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- Por Luciana Cavalcante | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 16:24h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um dos elevadores do Hospital Oncológico Infantil despencou deixando seis profissionais de saúde feridos, em Belém, na noite deste sábado (5).
Havia 11 profissionais no elevador; seis se feriram. A informação é do sindicato dos auxiliares técnicos de enfermagem do Pará.
Acidente aconteceu no horário da troca de plantão, por volta das 23h. "O elevador travou no quinto andar e despencou. Ele só parou porque a porta caiu e travou entre o terceiro e o quarto andar. Se não fosse isso a situação seria ainda pior", disse Marly Groeff, presidente do sindicato.
Imagens gravadas pelos profissionais de saúde mostram o desespero de quem estava no elevador após o resgate. "Nós acompanhamos para que recebessem atendimento no próprio hospital com dores nas costas, pernas. Uma delas foi atendida no pronto socorro e encaminhada para fazer exames porque estava com muita dor no joelho, além de todo abalo emocional", afirma Groeff.
Feridos trabalham no primeiro andar do hospital, mas precisaram ir para outro por conta de problemas no ponto eletrônico. O sindicato registrou uma ocorrência no Ministério Público do Trabalho.
O UOL entrou em contato com governo do estado e aguarda um posicionamento. A matéria será atualizada quando houver retorno.
- Por Catarina Scortecci | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 14:28h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Duas pessoas morreram na tarde deste sábado (5) em um acidente envolvendo um carrinho elétrico no Mátria Parque de Flores, localizado na Rodovia ERS-235, em São Francisco de Paula (a cerca de 113 quilômetros de Porto Alegre), no nordeste do Rio Grande do Sul.
As vítimas são um homem e uma mulher de 61 anos, de Porto Alegre. Elas não tiveram os nomes divulgados pela Polícia Civil, que apura o caso. A polícia foi acionada pelo parque por volta das 16h30.
Segundo o registro policial, as mortes ocorreram com a queda de um carrinho elétrico recreativo de aluguel em um dos lagos do parque. Não há informação sobre quem conduzia o carrinho no momento do acidente.
"As circunstâncias do fato serão apuradas no curso do inquérito policial, incluindo a investigação de falhas técnicas, análise de imagens e oitivas de testemunhas", informou a delegada Fernanda Aranha.
Segundo ela, a perícia criminal foi acionada e houve a apreensão do carrinho elétrico. Os corpos das vítimas seguiram para necropsia.
O perfil do parque no Instagram informa que o local oferece carrinhos, scooters e bicicletas elétricas para locomoção dentro do espaço.
Em uma rede social, o parque publicou uma nota na qual relata "com profundo pesar que ocorreu um acidente envolvendo um veículo dentro das dependências do parque".
"Desde os primeiros instantes, nossa equipe prestou todo o suporte necessário às pessoas envolvidas, além de acionar e colaborar de forma imediata e integral com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos", continua a nota.
Também informa que o local foi fechado neste domingo. A reportagem não conseguiu falar com a administração do estabelecimento.
"Neste momento de dor, expressamos nossa mais sincera solidariedade às famílias impactadas por esse episódio tão triste. Compartilhamos o sentimento de luto e nos colocamos à disposição para o que for necessário", diz.
O site do parque, que fica na região dos Campos de Cima da Serra, afirma que o local é "o maior parque de flores das américas" com "30 jardins diferentes inspirados nas artes e no mundo botânico". Também há dois restaurantes e é possível realizar eventos no local.
- Por Folhapress
- 07 Jul 2025
- 12:20h
Foto: Fernando Frazão / EBC
Como parte da estrutura de segurança para a cúpula do Brics, que acontece no Rio de Janeiro, a Polícia Federal colocou em operação um esquema de segurança com atiradores de elite (snipers) em prédios próximos ao Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo.
Segundo a PF, a principal função dos agentes é a de buscar e neutralizar ameaças no perímetro do evento.
"A atuação desses especialistas exige treinamento contínuo e aprimoramento constante. Eles dedicam grande parte de seu tempo ao desenvolvimento das habilidades necessárias para desempenhar essa função complexa, que demanda uma série de requisitos técnicos e táticos para sua execução eficaz", afirmou a corporação em comunicado divulgado neste domingo (6).
Com a presença de chefes de Estado e de governo de mais de 20 países, a 17ª Cúpula do Brics transformou o Rio de Janeiro em zona de segurança máxima no período do evento, de 5 a 8 de julho. A operação, que conta com mais de 20 mil agentes das Forças Armadas e de forças de segurança estaduais, inclui o fechamento temporário do aeroporto Santos Dumont, no centro, neste domingo (6) e nesta segunda-feira (7).
No sábado, a FAB (Força Aérea Brasileira) interceptou três aeronaves que sobrevoavam a área restrita delimitada pelo Brasil durante a cúpula.
Duas aeronaves foram interceptadas para verificação de dados do voo e autorizações. Os modelos não foram especificados pela Aeronáutica.
Os comandos das aeronaves foram orientados a mudar a rota e seguiram acompanhados por caças A-29 Super Tucano, destacados para atuar contra riscos à segurança do evento.
- Bahia Notícias
- 07 Jul 2025
- 10:30h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A ex-modelo Cristina Mortágua, ícone dos anos 1990 e ex-musa do carnaval, foi internada em uma clínica psiquiátrica após sofrer um surto psicótico. A informação foi confirmada neste domingo (6) pela própria família da artista, em um comunicado divulgado nas redes sociais.
De acordo com o texto, Cristina apresentou comportamento “descontrolado” nos últimos dias e chegou a ferir “emocional e fisicamente pessoas próximas, incluindo familiares”. A nota relata ainda que ela vinha fazendo uso de medicamentos por conta própria, o que teria agravado sua condição mental.
“Diante da gravidade da situação, a família tomou a difícil, porém necessária, decisão de interná-la em uma clínica psiquiátrica, onde está recebendo os cuidados médicos adequados. Estamos priorizando sua recuperação com todo o carinho e responsabilidade”, diz um trecho do comunicado.
Nos últimos meses, Cristina já havia demonstrado sinais de instabilidade emocional em publicações nas redes sociais. Em uma delas, chegou a anunciar a própria morte e, em outra ocasião, afirmou ter sido expulsa de casa por familiares. A situação despertou preocupação entre fãs e seguidores.
A ex-modelo também fez desabafos públicos envolvendo conflitos familiares. Em uma postagem recente, Cristina acusou a própria mãe de comportamento abusivo e relatou episódios de abandono emocional. “Ela está chamando meu filho de viadinho e dizendo que é bem feito ele não arrumar emprego... Estou fraca, preciso dormir, pelo amor de Deus. Me ajudem”, escreveu em um dos relatos.
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 08:13h
Foto:Fernando Frazão / Agência Brasil
Os líderes do Brics manifestaram apoio à presidência de Dilma Rousseff no NDB (Novo Banco de Desenvolvimento) na declaração final da cúpula no Rio de Janeiro, divulgada neste domingo (6). O elogio público ocorre em meio a críticas à gestão da brasileira.
Dilma foi reconduzida no comando do banco do Brics para um mandato de cinco anos após articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ela fosse indicada pela Rússia. A ex-presidente do Brasil, que assumiu a chefia do banco em março de 2023, no lugar de Marcos Troyjo, deve sua posição, agora no segundo mandato, ao autocrata Vladimir Putin.
"Apoiamos plenamente a liderança da presidente Dilma Rousseff, cuja recondução recebeu forte apoio de todos os membros, e saudamos o firme progresso do banco em direção à sua consolidação como uma instituição global para o desenvolvimento e a estabilidade", diz trecho do comunicado.
"Essa trajetória reflete nosso compromisso compartilhado de fortalecer mecanismos financeiros que promovam o desenvolvimento inclusivo e sustentável no Sul Global [termo em referência aos países emergentes]", acrescenta.
Dilma é alvo de críticas por má gestão na instituição desde que assumiu o comando do banco do Brics. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a brasileira deixou um rastro de metas atrasadas, relatos de assédio moral e demissões –ao menos 46% dos funcionários brasileiros (14) deixaram o NDB no período.
Nos bastidores, a situação é descrita como disfuncional e de paralisia, com acusações de atraso no cumprimento da maioria das metas estratégicas para o período 2022-2026.
No comunicado, os líderes dizem que o banco do Brics –criado em 2014– "se prepara para embarcar em sua segunda década de ouro de desenvolvimento de alta qualidade". "Reconhecemos e apoiamos seu crescente papel como um agente robusto e estratégico de desenvolvimento e modernização no Sul Global", diz o documento.
No texto, os países ressaltam a capacidade do banco de "mobilizar recursos, fomentar a inovação, expandir o financiamento em moeda local, diversificar as fontes de financiamento e apoiar projetos impactantes que promovam o desenvolvimento sustentável, reduzam a desigualdade e promovam investimentos em infraestrutura e integração econômica."
No Brasil, Dilma anunciou que foram aprovados US$ 6,3 bilhões em financiamento para 29 projetos no país. Segundo ela, desse montante, US$ 4 bilhões foram desembolsados.
Na ocasião, a brasileira afirmou que uma das metas do banco é aumentar o volume de captação e financiamento em moedas locais para fortalecer os mercados domésticos.
Os países do Brics disseram também apoiar "firmemente" a expansão adicional do número de membros do NDB. Na reunião anual do banco, no Rio, a presidente anunciou a aprovação da entrada da Colômbia e do Uzbequistão. O NDB passa a contar com 11 membros –além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já se somaram os Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Egito e Argélia.
"Reconhecemos e incentivamos a contínua expansão do seu número de membros e o fortalecimento de sua estrutura de governança, que aumentam a resiliência institucional e a eficácia operacional, para continuar a executar seu propósito e funções de forma justa e não discriminatória", afirma trecho da declaração.
- Por Laura Intrieri | Folhapress
- 06 Jul 2025
- 08:30h
Foto: Lula Marques/Agência PT
O PT chega às eleições internas neste domingo (6) enfrentando ao menos dois desafios estruturais: o envelhecimento de seus filiados e a concentração de seu poder em governos de estaduais no Nordeste.
Pessoas de até 34 anos representam apenas 8,32% dos filiados, segundo levantamento feito pela Folha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2010, essa faixa etária compunha 25,46% dos militantes petistas --uma redução de 17,14 pontos percentuais em 14 anos. No mesmo período, o conjunto dos partidos brasileiros perdeu cerca 10 pontos percentuais de filiados nesse estrato, indo de 19,31% a 9,36%.
O partido tem quatro candidaturas para o comando da direção nacional: o favorito, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e apoiado pelo presidente Lula; Valter Pomar, Romênio Pereira e o deputado federal Rui Falcão (SP).
A disputa ocorre enquanto partido de Lula, mesmo tendo reconquistado o Palácio do Planalto, opera com uma estrutura partidária profundamente transformada por quase uma década de crises.
As lideranças, por outro lado, não foram renovadas de modo a acompanhar e responder a tais mudanças, de acordo com Marco Antônio Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
"O PT certamente passa por um processo de envelhecimento, e isso é percebido porque os principais nomes do partido hoje em dia ainda são os que participaram da própria fundação do PT. Naquela época, eles eram 'os jovens' da legenda", diz.
Dados obtidos pela coluna Painel mostram que o pleito da legenda terá 4,3% dos candidatos com menos de 30 anos --os comandos estaduais e municipais também serão escolhidos neste domingo.
O PL, partido de Jair Bolsonaro (PL), que abriga figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira, teve um respiro e, de 2022 a 2024, elevou a fatia de filiados com menos de 34 anos de 7,48% para 9,1%.
A Operação Lava Jato marca um divisor de águas na trajetória do PT. Entre 2014 e 2018, o partido perdeu a presidência com o impeachment de Dilma Rousseff, viu sua bancada federal cair de 68 para 56 deputados --o menor número desde 1998-- e perdeu o governo de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país.
A queda foi ainda mais expressiva considerando que o PT havia atingido seu recorde de 91 deputados federais em 2002, no primeiro ano de governo Lula.
A volta de Lula à Presidência foi uma vitória, mas, considerando-se os governos estaduais, a legenda, que já governou 23,7% da população brasileira, hoje administra 14,6%, sem nenhum estado fora do Nordeste.
Mesmo com o retorno do petista ao Palácio do Planalto, a bancada federal se recuperou apenas parcialmente, com 67 deputados em 2022. Fortaleza é a única capital com prefeito do PT: Evandro Leitão, um político egresso do PDT.
"A paulada da Lava Jato foi forte e o PT vai sentir isso durante muito tempo, ainda mais porque não se renovou", avalia Teixeira.
No Congresso, episódios recentes expõem a dificuldade com o encolhimento da bancada. Nas votações sobre o aumento do IOF, partidos com 14 ministérios se uniram à oposição e votaram contra o governo.
Os 383 votos a favor da derrubada dos decretos de Lula contaram com mais da metade dos votos de PP (que deu 100% dos seus votos contra Lula), União Brasil (97% da bancada), Republicanos (95%), MDB (93%) e PSD (60%).
Entre os partidos de esquerda, 94% da bancada do PDT votou contra o governo. No PSB de Alckmin, a rebelião ficou em 60%.
A sucessão de Lula quando o petista deixar a política permanece uma incógnita. Não há consenso em torno de figuras já cotadas para assumir o lugar, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O envelhecimento do partido permitiu que a geração fundadora mantivesse controle sobre a máquina partidária, bloqueando renovações genuínas, de acordo com o professor da FGV.
"Pensar no futuro pós-Lula é urgente, mas, quando você vê lideranças novas, quem são? A [vereadora] Luna Zarattini, aqui em São Paulo, que vem de uma família de políticos [neta do ex-deputado Ricardo Zarattini (1935-2017)]. O [vereador de Belo Horizonte] Pedro Rousseff, sobrinho da Dilma", diz.
"O PT teve dificuldade de ingressar naquilo em que a juventude hoje está dialogando, que são as redes sociais, o TikToks, o Instagram", aponta Teixeira.
Ele aponta que, enquanto isso, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e coletivos como o movimento negro capturam a atenção dos mais novos com pautas específicas.
"Os movimentos da esquerda têm mais essa característica de trabalhar com as identidades, enquanto os movimentos mais da direita são mais temáticos. O debate do empreendedorismo, por exemplo, que hoje pega muito jovens, principalmente por conta do trabalho com aplicativo, não é um debate liderado pelo PT", afirma o professor.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 16:37h
Foto: Victor Piemonte/STF
Dois dias depois de o governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), oito partidos decidiram protocolar ação com objetivo contrário, o de assegurar a validade da decisão tomada pelas duas casas do Congresso.
A ação protocolada por União Brasil, Republicanos, Progressistas, PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante busca fazer com que o Supremo Tribunal Federal reconheça que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o decreto presidencial que reajustou as alíquotas do IOF.
Os partidos afirmam que a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.
Assim como havia acontecido com a ação protocolada pelo Psol para reverter a derrubada do decreto pelo Congresso, e com a iniciativa da AGU no mesmo sentido, a iniciativa conjunta dos oito partidos também deve ser direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro foi sorteado inicialmente para ser o relator da ação impetrada pelo Psol.
A ação que será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes passou a contar também com a participação do PL. O partido pediu para integrar, como terceira parte interessada, a ação do governo no STF contra a decisão do Congresso. A legenda solicitou, nesta quinta (3), o seu ingresso como amicus curiae (ou amigo da Corte).
O partido justificou que deveria ser aceito no processo pois conta com ampla representação no Congresso Nacional. Além disso, segundo a sigla, a figura do amicus curiae “revela-se como instrumento de abertura do Supremo Tribunal Federal à participação popular na atividade de interpretação e aplicação da Constituição”.
A figura do amicus curiae, embora não seja parte no processo, pode fornecer subsídios ao julgador, e no caso do PL, a participação será no sentido de defender a decisão do Congresso de aprovar o projeto de decreto legislativo.
- Por Claudinei Queiroz | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 14:33h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A morte da brasileira Juliana Marins no monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, está provocando uma pequena revolução no turismo local. Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Turismo local anunciou que intensificará os protocolos de segurança em todas as trilhas do país asiático, principalmente, no Monte Rinjani.
Essa decisão ocorreu após uma revisão dos protocolos de segurança e supervisão com o Ministério do Meio Ambiente, a Basarnas (Agência de Busca e Salvamento) e governos locais.
"Evitamos que este incidente se repita. O ministério aumentará a supervisão e avaliação para garantir que todas as atividades em atrações turísticas extremas sigam os regulamentos e padrões aplicáveis por meio de monitoramento", disse o vice-ministro para desenvolvimento de destinos e infraestrutura, Haryanto Dhanutirto, à imprensa local.
Entre as ações a serem tomadas está intensificar a fiscalização de agências de viagens certificadas, de operadores e guias turísticos para melhorar os aspectos de segurança e proteção nas atrações extremas.
De acordo com Dhanutirto, o Ministério do Turismo também propôs a construção de um centro de resgate e treinamento para carregadores e guias de montanha para desenvolver suas competências de resgate.
"Para acompanhamento a médio prazo, equipamentos adicionais de comunicação de emergência serão fornecidos para postos de apoio, guias, carregadores e outros", acrescentou.
Outros esforços a médio prazo incluirão a adição de equipamentos de emergência em postos de apoio como uma etapa inicial de salvamento antes da chegada da equipe oficial de resgate, treinamento em resgate de emergência para guias de montanha e carregadores, e digitalização da Rota Rinjani 360 para materiais de orientação para alpinistas, informou o oficial.
A longo prazo, o governo planeja construir postos de apoio adicionais na rota de escalada e equipar cada posto com equipamentos de resgate de emergência.
"Também colaboraremos com a Basarnas para garantir que guias turísticos e carregadores tenham passado por treinamento de segurança e proteção para fornecer primeiros socorros aos turistas antes da chegada da equipe SAR", acrescentou Dhanutirto.
Paralelamente, a polícia da ilha de Lombok anunciou na segunda (30) que já ouviu testemunhas e inspecionou o local onde Juliana caiu para tentar identificar se houve qualquer tipo de irregularidade na morte dela.
O corpo da publicitária chegou ao Brasil na noite de terça (1º), trazido pela FAB (Força Aérea Brasileira), que fez o transporte de Guarulhos (SP) até a Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio.
No dia seguinte, o Instituto Médico Legal do Rio realizou uma nova autópsia. Segundo o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, o exame começou às 8h30 e durou pouco menos de duas horas e meia.
Dois peritos legistas da Polícia Civil conduziram o exame, que foi acompanhado por um perito da Polícia Federal, um assistente técnico da família e pela irmã de Juliana, Mariana Marins. O laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
E nesta sexta-feira (4) será realizado o velório no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ), cidade onde ela vivia com a família. A cerimônia de despedida será aberta ao público até meio-dia e depois será restrita à família e amigos das 12h30 às 15h. Na sequência, o corpo será cremado.
- Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 10:20h
Foto: Instagram
A defesa de Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, apresentou um recurso contra a decisão provisória que concedeu a Murilo Huff a guarda unilateral do pequeno Léo, fruto da relação do artista com a Rainha da Sofrência, morta em 2021.
De acordo com o portal LeoDias, o agravo ao processo foi apresentado à Justiça na quinta-feira (3), dia em que a defesa de dona Ruth apresentou uma nota repudiando a exposição ao neto.
No pronunciamento oficial, o advogado Robson Cunha afirmou que a decisão "contraria frontalmente o parecer do Ministério Público, que manifestou de forma contrária à concessão da tutela de urgência requerida pelo genitor, demonstrando a fragilidade dos fundamentos apresentados pelo juízo".
O representante ainda afirmou que há provas que vão mudar totalmente o curso do processo iniciado por Huff.
"Tenham certeza que AGORA é que esse processo será iniciado. Existem muitas informações e PROVAS que vão mudar TOTALMENTE o curso dessa ação. Não se deixem enganar com o silêncio da avó, ele existe para proteger um bem maior, que é a vida do Léo. Ela tem se mantido firme aos ataques injustos que vem sofrendo e assim ficará até o final."
ENTENDA O CASO
Na última quinta-feira (3) detalhes da decisão judicial foram divulgadas pelo portal LeoDias. De acordo com a publicação, a decisão teria sido tomada por negligências cometidas por parte da avó, Ruth, e pela não preferência de criação por “família extensa”.
Casos de negligência por parte da vó também teriam sido apresentados ao juiz, entre eles, mensagens de dona Ruth omitindo informações médicas sobre o neto a Murilo. A mãe de Marília Mendonça também teria sido acusada de alienação parental, prejudicando o vínculo da criança com o genitor.
O cantor obteve a guarda provisória do filho, Léo, após a audiência com dona Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, realizada na segunda-feira, 30 de junho, no Fórum Cível de Goiânia, Goiás.
O filho de Huff vivia com a avó em Goiânia desde novembro de 2021, após a morte de Marilia. A guarda do pequeno era compartilhada, e, de acordo com a defesa de Huff, o sertanejo mantém contato frequente com o filho, ajustando a agenda de shows para cumprir a paternidade.
- Por Adriana Fernandes, Bruno Boghossian e Julianna Sofia | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 08:23h
Foto: Agência Senado
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu a limitação dos supersalários e informou que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmando que seria bom aprovar o projeto que trata do tema.
"Estou totalmente a favor de limitar o que se chama de indenizações para os juízes de uma maneira geral, que é o que a gente chama de extrateto, que está em discussão no Senado. Eu mesmo já falei com o presidente Alcolumbre que seria muito bom aprovar", disse Barroso, ao C-Level Entrevista, novo videocast semanal da Folha de S.Paulo.
O ministro defendeu, no entanto, que há extras no salário dos juízes que são justificáveis e necessários para não haver, segundo ele, desfalque na prestação do serviço jurisdicional. Barroso citou o adicional de férias que fica fora do teto do funcionalismo, que é pago aos juízes quando substituem as férias dos colegas. "Se ele vai trabalhar mais, ele tem direito a um extra."
O presidente do STF disse que é a favor de o Congresso dizer quais verbas podem ultrapassar o teto de forma legítima, e acabar com penduricalhos indevidos. "Sou totalmente a favor dessa limitação [dos penduricalhos]", disse.
Os chamados penduricalhos são os pagamentos adicionais, como auxílios e verbas indenizatórias, recebidos por servidores públicos, como juízes e membros do Ministério Público, além de seus salários regulares. Esses valores, por vezes, não são considerados parte da remuneração principal e podem não ser contabilizados no teto salarial constitucional do funcionalismo público, que é o salário de ministro do STF -hoje, em R$ 46.366,19.
O presidente do STF ressaltou que não há nenhuma decisão sua que tenha contribuído para o aumento dos penduricalhos. "A única decisão que eu tenho até hoje foi exatamente para cortar os penduricalhos para o futuro, porque para o passado eu não tenho competência para retirar, e só judicialmente", disse o ministro ao ser perguntado sobre o fato de o Judiciário ter hoje mais privilégios do que em 2023, quando ele assumiu a presidência do STF.
Barroso argumentou que tomou uma decisão administrativa, com apoio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), proibindo que os tribunais concedam os benefícios. Segundo ele, o aumento dos penduricalhos não "pode entrar na sua conta".
"Fiz o que eu podia fazer, resolvi o problema para frente. Na minha gestão, não tem absolutamente nenhuma medida que tenha aumentado penduricalhos. A única medida minha que, em alguma medida, repercutiu sobre qualquer área de direitos e vantagens foi dizer, repetindo o que está na Constituição, que juízes e membros do Ministério Público têm igualdade de situação. Na minha conta não entra", justificou.
Ele admitiu, no entanto, que, nos estados, é possível terem ocorrido abusos "aqui e ali". " O que eu fiz foi exigir que, como os benefícios não podem mais ser dados por decisão administrativa, só se o Poder Judiciário, atuando jurisdicionalmente com recurso até o Supremo, autorizar, é que é possível."
O projeto dos supersalários já tramita no Congresso desde 2016, mas sofre resistência do funcionalismo público, sobretudo dos juízes e dos procuradores do Ministério Público. O texto lista quais tipos de pagamentos podem ficar de fora do teto.
A proposta foi aprovada pelo Senado em 2016 e só foi votada pela Câmara em 2021. Desde então, está parada à espera de que os senadores analisem as alterações feitas pelos deputados.
O assunto ganhou nova força em dezembro, quando o governo Lula tentou limitar as verbas indenizatórias recebidas por agentes públicos por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição). Esse texto propunha que só poderiam ultrapassar o teto salarial do funcionalismo os benefícios autorizados expressamente em lei complementar de caráter nacional. Do contrário, seriam declarados ilegais.
O Congresso, contudo, alterou o projeto diante da pressão. Pela nova redação, as verbas existentes foram liberadas até a aprovação de lei ordinária sobre o tema. Esse projeto de lei está desde novembro de 2023 sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ex-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Na entrevista, o presidente do STF fez questão de ressaltar que o Judiciário, nos últimos 22 anos, se tornou mais relevante na vida brasileira. "Houve um aumento expressivo da judicialização no Brasil de uma maneira geral, tanto no Supremo como nas instâncias inferiores. O Judiciário passou a ser, portanto, um Poder mais relevante na vida brasileira, que desagrada mais gente. E que, portanto, virou alvo de mais críticas e insatisfações", disse.
Para ele, algumas das críticas são injustas, mas ponderou que o Judiciário precisa melhorar sua atuação. "Algumas são justas e a gente precisa consertar. E outras são injustas e vêm como consequência de uma certa má vontade dos interesses que são contrariados", afirmou.
Barroso disse que não se impressiona muito com pesquisas de opinião pública que mostram críticas ao Judiciário. "A importância de um tribunal não pode ser aferida mesmo em pesquisas de opinião pública. A gente interpreta a Constituição e com frequência desagrada muita gente. Quando eu mesmo determinei a desintrusão de uma terra indígena que tinha sido invadida, tinha 5.000 invasores e 1.000 indígenas. Se fizerem uma pesquisa na região, vou perder de 5 a 1 em termos de prestígio, mas a vida não pode ser aferida assim".
- Por Victoria Bechara e Laila Nery | Folhapress
- 03 Jul 2025
- 18:35h
Foto: Reprodução/ Instagram
O marido da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), o coronel Aginaldo Oliveira, foi exonerado do cargo de secretário municipal de Segurança Pública de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (1°). O documento informa que a saída ocorreu a pedido do próprio Aginaldo.
O coronel da Polícia Militar do Ceará tinha se afastado do cargo para acompanhar Zambelli, que fugiu para a Itália. O pedido foi feito em 21 de maio. Ele alegou "motivo de doença de pessoa da família" para tirar licença até 29 de junho.
O prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), falou sobre a saída de Aginaldo nas redes sociais. "Quero agradecer ao coronel pelos serviços prestados e pelo trabalho realizado à frente da nossa segurança. Reafirmo que seguimos firmes com o nosso compromisso de garantir mais segurança para toda a população da nossa Caucaia", escreveu.
Zambelli fugiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina. Ela está na Itália e foi incluída na lista vermelha da Interpol. Com isso, a deputada licenciada pode ser presa a qualquer momento.
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, afirmou ao UOL que a captura da deputada pode levar meses. "Ela se encontra foragida. Depois de quase três semanas, não se tem ainda nenhuma informação concreta da localização dela", disse.
A polícia recebeu informações de que Zambelli e o marido estariam em Nápoles. Antes, ela teria alugado um apartamento em Roma.
A deputada federal revelou ter deixado o Brasil no início de junho. O comunicado se deu menos de um mês depois de ela ter sido condenada a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o auxílio do hacker Walter Delgatti.
Zambelli, já considerada importante aliada do bolsonarismo, já enfrentava na Justiça outros processos. Em janeiro, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) decidiu cassar o seu mandato por desinformação eleitoral.
Dois meses depois, o STF formou maioria para condená-la a cinco anos de prisão em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal durante episódio em que a parlamentar ameaçou atirar em um homem, nos Jardins, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 16:20h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, deve deixar o comando da estatal em breve. Segundo apuração da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Fabiano já redigiu uma carta de renúncia que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seu mandato termina em agosto e, para permanecer no cargo, dependeria de recondução pelo governo.
A saída ocorre em meio à pressão da Casa Civil, comandada pelo ministro Rui Costa, que cobra um plano de reestruturação da estatal. A proposta prevê o fechamento de agências em todo o país e medidas para reduzir os custos operacionais da empresa, que acumulou prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano passado.
A reestruturação prevê, além do Plano de Demissão Voluntária (PDV) em curso — que pode desligar cerca de 4 mil funcionários —, a possível extinção de outras 8 a 10 mil vagas com o encerramento de unidades físicas. A estimativa é economizar R$ 1 bilhão, além dos R$ 800 milhões já esperados com o PDV.
Fabiano, no entanto, resiste à adoção de medidas mais severas. Ele argumenta que os cortes podem comprometer projetos sociais da estatal, como a abertura de agências em comunidades vulneráveis. Só no Rio de Janeiro, mais de 50 favelas foram contempladas com novas unidades nos últimos anos.
Apesar das pressões, o ministro Rui Costa afirmou por meio de sua assessoria que não defende demissões em massa. Segundo interlocutores, sua orientação é pela "racionalização dos gastos", e não pelo enxugamento radical do quadro funcional.
Os Correios têm sido alvo de disputas políticas entre partidos da base aliada. Mesmo com o rombo financeiro, a empresa conseguiu um empréstimo junto ao Banco dos Brics e planeja investir R$ 5 bilhões nos próximos anos. O prejuízo mais recente é atribuído à "taxa das blusinhas", mudança nas regras de importação de compras internacionais, que teria impactado significativamente o volume de encomendas processadas.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 14:40h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) vai instaurar um inquérito para investigar o ataque hacker sofrido pela C&M Software, empresa que presta serviços de conexão para instituições financeiras depois do ataque de terça-feira (01) estimado com o prejuízo de R$ 1 bilhão.
O ataque causou instabilidade no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o Pix, revelando vulnerabilidades na segurança de empresas responsáveis pela mensageria do sistema. A informação foi confirmada pelo Metrópoles, após apuração com fontes ligadas ao caso.
Há indícios de que os criminosos desviaram ao menos R$ 400 milhões, acessando contas de instituições financeiras por meio da invasão aos sistemas da C&M. Uma das instituições atingidas foi a BMP, provedora de serviços bancários digitais.
A C&M Software confirmou ao Metrópoles que foi vítima direta do ataque e afirmou, por meio de nota, que os sistemas críticos da empresa seguem operando normalmente. A companhia também declarou estar colaborando com as autoridades competentes, como o Banco Central (BC) e a Polícia Civil de São Paulo.
Como medida de precaução, o Banco Central determinou o desligamento das conexões da C&M com as instituições afetadas. Já a BMP esclareceu que o ataque atingiu apenas recursos de sua conta reserva junto ao Banco Central, sem impactos para os clientes da plataforma.
- Bahia Notícias
- 03 Jul 2025
- 10:10h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, propaganda e uso dos extratos de cogumelo da linha Mushdrops, produzidos pela empresa Mush Mush Club. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (01). A determinação atinge os produtos identificados como Juba de Leão, Reishi, Cordyceps, Chaga e Turkey Tail, todos vendidos em formato de gotas. Além da proibição, a agência também determinou a apreensão dos itens.
Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo vendidos como se fossem medicamentos, embora não tenham registro ou regularização sanitária. “Assim, não é possível garantir a segurança de uso desses produtos, nem saber a sua procedência e o controle de riscos durante a sua produção”, informou a agência.
A Anvisa ressaltou ainda que a empresa não possui Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricar medicamentos, o que impede a legalidade da comercialização dos extratos.
No mercado, os cogumelos da linha Mushdrops são divulgados como "superalimentos" que supostamente auxiliam no bem-estar físico e mental. Entre os efeitos prometidos estão controle da ansiedade, melhora da imunidade, aumento de energia, qualidade do sono e função respiratória. Em publicações nas redes sociais, a empresa afirma que os cogumelos não provocam alterações de percepção e não causam “onda”.
“Esses cogumelos não causam alterações na percepção, mas ajudam o corpo a funcionar melhor”, diz a empresa em um post no Instagram.
As informações foram apuradas pela Folha de S.Paulo que tentou contato com a Mush Mush Club por meio do WhatsApp, e foi informada de que o setor jurídico responderia. O site da empresa estava fora do ar nesta quarta-feira (02), mas o perfil no Instagram permanecia ativo.
A Anvisa também alertou que a medida vale para qualquer pessoa física ou jurídica — incluindo veículos de comunicação — que comercialize ou divulgue os produtos em questão.
- Por Cátia Seabra e Victoria Azevedo | Folhapress
- 03 Jul 2025
- 08:31h
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez chegar ao Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (2), sua irritação com as críticas de que tem sido alvo nas redes sociais, em mais um capítulo da crise que abala a relação do governo Lula (PT) com a cúpula do Congresso Nacional.
Em Portugal para o 13º Fórum de Lisboa, Motta reclamou especialmente do fato de Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terem falado em quebra de acordo sobre a tramitação do aumento de alíquotas IOF (Imposto sobre Operação Financeira). O deputado nega que tenha se comprometido com a proposta do governo.
Também em Lisboa, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sugeriram a interlocutores do governo um aceno ao presidente da Câmara, na tentativa de restabelecimento de um diálogo com Motta.
Alertada por emissários do governo sobre esse descontentamento e já contrariada com o teor de vídeos contrários ao presidente da Câmara, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse repudiar os ataques a Motta.
Nas redes, ela disse que a disputa política faz parte da democracia, mas que "nada disso autoriza os ataques pessoais e desqualificados nas redes sociais contra o presidente da Câmara".
"Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil, dentre as quais se destaca a justiça tributária", afirmou.
Gleisi e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), já tinham ouvido queixas do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), com quem se reuniram na noite de segunda-feira (30). Assim como a ministra, Guimarães defendeu Motta, afirmando que o revés sofrido pelo governo na votação do IOF não pode ser usado como justificativa para ataques pessoais.
"Reitero minha solidariedade ao presidente Hugo Motta, que, como qualquer representante em uma democracia plena, tem o direito de defender suas convicções", afirmou Guimarães.
Aliados de Motta afirmam que as declarações embutem um medo do governo de novas derrotas na Câmara, onde tramitam pelo menos seis pautas de interesse governista.
Participante do fórum, o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, engrossou o esforço conciliatório a ser conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado é o relator da ação protocolada pelo governo com o objetivo de reativar o decreto sobre o IOF.
Em Lisboa, onde conversou com ministros da corte, Messias elogiou a capacidade de diálogo de Motta e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos responsáveis pela inclusão da derrubada do decreto em pauta sem que o governo tenha sido informado.
"Tenho certeza que todos nós, em conjunto, com a liderança do presidente Lula, que já sinalizou que deve ter um encontro com os dois no retorno do [encontro dos] Brics, nós vamos encontrar uma saída", disse Messias.
O ministro do STF Gilmar Mendes, com quem Messias conversou, foi um dos que propuseram uma conciliação.
No Brasil, no entanto, Lula classificou como "absurda" a decisão do presidente da Câmara de colocar em votação a derrubada do decreto do aumento do imposto, alegando que houve descumprimento de acordo.
"O erro, na minha opinião, foi o descumprimento de um acordo, que tinha sido feito no domingo [8 de junho] à meia-noite na casa do presidente [da Câmara] Hugo Motta. Lá estavam vários ministros, deputados, o ministro [Fernando] Haddad com sua equipe e, quando chega na terça-feira, o presidente da Câmara tomou uma decisão que eu considerei absurda", disse o petista, durante entrevista na Bahia.
O projeto que susta os decretos foi aprovado pela Câmara por 383 votos favoráveis e 98 contrários. No plenário do Senado, a aprovação foi simbólica, ou seja, sem a contagem de votos.
Lula também disse que não há ruptura. "O presidente da República não rompe com o Congresso".
As declarações do petista acentuaram a irritação de Motta, segundo relato de aliados do presidente da Câmara. Apesar disso, interlocutores do deputado afirmam que a decisão de levar o tema à pauta conferiu a ele visibilidade nacional, ainda que ele receba a pecha de traidor nas redes sociais.
De acordo com relatos, Motta reforçou a aliados em Lisboa, após a entrevista, que não firmou nenhum compromisso em torno dos textos, mas que não iria contestar o presidente da República nas redes sociais.
Sua relação com o governo azedou após ele informar à noite, pelas redes sociais, a decisão de submeter o decreto à votação já no dia seguinte. Embora tenha conversado com integrantes do governo, Motta não avisou que essa era sua intenção. Segundo aliados, Lula encarou esse comportamento como uma traição. Procurado, o presidente da Câmara não se manifestou.