Nacional durante a votação do pacote de contenção de gastos enviado pelo Executivo no fim do ano passado, mas ainda depende de regulamentação. Sua adoção é central para garantir a economia de R$ 7,7 bilhões com o programa, já incluída no Orçamento de 2025.
 

Hoje, a regra de proteção garante o pagamento de 50% do valor regular benefício por um prazo de 24 meses caso a renda familiar ultrapasse os R$ 218 por pessoa (limite para ingresso no programa), desde que ainda fique abaixo de meio salário mínimo por indivíduo da família (equivalente a R$ 759).
 

Segundo técnicos que participam da discussão, há cenários em que o prazo da regra de proteção pode ser reduzido para 6, 12 ou 18 meses. O martelo ainda não foi batido, mas a percepção de pessoas envolvidas é que dificilmente o governo fixará um período inferior a um ano.
 

O governo também simula cenários em que o limite de renda para fazer jus à regra de proteção ficaria abaixo de meio salário mínimo. Essa possibilidade de mudança está na mesa, mas as chances de avançar são mais remotas, segundo o relato dos participantes da discussão.
 

A expectativa do governo é publicar as novas regras até o fim deste mês. Um decreto editado por Lula no fim de março prevê que o tema seja regulado por portaria do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
 

Qualquer mudança valerá apenas para quem se desenquadrar dos limites do programa após a publicação da portaria. Isso significa que quem já está sob a regra de proteção ou entrar nos critérios vigentes até o fim do mês terá o pagamento assegurado pelo prazo atual, de 24 meses.
 

O entendimento de técnicos do governo, inclusive da área jurídica, é que o benefício parcial é um direito adquirido de quem já está na regra. Mexer no prazo de pagamento para essas pessoas abriria brechas para questionamentos.
 

A base legal para as mudanças no Bolsa Família foi proposta pelo governo e aprovada no fim do ano passado pelo Congresso, no âmbito do pacote de medidas do ministro Fernando Haddad (Fazenda).
 

A lei, sancionada por Lula no fim de dezembro de 2024, permite alterar, por ato do Poder Executivo, o limite de renda para desligamento do Bolsa Família e o prazo da regra de proteção. As mudanças só podem ser feitas para reduzir os valores, já que a referência máxima é dada pela própria lei.
 

Para definir os parâmetros da regulamentação, os técnicos analisam a economia potencial de cada cenário, ao mesmo tempo em que avaliam os impactos para os beneficiários do programa.
 

A regra de proteção foi criada com o intuito de encorajar as famílias a buscarem outras fontes de renda para garantir seu sustento, sem que elas se sentissem penalizadas pela perda do benefício. Por isso, uma redução drástica nos prazos e limites poderia ter um efeito colateral negativo sobre a política.
 

No decreto de março, o governo já promoveu algumas mudanças no programa. Uma delas inclui um prazo máximo de até 36 meses para que famílias que tiveram o benefício cancelado após o fim da regra de proteção tenham prioridade de retorno ao Bolsa Família, caso retomem a condição de pobreza nesse período. Antes, a lei assegurava a prioridade de reingresso, mas sem estipular prazo.
 

O Executivo também tornou obrigatória as entrevistas presenciais em domicílio quando o cidadão se inscrever no Cadastro Único dizendo fazer parte de uma família de uma pessoa só (unipessoal).
 

A iniciativa era uma recomendação da CGU (Controladoria-Geral da União) e deve valer para novos beneficiários, mas não se aplicará a indígenas, quilombolas e moradores de rua. Para quem já recebe a transferência, o procedimento para verificar a situação da família unipessoal ainda será definido.
 

O decreto ainda prevê que os municípios observem o índice máximo de famílias unipessoais inscritas no Bolsa Família, conforme estabelecido em ato do MDS.
 

ENTENDA A DISCUSSÃO
 

O que é a regra de proteção do Bolsa Família?
 

O mecanismo garante a continuidade do pagamento parcial do benefício quando há aumento de renda acima do limite do programa, por meio de um emprego formal, por exemplo.
 

Como funciona a regra atualmente?
 

A regra de proteção garante o pagamento de 50% do valor regular do benefício por um período de 24 meses. A concessão é feita quando a renda ultrapassa os R$ 218 per capita (limite para receber o Bolsa Família), desde que ainda fique abaixo de meio salário mínimo por pessoa (hoje, equivalente a R$ 759).
 

Se a renda por indivíduo ultrapassar meio salário mínimo, o benefício é cancelado sem direito à regra de proteção.
 

O que deve mudar?
 

O governo discute mudanças no prazo de pagamento, que ficará menor do que os atuais 24 meses. O novo prazo pode ser de 6, 12 ou 18 meses, mas técnicos acreditam num piso de um ano.
 

Também há discussões sobre reduzir o limite de renda para acessar o mecanismo, mas a chance de essa alteração avançar é considerada mais remota.
 

O que acontece se a família volta à situação de pobreza?
 

Famílias que tenham sido beneficiadas pela regra de proteção do programa têm prioridade no retorno, caso voltem à situação de pobreza, isto é, sua renda per capita caia abaixo de R$ 218. Decreto de março estipulou um prazo de 36 meses no qual essa prioridade será assegurada.

Bolsonaro desembarca em Brasília e médicos avaliam necessidade de cirurgia

  • Bahia Notícias
  • 13 Abr 2025
  • 09:41h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou, na noite do último sábado (12), em Brasília, após sentir dores abdominais e ser internado em Natal, na tarde da última sexta-feira (11). A equipe médica responsável avalia necessidade de novo procedimento cirúrgico na região do intestino. 


Internado no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro passará por uma avaliação e, se for identificado a necessidade, pode passar por cirurgia ainda neste domingo (13). 


Em suas redes sociais, o ex-presidente explicou aos seguidores que estava “estável, em recuperação, e mais uma vez cercado por profissionais competentes”. 


Bolsonaro foi transferido de Natal para Brasília, na tarde do último sábado (12). Em imagens compartilhadas em suas redes sociais, Bolsonaro é aclamado por apoiadores na saída da unidade de saúde. 

8 em cada 10 brasileiros relatam medo de assalto quando motos se aproximam, diz Datafolha

  • Por Tulio Kruse | Folhapress
  • 13 Abr 2025
  • 08:18h

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Oito em cada dez brasileiros relatam sentir medo de assalto quando veem motocicletas se aproximarem na rua, aponta pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12). A maioria (55%) diz sentir muito medo nesse tipo de situação, e 1 em cada 4 pessoas (26%) afirma que sente um pouco de medo.
 

Além disso, quando questionados sobre nove exemplos de situações corriqueiras --como usar o transporte público ou usar o celular na rua, por exemplo--, a quantidade de entrevistados que admite sentir medo é, em todos os casos, maior do que aquela que diz não sentir.
 

Para a pesquisa, realizada entre os dias 1 e 3 de abril, foram entrevistadas 3.054 pessoas com mais de 16 anos em 172 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos
 

Em todas as situações questionadas, o sentimento de medo é citado com mais frequência pelas mulheres, em comparação aos homens. Outro fator que demarca diferenças entre os entrevistados é a idade: de forma progressiva, os mais velhos demonstram-se mais temerosos do que os mais jovens sobre praticamente todas as circunstâncias.
 

Isso ocorre mesmo que, quando questionados sobre a piora ou melhora da criminalidade nos últimos 12 meses, as respostas de pessoas em diferentes faixas etárias sejam similares.
 

Ao mesmo tempo, a pesquisa também aponta o medo de assalto é inversamente proporcional à renda. Os mais pobres, em geral, relatam sentir mais medo do que os mais ricos quando se vê nas situações que foram pesquisadas.
 

Três em cada dez entrevistados (29%) que ganham até dois salários mínimos, por exemplo, respondem que sentem muito medo quando estão em um restaurante. Só 6% daqueles que ganham mais de dez salários respondem o mesmo --a maioria (54%) nessa faixa de renda diz que não sente nenhum medo nesse tipo de situação.
 

O índice de quem responde ter muito medo quando vê uma motocicleta se aproximando é de 66% entre as mulheres e de 44% entre os homens. É de 63% entre as pessoas com mais de 60 anos, e só de 49% na faixa etária dos 16 aos 24 anos.
 

Ficar sozinho no ponto de ônibus é a segunda situação, entre as nove do questionário, que mais gera insegurança. Metade dos brasileiros relata que sente muito medo nessas circunstâncias. Outros 23% dizem que sentem um pouco de medo, e 22% não sentem nenhum medo.
 

Ver alguém se aproximando numa bicicleta, ficar parado com o carro num semáforo e esperar um carro por aplicativo ou táxi na rua são outras situações que despertam medo na maior parte dos brasileiros. Todas causam muito medo para 39%, ou 4 em cada 10 pessoas.
 

O Datafolha também perguntou sobre a frequência com que os entrevistados sentem receio de ter o celular roubado ao andar pelas ruas da cidade, serem vítimas de agressão, serem atingidos por bala perdida e serem sequestrados.
 

A preocupação com roubo de celular é a mais frequente no país: 37% respondem que estão sempre preocupados com esse tipo de ocorrência ao andar pela própria cidade. Três em cada dez (30%) preocupam-se sempre com o risco de bala perdida quando caminham pelas ruas.
 

Além disso, 27% dos brasileiro dizem preocupar-se sempre com o risco de agressões, mas uma porção maior, de 35%, diz que não pensa nunca sobre essa possibilidade. Entre as quatro situações, o risco de sequestro é o que desperta menos medo: 44% dizem que nunca se preocupam com essa possibilidade, e 23% dizem que pensam sempre sobre esse risco.
 

Essas respostas também mostram um índice maior de preocupação entre as mulheres, os mais velhos e os mais pobres.
 

"Existe um agravamento da violência que tem a ver com os indivíduos violência contra a mulher, violência contra a criança e adolescente, violência sexual, e assim a gente vai caminhando para um cenário onde viver se tornou algo muito inseguro e arriscado no Brasil", diz o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

Lula sanciona Lei de Reciprocidade, aprovada para fazer frente ao tarifaço de Trump

  • Bahia Notícias
  • 12 Abr 2025
  • 14:14h

Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (11), a Lei de Reciprocidade, que autoriza o Brasil a adotar medidas de retaliação comercial contra as sanções unilaterais impostas por outros países. O texto foi aprovado pelo Congresso em meio à escalada das tensões comerciais internacionais promovidas pelo tarifaço de Donald Trump. 

Conforme divulgado pelo g1, a nova lei dá base legal para que o governo brasileiro imponha tarifas adicionais, suspenda concessões comerciais ou até mesmo deixe de cumprir obrigações relacionadas à propriedade intelectual quando houver medidas hostis de outros países, como barreiras comerciais unilaterais.

Por meio do tarifaço, a Casa Branca anunciou tarifas para importação de produtos de mais de 180 países. O Brasil ficou com a tarifa mais baixa, de 10%, para todos os produtos, no entanto, não anunciou medida concreta para taxar a importação de produtos americanos.

Recentemente, Lula afirmou que cogita retaliar as medidas de Trump, porém deseja insistir no diálogo, conduzido pelos ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio e Serviços.

Atualmente, o Brasil segue uma regra da Organização Mundial do Comércio (OMC) que proíbe favorecer ou penalizar um colega do bloco com tarifas. A nova lei cria funciona como meio legal para que o governo adote medidas de retaliação que deverão ser proporcionais ao impacto econômico causado pelas ações unilaterais de outros países ou blocos, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos.

As ações deverão, em regra, ser precedidas de consultas públicas e avaliação técnica, mas o projeto prevê que, em casos excepcionais, o governo possa adotar contramedidas provisórias de forma imediata.

Prefeito ‘Tiktoker’ de Sorocaba tem bens bloqueados há dois anos por compra superfaturada

  • Bahia Notícias
  • 12 Abr 2025
  • 10:14h

Foto: Renata Giron / Prefeitura de Sorocaba

O prefeito de Sorocaba, no interior de São Paulo, Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como ‘Prefeito Tiktoker’ teve seus bens bloqueados em 2023 por suspeita de superfaturamento de uma compra para educação. 

Atualmente, o prefeito é alvo da operação ‘Copia e Cola’, deflagrada na última quinta-feira (10), pela Polícia Federal. A operação visa desarticular uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde no município de Sorocaba. 

O bloqueio dos bens de Manga foi determinado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em maio de 2023, após a suspeita de uma compra superfaturada de 30 mil kits de robótica, realizada no final de 2021. 

Segundo a CNN, a acusação diz que os produtos foram adquiridos no valor de R$ 740, cada kit, apesar de existir kits semelhantes sendo vendidos no mercado por um valor entre R$ 14 a R$ 29.

A investigação da PF, deflagrada nesta semana, teve início em 2022, antes do bloqueio dos bens do prefeito. Também foram investigados pela ‘Copia e Cola’ ator de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias. 

Além de Sorocaba e Vitória da Conquista, os mandados são cumpridos nas cidades paulistas de Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco.
 

Banco Central diz que brasileiros gastam até R$ 30 bilhões por mês em bets

  • Bahia Notícias
  • 12 Abr 2025
  • 08:18h

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O Banco Central (BC), por meio do secretário-executivo Rogério Lucca, revelou na última semana, que os brasileiros gastam até R$ 30 bilhões por mês com bets. Os dados correspondem ao período de janeiro a março de 2025, após a regulação das bets. 

A informação foi compartilhada durante à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets do Senado, realizada na última terça-feira (8), que contou ainda com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo. 

Segundo Lucca, o BC estimou um gasto de cerca de R$ 20 bilhões por mês com apostas eletrônicas em 2024, e o gasto aumentou após a regulação das pets entrar em vigor em 1º de janeiro. 

Galípolo afirma que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, tem registrado de 93% a 94% do valor desembolsado pelos apostadores em prêmios. Uma divergência com o relatório do BC que calculou 85% do retorno médio em prêmios. 

O presidente do Banco Central esclareceu ainda que o órgão não possui competência legal para fiscalizar ou aplicar sanções e a autoridade monetária só pode tomar medidas caso seja notificada pela SPA, quem define se a bet está autorizada ou não. 

PSOL vê situação de Glauber Braga delicada após briga com rivais e isolamento no partido

  • Por Folhapress
  • 11 Abr 2025
  • 14:35h

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A cúpula do PSOL, partido do deputado federal Glauber Braga (RJ), vê poucas chances de reversão do processo de cassação dele na Câmara dos Deputados. Segundo aliados, pesa contra Glauber a dificuldade de articulação com congressistas de outros partidos, além do isolamento que ele enfrenta dentro da própria legenda.
 

Após o Conselho de Ética da Câmara aprovar o relatório que recomenda a sua cassação, na quarta-feira (9), Braga anunciou greve de fome sem ter comunicado previamente nenhum de seus colegas, incluindo a própria esposa, a também deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O gesto não foi bem visto entre os correligionários, que enxergam que o deputado teria "jogado a toalha" sobre a sua situação.
 

Ele é acusado de quebra de decoro por agressão a um militante do MBL no Congresso Nacional em 2024. Com a aprovação do relatório no conselho, o caso vai agora ao plenário, em data ainda não definida. Para que a cassação ocorra, é preciso maioria absoluta da Casa, de 257 votos entre 513 deputados.
 

Internamente, deputados e integrantes do PSOL reclamam que Braga tem adotado ações midiáticas em vez de tentar impedir a perda do próprio mandato, a começar pela opção de não contar com testemunhas em seu processo no Conselho de Ética.
 

À reportagem um dirigente disse, sob reserva, que o congressista deveria estar atrás de votos para garantir sua permanência em vez de dormir na Câmara, como também anunciou que passaria a fazer.
 

Ele passou a madrugada de quinta-feira (10) dormindo no chão do local onde funciona o Conselho de Ética.
 

Deputados também reclamam que Braga não tem conversado com seus companheiros de partido, dificultando ações conjuntas contra a sua cassação. O congressista integra uma ala do PSOL que defende maior independência em relação ao governo Lula (PT) e que faz oposição à corrente majoritária do partido, composta por quadros como o deputado Guilherme Boulos (SP) e a presidente nacional da sigla, Paula Coradi.
 

Coradi, junto da líder do PSOL na Câmara, a deputada Talíria Petrone (RJ), se reuniu na semana passada com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar chegar a algum acordo em relação ao psolista. Segundo aliados, Motta teria dito a ambas não ser de seu interesse livrar Braga de uma eventual cassação.
 

Para integrantes do PSOL, deputados de outros partidos não simpatizam com a figura de Braga, o que torna difícil convencê-los a votar contra a sua cassação. Um aliado argumenta que o próprio congressista nunca fez questão de tentar ser cordial com terceiros e que ele se tornou alvo preferencial do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL), a quem direcionou todas as críticas relativas ao uso político de emendas.
 

"Quem quiser chamar de greve de fome, chame como queira, mas vou dar manutenção a uma ação de não rendição ao orçamento secreto e a Arthur Lira e companhia", disse Braga na quarta, após a aprovação do relatório no conselho.
 

Em 2024, ele citou investigação contra Lira no plenário e disse: "Não podemos ter um bandido sentado na presidência da Câmara".
 

De acordo com psolistas, Lira tem atuado como principal fiador do processo de cassação. Com bastante influência nos bastidores, o ex-presidente estaria em contato com dirigentes de todas as siglas de centro e de direita para tentar derrubar o mandato de Braga.
 

O ex-presidente da Câmara nega. Na quarta-feira, disse que a representação contra o deputado psolista foi feita pelo partido Novo, não por ele.
 

Nesta quinta, apoiadores promoveram um ato inter-religioso em apoio ao congressista do PSOL dentro do Congresso.

Após acusação de agressão e pedido de expulsão, Maike é eliminado do BBB 25 com 49,12% dos votos

  • Bahia Notícias
  • 11 Abr 2025
  • 12:34h

Foto: TV Globo

O vendedor Maike foi o 15º eliminado do Big Brother Brasil 25 após viver uma grande polêmica dentro da casa, uma acusação de agressão pelo comportamento com a affair, a dançarina Renata.

Em paredão disputado contra Renata e Vinícius, Maike deixou o jogo com 49,12% votos do público e um discurso que mencionou o comportamento mal avaliado pela produção, que rendeu uma advertência pública.

"Os erros não definem vocês, mas têm consequências, seja nas primeiras horas da temporada ou a poucas horas do Paredão. E quando não são os erros que definem uma Eliminação, é o conjunto da obra, dessa que eu acabei de falar para vocês. Se alguém construiu melhor que você, paciência. Quem sai hoje é o Maike", disse Tadeu.

Antes da eliminação, Tadeu conversou com os participantes e fez um alerta sobre os excessos dentro da casa e afirmou que das 14 advertências que Maike recebeu na noite, apenas 2 foram relacionadas a Renata.

Maike, você sabe que houve excessos. Na hora, a própria Renata te advertiu, a produção também, duas vezes, inclusive. Tem que ficar atento! O Maike ainda recebeu mais de dez advertências ao longo da noite, mas por outros motivos não ligado a Renata. Eu quero focar na sua relação com a Renata. Hoje mais cedo a Renata foi bem direta na conversa que vocês tiveram. Maike já pediu desculpas várias vezes, e a gente está vendo que vocês se resolveram. Mas estou aqui para fazer o alerta: atenção, atitudes assim podem comprometer a jornada de vocês."

Após a eliminação de Maike, uma nova liderança foi definida e João Pedro tirou a sorte grande. O paredão será formado nesta sexta (11) com eliminação no domingo (13) e nova prova para dar sequência ao modo turbo. Renata já foi parar na berlinda por ter tido o pior desempenho na prova.

O 15º Paredão será formado pelo emparedado pela Prova do Líder (Renata), uma pessoa emparedada pelo líder e o mais votado pela casa. 

O BBB 25 está previsto para chegar a grande final no dia 22 de abril.

Bolsonaro passa mal e é levado com urgência a hospital no Rio Grande do Norte

  • Bahia Notícias
  • 11 Abr 2025
  • 10:29h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante cumprimento de uma agenda no Rio Grande do Norte. Bolsonaro deu entrada em um hospital na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, após sentir fortes dores abdominais, nesta sexta-feira (11). As informações são da colunista Bela Megale, do jornal O Globo.

Bolsonaro sentiu fortes dores em decorrência do atentado a facada que sofreu em 2018 e procurou atendimento médico no Hospital Municipal Aluízio Bezerra. O ex-presidente vai ser transferido de helicóptero para Natal. De acordo com pessoas próximas ao ex-líder, há alguns dias ele vinha sofrendo de obstrução intestinal.

Bolsonaro está em viagem pelo Nordeste para reforçar a presença do PL na região. O projeto, intitulado Rota 22, é composto por uma série de visitas, oficinas e seminários ao longo do país, começando pelo Rio Grande do Norte.