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Se a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff manteria seu mandato, caso os deputados votassem segundo a avaliação das lideranças de seus partidos. O GLOBO ouviu nesta quinta-feira os líderes dos 17 maiores partidos da Casa. Segundo esse levantamento, Dilma teria hoje o respaldo de pelo menos 258 dos 513 deputados, 86 votos a mais do que os 172 necessários para se manter no poder. Segundo esse levantamento, a oposição contaria com 182 adeptos. Os votos dos 17 partidos cujos líderes aceitaram falar somam 454 parlamentares. Embora os números sejam absolutos, as certezas, como disse um deputado, são voláteis. Pelos cálculos dos líderes partidários, toda a oposição votará a favor do impeachment: DEM, PSDB, Solidariedade e PPS somariam 99 votos. Dos partidos governistas, PT, PCdoB e PSOL já se posicionaram em sua totalidade contra o impeachment. Junto com PDT e Rede, que disseram que vão caminhar na mesma direção, Dilma já tem cem votos garantidos.
PMDB ESTÁ DIVIDIDO
De todos os partidos ouvidos, só o PRB não quis fazer nenhum cálculo. Embora tenha um ministério desde o início do segundo mandato de Dilma (Esporte, ocupada por George Hilton), a infidelidade tem sido uma marca recorrente da sigla. A maior incógnita é o PMDB do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ). O líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), embora reticente em falar em números, tem uma estimativa: — Eu diria que 60% dos peemedebistas são contra o impeachment, 20% a favor e outros 20% indefinidos. No PR, outro partido da base aliada, mas cujos representantes votarão contra a admissibilidade do processo para cassação do mandato de Cunha no Conselho de Ética, o líder Maurício Quintela Lessa (AL) disse que encaminhará o voto da bancada, de 34 parlamentares, contra o impeachment, mas já adianta que pelo menos seis parlamentares devem se manifestar a favor. No recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB), o líder Domingos Neto (CE) estimou que dois terços da bancada de 20 deputados serão contra o impeachment, o que garantiria 12 votos para Dilma. O PSD, outro partido que comanda um ministério (Gilberto Kassab, das Cidades), calcula que um terço de seus representantes votarão contra a presidente. Mas um deputado da legenda tem outro cálculo. Na opinião dele, quando o processo chegar ao plenário, 80% do partido devem se posicionar a favor do impeachment. — Quem vai querer salvar o mandato da Dilma e depois nunca mais ser eleito? — questiona o parlamentar. O PDT, que ganhou o Ministério das Comunicações na reforma ministerial para garantir uma base mais sólida, disse que votará em peso com o governo. A bancada pedetista tem 18 deputados.
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(Foto: Divulgação)
A manhã desta quinta-feira (3) foi agitada em Zurique, capital da Suíça. Horas depois da operação que prendeu os presidentes da Conmebol, José Ángel Napout, e da Concacaf, Alfredo Hawit, em um hotel, o Comitê Executivo da Fifa se reuniu e aprovou por unanimidade um pacote de reformas que vinha sendo formulado desde maio, quando a primeira operação policial prendeu membros da entidade, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que aceitou a extradição e responde o processo em prisão domiciliar nos Estados Unidos. A reunião foi aberta pelo camaronês Issa Hayatou, que apesar do clima de tensão citou a felicidade em aprovar as medidas. Entre as novidades, os executivos pré-aprovaram a ampliação da Copa do Mundo, que pode passar de 32 para 40 seleções participantes. O item vai passar por mais duas análise. Caso aprovado, o novo formado pode começar a valer a partir do Mundial de 2026. Outras mudanças aprovadas foram o limite máximo de três mandados (12 anos) na presidente da entidade e a maior participação das mulheres na entidade, a ideia é de que a presença feminina seja de pelo menos 30% no órgão. Os executivos aprovaram também a divulgação anual dos vencimentos de todos os participantes do comitê e da diretoria. Vice-presidente da CBF, Fernando Sarney foi o único representante Sul-Americano na reunião. Em comunicado ele afirmou que vai cumprir sua agenda mesmo após as prisões.
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Ao se manifestar sobre a aceitação do pedido de impeachment anunciado hoje pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidenta Dilma Rousseff disse há pouco, em pronunciamento no Palácio do Planalto, que recebeu a notícia com indignação, relembrando seu mandato é exercido com base em escolha democrática pelo povo. Segundo a presidenta, são “inconsequentes e inconsistentes” as ações contra ela. “Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições em busca de satisfazer os meus interesses”, afirmou. Ela rechaçou a possibilidade levantada pela imprensa de que poderia haver uma negociação por votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados em favor da abertura de processo de cassação do presidente da Câmara em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment. “Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a Justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública.” Em um discurso breve no Palácio do Planalto, na presença de seus ministros que cuidam da articulação política, Dilma pediu tranquilidade e confiança nas instituições públicas. “Não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país. Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no Estado Democrático de Direito.
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Durante a votação do projeto de lei que altera a meta fiscal nesta quarta-feira (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez o anúncio de que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi acatado. "Não faco isso com nenhuma felicidade...o País passa por uma situação difícil, o governo passa por inúmeras crises, tanto política quanto econômica...Não causa felicidade a ninguém isso. Ao mesmo tempo, com a decisão, o processo tem de ser enfrentado. E, se for aceito, o Congresso soberano o enfrentará... Se não for aceito, vai ser um assunto que não vai mais ficar sendo debatido no País", afirmou o parlamentar em entrevista coletiva. Os 34 pedidos de impedimento de Dilma, número passado por Cunha, repercutiram de imediato na mídia e também pelas redes sociais. Cerca de uma hora após a declaração, às 19h, o termo Eduardo Cunha já era o terceiro mais popular nos Trending Topics brasileiros.
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A sessão do Congresso destinada aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei que muda a meta fiscal de 2015. Neste momento, os parlamentares votam os destaques. O projeto altera a meta fiscal de 2015 de R$ 66,3 bilhões de superávit para R$ 119 bilhões de déficit e é considerado fundamental pelo governo para cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A sessão começou com obstrução da oposição. Dois requerimentos dos oposicionistas, um para inversão da pauta e outro para inversão de preferência, foram rejeitados pelo plenário. O projeto deveria ter sido votado na última semana, mas a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e a votação da Medida Provisória 688 fizeram com que a sessão fosse adiada para esta semana. Na terça (1º), os parlamentares limparam a pauta conjunta da Câmara e do Senado votando os quatro vetos que estavam trancando os trabalhos. No entanto, com a noite já avançada, o quórum não se manteve suficiente para a apreciação do projeto d elei. O ministro Nelson Barbosa está no Congresso para se reunir com o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) e trabalhar pela aprovação da mudança da meta fiscal. Um decreto de contingenciamento foi editado esta semana para tentar frear os gastos públicos enquanto a meta fiscal não é aprovada. Ele pode ter os efeitos suspensos após a aprovação do projeto.
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O posicionamento favorável de deputados petistas à admissibilidade da investigação contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve resultar no início do processo que pode culminar com o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Circulam fortes rumores na tarde desta quarta-feira (2) de que Cunha deve instaurar o processo nas próximas horas, com a consequente publicação dos detalhes no Diário Oficial desta quinta (3). Segundo parlamentares próximos ao presidente da Câmara Federal, o peemedebista não admitiu a falta de articulação do governo para tentar inviabilizar o processo contra ele no Conselho de Ética. A sessão do órgão, prevista para começar às 14h desta quarta, foi encerrada minutos após o presidente da Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), tentar dar prosseguimento à pauta, que incluía também a apreciação do parecer contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Com o encerramento da sessão, o processo contra Cunha só terá o parecer apreciado na próxima terça (8).
Foto: Ananda Borges/Câmara dos Deputados
O Congresso Nacional adiou para esta quarta-feira (2) a votação do projeto de lei que autoriza a mudança da meta fiscal do governo para este ano. Segundo a Agência Brasil, os parlamentares chegaram a começar uma votação para inverter a pauta, mas, por falta de quórum, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu encerrar a sessão e convocar outra para hoje às 12h. Caso o PLN 5/15 seja aprovado, o governo poderá fechar o ano com déficit primário de até R$ 119,9 bilhões. A mudança da meta fiscal também permitiria a suspensão do decreto que contingenciou R$ 10,7 bilhões e coloca em risco a realização de eleições por meio eletrônico no ano que vem. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), acusou a oposição de estar obstruindo a aprovação do projeto. “O país corre o risco de paralisar se não for votado o projeto de alteração da meta nesta semana”, afirmou o petista. Quando a sessão foi encerrada, 226 deputados tinham registrado presença no plenário e eram necessários, no mínimo 257. Ainda segundo a Agência Brasil, o líder da minoria na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), defende que a oposição continue sendo feita, pois o governo é reincidente ao não cumprir a meta fiscal. “Foi assim no ano passado”, argumentou.
(Foto: Reprodução)
A lei da meia-entrada, publicada no Diário Oficial em 6 de outubro, começa a valer nesta terça (1º). Após dois meses de adaptação, uma cota de 40% limita a quantidade de ingressos que podem ser vendidos pela metade do preço para acesso a cinemas, teatros, casas de show e estádios de futebol. O benefício é permitido para estudantes, jovens de baixa renda com idades entre 15 e 29 anos e portadores de deficiência. Com a lei em vigor, a carteirinha padronizada do estudante passa a valer, o que torna o antigo documento emitido pelas universidades não mais aceito. Os alunos que ainda não possuem a carteira oficial devem solicitá-lo a órgãos representativos, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) e outros. No caso de jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos, a meia-entrada será permitida para aqueles que tiverem inscrição no CadÚnico, sistema que centraliza acessos aos programas sociais do governo. Além disso, eles deverão apresentar a Identidade Jovem, documento de identificação que será emitido pela Secretaria Nacional de Juventude. Já os portadores de deficiência, devem apresentar o cartão Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social ou documento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comprove direito á meia-entrada.
- Tribuna da Bahia
- 02 Dez 2015
- 07:01h
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Em reunião com Dilma, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa foi enfático ao defender a necessidade de aprovação urgente da meta fiscal para 2015 no Congresso. Caso contrário, a partir de sexta-feira (4/12), o governo ficará paralisado, conforme explicação dada pelo ministro aos líderes da base. Barbosa disse sexta-feira é o prazo para o país “aguentar”. Caso contrário, “não haverá dinheiro para nada”. A orientação do Planalto é tentar votar tudo, mesmo que a sessão adentre a madrugada. Para ilustrar a gravidade da situação, Barbosa chegou a comparar com o chamado "shutdown" nos Estados Unidos ocorrido em 2013. O Brasil, segundo o ministro, estaria em situação semelhante. Esse "apagão" da administração pública implicaria em suspensão de serviços e não pagamento de credores.
Diante disso, na reunião, o governo adotou “prioridade zero” para a sessão marcada para esta noite, que terá que vencer a votação dos vetos pendentes, que trancam a pauta, para depois apreciar o PLN-05, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, autorizando o governo a fazer um déficit de quase R$ 120 bilhões. Após participar de reunião com a presidente Dilma Rousseff, ministros da coordenação política e demais lideres da base, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), falou da estratégia traçada pelo Planalto. “A presidente considera que é essencial para o país e que aprovado o PLN-05 hoje pelo Congresso, imediatamente os efeitos do decreto de contingenciamento estão suspensos, portanto a normalidade institucional retoma e os pagamentos daauilo que é fundamental para não paralisar o país correm normal e naturalmente”, disse Guimarães. Na tentativa de retomar a normalidade, no entanto, o governo ainda esbarra na desarticulação da base após ter tido seu líder no Senado, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso na semana passada pela operação Lava Jato, acusado de tentar atrapalhar as investigações. Além disso, outro obstáculo para o Planalto é a sessão do Conselho de Ética da Câmara, que deve votar o parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), que pede a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha espera lealdade dos três deputados do PT que fazem parte do colegiado e ameaça colocar em andamento um dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Guimarães sustentou o discurso de que esses dois episódios (Cunha e Delcídio) não devem influenciar no trabalho do Congresso e apelou para o discurso já ensaiado no Planalto de que os problemas envolvendo os dois aliados são "internos do Congresso".
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Rejeição das contas do governo de 2014 pelo TCU também deve ser analisada, diz Marcus Furtado
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ainda não tem uma posição fechada sobre o apoio a um eventual pedido de impeachment da presidenta Dilma Rouseff. Na última sexta-feira, 27, uma comissão formada por cinco conselheiros da Ordem emitiu parecer contrário ao impeachment, mas nesta terça-feira, 1º, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, disse que será recomendado ao Conselho Federal que aprecie a análise do pedido de impeachment, bem como a rejeição das contas do governo de 2014 no Tribunal de Contas da União (TCU). Para os dirigentes da Ordem, a entidade deve se debruçar também sobre outros fatos, como a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado.
"O Conselho Federal é a instância máxima de decisão da OAB. Tenho convicção de que o colegiado tomará a decisão mais sábia sobre este grave assunto", disse Marcus Vinícius. Para o presidente da Seção da OAB no Paraná, Juliano Breda, a entidade não deve levar em conta apenas a recomendação da rejeição das contas feita pelo TCU. "Estaríamos deliberando em pouca parte do cenário todo. Entendo que a crise política tomou proporção gigantesca", destacou Breda. Já Marcos da Costa, presidente da Seção da OAB em São Paulo, ressaltou que a sociedade espera que a Ordem debata o tema com a grandeza e a dimensão necessárias. A reunião do Conselho Federal da OAB que vai decidir se amplia a análise da questão doe impeachment será às 16h30 em Brasília.
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Em ação inédita no país, foi lançado nesta terça-feira (1º) em São Paulo um novo serviço ao cidadão que permitirá a emissão do Cadastro de Pessoa Física (CPF) no momento em que é feito o registro da certidão de nascimento. Por meio de convênio entre a Receita Federal e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), os cartórios vão informar os dados do recém-nascido ou da pessoa a ser registrada pelo sistema online e, imediatamente, o número do CPF será repassado e impresso na certidão sem nenhum custo. De acordo com Marcelo Barreto, superintendente substituto da Receita Federal em São Paulo, a medida será estendida agora à tarde ao Rio de Janeiro e na quarta-feira (2) a todo o país. Ele lembrou que, atualmente, para ter acesso ao CPF os interessados têm de procurar um dos postos da rede conveniada (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e agências dos Correios) e pagar a taxa de R$ 7,00.
A partir de agora, o serviço passa a ser gratuito, “eliminando discrepâncias e facilitando a vida do cidadão”, disse Barreto. A medida, conforme o superintendente, é uma demanda antiga da sociedade e, por meio dela, a Receita poderá fazer um cruzamento da base de dados de forma segura, evitando eventuais tentativas de fraudes. “Todos saem ganhando com isso”, afirmou Barreto. Ele informou que, anualmente, são expedidos em São Paulo em torno de 500 mil CPFs. De acordo com ele, o governo pretende lançar no primeiro semestre do próximo ano a mesma sistemática para o caso de adolescentes que vão tirar o primeiro documento de identificação, o Registro Geral (RG), que é emitido pelas secretarias de Segurança Pública. A diretora da Arpen, Monete Hipolito Serra, que é registradora civil do Distrito de Jaraguá, na zona noroeste de São Paulo, informou que o novo serviço não causará qualquer impacto na rotina dos 836 cartórios do estado e que os cidadãos continuarão a receber o documento na hora da solicitação. “Essa medida vai agilizar a emissão para quem pretende, por exemplo, abrir um plano de previdência para o filho que acabou de nascer, em casos de doação de imóvel e inscrições em programas sociais ou ainda no acesso a remédios que são distribuídos de graça na área de saúde”, acrescentou.
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Patrões podem imprimir guia do FGTS do empregado doméstico hoje (Foto: Reprodução/TV Bahia)
A partir desta terça-feira (1º), o empregador doméstico poderá emitir a guia para pagamento do FGTS relativo à antecipação da primeira metade do 13º salário. O documento vence no dia 7 de dezembro, junto com a guia de recolhimento das obrigações tributárias de novembro. A primeira parcela do 13º tinha que ser paga ao empregado doméstico ontem. A guia poderá ser emitida no site usado para o pagamento de tributos do empregado doméstico (eSocial). O pagamento dos tributos sobre a segunda metade do 13º terá que ser feito somente em 7 de janeiro. Nesse caso, terá que ser recolhido não só o FGTS, mas os demais impostos e contribuições sobre todo o valor do 13º, como o INSS. A segunda metade do 13º salário tem que ser paga ao empregado até o dia 20 de dezembro. O patrão que não pagou até ontem - último dia do prazo - a guia referente a outubro terá que emitir novo documento, com multa de 0,33% ao dia, no limite de 20% do salário pago, e juros conforme a taxa Selic. O cálculo do total a ser pago à Receita é calculado pelo próprio sistema.
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Depois do aumento significativo do número de crianças com microcefalia, que passou de 147 no ano passado para 1.248 este ano, um grupo de mães do Facebook resolveu criar a campanha informativa "Eu Amo Alguém com Microcefalia". Segundo Lucélia Freitas, mãe de Crystian, de 13 anos, que tem microcefalia, “as pessoas começaram a falar como se fosse contagiosa, de forma depreciativa, sem saber do que se trata e isso magoa as famílias de quem tem alguém especial” Lucélia disse que a ideia da campanha é divulgar informações pelas redes sociais sobre essa malformação, que pode surgir durante a gestação e também depois do nascimento. Além disso, as organizadoras querem dar suporte às famílias que estão recebendo o diagnóstico.
As causas são as mais variadas, podem ser desde alterações genéticas a infecções, como as causadas por citomegalovírus e por toxoplasmose, e o uso de álcool e drogas durante a gravidez. No último sábado (28), o Ministério da Saúde confirmou que os novos diagnósticos estão relacionados à infecção das gestantes pelo vírus zika, que começou a circular no Brasil este ano, relação inédita na literatura médica de todo o mundo. A microcefalia, que é quando a pessoa tem a cabeça pequena, é um sinal. Precisamos ir atrás do que causou”, afirmou a neuropediatra Vanessa Van der Linden, do Hospital Barão de Lucena e presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente, ambos no Recife, em entrevista à Agência Brasil. O recém-nascido deve ter pelo menos 33 centímetros de perímetro cefálico, medida feita em volta da cabeça, na área logo acima dos olhos. Quando essa medida não ultrapassa os 32 centímetros, a medicina considera um caso de microcefalia. De acordo com a especialista, os novos casos que surgiram em Pernambuco tinham sinais parecidos com os causados por agentes infecciosos, porém, ao serem examinados para toxoplasmose e citomegalovírus, os agentes mais comuns, o resultado era negativo. “A relação com o zika veio quando percebemos que as mães citaram exantema (manchas vermelhas) durante a gravidez”, relatou a médica que, ao perceber o aumento de casos, acionou o governo do estado. Vanessa contou que as crianças serão acompanhadas por especialistas, com avaliação visual, cardíaca e auditiva, para ver o que vem junto desses novos casos. “É uma doença nova, temos que avaliar. Por exemplo, citomegalovírus dá muita deficiência auditiva, que às vezes aparece até o fim do primeiro ano do bebê. Esses casos são totalmente novos no mundo e a avaliação tem que ser contínua para ver o que vem junto [da microcefalia]. Com inúmeros fatores causadores, a microcefalia não tem um padrão de sequelas. Alguns conseguem ter vida normal, outros não conseguem andar ou falar e são muitos os que têm comprometimento mental. Há ainda casos que vêm acompanhados de cegueira, catarata, surdez, problemas cardíacos, no aparelho digestivo e epilepsia. Em muitos casos, o acompanhamento de especialistas, com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e neurologistas, pode diminuir as consequências da malformação, mas os estímulos têm que ser feitos o quanto antes.
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A presidente Dilma Rousseff abriu seu discurso na 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, nesta segunda-feira (30), em Paris, classificando o rompimento da barragem de Mariana "como o maior desastre ambiental da história do Brasil", prometendo punições severas para os responsáveis. "A ação irresponsável de uma empresa provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do Rio Doce", disse a presidente. "Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia".
Para a presidente, o Brasil tem sofrido com os efeitos do fenômeno El Niño. "O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros", argumentou. "Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força". O assunto foi o segundo tratado em seu discurso, logo depois que a presidente expressou sua solidariedade às vítimas do terrorismo em Paris.
Acordo global
Dilma também defendeu a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários.
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A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira, 30, em seu discurso na 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), em Paris, a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários. Em sua declaração, Dilma classificou ainda incidente na bacia hidrográfica de Mariana como "o maior desastre ambiental da história do Brasil", culpando "empresas" que serão "punidas severamente". O discurso da chefe de Estado brasileira foi feito ao mesmo tempo em que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falaram em outras salas, o que dissipou sua audiência. "Estamos aqui em Paris para construir uma resposta conjunta que só será eficaz se for coletiva e justa", argumentou a presidente. "A melhor maneira de construir soluções comuns é a nossa união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso que limite nesse século a elevação da temperatura média global a 2ºC."
Foi nesse momento que a brasileira defendeu que o acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto como grande marco legal da luta contra as mudanças climáticas, tenha caráter obrigatório. "Devemos construir um acordo que seja também, e fundamentalmente, legalmente vinculante", afirmou. "O nosso acordo não pode ser um simples resumo das melhores intenções de todos. Ele definirá caminhos e compromissos que devemos percorrer para juntos vencermos o desafio planetário do aquecimento global." O discurso deixa nas entrelinhas a porta entreaberta para que o Brasil apoie a proposta de um acordo que tenha cláusulas obrigatórias, e outras sem esse caráter. Essa é a tendência indicada pela secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres.
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