BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Mães de crianças com microcefalia fazem campanha informativa no Facebook

  • 01 Dez 2015
  • 09:51h

(Foto: Divulgação)

Depois do aumento significativo do número de crianças com microcefalia, que passou de 147 no ano passado para 1.248 este ano, um grupo de mães do Facebook resolveu criar a campanha informativa "Eu Amo Alguém com Microcefalia". Segundo Lucélia Freitas, mãe de Crystian, de 13 anos, que tem microcefalia, “as pessoas começaram a falar como se fosse contagiosa, de forma depreciativa, sem saber do que se trata e isso magoa as famílias de quem tem alguém especial” Lucélia disse que a ideia da campanha é divulgar informações pelas redes sociais sobre essa malformação, que pode surgir durante a gestação e também depois do nascimento. Além disso, as organizadoras querem dar suporte às famílias que estão recebendo o diagnóstico. 

As causas são as mais variadas, podem ser desde alterações genéticas a infecções, como as causadas por citomegalovírus e por toxoplasmose, e o uso de álcool e drogas durante a gravidez. No último sábado (28), o Ministério da Saúde confirmou que os novos diagnósticos estão relacionados à infecção das gestantes pelo vírus zika, que começou a circular no Brasil este ano, relação inédita na literatura médica de todo o mundo. A microcefalia, que é quando a pessoa tem a cabeça pequena, é um sinal. Precisamos ir atrás do que causou”, afirmou a neuropediatra Vanessa Van der Linden, do Hospital Barão de Lucena e presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente, ambos no Recife, em entrevista à Agência Brasil. O recém-nascido deve ter pelo menos 33 centímetros de perímetro cefálico, medida feita em volta da cabeça, na área logo acima dos olhos. Quando essa medida não ultrapassa os 32 centímetros, a medicina considera um caso de microcefalia. De acordo com a especialista, os novos casos que surgiram em Pernambuco tinham sinais parecidos com os causados por agentes infecciosos, porém, ao serem examinados para toxoplasmose e citomegalovírus, os agentes mais comuns, o resultado era negativo. “A relação com o zika veio quando percebemos que as mães citaram exantema (manchas vermelhas) durante a gravidez”, relatou a médica que, ao perceber o aumento de casos, acionou o governo do estado. Vanessa contou que as crianças serão acompanhadas por especialistas, com avaliação visual, cardíaca e auditiva, para ver o que vem junto desses novos casos. “É uma doença nova, temos que avaliar. Por exemplo, citomegalovírus dá muita deficiência auditiva, que às vezes aparece até o fim do primeiro ano do bebê. Esses casos são totalmente novos no mundo e a avaliação tem que ser contínua para ver o que vem junto [da microcefalia]. Com inúmeros fatores causadores, a microcefalia não tem um padrão de sequelas. Alguns conseguem ter vida normal, outros não conseguem andar ou falar e são muitos os que têm comprometimento mental. Há ainda casos que vêm acompanhados de cegueira, catarata, surdez, problemas cardíacos, no aparelho digestivo e epilepsia. Em muitos casos, o acompanhamento de especialistas, com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e neurologistas, pode diminuir as consequências da malformação, mas os estímulos têm que ser feitos o quanto antes.

CONTINUE LENDO

'Ação irresponsável de uma empresa' causou tragédia, diz Dilma

  • 01 Dez 2015
  • 07:05h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff abriu seu discurso na 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, nesta segunda-feira (30), em Paris, classificando o rompimento da barragem de Mariana "como o maior desastre ambiental da história do Brasil", prometendo punições severas para os responsáveis. "A ação irresponsável de uma empresa provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do Rio Doce", disse a presidente. "Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia". 

Para a presidente, o Brasil tem sofrido com os efeitos do fenômeno El Niño. "O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros", argumentou. "Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força". O assunto foi o segundo tratado em seu discurso, logo depois que a presidente expressou sua solidariedade às vítimas do terrorismo em Paris.

Acordo global
Dilma também defendeu a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários.

CONTINUE LENDO

Dilma defende caráter obrigatório para acordo da COP-21

  • 30 Nov 2015
  • 18:34h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira, 30, em seu discurso na 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), em Paris, a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários. Em sua declaração, Dilma classificou ainda incidente na bacia hidrográfica de Mariana como "o maior desastre ambiental da história do Brasil", culpando "empresas" que serão "punidas severamente". O discurso da chefe de Estado brasileira foi feito ao mesmo tempo em que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falaram em outras salas, o que dissipou sua audiência. "Estamos aqui em Paris para construir uma resposta conjunta que só será eficaz se for coletiva e justa", argumentou a presidente. "A melhor maneira de construir soluções comuns é a nossa união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso que limite nesse século a elevação da temperatura média global a 2ºC."

 

Foi nesse momento que a brasileira defendeu que o acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto como grande marco legal da luta contra as mudanças climáticas, tenha caráter obrigatório. "Devemos construir um acordo que seja também, e fundamentalmente, legalmente vinculante", afirmou. "O nosso acordo não pode ser um simples resumo das melhores intenções de todos. Ele definirá caminhos e compromissos que devemos percorrer para juntos vencermos o desafio planetário do aquecimento global." O discurso deixa nas entrelinhas a porta entreaberta para que o Brasil apoie a proposta de um acordo que tenha cláusulas obrigatórias, e outras sem esse caráter. Essa é a tendência indicada pela secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres.

CONTINUE LENDO

Por falta de dinheiro, governo decide que eleição em 2016 será manual

  • 30 Nov 2015
  • 15:28h

(Foto: Reprodução)

Apesar do Brasil se gabar do voto eletrônico, em 2016 – eleições municipais – o eleitorado irá experimentar o voto manual. Isto porque, de acordo com o Estadão, o pleito não terá a presença da urna eletrônica. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (30) e tem como objetivo reduzir custos. O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico" diz o artigo 2º da Portaria Conjunta nº 3, de 27 de novembro de 2015. O texto é assinado pelos presidentes dos Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM), Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) e seus respectivos conselhos. A portaria informa ainda que ficam indisponíveis para empenho e movimentação financeira um total de R$ 1,7 bilhão para STF (R$ 53,2 milhões), STJ (R$ 73,3 milhões), Justiça Federal (R$ 555 milhões), Justiça Militar da União (R$ 14,9 milhões), Justiça Eleitoral (R$ 428,9 milhões), Justiça do Trabalho (R$ 423 milhões), Justiça do DF (R$ 63 milhões) e Conselho Nacional de Justiça (R$ 131 milhões). As urnas eletrônicas foram utilizadas pela primeira vez em 1996. Mas, somente nas eleições do ano 2000, todo o eleitorado votou eletronicamente.

Usina da região de Mariana é esvaziada às pressas por risco de rompimento

  • 30 Nov 2015
  • 13:44h

Foto: Raquel Freitas/G1

O reservatório da usina hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), em Santa Cruz do Escalvado, a 100 quilômetros de Mariana (MG), é esvaziado às pressas por causa do risco de rompimento da barragem de Germano, estrutura da empresa Samarco que ainda ameaça ruir. A ação deixou a população local em alerta. "Conforme a água está descendo, está acontecendo erosão da terra bem embaixo da Estrada de Santana", conta o técnico em mecânica Jarbas Antônio Lopes, de 54 anos, que havia levado parentes para ver a represa na manhã deste domingo (29). "Se despencar mais um pouco, vai bloquear a estrada", diz, referindo-se a uma estrada rural usada por moradores e trabalhadores das fazendas de gado ao redor da barragem. 

"O reservatório estava cheio antes de acontecer isso. No dia em que a lama chegou, até aqui ficou com pó", conta o técnico, nascido na região, que costuma visitar familiares no fim de semana. A ideia é que, caso Germano estoure, o reservatório de Candonga, que tem capacidade para 544 milhões de metros cúbicos, sirva como barreira de contenção para a lama, impedindo que ela siga pelo Rio Doce, a exemplo do que ocorreu com os rejeitos das Barragens Fundão e Santarém da Samarco. Na usina, poucos carros e funcionários podem ser vistos do portão para fora. As comportas já estavam abertas desde o dia 7, dois dias depois do acidente em Mariana, e a produção de energia foi suspensa. A usina tem capacidade para produzir 140 MW/hora. O esvaziamento emergencial foi decidido na sexta-feira (27), quando o juiz Michel Cury e Silva, da 1ª Vara da Fazenda, teve acesso a relatório produzido pelo Centro de Apoio Técnico do Ministério Público Estadual. O relatório atesta comprometimento da barragem de Germano e foi feito com base em informações prestadas por empresas contratadas pela própria Samarco. A Justiça deu prazo de dois dias para esvaziamento da represa.

CONTINUE LENDO

Neymar é finalista da Bola de Ouro com Messi e Cristiano Ronaldo

  • 30 Nov 2015
  • 12:14h

(Foto: Reprodução)

Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar vão disputar a Bola de Ouro 2015. A Fifa divulgou, na manhã desde segunda-feira (30), os três finalistas que irão disputar o prêmio que elege o melhor jogador de futebol do mundo no ano. Com ótimos números, Lionel Messi encantou todos que amam o futebol com atuações mágicas e golaços, além de liderar o Barcelona no triplete da última temporada. O craque foi um dos artilheiros da Champions League com 10 gols e o vice-goleador de La Liga com 43 tentos. O camisa 10 argentino, dono de quatro Bolas de Ouro, é o favorito da atual edição do prêmio e deve ganhar seu quinto troféu.

Atual vencedor da premiação, Cristiano Ronaldo viveu uma temporada sem títulos com o Real Madrid, mas está no páreo por seus ótimos números. O gajo se tornou o maior artilheiro da história dos Blancos e da seleção portuguesa, além de ter sido o artilheiro da Champions League e de La Liga na última temporada, com 10 e 48 gols, respectivamente. Outro que foi um dos artilheiros da última Uefa Champions League, Neymar viveu uma bela temporada com o Barcelona, conquistando o triplete e formando o MSN fenomenal com Lionel Messi e Luis Suárez. Ele também foi o goleador máximo da conquista da Copa del Rey, com sete tentos, e balançou as redes 22 vezes em La Liga, ficando atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo na artilharia, e ao lado de Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid. Luis Suárez, que anotou 16 gols em La Liga e sete na Champions League, ficou de fora. O vencedor da Bola de Ouro será conhecido no dia 11 de janeiro de 2016, em Zurique, na Suíça, na sede da Fifa. Desde 2008, apenas Messi e Cristiano Ronaldo venceram a premiação, sendo quatro Bolas de Ouro para o argentino e três para o português.

CONTINUE LENDO

Presidente da Vale, Murilo Ferreira renuncia presidência de Conselho da Petrobras

  • 30 Nov 2015
  • 10:38h

(Foto: Reprodução)

Em licença desde setembro, o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Murilo Ferreira, renunciou ao cargo oficialmente. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30) pela própria estatal. Murilo também é presidente-executivo da mineradora Vale e, em agosto, foi o único membro do conselho da Petrobras a votar contra a venda de pelo menos 25% da BR Distribuidora. Em setembro, o executivo pediu afastamento sem detalhar o motivo. Segundo a agência Reuters, Ferreira deixou o cargo para concentrar-se na gestão da Vale – ele acumulava funções em duas das maiores companhias do país desde abril. Enquanto a Petrobras está em crise financeira derivada das denúncias da Operação Lava Jato, a Vale passa por crise imagética após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, que gerou um dos maiores desastres ambientais do país. Questionada após o anúncio da Petrobras, a assessoria de imprensa da Vale informou que Murilo segue normalmente com sua funções na companhia.

Promotora de Justiça do caso Telexfree é encontrada morta com tiro na cabeça

  • 30 Nov 2015
  • 06:57h

Enquanto vizinhos ouviram uma discussão no apartamento da promotora, antes do disparo, Polícia trabalha com hipótese de suicídio. (Foto: Reprodução)

A promotora Nicole Gonzales Colombo Arnoldi (foto) foi encontrada morta no inicio da noite deste domingo, 29, em seu apartamento, localizado no Condomínio Florença, próximo a Uninorte e ao Tribunal de Justiça do Acre, em Rio Branco. Natural da cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, Nicole, de 35 anos, ingressou na carreira de promotora no MP do Acre em dezembro de 2009 e foi uma das responsáveis pelo bloqueio das contas e encerramento das atividades da Telexfree no Brasil, caso que teve repercussão internacional. Atualmente, ela era responsável pela promotoria do município de Bujari. A policia militar foi acionada por vizinhos quando um disparo foi ouvido no apartamento da vitima. De acordo com informações, Nicole foi encontrada com a marca de um tiro na cabeça.

Ministério Público investigará documento que liga BTG a Cunha

  • 30 Nov 2015
  • 06:39h

André Esteves, durante entrevista em São Paulo, no ano passado (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

A Procuradoria Geral da República relatou, no seu pedido para conversão da prisão do banqueiro André Esteves e do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, de temporária em preventiva - acolhido neste domingo (29) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki - que foi encontrado um documento, com uma escrita no verso, indicando o suposto pagamento de R$ 45 milhões do BTG para Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Segundo a PGR, na residência de Diogo Ferreira, foi encontrado este documento, contendo uma escrita, com o seguinte texto: "Em troca de uma emenda à Medida Provisória número 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de R$ 45 milhões". Ainda de acordo com o pedido da Procuradoria Geral da República para que a prisão temporária fosse convertida em preventiva, a anotação informa que teriam participado da operação, pelo BTG, Carlos Fonseca e Milton Lyra. "Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB. Depois que tudo deu certo, Milton Lyra fez um jantar pra festejar. No encontro tínhamos as seguintes pessoas: Eduardo Cunha, Milton Lira, Ricardo Fonseca e André Esteves", informou a PGR.

Garcia afirma que o momento político do País é de ‘crise política forte’

  • 29 Nov 2015
  • 09:12h

O assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia (Foto: Reprodução)

Em meio à crise política em Brasília, o assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou neste sábado, 28, em Paris, que “não existe grande alternativa política no Brasil”. Questionado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o assessor da presidente Dilma Rousseff disse que o sistema político brasileiro, baseado no presidencialismo de coalizão, “não vai longe”. Garcia afirmou que o momento político do país é de “crise política forte”, que “afeta todos os partidos”, inclusive o Partidos Trabalhadores (PT). Foi então que o assessor avaliou: “Não há uma grande alternativa política no Brasil”. O assessor é um dos mais longevos quadros do PT nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que passou a integrar desde a posse de 2003. Indagado pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre se o momento da crise política, com a prisão do senador Delcídio Amaral, líder do PT no Senado, é o pior em mais de 12 anos de poder, o assessor respondeu que considera o presidencialismo de coalizão com os dias contatos. “O sistema político do Brasil como um todo está afetado. O problema é saber como nós vamos superar os problemas políticos estruturais”, argumentou Garcia. “Você acha que o presidencialismo de coalizão com o qual trabalhamos há algum tempo vai longe? É lógico que não vai.” Garcia criticou ainda a organização do sistema partidário no Brasil. “Eu sou a favor da multiplicidade de partidos, mas eu sou contra as razões que levam à multiplicidade de partidos”, afirmou. “Quais são os partidos que têm identidade efetivamente? Poucos.” O assessor integra a comitiva do Brasil que participará da abertura da 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas. Dilma Rousseff chegou ao hotel e ingressou pela garagem, sem falar com os jornalistas. A delegação chegou dois dias antes do evento, quando ainda não tinha compromissos previstos na agenda oficial. No final da tarde, a presidência informou que quatro reuniões bilaterais foram marcadas para o domingo, com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, com os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, e com o representante da Comunidade do Caribe (Caricom). Uma reunião com negociadores brasileiros da COP 21 também será realizada na embaixada do Brasil em Paris. Segundo Garcia, o discurso da presidente para a abertura da Conferência do Clima, na segunda-feira, já está redigido. Questionado pelo Estado se a presidente pedirá um acordo internacional legalmente vinculante (obrigatório), Garcia disse que o discurso não entra no assunto. “Ela não entra no detalhe sobre a obrigatoriedade do acordo, porque isso não está fechado. Essas coisas se resolvem de outra maneira”, argumentou, referindo-se às negociações. Embora tenha chegado mais cedo a Paris, a presidente reduziu a viagem internacional. Visitas programas para o Japão e o Vietnã para o início da semana foram canceladas – a Tóquio pela segunda vez. Sobre o cancelamento, Garcia reconheceu o inconveniente. “É chato, eles vão ficar chateados, mas saberão entender”, disse Garcia, antecipando que a presidente pretende encontrar o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em Paris.

Sete depoimentos sobre o futuro do jornalismo

  • Por Lucas Valença | OI
  • 29 Nov 2015
  • 07:35h

Empresas jornalísticas tradicionais, muitas fundadas a partir do meio impresso, devem migrar para nichos específicos de mercado para se adequar aos novos tempos. Essa é uma opinião de seis profissionais experientes da área consultados (os jornalistas de redação Cristiano Romero, Natuza Nery, Lúcio Vaz e Heraldo Pereira, além dos professores Nilson Lage e Henrique Moreira). Na mesma linha, como previsão, os jornais tradicionais de “conteúdos diversos” estariam ameaçados de “morte”. Neste ano de 2015, o mercado para o jornalismo mostrou efeitos práticos derivados dessa mutação: demissões de jornalistas de veículos tradicionais, surgimento de novas mídias e modelos de negócio, além da necessidade de capacitação em novos setores, como as mídias sociais. Como será uma redação daqui a 20 anos? Perguntas como essa não têm ainda respostas definitivas, mas é possível avaliar os caminhos possíveis. Um dos percursos tem sido apontado por experiências de financiamentos alternativos para reportagens. A Agência Pública, sediada em São Paulo, por exemplo, consegue se sustentar com doações há quatro anos.

 

Para o jornalista Cristiano Romero, editor-executivo e colunista do Valor Econômico (veículo com saúde financeira equilibrada), o jornalismo impresso tende a sobreviver com publicações sérias e de qualidade que visam a um foco específico. “A questão da internet é mais viável para os jornais de ‘nicho’, ou seja, jornais especializados em um determinado tema (exemplos são os veículos de economia, turismo e esportes). Os jornais gerais (como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo) sofrem mais porque grande parte das notícias é de graça na internet.”


Romero defende que todo jornal impresso precisa ter um serviço on-line voltado para um nicho específico com o intuito de atrair o leitor com notícias diferentes das encontradas facilmente na internet. O jornalista explica que uma das soluções é fornecer diferentes pacotes para os assinantes, como fazem alguns veículos estrangeiros. “O melhor exemplo de jornal impresso que se tem é do New York Times, que ‘fechou’ o conteúdo. Essa é uma possibilidade. A ideia é que o assinante garanta a sobrevivência do jornal, mas existem outras soluções também.” Ele também enfatiza a importância das plataformas móveis, que apresentam um crescimento acelerado.


“Não é um demônio”

O professor Nilson Lage, um dos principais autores da área de comunicação, na mesma linha, defende o jornalismo setorial. Ele é autor de 11 livros que são referências no campo de pesquisa. “Uma ideia que se tem é de um jornalismo impresso de leitura segmentada, presumindo um tipo de informação reservada que seja remunerável. O jornalismo econômico seria um exemplo, com área reservada, de leitura lenta.”


Lage acredita na necessidade do jornal impresso em se adaptar ao novo canal de internet, que segundo ele, chegará à totalidade da população. “Os veículos vão continuar existindo, porém com um novo papel, como aconteceu com o cinema em relação à televisão, ou a pintura após o surgimento da fotografia.”


O jornal impresso que conhecemos hoje está ameaçado e terá de mudar se quiser sobreviver nos próximos anos, é o que acredita a jornalista Natuza Nery, editora da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. “Ninguém sabe como vai ser, mas é evidente que vai ser um jornalismo de melhor qualidade, pois a internet consome todo o espaço do imediato.” Natuza Nery também realça a oportunidade dos tempos digitais. “A internet faz parte do mercado de trabalho, não é um ‘demônio’. É mais difícil, competitivo, mas traz mais oportunidade para quem quer trabalhar na rede.”


Repórter, apresentador e comentarista da TV Globo, Heraldo Pereira explica que o surgimento de novas tecnologias é sempre revolucionário ao longo da história. Para o jornalista, que atua em Brasília com temas políticos, a internet é uma ferramenta fundamental deste início do século 21. “Os meios de comunicação vivem períodos de massificação de determinadas tecnologias. Não podemos partir do pressuposto de que vivemos o período mais revolucionário que tivemos; nós vivemos apenas o nosso período que ainda estamos construindo.” Heraldo Pereira valoriza o avanço da imprensa com a convergência midiática. “Quando se abre um portal, ele tanto tem impresso, como tem rádio, tem televisão, tem tudo.”


À procura do equilíbrio

Um dos jornalistas investigativos mais premiados do país, Lúcio Vaz, trabalha em um veículo exclusivamente na internet, o Fato Online, sediado em Brasília. Após fazer carreira em diversos veículos tradicionais, ele teve que se adaptar à nova realidade. Fazer vídeos e áudios, além dos textos, agora com o espaço ilimitado, se transformou em uma nova rotina do profissional. “Do ponto de vista jornalístico, não muda muito. No fundo, é reportagem.”


A “grande” quantidade de notícias rápidas e ainda menos elaboradas no online é lamentada por Lúcio Vaz, que reconhece a importância de um material diferenciado e com uma apuração aprofundada, que, na avaliação dele, se tornou esporádica no país. “Um aspecto ruim do uso que as pessoas fazem da internet é que se convencionou no mundo todo, mas principalmente no Brasil, que a notícia na internet tem de ser rápida, instantânea e, por conta disso, superficial. Eu já acho que é possível utilizar o meio on-line com maior profundidade.”


O professor de jornalismo Henrique Moreira, coordenador de faculdade em Brasília, disse que os jornais impressos são os mais afetados pela rapidez e interatividade da internet como um todo, incluindo as revistas. “Não acredito no fim do jornal impresso, mas ele vai sofrer uma mudança significativa. Só assim para sobreviver.” (Confira o vídeo sobre o assunto.)


As empresas midiáticas como um todo estão perdendo receitas e ainda não conseguiram recuperar a renda por meio do on-line, explica Moreira. “Há uma tentativa de achar o equilíbrio da utilização das novas plataformas e como essas podem vir a ser exploradas economicamente, mas nada que represente uma solução definitiva para o problema.”


As indefinições do modelo de negócio

O jornalista Cristiano Romero conta que as pessoas passaram a questionar a necessidade da assinatura nos veículos impressos já que as notícias são obtidas de forma instantânea na internet. “As empresas jornalísticas não conseguiram descobrir até hoje, como ganhar dinheiro com o online. Como produzir conteúdo jornalístico e ter a publicidade junto.”


O professor Henrique Moreira contextualiza que a crise se agrava também por conta das características do mercado nacional. “Precisamos levar em consideração o cenário econômico conturbado do país. Estamos vivendo uma crise que se alastra por todos os segmentos econômicos e as empresas jornalísticas não estão fora disso.”


As demissões em massa, segundo Cristiano Romero, têm mais de uma origem. A explicação mais comum é a crise. “Toda vez que o país está em recessão, o primeiro setor a ser afetado é justamente o setor de mídias, porque as companhias, diante de uma crise, diminuem as despesas com publicidade e, quando a verba cai, naturalmente o setor de mídia é o primeiro a sofrer.” O avanço da internet no Brasil tem contribuído para a perda de receita cada vez mais frequente da mídia impressa. “É uma batalha permanente para conseguir pagar as contas.”


Os entrevistados enfatizam que a crise não é do jornalismo, mas das indefinições do modelo de negócio. “É preciso lembrar que quando a televisão surgiu, todos afirmavam que o rádio iria acabar; ele se modificou, mas está aí até hoje”, aponta Romero.


Financiamentos alternativos

A revolução digital também propiciou novas formas de viabilizar a produção de reportagens. Com quatro anos de história, a Agência Pública se define como um veículo independente e sem fins lucrativos, que se sustenta por financiamento de fundações e projetos financiados porcrowdfunding (arrecadação coletiva via internet). A coordenadora de comunicação da Pública, Marina Dias, explica que as fundações financiadoras não escolhem pauta, não leem reportagens antes de serem publicadas, nem podem interferir no conteúdos. Os leitores, por outro lado, que fazem doações sugerem os temas. “A gente tem visto que isso está aumentando. Nos últimos anos, os jornalistas livres, por exemplo, arrecadaram R$ 100 mil neste ano. É uma cultura que precisa ser alimentada”, afirma.


A Pública pretende que o leitor se engaje nas temáticas. No projeto organizado pela Pública, as reportagens costumam custar R$ 5 mil. “A pauta tem que caber nesse orçamento. Por isso, é fundamental planejamento.” O veículo tem por objetivo fomentar esse tipo de trabalho em outros jornalistas. “Já trabalhamos como incubadora de outros projetos, como a Ponte, que passou seis meses aqui dentro. Fazemos também concurso com bolsas para que repórteres independentes produzam seus conteúdos. Publicamos e divulgamos, inclusive há matérias premiadas como fruto desse trabalho. Tem muito a ser experimentado.”

CONTINUE LENDO

Abandonado pelo PT e sob humilhação de ser um senador preso, Delcídio vira 'homem-bomba'

  • 29 Nov 2015
  • 07:24h

Segundo especialistas políticos e fontes internas nos bastidores, partido cometeu um erro grave ao isolá-lo. Delcídio do Amaral já é apontado como a “principal testemunha” da Lava-Jato. (Foto: Reprodu

Para entender a magnitude da prisão, na semana passada, de Delcídio do Amaral, senador petista e líder do governo, é preciso até um pouco de imaginação. Pois imaginemos que nenhum empresário preso na Operação Lava-Jato tivesse até hoje quebrado o silêncio nas delações premiadas – ou que nenhum político estivesse na lista que a Procuradoria-Geral da República mandou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo no cenário irreal acima, a prisão de Delcídio e a possibilidade de ele recorrer à delação premiada – uma vez que foi abandonado pelo PT, ignorado por Dilma e ofendido por Lula – terão consequências devastadoras para a estabilidade do já cambaleante regime lulopetista. Delcídio do Amaral testemunhou os momentos mais dramáticos dos escândalos do governo do ex-­presidente. Viveu e participou desses mesmos momentos no governo Dilma. Delcídio não é uma testemunha. Ele é “a” testemunha – e a melhor oportunidade oferecida à Justiça até agora de elucidar cada ação da entidade criminosa que, nas palavras do ministro Celso de Mello, decano do STF, “se instalou no coração da administração pública”.

"Antes de criticar Dilma, se coloquem no lugar dela", diz Lula, na Bahia

  • 28 Nov 2015
  • 15:01h

(Foto: Instituto Lula)

Uma semana depois de vir a Salvador para o Dia da Consciência Negra, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou à Bahia, nesta sexta-feira (27), em Valente. Lula disse que as pessoas "devem se colocar no lugar" da presidente Dilma Rousseff. "Cada um de vocês precisa ajudar a Dilma. Quero que vocês imaginem a pressão que esta mulher está sofrendo, a dificuldade que ela está passando. Antes de criticar ela, se coloquem no lugar dela", disse Lula. Lula disse ainda que o país só vai sair da crise se cada um "virar um deputado, governador e presidente" e "não deixar que os companheiros, sozinhos, arquem com a responsabilidade". Lula também disse que prefere não se eximir da responsabilidade pelo mandato da sucessora. “Eu poderia dizer 'eu sou ex-presidente, não tenho nada a ver com isso', 'sou um cidadão comum, não tenho nada a ver com isso'. Mas a Dilma não é a Dilma. A Dilma não foi candidata porque ela quis ser. Ela foi candidata porque a gente precisava que uma mulher governasse este País uma vez na vida”, afirmou.  Segundo o ex-presidente, quando está tudo bem, “todo mundo é pai da criança”, o que não acontece quando a criança não é tão bonita. “Essa criança chamada Brasil é nossa e temos que cuidar dela”, disse, nos minutos finais de um discurso de pouco mais de meia hora divulgado na íntegra pelo site do Instituto Lula. Lula reconheceu que o Brasil não está vivendo um bom momento econômico, mas ressaltou que outros países, como Estados Unidos, Alemanha e Japão, também enfrentam problemas. Mas pediu que as pessoas não julguem a presidente antes do tempo. “Quando fui eleito, eu dizia: eu fui eleito para um mandato de quatro anos. Não me julguem nem por um dia nem por um ano”, afirmou.

Brasil registra primeira morte provocada pelo vírus zika

  • 28 Nov 2015
  • 13:02h

(Foto: Reprodução)

O Instituto Evandro Chagas confirmou hoje (27) o primeiro caso de morte por vírus Zika no país. A doença é transmitida por meio da picada do Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya. Segundo o instituto, o paciente morava no Maranhão e a morte ocorreu em junho. O caso foi encaminhado para a instituição, com sede em Belém, por ser referência nacional em febres hemorrágicas. O paciente tinha lúpus, uma doença que afeta o sistema imunológico, e por isso não resistiu à zika. O Instituto Evandro Chagas notificou o Ministério da Saúde. A assessoria do ministério disse que recebeu os dados, analisa as informações repassadas e vai divulgar um posicionamento sobre o assunto na próxima semana. O vírus Zika é caracterizado por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. A maior parte dos casos não apresenta sintomas. O tratamento é sintomático com uso de paracetamol para febre e dor, conforme orientação médica. Os casos de vírus Zika vem chamando atenção nas últimas semanas devido a possíveis ligações da doença com o aumento de microcefalia no Nordeste.

Governo anuncia ação judicial de R$ 20 bi contra responsáveis por desastre em MG

  • 28 Nov 2015
  • 12:05h

(Foto: Reprodução)

O governo federal e os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo vão entrar na Justiça contra a mineradora Samarco para garantir os recursos necessários ao plano de recuperação do desastre ambiental provocado pelo rompimento das barragens em Mariana, Minas Gerais. Segundo informações do site 'Uol', a ação, que é estimada em R$ 20 bilhões, terá como alvo a Vale e a BHP Billinton, empresas controladoras da Samarco. O governo pretende entrar com a ação na próxima segunda-feira (30). O anúncio da medida foi feito, nesta sexta-feira (27), em entrevista coletiva à imprensa, em Brasília, por Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União (AGU), e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.  A ação pretende criar um fundo com recursos depositados pelas empresas, que será utilizado para conter a expansão dos impactos da enxurrada de lama que avançou pelo rio Doce e atingiu o mar do Espírito Santo, executar projetos de revitalização da bacia do rio e pagar indenizações à população afetada.