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Dilma tem 36%, Marina, 21%, e Aécio, 20%, diz pesquisa Datafolha

  • G1
  • 18 Ago 2014
  • 06:07h

(Gráfico: G1)

Pesquisa feita pelo Datafolha para o jornal "Folha de S.Paulo" divulgada na edição desta segunda-feira (18) mostra Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%. É a primeira pesquisa que inclui um cenário em que a ex-senadora Marina Silva é o possível nome do PSB no lugar do ex-governador Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira (13), em um acidente de avião. O PSB ainda não definiu se Marina será a candidata substituta, mas lideranças dão a escolha como certa. No levantamento anterior do Datafolha, realizado nos dias 15 e 16 de julho e divulgado no dia 17,Dilma tinha 36%, Aécio, 20%, e Eduardo Campos, 8%. O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam foi de 14% em julho e agora atingiu 9%. Brancos e nulos eram 13%; agora são 8%. O quarto colocado na pesquisa, pastor Everaldo (PSC), aparece com 3% das intenções de voto; no levantamento anterior, tinha os mesmos 3%. A pesquisa mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno: Dilma teria 36% contra 46% da soma dos demais candidatos. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% contra 36% dos demais, o que indicava uma incerteza sobre a necessidade de segundo turno. O resultado da atual pesquisa mostra que, se for confirmada candidata do PSB no lugar de Campos, Marina começa a campanha em situação de empate técnico com Aécio Neves, numericamente à frante do tucano: 21% a 20%, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. Marina larga também em situação de empate técnico com Dilma na simulação de segundo turno: Marina com 47% e Dilma com 43%. O Datafolha não pesquisou um cenário entre Marina e Aécio. No cenário entre Dilma e Aécio, a petista tem 47%, e o tucano, 39%. O levantamento foi encomendado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.

A vice de Marina pode ser a viúva de Campos

  • Wilma Santana | Brumado Urgente
  • 17 Ago 2014
  • 14:12h

Foto: http://www1.leiaja.com/

Valdeci Paschoal, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, afirmou ao Estado que a viúva de Campos está  licenciada do cargo de auditora. Portanto, não existem impedimentos legais para que Renata Campos dispute a eleição presidencial deste ano na chapa que era encabeçada pelo marido morto na quarta-feira passada em acidente aéreo. Pelas regras eleitorais, servidores públicos podem ser candidatos desde que se afastem com antecedência mínima de três meses da eleição, que é o caso de Renata. Aliados de Marina Silva vem cogitando o nome de Renata na possível participação da chapa. Contudo, depois da morte do marido, nenhuma declaração pública foi dada por Renata.

Lula e Dilma são vaiados em velório de Eduardo Campos

  • Agência Brasil
  • 17 Ago 2014
  • 12:08h

Lula e Dilma foram vaiados, e em seguida aplaudidos, em velório de Eduardo Campos (Foto: Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram vaiados na manhã deste domingo (17) ao chegarem ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, para o velório de Eduardo Campos, que se tornou adversário dos dois no ano passado, quando decidiu disputar a Presidência.Eles chegaram por pouco antes das 10h. Lula chorou na chegada, abraçou um dos filhos de Eduardo Campos, conversou longamente com Renata, viúva de Campos, e ficou atrás do prefeito do Recife, Geraldo Julio. Já Dilma ficou deslocada em meio à família do ex-governador de Pernambuco. Após as vaias, alguém puxou aplausos e o público acompanhou. Pessoas na plateia gritaram o nome de Campos. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ex-ministro da Saúde de Dilma e candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, e o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante estão junto com a presidente e o ex. O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), o ex-governador José Serra (PSDB-SP) também já chegaram ao velório. O senador Aécio Neves (MG), candidato tucano à Presidência, também está presente no velório. Além dele, acompanham a cerimônia o governador Jaques Wagner (PT-BA), Agnelo Queiroz (PT-DF), Renato Casagrante (PSB-ES), Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), a ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos), o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Eunício Oliveira (PMDB-CE)

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Cem mil pessoas devem acompanhar enterro de Eduardo Campos neste domingo

  • Agência Brasil
  • 17 Ago 2014
  • 07:59h

Em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, flores são deixadas em homenagem a Eduardo Campos (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O enterro do ex-governador do estado Eduardo Campos e de três assessores dele, mortos em acidente aéreo na última quarta-feira (13), deve ocorrer às 17h de domingo (17) no cemitério de Santo Amaro, próximo ao Centro do Recife. Com a dificuldade na identificação e liberação dos restos mortais de São Paulo, o governo de Pernambuco já trabalha com a possibilidade de alterações na cerimônia fúnebre – antes, o enterro estava previsto para as 16h. O governo do estado já trabalha com a expectativa de que o funeral reúna mais de 100 mil pessoas. As autoridades locais estimam que os corpos devem sair de São Paulo com destino à capital pernambucana até as 17h de hoje (16), com previsão de chegada entre 20h e 22h. Da Base Aérea, o caixão com o corpo do ex-governador seguirá, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado. Carros funerários levarão os corpos do assessor de imprensa Carlos Percol, do fotógrafo Alexandre Severo e do cinegrafista Marcelo Lyra, que também serão velados em frente ao palácio. Está prevista para este domingo, às 10h, a celebração da missa de corpo presente, pelo arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido, em frente à sede do governo de Pernambuco. Ontem (15) à noite, a pedido da família de Campos, foram feitas alterações no trajeto do cortejo fúnebre para que ele passe por bairro mais humildes da capital. Com isso, o desfile seguirá por toda Avenida Mascarenhas de Moraes, passando pelo Largo da Paz. Entrará na Estrada dos Remédios, passando pelo bairro da Torre e chegando até a Avenida Norte finalizando no Palácio do Campo das Princesas. O trajeto está sendo preparado hoje, com faixas, cartazes e bannersem homenagem a Eduardo Campos. Além da presidenta Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, e de Marina Silva, vice na chapa de Eduardo Campos, 12 governadores já confirmaram presença nas cerimônias. Também são esperados ministros, parlamentares, prefeitos, vereadores, empresários e embaixadores.

Um brasileiro no topo do mundo

  • Monica Weinberg, de Paris
  • 16 Ago 2014
  • 16:08h

SENHOR DO CAOS - Avila e a borboleta, símbolo da teoria que o consagrou: em algum desvão escuro do caos esconde-se a ordem que só a matemática descobre | (Gilberto Tadday/VEJA)

A matemática possui não apenas verdade, mas também suprema beleza — uma beleza fria e austera, como a da escultura.” Para quem apanhou da matéria na escola, a definição do filósofo e matemático inglês Bertrand Russell (1872-1970) é uma afronta. Afinal, no mesmo instante em que esta reportagem está sendo lida, crianças e jovens em todas as partes do mundo estão repetindo em dezenas de idiomas: “Eu detesto matemática!”. Isso não a torna menos verdadeira, austera e bela. A matemática é a linguagem que a natureza usa para expressar seus segredos aos seres humanos e, assim, se deixar dominar por nosso intelecto. Embora alguns símios demonstrem habilidades básicas com números, reconhecendo conceitos como muito e pouco, o pensamento matemático é tão e somente humano quanto a linguagem e, quem diria, o comércio. Nenhuma outra espécie descobriu o potencial de criação de riqueza das trocas vantajosas para os dois lados. Sem a capacidade matemática, não teria havido civilização. Os grandes gênios que semearam o terreno dos números para a evolução do conhecimento sempre buscaram harmonia e beleza ao se mover na direção da verdade, a grande recompensa. No começo, eram cientistas no sentido universal do termo, mas, à medida que a disciplina foi ganhando complexidade, o desbravamento ficou a cargo de especialistas — ou ultraespecialistas. É a esse grupo seleto que pertence Artur Avila, 35 anos, o primeiro brasileiro a gravar seu nome entre os pesos-pesados da matemática deste século como ganhador da honraria máxima, a Medalha Fields, prêmio que ombreia em prestígio com o Nobel.

Filho de funcionários públicos, ele escolhe onde e como quer trabalhar. Há treze anos, reveza-se entre o Rio, onde segue baseado no Impa, e Paris, onde aprendeu a apreciar foie gras e tornou-se diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica, uma espécie de CNPq. O cargo é pomposo, mas, tirando um ou outro formulário que precisa preencher, Avila se recusa a deixar que as aparências de ordem, sejam burocráticas, sejam acadêmicas, perturbem seu caos criativo. Oficialmente ele divide uma sala na Universidade Paris VI com um colega que ele nunca viu. No Rio, faz da praia o “escritório”. Conta que um amigo dos tempos do Colégio São Bento, onde passou quase toda a fase escolar, achava que sua vida era tão mansa que decidiu entrar para a faculdade de matemática. “Claro que não funcionou”, lembra Avila. Fazer política não é com ele. Diz um ex-colega do Impa, Jairo Bochi, 39 anos: “O Artur não assiste a palestras só por educação e não perde tempo com quem não lhe interessa”.


Sua casa em Paris fica estrategicamente localizada a poucos minutos a pé de alguns dos melhores centros da matemática do mundo: na Rua D’Ulm, próxima ao Panteão, enfileiram-se a École Normale Supérieure, o Collège de France e o Instituto Poincaré. O espremido apartamento parisiense é um caos à procura de ordem: roupas no sofá, no chão, na mesa, documentos espalhados e caixas vazias de leite. Nenhum livro à vista. O último que leu foi O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, em 2009. “Perdi esse hábito, prefiro conversar”, diz. A escolha do terno, a barba e o corte de cabelo para ser apresentado ao mundo na cerimônia da premiação em Seul se transformaram em odisseia. De frente para o Museu do Louvre, no qual nunca botou os pé nesses anos todos de Paris, ele conclui: “Só a matemática me interessa”.

Nenhum brasileiro voou tão alto no mundo acadêmico. O jovem carioca do Leblon ingressou em um panteão no qual só entra quem dá nova estatura à ciência germinada pelos egípcios, cultivada pelos gregos e elevada às alturas pelos homens pós-Renascença. Apenas aqueles cujos trabalhos lançam verdadeira e duradoura luz sobre enigmas resistentes da matemática e têm potencial para produzir mais podem sonhar em ser lembrados para receber a Medalha Fields. O brasileiro Avila é desses poucos e felizes 56 agraciados — aí computados os que, como ele, receberam a distinção durante o Congresso Internacional de Matemáticos, na Coreia do Sul. Mais do que virtuoses em seus campos, eles são autores de descobertas que reverberaram de forma poderosa na comunidade científica pela originalidade e pelo poder de abrir novas portas para o saber. Quando tomou conhecimento, há dois meses, de que seria agraciado com a medalha, Avila conjecturou em sua lógica peculiar: “Ótimo. Pronto. Esse problema acabou”


A PIONEIRA - A iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a ingressar no rol dos medalhistas Fields: só entram nessa seletíssima turma autores de trabalhos originais que reverberam no mundo do saber


“Artur Avila foi escolhido pelo conjunto da obra, um sinal de maturidade e vigor criativo”, explicou a VEJA o matemático francês Étienne Ghys, 59 anos, integrante da comissão que elegeu os atuais medalhistas. O número de publicações com seu nome nas principais revistas especializadas é três a quatro vezes maior do que as assinadas por geniozinhos da mesma idade: são 56 trabalhos feitos em colaboração com estudiosos de todo o mundo. Dali se extrai a maturidade. Artur “atacou” e “destroçou” (esse é o jargão) problemas que prendiam a comunidade acadêmica em labirintos teóricos fazia décadas. Diz ele: “Na matemática, você está perdido quase o tempo todo, sem nenhuma garantia de que vai sair do escuro, por mais força que coloque em cima de um problema”.


Nesse mundo de esforços sem garantias de sucesso, Avila foi escolher como sua especialidade justamente uma das áreas mais complexas. Seu nicho é conhecido pelos matemáticos como sistemas dinâmicos. Simplificadamente, é o campo que tenta encontrar ordem no caos ou descobrir padrões em certos fenômenos que, à primeira vista, parecem completamente aleatórios. Albert Einstein, talvez o maior gênio científico de todos os tempos, intuitivamente rejeitava a incerteza — e com sua famosa expressão “Deus não joga dados com o universo” quis dizer que o desmonte teórico de um sistema inevitavelmente abriria caminho para outro tipo de ordenamento. Einstein bagunçou a sinfonia celestial de sir Isaac Newton e o balé perfeito dos astros em suas órbitas. Einstein encheu o céu de galáxias instáveis, estrelas explosivas, buracos negros devoradores de matéria. Um caos. Mas um caos obediente a uma regra fundamental, única, imutável: nada pode superar a velocidade da luz. Essa constante harmoniza o universo de Einstein e o torna tão previsível que até Newton se daria por satisfeito. Mas onde estaria o equivalente da velocidade em outros sistemas nos quais certamente existem ordem e regras, mas elas estão escondidas? Bem, elas estão em desvãos que só a matemática consegue iluminar. É nesses desvãos que o brasileiro Artur Avila tenta ver ordem no caos, o que ilumina mas, para desespero de nosso cérebro limitado, não acaba com todos os enigmas, a exasperação que, de novo, Einstein formulou com perfeição: “A coisa mais incompreensível do universo é justamente o fato de ele poder ser compreendido”.


O mais incompreensível no caos é justamente o fato de ele poder ser compreendido. É a isso que se dedica o brasileiro premiado com a Medalha Fields na semana passada. Deve-se ao meteorologista americano Edward Lorenz (1917-2008) a primeira reflexão sistemática sobre, afinal, o que rege o caos. Lorenz concluiu que, mesmo de posse de todas as informações — temperatura, pressão, chuva, sol —, era impossível cravar a previsão do tempo com dias de antecedência. Isso porque uma imperceptível alteração no ponto de partida — o vento provocado pelo singelo bater de asas de uma borboleta, comparou ele famosamente — poderia alterar tudo, tudo mesmo. Daí a questão: “O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas?”. O lugar onde a borboleta bate as asas e o efeito causado mudam ao gosto do freguês, mas a indagação central de Lorenz permanece: como, por que e em sistemas de que tipo eventos aparentemente insignificantes podem dar origem a fenômenos avassaladores aparentemente desconexos em pontos remotos? A melhor aposta em uma resposta está em Avila e seus colaboradores.

 

“A matemática é um ser vivo alimentado de lógica, fruto da mente humana, e Artur se nutre o tempo todo dele”, resume César Camacho, dire­tor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), onde o jovem fez o doutorado. As questões que o rondam, portanto, repousam nesse mundo de abstração e são de uma complexidade tal que muito matemático se perde. “Às vezes, nem mesmo meus coautores entendem o que escrevo”, reconhece ele, que não se incomoda em ser pouco compreendido. Fiel ao lema “Quanto mais complicado, mais interessante”, Avila resolveu estudar a evolução do movimento de uma bola em um bilhar pentagonal — no jargão, um “brinquedo” matemático. Por que pentagonal? Simples: no quadrado ou no hexágono tudo é muito previsível. A ideia desses “brinquedos” não é tornar o jogo de salão (que Avila, por sinal, não pratica) mais atraente, mas extrair deles leis que possam reger tanto bolas de bilhar quanto partículas subatômicas interagindo com campos magnéticos em uma dimensão quântica. “Grandes matemáticos impactaram de forma decisiva diversas áreas do conhecimento sem nunca ter ambicionado nem sabido disso”, lembra Jairo da Silva, doutor em lógica e epistemologia. O alemão Johannes Kepler (1571-1630) usou os princípios divisados 2 000 anos antes pelos gregos para descrever a órbita elíptica dos planetas. Wernher von Braun e os engenheiros do Projeto Apollo utilizaram tão somente os cálculos de Kepler para colocar o primeiro homem na Lua, em 1969. É uma cadeia de transmissão de verdades reveladas pela matemática graças à “beleza fria e austera” que Bertrand Russell viu nela.


A trajetória de Avila combina um talento anunciado cedo, a exposição a um ambiente que o puxou para a fronteira de sua área e o pragmatismo para fazer escolhas na carreira. Na escola ou no Impa, Avila era daqueles alunos que pareciam ter pouca expressão, mas, quando abria a boca, mostrava que estava dois, três anos à frente dos colegas e levantava questões que emudeciam os professores. Quando descobriu as olimpíadas de matemática, praticamente deu adeus à escola. Aos 16 anos, no Impa e já fazendo mestrado, esqueceu as olimpíadas. “Fez” (entre aspas mesmo) a faculdade de matemática, na Universidade Federal do Rio, junto com o doutorado. Aos 21 anos, Avila já tinha concluído o Ph.D. e ainda estava pendurado em álgebra linear “básica” porque perdera o exame. Vingou-se solucionando um problema no qual o professor trabalhava fazia uma década. Moral da história para Avila? “Nunca subestime um aluno.”

 

Filho de funcionários públicos, ele escolhe onde e como quer trabalhar. Há treze anos, reveza-se entre o Rio, onde segue baseado no Impa, e Paris, onde aprendeu a apreciar foie gras e tornou-se diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica, uma espécie de CNPq. O cargo é pomposo, mas, tirando um ou outro formulário que precisa preencher, Avila se recusa a deixar que as aparências de ordem, sejam burocráticas, sejam acadêmicas, perturbem seu caos criativo. Oficialmente ele divide uma sala na Universidade Paris VI com um colega que ele nunca viu. No Rio, faz da praia o “escritório”. Conta que um amigo dos tempos do Colégio São Bento, onde passou quase toda a fase escolar, achava que sua vida era tão mansa que decidiu entrar para a faculdade de matemática. “Claro que não funcionou”, lembra Avila. Fazer política não é com ele. Diz um ex-colega do Impa, Jairo Bochi, 39 anos: “O Artur não assiste a palestras só por educação e não perde tempo com quem não lhe interessa”.

Sua casa em Paris fica estrategicamente localizada a poucos minutos a pé de alguns dos melhores centros da matemática do mundo: na Rua D’Ulm, próxima ao Panteão, enfileiram-se a École Normale Supérieure, o Collège de France e o Instituto Poincaré. O espremido apartamento parisiense é um caos à procura de ordem: roupas no sofá, no chão, na mesa, documentos espalhados e caixas vazias de leite. Nenhum livro à vista. O último que leu foi O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, em 2009. “Perdi esse hábito, prefiro conversar”, diz. A escolha do terno, a barba e o corte de cabelo para ser apresentado ao mundo na cerimônia da premiação em Seul se transformaram em odisseia. De frente para o Museu do Louvre, no qual nunca botou os pé nesses anos todos de Paris, ele conclui: “Só a matemática me interessa”.

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Entre as 500 melhores universidades do mundo, seis delas estão no Brasil

  • Wilma Santana | Brumado Urgente
  • 16 Ago 2014
  • 15:11h

Foto: Ana Carolina Moreno

De acordo com um ranking da Universidade Jiao Tong, de Xangai, publicado nesta sexta-feira (15), seis universidades brasileiras estão entre as 500 melhores do mundo. A melhor colocada entre as Universidades brasileiras, é a Universidade de São Paulo (USP), que aparece na 144ª posição – três a mais do que ano passado – o que a coloca como a única da América Latina entre os 150 melhores do mundo. As outras universidades do Brasil que aparecem na lista são a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, na 317ª posição), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, em 318ª), a Universidade Estadual Paulista (Unesp, 362ª), a Universidade de Campinas (Unicamp) (365ª) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 421ª). Harvard foi considerada a melhor do mundo, seguida por Standford, MIT e Universidade da Califórnia – todas nos EUA. Esse ranking de Xangai foi criado em 2003 na Universidade Jiao Tong da cidade chinesa. São avaliadas, a cada ano, 1.200 universidades de todo o mundo, mas a lista inclui apenas as 500 melhores.

PSB sela acordo para lançar Marina Silva no lugar de Campos

  • Informações da Folha de SP
  • 16 Ago 2014
  • 08:03h

(Foto: Divulgação)

O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente na próxima quarta-feira (20).O novo presidente do PSB, Roberto Amaral, era visto como último entrave ao acerto. Sob forte pressão de correligionários, ele se convenceu a apoiar Marina, que disputou o Planalto em 2010 pelo PV. O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato ao Senado, é o mais cotado para a vaga. "A candidatura de Marina contempla nosso projeto. Será uma solução de continuidade. O PSB indicará o novo vice", disse Amaral à Folha. 

Além de Albuquerque, que se aproximou de Marina desde que ela aderiu à candidatura de Campos, são vistos como alternativas o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o ex-deputado Maurício Rands (PSB-PE) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff. Depois de uma reunião com Marina, o coordenador da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido, confirmou à reportagem que ela aceita disputar a Presidência."Com o OK do PSB, ela está à disposição para ser a candidata", disse. Por respeito à memória de Campos, o anúncio oficial da nova chapa só deverá ser feito três dias depois do enterro, programado para o domingo (17), em reunião da executiva nacional do PSB. A negociação se acelerou após Marina receber apoio público da família do ex-governador de Pernambuco. Segundo aliados, ela se sentiu revigorada ao conversar com a viúva Renata Campos, que a incentivou a concorrer. Marina sinalizou ao PSB que respeitará as duas principais exigências do partido: respeitar os acordos regionais fechados à sua revelia, em Estados como Rio e São Paulo, e incorporar o discurso desenvolvimentista. A ex-senadora disse a pessoas próximas que pretende conduzir a campanha da mesma forma que Campos a conduziria, atuando como líder de uma coligação, e não apenas da Rede, o futuro partido que ela quer criar. Embora tenha se recusado a falar publicamente sobre política, em respeito ao luto pelo ex-governador, repetiu a aliados que era preciso manter o projeto da chapa. Ela disse que o PSB foi generoso ao abrigar a Rede em 2013, quando a Justiça Eleitoral negou registro ao partido, e agora é a hora de retribuir.

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'Marina tira voto de Dilma', afirma assessor de Aécio Neves

  • Política Livre
  • 15 Ago 2014
  • 14:35h

(Foto: Divulgação)

O coordenador da campanha do tucano Aécio Neves no Nordeste, Jose Thomaz Nonô (DEM), afirmou nesta sexta-feira, 15, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a eventual candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PSB vai tirar votos da candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff. “Se a Marina vier a ser a cabeça de chapa, ela vai buscar votos que eram de Dilma”, disse. Para Nonô, a política no Nordeste é conservadora e alguns dos segmentos tendem a migrar para Aécio Neves porque as bandeiras de Marina “não são facilmente palatáveis”. “O agronegócio não está satisfeito com a Dilma nem se sensibiliza para votar em Marina”, afirmou. O coordenador avaliou que o importante é que haja “força” na oposição, se possível com uma votação de Marina melhor do que a que Eduardo Campos registrava, de acordo com as pesquisas de intenção de voto. “A gente quer que as oposições sejam fortes e num eventual segundo turno um candidato conte com o apoio do outro”, disse. Nonô, que também é vice-governador de Alagoas, admitiu que a eleição de outubro, com a morte de Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo na quarta-feira, 13, contará com um “componente emocional muito grande”. Segundo ele, é preciso ainda avaliar como as camadas mais populares vão reagir ao desastre.

IBGE anuncia concurso com 1.500 vagas para nível médio e superior

  • Da Redação
  • 15 Ago 2014
  • 07:54h

(Foto: Reprodução)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enviou um pedido de autorização ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), para a realização de um novo concurso para os níveis médio e superior ainda este ano. A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do IBGE, Fernando Abrantes, em coletiva à imprensa, na manhã de quarta-feira (13). Segundo Abrantes, serão oferecidas cerca de 1.500 vagas, sendo 1.044 vagas de técnicos, de nível médio, e cerca de 300 para os cargos de analista, de nível superior. O objetivo do órgão é recompor o quadro de funcionários efetivos, devido ao alto número de pedidos de aposentadoria nos últimos anos. O último concurso do IBGE foi realizado em 2013 pela Fundação Cesgranrio e ofereceu 420 vagas nos níveis intermediário e superior. As remunerações variaram de R$3.186,10 a R$8.303,24, dependendo da escolaridade exigida pelo cargo e da titulação do aprovado.

Tragédia muda cenário eleitoral e causa pânico no mercado financeiro

  • Da Redação
  • 13 Ago 2014
  • 21:02h

(Foto: Reprodução)

O pânico no mercado financeiro logo após a informação de que o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, morreu na aeronave que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira, 13, reflete mais umareação involuntária de que em momentos de grande incerteza e nervosismo o melhor é vender. E não se trata propriamente de uma leitura racional do cenário eleitoral sem Campos. O Ibovespa chegou a cair mais de 1,5% e o dólar entrou em queda, batendo em R$ 2,2630. Mas a saída trágica e prematura do ex-governador de Pernambuco da corrida eleitoral, ao contrário do que os preços das ações e ativos em geral podem indicar, aumenta a probabilidade de um segundo turno, embora diminua a chance de acontecer a histórica polarização entre PT e PSDB.

Sancionada lei que permite porte de arma de fogo por guardas municipais

  • Agência Brasil
  • 13 Ago 2014
  • 07:12h

(Foto: Reprodução)

Edição extraordinária do Diário Oficial da União publicou ontem (11) a lei que permite porte de arma de fogo por guardas municipais, sancionada na última sexta-feira (08) pela presidenta Dilma Rousseff. “Aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei”, diz o texto oficial. Estabelece, porém, que o direito pode ser suspenso “em razão de restrição médica, decisão judicial ou justificativa da adoção da medida pelo respectivo dirigente”. De acordo com a regra, os guardas terão poder de polícia. Elas poderão atuar na proteção da população, no patrulhamento preventivo, no desenvolvimento de ações de prevenção primária à violência, em grandes eventos e na proteção de autoridades, bem como em ações conjuntas com os demais órgãos de defesa civil.

Reportagem sobre o Templo de Salomão mostra um pouco da maior construção religiosa do Brasil

  • Carta Capital
  • 10 Ago 2014
  • 10:01h

A reportagem de CartaCapital conversou com fiéis, comerciantes e moradores na região do Brás, onde foi inaugurado no último dia 31 de julho de 2014 o Templo de Salomão, a nova sede da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo.

'É possível um cristão votar no PT?', questiona pastor Silas Malafaia

  • Silas Malafaia
  • 10 Ago 2014
  • 09:16h

(Foto: Divulgação)

O pastor Silas Malafaia gravou um vídeo esta semana para falar sobre política e responder a um questionamento bastante comum nessa época de campanha eleitoral: É possível um cristão votar no PT? Antes de começar a explicar, Mafalaia reafirma que não demoniza partidos e que todos têm a liberdade de votar em quem quiser, até mesmo em partidos de ideologia marxista. O presidente da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e da Associação Vitória em Cristo (AVEC) explicou também porque apoiou o PT em 2006 e agora não apoia mais o partido. “Eu presenciei toda a bancada do PT fazendo força para aprovar o aborto, foi derrubado [o projeto]“, disse. O pastor também comentou sobre o trabalho dos deputados e senadores petistas que queriam aprovar o PLC 122/2006. O vídeo tem quase 14 minutos e Malafaia fala sobre diversos projetos polêmicos que a bancada do PT apoiou, falando até mesmo das movimentações políticas que os deputados da legenda criaram para tirar o deputado pastor Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias em 2013. “Como é que alguém que defende o aborto tem a audácia de achar que tem autoridade nos direitos humanos? Tentaram detonar, impediram, esculhambaram… foi uma guerra na Comissão de Direitos Humanos!”
 

INSS ampliou concurso para 4.730 vagas

  • (FFC)
  • 08 Ago 2014
  • 15:01h

(Divulgação)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aumentou o número de vagas que será pedido para o concurso público que está em fase de aprovação no Ministério do Planejamento. De acordo com o Folha Dirigida, ao invés de 3.080 oportunidades, agora serão solicitadas 4.730 vagas. Caso o pedido seja aprovado, 2 mil vagas serão para técnico do seguro social, 1.150 para médico perito e outras 1.580 vagas serão para analista do seguro social. O cargo de técnico do seguro social requer o nível médio e tem remuneração de R$4.400,87. A função de perito médico exige graduação em Medicina e inscrição no conselho regional da categoria e os salários são R$10.056,80. Já o cargo de analista requer formação superior (várias áreas) e tem rendimentos de R$7.147,12, sendo R$373 de auxílio-alimentação. O último concurso realizado pelo INSS aconteceu em 2011 e teve uma oferta de 1.500 vagas para técnico e 375 para médico perito, sob organização da Fundação Carlos Chagas 

Denúncia de violência feita pelo telefone será mais fácil

  • Informações do Jornal Senado
  • 08 Ago 2014
  • 06:56h

(Foto: Reprodução)

O Plenário do Senado aprovou ontem projeto da CPI Mista da Violência contra a Mulher que atribui ao Executivo a operação de serviço de atendimento a vítimas desse tipo de crime. O texto (PLC 59/2014) deverá ser encaminhado à sanção presidencial. Atualmente, a Lei 10.714/2003 autoriza o governo apenas a disponibilizar, em âmbito nacional, número telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher. O serviço de atendimento é operado pelas delegacias especializadas de atendimento à mulher ou pelas delegacias da polícia civil, nos locais onde não exista tal serviço especializado. De acordo com o projeto aprovado, a operação do serviço será feita pela Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. Segundo a CPI mista, a mudança é necessária porque a Lei 10.174 é anterior à criação desse serviço em âmbito federal, em 2005; à própria Lei Maria da Penha, de 2006; e à Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para a relatora, Ana Rita (PT-ES), a proposta ­fortalece a luta contra a violência. O Disque 180 já existe, o projeto apenas o formaliza como uma política pública, assinalou. O Plenário do Senado aprovou também acordo entre os governos brasileiro e do Irã sobre a isenção de visto para portadores de passaportes diplomáticos. O documento foi firmado em 2009. O projeto de decreto legislativo sobre a matéria segue para promulgação.