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Apenas três dos 14 presos durante a Operação Boca Livre, deflagrada na semana passada, permanecem sob custódia. Segundo a Polícia Federal, os acusados tiveram as prisões provisórias convertidas em prisões preventivas, enquanto os demais foram liberados neste domingo (3), com o esgotamento do tempo de detenção. A Boca Livre apura um esquema que, de acordo com as investigações, desviou R$ 180 milhões com fraudes na Lei Rouanet desde 2001. A ação investiga mais de dez empresas patrocinadoras que trabalharam com o grupo. Estima-se que mais de 250 projetos tiveram recursos desviados. As empresas recebiam os valores captados com a lei e ainda faturavam com a dedução fiscal do Imposto de Renda. De acordo com a Agência Brasil, a organização apresentava projetos ao Ministério da Cultura e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para a aprovação e utilização de verbas de incentivo fiscal previstas na Lei Rouanet. As investigações mostram que os recursos foram usados para custear eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo festa de casamento, segundo o Ministério da Transparência. O processo tramita sob segredo judicial na 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) afirma que aumentou em 46% o número de travestis e transexuais que utilizarão o nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. Ao todo, 408 pessoas tiveram a solicitação atendida, segundo o Inep. Na edição anterior, foram 278. Ao todo, o órgão recebeu 842 solicitações. Destas, 434 foram reprovadas porque os interessados não encaminharam a documentação, conforme exigia o edital do exame. Para usar o nome social, o participante precisava fazer a inscrição no mesmo período que os demais candidatos. Depois, entre 1º de junho e 8 de junho, o pedido deveria ser formalizado pela internet, com o preenchimento de formulário e envio de foto recente e cópia de documento de identificação. A possibilidade de uso do nome social ocorreu pela primeira vez em 2014, quando foram feitos 102 pedidos. São Paulo lidera as inscrições por Estados, somando 180 inscrições, seguido de Minas Gerais, com 37 inscrições e Rio de Janeiro, com 35. Apenas o Acre não teve nenhuma inscrição tanto em 2015 quanto em 2016. O Enem 2016 teve 8,647 milhões de inscrições confirmadas. Em 2015, o número de inscrições chegou a 7,7 milhões.
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Alvo da 31ª fase da Lava Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras entre 2007 e 2012, afirmou o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (4), em Curitiba. As empresas envolvidas no esquema construíram o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. O consórcio foi formado pela OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Shahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia. Noronha afirmou que o grupo de empreiteiras formou um cartel e acertou o preço da licitação, mas a WTorre decidiu participar da disputa, oferecendo um valor menor pela obra. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), R$ 18 milhões foram pagos para que a WTorre desistisse da licitação. "Uma empresa recebe R$ 18 milhões para não fazer absolutamente nada", disse Roberson Henrique Pozzobon, procurador do MPF. Após uma renegociação de preços, a Petrobras e o consórcio fecharam o contrato, em 2008. "Um contrato que começou com valor de R$ 850 milhões terminou com valor superior a R$ 1 bilhão", disse o procurador da República.
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Após desaparecer no último sábado (2), o jornalista Jorge Kajuru reapareceu. A assessoria de imprensa de Kajuru informou que ele entrou em contato, mas não informou o motivo do sumiço. O jornalista postou algumas mensagens em seu perfil no Facebook e no Twitter durante a madrugada, e comentou as críticas feitas a ele por internautas: "Grato Deus, Abel, Jussara, Claudio, policiais Neto, e Michel e Alexandre. Vou depor tudo hoje no MP aos Drs. Krebs e Mário Lúcio. Nada é", "Por mais q devo e agradeço aos amigos da imprensa, primeiro vou contar detalhes pra justiça e sem show. Vida!" e "Duro é passar o que passei, e ter que ouvir certos comentários aqui. Mas nada mais me derruba, nem a morte, Bj aos de bem". Ainda segundo a assessoria, o jornalista afirmou que irá prestar informações à polícia sobre o que aconteceu. Kajuru estava sob proteção policial desde novembro de 2015, após revelar um esquema de corrupção entre funcionários do Detran e parlamentares de Goiás.
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato, nesta segunda-feira, 4. A ação cumpre 23 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva, 4 custódias temporárias e 7 conduções coercitivas - quando o investigado é levado para depor e liberado - em São Paulo, no Rio e em Brasília.O alvo principal é Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, que já está preso, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Paulo Ferreira foi capturado na Operação Custo Brasil, que mirou o ex-ministro Paulo Bernardo.
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Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (1º) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB):
- Ótimo/bom: 13%
- Regular: 36%
- Ruim/péssimo: 39%
- Não sabe: 13%
Segundo a CNI, a soma dos percentuais não iguala 100% em decorrência do arredondamento. O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 24 e 27 deste mês e ouviu 2.002 pessoas, em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Esta é a primeira pesquisa CNI/Ibope divulgada após o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), em 12 de maio, em razão do processo de impeachment que ela enfrenta no Congresso Nacional. No levantamento anterior, de 30 de março,a petista aparecia com a aprovação de 10% dos entrevistados, enquanto 69% a desaprovavam e 19% consideravam a gestão dela regular. O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta sexta, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
Comparação com governo Dilma
A pesquisa Ibope também pediu aos entrevistados que comparassem as gestões de Temer e Dilma na Presidência da República. Segundo o levantamento, 23% dos entrevistados consideram o governo do peemedebista melhor; 44%, igual; 25%, pior; e 8% não souberam ou não responderam. Sobre as perspectivas em relação ao "restante do governo", que avaliou as expectativas dos entrevistados sobre os próximos meses de Temer no Planalto, 24% responderam "ótimo/bom"; 32%, "regular"; 35%, "ruim/péssimo"; e 9% não souberam ou não responderam.
'Maneira de governar'
A pesquisa divulgada também avaliou a opinião dos entrevistados sobre “a maneira de governar” do presidente em exercício:
- aprovam: 31%
- desaprovam: 53%
- não souberam ou não responderam: 16%
No levantamento de março, 14% aprovavam a maneira de governar de Dilma, enquanto 82% desaprovavam.
Confiança
Outro ponto questionado pelo Ibope foi sobre a "confiança" dos entrevistados em relação ao presidente em exercício. De acordo com a pesquisa divulgada nesta sexta, 27% dos entrevistados disseram confiar em Temer, enquanto 66% afirmaram não confiar; 7% não souberam ou não responderam.
Notícias
O Ibope indagou o noticiário em relação ao governo Temer. Para 18% dos entrevistados, as notícias foram "mais favoráveis" no período, enquanto 25% as avaliaram como "nem favoráveis nem desfavoráveis". Para 40%, foram "mais desfavoráveis", e 17% não souberam ou não responderam. O levantamento ainda traz as notícias mais lembradas pelos entrevistados (veja abaixo as cinco mais mais citadas):
- 7%: "Afastamento de ministros do governo por denúncias de corrupção"
- 5%: "Operação Lava Jato"
- 3%: "Processo de cassação de Eduardo Cunha"
- 3%: "Corrupção no governo (sem especificar)"
- 3%: "Novos planos/medidas do governo"
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles por área de atuação do governo. Veja os resultados:
Meio Ambiente
Aprovam: 33%
Desaprovam: 55%
Não souberam/Não responderam: 12%
Educação
Aprovam: 30%
Desaprovam: 64%
Não souberam/Não responderam: 6%
Combate à fome e à pobreza
Aprovam: 30%
Desaprovam: 63%
Não souberam/Não responderam: 7%
Inflação
Aprovam: 29%
Desaprovam: 64%
Não souberam/não responderam: 7%
Combate ao desemprego
Aprovam: 27%
Desaprovam: 67%
Não souberam/não responderam: 6%
Segurança pública
Aprovam: 23%
Desaprovam: 72%
Não souberam/Não responderam: 5%
Saúde
Aprovam: 22%
Desaprovam: 73%
Não souberam/não responderam: 5%
Impostos
Aprovam: 17%
Desaprovam: 77%
Não souberam/não responderam: 6%
Taxa de juros
Aprovam: 16%
Desaprovam: 76%
Não souberam/Não responderam: 8%
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- Bahia Notícias
- 01 Jul 2016
- 20:03h
(Foto: Reprodução)
O doleiro Lucio Bolonha Funaro, ligado ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), trocou de advogado nesta quinta-feira (30), antes da sua prisão. Funaro foi preso na manhã desta sexta-feira (1º), na 31ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com O Globo, o advogado Antônio Mariz passou a defesa do doleiro para Antonio Figueiredo Bastos, o advogado com maior número de acordo de delação na Lava Jato. A expectativa é que Funaro esteja disposto a fazer o acordo de colaboração com a força-tarefa da Lava Jato. A operação deflagrada nesta manhã faz parte das investigações decorrentes da delação do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, indicado de Cunha para o cargo. Os agentes da Polícia Federal ainda cumprem mandados de busca e apreensão em empresas do grupo JBS-Friboi e em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e no Distrito Federal (lembre aqui). O lobista Milton Lira, ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também é um dos alvos da investigação.
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O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, anunciou nesta quinta-feira (30) que o governo fará um amplo processo de perícia médica para identificar beneficiários do auxílio-doença que recebem, mas não precisam mais do benefício. Segundo ele, atualmente, são gastos R$ 13 bilhões por ano com o pagamento do auxílio a pessoas que recebem o benefício há mais de dois anos, mas é preciso reduzir essa conta. "Faremos uma perícia em todas as pessoas que recebem auxílio-doença. Faremos um cruzamento na base de dados para ver se pessoas em um programa não estão em outro. Isso irá reduzir as despesas. Não acabaremos com os programas, mas quando a pessoa está curada não precisa mais. Precisamos de ação gerenciais para podermos ver se os benefícios estão indo para a área correta”, destacou.
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Em cinco das 12 operações do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) com grandes empresas, detalhadas pelo ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto em sua delação premiada, as propinas ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), somariam ao menos R$ 15,9 milhões. A delação de Cleto foi uma das que embasou a Operação Sépsis, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 1 com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista, que foi afastado da presidência da Câmara por determinação do STF e enfrenta um processo de cassação que deve ir a votação no plenário da Câmara em breve, é suspeito de achacar grandes empresas que buscavam financiamento do fundo.Apadrinhado de Cunha na Caixa, Cleto também participava do esquema e recebia uma porcentagem das propinas, que ele admitiu terem somado R$ 5 milhões em uma conta na Suíça, valor que será ressarcido por Cleto em sua delação como multa. Além dele, o lobista apontado como operador de Cunha Lúcio Bolonha Funaro, preso preventivamente na Operação Sépsis, também participava do esquema cobrando os valores das empresas e operacionalizando os pagamentos de propina. "Desconheço o conteúdo da delação, por isso não posso comentar detalhes. Reitero que o cidadão delator foi indicado para cargo na Caixa, pela bancada do PMDB/RJ, com meu apoio, sem que isso signifique concordar com qualquer prática irregular. Desminto, como aliás já desmenti, qualquer recebimento de vantagem indevida", defendeu-se Eduardo Cunha por meio de nota.
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Inicialmente a ministra havia negado o pedido dos jornalistas, representados pelo advogado Alexandre Kruel Jobim. No entanto, nesta quinta-feira (30/6), reconsiderou sua decisão na Reclamação 23.899 e concedeu a medida, para suspender o trâmite das “ações de indenização propostas em decorrência de matéria jornalística e coluna opinativa apontadas pelos reclamantes, até o julgamento de mérito desta reclamação”. Para o advogado Alexandre Jobim, "a reconsideração da ministra Rosa Weber confirma a seriedade e imparcialidade do STF". O abuso do direito de ação, diz ele "será apreciado pelo STF e não por aqueles que possuem interesse nas demandas. Acredito que a liberdade de expressão prevalecerá na linha dos precedentes da Suprema Corte". O caso é polêmico. Em evento em São Paulo na última semana, a ministra Cármen Lúcia afirmou que as ações coordenadas dos juízes contra os jornalistas deram um novo sentido à expressão "censura judicial". Cármen explicou que, até então, a censura judicial tratava-se de liminares concedidas por juízes para impedir a publicação de determinadas notícias. Agora, com o novo caso, os juízes passaram para o polo ativo do processo. O jornal já foi notificado de cerca de 40 ações, quase todas em juizados especiais. No entanto, o número pode ser maior. Nos juizados, todos os pedidos dos juízes são idênticos, pedindo direito de resposta e indenizações por danos morais, que juntas ultrapassam R$ 1 milhão, segundo o jornal. Os pedidos são sempre no teto do limite do juizado especial, de 40 salários mínimos. Já houve uma condenação, em R$ 20 mil. (Conjur)
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Menos de um mês após ter assumido a Secretaria da Educação, o senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido) começa a implementar as medidas anunciadas para a pasta. Nesta semana, cerca de três mil vigilantes terceirizados teriam sido demitidos em escolas do Estado, e o motivo alegado pelo secretário é a inadequação das empresas com a Lei Anticalote. “Quase na boca de assumir falei sobre esse problema. O montante, os contratos que representam R$ 600 milhões por ano, estourando qualquer limite de orçamento. E outro agravante: todos eles vencem hoje. Completamos seis anos, e a lei não permite a prorrogação, porque seria uma burla”, explicou à rádio Metrópole. A Lei Anticalote é uma maneira de forçar as empresas prestadoras de serviço a garantir direitos trabalhistas como 13º salário, férias e seguro desemprego.
No início de junho, Pinheiro já tinha feito declarações nesse sentido, ao informar que a Educação concentrava 50% dos contratos terceirizados do Estado. “Precisamos impedir que uma empresa dessa suma no mundo e deixe os trabalhadores desamparados. Questionei isso ao governador, e ele respondeu: ‘Pinheiro, é por isso que eu to te chamando!’”, disse à Tribuna na época. Ainda de acordo com secretário, a categoria havia sido informada sobre a substituição dos contratos irregulares há seis meses, ou seja, muito antes de tomar posse na pasta. Ele disse também que ontem seria homologado um novo processo licitatório iniciado em março. “Coincidentemente, a empresa que está com esse contrato que vence hoje é a mesma empresa que ganhou o contrato que começa amanhã. No caso da vigilância, é ultra facilitador, porque é a mesma empresa”, acrescentou. “Nesses quinze dias fiz todo o esforço para a gente pagar. Todo o dia eu estava na cola de Manoel Vitório [secretário da Fazenda], catando recursos, orçamentos para pagar todo mundo, principalmente para garantir que os prestadores de serviço recebam”, defendeu-se.
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A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta sexta-feira (1º) como parte da Lava Jato. Um dos alvos é o doleiro Lucio Funaro, que foi preso em São Paulo. Ele é ligado ao presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, segundo delatores da Lava Jato. Além disso, há mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS Friboi. Os mandados desta etapa da operação foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte. Também é alvo da operação o lobista Milton Lira.
A polícia fez busca e apreensão na casa dele, em Brasília. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o nome de Lira apareceu em um documento, escrito a mão, encontrado na casa de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral. Segundo a PGR, no documento havia indicação de que Lira atuou pelo banco BTG junto a deputados peemedebistas, entre eles Cunha, para que favorecessem a empresa. A polícia também fez buscas e apreensões na casa do empresário Joesley Batista, da Friboi.A ação desta manhã se baseia nas informações da delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal. Cleto também é aliado de Cunha. Outra delação que baseou as ações desta sexta é a de Nelson Mello, ex-diretor da Hypermarcas. Às autoridades, Cleto relatou que o presidente afastado da Câmara recebeu propina por negócios feitos pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS). O G1 tenta contato com a defesa de Lucio Bolonha Funaro. Em Pernambuco foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Um deles tem como alvo a empresa Cone, em Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife. Os outros dois são cumpridos em apartamentos de luxo na Praia de Boa Viagem, na capital
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Em entrevista feita em Brasília para a revista francesa semanal L'Express divulgada nessa quarta-feira (29/6), Dilma Rousseff afirmou que Lula será candidato à Presidência em 2018. A informação é, inclusive, uma das chamadas da capa da publicação. "É a razão principal do golpe de Estado: prevenir que o Lula se apresente à Presidência. Hoje em dia, apesar de todas as tentativas de destruir a sua imagem, Lula continua entre as pessoas mais amadas. Eu posso te dizer que ele vai se apresentar na próxima eleição", disse. Questionada sobre como ela vê e espera a possível confirmação do afastamento no Senado, Dilma se disse profundamente injustiçada quanto à forma como "foi tirada do poder". Na entrevista, ela ainda disse que não cometeu crime de responsabilidade, mas que apenas aprovou quatro decretos para créditos suplementares a fim de financiar, principalmente, hospitais. "Não sou o primeiro presidente a agir assim. O Fernando Henrique Cardoso aprovou 23 decretos similares. Na verdade, [a acusação] é apenas um pretexto." No decorrer da entrevista, Dilma voltou a defender o PT, a falar que não sabia do esquema de corrupção na Petrobras e a criticar os grampos divulgados pelo juiz federal Sérgio Moro. "Não importa o país do mundo, divulgar o registro de uma conversa do chefe de Estado seria um crime." Dilma ainda citou a queda de três ministros do governo interino por corrupção e que o momento político no Brasil "é grave".
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O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou a aliados que renunciará ao cargo de presidente da Câmara caso o Palácio do Planalto consiga a unificação de partidos como PSDB e DEM em torno de um nome chancelado por ele e por seus auxiliares para sua sucessão. O peemedebista está afastado do mandato e do cargo desde o dia 5 de maio, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, ele manifestou sua posição pessoalmente em reunião com o presidente interino Michel Temer no último domingo (26). Temer começou a se mobilizar após o encontro de forma a cumprir a demanda de Cunha, e elegeu alguns de seus principais ministros para atuar na tarefa de convencer o bloco liderado pelo PSDB a não se opor a um acordo com os aliados do peemedebista. A partir dessa iniciativa, líderes tucanos passaram os últimos dias reunidos com legendas aliadas como DEM, PSB e PPS para tentar fechar um consenso. Não há ainda, porém, acordo firmado entre os deputados que integram essas bancadas. Alguns integrantes do PSDB, por exemplo, têm dito afirmado que se a sigla decidir agora não lançar um nome para concorrer ao nome indicado pelos aliados de Cunha, a divergência será levada a público. Os dissidentes avaliam que não podem sofrer o desgaste de terem seus nomes vinculados a Cunha, mesmo com a interveniência de Temer ou em nome da próxima eleição do comando da Casa, que ocorre em 2017.
Ex-cortador de cana com a prima na formatura dele em medicina pela UPE (Foto: Arquivo pessoal/Flaviana Maria)
Um dos sete filhos do pedreiro José Lopes, de 63 anos, e da dona de casa Edileusa Maria, de 59, o agora médico Jonas Lopes trabalhou como cortador de cana até os 15 anos. Nascido em Palmares, Mata Sul de Pernambuco, Jonas morou até 2006 em Joaquim Nabuco. Hoje com 30 anos, o futuro cardiologista garante ao G1: "o que me move é o conhecimento e ajudar as pessoas". Ele é o primeiro da família a ter curso superior, mas acredita que no futuro os irmãos irão seguir o mesmo caminho. "Agora eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina, distribuir esse amor para os meus pacientes. Também quero estudar, estudar e nunca parar", afirmou.Jonas se tornou médico de fato e direito na quarta-feira (29) - dia da colação de grau. Ele disse que não conseguiu segurar a emoção no momento em que foi homenageado pelos colegas. "Tivemos uma colação antecipada no dia 17 de junho, que foi para pegar o registro do Cremepe [Conselho Regional de Medicina de Pernambuco].
Na solenidade oficial, na hora do discurso da oradora, ela disse: 'Jonas, levante'. Em seguida, falou um breve histórico da minha vida, me parabenizou e todos os meus colegas me aplaudiram. Não aguentei e chorei demais", revelou. O médico, que desde de criança ajudava a mãe a cortar cana, trabalhou na zona rural de Joaquim Nabuco dos 12 aos 15 anos. Foi também durante a infância que veio o sonho de cursar medicina. Desde pequeno Jonas gostava de ciências. Devido às dificuldades pelas quais a família passava, pensou em ser professor, porque - para ele - seria mais fácil. "Mas eu ficava admirando o trabalho de médico. Sempre tive a medicina no coração", falou.Entre os anos de 1998 e 1999, o médico parou de estudar. Ao G1, ele disse que esta "parada" nos estudos foi um momento de rebeldia. "Eu recomecei em 2000. Na verdade, eu caí na real. Ver minha mãe trabalhando no engenho, sofrendo… Ela tinha que comprar os meus cadernos e dos meus irmãos ou comida para dentro de casa. Quando eu vi esse sofrimento dela, decidi que jamais iria parar de estudar. O céu não é nem o meu limite. Eu amo estudar", explicou Jonas. O recém-formado também trabalhou dando aulas de de reforço, em casas de jogos e carregando frete na feira. No ano de 2006 ele fez o vestibular de medicina e passou só na primeira fase. Em 2007, Jonas começou a se preparar para o vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE), que oferecia vagas exclusivas para estudantes de escolas públicas. "Eu conheci o sistema de cotas da instituição e vi que tinha como entrar por ele, já que eu sempre estudei por escola pública. Esse sistema de cotas foi minha esperança", lembrou o médico.
Aprovação na UPE
Jonas tentou entrar na universidade por três anos. Em 2006 ele estudou sozinho e não conseguiu a aprovação. No mesmo ano ele juntou o dinheiro do trabalho para ir morar no Recife com a irmã. De 2007 até 2009 - ano no qual foi aprovado - ele cursou pré-vestibular e estudava de dez a 12 horas por dia. O médico recém-formado conseguiu assistência moradia e alimentação como bolsa da UPE e morou durante seis anos na Casa do Estudante de Pernambuco. "Fui monitor de inglês na casa, ganhei bolsa de iniciação científica e extensão universitária", disse. Em 2014 Jonas começou a estagiar em uma unidade de saúde de Joaquim Nabuco. Com o estágio ele ajudava na renda dos pais. "Eu ficava atendendo e passava os casos para o médico plantonista, que é como é regulamentado pelo código de ética médica", lembrou.
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