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Arnold Schwarzenegger fala sobre disciplina e liderança durante palestra em São Paulo

  • Por Adrielly Souza | Folhapress
  • 26 Jul 2025
  • 10:30h

Foto: Reprodução via Bahia Notícias

O público da 15ª edição da Expert XP 2025, realizada em São Paulo, teve uma noite incomum nesta sexta-feira (25): foi Arnold Schwarzenegger quem subiu ao palco como uma das atrações principais do evento.
 

Aos 77 anos, o astro de Hollywood, ex-fisiculturista e ex-governador da Califórnia compartilhou reflexões sobre liderança, saúde e superação pessoal, além de momentos bem-humorados sobre a própria trajetória.
 

Durante sua palestra, Schwarzenegger abordou a importância da disciplina como ferramenta para transformar sonhos em metas concretas. "Disciplina é o alicerce de qualquer sucesso", afirmou ele, que também destacou o valor de se manter motivado mesmo diante de obstáculos. O discurso incluiu ainda trechos sobre liderança inspiradora e o impacto de decisões consistentes ao longo da vida.
 

Apesar do foco motivacional, Schwarzenegger também se permitiu brincar com a vida pessoal. Ele relembrou uma situação recente envolvendo seu filho Patrick Schwarzenegger, ator da série "The White Lotus", da HBO. Em entrevista ao canal Actors on Actors, da Variety, Arnold contou ter se surpreendido ao ver o filho em uma cena de nudez.
 

"Eu estava assistindo e, de repente, vejo a bunda dele. Pensei: 'O que está acontecendo aqui? Isso é loucura'", relatou, entre risos. Ainda assim, ele reconheceu que já esteve na mesma posição no passado. "Depois pensei: 'Arnold, olá! Você fez o mesmo em Conan e O Exterminador do Futuro. Então não reclame'."

Justiça determina cancelamento de show Wesley Safadão no Ceará após pedido do Ministério Público

  • Por Bianca Andrade I Bahia Notícias
  • 25 Jul 2025
  • 18:23h

Foto: Divulgação I via Bahia Notícias

O cantor Wesley Safadão teve a apresentação que seria realizada no 16º Festival Internacional da Cana-de-Açúcar, na cidade de Pindoretama, no Ceará, suspensa pela Justiça após um pedido feito pelo Ministério Público do estado.

 

A decisão, que surpreendeu o público, se deu pela necessidade do município de investir recursos na saúde e educação.

 

Previsto para acontecer a partir do dia 24 de julho até o dia 27 de julho no estádio Costão, a festa, que tinha um investimento previsto de R$ 1.690.000,00, para contratar cinco atrações Safadão, Taty Girl, Forró Real, Gil Mendes e Tito.

 

"O investimento representa valores desproporcionais considerando o atual quadro dos serviços públicos prestados à população, inclusive em áreas como saúde e educação. A Promotoria de Justiça de Pindoretama tem procedimentos instaurados por irregularidades na estrutura física, hidráulica e elétrica de escolas, creches, hospitais e Unidades Básicas de Saúde de Pindoretama, o que torna os serviços públicos precários e demanda investimentos de recursos por parte da Prefeitura", diz a nota publicada no site do MP-CE. 

 

De acordo com o Ministério Público, a Justiça determinou a intimação da Prefeitura para que adote todas as providências necessárias para a imediata suspensão dos shows e dos serviços para a realização do evento, incluindo a divulgação de cancelamento da festa, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil em caso de descumprimento da liminar.

Câmara descarta cassar Eduardo Bolsonaro por faltas em 2025 e discussão se arrastará por ano eleitoral

  • Por Ranier Bragon | Folhapress
  • 25 Jul 2025
  • 16:48h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

Com base nas atuais regras da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não perderá o mandato em 2025 por excesso de faltas mesmo que deixe de comparecer sem justificativa a todas as sessões até o fim do ano.
 

A permanência no mandato mesmo com o filho de Jair Bolsonaro vivendo nos Estados Unidos —e sem data para voltar— está amparada em Ato da Mesa de 2017 e também em posicionamento manifestado pela Câmara após ser questionada pela Folha.
 

A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.
 

No caso de Eduardo, a Câmara registra que até o momento ele faltou a 21% das sessões deliberativas de 2025 (4 de 19), no período em que estava no exercício do mandato —ele se licenciou de 20 de março até o último sábado (19) para tratar de interesses particulares.
 

O Ato da Mesa 19/2017, que regulamenta a contabilização de faltas para efeito de cumprimento da determinação constitucional, estabelece que a Mesa da Câmara analisará a partir de 5 de março de cada ano relatório de frequência elaborado pela área técnica com a assiduidade dos deputados no ano anterior.
 

Com o documento em mãos, o presidente da Câmara designa um membro da Mesa para relatar eventuais casos passíveis de cassação por falta, com direito a ampla defesa.
 

Ou seja, por essas regras, a checagem formal das faltas de Eduardo Bolsonaro em 2025 só será feita a partir de 5 de março de 2026.
 

O Ato da Mesa 19/2017 foi usado pela Câmara recentemente para determinar a perda do mandato do deputado Chiquinho Brazão (RJ) em abril deste ano. A decisão se baseou nas faltas de 2024 contabilizadas em nome do parlamentar, que fora preso em março daquele ano sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
 

O Regimento Interno da Câmara prevê em seu artigo 240 que qualquer deputado ou partido pode, sem uma data definida, provocar a Mesa da Câmara a declarar a perda do mandato de deputado por faltas. Estabelece, entretanto, que isso deve ser feito "consoante procedimentos específicos estabelecidos em Ato" e mediante "ampla defesa" do acusado.
 

Questionada pela reportagem sobre em qual momento é possível o início da análise pela Mesa de eventual pedido de cassação relativo a faltas, a assessoria de imprensa da Câmara afirmou que isso só pode ocorrer no fim do ano Legislativo, a partir de 23 de dezembro.
 

"[Nesta data] já se torna possível contabilizar essas eventuais faltas, cujo cálculo é feito a partir da contagem das sessões deliberativas nas quais o deputado está no exercício do mandato", disse a assessoria, ressaltando que as sessões não são contadas para efeito de falta se o parlamentar estiver de licença médica ou para tratar de assunto particular.
 

Eduardo Bolsonaro e a família estão nos Estados Unidos desde o primeiro trimestre. O parlamentar diz atuar diretamente junto ao governo de Donald Trump em busca de sanções contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
 

Trump anunciou neste mês tarifas de 50% contra o Brasil, a serem implementadas a partir de 1º de agosto, alegando, entre outras coisas, uma "caça às bruxas" contra Bolsonaro. Depois, o seu governo anunciou a proibição da entrada nos Estados Unidos de Moraes e seus "aliados na corte".
 

A reportagem não conseguiu contato com Eduardo Bolsonaro nesta quinta-feira (24).
 

Em recente live, Eduardo afirmou que não renunciará ao mandato e que, se quiser, consegue manter seu mandato "pelo menos até os próximos três meses".
 

O parlamentar disse em suas redes sociais que Moraes bloqueou suas contas e de sua mulher, mas que se preparou para este momento e não vai recuar.
 

Integrantes do PL dizem ter em mãos uma série de medidas a serem tomadas para manter o mandato de Eduardo Bolsonaro.
 

Entre as hipóteses cogitadas está a de licença médica, para tratamento por abalo psicológico, por exemplo. O regimento da Câmara, porém, determina que a concessão dessa licença exige "laudo de inspeção de saúde firmado por três integrantes do corpo médico da Câmara com a expressa indicação de que o paciente não pode continuar no exercício ativo de seu mandato".
 

O PL também diz ter a intenção de questionar aspectos regimentais e formais das regras estabelecidas pela Câmara para a determinação de cassação. Entre outros pontos, o entendimento clássico de que o termo "sessão legislativa" presente na determinação constitucional se refere ao ano legislativo.
 

O partido diz entender que a expressão pode significar a legislatura como um todo, quatro anos, o que ampliaria consideravelmente o número de faltas permitidas aos deputados.

General ex-secretário de Bolsonaro admite autoria de plano que previa assassinato de Lula e Moraes

  • Bahia Notícias
  • 25 Jul 2025
  • 12:04h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O general da reserva do Exército, Mário Fernandes, admitiu em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) ser o autor do documento intitulado "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Alexandre de Moraes. Durante seu depoimento nesta quinta-feira (24), Fernandes afirmou que o conteúdo não passava de um "pensamento digitalizado", uma análise pessoal sobre o cenário político pós-eleitoral que ele teria feito por conta própria. O

 

O general, que foi secretário-executivo da Secretaria-Geral de Jair Bolsonaro (PL), declarou que o texto foi impresso no Palácio do Planalto, onde trabalhava na época, mas garantiu que o documento foi destruído logo em seguida e não foi compartilhado com ninguém.

 

“É um arquivo digital. Nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um estudo de situação meu, uma análise de riscos que eu fiz e, por costume próprio, resolvi digitalizar. Não foi mostrado a ninguém, não foi compartilhado com ninguém. Hoje me arrependo de ter digitalizado isso”, declarou o general ao STF.

 

Segundo a Polícia Federal, o plano teria sido elaborado em novembro de 2022, logo após a vitória de Lula nas eleições presidenciais, e discutido por militares na residência do general Braga Netto, ex-ministro Bolsonaro e então candidato a vice-presidente na chapa derrotada. As investigações da Operação Contragolpe apontam que o documento incluía detalhes sobre uma possível tentativa de golpe de Estado, com a eliminação física do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

 

Durante seu depoimento, Fernandes também mencionou que membros do entorno do ex-presidente Bolsonaro discutiam a elaboração de um decreto com justificativas que poderiam servir de base para uma intervenção do Poder Executivo sobre os outros Poderes. O general afirmou ter questionado o general Marcos Antonio Ramos, assessor de Bolsonaro, sobre a legalidade dessas discussões, insistindo que qualquer ação deveria se manter "dentro da Constituição Federal, não acima". 

 

Fernandes também defendeu o ex-presidente, afirmando que Bolsonaro sempre buscou agir dentro dos limites da legalidade.

 

O general Mário Fernandes é réu no núcleo 2 do inquérito que investiga as tentativas de golpe após as eleições de 2022. O caso continua em andamento no STF, com os ministros analisando novas provas e depoimentos para determinar se o chamado "Punhal Verde e Amarelo" foi apenas um exercício teórico ou parte de um plano mais amplo contra a democracia brasileira.

Prévia da inflação interrompe quatro meses de queda e sobe a 0,33% em julho; Salvador está abaixo da média nacional

  • Por Edu Mota, de Brasília
  • 25 Jul 2025
  • 10:54h

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Depois de quatro meses de queda, o indicador que revela a prévia da inflação oficial brasileira voltou a subir no mês de julho. É o que mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE. 

 

De acordo com o indicador, a prévia da inflação de julho apresentou alta de 0,33%, após o índice de 0,26% registrado em junho. Apesar da subida, o resultado de julho ainda está menor do que o verificado em maio, que foi de 0,36%.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,40% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,30%, acima dos 5,27% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a taxa havia sido de 0,30%.

 

O índice apurado neste mês ficou mais alto também do que o verificado em julho do ano passado, quando o IPCA-15 foi de 0,30%. Na série histórica, esse patamar de 0,33% é o maior em um mês de julho desde 2021. 

 

Segundo o IBGE, a maior variação de preços em julho veio do grupo Habitação, com 0,98%. Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de julho: Transportes (0,67%), Despesas pessoais (0,25%), Saúde e cuidados pessoais (0,21%) e Comunicação (0,11%). 

 

Por outro lado, os grupos de Alimentação e bebidas (-0,06%), Artigos de residência (-0,02%) e Vestuário (-0,10%) mostraram variação negativa, enquanto Educação (0,00%) teve variação nula.

 

Responsável pela maior variação e o maior impacto no índice, o grupo Habitação mostrou desaceleração em relação a junho, quando subiu 1,08%. O aumento de 3,01% nos preços da energia elétrica residencial contribuiu para o resultado do grupo. 

 

Já o grupo Transportes apresentou aceleração de junho (0,06%) para julho (0,67%). A alta foi impulsionada pelas passagens aéreas (19,86%) e pelo transporte por aplicativo (14,55%). 

 

Por outro lado, os combustíveis recuaram 0,57% em julho, com quedas nos preços do gás veicular (-1,21%), do óleo diesel (-1,09%), do etanol (-0,83%) e da gasolina (-0,50%).

 

Em Saúde e cuidados pessoais (0,21%), o subitem plano de saúde subiu 0,35%, consequência da incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso dos planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 6,06%, valendo a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026, enquanto para aqueles contratados antes da Lei, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, dependendo do plano.  

 

A queda de preços de Alimentação e bebidas (-0,06%) em julho foi a segunda seguida. Em junho, esse grupo recuou 0,02%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,40% nos preços em julho, ante a variação de -0,24% observada em junho. As quedas da batata-inglesa (-10,48%), da cebola (-9,08%) e do arroz (-2,69%) impactaram o resultado. No lado das altas, destacou-se o tomate (6,39%), depois da queda de 7,24% no mês anterior.  

 

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu aceleração de junho (0,55%) para julho (0,84%), em virtude dos aumentos do lanche (de 0,32% em junho para 1,46% em julho) e da refeição (de 0,60% em junho para 0,65% em julho).    

 

A respeito dos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,61%), por conta das altas da gasolina (4,49%) e da energia elétrica residencial (3,89%). Já o menor resultado ocorreu em Goiânia (-0,05%).

 

A cidade de Salvador foi a terceira entre todas as capitais com o menor resultado para julho, com IPCA-15 de 0,15%. Enquanto a média nacional subiu de 0,26% para 0,33% em julho, a capital baiana teve movimento inverso, com uma forte queda de 0,42% em junho para 0,15% em julho. 

 

No ano, a inflação medida pelo IPCA-15 em Salvador está em 3,29%, menor do que a média nacional de 3,40%. E no indicador da prévia da inflação dos últimos 12 meses, a capital baiana aparece com média também menor do que a média nacional (4,90% na Bahia contra 5,30% em todo o Brasil). 
 

Com peso valorizado, Brasil amplia vendas para a Argentina, inclusive de carnes

  • Por Douglas Gavras | Folhapress
  • 25 Jul 2025
  • 08:01h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Enquanto o Brasil trava uma guerra com o governo dos Estados Unidos para evitar a alta de tarifas de importação, a Argentina aumentou em 55,4% a compra de produtos brasileiros no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 9,1 bilhões.
 

De janeiro a junho, os brasileiros venderam aos vizinhos do sul, principalmente, veículos de passageiros (21,6%), autopeças e acessórios (9,7%) e veículos para transporte de mercadorias (6,4%).
 

Mas mesmo em produtos tradicionais do país, como a carne bovina, a entrada de itens brasileiros escalou: era de cerca de US$ 1 milhão no primeiro semestre do ano passado e passou a US$ 22,9 milhões em igual período deste ano.
 

Os dados são do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), parte deles compilada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
 

No caso da carne, em volume, a participação do produto brasileiro no mercado vizinho ainda é pequena e não ameaça a produção local. A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada equivale a 0,25% de toda a cesta de exportações.
 

Parte das compras foi feita por frigoríficos estrangeiros que operam no país, e a carne sempre foi importada por eles, mas era usada principalmente na composição de produtos processados, como hambúrgueres. Em 2025, um percentual da importação passou a ser destinado também a cortes, de acordo com representantes do setor na Argentina.
 

"É algo insólito, no país da carne e do churrasco, agora estamos importando esse tipo de alimento do nosso vizinho Brasil", diz um apresentador do canal de TV Crónica, em um programa de maio. "É mais barato importar do que produzir aqui."
 

Segundo a imprensa local, em cidades da Patagônia, no sul do país, o quilo da carne brasileira em março chegava a 9.000 pesos argentinos, enquanto a carne argentina custava 22 mil.
 

"Dependendo do supermercado, a gente encontra pão fatiado brasileiro ou leite uruguaio por preços melhores do que os locais", conta a dona de casa Nérida Arsas, 69, moradora de Buenos Aires.
 

Do outro lado do balcão, no primeiro semestre, os brasileiros compraram US$ 6,2 bilhões em produtos argentinos (alta de 1,6%), o que levou a balança a um superávit de US$ 3 bilhões a favor do Brasil. E não é que as relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o argentino Javier Milei tenham ficado mais calorosas.
 

De forma geral, a Argentina passou a comprar bem mais do exterior em 2025. Apenas no primeiro trimestre, as importações chegaram a 32% do PIB (Produto Interno Bruto), a maior porcentagem em 135 anos, de acordo com um relatório da consultoria Argendata. Esse cálculo também inclui os gastos de viagens de turistas no exterior.
 

O documento aponta alguns principais fatores para esse movimento, como a abertura comercial, com a redução de tarifas e desregulamentações, o que facilitou a entrada de produtos estrangeiros. Isso foi percebido das compras em sites de e-commerce estrangeiros ao setor de autopeças.
 

A valorização do peso argentino em relação ao dólar também tornou os bens importados mais acessíveis, além de aumentar o turismo ao exterior, inclusive as viagens de curta duração para compras em cidades de fronteira, por exemplo, com Brasil, Chile e Paraguai. Além disso, a queda da inflação tornou mais previsível os contratos de compra de insumos e bens importados.
 

O economista Santiago Bulat, professor da IAE Business School e sócio-diretor da Invecq Consultoria, pondera que a venda de produtos importados pela Argentina vinha de um patamar muito baixo em 2024, na fase mais dura do choque provocado pelas medidas de Milei.
 

"As importações caíram significativamente no ano passado, as empresas ainda tinham muitas dívidas de importações antigas e a atividade econômica cresceu fortemente nos primeiros meses deste ano, embora agora pareça estar mais estagnada", diz. Ele acrescenta que em julho o nível de importações vem diminuindo.
 

Ainda assim, a taxa de câmbio, que, ganhou alguma competitividade nas últimas semanas, permanece em um patamar baixo e acessível, complementa Bulat. "E, com a abertura feita pelo governo, setores como têxtil, eletrodomésticos e automotivo, entre outros, estão competindo com produtos do exterior."
 

Ainda que o ambiente macroeconômico tenha se estabilizado, o aumento de importações trouxe efeitos distintos para as empresas argentinas, sobretudo as de pequeno e médio porte, com muitas delas deixando de ser competitivas. Mais de 11% das empresas exportadoras pararam de vender ao exterior devido à perda de competitividade e 41,3% das PMEs notaram quedas nas vendas internas.
 

A IPA (associação de pequenas e médias empresas argentinas) alerta que as medidas de incentivo às importações, embora tenham reduzido preços, não foram acompanhadas por políticas que protejam as PMEs, resultando em um aumento do desemprego em setores como o têxtil e o metalúrgico.
 

"Por enquanto, esse aumento das importações da Argentina parece sustentável até o fim do ano, embora sem uma reforma tributária forte, alguns setores sofrerão mais do que outros, porque a carga de impostos (especialmente os provinciais) prejudica a competitividade dos produtos fabricados aqui", complementa Bulat.

Temer diz que cassar vistos de ministros do STF é inadmissível e pede diálogo de Lula com Trump

  • Por Laura Intrieri | Folhapress
  • 24 Jul 2025
  • 16:14h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta quarta-feira (23) que a suspensão de vistos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo governo Donald Trump é "injustificável e inadmissível".
 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer também diz que está "profundamente entristecido com a taxação despropositada" imposta a produtos brasileiros, se referindo ao tarifaço anunciado pelo presidente americano.
 

Os anúncios de Trump ocorreram após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ter feito um périplo por Washington em busca de punições ao ministro do STF Alexandre de Moraes nos últimos meses. O mandatário dos EUA afirma que há uma "caças às bruxas" a Jair Bolsonaro (PL).
 

Temer afirma que o governo brasileiro deve ter "bom senso e cálculo estratégico" para responder às medidas, e não reagir "com bravatas, com ameaças, com retruques, com agressões".
 

Sem se referir ao presidente Lula (PT), que costuma criticar o emedebista por seu papel no impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer disse que o assunto deve ser resolvido com "o diálogo" entre as nações, incluindo "pela interlocução entre os chefes dos respectivos governos".
 

"É difícil? No caso, pode ser, mas não pode deixar de ser tentado."

Governo pagou R$ 4,4 bilhões indevidamente a pessoas falecidas entre 2016 e 2024, aponta TCU

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2025
  • 14:07h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que, entre 2016 e 2024, o governo federal pagou indevidamente R$ 4,4 bilhões em benefícios a pessoas já falecidas. Mais de 90% desse valor referem-se a pagamentos realizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As falhas decorrem de inconsistências no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), administrado pela Dataprev.

 

A auditoria, feita com base no cruzamento de dados de diferentes bases federais, como a da Receita Federal, revelou que os registros de óbitos não são atualizados de forma confiável. Em fevereiro de 2025, por exemplo, o INSS efetuou pagamentos a mil pessoas que já constavam como mortas, gerando uma despesa adicional de R$ 21,2 milhões.

 

Segundo o relatório, há falhas de preenchimento em mais de um terço dos cadastros de pessoas falecidas no Sirc. O TCU também identificou pagamentos indevidos de benefícios a 650 servidores públicos com indícios de óbito, no valor de R$ 3,6 milhões somente em fevereiro. No mesmo mês, 971 pessoas falecidas receberam parcelas do Bolsa Família, somando R$ 580 mil.

 

De acordo com o TCU, os problemas se estendem a registros anteriores. Entre 2000 e 2015, também houve pagamentos irregulares a beneficiários já falecidos. O total acumulado entre 2016 e 2025 pode chegar a R$ 4,4 bilhões, somando benefícios previdenciários, assistenciais, trabalhistas e da folha de pagamento de servidores.

 

O tribunal apontou que os nomes das pessoas que receberam os benefícios não aparecem nas bases de dados oficiais de óbito, como o próprio Sirc, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e a Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC). Os cartórios são obrigados a comunicar o falecimento de pessoas em até 24 horas por meio da certidão de óbito, mas as informações nem sempre chegam de forma completa ou tempestiva.

 

Segundo o “O Globo”, a equipe técnica do TCU concluiu que faltam cerca de 13,1 milhões de registros de óbitos nas bases federais. Diante disso, o tribunal determinou ao INSS que convoque imediatamente os responsáveis por recebimentos indevidos. Além disso, deu prazo de 90 dias para que o INSS e a Corregedoria Nacional de Justiça apresentem um plano de ação visando à integração dos sistemas de registro de óbitos. 

 

O relatório ressalta a necessidade de maior articulação entre os órgãos do governo e monitoramento do compartilhamento de dados.

Acesso indevido a sistema do CNJ expõe dados vinculados a chaves Pix de 11 milhões

  • Por Nathalia Garcia | Folhapress
  • 24 Jul 2025
  • 12:03h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Dados pessoais vinculados a chaves Pix de cerca de 11 milhões de pessoas foram expostos após acessos indevidos ao Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), operado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O incidente de segurança foi comunicado pelo Banco Central na noite desta quarta-feira (23).
 

De acordo com o CNJ, o acesso indevido ocorreu entre os dias 20 e 21 por meio da captura criminosa de credenciais de usuários.
 

O órgão do Judiciário disse também que o incidente foi prontamente corrigido, que o sistema já está em plena operação e que as medidas de contenção foram adotadas.
 

Segundo os dois órgãos, não foram expostos dados sensíveis, como senhas, saldos financeiros em contas ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. "As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras", disse o BC em nota.
 

O BC afirmou também que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e que o CNJ informará exclusivamente em seu site sobre canal para consulta, por parte dos cidadãos, de eventual dado exposto.
 

O órgão do Judiciário disse que, assim que o incidente foi detectado, reforçou os protocolos de segurança e notificou a Polícia Federal e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), conforme exige a legislação brasileira.
 

"O CNJ reafirma seu compromisso com a segurança da informação, a transparência e a proteção dos dados dos cidadãos, e continuará trabalhando com todos os órgãos competentes para manter a confiança e a segurança de seus sistemas", afirmou em nota.

Corpo de Preta Gil chega ao Brasil para velório aberto ao público no Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2025
  • 10:00h

Foto: Instagram

O corpo da cantora Preta Gil chegou ao Brasil na manhã desta quinta-feira (24), após a viagem de translado dos Estados Unidos, onde a artista faleceu no último domingo (20), em decorrência do câncer.

 

De acordo com o site Metrópoles, o corpo chegou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e de lá, segue viagem para o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde o velório será realizado na sexta (25).

 

Segundo a revista Quem, a família de Preta desembarcou em São Paulo no mesmo voo: Francisco Gil, Flora Gil e Sol de Maria. Gilberto Gil e Sandra Gadelha, pais da artista, já estão no Rio de Janeiro. 

 

Seguindo um desejo da artista, o velório de Preta acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em cerimônia aberta das 9h às 13h.

 

Após o velório, o corpo de Preta Gil será levado à capela ecumênica do Crematório e Cemitério da Penitência em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.

Etanol pode ser negociado com EUA, mas Brasil deveria manter sua tarifa, diz Silveira

  • Por Folhapress
  • 24 Jul 2025
  • 08:20h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) não descarta que o etanol entre na pauta de negociação com os Estados Unidos como forma de buscar alternativas à tarifa de 50% anunciada por Donald Trump. O titular da pasta defende, no entanto, que o Brasil mantenha as taxas impostas ao produto americano.
 

A tarifa de 18% sobre o etanol americano está entre as principais reclamações dos EUA, que colocaram o tema sob investigação neste mês. Silveira diz, no entanto, que o percentual está em equilíbrio com as taxas americanas aplicadas ao açúcar brasileiro -que faz parte da mesma cadeia de produção, a da cana.
 

"As taxas do etanol têm que ser mantidas", afirmou em entrevista ao C-Level, videocast semanal da Folha, ressaltando que as negociações são lideradas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. "Naturalmente, vou defender que se mantenha a estabilidade da taxa, até porque o etanol é muito importante para o Nordeste brasileiro."
 

O ministro afirma que uma eventual retaliação dos EUA a países que compram petróleo e derivados russos não deve gerar uma proibição por parte do Brasil à importação de produtos do país do Leste Europeu. "Não seria correto. Temos uma dependência de 21% de importação de diesel, e 64% é russo. Isso facilita com que a gente tenha um preço médio na bomba de combustível mais baixo", diz.
 

Outro interesse dos EUA na região está na energia paraguaia de Itaipu, expresso recentemente pelo secretário de Estado americano Marco Rubio. Para o ministro, o país vizinho pode usar a energia como quiser a partir de 2027. "Antes disso, há uma relação contratual consolidada. Então, acho que o secretário estava mal informado."

Eduardo Bolsonaro critica Zema e fala em 'turminha da elite financeira'

  • Por Artur Búrigo | Folhapress
  • 23 Jul 2025
  • 15:16h

Foto: Montagem Bahia Notícias

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rebateu nesta quarta-feira (23) as críticas de Romeu Zema (Novo) e disse que o governador de Minas faz defesa de "sua turminha da elite financeira" ao criticar as tarifas de 50% impostas pelo governo Donald Trump.
 

Zema havia afirmado que a posição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de incentivar a medida do presidente americano teria causado um problema para a direita, em entrevista publicada na última segunda (21) pelo jornal O Estado de S. Paulo.
 

"Enquanto são pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema, mas mexeu na sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver", disse Eduardo Bolsonaro em publicação na rede social X nesta quarta.
 

O deputado, que está nos Estados Unidos, tem defendido as tarifas como forma de pressionar o governo Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

A crítica do filho do ex-presidente acontece no momento em que o governador de Minas tem procurado se aproximar cada vez mais, por meio de discursos e publicações, do eleitorado de Bolsonaro.
 

A estratégia está ligada à nacionalização do nome do mineiro para as próximas eleições presidenciais.
 

Zema deverá anunciar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em um evento em São Paulo no próximo mês, e segundo nota divulgada pelo Novo, a iniciativa foi "recebida de forma positiva" por Jair Bolsonaro.
 

No dia em que a Casa Branca anunciou a nova política tarifária contra a produção brasileira, Zema chegou a culpar o presidente Lula, a primeira-dama Janja Lula da Silva e o STF pela medida.
 

Horas depois, porém, após ser pressionado pelo setor produtivo mineiro, o governador recuou e afirmou que a medida é errada e injusta e penalizaria todos os brasileiros.
 

Minas Gerais está entre os estados mais afetados pelo tarifaço do governo americano, previsto para entrar em vigor no dia 1º de agosto.
 

O estado é o terceiro que mais exporta para os EUA, com US$ 4,62 bilhões embarcados em 2024. Os principais produtos exportados pelo Estado foram café (33,1%) e ferro e aço (29,2%).
 

A nova tarifa pode reduzir o PIB (Produto Interno Bruto) mineiro em até R$ 21,5 bilhões, com prejuízo de R$ 3,16 bilhões na massa salarial e eliminação de até 187 mil postos de trabalho, segundo estudo da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais).

Trump repete medida de seu primeiro mandato e tira EUA de novo da Unesco

  • Por Folhapress
  • 23 Jul 2025
  • 12:22h

Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

O presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos da agência de cultura e educação da ONU, a Unesco, nesta terça-feira (22), repetindo uma medida de seu primeiro mandato que havia sido revertida no governo do democrata Joe Biden.
 

A saída da agência, sediada em Paris e fundada após a Segunda Guerra Mundial para promover a paz por meio da cooperação internacional em educação, ciência e cultura, entrará em vigor no dia 31 de dezembro de 2026.
 

"O presidente Trump decidiu retirar os EUA da Unesco, que apoia causas culturais e sociais woke [como a direita vem chamando pejorativamente pautas ligadas à esquerda] e divisivas, totalmente desalinhadas com as políticas de bom senso pelas quais os americanos votaram em novembro", disse a porta-voz da Casa Branca Anna Kelly.
 

O Departamento de Estado afirmou ainda que permanecer na Unesco não era de interesse nacional, acusando-a de ter "uma agenda globalista e ideológica para o desenvolvimento internacional em desacordo com nossa política externa de 'America First' [EUA em primeiro lugar]".
 

A chefe da Unesco, a francesa Audrey Azoulay, disse que lamenta profundamente a decisão de Trump, mas que a medida era esperada e, por isso, a agência se preparou diversificando suas fontes de financiamento para receber apenas cerca de 8% de seu orçamento de Washington.
 

A Unesco foi um dos vários organismos internacionais dos quais Trump se retirou durante seu primeiro mandato, junto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Ao voltar para a Casa Branca em janeiro, ele restabeleceu essas medidas.
 

Israel saudou a decisão —isso porque o Departamento de Estado americano citou novamente a admissão da Palestina como Estado-membro da agência, em 2011, como um dos motivos da medida. Na primeira vez que os EUA saíram do órgão, em 2019, a medida foi anunciada em conjunto com Tel Aviv.
 

Funcionários da Unesco, por sua vez, dizem que todas as declarações relevantes da agência foram acordadas com Israel e os palestinos nos últimos oito anos.
 

"As razões apresentadas pelos EUA para se retirar são as mesmas de sete anos atrás, embora a situação tenha mudado profundamente, as tensões políticas tenham diminuído e a Unesco hoje seja um fórum raro para o consenso sobre multilateralismo", disse Azoulay. "Essas acusações também contradizem a realidade dos esforços da Unesco, particularmente no campo da educação sobre o Holocausto e na luta contra o antissemitismo."
 

Segundo diplomatas, o sentimento na Unesco era de que a retirada era inevitável por razões políticas, dado que Biden havia recuado da ação de Trump e prometido pagar os atrasos.
 

A Unesco, cujo nome completo é Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, é conhecida sobretudo por designar Patrimônios Mundiais. A lista visa preservar locais que vão do Grand Canyon, nos EUA, à antiga cidade de Palmira, na Síria —incluindo 25 lugares no Brasil, como a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, e o centro histórico de Salvador, na Bahia.
 

No entanto, também são funções da Unesco proteger a liberdade de imprensa e promover a educação sexual e a igualdade de gênero no mundo.
 

Trump não foi o primeiro a retirar o país da Unesco. Os EUA inicialmente aderiram à agência em sua fundação, em 1945, mas, na década de 1980, o presidente Ronald Reagan pôs fim à adesão, afirmando que a agência era corrupta e pró-soviética. Em 2003, sob o presidente George W. Bush (2001-2009), Washington voltou para a agência afirmando que haviam sido feitas as reformas necessárias.

Câmara reembolsou mais de R$ 1 milhão em despesas médicas de deputados baianos na atual Legislatura; veja números

  • Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
  • 23 Jul 2025
  • 10:20h

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Câmara dos Deputados destinou pelo menos R$ 1.038.972,59 para reembolsar parlamentares da Bahia por gastos com despesas médicas na atual Legislatura (2023 - 2027) até o momento. O valor é referente a reembolsos repassados aos deputados federais que optaram por outro atendimento médico, fora do serviço de plano médico custeado pela Casa Legislativa.

 

Os números foram obtidos em documento enviado pela Câmara, através da Lei de Acesso à Informação (LAI), e solicitados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Apesar de solicitar detalhes nos pedidos dos deputados, como a identificação dos prestadores de serviço, a informação foi negada alegando se tratar de "informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem", e que haveria "inviabilidade jurídica de atendimento do pedido".

 

Os parlamentares baianos com os maiores valores reembolsados são Cláudio Cajado (PP), com R$ 282.482,92; seguido por Waldenor Pereira (PT), que recebeu R$ 149.098,58. Fechando os três primeiros está Arthur Maia (União), com R$ 71.191,95.

 

Ainda segundo a Câmara, os parlamentares podem solicitar o reembolso de despesas médico-hospitalares e odontológicas e o benefício não é extensivo a dependentes - o reembolso só é concedido para despesas de saúde do próprio deputado. Eles precisam apresentar as notas com despesas que não podem ultrapassar R$ 135,4 mil por nota. Contudo, não há informação sobre limite de notas a serem reembolsadas.

 

Entre as despesas reembolsáveis estão atendimento ambulatorial ou hospitalar, incluindo quimioterapia e radioterapia; exames complementares de diagnóstico; assistência domiciliar; assistência prestada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais; remoção para outro centro clínico, quando caracterizada a emergência ou a urgência e a inexistência de condições técnicas locais; órteses e próteses; e assistência odontológica. 

 

No caso do plano de saúde da Câmara, ele é chamado de Pró-Saúde (Programa de Assistência à Saúde da Câmara dos Deputados) e oferece aos parlamentares, dependentes e demais beneficiários atendimento médico-hospitalar e odontológico, em todo o território nacional, por meio de rede credenciada da Caixa Econômica Federal, com a qual a Câmara dos Deputados mantém convênio.

 

Além disso, ele também possui ainda rede credenciada própria que disponibiliza acesso a hospitais de alto padrão, a exemplo do Sírio-Libanês em São Paulo e DF Star em Brasília.

 

Em outro documento, a Casa Legislativa detalhou o funcionamento do Pró-Saúde e aponta que o financiamento do plano é feita por uma combinação de fontes: os próprios associados contribuem por meio de mensalidades e uma coparticipação de 25% sobre as despesas assistenciais, complementados por um aporte orçamentário da União.

 

Na atual legislatura, o programa registrou um aporte de R$ 7.854.629,97 em recursos privados e R$ 11.083.211,89 em recursos da Câmara dos Deputados, resultando em um custeio acumulado de R$ 3.228.581,92.

 

Veja os valores reembolsados aos deputados baianos até aqui:

 

Cláudio Cajado (PP): R$ 282.482,92
Waldenor Pereira (PT): R$ 149.098,58
Sérgio Brito (PSD): R$ 132.095,25
Arthur Maia (União): R$ 71.191,95
Paulo Azi (União): R$ 70.872,49
Jorge Solla (PT): R$ 63.885,82
Bacelar (PV): R$ 48.403,32
Zé Neto (PT): R$ 40.695,00
Raimundo Costa (Podemos): R$ 28.600,00
João Carlos Bacelar (PL): R$ 27.352,22
Pastor Sargento Isidório (Avante): R$ 26.755,43
Zé Rocha (União): R$ 17.986,22
Dal Barreto (União): R$ 15.026,61
Daniel Almeida (PCdoB): R$ 12.750,00
Paulo Magalhães (PSD): R$ 9.800,00
João Leão (PP): R$ 7.516,52
Leur Lomanto Jr (União): R$ 6.200,00
Lídice da Mata (PSB): R$ 6.030,00
Ricardo Maia (MDB): R$ 6.020,16
Roberta Roma (PL): R$ 5.783,52
Diego Coronel (PSD): R$ 4.200,00
Otto Alencar Filho: R$ 2.885,00
Neto Carletto (Avante): R$ 1.698,58
Joseildo Ramos (PT): R$ 1.643,00

 

De acordo com a análise da lista fornecida, os demais deputados não foram mencionados com pedidos de reembolso de despesas médico-hospitalares. São eles:

 

Adolfo Viana (PSDB)
Afonso Florence (PT)
Alex Santana (Republicanos)
Alice Portugal (PCdoB)
Antonio Brito (PSD)
Capitão Alden (PL)
Elmar Nascimento (União)
Félix Mendonça Jr (PDT)
Gabriel Nunes (PSD)
Ivoneide Caetano (PT)
Léo Prates (PDT)
Marcio Marinho (Republicanos)
Mário Negromonte Jr (PP)
Rogeria Santos (Republicanos)
Valmir Assunção (PT)

MC Poze do Rodo sai em defesa de Oruam após prisão do rapper no Rio de Janeiro: "É perseguição"

  • Bahia Notícias
  • 23 Jul 2025
  • 08:17h

Foto: Instagram

O funkeiro MC Poze do Rodo, amigo pessoal do rapper Oruam, DE 25 ANOS, saiu em defesa do artista após a prisão do cantor na última terça-feira (22).

 

O filho de Marcinho VP, um dos grandes nomes do tráfico no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia Civil após ter sido indiciado por atacar agentes e supostamente facilitar a fuga de uma pessoa acusada de roubar carros, além de associação ao tráfico e ao Comando Vermelho.

 

"É perseguição, ou você vai falar que o moleque é bandido porque ele falou tudo aquilo num momento de ódio, raiva? Qualquer pessoa jovem, que não tem muita vivência ainda, faria isso ou alguma besteira. Isso é certo", defendeu o artista, que foi preso em maio deste ano.

 

Para Poze, a abordagem da Polícia foi uma estratégia para desestabilizar o rapper, algo que, segundo ele, não teria tido sucesso durante a prisão dele em maio

 

"Conseguiram mexer com a mente do moleque para ele falar um bando de m*rda, ligarem isso a vários bagulhos e prenderem-no. O que tentaram fazer comigo, conseguiram fazer com ele. Tentaram mexer com a minha mente milhares de vezes. Mas sou pai de cinco filhos, moleque sábio, mais cascudo. Se fosse minha época de novinho, 2019, 2018, eu ia fazer a mesma coisa, xingar. Hoje em dia, com a mente mais sábia, a gente consegue pegar a visão, recuar a avançar na hora certa."

 

Oruam chegou ao local acompanhado da mãe, do irmão e de dois advogados. Ao descer do carro na Cidade da Polícia, na zona Norte do Rio, o rapper se desculpou com o público: "Só pedir desculpa mesmo. Dizer que eu amo muito meus fãs. Eu vou dar volta por cima, tropa. Estou com Deus e tá tranquilão. Sou forte!".

 

Na segunda-feira, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) fez uma abordagem na residência do artista, localizada no bairro do Joá, na Zona Oeste da capital fluminense.

 

Segundo Fernanda Valença, noiva do rapper Oruam, os policiais não tinham um mandato para entrar na residência. A estudante afirmou que os agentes foram violentos durante a ação e chegaram a apontar a arma para a cachorra do casal.