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- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 13 Mai 2025
- 18:20h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) protocolaram, nesta segunda-feira (12), requerimento para que seja criada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com objetivo de descontar fraudes e descontos ilegais nos benefícios dos aposentados do INSS. O requerimento foi assinado por 36 senadores e 223 deputados.
A criação da CPMI Mista depende agora da ação do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para que possa ser instalada. Alcolumbre teria que marcar uma sessão conjunta de deputados e senadores, na qual seria lido o requerimento, e posteriormente agendada uma data para que a comissão seja instalada.
Damares Alves e a deputada Coronel Fernando afirmam, no pedido de criação da CPMI, que as investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram a existência de um esquema de cobrança de mensalidades irregulares descontadas dos benefícios de aposentados e de pensionistas sem autorização. Os desvios, entre os anos de 2019 e 2024, são estimados em R$ 6,3 bilhões.
A repercussão do caso levou à demissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). O pedetista foi aconselhado por deputados a deixar o cargo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros afirmam que as fraudes começaram no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o esquema só foi revelado por conta de investigações feitas no governo petista.
Nenhum senador do estado da Bahia assinou o requerimento. Já na Câmara foram nove os deputados baianos que deram seu apoio para a criação da Comissão Parlamentar Mista. Veja abaixo quem assinou o requerimento:
Adolfo Viana (PSDB)
Alex Santana (Republicanos)
Capitão Alden (PL)
José Rocha (União)
Leur Lomanto Junior (União)
Márcio Marinho (Republicanos)
Paulo Azi (União)
Roberta Roma (PL)
Rogéria Santos (Republicanos)
Se chegar a ser instalada, a CPMI do INSS deve ser formada por 15 deputados e 15 senadores titulares, com o mesmo número de suplentes. O prazo previsto para os trabalhos é de 180 dias.
- Bahia Notícias
- 13 Mai 2025
- 16:30h
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados
A fazenda do deputado federal e ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE), localizada no entorno do Distrito Federal, foi alvo de uma invasão por um grupo de criminosos fortemente armados que usavam coletes e distintivos da Polícia Federal. O episódio, ocorrido no mês passado, é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO), que já comunicou o caso à PF, embora a apuração siga sob responsabilidade da corporação estadual.
De acordo com as investigações, os criminosos chegaram à propriedade em três carros blindados caracterizados como viaturas da Polícia Federal. Imagens das câmeras de segurança, já em posse da polícia, mostram que os invasores renderam os seguranças da fazenda e um funcionário que atuava como caseiro.
Segundo relatos colhidos pela polícia, o grupo parecia ter um objetivo específico: encontrar um cofre. As testemunhas relataram que os homens não demonstraram interesse por objetos de valor, o que chamou a atenção dos investigadores. Alguns cômodos da casa principal foram revirados, mas não está claro o que exatamente os invasores procuravam.
Eunício Oliveira, que estava em Brasília no momento do crime, foi informado sobre a ação e acionou as forças de segurança, inclusive o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). Pessoas próximas afirmam que o parlamentar demonstrou preocupação com o episódio e evitou retornar à fazenda, cobrando mais rigor nas investigações.
Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de envolvimento de uma facção criminosa. A polícia já sabe que um dos veículos utilizados pelo grupo foi alugado em Fortaleza, no Ceará — reduto eleitoral do deputado federal.
- Por Lucas Lacerda | Folhapress
- 13 Mai 2025
- 12:26h
Foto: Marcos Santos / USP
Os registros de violência contra mulheres no Brasil tiveram alta em 2023, enquanto os homicídios estagnaram, apesar de uma redução geral nos assassinatos no país.
Foram 275.275 notificações de agressão, ante 221.240 registros em 2022. Já a taxa de homicídios ficou em 3,5 mortes por 100 mil habitantes nos dois anos. Números de 2023 mostram 3.903 homicídios registrados, com alta de 2,5% ante 2022, que teve 3.806 vítimas.
Seis de cada dez casos de violência —177.086 no total— ocorreram em casa, segundo dados do Atlas da Violência 2025, publicado nesta segunda-feira (12) em parceria entre o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em seguida, aparecem registros de violência comunitária (59.611) —aquela praticada por pessoas sem vínculo familiar, como vizinhos, colegas ou desconhecidos—, violência mista (34.653) e do tipo institucional (3.925), quando há algum tipo de hierarquia envolvida.
Todas essas categorias registraram aumento na comparação entre 2022 e 2023.
Os dados do Atlas da Violência têm como base o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. Por isso, há diferenças entre os números usados no estudo e as estatísticas divulgadas por secretarias estaduais de Segurança Pública e pesquisas feitas a partir de dados criminais. Já os microdados de 2023 do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, também do Ministério da Saúde e usados para as informações sobre agressões, são preliminares.
A violência mais frequente em 2023, segundo os tipos registrados, foi a física (37,4%), seguida pela múltipla (30,3%). A negligência representou 12% dos casos, e a psicológica e a sexual tiveram proporção, respectivamente, de 10,1% e 9,5% dos casos.
Ao longo da trajetória de vida, a negligência é a principal forma de violência contra mulheres de 0 a 9 anos de idade, com 49,5% dos casos. A sexual se torna a mais frequente na faixa de 10 a 14 anos (45,7%). Dos 20 aos 69 anos, é a física a que mais aparece nos registros. A negligência, então, volta a ser a predominante (33,3%) a partir dos 70 anos.
Para Manoela Miklos, pesquisadora sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o assassinato de mulheres tende a ser a última etapa de uma série de agressões. "É preciso compreender exatamente que o homicídio de mulher, o feminicídio, é o topo de uma espiral de violência."
"Essa mulher precisa ter acesso a saúde, justiça, políticas públicas de saúde mental e acolhimento, para que compreenda o que está acontecendo, porque a revitimização é muito grande."
Se o Estado deve intervir cada vez mais cedo com esses tipos de assistência, um dos principais é a econômica, para dar autonomia à vítima de deixar relacionamentos que envolvam abuso.
A estagnação de homicídios, segundo a pesquisadora, é preocupante, dado o contexto de recuo nos número gerais, já que os homicídios de mulheres ocorrem por razões distintas daqueles contra homens. "São razões diferentes, contextos diferentes, perpetrados por agressões de perfis distintos, então é preciso que se faça política pública de segurança para mulheres, para que esse tipo de morte também recue."
Homicídios de mulheres no Brasil
Taxa de mortes/100 mil hab. por unidade da federação e média do Brasil em 2023
RR - 10,4
AM - 5,9
BA - 5,9
RO - 5,9
MT - 5,7
PE - 5,7
CE - 5,2
ES - 4,60
PA - 4,3
AL - 4,2
PI - 3,90
PR - 3,90
AC - 3,80
RS - 3,80
MA - 3,7
PB - 3,7
TO - 3,7
RJ - 3,6
Brasil - 3,5
MS - 3,40
RN - 3,40
GO - 3,30
SE - 3,30
AP - 3,2
SC - 2,80
DF - 2,7
MG - 2,6
SP - 1,6
Fonte: Atlas da Violência 2025/Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública
No recorte por raça, mulheres negras são as vítimas mais frequentes de homicídio, aponta o Atlas, com 2.662 mortes ou 68,2% dos casos. "Os números evidenciam o trágico encontro entre a cultura patriarcal e o racismo estrutural, ambos fortemente enraizados no Brasil", afirma a publicação.
A variação entre as unidades da federação também indica a necessidade de políticas públicas focadas. É o caso de Roraima, por exemplo, que tem 10,4 mortes de mulheres por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional, de 3,5 mortes. "Fizemos com Roraima um estudo de hipóteses que envolve a presença do garimpo, então é um trabalho que precisa ser feito de olhar com lupa para cada uma dessas unidades e entender quais fenômenos específicos fazem essas taxas se manterem altas", diz Manoela.
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- Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
- 13 Mai 2025
- 10:25h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Da discussão a concretização, o PDT voltou a base do governo petista na Bahia. A movimentação, marcada pela insatisfação do presidente estadual do partido, Félix Mendonça, durante as eleições de 2024, pode impactar na permanência de alguns integrantes, inclusive do deputado federal Leo Prates.
Ligado diretamente a oposição na Bahia, principalmente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a possibilidade já chegou a ser aventada. O movimento, ainda em 2024, sofreria uma série de fatores, impactando na manutenção da filiação do parlamentar ao partido, podendo fazer com que Leo encontrasse resistência em sua permanência. Mesmo com o “endosso” do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desde o ano passado, a saída é vista como iminente.
Com o cenário mais "estável", o próprio Leo tem buscado encontrar alternativas para o futuro. Segundo interlocutores ligados a alguns partidos políticos, duas possibilidades foram cogitadas: o Progressistas e o Republicanos. O PP, agora, com o encaminhamento de uma federação com o União Brasil, seria um partido viável para Prates, já que conseguiria manter o posicionamento de oposição, além de uma viabilidade política para os cenários expostos. Um diálogo inicial teria sido feito, inclusive com o assunto passando por lideranças do partido na Bahia.
A alternativa, mais atual, seria o Republicanos. O partido pode ser o destino de Leo, possibilitando o partido a conquistar mais uma cadeira de deputado. Porém, a articulação para a filiação pode ter vista a formação da chapa majoritária. A ida de Leo para o Republicanos abriria outro "caminho", com o parlamentar podendo representar a legenda na chapa, integrando a vice de ACM Neto, que deve disputar o governo em 2026.
O salto significaria um "alavancada" de Leo Prates, que, integrando um eventual governo de Neto na Bahia, poderia manter vivo o principal sonho que é o de disputar a prefeitura de Salvador. Inclusive, o Bahia Notícias apurou que o diálogo de Leo seria diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Mota. Com forte influência no partido, Hugo teria a missão de conduzir a migração de Leo para a legenda, atuando nos bastidores do partido comandado pelo também deputado federal Marcos Pereira.
Em recente manifestação, Leo sinalizou que, apesar da situação do PDT no estado, a legenda apoiou ACM Neto e que seu posicionamento será de "oposição ao governo" do PT na Bahia, por, segundo ele "respeito à nossa história". "Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", afirmou, após um encontro com integrantes da legenda.
Leo ainda lembrou o desempenho do partido nas eleições de 2022 no grupo de Neto. "Em 2022, a chapa do PDT para deputado federal na Bahia fez 396.887 votos. Desses, 143.700 foram meus — fui um dos 10 mais votados do estado — e 26.386 de Zé Carlos Araújo, nosso primeiro suplente. Juntos, representamos mais de 1/3 dos votos do partido", completou.
DIZ QUE FICA
Apesar de indicar que pode ficar no PDT, movimento é improvável. Quando do início do debate sobra a possível migração do partido para a base petista, Leo apontou que iria se posicionar "com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto".
“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo a época, tendo seu plano frustrado.
- Por Julia Chaib | Folhapress
- 13 Mai 2025
- 08:21h
Foto: Pablo Jacob / GovSP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta segunda-feira (12) que não existe direita sem Jair Bolsonaro (PL), após ser questionado sobre essa hipótese.
A declaração foi dada quando o governador chegava em jantar do grupo Esfera, em Nova York. O evento reúne uma série de autoridades brasileiras nos Estados Unidos e tem a justificativa de impulsionar investimentos no Brasil.
Tarcísio disse estar muito cedo para pensar em 2026, mas afirmou que a decisão sobre as eleições deve passar por Bolsonaro. O ex-presidente é alvo de uma ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal) pela acusação de ter tramado um golpe de Estado e corre o risco de ser condenado ainda neste ano. Também está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral.
"Está muito cedo, falta um ano e pouco para a eleição, tenho que pensar agora em entregar resultado", disse.
O governador tem defendido a prerrogativa de que, caso não possa se candidatar, Bolsonaro possa escolher quem disputará a Presidência pela direita.
"A gente sabe das dificuldades do [ex] presidente [Bolsonaro], ainda creio no reestabelecimento [da elegibilidade], porque creio na Justiça. Se isso não acontecer, a opinião decisiva e a palavra final vai vir dele. Ele quem vai ser o condutor desse processo", afirmou semana passada em entrevista à rádio Bandeirantes.
O governador defende ainda que haja a aprovação de um projeto que garanta anistia aos acusados por planejar uma trama golpista.
Tarcísio também voltou a defender que facções criminosas sejam definidas como organizações terroristas.
Integrantes do governo americano defendem que facções como PCC sejam classificadas dessa forma, a exemplo do Tren de Aragua, da Venezuela.
Funcionários de Donald Trump foram ao Brasil este mês e defenderam essa saída, mas o governo Lula (PT) avisou que não concorda.
- Por Nelson de Sá | Folhapres
- 12 Mai 2025
- 16:33h
Foto: Ricardo Stuckert
A primeira lista de novos investimentos de empresas chinesas no Brasil deve ser anunciada pelo presidente Lula nesta segunda-feira (12), em Pequim, no final de um seminário empresarial organizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Entre os destaques estão a fabricante de semicondutores Longsys, que vai construir unidades de São Paulo e Manaus; o aplicativo de entrega Meituan, que vai levar ao Brasil seu braço internacional, Keeta; e a rede de sorvetes, chás e sucos Mixue, que se tornou a maior cadeia de fast food do mundo, passando o McDonald's.
Outros quatro investimentos serão feitos pela Envision, em combustível sustentável de aviação (SAF); pelo grupo Baiyin Nonferrous, na aquisição de uma mina de cobre em Alagoas; pelo DiDi, dono do aplicativo de transporte 99, na eletrificação de veículos; e por três empresas chinesas em parceria com a Nortec Química, para insumos farmacêuticos ativos (IFAs).
Há mais negócios em discussão e que poderão ser incluídos nesta segunda-feira. Um deles, uma parceria entre a Sinovac e a Eurofarma, também já teria sido fechado, segundo um executivo da empresa chinesa ouvido neste domingo (11).
"É impressionante a dinâmica que a relação do Brasil com a China está adquirindo", diz Jorge Viana, presidente da Apex. "Falei com o presidente hoje. Devemos anunciar investimentos de US$ 17 bilhões [para este ano, no evento]. Isso nunca aconteceu."
Além da lista citada, ele enfatiza que o investimento na direção contrária também está se acelerando. A BR Foods vai inaugurar uma fábrica na China no próximo dia 15 para produzir hambúrguer, nugget, bacon e outros produtos. "Traz a carne do Brasil, processa e distribui aqui", descreve.
Viana faz uma conta, reunindo os fluxos de comércio e investimento projetados para este ano entre Brasil e China, para chegar a "um trilhão de reais, a marca trilionária".
Segundo ele, em três dos investimentos a serem anunciados agora, que tiveram suporte da agência, a Meituan vai chegar a R$ 5,6 bilhões, a Mixue, a R$ 3,2 bilhões, e a Envision, a R$ 5 bilhões.
A nova dinâmica nas relações do Brasil não se limita à China, segundo Viana, creditando parte do movimento ao "mundo de mais incertezas" comerciais resultante da guerra tarifária. "Acabei de fazer um encontro na Europa, também impressionante. Todo mundo quer ter um pouco mais de segurança."
O seminário em Pequim, que deve ocupar quase toda a segunda-feira da delegação brasileira, foi solicitado à Apex há apenas dez dias, mas já teria atraído 500 representantes de empresas chinesas e 200 de brasileiras, mais do que a lotação.
Das 9h às 18h, falam representantes de grupos chineses como BYD, Cofco e Luckin e autoridades brasileiras como Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, e o próprio Lula.
Zhou Zhiwei, especialista em Brasil da Academia Chinesa de Ciências Sociais, instituição acadêmica mais próxima do regime, destaca que "a cooperação em semicondutores é algo que vale muito a pena ser observado".
Se a China "já explorou o caminho de pesquisa e desenvolvimento independentes nesse campo, o Brasil também tem políticas para promover a indústria de semicondutores, portanto, pode ser uma área prioritária para cooperação científica e tecnológica entre os dois países".
Citando "o desejo brasileiro de melhorar a independência tecnológica e desenvolver infraestrutura", inclusive de ferrovias ligado o Atlântico ao Pacífico, Zhou comenta: "Eu espero que esta visita contribua para o acesso do Brasil à Iniciativa Cinturão e Rota".
- Por Folhapress
- 12 Mai 2025
- 14:29h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Luciano Huck, 53, fez uma homenagem à Angélica, 51, no Dia das Mães e citou os filhos -dias após o do meio estar envolvido em polêmica adolescente.
Apresentador fez vídeo comparando a idade dos filhos com o momento em que Angélica estava na carreira e vida: "Essa é a homenagem de um pai, marido, parceiro, namorado e amigo que vê nos filhos, o reflexo da mãe extraordinária que eles têm. Feliz Dia das Mães, Angélica. Te amo daqui até o infinito e além", escreveu na legenda da publicação.
Huck fez questão de citar que Angélica não teve uma infância tranquila: "[Ela] Teve uma infância tão fora do normal, e hoje tornou a mãe tão normal. Na vida dela, ela mal teve tempo pra ser filha. Acho que com cinco, seis anos, já era o sustento da família, era modelo, era garota propaganda. Aos 12, 13 anos, que é a idade da nossa filha Eva, nossa caçula, ela já apresentava um programa de televisão".
Ao citar que na idade do filho do meio, Benício, Angélica recebia artistas em palco na televisão, Huck disse que hoje Angélica pode dedicar totalmente ao filho: "Como a mãe de um menino de 17 anos, ela dedica tempo, carinho, esforço, amor incondicional pra estar do lado dele em todos os momentos".
"Eu amo muito te ver através dos nossos filhos, ver eles terem vivido uma infância normal. A infância normal que você não teve. Dedicando aos três: tempo, espaço, respeitando as diferenças de cada um, ajudando tanto próximo, sendo essa mãe maravilhosa que você é", continuou Huck. Recentemente, Angélica disse que teria errado ao afastar o marido da criação do primogênito, Joaquim.
Luciano Huck finaliza dizendo que os filhos sentem orgulho da mãe "normal" que tem: "Eu tenho certeza que eles, os nossos três filhos, também sentem o mesmo. Esse enorme orgulho, esse amor incondicional, essa admiração gigantesca. Muito obrigado por ser assim, tão fora do normal. Sendo tão normal".
- Bahia Notícias
- 12 Mai 2025
- 10:21h
Foto: Reprodução / Arquivo / EBC
Cerca de 90% dos brasileiros maiores de 18 anos com acesso à internet informaram, em pesquisa realizada em abril, que acreditam que adolescentes não recebem apoio emocional e social para lidar com o ambiente digital.
Conforme a Agência Brasil, cerca de mil brasileiros de todas as regiões e classes sociais foram ouvidos no levantamento, que possui margem de erro de 3 pontos percentuais.
Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.
O levantamento foi realizado pelo Porto Digital, em parceria com a Offerwise, empresa especializada em estudos de mercado na América Latina e no universo hispânico, a partir da repercussão de um seriado que abordou o lado sombrio da juventude imersa no mundo digital e o abismo entre pais e filhos.
Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).
Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.
“O cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado, que envolve escolas, famílias, empresas e governos. Essa pesquisa evidencia que não basta discutir inovação tecnológica – é preciso humanizá-la e colocá-la a serviço da sociedade”, disse. “O futuro da inovação está diretamente ligado à forma como cuidamos dos nossos jovens. Não basta impulsionar avanços tecnológicos — é fundamental criar pontes entre a tecnologia e a transformação social real”, afirmou.
A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.
Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.
Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.
“Os resultados da pesquisa nos mostram que a população enxerga a necessidade de um esforço conjunto para criar espaços mais seguros e de apoio nas escolas, especialmente diante do uso precoce e intenso das redes sociais”, apontou.
PLATAFORMAS
Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.
Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.
“Essa decisão diminui a responsabilidade social das big techs, das corporações, das organizações controladoras das plataformas. Isso tem um impacto direto na proliferação de ódio, desinformação, conteúdos prejudiciais em diversas camadas, especialmente, entre populações vulneráveis. Muito jovens ficam mais expostos a conteúdos inadequados sem essa moderação e, claro, quando se trata de desinformação, isso ataca instituições e a própria democracia”, avaliou.
Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.
Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.
“Pode haver um aumento considerável de casos judiciais justamente pela falta dessas ações preventivas. Então, é possível preservar a liberdade de expressão com moderação responsável. A meu ver, o posicionamento é uma rediscussão do Artigo 19 do Marco Civil da Internet para fortalecer o que seria a proteção social, não só de crianças e jovens, mas de avaliar o que se faz com o grupo de idosos hoje, vulnerabilizados por todo um conjunto de ataques, de cooptação a determinados tipos de ideologia”, acrescentou.
Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.
“Regular essas plataformas é vital para que tenhamos a manutenção de um espaço social online, produtivo e saudável para todas as pessoas - principalmente jovens e crianças que têm menos mecanismos individuais de proteção”, afirmou. “Aqueles que defendem a desregulamentação total das redes certamente têm uma uma ideia frágil e inconsistente do que é liberdade. Uma liberdade restrita sem controle social destrói, degenera as bases da nossa capacidade de construir e de fazer evoluir uma civilização. Então, claramente, a autorregulação é insuficiente, especialmente em se tratando de empresas que buscam lucro através, por exemplo, da publicidade, do comércio, enfim, as grandes plataformas, as big techs”, alertou.
Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.
“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.
De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. "Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.
Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.
“Isso não vai ser realizado, não vai ser cumprido se não existir um diálogo aberto em que crianças e adolescentes entendam que existem conteúdos inadequados e que precisam ter senso crítico, ter seu pensamento e formas de raciocínio. No entanto, nessa faixa etária, eles simplesmente ainda não conseguem capturar os riscos. Por isso, precisam de um adulto que tenha pelo menos uma intuição mais apurada para identificar formas de cyberbullying, de exposição excessiva, de conteúdos inadequados, de contato com estranhos entre outros tipos de relacionamentos”, disse.
Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.
“Sinto dizer que os responsáveis o proíbem de uma forma muito autocrática e que talvez não surta efeito, porque não se tem controle absoluto sobre o que acontece na vida de absolutamente ninguém. Você pode estabelecer uma forma de monitoramento participativo, em que busca conhecer, e esse monitoramento pode ser apoiado, do ponto de vista técnico, inclusive por softwares, com aplicações computacionais que você instala no notebook, no computador de mesa ou no dispositivo móvel dessa criança ou jovem para ter acesso ao que está acontecendo nesses dispositivos”, sugeriu.
Por fim, o professor afirma defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.
“Mais recentemente, as escolas têm visto alguma movimentação em torno das crianças voltarem a construir relações no mundo físico. Por exemplo, ao proibir o uso de dispositivos nas escolas, convidam as crianças para uma existência que é também offline. No final das contas, um equilíbrio é necessário entre esses mundos para que no final a gente tenha a construção de relacionamentos sociais mais duradouros e que ganhe sustentação na confiança entre as pessoas e não apenas em algoritmos”, concluiu.
- Por Folhapress
- 12 Mai 2025
- 08:17h
Foto: Reprodução / Getty Images
Um estudo publicado neste domingo (11) na New England Journal of Medicine mostrou que a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro e do Zepbound, foi mais eficaz do que a semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, na redução de peso em adultos com obesidade sem diabetes.
O estudo acompanhou 751 adultos com obesidade, sem diabetes, durante 72 semanas em 2023 e 2024. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu injeções semanais de tirzepatida e o outro de semaglutida, nas doses máximas que cada pessoa conseguia tolerar. O objetivo principal foi comparar quanto peso cada grupo conseguiu perder, além de avaliar outros benefícios para a saúde e possíveis efeitos colaterais dos tratamentos.
Segundo o estudo, após 72 semanas de tratamento, os pacientes que receberam tirzepatida apresentaram uma perda média de 20,2% do peso corporal, em comparação com 13,7% no grupo da semaglutida.
Os autores também apontaram que 65% dos pacientes usando tirzepatida perderam pelo menos 15% do peso corporal, contra apenas 40% com semaglutida. Além disso, aproximadamente 20% dos usuários de tirzepatida conseguiram reduzir 30% do peso -um resultado alcançado por apenas 7% daqueles tratados com semaglutida.
Em relação à circunferência abdominal, importante marcador de riscos cardiometabólicos, a tirzepatida também demonstrou superioridade, com redução média de 18,4 cm, contra 13,0 cm com a semaglutida.
Ambos os medicamentos melhoraram parâmetros como pressão arterial, glicemia e lipídios, sendo os benefícios mais pronunciados nos pacientes que alcançaram maiores reduções de peso.
Os dois medicamentos também apresentam efeitos adversos semelhantes, principalmente gastrointestinais (náuseas, constipação, diarreia), mas a tirzepatida levou a menos interrupções de tratamento devido a esses eventos (6,1% dos pacientes), enquanto 8% dos que interromperam usaram semaglutida.
No entanto, as reações no local da injeção foram mais frequentes com a tirzepatida, 8,6%, contraa 0,3% de semaglutida.
O mercado de tratamentos para diabetes e obesidade passou por transformações nos últimos anos com o desenvolvimento de medicamentos que atuam nos receptores de GLP-1, hormônio fundamental na regulação do apetite e do metabolismo. A tirzepatida, além de agir no GLP-1, como a semaglutida, também modula os receptores de GIP, outro hormônio envolvido no controle do peso.
Da farmacêutica Eli Lilly, o Mounjaro é um agonista de GLP-1 e, assim como Ozempic e Wegovy, ganhou popularidade por ter demonstrado eficácia na perda de peso. Em países como Estados Unidos, o medicamento é vendido também para controle de peso e obesidade.
No Brasil, a prescrição do Mounjaro para emagrecimento é off label, ou seja, fora do que é indicado na bula. O medicamento é indicado para diabetes tipo 2. Já o Zepbound não está disponível no Brasil.
Segundo o endocrinologista Bruno Halpern, vice-presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) e presidente eleito da WOF (Federação Mundial de Obesidade), na sigla em inglês, esse é o primeiro grande estudo que compara de forma direta duas boas medicações quanto a obesidade.
"Por muito tempo, os estudos para obesidade comparavam a medicação a placebo, então todas as comparações eram indiretas, com muitas críticas, e é muito bom a gente ver que os medicamentos vão sendo cada vez mais potentes, como a gente pode comparar tratamentos e o que é melhor para cada situação clínica", diz.
Isso facilita com que a decisão do tratamento para cada paciente seja cada vez mais individualizada. "Alguns pacientes vão perder mais peso, e ter medicamentos mais potentes vão ajuda-los nisso e a melhorar outras comorbidades, e outros vão precisar de perdas menores, e a decisão do tratamento vai ser baseada nesses estudos e em acessibilidade, claro."
O Mounjaro (tirzepatida) começou a ser comercializado no Brasil na última segunda-feira (5) no que as farmácias definiram como "pré-venda". A estimativa inicial de venda do medicamento estava prevista, no entanto, para 7 de junho.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), contudo, afirma que é vedada a propaganda para o público, pois se trata de um medicamento sujeito à prescrição médica (tarja vermelha). A propaganda desta categoria é restrita aos profissionais prescritores, segundo a agência.
- Por Aléxia Sousa | Folhapress
- 11 Mai 2025
- 14:04h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O corpo do arquiteto Igor Sousa Costa, de 26 anos, foi encontrado neste sábado (11) nas Ilhas Cagarras, em frente à praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.
Ele estava desaparecido desde o último domingo (5), quando entrou no mar e não foi mais visto. A informação foi confirmada à Folha pelo namorado dele, Wesley Danilo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo com as características de Igor foi localizado por volta das 10h30 por equipes que atuavam nas buscas. A corporação aguarda o laudo do Instituto Médico Legal para confirmar oficialmente a causa da morte.
Procurada, a Polícia Civil não respondeu até a publicação deste texto.
Igor, que morava em Anápolis (GO), havia viajado ao Rio com o namorado para assistir ao show da cantora Lady Gaga no sábado (4). No dia seguinte, antes do voo de volta, os dois decidiram ir à praia de Ipanema. Por volta das 14h50, Igor entrou no mar enquanto Wesley permaneceu na areia cuidando dos pertences.
Naquele momento, segundo o relato do namorado, os bombeiros iniciavam outro resgate na área, o que gerou uma aglomeração de banhistas. Wesley perdeu Igor de vista e, após cerca de 30 minutos sem notícias, acionou um salva-vidas. Ele foi orientado a permanecer no local, mas Igor não retornou. O jovem não levou celular ou documentos à praia.
As buscas duraram quase uma semana e envolveram cerca de 30 militares, além de drones, helicópteros, embarcações e sonares.
Em mensagem enviada à reportagem, Wesley prestou uma homenagem ao companheiro.
"A vida é um sopro, e às vezes ela nos leva quem mais amamos sem aviso algum. Por isso, abrace mais, diga que ama, perdoe, esteja presente. Aproveite cada instante com quem te faz bem, porque para morrer basta estar vivo, e a vida... é curta demais para ser adiada. Valorize hoje, agora. Amanhã pode ser tarde."
A família de Igor organiza uma vaquinha online para custear a viagem dos pais dele ao Rio de Janeiro, onde vão tratar dos trâmites burocráticos do sepultamento.
- Bahia Notícias
- 11 Mai 2025
- 10:00h
Foto: Reprodução / Redes Sociais / CNN
O papa Leão XIV falou com mais de 150 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a tradicional oração do “Regina Caeli”, sua primeira aparição pública como Sumo Pontífice, neste domingo (11). Do balcão central da Basílica de São Pedro, o pontífice iniciou seu discurso. As informações são da CNN.
“Caros irmãos e irmãs: bom domingo. Considero um dom de Deus que o primeiro domingo do meu serviço como bispo de Roma seja o Domingo do Bom Pastor, o quarto domingo do tempo pascal”.
Em seu pronunciamento, Leão XIV destacou a urgente necessidade de novas vocações sacerdotais e religiosas na Igreja Católica, exortando as comunidades a acolherem os jovens em busca de seu caminho espiritual. “É importante que os jovens e as jovens encontrem, nas nossas comunidades, acolhimento, escuta e encorajamento no seu caminho vocacional”, afirmou, reforçando o papel da fé na formação de futuros líderes da Igreja.
Além disso, o papa Leão XIV alertou para os horrores de uma “terceira guerra mundial travada aos poucos”, reforçando o falado pelo papa Francisco e dirigiu-se aos líderes globais com um pedido: “Nunca mais a guerra!”.
O pontífice expressou profunda dor pelos conflitos na Ucrânia e em Gaza, afirmando carregar no coração “o sofrimento do amado povo ucraniano” e pedindo esforços incansáveis por uma “paz autêntica, justa e duradoura”. “Sejam libertados os prisioneiros e que as crianças possam retornar às próprias famílias”, suplicou, em referência às vítimas da guerra no Leste Europeu.
Sobre a crise humanitária em Gaza, o papa afirmou: “Sinto muita dor ao ver o que ocorre na Faixa de Gaza”, declarou, exigindo um “cessar-fogo imediato”, a libertação de todos os reféns e ajuda urgente para a população civil. Apesar do cenário sombrio, Leão XIV celebrou uma notícia positiva: o recente cessar-fogo entre Índia e Paquistão, expressando esperança de que as negociações levem a um acordo definitivo.
Ao final de sua fala, o pontífice homenageou todas as mães, no domingo em que muitos países celebram o Dia das Mães. “Uma saudação carinhosa a todas as mães”, disse, arrancando aplausos da multidão.
- Por Thaísa Oliveira | Folhapress
- 11 Mai 2025
- 08:20h
Foto: Gustavo Moreno / STF/ Reprodução
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu neste sábado (10) prisão domiciliar, em caráter humanitário, ao ex-deputado federal Roberto Jefferson. Ele deverá ficar na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ), onde tem residência.
Jefferson foi preso em regime fechado em outubro de 2022, mas estava internado desde junho de 2023 em um hospital particular no Rio de Janeiro devido a problemas de saúde. Na sexta-feira (9), a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à prisão domiciliar.
Jefferson foi preso em agosto de 2021 após incitar atos contra o STF, mas recebeu o direito à prisão domiciliar em janeiro do ano seguinte por questões de saúde. Em outubro de 2022, ele voltou ao regime fechado por descumprir, de forma reiterada, as regras da prisão domiciliar.
Na ocasião, ele usou a conta no Twitter da filha, Cristiane Brasil, para xingar a ministra da corte Cármen Lúcia. A magistrada foi chamada de "bruxa de Blair", "Cármen Lúcifer", prostituta e arrombada.
No dia seguinte, o ex-dirigente do PTB resistiu à prisão com tiros de fuzil e granadas contra agentes da Polícia Federal que tentavam cumprir a decisão. Ele foi levado ao presídio de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.
Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte. Além de estar proibido de deixar o país, o ex-parlamentar foi impedido de usar as redes sociais, de dar entrevistas a qualquer veículo de mídia e de receber visitas além de advogados, familiares e pessoas previamente autorizadas pelo STF.
- Bahia Notícias
- 10 Mai 2025
- 15:39h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O desembargador João Egmont, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), revogou na noite desta sexta-feira (9) a liminar que impedia a assinatura do contrato de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão remove o último obstáculo judicial para a conclusão da operação, que segue em análise pelo Banco Central (BC).
Em sua decisão, o desembargador acatou os argumentos do BRB e do Governo do Distrito Federal (GDF), concedendo efeito suspensivo à ordem da 1ª Vara da Fazenda Pública que bloqueava o negócio. Egmont destacou que não havia "urgência real ou risco de dano irreparável" que justificassem a manutenção da liminar, que, segundo ele, interferia indevidamente em uma "operação estratégica empresarial" antes mesmo da avaliação técnica pelos órgãos reguladores.
Segundo informações do BP Money, o impasse judicial surgiu após questionamento do Ministério Público do DF (MPDFT) sobre a necessidade de autorização legislativa para a transação. Apesar da revogação, o mérito dessa discussão ainda poderá ser analisado posteriormente.
Com a decisão, o BRB avança na aquisição do Banco Master, operação que fortalece sua expansão no mercado financeiro. O BC, que já analisa o processo, terá a palavra final sobre a aprovação definitiva do negócio. Procuradas, as instituições envolvidas não se manifestaram até a publicação desta matéria.
- Por Folhapress
- 10 Mai 2025
- 13:35h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Jojo Todynho, 28, informou aos seguidores que precisou passar algumas horas no hospital após passar mal no início da tarde desta sexta-feira (09).
Após sentir uma dor de cabeça pela manhã, a influenciadora afirmou que teve um mal-estar e precisou ser hospitalizada. "Olha o que resultou a dor de cabeça que eu falei para vocês? Apagão e teto preto. Ainda fui treinar, porque achei que não era nada demais", afirmou em um vídeo compartilhado nos Stories do Instagram.
Depois de passar por uma bariátrica e perder mais de 80kg, a influenciadora afirmou que não tinha se alimentado, por praticamente não sentir mais fome. "Acho que fiz uma hipoglicemia. Eu não comi. Não sinto fome assim, então? mas deu tudo certo e estou bem graças a Deus", garantiu.
Deitada em uma cama de hospital, ela mostrou um pouco do quarto em que ficou sob observação e afirmou que ficou bem sensibilizada com o ocorrido. "Já até chorei aqui, as enfermeiras me acalmaram", afirmou ainda.
Algumas horas depois, Jojo recebeu alta, agradeceu o carinho dos seguidores e explicou que os últimos dias foram difíceis. "Obrigada pelo carinho, já estou indo embora. Mas eu estou em uma semana muito sensível. Com prova na faculdade, fico muito estressada em sai de prova e dia das mães. Vem minha mãe Maria Helena [mãe de criação] na cabeça. E junho está se aproximando, junto com a data de falecimento do meu pai, então vai dando essa confusão mesmo".
- Por Júlia Galvão | Folhapress
- 09 Mai 2025
- 18:01h
Foto: Divulgação / INSS
A partir da próxima terça-feira (13), cerca de 9 milhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começarão a receber notificações pelo aplicativo Meu INSS informando sobre descontos realizados por associações em seus benefícios.
Já na quarta-feira (14), o governo vai liberar uma consulta no mesmo aplicativo, onde os segurados poderão verificar quais associações fizeram os débitos, os valores cobrados e confirmar se reconhecem ou não a autorização desses descontos.
Para isso, é necessário baixar o aplicativo e fazer login com CPF e senha do Gov.br. Quem não tem acesso ao app pode telefonar para a Central 135.
Segundo Gilberto Waller Júnior, serão devolvidos valores descontos sem autorização desde março de 2020. Pela legislação, é possível reaver valores que deixaram de ser pagos em benefícios previdenciários ou pedir a restituição de descontos indevidos de cinco anos anteriores. Esses valores são chamados de atrasados.
Não haverá limitação para o ano de concessão das aposentadorias. Assim, o segurado pode ter se aposentado há mais de cinco anos e também terá direito à devolução dos descontos aplicados a partir de março de 2020 se ficar comprovado que eles foram indevidos.
Como já há tentativas de fraudes ligadas aos descontos indevidos, o INSS alerta que toda a comunicação será feita dentro de seu aplicativo, sem enviar mensagens por SMS, WhatsApp ou ligação de telefone. O pagamento dos valores será feito diretamente na conta em que o aposentado recebe seu benefício, sem envolver Pix ou outras transações bancárias.
COMO BAIXAR O APLICATIVO MEU INSS?
1. Baixe o app Meu INSS na loja de aplicativos do seu celular: App Store (para iPhone) e Play Store (para Android)
2. Abra o aplicativo e aceite os termos de uso
3. Toque em "Entrar com Gov.br" e faça login usando seu CPF e senha
4. Em seguida, clique em "Autorizar" para permitir que o aplicativo acesse suas informações pessoais
COMO CRIAR UMA CONTA GOV.BR?
O cidadão que ainda não fez sua inscrição no sistema pode acessar o gov.br/governodigital ou baixar o aplicativo Gov.br para se registrar. O aplicativo é a forma mais fácil de criar a conta, porque permite a identificação facial diretamente por meio da câmera do celular.
Quem já tem conta precisa checar o perfil atual para saber se é necessário fazer a elevação para nível prata ou ouro. Tanto a inscrição quanto a mudança de selo podem ser feitas pelo computador, mas a recomendação é fazer pelo app.
1. Acesse o site gov.br/governodigital
2. Na tela inicial, vá na foto maior, onde se lê "Saiba tudo sobre a conta Gov.br"
3. Depois clique em "Criar sua conta gov.br"
4. Na página seguinte, informe o CPF e clique em "Continuar"
5. Para quem não tem conta, o sistema irá indicar a opção de criar uma. Clique sobre ela e preencha as informações solicitadas
COMO FUNCIONARÁ A DEVOLUÇÃO?
O associado deverá informar, por meio do Meu INSS ou da Central 135, se autorizou o vínculo associativo. Caso ele informe que não reconhece o débito, o sistema irá gerar um aviso às associações, que terão prazo de 15 dias úteis para reunir informações que comprovem a autorização para a adesão. Não havendo comprovação, haverá mais 15 dias úteis para a entidade ressarcir o aposentado ou pensionista.
De acordo com Waller Júnior, o plano é que as associações devolvam os valores por meio de um depósito via GRU (Guia de Recolhimento à União) específica ao INSS. Após isso, o valor será repassado ao segurado por meio de uma folha suplementar, diretamente na conta do beneficiário, mas o INSS não detalhou em quanto tempo o dinheiro será depositado na conta dos aposentados.
Caso a associação não realize o pagamento, a situação será encaminhada à AGU (Advocacia-Geral da União) para as medidas de ressarcimento.