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Entenda como funciona a Numerologia que fez Carolina Dieckmmann mudar de nome: “Não se trata de adivinhação”

  • Por Aline Gama / Bianca Andrade I Bahia Notícias
  • 28 Jun 2025
  • 16:49h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma letra a mais no nome e um universo de possibilidades? A mudança feita por Carolina Dieckmann, ou melhor, Carolina DieckMMANN, que incluiu um M no sobrenome após uma consulta com um numerólogo, gerou um debate e uma curiosidade sobre o estudo do significado oculto dos números e a influência que ele tem no comportamento e no destino dos seres humanos.

Em anúncio feito no início da semana, Carolina Dieckmmann fez questão de esclarecer a decisão. Em vídeo, a intérprete de Leila em 'Vale Tudo' afirmou que acreditava que estava passando por uma trava na vida devido a comunicação.

 

"Eu acho que cada um acredita no que quiser, quem achar bobagem pode achar, mas o que importa é que eu sinto. Eu estou muito satisfeita de encontrado isso e ter feito essa mudança. Não é uma trava na vida, no meu caso a trava veio na comunicação e isso pode estar dificultando coisas que eu digo e o que tem sido dita por mim. E isso tem tudo a ver; eu já me senti muito incompreendida", disse a atriz.

Para entender potenciais ciclos de vida e até mesmo tomar decisões importantes, além de esclarecer como essa ciência milenar funciona, conversamos com Vania Gui?tzel, numeróloga com experiência desde 2017, que explicou os fundamentos e aplicações práticas dessa ciência.

 

Vania define a numerologia como uma ciência antiga, com mais de 8 mil anos, que estuda a "alma dos números". Diferentemente da matemática convencional, que trabalha com lógica racional, a numerologia aborda os números de forma esotérica, analisando sua influência na vida humana. "Tudo em nós e no mundo é numérico. Marcamos horas, datas, idades. Os números estão em tudo", explica. Segundo ela, essa ciência tem sido resgatada nos últimos anos como um instrumento valioso para o autoconhecimento.

Ao abordar a mudança de nome da artista Carolina Dieckmmann, a profissional analisou que a alteração parece ter trazido melhorias energéticas, especialmente no âmbito artístico. "Ela nasceu no dia 16, um número considerado cármico, e essa mudança pode ter equilibrado sua vibração, principalmente agora, aos 45 anos, quando o número de missão de uma pessoa se torna mais ativo", comenta. 

 

A numeróloga explicou que a mudança de um nome, hoje em dia facilitada pela legislação, pode ajudar encontrar o equilíbrio na vida. Porém, ela reforça a importância de consultar um profissional antes de alterar o nome, já que essa decisão envolve aspectos profundos da identidade. “Hoje a gente pode acrescentar, tirar, nomes, porque a gente teve uma alteração na legislação. Eu sugiro, apenas, que as pessoas busquem efetivamente o numerólogo para fazer essas alterações, porque o nome é algo sagrado”, alertou Vania.

Quanto às aplicações práticas, a numerologia pode auxiliar em decisões profissionais, relacionamentos e até na escolha de datas importantes, como casamentos ou assinaturas de contratos. "Não se trata de adivinhação, mas de um mapa que mostra potenciais e ciclos. Com esse conhecimento, a pessoa toma decisões mais conscientes", explica Vania. Ela ainda menciona que é possível usar números favoráveis em situações cotidianas, como escolher horários ou cores que vibrem em sintonia com suas energias.

 

Por fim, a numeróloga aborda um fenômeno comum: a repetição de números em relógios ou placas, como 11:11 ou 22:22. "São sinais dos anjos ou do universo, pedindo para prestarmos atenção. Quando isso acontece, é um convite para pausar, refletir e se reconectar", aconselha.

 

Dieckmmann não foi a única estrela brasileira a acreditar na transformação da vida através da numerologia. 

 

- Paolla Oliveira acrescentou um L em seu nome em 2012 após uma consulta com o numerólogo.

 

- Alinne Moraes, aos 19 anos, em 2001, decidiu fazer a consulta e recebeu a sugestão para duplicar o N no nome, além de ter substituído o I do Morais por um E. No caso da atriz, atualmente ela afirma não acreditar nisso.

 

- Sandra de Sá se consultou com um numerólogo nos anos 80 para tentar tratar de uma gagueira e foi aconselhada a incluir o "DE" entre o nome e o sobrenome. "Sou espiritualizada e não tive receio de assumir o meu novo nome publicamente, porque o que importa é a minha fé", afirmou à Época.

 

- Sheron Menezzes, em 2010, foi aconselhada a incluir um Z em seu sobrenome. A atriz contou em entrevista ao Programa do Jô optou pela mudança por acreditar em tudo que possa lhe fazer bem. "Deu certo na minha vida! Eu acho mais bonito".

 

- Vannesa Gerbeilli, a intérprete de Fernanda em 'Mulheres Apaixonadas' mudou o nome em 2021, acrescentando um N. Reconheço a numerologia como um estudo relevante, como a física quântica e outras teorias que contemplam energia. O meu nome artístico trazia um número que não era nada bom. Depois de muito ponderar, um belo dia resolvi mudar", explicou.

Indonésios "invadem" perfil de Lula nas redes sociais e respondem a críticas sobre caso Juliana Marins

  • Bahia Notícias
  • 28 Jun 2025
  • 14:51h

Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil

Usuários da Indonésia inundaram as publicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais com mensagens em resposta às críticas feitas por brasileiros ao governo indonésio após a morte da jovem Juliana Marins.

A brasileira faleceu ao cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O incidente levou muitos brasileiros a cobrar, nas redes sociais, maior agilidade no resgate e a direcionar críticas ao presidente indonésio, Prabowo Subianto.

Em tom de provocação, alguns indonésios insinuaram que os brasileiros estariam culpando a Indonésia pela tragédia sem considerar problemas internos do Brasil. Um dos comentários mencionou o acidente com um balão em Santa Catarina, que resultou em oito mortes, como forma de contra-argumentação.

Entre as mensagens deixadas no perfil de Lula no Instagram, destacam-se frases como: "Cuide do seu povo antes de criticar nosso presidente" e "Coloquem o Brasil na lista negra".

Justiça determina que Uefs adote medidas contra assédio moral após denúncias de danos à saúde mental

  • Bahia Notícias
  • 28 Jun 2025
  • 12:49h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A 3ª Vara do Trabalho de Feira de Santana concedeu uma liminar determinando que a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) adote medidas efetivas para coibir a prática ilegal em seu ambiente de trabalho, após ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), por omissão no combate ao assédio moral praticado contra servidores e trabalhadores terceirizados.

 

A decisão judicial surge após investigações do MPT, que constataram a existência de assédio moral no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), unidade vinculada à Uefs, e verificaram a falta de ações adequadas por parte da universidade para enfrentar o problema.

 

As apurações do MPT, iniciadas em 2023, revelaram um cenário de sobrecarga laboral, tratamento hostil e condutas autoritárias por parte de gestores do Cuca. A procuradora Annelise Leal, responsável pelo inquérito e pela ação civil pública, colheu depoimentos que, somados à sindicância interna da Uefs, confirmaram as denúncias e evidenciaram os danos à saúde mental dos funcionários. Laudos médicos apresentados ao MPT atestaram que diversos trabalhadores desenvolveram quadros de depressão e ansiedade, necessitando de afastamento das atividades e tratamento psiquiátrico.

 

Diante das provas apresentadas, a Justiça do Trabalho determinou que a Uefs se abstenha de permitir ou tolerar métodos que caracterizem assédio moral, incluindo situações de medo, constrangimento ou humilhação. A decisão proíbe expressamente condutas como pressão psicológica, coação, intimidação, discriminação, perseguição, abuso de autoridade e imposição de exigências abusivas, seja por meio de palavras, gestos agressivos ou punições indevidas. A universidade também foi alertada sobre a proibição de qualquer comportamento que exponha os trabalhadores a constrangimentos físicos, psíquicos ou morais, sob pena de multa de R$ 10 mil por item descumprido.

 

O processo segue em tramitação, com a primeira audiência marcada para agosto. Enquanto isso, a liminar concede proteção imediata aos trabalhadores, evitando que a demora do trâmite judicial agrave os prejuízos à sua saúde mental. Denúncias de descumprimento podem ser feitas de forma anônima no portal do MPT. A decisão, proferida pelo juiz Guilherme Ludwig, titular da 3ª Vara, foi notificada às partes no início deste mês.

Dino nega culpa por atraso em emendas após Alcolumbre e Motta cancelarem ida ao STF

  • Por Ana Pompeu | Folhapress
  • 28 Jun 2025
  • 10:43h

Foto: Gustavo Moreno / STF

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), rebateu alegações de que a corte é responsável por uma lentidão na execução de emendas parlamentares.
 

"Quanto a uma suposta lentidão na execução, há uma ideia geral de que isso foi definido exclusivamente pelo Supremo. As exposições lembraram que foi uma conversação de todos os Poderes. É um processo em curso", disse.
 

A declaração foi dada nesta sexta (27) em audiência pública chamada pelo ministro para tratar da execução das chamadas emendas impositivas ao Orçamento. Em ao menos dois momentos o magistrado abordou o tema. Ele negou haver qualquer demora no trato das liberações.
 

"Foi uma concertação de todos os Poderes que resultou na Lei Complementar 210, dirigindo o plano de trabalho. Lembrando, portanto, que este novo rito derivou de uma deliberação de todos os Poderes, não só do Supremo", afirmou.
 

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tinha a presença prevista na audiência e ensaiavam, segundo a Folha mostrou, usar o espaço para dar recados à corte sobre a matéria.
 

Ambos cancelaram, no entanto, a ida já durante o andamento da sessão.
 

O controle do Congresso sobre o Orçamento federal foi construído ao longo dos últimos dez anos e é a principal razão do atual empoderamento de deputados e senadores.
 

As emendas parlamentares somam R$ 50 bilhões ao ano. Desse valor, 77% é de caráter impositivo, ou seja, de execução obrigatória pelo governo.
 

Ainda na abertura da sessão, o ministro disse que, quando se trata de dinheiro privado, cada um gasta como bem entender, mas a verba é pública, e é preciso atenção às determinações constitucionais.
 

"O esclarecimento que faço é na suposta lentidão do STF na execução do dinheiro público. Obviamente, quando se trata do direito privado, cada um tem a plena autonomia de gastar onde, na forma, e na velocidade que desejar. No caso do direito público, é claro que existe um devido processo regrado na Constituição. Burocracia é inerente à boa aplicação do direito público. Obviamente pode haver uma complicação nos meios, mas o objeto é a fidelidade à Constituição", afirmou.
 

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), representou o Fórum Nacional de Governadores. De acordo com ele, o tema é importante para todos os níveis da federação não só porque os estados são receptores de emendas, mas porque os chefes dos executivos locais têm de gerir as emendas criadas por simetrias nas assembleias.
 

"Hoje esse mecanismo serve muito mais como instrumento de gestão política e de interesses individuais que de interesse coletivo. No meu estado, são R$ 600 milhões aplicados e as anomalias começam a acontecer, já criaram as emendas de bancada."
 

O orçamento impositivo foi aprovado em 2015 para tornar obrigatória a execução das emendas parlamentares individuais ao Orçamento. Em 2019, a exigência de pagamento foi ampliada para as emendas de bancadas estaduais.
 

Pela manhã, todas as falas foram duras em relação ao mecanismo, usando termos como "anomalia", "estado de coisas inconstitucional", "distorção" e "instrumento de interesse individuais". À tarde, os representantes das duas Casas do Legislativo defenderam o sistema.
 

Gabrielle Tatith Pereira, advogada-geral do Senado, defendeu que o surgimento das RPs (códigos de identificação) deu transparência e rastreabilidade à execução das emendas --justamente os pontos citados por Dino em boa parte das decisões.
 

"A impositividade surge como um importante instrumento de preservação das minorias parlamentares na alocação de recursos públicos orçamentários, garantindo equidade no tratamento dos entes federados e dos representantes eleitos", disse.
 

Pela Câmara, falou o advogado Jules Michelet, que reforçou o argumento das minorias parlamentares e falou, também, na democratização do orçamento, feita, segundo ele, dentre outros meios, pelas emendas.
 

"Quando a gente fala de emendas, fala com evidência anedótica. O deputado que assaltou isso ou aquilo. Mas eu trouxe casos de emendas do ano 2022: Uma de R$ 250 mil, para promoção e defesa de direitos humanos no campo das mulheres; outra de promoção e defesa de direitos humanos para todos; outra [para] promoção de direitos humanos para a população LGBTI+, e para portadores de HIV/Aids. Por que 2022? Esses parlamentares eram de oposição. Eles indicaram emendas para políticas públicas que não estavam, digamos assim, no cardápio do 'Poder Executivo de ocasião'", disse.
 

Em 2015, cada deputado e senador tinha sob seu controle R$ 16 milhões, e o governo tinha a possibilidade de não pagar nenhum centavo, se quisesse.
 

Neste ano, cada deputado indicou R$ 37,3 milhões em emendas individuais, e cada senador, R$ 68,5 milhões. No caso das bancadas, cada estado receberá R$ 528,9 milhões. Agora, o governo é obrigado a executar esses valores.
 

O aumento estimado total, segundo cálculos do economista Felipe Salto, foi de 700%. De acordo com ele, os problemas são de falta de transparência, ineficiência do uso dos recursos, e uma enorme dificuldade para execução da política fiscal, além do fato de amarrar o Executivo.
 

"É importante devolver ao Executivo a gestão do orçamento. 92% está no piloto automático. Os outros 8% estão cada vez menores. O Executivo só tem isso para entregar metas fiscais mínimas com vistas à sustentabilidade fiscal", disse, na audiência.
 

Márcia Semer, representando a Associação Advogadas e Advogados Públicos para a Democracia, afirmou que a introdução da figura das emendas impositivas constituiu uma subversão do modelo definido pela Constituição.
 

"Trata-se de usurpação ilegal e ilegítima de competência própria do Executivo, cuja nulidade merece ser reconhecida por este STF. Ainda, ferem de morte o principio de impessoalidade, que orienta a despersonalização da administração pública com a intenção de dissociar a política pública da pessoa do político. Ela ressuscita a figura do politico benfeitor, para a realização de uma obra determinada sem qualquer lastro com politicas organicamente estruturada, receita certa do fracasso da nação", afirmou.
 

A professora de finanças públicas da FGV Élida Pinto relacionou o mecanismo a escândalos históricos do Parlamento.
 

"Faz 31 anos que o Congresso Nacional teve uma CPI sobre os anões do orçamento. E esse mesmo problema se repete, e me lembra a música do Cazuza: 'Eu vejo o futuro repetir o passado'. As recomendações da CPMI eram para controlar transferências voluntárias", disse.
 

Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu a atuação harmônica e uma negociação madura entre os Poderes para a solução do tema. "Para isso, é fundamental que cada instância respeite o papel da outra, evitando o acentuamento de conflitos que possam interditar o progresso e perturbar a busca do interesse público", disse.
 

Messias afirmou que as ações em discussão foram apresentadas antes da edição da lei complementar de novembro de 2024, editada após o diálogo institucional visando a consensos entre os Poderes.
 

A fala do ministro focou no que chamou de avanços depois das primeiras decisões do Supremo, dos diálogos entre os Poderes e da lei do fim de 2024.
 

"A lei complementar 210 apresenta avanço significativo no controle do crescimento das emendas, ao estabelecer um limite de crescimento vinculado ao crescimento das despesas discricionárias para as emendas impositivas e à inflação para as emendas discricionárias", afirmou Messias.
 

Segundo informações da AGU, já existem 20 portarias cardápios, que são as normas dos ministérios a respeito da alocação das emendas.
 

As emendas ao Orçamento são o instrumento usado pelos parlamentares para enviar dinheiro para obras e investimentos em suas bases eleitorais. Os recursos costumam ser trocados por apoio nas eleições, e parte da verba também é objeto de investigações sobre supostos desvios e fraudes.

Operação da Polícia Militar apreende grande quantidade de drogas em Vitória da Conquista

  • Bahia Notícias
  • 28 Jun 2025
  • 08:17h

Foto: 78° CIPM/Vitória da Conquista

Na manhã da sexta-feira (28) uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de uma grande quantidade de drogas e materiais relacionados ao tráfico em um imóvel localizado no bairro Urbis 2, em Vitória da Conquista. A operação foi conduzida pelo Pelotão Tático Operacional (PETO) 07, após denúncia anônima de um morador da Rua Deraldo Mendes, que relatou atividades suspeitas na residência.

 

Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos por uma mulher identificada como Yasmin, que afirmou ser moradora do imóvel. Mesmo do lado de fora, os agentes já perceberam um forte odor de maconha, o que levantou suspeitas e motivou uma busca no interior da casa. Durante a vistoria, foram encontrados diversos tabletes de substâncias análogas a cocaína, crack e maconha, além de uma balança de precisão, dois aparelhos celulares e cadernos com anotações detalhadas sobre a movimentação financeira do esquema ilícito.

 

De acordo com o relatório da ocorrência, a polícia apreendeu quatro tabletes de substância semelhante à cocaína, doze tabletes análogos ao crack e 355 porções de maconha, além de outros materiais como aparelhos celulares, cadernos de anotações e uma balança digital.

 

A ação foi registrada sob o número 2025 DTE e contou com o apoio da Assessoria de Comunicação da 78ª Companhia Independente de Polícia Militar (78° CIPM).

STF reconhece limitações do Marco Civil da Internet e estabelece novas regras para redes sociais

  • Por Aline Gama /Bahia Notícias
  • 27 Jun 2025
  • 16:42h

Foto: Ton Molina / STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade parcial e progressiva do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014). O dispositivo, que exigia ordem judicial específica para responsabilizar provedores por danos causados por conteúdos de terceiros, foi considerado insuficiente para proteger direitos fundamentais. A decisão estabelece novas regras para responsabilização civil de plataformas como redes sociais, marketplaces e serviços de mensagem, em casos que envolvam crimes graves, discurso de ódio e desinformação.

 

De acordo com o Supremo, os provedores de aplicações de internet poderão ser responsabilizados civilmente, nos termos do artigo 21 do Marco Civil, por danos decorrentes de conteúdos ilícitos, mesmo sem ordem judicial prévia. A exceção se aplica a crimes contra a honra, em que a remoção poderá ser feita por notificação extrajudicial. Além disso, em casos de replicação em massa de conteúdos ofensivos já reconhecidos judicialmente, as plataformas serão obrigadas a remover publicações idênticas sem necessidade de novas decisões da Justiça.

 

A Corte decidiu também que há presunção de responsabilidade dos provedores quando o conteúdo ilícito estiver vinculado a anúncios pagos ou redes artificiais de distribuição, como robôs (bots) e contas automatizadas. Nesses casos, a responsabilização poderá ocorrer independentemente de notificação, a menos que a plataforma comprove ter agido com diligência para remover o material.

 

O STF estabeleceu um "dever de cuidado" mais rigoroso para plataformas em casos de circulação massiva de conteúdos ilícitos graves. Provedores que não agirem rapidamente para remover materiais relacionados a crimes como terrorismo, incitação ao suicídio, discurso de ódio (racial, homofóbico ou transfóbico), violência contra a mulher, pornografia infantil e tráfico de pessoas poderão ser responsabilizados por "falha sistêmica". Isso ocorre quando a plataforma deixa de adotar medidas preventivas ou de moderação adequadas, violando seu dever de atuar com transparência e cautela.

 

A aplicação do artigo 19 foi mantida para provedores de e-mail, serviços de mensagem privada (como WhatsApp e Telegram) e aplicações de reuniões por vídeo, desde que respeitado o sigilo das comunicações. Já os marketplaces (plataformas de comércio online) passarão a responder conforme o Código de Defesa do Consumidor, aumentando sua responsabilidade em transações fraudulentas ou produtos ilegais.

 

A decisão impõe ainda obrigações adicionais às plataformas, como a criação de sistemas de notificação, devido processo legal e relatórios anuais de transparência sobre remoção de conteúdos e impulsionamento pago. Todas as empresas com atuação no Brasil deverão manter representação local, com poderes para responder judicialmente, prestar informações às autoridades e cumprir decisões judiciais.

 

O ministro Nunes Marques afirmou que a responsabilidade civil na internet é principalmente do agente que causou dano, não do que permitiu a veiculação do conteúdo. Ele considera que o MCI prevê a possibilidade de responsabilização da plataforma, caso sejam ultrapassados os limites já previstos na lei. Para o ministro, essa questão deve ser tratada pelo Congresso Nacional.

STF autoriza quebra de sigilo telefônico de Félix Mendonça Jr. em nova fase da Operação Overclean

  • Bahia Notícias
  • 27 Jun 2025
  • 14:38h

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra do sigilo telefônico do deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT), no âmbito da quarta fase da Operação Overclean. A medida faz parte de um conjunto de ações autorizadas pela Corte, que inclui o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão realizados nesta sexta-feira (27).

A operação é conduzida de forma integrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações apuram suspeitas de desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares.

Além do parlamentar, também são alvos da operação um assessor do deputado e prefeitos de municípios baianos. As diligências buscam aprofundar a apuração de supostas irregularidades envolvendo a destinação e aplicação de verbas públicas.

A operação Overclean está em sua quarta fase e segue sob a supervisão do STF.

IBGE: taxa de desemprego no país cai a 6,2% em maio e emprego com carteira assinada bate recorde

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 27 Jun 2025
  • 12:35h

Foto: Governo do Paraná

Depois de ter subido a 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, a taxa de desemprego no Brasil teve uma expressiva queda nos meses de março, abril e maio, e encerrou o período chegando a 6,2%. O resultado ficou próximo à taxa mais baixa já registrada na série histórica, que foi de 6,1% no trimestre setembro-outubro-novembro de 2024. 

Além da redução de 0,6% na taxa de desocupação, o mercado de trabalho atingiu um patamar recorde no contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado: esse número chegou a 39,8 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em maio, com crescimento de 3,7% ante igual trimestre do ano passado. 

Esses são alguns dos resultados apresentados pela Pnad Contínua Mensal, elaborada pelo IBGE. O estudo foi divulgado na manhã desta sexta-feira (27). 

De acordo com a Pnad Contínua, a taxa de desocupação no Brasil para o trimestre de março a maio de 2025, de 6,2%, resultou em uma queda de 1% frente ao mesmo trimestre do ano de 2024 (7,1%). Essa taxa atual, quando comparada ao primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revela queda ainda maior, já que naquela ocasião, em maio de 2023, o desemprego estava em 8,3%. 

Outro destaque da Pnad Contínua divulgada nesta sexta foi a quantidade de desalentados em todo o país. Este dado mostrou fortes quedas, de 10,6% comparada ao trimestre encerrado em abril, e de 13,1% ante o mesmo período de 2024.    

Os números do IBGE revelam também que de março a maio de 2025, cerca de 6,8 milhões de pessoas estavam desocupadas no Brasil. Na comparação com o trimestre móvel anterior (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025), no qual 7,5 milhões de pessoas não tinham ocupação, esse indicador recuou 8,6%, equivalente a menos 644 mil pessoas. 

Por outro lado, comparado a igual trimestre do ano anterior, quando existiam 7,8 milhões de pessoas desocupadas, houve recuo de 12,3%, uma redução de 955 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.

Já a quantidade de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em maio deste ano era de aproximadamente 103,9 milhões, avanço de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, quando havia no Brasil 101,3 milhões de pessoas ocupadas, ocorreu alta de 2,5% (mais 2,5 milhões de pessoas). 

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), por sua vez, atingiu 58,5%, expansão de 0,6% ante o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (58%). Confrontado ao mesmo trimestre do ano anterior (57,6%), esse indicador teve variação positiva de 1%.          

Outro dado positivo revelado pela Pnad Contínua está na taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada). Essa taxa ficou em 14,9%, caindo 0,8% na comparação com o trimestre anterior (15,7%). 

O estudo mostra ainda que houve evolução no rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos, que chegou a R$ 3.457 no trimestre de março a maio de 2025. Esse resultado registrou crescimento de 3,1% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. 

E por fim, foi verificado um novo recorde na massa de rendimento real habitual (a soma das remunerações de todos os trabalhadores). Essa massa de rendimento real atingiu R$ 354,6 bilhões, subindo 1,8% no trimestre, um acréscimo de R$ 6,2 bilhões, e aumentando 5,8% (mais R$ 19,4 bilhões) no ano. 
 

Em votação simbólica, Senado ratifica projeto da Câmara e decreto do governo que aumentou IOF foi derrubado

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 26 Jun 2025
  • 14:20h

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Menos de duas horas depois de ter sido aprovado pela Câmara, o projeto que susta os efeitos do decreto do governo federal que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Senado também aprovou a proposição, na noite desta quarta-feira (25), e a matéria agora será promulgada e publicada no Diário Oficial. 

 

Assim que sair a publicação, o decreto 12.499/25, editado pelo governo para modificar os decretos anteriores sobre as alíquotas do IOF, terá seus efeitos cancelados. Apesar da derrubada do decreto, os recursos que foram arrecadados durante a sua vigência, desde o dia 22 de maio, não serão devolvidos e irão se inserir no reforço de arrecadação que a equipe econômica busca para cumprir as metas do arcabouço fiscal. 

 

A derrubada do decreto fez voltar a valer as regras sobre o IOF que vigoravam anteriormente à publicação do primeiro decreto, em maio. Desta forma, o governo retoma a cobrança do imposto com as alíquotas que eram cobradas até então.

 

"Como medida de segurança jurídica, inclusive para a atuação da administração fazendária e cobrança regular do imposto em questão, o substitutivo prevê expressamente o restabelecimento da redação do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, vigente anteriormente às alterações promovidas pelos três decretos sustados", afirmou o relator no parecer.

 

No Senado, a votação foi simbólica para a aprovação do projeto de decreto legislativo 214/2025, de autoria do líder da Oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS). Ao projeto do deputado do PL foram apensados outras 14 propostas com o mesmo teor. 

 

A discussão no plenário do Senado se deu entre os poucos parlamentares presentes na sessão desta quarta. A semana está sendo esvaziada por conta dos festejos juninos. 

 

Em defesa da projeto para sustar a medida, os senadores de oposição fizeram críticas a iniciativas da equipe econômica do governo de aumento de impostos, e afirma que o IOF não é um imposto com fim “arrecadatório”. 

 

Por outro lado, parlamentares governistas defenderam que as mudanças nas alíquotas são necessárias para garantir o equilíbrio fiscal e evitar novo contingenciamento de recursos de programas sociais. Essa foi a linha de argumentação, por exemplo, do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA).

 

O senador baiano também criticou a quebra de um acordo para que a matéria fosse votada apenas nas próximas semanas. Wagner disse que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde desta quarta, e que ele disse que estava aguardando a decisão do Senado para depois discutir os próximos passos do governo. 

 

“O Presidente, do alto dos seus 79 anos, da experiência que carrega e da legitimidade que tem, é um homem sempre tranquilo, mesmo nas situações de adversidade, e, portanto, ele vai esperar as nossas votações e, depois, provavelmente, gostará de ter uma conversa tanto com o presidente da Câmara, Hugo Motta, quanto com o do Senado, Davi Alcolumbre. Mas ele acha que o decreto já foi amenizado, o decreto foi fruto de um acordo. E, de repente, o acordo, que é a mola mestra da existência da Câmara dos Deputados e do Senado, não é cumprido”, afirmou o líder do governo.

 

O decreto editado pelo governo em 11 de junho, que mudou o texto dos decretos anteriores, promoveu uma “recalibragem”, e ajustou a expectativa de arrecadação da elevação do IOF para R$ 10 bilhões no ano de 2025. Antes, a versão original, publicada em maio, previa uma receita de aproximadamente R$ 20 bilhões com a elevação das alíquotas. 

INSS prepara mudanças na licença-maternidade das autônomas e prevê gasto de R$ 12 bi em 2026

  • Por Cristiane Gercina | Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 18:16h

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai mudar as regras para concessão da licença-maternidade das trabalhadoras autônomas a partir de julho. A medida atende a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), tomada em março de 2024.
 

O impacto aos cofres públicos é de gasto extra de R$ 12 bilhões em 2026, R$ 15,2 bilhões em 2027, R$ 15,9 bilhões em 2028 e de R$ 16,7 bilhões em 2029, segundo a Previdência Social.
 

Neste ano, a mudança deve exigir adicional de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,7 bilhões, já considerando ações de revisão para quem teve o benefício concedido neste período —de março de 2024 a junho de 2025— com as regras antigas.
 

Em março de 2024, os ministros do Supremo consideraram inconstitucional a regra de pagamento do salário-maternidade para autônomas, que determina no mínimo dez contribuições ao INSS, ante a norma para trabalhadora contratada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que tem o benefício ao pagar uma contribuição.
 

A decisão foi tomada ao julgar a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.110, de 1999, que contestava parte da reforma da Previdência do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). A reforma foi considerada constitucional, essa norma, não.
 

Até então, a regra para liberar o benefício a segurados que contribuem com o INSS por conta própria exige no mínimo dez pagamentos à Previdência. A diferenciação foi trazida na reforma da Previdência de 1999, implantada por meio da lei 9.876.
 

A norma vigorou por mais de 20 anos. Para as trabalhadoras contratadas pelo regime da CLT, basta apenas uma contribuição para ter direito ao afastamento por parto, adoção ou aborto.
 

Os ministros debatiam a constitucionalidade da reforma, em especial às regras que mudaram o cálculo das aposentadorias, criando o fator previdenciário. Na ocasião, a corte aprovou a reforma, mas mudou a norma para quem tem filhos e derrubou a tese que garantia a aposentados do INSS a revisão da vida toda.
 

Por seis votos a cinco, os ministros disseram que o artigo 25 sobre a licença-maternidade era inconstitucional. Neste caso, a partir de agora, qualquer segurada poderá ter o benefício após ter feito ao menos um pagamento.
 

A inconstitucionalidade foi defendida pelo ministro Flávio Dino, que substituiu Rosa Weber. Seu posicionamento foi seguido por Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Edson Fachin.
 

Foram contra Kassio Nunes Marques, relator da ação, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
 

A licença-maternidade é o período de afastamento da trabalhadora em razão do nascimento ou da adoção de filho, aborto espontâneo ou legal e parto de natimorto. No caso de quem é segurado autônomo do INSS, o benefício se chama salário-maternidade e é pago para mulheres ou homens que comprovem o direito.
 

A licença foi criada em 1943 na aprovação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tinha duração de 12 semanas (84 dias) e era paga pelo empregador.
 

Atualmente, o benefício é de até 120 dias (cerca de quatro meses) para trabalhadoras celetistas que não fazem parte de empresas-cidadãs e no INSS. Para as demais, incluindo as servidoras públicas, o benefício é de até 180 dias (cerca de seis meses).
 

Neste período, a mãe, o pai (em caso de morte da mulher durante a licença) ou um dos integrantes de casal homoafetivo que adotou têm direito ao emprego e salário garantidos por lei.
 

A remuneração é paga pelo empregador, no caso de trabalhadoras com carteira assinada, ou pelo INSS para quem é autônoma, trabalhadora rural, MEI (microempreendedora individual) e desempregada.
 

Para as situações em que o INSS é responsável pelo pagamento, o benefício pode ser chamado também de auxílio-maternidade.
 

*
 

QUEM TEM DIREITO AO SALÁRIO-MATERNIDADE?
 

Trabalhadora com carteira assinada
 

Contribuinte individual (autônoma) e facultativa (estudante, por exemplo)
 

MEI (microempreendedora individual)
 

Trabalhadora doméstica
 

Trabalhadora rural
 

Desempregada
 

Cônjuge ou companheiro (se a mãe morrer durante a licença)
 

No caso de casal homoafetivo que adotar criança, um deles terá direito se cumprir os requisitos

Em decisão que surpreendeu o governo, Motta anuncia votação de projeto que derruba decreto do IOF e já define relator

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 25 Jun 2025
  • 16:11h

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Apesar do esvaziamento do Congresso Nacional devido aos festejos juninos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou para a sessão desta quarta-feira (25) no plenário a votação do projeto que susta o decreto do governo federal que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

 

Hugo Motta surpreendeu o governo com o anúncio da votação, feito em suas redes sociais no final da noite desta terça (24). O presidente também, já escolheu o relator do projeto de decreto legislativo que será colocado em votação: o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que foi o autor do requerimento de criação da CPI do INSS na Câmara. 

 

Na semana passada, a Câmara aprovou, por 346 votos a favor e 97 contra, a urgência para a tramitação do projeto de decreto legislativo que susta o decreto governamental. Na ocasião, a urgência foi colocada para o PDL 314/2025, de autoria do líder da Oposição, deputado Zucco (PL-RS). 

 

O presidente da Câmara, entretanto, decidiu anexar este PDL e outros 14 a um outro projeto, o PDL 313/2025, de autoria da deputada Daniela Reinehr (PL-SC). O projeto tem o mesmo teor do anterior, para sustar os efeitos do decreto 12.499, editado em 11 de junho. 

 

Inicialmente o governo editou o decreto 12.466, no dia 22 de maio, para elevar as alíquotas do IOF. Um dia depois, em 23 de maio, editou outro decreto, o 12.467, modificando alguns pontos da medida anterior, em um recuo após diversas críticas recebidas pela equipe econômica. 

 

Posteriormente, logo depois de uma reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre (União-Ap), o governo editou um terceiro decreto, o 12.499, em 11 de junho, modificando pontos do decreto anterior. É este último decreto que agora pode vir a ser derrubado pelo Congresso Nacional. 

 

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse ter sido surpreendido com a decisão de Hugo Motta de votar o projeto. Ainda na madrugada de hoje, em postagem na rede X, Lindbergh criticou a decisão da votação com a maior parte dos deputados fora de Brasília. 

 

“Como deputado e líder do PT, fui surpreendido com a divulgação da pauta de votações de amanhã. Entre os temas a serem apreciados, está o PDL que anula o Decreto do IOF. Em sessão virtual? Esse é um assunto sério demais para o país!”, afirmou. 

 

No meio da manhã desta quarta, o líder do PT pediu, em suas redes sociais, que a sociedade se mobilize contra a votação do projeto de decreto legislativo. O deputado afirma que o decreto trata de “justiça tributária”, e não de aumento de impostos. 

 

“A medida é sobre justiça tributária, fazer com que os ricaços, que pagam nada ou muito pouco hoje, deem sua parcela de contribuição para o ajuste fiscal. Nós não vamos aceitar que um novo corte de gastos de mais R$ 20 bilhões recaia sobre programas sociais, os trabalhadores, os mais pobres e a classe média. O debate é sobre quem paga a conta. Há uma pressão de setores poderosos para não mexer no privilégio dos moradores da cobertura”, disse o líder petista. 

 

Se o projeto for aprovado na Câmara, seguirá para ser apreciado pelos senadores. Caso também seja aprovado no Senado, o decreto do governo sobre o IOF será invalidado. 

 

Caso o decreto seja efetivamente derrubado pelos parlamentares, os recursos que foram arrecadados durante a sua vigência, desde o dia 22 de maio, não serão devolvidos. 

Haddad associa nova alta da Selic a Campos Neto e diz que não dá para dar 'cavalo de pau'

  • Por Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 12:12h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (24) que a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros é uma herança do ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, que deixou o cargo em dezembro para ser sucedido por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 

"Essa alta, sendo muito honesto, quem é do ramo sabe que falo a verdade, foi contratada na última reunião da qual participou o Roberto Campos, em dezembro. É como se tivesse estabelecido uma contratação futura da taxa. Não dá para dar cavalo de pau em política monetária, vai perder credibilidade. Tem que ter muita cautela", disse Haddad à Record News.
 

Na entrevista, Haddad também disse que está preocupado com o nível atual da taxa Selic, em 15%, e que a considera muito restritiva considerando as projeções de inflação.
 

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na semana passada elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, levando-a para o patamar mais elevado desde julho de 2006. Segundo a ata da reunião, divulgada na manhã desta terça, o colegiado viu a necessidade de manter os juros mais altos por tempo maior do que o previsto para conter a atividade econômica.
 

A última reunião do Copom com Campos Neto na presidência foi a de dezembro, quando a Selic foi fixada em 12,25% ao ano. Desde então, houve quatro reuniões com Galípolo no comando do BC, em janeiro, março, maio e junho. Em todos os encontros a Selic subiu, acumulando uma elevação de 2,75 pontos percentuais no período.
 

O ministro também disse na entrevista que o problema da inflação de alimentos está sendo corrigido, mas continua sendo um ponto de atenção. Em maio, o aumento de preços da categoria desacelerou de 0,83% em abril para 0,02%, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a menor taxa em nove meses.
 

Segundo Haddad, o país também precisa congelar as discussões sobre o aumento dos gastos públicos a menos que haja alguma situação emergencial.
 

O ministro afirmou que é hora de dar o exemplo de parcimônia para garantir maior crescimento no futuro. "Quanto mais poupança nós fizermos, o Brasil tem a chance de entrar num ciclo virtuoso, crescer mais e por um longo período".
 

Neste mês, o governo Lula publicou uma MP (medida provisória) para elevar a arrecadação de impostos e compensar o recuo na alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
 

Na MP estão inclusos o aumento da taxação de apostas esportivas e a mudança na tributação de instituições financeiras. Também foi publicado o novo decreto do IOF, que recalibrou para baixo o aumento do tributo anunciado em maio.
 

Com a medida, o governo tem focado principalmente em medidas arrecadatórias, mas parte do mercado continua a criticar a falta de ajustes pelo lado das despesas e a demonstrar desconfiança em relação ao compromisso do governo com as metas fiscais.
 

Haddad disse que apesar do clima de resistência às medidas no Congresso, está otimista de que se chegará a um acordo. "Briga, discute, diverge, mas aí vamos pelo país e baixa um espírito de responsabilidade geral para nós avançarmos um pouco mais", disse.
 

Relatório de acompanhamento fiscal da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado Federal, divulgado nesta terça mostra que a União terá um déficit primário de R$ 83,1 bilhões ao fim de 2025, dentro da meta prevista no arcabouço fiscal.
 

Haddad também confirmou que o governo Lula estuda formas de alavancar o crédito imobiliário no Brasil.
 

"O Brasil tem o crédito imobiliário na casa de 10% do PIB. Tem país como o Chile que é 30%. Tem países como a Austrália que é mais de 100% do PIB. Então, nós temos uma avenida para percorrer", disse Haddad.
 

"E neste momento, nós tivemos uma longa reunião com o presidente Lula para explorar novos instrumentos de crédito imobiliário, com garantia, para que o juro seja baixo, para que a gente possa alavancar uma indústria fundamental para o desenvolvimento do país, que é a indústria da construção civil."

Moraes é alvo de questionamentos após veto a gravar acareação alegando risco de vazamento

  • Por Cézar Feitoza | Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 10:20h

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (24) um pedido das defesas do processo sobre a trama golpista para gravar a acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general e ex-ministro Walter Braga Netto.
 

Segundo Moraes, a negativa seria importante para evitar que os réus fossem submetidos a pressões indevidas e a instrução do processo não sofresse com possíveis vazamentos da audiência.
 

"O pedido foi indeferido uma vez que a acareação é ato de instrução do Juízo e não ato da defesa e para evitar pressões indevidas, inclusive por meio de vazamentos pretéritos do que seria ou não perguntado aos corréus, que poderiam comprometer a instrução processual penal", diz trecho da ata da audiência.
 

Este foi o primeiro ato do processo sobre a trama golpista que não foi gravado. O procedimento diverge do adotado nos depoimentos das testemunhas e nos interrogatórios dos réus.
 

Para o professor de direito processual penal da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) Gustavo Badaró, a acareação é um "prolongamento do interrogatório" dos réus. Por esse motivo, deve-se privilegiar a gravação da audiência.
 

"Não me parece que haja nada específico ou peculiar nas acareações que justifique que ela tenha um tratamento de registro excepcional, diferente dos outros atos jurídicos. Ela deve seguir a mesma regra geral, que é, preferivelmente, gravação em audiovisual", disse.
 

A negativa de Moraes causou protestos das defesas dos réus do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O advogado José Luis Oliveira Lima, defensor de Braga Netto, disse que a decisão do ministro do Supremo violou a prerrogativa da advocacia.
 

"A defesa precisa registrar que teve sua prerrogativa violada. Todos os atos deste processo foram gravados e a opinião pública teve acesso. Nesse caso, que é um ato processual fundamental para pegar os detalhes da fala de cada um, infelizmente -respeitando, evidentemente, o ministro-relator- esta defesa pediu que o ato fosse gravado e foi negado", disse.
 

Quatro advogados que participaram da audiência informaram à Folha que, ao negar o pedido, Moraes fez um comentário em tom jocoso com a defesa de Braga Netto.
 

O pano de fundo da piada era o fato de Oliveira Lima ter pedido ao Supremo, no início do mês, que o depoimento de Braga Netto não fosse transmitido pela TV Justiça sob o risco de a espetacularização do processo e a superexposição do réu gerarem prejuízos.
 

Moraes disse aos advogados que não fazia sentido o advogado pedir agora a filmagem da acareação se antes tinha criticado a exposição dos atos processuais. Esse argumento não está na ata da audiência divulgada pelo Supremo e aprovada pelas defesas.
 

Oliveira Lima decidiu apresentar uma representação à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para informar sobre o caso e requerer apoio da entidade diante das alegadas violações às defesas no processo.
 

O documento deve ser entregue à OAB até quinta-feira (26). Procurada, a entidade não se manifestou. A assessoria do STF informou que Moraes se manifesta sobre o caso somente nos autos.
 

Chefe da equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o advogado Celso Vilardi disse que causou uma "enorme surpresa" a negativa de Moraes. Para ele, a decisão do ministro prejudica o andamento do processo.
 

"Todos os demais atos do processo foram transmitidos, alguns inclusive até para vocês da imprensa. E eu achei que foi lamentável não ter sido transmitido hoje porque, na verdade, o delator fez o que tem feito reiteradamente: ele mentiu e, no meu modo de ver, foi desmoralizado", afirmou.
 

O advogado Matheus Milanez, da defesa do ex-ministro Augusto Heleno, também questionou a decisão de não se filmar a acareação entre os réus.
 

"Na gravação você pode ver a cara das pessoas, a entonação da voz, o jeito que se mexe. Isso agrega na formação de convencimento. Mas este ato é manual? No século 21, tudo digital, tudo gravado? Fica a oitiva de testemunha por vídeo, o interrogatório presencial e a acareação pessoal, mas não gravada", disse.
 

A defesa de Mauro Cid foi a única a não apresentar contrariedade com a falta de filmagem da acareação. A advogada Vânia Bitencourt disse à Folha de S.Paulo que a audiência teve poucos resultados práticos para o processo.
 

"Para fazer uma acareação, você tem que estar muito seguro de que vai derrubar as contradições do outro. Isso não ocorreu. Foram só provocações. O Cid estava muito seguro", disse.
 

O Supremo fez nesta terça duas acareações no processo sobre a trama golpista. Ficaram frente a frente Mauro Cid e Braga Netto por cerca de uma hora e meia. Depois, a audiência seguiu com o confronto entre as versões do ex-ministro Anderson Torres -que é réu- e do ex-chefe do Exército Marco Antônio Freire Gomes, testemunha no processo.

Alcolumbre busca apoio a projeto que aumenta número de deputados, mas Senado se divide

  • Por Thaísa Oliveira | Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 08:03h

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

Às vésperas da votação no Senado do projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531, senadores contam votos, afirmam que a Casa está dividida e consideram imprevisível o resultado do placar.
 

Tanto o relator do projeto, senador Marcelo Castro (MDB-PI), como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passaram os últimos dias ligando para os colegas para pedir apoio ao projeto, cujo impacto no primeiro ano é estimado em quase R$ 65 milhões.
 

Senadores favoráveis ao aumento de vagas na Câmara afirmam ter conseguido os 41 votos necessários, de um total de 81, para aprovar a proposta no plenário do Senado nesta quarta-feira (25), mas admitem que a conta está apertada.
 

Além do corpo a corpo feito por cardeais da Casa, a votação remota facilita a aprovação por garantir um quórum maior durante a sessão. Com as festas de São João, senadores foram liberados para participar de forma virtual de todas as votações desta semana.
 

O projeto chegou a ser incluído na pauta do Senado de quarta-feira da semana passada para votação presencial, mas foi adiado por falta de votos. Castro chegou a afirmar à coluna Painel que, pelas contas informais daquele dia, com o Congresso esvaziado, apenas cerca de 30 senadores votariam a favor.
 

Pesquisa Datafolha mostra que 76% dos brasileiros são contra o aumento; apenas 20% são a favor.
 

Segundo relatos, Alcolumbre prometeu ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se esforçar para aprovar a medida. O senador afirmou a líderes que o assunto dizia respeito à Câmara e, por isso, deveria ser decidido por eles -cabendo ao Senado apenas referendar o que foi feito.
 

Já Castro tem argumentado que uma eventual redistribuição do número de deputados federais pelo país a ser feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e mantendo a quantidade atual de cadeiras acabaria sendo prejudicial ao Nordeste. Dos 7 estados que perderiam vagas, 5 são da região, incluindo o Piauí, de Castro.
 

"Eu quero que nesta quarta o Senado vote e aprove o projeto que veio da Câmara. Estamos fazendo agora o que deveríamos ter feito em 1993. Claro que não posso impedir que alguém apresente um texto substitutivo [alternativo]", disse Castro à reportagem nesta terça.
 

A Câmara dos Deputados calcula em R$ 64,6 milhões por ano o aumento de custos com a criação das vagas, incluindo salários, benefícios e estrutura para os 18 novos parlamentares.
 

O Departamento de Finanças da Casa distribuiu uma nota para informar que, se for aprovado, o projeto "não importará na necessidade de nenhum acréscimo ao orçamento atual desta Casa, que continuará respeitando rigorosamente o teto de gastos".
 

O relator também tem rebatido o argumento de que haverá aumento de gastos com emendas parlamentares porque o valor é definido no Orçamento a partir de percentual fixo da receita corrente líquida.
 

Alcolumbre afirmou a senadores que o projeto será votado nesta semana, independentemente do desfecho. Na mesma linha, Castro promete defender a votação nesta quarta para que o Congresso não seja mais uma vez acusado de omissão pelo Judiciário.
 

A redistribuição de vagas foi exigida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de um pedido do Pará para evitar que estados cuja população cresceu nos últimos anos fiquem sub-representados. Se a readequação não for aprovada até 30 de junho, o próprio TSE fará isso.
 

Em vez de remanejar as 513 cadeiras entre os estados e o Distrito Federal, a Câmara decidiu criar mais 18, contemplando aqueles que tiveram aumento populacional segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
 

Caso a mudança seja aprovada, ganham novos deputados os estados de Pará e Santa Catarina (4 cada um), Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte (2 cada), Goiás, Ceará, Paraná e Minas Gerais (1 cada).
 

Se o número de 513 deputados federais for mantido, perdem parlamentares as bancadas do Rio de Janeiro (4), Bahia (2), Paraíba (2), Piauí (2), Rio Grande do Sul (2), Alagoas (1) e Pernambuco (1).
 

Um dos parlamentares contrários ao aumento, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma ter ouvido de colegas a possibilidade de votação de um texto que faça apenas uma nova divisão entre as unidades federativas, sem aumento de vagas.
 

Neste cenário, diz, a Câmara dos Deputados poderia reverter a mudança feita pelos senadores -ficando com todo o ônus político de aumentar o número de deputados.
 

"Eles não têm votos para aprovar o projeto, o Senado vai rejeitar. A população está acompanhando esse assunto de perto. Até mesmo deputados que votaram a favor votariam contra hoje", diz.

Bolsonaro declara apoio a ataques dos EUA ao Irã e reforça foco em formar bancada no Senado

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2025
  • 16:13h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais neste domingo (22) para manifestar apoio aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra o Irã.

Em publicações, Bolsonaro compartilhou imagens ao lado do ex-presidente norte-americano Donald Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Na foto com o líder israelense, ele incluiu a legenda: “Dê-me 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil”.

No sábado (21), o ex-mandatário afirmou que recebeu a missão do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de articular candidaturas ao Senado nas eleições de 2026. Segundo Bolsonaro, o objetivo é fortalecer a presença do partido na Casa Alta para, segundo ele, “reequilibrar os Poderes” e viabilizar uma “democracia de verdade”.

A declaração faz referência à prerrogativa do Senado de analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pauta defendida por Bolsonaro e seus aliados. O STF, por sua vez, analisa processos contra o ex-presidente sob a acusação de tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do Poder 360.